quarta-feira, 26 de maio de 2021

LIBERDADE ANUNCIADA

 

A liberdade que possuímos, haja vista, de morrermos como autômatos
Indo para as fileiras de um fim de mundo, que não o seja para todos
Mas efetivamente o é para famílias inteiras devastadas pelo vírus.

Onde estará nosso livre arbítrio, se morremos à socapa e tentamos
Escapar da falsidade ideológica que se mostra na cloroquina
E em tantos outros quesitos que suplantam uma teoria conspirativa
Que se cria nas falsidades das fakes, e retornam como uma escala
Dentro do cromatismo contínuo, a não se deixar o semitom órfão…

Dentro de nossas melodias mundiais, teremos por questão
Talvez um modelo de planeta seja melhor na modalidade religiosa
Quando se apercebe do consonante parecer que desponta
Na credulidade de um devoto consoante nos termos de um memento
A partir da mesma crença que o torne um devoto sem tirar seu voto!

Como seria o mundo sem a crença de todos os que creem em Deus?
Talvez fosse o próprio encerramento da Criação, que segue
Nos ditames da Natureza, e segue nos modais conflagrados
Da paixão, da bondade e da ignorância, estes modos
Que reiteram ser o mundo atavicamente uma taberna
Onde uma pressuposição mergulha em um estado presente.

Que seja, a modalidade da ignorância exista
Onde a luz se encontre com trevas, onde a escuridão
Responda ao menos por um átimo de tempo
E exista, finalmente, um diálogo soturno de um tempo
Onde a mais validade de nossas vidas não se encampem.

E onde o termo mais sensato dentro da sensaboria
Não reclame por não ser suficiente dentro da amostra cabal
De que o vaticínio aos enjeitados responda outra hora para tal,
Mesmo que, a partir do momento de se estar na conformidade
A libertação não nos esqueça dentro do prenúncio dos tempos!

Essa questão do livre arbítrio chega a ser consuetudinária,
Posto a lei maior do homem dita o ser por si, o ser em si.

Do ser coletivo há de ser outra lei gigante, que verse
Por se estar em algum lugar bem longe, distante da crise,
Daquela mesma que anuncia que – em outros cantos –
Não se pretenda ser de única origem, mesmo que o anúncio
De coisas mais coerentes não tergiversem tanto sobre o amanhã.


domingo, 23 de maio de 2021

AS ARMAS DOS INCAUTOS

 

Dizia a lenda que os inocentes do modo da ignorância
Ir-se-iam monitorar o ar vital do circunspecto atávico
Que se encontraria no não saber entender a verdade da mentira…

Essa mentira validada por ocasiões derradeiras
De uma sensaboria que beira o fato político
E que nos transborda para o piano profanador
Da arguição que se ressente do demoníaco acaso.

Tantos são aqueles que se dizem de Deus
Que os Seus planos sejam outros, o de dizer
Que a circunspecção seja vocábulo usual
Nas vertentes proximais de uma conduta correta…

Nas axis de uma pretensa veia poética está
Em uma verdade realmente relativa o dom
Que vem para checar o próximo do distante
E alterca o voo sem a dimensão mais proximal.

Para ler certos textos sabemos ter profilaticamente
O requisito fundamental de sermos verdadeiramente cultos...

Por sabermos das correntes marinhas que nos vêm chegando
Ao largo das plataformas de mananciais de escol.

Por fazermos chegar o aprofundamento da ciência da palavra
Relativizamos certa existência das vidas que não cessam
Por finalmente encontrarmos a veia poética que suplanta
Uma desordem que não encontramos em outros meios…

Em um estereótipo de vernáculo encontramos uma esteira
Daquela vaidade sublime que exime o gordo de ser gordo
Revelando o feixe de elétrons em uma situação meio perdida!

Nas sociedades quebradas pelo tempo, creditamos um papel
Com a origem tosca dos pergaminhos chineses
Que, de milênios, sabem mais ao ar do que o tempo
Em que, no altar dos inocentes, reclama o verso por si mesmo.

E veste-se de rumores a fatia mais nobre que encerra o ato
Quando dispomos de uma ciência tragicômica de uma ocasião
Em que a Natureza refaz seus aspectos mais sonantes a um.



A APOLOGIA DA EXCLUSÃO RELIGIOSA

 

          É muito raro sabermos com profundidade o que nos faz excluir o próximo… A expressão ponteia os quadrantes que rumam para o homo faber, o saber do homem, da mulher, do outro, daquele indivíduo que praticamente não perdura muito nas suas escolhas, de uma profunda questão cultural, desde um yanomami, até um quase vate, um cientista, um grande homem ou mulher da ciência. Disso de enumeração, um enumerar-se homem ou mulher, e mais que não se bastasse, bem entendido seja, sem de qualquer modo excluir na exclusão… Como se bastasse vivermos a partir de Nomenclaturas, como se Stálin repaginasse a história, como se uma doutrina fosse a cartilha da hora, na vertente algo cáustica que excluiria e devastaria consciências. De um número qualquer, as hordas dos mentecaptos não fazem as mossas de consciências supremamente favorecidas pelos ditos que somos, da raça humana, uma semana do trabalho de Deus, como Gil bem fala em sua música. Talvez não seja um fato, mas que Deus trabalha rápido isso é inequívoco. Posto em cada perspiração Dele milhões de Universos passam a manifestarem-se, e isso é apenas a relativização da Criação, pois Ele é o Senhor dos Universos manifestos e ainda não manifestos, a causa última, a dilatação Suprema e a contração Suprema… Se disto não fora, não teremos sequer a sensação da grandeza de Krsna! Isto reside nesta literatura como grandiloquente não fosse a impressão primeira da devoção: reside portanto, possa ser tomada com a Lei Suprema, o encarte que objetificamos, o resíduo das consequências, a palavra última, um suspiro quase terminante! Dessas questões da Criação devemos nos conscientizar, pois que na literatura bíblica também está o trabalho de Deus… Não se trabalha muito com isenções particulares nesse caso, claro está que os bíblicos almejam o Poder em muitos casos. Confundem religião e poder, classe com faces, óbulos com graças, prosperidade com comunhão, ou quimeras da ordem do vaticínio com o improviso das profecias, e essas práticas são muito comuns hoje em dia, sem a tolerância esperada, a luta entre vertentes cristãs e a estratégia maquiavélica de obter o mesmo poder descrito acima.
         Porquanto a verdadeira religião é o
religare, termo latino que significa ligar-se com a divindade, suprimir atividades inauspiciosas por outras que sejam auspiciosas, realocar vértebras prementes na coluna que enfeixa, ou nos enfeixa na bondade, sem conflitos de qualquer ordem e sem a busca do poder que torna a religiosidade motivo de contendas, posto a cada qual deva ser dada a participação em uma plataforma religiosa, e não há a menor possibilidade de dividirmos a fé entre farsantes e tolos, pois que seja a religião a religação com o Supremo, e nestas palavras a ressonância há de ser gigante!
          Neste ínterim, pensemos melhormente conforme o que nos dite o caráter, a profusão da arte, os bons caminhos, a precedência que vem sempre em primeiro lugar, o estágio regulativo da nossa memória, a projeção a partir do presente, e o relativo futuro em uma Era que vem para ficar muito tempo: a Era de Ferro. Que esta não nos demande tantos estragos, mas pelo visto há lugares no planeta que se tornam infernais, como a Síria e a Palestina, em que seus cidadãos vislumbrem o paraíso um pouco mais tarde, assim como a vida de sacrifícios e penitências, e não de confortos, realmente leva à perfeição espiritual.


sábado, 22 de maio de 2021

O LADO INCOERENTE DO NADA

 

Braços inconformes alteiam sons que não significam
Nem ao menos o nada sutil reverso de uma medalha
Em que jamais fora prêmio, justo que não recebido
Em uma matilha incessante e voraz atrás de sucessos!

Resta saber a premiação dos inauditos, benquerentes
Do nada, a saber, que de um pressuposto inexistente
Capitula-se a não proferir a veia mais nobre
Que perpassa em correntezas de um descaso qualquer.

As vertentes de uma corrida entrevada na pele
De uma face quase hedionda por letras rubras
E de tantas outras quase atávicas por pressão e voz
Que de falar nem de tudo o que reste a poesia é proibida…

Resta saber que no inglês a validade de uma letra
Assenta como idioma fundamental, como em um sonho
Em tergiversar o irreconhecível com o patamar da vida
No caudal irretocável de uma frequente e grande maré.

A maré que suplante tudo e todos, qual a poesia que floresce
Dentro de um imo individual postado para um coletivo
Que seja –
to a couple – no cerne do distinguível
Ao seja no cerne da dimensão causal da libertação!

Posto que a variante de um idioma há de diferenciar
O solstício do equinócio, o quente do frio,
As sombras da origem da luz,
O freio do galope,
O chão do céu,
Ou a ira do amor…

Os lados convexos do pensamento
Nos fazem abdicar do seu oposto côncavo
Quando passa a irradiar na sua forma
A relatividade de algo maior do que a narrativa.

Esse inenarrável modal de uma frente de luzes
É que nos traz a Verdade em seu imorredouro
Dilema que não suporte a velocidade de um rato
Quando carrega
Ganesha sobre seu dorso.

Isso de mostrarmos a circunspecção de nos retrair
Veste de um rumor algo absoluto nas vestes de algo
Quanto o de supormos que a invectiva da ignorância
Não é menor do que a opulência cruenta da maldade
Que se encobre de uma notívaga impressão
E retrata a covardia de se sublimar o sono sagrado!


sexta-feira, 21 de maio de 2021

UMA SAÚDE BEM FIRMADA

 

           Podemos convir com uma saúde equilibrada, sem os contratempos de uma sociedade doente… Poderíamos ver, como uma plataforma de ensaios e erros, a dimensão salutar de como fazemos de uma sociedade algo de modo quase sutil as veias de uma transição que desponta ao que desejamos, a ver que um case social mereça nosso maior respeito. No que venhamos de certas regiões da compreensão humana, no que venhamos de certos paradigmas existenciais. Aonde por quem olhamos, vemos inquietações, por navegares errados, por pressupostos famélicos, por questões de não vermos mais quase nada, por caminhares sem sustentação, por estarmos na dúvida de questões sem a glória de sermos sencientes ao menos, de sermos quem somos sem o sustentáculo de nossos pareceres.
          Viremos de encontro ao nosso imo mais sagrado, na sustentação de nossa presunção, de nossos afazeres diários, na direção de nossos relicários mais sagrados, na intuição em que percebamos os caudais mais nobres, em que sejamos os maiores solidários, como em uma boa camaradagem que firme os homens mais aptos para isso, e que relembremos o que quer que seja esse modal do espírito…
           Essa arguição que nos enobreça cada vez mais, no que seja ao viés da transição de uma posição retrógrada para uma progressista, e que cada vez mais se pretenda relocar as forças que possuímos para que enalteçamos o porém de nossas latitudes no pretender sejam as forças as nossas frentes de trabalho, a se dirimir qualquer dúvida a respeito de quem quer que sejam os cidadãos. Essa prerrogativa tende a esvaziar as circunstâncias que nos colocam em palpos de aranha, porquanto versa sobre o bem portar-se perante qualquer fortaleza que nos coloca a virtude dos homens…



quinta-feira, 20 de maio de 2021

TRÍADE DAS SUTILEZAS DA ALMA

 

Resta sabermos quais são os poderes
Que enfeixam a parte onírica do seres
Que humanos sejam: uma, a reminiscência ocre,
Duas: a reminiscência verde
E três: a reminiscência carmesim…

Três cores encabecem sem a harmonia cromática
Que desejamos no caudal imorredouro das feras
Que encabeçam a tríade dos mortais que sejam
Na imortalidade que resiste a mais não poder
Nas frentes que não encabeçam a via de se alcançar…

A veste serena do que se alcança sempre no querer
Retrai o substrato daquilo que vive no feixe
Que demanda sabermos a botânica dos seres
Sem redimirmos repetições do eclesiástico.

A vereda pede cena, pede uma imagem qualquer
Que seja melhor do que o negrume onde não se vê
Qualquer falha de caráter, qual a dimensão de um que sabe
O que se nega por não saber tanto do que manda a ocasião.

Daquilo que não se sabe, do quinhão do reparte em comunhão
Na vértebra anunciada antes do dia prescrito,
Seríamos consoles de comércio mesmo sabendo
Que a vida não se resume tanto na loucura do nada…

Não nos resumimos no tanto de não querer faltar
No lado ecumênico de um dito religioso qualquer
Posto a religião possa ser uma fronteira
Em que o Cristo possa ser uma diferença de fronteiras!

A fim de prescrevermos uma temática quase ausente
Tenhamos a dimensão nada escatológica
Dos seres que navegam por um limbo renitente
Ao que os mesmos que somos maiores
Respiremos o vernáculo do auspicioso…

Na erudição de um homem possa estar regular
O seu propósito existencial, assim de se ver
Que a parafernália religiosa esteja em consonância
Com o que se pretende ser o Catolicismo uma Verdade!

E isso tudo que não refaz o nosso continente seguro
Relembra tempos em que outrora não conseguíamos proceder
Em vertentes claras e absolutas naquilo que não veríamos ao relento
Uma forma de dizer a Verdade em um altissonante plano gigantesco.

Resta saber ao menos o que nos espera quando,
De um tempo de agruras remonte o nosso século
Quando detrás das lides alterca um lado
Enquanto esperamos melhores dias que virão!


segunda-feira, 17 de maio de 2021

MAS A VERDADE QUE NÃO É MENTIRA

 

Troca-se o dia por um ano torto que nem o que não termina,
Refaz-se uma água por duas do que se imagina não se ter,
Veste-se o rumor de uma antiga glória, por saber-se
Não se ter a noção concreta do que se diz no desenho…

No escrever-se quase tud
o o que se pensa revela-se
Um quadrilátero de funções sem a noção exata
Do que dizer realmente seja a primeira e não a última linha!

O alvorecer de uma ideia consubstancia-se no espaço
Assim como crescemos com a mentalidade nua do escopo
De tantas as reminiscências ocres, de tanto o se dizer
Que embalamos as esperanças como frutos de um saber.

Dista o coração do saber-se cerebral ou famélico.

Não se venha portanto dizer que o não é o sim, ou que o cru
Está cozido, ou que a mentira torna-se a verdade encoberta
De quem a quer dessa forma, uma
fake de poder insípido.

Não, que convenhamos que as fontes sejam idôneas,
Que o látego da farsa não assombre nossos signos
E que, simbolicamente, dentro de nosso rumoroso ideal
Prossigamos com a verdade como timão de nossos barcos.

Paremos com a noção errada que a Verdade é relativa,
Que o mundo está a se acabar e o vale-tudo é aceite
Em um caso qualquer de plataforma religiosa e maquiavélica
Onde o não pode afirmar e outros sins podem negar…

Não, que não estejamos nessa face da dúvida certeira,
De uma Era de Ferro que não transmuta jamais,
Posto a esperança é título de uma nobreza de caráter
Onde integra a força a voz de quem tem mais a dizer de tudo.

A mentira não voga em predicados, não azeita a concordância,
Passa rente ao vazio, perfaz crianças no caminho da ignorância,
Refaz modos nada salutares àqueles que têm fome da justiça
E reitera a obscuridade em plena luz solar, mesmo quente: fria.

O que se denota dessas prerrogativas nada críveis, é como se uma fivela
Não fosse servir ao cinto, é como se uma calça virasse de moda
Alterna em seu próprio tempo, como se uma meia parasse de pé
Ou como se a gravata não encaixasse nos nossos contidos pescoços!


sábado, 15 de maio de 2021

OS SENHORES BEM APESSOADOS

 

          Não me lembro onde conheci aquele homem. Estava de abrigo certo dia, um abrigo preto, com cinzas nas laterais. Era, ou parecia, conforme, justo, não destoava de nada, e minha necessidade de falar algo agora se pronuncia. As feições eram de um idoso, e isso reconheci prontamente. Teria poucos anos à sua frente, tal o feitio de sua estirpe… Já era um tempo relativamente frio quando o vi saindo de um escritório de contabilidade, e nisso já contava sexta-feira. Eu gostaria de ter trocado palavras com esse senhor, mas seus olhos de ancião estavam pelo modal do triste.
          Tantos são os homens, os gays, as mulheres, as lésbicas, tantos são os gêneros e, no que pude arguir, ao homem, este senhor, nada importava pois, ao seu olhar tudo era da natureza humana. Eu não tinha predisposição a julgar algo e, de qualquer modo, só me importava ver tatuagens algo excêntricas tanto em braços femininos, que imaginava como seria no resto… Algumas imagens apareciam como caveiras, lápides, cruzes, e me imaginava cravando no meu braço a palavra Radharani. Mas não, pois teria que me lembrar sem referências escritas, pois de certo modo eu gostava da ideia de não me perder fora da devoção, querendo ser apessoado no sentido de ser de bom costume, de um comportamento exemplar, que pudesse ser enquadrado como um cidadão ilibado. Como me disse certa vez um devoto de Prabhupada, eu deveria dar o exemplo, posto a rebeldia eu já havia depositado em outros e tenros anos. Mas aquele senhor chamou-me a atenção pois seus olhos denotavam uma grande existência, um quinhão repleto de luzes, algo fortes em seus olhos claros. Levei a termo um legado, um simples olhar, posto me bastasse assim o dia, um dia em que encontro um monumento anônimo, como uma montanha que ainda não conhecemos.
        Nunca redargui muito a respeito das idiossincrasias distantes do meu entendimento: o homem idoso sai de um escritório e entra em uma padaria, e esse movimento me pareceu sublime pela força e vitalidade de sua experiência. Os olhos são o espelho da alma, e assim a gente continua a pensar ou a intuir a vivência dos seres, desde um mero gato, um cão, o movimento de um pássaro a algo mais, a vivência de um ser mais próximo como o senhor em questão, posto possuir o dom da fala, esse tesouro franco quando sincero, e não a tirania das entrelinhas… Não tinha como conversar com ele posto estar taciturno em seu silêncio, e apenas imaginei ser um velho quando mais idoso com essa mesma força de espírito. E senti ganas de ser velho, talvez mais velho do planeta, coisa que demora ainda alguma década ou duas.
        Na aparente via de sermos mais jovens ao querermos ser mais jovens, existe um contraponto em querermos bem envelhecer, tornarmo-nos mais experientes, não um objeto de descarte e, sim, uma demonstração de afeto pelo mundo: isso de envelhecer… Gostemos de superar os obstáculos, cuidemos de nossa saúde, minoremos as faltas, que o tempo eterno nos leve quando for nossa vez, posto enquanto cuidamos de nossa saúde ao bem-estar da experiência regula o tempo de nossas vidas!

JÁ TEMOS DADOS MOSTRAS DE QUE A ESPÉCIE HUMANA NÃO PROIBE A DEVASTAÇÃO, QUANDO NO MÁXIMO APENAS COABITA NO PLANETA COM ESSA EQUAÇÃO MONSTRUOSA.

QUEM DIRIA QUE O MUNDO FOSSE MAIOR E MELHOR, MAS O ESPAÇO QUE TEMOS VAI SENDO REDUZIDO PELA DEVASTAÇÃO PANDÊMICA.

UM HOMEM PODE SER IGUALITÁRIO, QUANDO NÃO OUSE AGIR COM A ARROGÂNCIA CHAUVINISTA DE UM PÁRIA QUALQUER.

GRANDE COISA SERIA COMO AS MULHERES, MAIS COMPETENTES COMO MUSICISTAS REGESSEM AS ORQUESTRAS DA ADMINISTRAÇÃO DOS PAÍSES.

O TENTAR-SE SUPERAR IMENSOS OBSTÁCULOS TEM A VER COM UMA COMPETIÇÃO DE SI PARA SI MESMO, SENDO A FRENTE DA LIBERTAÇÃO DE NOSSAS GRANDES AMARRAS.

MELHOR SERIA SE A IGUALDADE PONTUASSE NA REALIDADE DO HOMEM E DA MULHER, POIS O NASCITURO NÃO NOS DÁ ESCOLHAS.

TENTAR SERMOS MAIORES DO QUE EFETIVAMENTE SOMOS TRADUZ O SIGNIFICADO DA PALAVRA GANÂNCIA-EXISTENCIAL.

ABDICAR DE UMA NOBREZA POÉTICA É COMO DESCARTAR A VIAGEM QUE SE TORNA O MANANCIAL DA VERDADE.

UMA FOTOGRAFIA NÃO RETOCADA REVELA SEMPRE O INSTANTE ÚNICO DA PRESENÇA DO REPÓRTER EM UMA REGIÃO...

SE PORVENTURA AS AGRURAS DE UM TEMPO NOS INVADE OLHEMOS PARA OS LADOS IMEDIATAMENTE CIRCUNJACENTES.

NA VIDA NEM TUDO SÃO FLORES MAS PRESERVAR AS QUE HÃO HÁ DE SER A EXPERIÊNCIA MAIOR DOS NOSSOS GANHOS.

SE EM TODAS AS QUERELAS DE VALENTÕES SE DIRIMISSEM AS DÚVIDAS, VIVERÍAMOS EM UM ESTADO DE SÍTIO.

QUE SE ELUCIDEM VASTAS QUESTÕES DA CULPA, SEJA DE QUEM E DE ONDE SURGIRAM.

NAS SUPERFÍCIES DE UM CRIME RESIDEM RAZÕES QUE NÃO EXPLICAM ABSOLUTAMENTE NADA...

NA VERTENTE DOS INOCENTES DE ESPÍRITO ESTÁ SEMPRE PRESENTE A MALÍCIA CAMUFLADA.

NO ALTERNO DE UMA QUESTÃO INGLESA ESTÃO AS MARCAS DO ANTIGO IMPÉRIO.

UMA TIRANIA COMUM NÃO TEM NADA A VER COM OUTRA COM MAIORES GRAUS DE COMPLEXIDADE.

EM UMA AMIZADE CONFLAGRADA PODE ESTAR A RAZÃO PRIMEIRA DO ENTENDIMENTO!

UM PEQUENO GESTO PODE SER, NO ÁTIMO DE SUA INTELIGÊNCIA, O QUE PODE FAZER A DIFERENÇA.

SE TIRÁSSEMOS TODOS OS ARTIGOS DE UM PARÁGRAFO NÃO SABERÍAMOS DE QUEM ESTAMOS DIZENDO ALGO.

A PARÁBOLA GIRA EM TORNO DAS PALAVRAS COMO UM ALUVIÃO GIRA EM TORNO DE UMA ROCHA OU DE UM BAIRRO...

O TORMENTO DOS DESAVISADOS PARECE UMA PROFECIA QUE NÃO SE CONCRETIZA.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

O ABC DA LÓGICA


          Entendemos – no geral – tão pouco dos numerais e, tampouco da lógica. Esta refaz caminhos, estende territórios do conhecimento e alimenta quantitativamente o espírito dos homens… A ciência da lógica subentende os caminhos da razão. Desde o pensamento expresso até os desafios do desconhecido, vemos uma aura capitular brotando do certo, do errado, da Verdade, do fake, do sucesso na filosofia, do entendimento cabal e do cerne de bons conteúdos para se aprender primorosamente os albores da ciência. Como na elucidação de um fato, como na descoberta de um andamento qualquer matemático, como no mapeamento estelar, ou na rigorosa manifestação de um empuxo em uma aeronave, temos como pressuposto o andar que não se verga, posto lógico e científico. É como se víssemos que um grande big bang tenha se formado em nossas origens de planeta, como se o Universo inteiro conspirasse a nosso favor na manutenção do conhecimento empírico do homem, com sentidos limitados, mas com o recurso extremo da razão que os potencializa de modo exemplar! A lógica se identifica com o ludens ao qual o homem pertence: o jogo, o jogar-se, o competir-se, como se fora a identificação de um tipo de mercadoria que se chega de manso, mas que subentende ser apenas feijão, trigo e arroz…
          Sobrepor um patamar sólido em nossa querência da justeza necessita a lógica jurídica, as palavras no lugar exato, advogar-se em busca de uma lei que nos reja. Afora isso é estado das coisas, é coisa inanimada e caótica, é trazer à tona o monstro em que por vezes se torna no nosso ser, do ser em si, do ser o nada. Sem aprofundarmos e promulgarmos leis mais justas para todos, não haverá cisão e união entre o Estado e seu povo, pois a lógica inicial e mais básica traz à tona os desejos aos cidadãos trabalhadores no regime da integridade de sua saúde física, psíquica e espiritual, nisso coabitando os fatores trabalho e ganho justo. Sem essa mínima prerrogativa lógica, que porventura cria um mercado interno pujante e alavanca a Democracia do ganho e da reserva de consumo, não há lógica na ciência que justifique uma Economia do desastre. Esse vintém somado, esse quinhão de reparte, a justa e justíssima distribuição das rendas do país é que traz em um sentido lógico e direto o combate numérico, algébrico, contra a carestia que não pode justificar um mundo ou um país com alicerces diretos na pobreza de sua população.
         Passando da lógica dos sistemas computacionais favoráveis à manutenção de instituições bem alicerçadas, vemos na outra ponta uma economia bem fundamentada na questão da sustentabilidade, onde as nossas riquezas sejam melhormente distribuídas, dentro do âmbito de uma nação equânime e justa socialmente.
         Finalmente, a lógica pressupõe uma governança laica, desautorizada da cunha reversa na autoridade religiosa, pretensamente cristã, quando prega em suas virtudes o ganho material como uma espécie de bênção, posto materialmente não se deve pregar nada além do estritamente necessário, no conjunto de condições e situações do povo brasileiro. Logicamente, se um ser se alicerça em forças contrárias ao interesse da democracia – porquanto frágil ainda – de modo a solapar os sonhos e as utopias saudáveis de toda uma massa de gente, deve-se obrigá-lo a rezar conforme a cartilha do sistema e não permitir que esteja, depois de um recuo salutar, a tentar entrar pela porta dos fundos, pois o próprio e lógico sistema deve ter retaguarda forte e manter as frentes abertas ou fechadas conforme o que se quer de nossas populações… Afora isso, não haverá frente que dê conta contra enormes índices de caos e desintegração social, porquanto não reside nisso uma justeza de caráter mais do que necessária em qualquer processo civilizatório das nações do planeta como um todo.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

DUO E FLEXÍVEL

 

Duplo e veraz é o cantar das paredes flexíveis
No ruminar das vozes, no canto primeiro de um vate
Ou em uma profecia de um livro antigo que rege
A canção suficiente para um momento,
O ferro que verga,
O esperar silencioso,
A matéria incomposta,
O estofo de um alambrado
E, seguindo na mesma ordem:
A previsão simples de um predicado!

No montante de ossos multifários
Vem certo ressarcimento dos danos
A pontuar esqueceres distantes
Daquilo que se nos espera no diletantismo…

Esquecemos secretamente dos nossos lados
Enquanto exercemos uma patifaria normal
Na vértebra causal dos inocentes de alma
Quando o que se segue é uma música afônica!

Do se rogar que compreendamos a língua pétrea
De nações em frangalhos, esfrangalhando a bússola
Que não nos leve compulsoriamente ao Norte
Quando de si para vós esperemos a noite chegar.

O dito pelo não dito, a história que não se apedreja,
O fato quase consumado, o monstro do lago,
As vertentes silenciosas do rumo,
O pátrio verso da alcova
Que diz que se remonta
Na estirpe caudalosa da inocência
Quando o que se quer não é propriamente ganhar…

Mostra-se o anúncio na soberba de sua vez e voz
Propriamente disseminando a filosofia do sexo
Quando o que se quer seja ao menos o gesto
Primoroso da continuidade sábia da sutileza!

E seguem os promontórios das virtudes
Anunciadas por quem possui seus quantos
Da maravilhosa redenção do seu multiplicar-se
A saber, que nunca se ganha o suficiente
Quando o que se quer é ao menos participar do jogo.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

A ANUÊNCIA DO ESTAR SEMPRE

 

Sempre estamos em algum lócus sagrado ou não...

Em um sítio que relembra antigas joias territoriais,
Como em um game e suas mecânicas, como seja praça
De pensamentos algo leves, sem guerras concomitantes
Que não colocam em xeque a atitude dos soldados…

Dessas joias que sejam ouro, do emitir sinais verdadeiros
Como um morse em uma embarcação encouraçada,
Como uma força que não se ponha em palpos de aranha
Quando de suas prerrogativas a chamemos para o seguro
Que verte de nossa Pátria para o povo e vice e versa!

Um homem pode não ter cabelos à sua frente,
Uma mulher possa ter a mecha de sua sensualidade,
Uma criança pode pensar quase como um adulto

Quando de suas recordações poste-se como um homem
Que no futuro dará glórias pelas palavras que proferir.

Um de galápagos pode nem saber que Darwin existe
Nas suas noções algo derradeiras da mostra genética
Que hoje tanto ajuda a investigação derradeira
De casos omissos pela ausência das provas cabais
E que, no entanto, enfeixa a ciência na sua elucidação!

Hora o que se pede é que sejamos homens e mulheres
De talhes nobres no caráter, da continuidade da bondade,
No justo que seja da Justiça, na opção contínua pelo pobre,
Na ingerência das forças pela coerência de um juramento
De poder servir e proteger a quem quer que seja o vulnerável.

Assim de lei que a tenhamos sempre, sempiterna,
Quando o que esperamos de muitas populações
É sempre o condizente com a farsa e que, na verdade,
Ocultamos por vezes a ordem que se faz na oclusão
Da mesma verdade por interveniência cabal do engano...

terça-feira, 4 de maio de 2021

MUTATIS MUTANDIS

 

Sobre uma esteira de vaidades, sofre o ser que não sabe interpretar
Uma linha que seja, um parágrafo variável, uma forma que se respire
De melhores ares, de um arcabouço poético que não falta jamais
Ao que seja de se bem melhorar, a uma mudança propriamente dita
Dentro do escopo blindado por flores na nossa intenção renitente…

Dessas escarapuças convexas de moto-contínuo, haja sempre a perplexa
Moda da cor grená, do gris, do preto, um ébano de luto sem sabermos
Se o que voga é a cor do boné algo laranja, dentro dos cinzas sem luxo,
Dos escapares silenciosos do padrão, se o cáqui torna-se uma cor
Que permeia a significação do belo e suas hierarquias sem conta!

Desse universo das cores, quem sabe uma indumentária floral,
Uma mandala azul na camisa branca, uma gravata italiana bem posta,
O redarguir que queremos mais as cores do mundo, a cor da terra
Em uma jaqueta de couro sintético, um alimentar a esperança
Com todos os verdes do planeta, incluso o Veronese de um Paolo…

Se as chagas são vermelhas, quem sabe usarmos o vermelho
Como um símbolo de libertação cristã, ensimesmado com o lilás
Das católicas, em um amanhecer onde o Bispo dá seus sinais
Nas catedrais do mundo, em que Notre Dame signifique mais
Do que qualquer significado mundano que possa advir de tanto.

Se coloca tanto do mundo católico que a esteira supracitada
Não verte o caudal merecedor de um Papa Santificado
Por sua renúncia ao conforto, por não estar no simbolismo papal
Com seu modo de render-se aos confortos materiais
Mas apenas fazendo os votos de peregrinar e pregar.

Mutatis Mutandis, o mundo gira, o mundo cresce e fica melhor
Mesmo com a crise pandêmica que assola a tudo e a todos,
Pois melhor seria fosse um país que se inventasse
Na forma e no caudal da esperança, no negar-se a política
Pelo menos agora que todos estamos com o mesmo problema…

Posto que essa luta ideológica acaba por fazer fenecer atitudes!

Que poderiam estar mais seriamente vinculadas por melhoras
Em um panorama mais nacionalista e cabalmente focado
No que se tem de bom ao que não se tenha de mal
O mal por si e de per si, quando queremos impor o absurdo...

segunda-feira, 3 de maio de 2021

TRABALHOS INOMINÁVEIS

 


Tantos são os trabalhos que nem todos são registrados.

Lidas maiores, lidas menores, trabalhos que resguardam vidas
Na medida em que o vetor saúde seja circunflexo em todos os modais…

Nem que teçam considerações pífias a respeito, nem que o gesto
Do prumo permaneça inalterado mostrando a fieira da obra,
E nem que o esquadro não limite o ângulo do operário.

Factotum será o perfil do trabalho de outros, que não perfaz
Todo o diálogo com a matéria, mesmo que esperemos o farniente...

Quando tudo o que é de obra ganha, e tudo o que é ocioso perdura quase sempre.

Quando o ócio do labor se ressente de ficar no intelecto, no que não se faça
Uma reprimenda experimental naquilo de prosseguir o espírito da lei…

Se faça uma lei da intelectualidade nada nociva posto esperança
De encontrar nas palavras a cunha de uma moeda nobre
Que ao menos signifique o real e seus grandes recursos
Naquilo que investe mais e melhor nos ganhos plausíveis.

Se arca com entendimentos financeiros, como uma moeda ainda forte
E que, no entanto, pode fenecer de um átimo a outro, e que vigiemos
Uma economia exemplar a fazer o ganho do trabalho algo vivenciado e cabal.

Ganha-se muito por um bom trabalho em qualquer circunstância
Em que o muito pode ser até certo ponto relativo
Pois, ademais de toda a paráfrase do referencial e seu contexto
Congelemos a contextualização que não vem ao caso minorar ganhos!

A se conhecer uma equipe de um Ministério não foquemos no super
Posto não haver superestrelas no céu diamantino de uma Pátria
Quando não supomos vértebras moles em uma coluna de pedra
Que são de duas em duas, ensimesmadas com o arco fundamental.

É bem românico o estilo, de paredes curtas, sem a verticalização
De um gótico, posto esperemos de uma igreja dessa ordem
Relembre os templos de São Francisco, entremeados com arbustivas

E pássaros maravilhosos e todos os seres de sua querência…

Em uma verdade única e sem subterfúgios carecemos de real devoção
Em que a pátina do tempo resguarda a si mesma a relação quase carnal
Entre corpo e a espiritualidade, acabando por reiterar a vicissitude
De um trabalho de longo escopo e anuência em prosseguir sempre!


sábado, 1 de maio de 2021

A TERRITORIALIZAÇÃO INVENTADA

 


Quão somos fracos na matéria das fronteiras
Em de que não dispomos de outros recursos senão a fantasia
De sabermos muito pouco da cultura de cada qual
Posto não a vivenciarmos em locus, de não sabermos
A fachada que significa um país e suas portas quase serenas…

Imiscuir-se nos problemas das invencionices gera guerras
Não apenas diplomáticas mas de fato, com a fanfarronice
De estarmos soberbos nas questões dos limites a se respeitar!

Uma vida nunca deve ser emoldurada além da pintura.

Se devemos prosseguir na diversidade, que esta seja
Sem o prenúncio de fronteiras que não equidistam aos territórios…

Coloca-se um sinal no fim da frase, feito reticências cabais
Que nos transportem a um caudal imaginativo
De sobremodo registrado a uma anuência de um predicado
Que seja o fim do território da frase e que se prepara
A outro, a prover do significado semântico o que se esperava.

A poesia quase inexiste, quase joga a toalha na lona,
Percebe a questão que se encerra na latitude dos inocentes...

Que sejam, espiritualmente e cabalmente circunflexos.

A mais de se doar, que seja a doação universal, qual movimento
De uma ida e de uma volta, a saber, na longitude de um fuso
Onde doze horas perfaz a diferença do que creiamos distante.

A Terra como esfera girante, a revelação nos seus territórios
Quanto de um verso súplice caminhe ao lado de uma versão
Que nos empunhe fatores que não rejam uma vertente, um caminho
Nas entrelinhas de qualquer contexto, em uma sílaba pronunciada
Ou na palavra que sirva como anunciação…

A se prosseguir seguindo fileiras, a se admitir um colóquio amoroso,
No redarguir consonâncias, no encontrar maneiras outras
De dispor de contra contendas nos versos que encontramos embandeirados.

De refluir sentidos teremos uma etapa subjacente a uma versão mais afoita
Em uma metáfora renitente sobre a beleza da montanha quando se debruça
Sobre o espelhamento do mar, tal de fazer parte do oceano que dilata
As partes mais merecedoras da arte, justo: me complace más que el mar,
E para tudo existe a água, a terra, o ar, o fogo, o éter e um grande pensar!



sexta-feira, 30 de abril de 2021

O DILETANTISMO DA VIDA

 


             Resta-nos sabermos da vida como ela é ou o que queremos ser a partir dessa realidade, o existir. Esse caudal remonta a muitos milênios em que a Terra era pátria sem ser, em que a terra não era somente pasto, e onde a árvore porventura ainda não conhecia o madeiro… Dessas condições em que o ser humano quase não habitasse em um processo civilizatório, quiçá em outros tempos em que as condições da agricultura também não fossem sequer imaginadas, já que a imaginação tem lugar nas músicas dos Beatles, ou em uma projeção da arquitetura de Lorenzo Bernini. Não somos folhas mortas jogadas ao vento, e nem por isso sejamos uma árvore supracitada que oscila nas tempestades. Seremos sempre melhores do que isso tudo, seremos seres que sempre existimos, não importando sequer se algum processo civilizatório abriga muitos de nós em suas claudicantes ondas.
          Sejamos coerentes no diletantismo de nossas atuações, não importando muito se reverberamos a alma, ou se consolidamos a matéria, nas vanguardas de um materialismo histórico. Essa questão meio ou bastante filosófica quando resguardamos nossa origem e ancestralidade, e, sim, fazemos uma releitura da dialética material e seu suporte para conversas em um si mesmo espiritual.
Esse por si em posto no essere hegeliano verte na lógica seus fundamentos quase adversos. No entanto, uma lógica inenarrável onde o pressuposto da materialização de nossas proposições navega por uma questão que não sucede apenas à consubstanciação de um mero fato, mas o essente em si, o ser por si. Desse ser que é o Eu, o verdadeiro ser que na indicação histórica é e será sempre o que acompanha o homem, o que acompanha a mulher desde a origem de nosso processo evolutivo que, conforme Darwin, remonta Galápagos e suas conchas… Em uma mutação gênica mudamos ao inverso do que seríamos, dentro da auréola de uma planta, dentro do estômago de um cordeiro, dentro de um cérebro veloz que ainda não há nele referências concludentes à altura desse órgão. Recebemos algo realmente concludente dentro de nossa limitada percepção, que nos aproxima de uma pintura sacra, ou de uma mentira no dançar contemporâneo, quando este se torna brincante, apenas, ou mesmo quanto o diletantismo retrai muita condições anacrônicas com a proposta inevitável da eternidade no sufragar as ondas que representa dentro de um arcabouço da filosofia que se torna mais séria desde um princípio que apoiamos para continuar nossa aproximação com a arte e a literatura!
         É possível dentro de um diletantismo vertebral e sólido consolidarmos a poesia com a crônica, a literatura com um ensaio, a tese e a antítese, o dialogo e sua dialética, porquanto provamos com a mais b que o que estamos dizendo ou vivenciando é uma natureza das ideias, é fomentar o ilimitado, é ampliar espiritualmente os nossos canais perceptivos.
Essa natureza das ideias é um tipo de farnel que exemplarmente recrudesce por vezes um instinto de Thanatos, deixando Eros literalmente sobre uma esteira produtiva. Marcuse fala desse assunto já nos sessenta, e remonta um quebra-cabeça freudiano que muito tem a ver com um pensamento agigantado, no que Fritjof Capra vem a estabelecer seus ensinamentos sobre o Tao já nos anos oitenta do século passado. Esses escritores vêm a estabelecer recursos especulativos determinantes, ao menos para manter nossas mentes algo azeitadas… O que parte de um mísero poeta por vezes é um diletantismo eterno, impublicável no papel, mas com certos recursos na rede, o que causa por fagocitose abraçar algum assunto e ruminá-lo até as profundezas de suas veredas. Quando o ser essencial, essente, passa pelo vértice de algum eixo monumental, outras axis respondem, quando esse essente permite que se reproduza canais de entendimento circulares, como na miríade da imagem de uma bela mandala. Essa beleza não passa despercebida de modo algum, pois remonta através das letras a imagem lúcida e coerente de uma forma descomunalmente bela tal qual, como exemplo, a flor de lótus em um lago como o Yamuna: tão sagrado como o pressentimento da beleza e do amor!


quinta-feira, 29 de abril de 2021

A VIVÊNCIA ESPIRITUAL POR SI SÓ JÁ CONSAGRA A EXISTÊNCIA DE UM SER HUMANO, POSTO PODER PROVAR A SI MESMO O RESPEITO A OUTROS SERES..

UMA BOA CORRIDA DE CAVALOS ENCERRA EM SI A VIVÊNCIA COTIDIANA DOS JOGADORES QUE APOSTAM NOS ANIMAIS.

O ARCABOUÇO MATERIAL NOS DIZ RESPEITO À MEDIDA QUE SEJA UM SUSTENTO DE NOSSA VIDA ESPIRITUAL, OU QUE AJUDE BASTANTE NESSE SENTIDO.

O ENDIVIDAMENTO MORAL É ALGO QUE SÓ SUPRIMIMOS COM O SUOR DE NOSSO ESPÍRITO.

A EDIÇÃO DO MAHABHARATA DA ISKCON REVELA UM CONHECIMENTO QUE TRANSCENDE TODOS OS ASPECTOS DA LIMITAÇÃO HUMANA.

SE DESEJARMOS REALMENTE SER FELIZES, A IRA NUNCA DEVE INVADIR O NOSSO IMO MAIS SAGRADO.

NO EMARANHADO DE UMA TRISTEZA PODEM EXISTIR OS NÓS APERTADOS DA FELICIDADE...

AS VERTENTES DO RISO E DAS FÁBULAS PODEM ESTAR ENROSCADAS NA VISÃO DE UMA ESPÉCIE DE CIRCO!

OS ENTES QUE GLORIFICAMOS MUITAS VEZES PODEM ESTAR POR DETRÁS DA ESPECULAÇÃO DE QUE SÃO INFERIORES, O QUE REVELA POR VEZES UMA IMPRESSÃO EQUIVOCADA DOS FATOS.

UM DIAMANTE LAPIDADO QUAL CONE MARAVILHOSO REVELA A PROFICIENTE NATUREZA MINERAL.

SE A FORMA DE UMA RÉGUA É TOTALMENTE PRECISA, O ESQUADRO CORRE ATRÁS DA MESMA PERFEIÇÃO.

O PARÂMETRO DA GEOMETRIA

 


Resta sabermos de uma equação o que seria factível
De um mesmo propósito equidistante de um nível
Qual seja, de um pressuposto de entrarmos em um túnel
Ao que ao remendarmos a ideia não nos façamos iguais…

Das palavras reverberadas em um sonho,
De ruminarmos antes deglutidos os capins,
De talharmos o que não quiséramos no tanto
Daquela veia que nos salta aos olhos na sua vista!

Do sem saber geométrico e do não ser a luta
Que remende tantas as vitórias que por si não sabemos
Às tantas que anda uma vaticinadora questão
O que por si não se remenda na ocasião propícia.

Segue por si a orientação das palavras, segue
Na vindima a geometria produtiva,
Segue seremos nós a conta que nos resguarde
Antes do óbulo procrastinado de outra lide…

Assim de termos em termos
Do que não temos para tantos
Os que pedem na rua, estranha geometria
Que não calça valores sem estranhar os vértices.

Dessas arestas que não comunicamos à inteligência
Que conforma os desenhos que dedicamos à ciência
Naquela veracidade conforme com os distantes
E os próximos na coerente geometria da vida!!

Dois sinais são por vezes necessários no final
De uma frase onde o léxico não pretenda
Sentir o sentido único do soletrar a farsa
Onde empunhamos um triângulo de noventa.

Em um esquadro retângulo que não faz mossa
Ao que vertamos um paradigma do desenho
No que o equilátero some cento e oitenta
De seus três de sessenta, cru e em forma.

O mesmo de se pretender a via conexa
Quando de um aparato de armamento
Situa-se na razão outra de um firmamento
Que realoca na dimensão de um filamento da ordem…

O poeta fica muito feliz de ser feliz com palavras
Posto algo de significante pode ser súplice
Nas vertentes de um proceder que não alcance
Muito do atrevimento de sermos o que não somos…

Atrás de uma questão de ser ou não ser
Seremos antes humanos, antes de não sermos
A atenção do nada em que nos transformamos
Ao empunhar um punhal defronte a uma carabina.

No que entonteça a nos entontecermos
Colocamos a fé na distância de um bom esquadro
Com o prumo reticente a oferecer respostas
De um alinhamento cabal na geometria dos versos!


terça-feira, 27 de abril de 2021

QUALQUER QUE SEJA A DIREÇÃO

 

Uma pátina do tempo nos indique a direção, por um favor incomensurável do que temos por regresso ou por progresso… Indique ao menos se estamos negativados ou positivados. Em uma conta negativa ou em outra, positiva. Pois estamos sem o cálculo da lógica em um vetor que nos mostre o andamento da nossa vivência, seja ela em termos de cálculo de uma soberba, seja ela em termos da humildade necessária. Essa humildade de qual falamos resta ao cálice infinito de uma pressuposição existencial, porquanto seremos melhores com ela do que com o orgulho cego de nossas fronteiras. Essas fronteiras de querermos ser melhores quiçá até com forças que não aquilatamos muito, e que se preparam um pouco a desfechar contra o nosso povo. Isto na verdade é de sobremodo surreal, posto a ideia de investir um exército sobre o próprio povo significa uma barbárie que não possui sentido, e formar uma grande milícia sobre advém de uma sensaboria sem limites, posto limitada em seu cerne. E seu conteúdo refaz várias proposições a respeito do certo e do errado, às propostas pertinentes e da vertente do mar que bate em todas as frentes e rochedos…

Desses penedios que encerram as dificuldades do dia a dia, seríamos tantos e tantos a perscrutar a origem de sua dureza, a razão de sua imobilidade, e o propósito de suas vidas quase eternas. Essa proposta de ser um ente mineral, longevo porquanto sua latitude de existência, de pontuar referências de milênios e pontificar sobre a nossa efemeridade.

Poderíamos colocar obstáculos sobre as nossas frentes de atuação se não soubéssemos quais seriam os patamares de nossos destinos, quais seriam de modo e sobremaneira as frentes e nossas atuações de nossos corpos. As frentes se traduzem quais corpos que se engalfinham entre labores e ciência, entre teorias e prática, entre atuação contraditória e coerente, entre perdas e ganhos, neste grande jogo em que as Américas se encontram. Um jogo de ida e volta, entre o privado, o particular, e o que é mais nacionalista, mais do seu próprio território. De suas empresas, de suas riquezas, o que mostra uma direção mais íntegra e retilínea nos conformes da progressão de sua economia. O panorama nacional traz mais esperança entre aqueles que conversam entre si sobre a economia, a política e tudo o que diz respeito ao nosso país. O nosso território nacional, o que importará literalmente para um país chamado Brasil, com todo o patriotismo necessário e real, dentro da conformidade com os interesses do povo e de seus governantes, peças intrínsecas de nosso jogo na Democracia e obediência à Constituição Federativa.

Posto que a ordem venha sempre de baixo para cima, do vertical inverso, das bases para a administração, posto que a voz do povo seja a voz de Deus. Ou, ao menos, que haja mais horizontalidade nas forças que emanem do mesmo critério. Essa mesma horizontalidade onde o governo administre ao lado do povo, tanto de seus apoiadores quanto de seus opositores, se quiser resguardar ainda alguma solidariedade tão necessária nos dias de hoje. Dessas coisas tão necessárias nos dias de uma doença que avassala a vida de tantos e tantos, por ignorarem as virtudes que pontuam por serem extremamente importantes nos tempos de hoje. A virtude de se cuidar e de respeitar o próximo, por exemplo, de tal modo que se perceba a intenção pura e simples do fato, e que essa impressão recoloque os pingos nos is conforme seja o resguardo de nossa própria consciência. Essa é uma tarefa gloriosa, e por ela não devemos arredar pé nem por um segundo!


A ÁRVORE DE UM MANTRA



Quem sabe fôssemos algo menor do que compormos nossas vidas

No presente da soberba que nos alicerça dentro de um selfie

De primeira mão, a que não dispomos tanto o saber menor de um ser.


Como se fôssemos entalhados pelo tempo em madeira bruta

Ou cinzelados em nosso marmóreos tempos em que a pedra

Se encontra em Carrara quando sabemos da forma e volume…


A seguir, que encontramos outros significados em palavras ou na voz

Que emana de uma mão que se desfaz em gestos no tanto em se pretender.


E o canto de um mantra nos mantém fincados em raízes solenes

Do alimento e da água a se ter, pois que a terra é feliz em alimentar.


A se dizer, que não poupemos nosso tempo em razão apenas produtiva

Porquanto seja importante reservarmos na contemplação as sílabas.


Em se tratando de sermos quem seríamos antes de nos darem codinomes

Saibamos do espírito e suas tríades que navegam nos nossos conhecimentos.


Misteriosa para alguns pode ser a senda da religião, seus costumes e ritos,

Mas que saibamos de uma vez que o Cristo sempre falou em não matar

Assinalando que qualquer guerra jamais será cristã, pois de latente já está.


Posta uma sombra no cenho de nossas próprias amarguras sutis

Veríamos que nem tudo que está em testamentos se testa,

Posto a inerme corrida daqueles que são pessoas de bem

Mostra que a insana corrida das armas revela o pressuposto de outras faces! 

sábado, 24 de abril de 2021

A TÉCNICA DO RESGUARDO

 

           Ao olharmos para o céu, com seus recortes na arquitetura da cidade e dos bairros, praticamente não teremos uma compreensão de sua grandeza, de ser o próprio infinito… Quando temos a noção evidente que podemos contar com a mesma compreensão de uma referência relativa como o céu igual a todos, havemos de perceber o imexível na questão da complexidade do espaço. Essa questão que nunca apaga nosso subterfúgio de querer sermos maiores do que a pronúncia de nossos corações, mesmo sabendo que o que nos leva adiante é justamente a ausência de qualquer sopro, ou a anuência espiritual de nossa alma no mesmo lugar de sempre! Quem dera fossemos cidadãos do sem tempo, quem dera fôramos um grupo coeso, aquém do processo libertário, não reféns de um sistema informatizado ou não, na esteira de um comportamento, do se comportares vários. Se esse tipo de reprimenda não significar muito residiremos em algo piorado do que se prescrever códigos de conduta.
          Além do berço de ouro podemos ter surgido em uma choupana de saibro, ou mesmo termos nossa origem no meio da rua. Na rua, sem lençóis e em cascatas reverberadas de dúvidas. Nessa face somos iguais, porquanto a origem não nos importe tanto, a não ser que queiramos a ela estar abraçados todo o tempo. É uma questão semântica à existência, nada mais do que isso. Por toda essa matéria devemos estar todo o tempo em um silêncio que nos remeta a plagas que nos lembrem sobre os episódios bons que vivemos e, dessa forma, salpicar bom otimismo, deste que frequenta a modalidade de espíritos sitos na bondade. Esse é o modo da Natureza mais importante, pois é na bondade que recebemos o nosso quinhão merecido. Devemos aceitar a alternância das coisas, na medida em que devemos aceitar a vitória ou a derrota, visto serem as duas da mesma família vocabular, e os antônimos são o segredo da coerência, mesmo que não se suporte a ideia da mesmice, ou algo parecido. Que se aceite a vitória do outro, como de si próprio! No entanto, tentar golpear o adversário de modo covarde, com as letras tortas ou como um princípio e no sentido de usar de força desproporcional para se manter as coisas como estariam caso não houvesse ganho de causa, faz de nós mesmos uma acentuação característica do regresso… Na medida em que um Estado se baseia na legalidade de suas ações, torna-se assaz importante nos prepararmos para firmar – literalmente – a mesma legalidade constituinte, como efetivamente se dá no livro de trabalho árduo que se chama a nossa Carta Magna. Esse trabalho de acordo, efetivado, operacionalizado pelas autoridades, será sempre o nosso leme e tesouro da Democracia. Afora isso é regressão, nada a ver com o progresso de uma nação como – e tão imensa quanto – o Brasil.
          Não viajaríamos tanto de país a países outros se não fosse importante mostrar uma administração exemplar de todos nossos colegas que, vez ou outra, não nos impedem de caminhar. Havemos de possuir uma postura exemplar em todos nossos leques de atuação para que não caiamos em uma situação atravessada por árvores tombadas em nossas veredas, pois reza assim a nossa pátria além do que desejamos a nós mesmos. Um tipo de mensagem que pode ser encaminhada através de uma garrafa em alto mar faz de nós mesmos encaminhamentos pelo oceano da grande rede da internet conforme chegue a algum lugar e seja aproveitada, ao menos na intenção simbólica que nos resguarde não em um modo apenas técnico, mas exclusivamente humano e apropriadamente espiritual, anímico, com certa veia de subjetividade.
           Será a partir dessa veia, desse caminho ou dessa vereda, que encaminhamos uma rota de navegação mais propícia, pois de mês a mês haveremos de montar uma progressão ilimitada em nossas frentes a um governo onde o povo tenha a sua voz final, e que seus representantes não atuem verticalmente por encima de uma razão que é a coerência e o Estado de Direito.


quinta-feira, 22 de abril de 2021

A DIMENSÃO DA LINGUAGEM

 



O que comporta essa água represada, que verte por vezes seca, em outras, abrange áreas imensas, qual não seja: a comunicação? Uma página de outros tempos, um detalhe semântico, a complexa e simples paradoxal contextualização, a moda de se falar um nada de que comparado, a linguística que se perde na análise sem a crítica, no ferramental por vezes duro em que encontramos apenas o significado de uma questão mais importante e necessária que outras... Se a vertente é falarmos ou escutarmos, estaremos substituindo por vezes nas leituras da dimensão de um quadrado a letra que não diz tudo, ao que um neurologista recomendaria um quadrado livro que é mais amplo, pois não raras vezes abraça as vozes mesmas do tempo!

São os tempos de uma gramática que a possuímos, um dizer a outro de bons tempos idos, e que outros surjam para anunciar boas novidades, e que um otimismo floresça, pois não será através de um rancor algo sem superfície que dataremos a vida com farnéis de dramas anunciados. Não, porque o tragicômico já faz da sua mostra em revelar um magistral teatro de fantoches antes da apresentação final das marionetes. Nada está em jogo, pois tudo é um jogo, quiçá um jogo que quer subjugar ao sub judice...

Posta a linguagem das cores, a semântica delas, vemos por agora então, que o vejamos, um cidadão queniano com uma roupa colorida, enquanto um red neck veste o preto das suas malhas, talvez com um tom de cinza que reitera a moda sem Benetton. Vistam-se as cores do mundo, e que estas aconteçam, a bem dizer, que algumas já sofrem demasiado, e o que era branco, sem amálgama, hoje é negro, mulato e índio! E é mescla, não da brancura europeia, mas, mudando de assunto, até chegarmos no azul da ilha teremos percorrido o verde das colinas e montanhas: através de um asfalto quente, de uma caminhada em tipos e tipos de veredas, quiçá por barcos que costeiem a marinha maravilhosa, quem sabe ou saberia que dentro de um ônibus haverá poetas que amem o mar. Nesse caleidoscópio não houve qualquer cristal metafórico, mas apenas o intencional de dizer a riqueza que podemos fazer alçar voo para outros céus sob as asas da compreensão humana... Nesse panorama de cores variadas haveria em outros tempos, em uma praça, dentro de um estúdio, em um centro cultural ou museu, artistas em busca de uma linguagem que não fosse apenas a que aparece, mas algo intimista ao extremo, uma necessidade, um reflexo de suas impressões, a consubstanciação do plasmar a matéria concretizando o subjetivo ou a vertente do realismo. Supõe-se que sejamos não tão primatas, e que o capitalismo não desande ao selvático preceder de se evitar a sensatez, pois é através da sensibilidade do homem e da mulher, de quaisquer gêneros, e de todas as cores do mundo que se obtém uma plataforma de compreensão semântica mais profunda em relação às linguagens deste tão conexo mundo contemporâneo.

A CARIDADE DA PAIXÃO

 


Retorna o vento para dimensões atávicas de sobreavisos
Quando de uma esmola serve para alimentar vícios
Conforme se queira uma aproximação de modo tal
Que quase se saiba que os vinténs se traduzem em cachaça.

O que se quer ao dar esse insumo básico e quase irrisório,
A não ser pontuar serviços, como em uma senzala
Muitos pedintes seguem às casas na sua humildade
De uma ocasião onde o escravagismo retrai desemprego.

Ao darmos algo esperando outro, qual não seja a aparente
Satisfação, estamos no modo da paixão onde se subentende
Conseguir algo de aprovação entre falsos proletários
Que nada mais são do que andarilhos à procura da esperança!

Daqueles que andam apenas, encontrando por vezes o cobre
De algum rotor ou fio deixado ao relento, que consigam vestes
Que ao menos espaireçam um pouco do aquecer-se, ademais
Que não precisem se encontrar com o horror da iniquidade!

Urge soletrar poemas aos cidadãos desassistidos, como diria
Uma gestora que trabalhou honestamente para dirimir
Más governanças a uma plataforma de trabalho
Onde a desassistência foi vencida por trabalho de boa plataforma.

Como não assumir com os pingos nos is, que a intenção
De uma boa gestora soube parecer nos flancos da oposição
Uma virada em que fora eleita grande entre os seus
E que sua derrota tem revelado ao povo uma falta sem reparo.

Esperemos por bons gestores, e que a Democracia eleja
Em seu devido tempo aqueles de boa índole e honestidade
Em conformidade com o que se prega de competência
Naquilo que foi visto em eras anteriores enamoradas do bom senso!

Saibamos por índices calculados em antigas administrações
O que se fez de residências para os desassistidos, um porém
Que ressalta o mea culpa de não possuirmos antes um tirocínio
A ver quem é quem a verdadeira administração de uma cidade...

E, se por um acaso do destino, estivermos em uma busca cega
Onde opostos se digladiem, saibamos que nada seria melhor
Do que um índice positivo, a saber igualmente, que em uma era
De dúvidas, optemos por aquele que revelou a verdadeira gestão.


domingo, 18 de abril de 2021

WHEN WE KNOW A LANGUAGE THE OBSTACLES HAVE, IT SEEMS, A RIGHT ADDRESS ...

THE GROSS DIAMOND WE CARRY AT BIRTH MUST BE CORRECTLY CLEANED.

LIFE IS NOT EXPRESSED IN A SIMPLE CARNIVAL.

WHY NOT THINK ABOUT BIGGER THAN EXPRESS THOUGHT OWN?

A ILICITUDE DA DERROTA NÃO SIGNIFICA TOMAR O PODER A QUALQUER CUSTO.

QUAL NÃO FOSSE ALGO MAIOR DO QUE UM PENSAMENTO, UMA ATITUDE MÍNIMA DO PROGRESSO HUMANO!

NA TROCA DE SUBTERFÚGIOS RESIDIRIA UMA AVENTURA A CADA PASSO...

IF LIFE WAS SO WONDERFUL HOW MUCH WOULD WE GIVE TO DIVE INTO THE FUTURE?

CIDADELA DOS ENJEITADOS

 

Há se por temer algo que jamais seria explicado
No fusível de uma máquina, em uma chuva que respire,
No caldo quase atenuante de uma razão perene,
Na vida que suspire seu próprio acalanto,
Na vértebra espezinhada pelo falso alimento
Porquanto na algibeira se carregue um velho fardo
Que retorna mais e mais pesado sobre nossos ombros!

O que rola na vida é quadrático, nada perene,
Mantém seus dias no escrutinar-se o verso
Que remonte uma página qualquer, qual um homem
Que se enamore do comprometimento feminino
Na assertiva de ao menos ser fiel à dama…

Versos quase acanhados encaminham uma assertiva
Que não caminha tanto como o esperado
No sonho de um poeta de alcançar o topo da compreensão.

Nessa mesma algibeira nua e crua se pretenda um dia
Saber que seremos melhores do que a culpa que se queira
Delegar-nos na fadiga dos que são puros de espírito
Mas que, na verdade, respira do mesmo quinhão da fé…

A mesma parte que nos cabe em um protótipo vazio,
Sem construção, sem estruturas de ferro e madeira
No que suba a calha do São Francisco, antes que seja tarde
A profusão de migalhas a nós concedidas perante a Ordem
E um Progresso extremamente relativo e reativo
Na espécie que almeja encontrar seu parentesco
Onde nunca houve lutas maiores e melhores
Daquilo que cabalmente conhecemos por segurança.

Em uma verdade que seja veraz realmente
Não assemelhemos o fato de nações que pregavam
A sua relatividade entre o certo e o errado
Quando muda de direção como a sagacidade da bússola!

Não é disso que precisamos, pois devemos colocar
Um pingo encima do i, lutar para que a Verdade
Seja senciente, que haja melhores modos que suplantem
A veracidade de alguns fatos, que não se recorde
Sejam estes como uma precisa lâmina
Que prepare um alimento qualquer

Que urja pretendamos levar melhor as nossas vidas.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

RECORDO MUITO BEM OS TEMPOS PASSADOS DE MINHA JUVENTUDE, MESMO COM SEUS ALTOS E BAIXOS...

I REMEMBER THE ERRORS FROM MY EXISTENCE AND HOW HAVE BETTER I KNOW OF ALL THE PASSED THINGS.

O SABER PROFUNDO

 

De se saber o que se sabe, de se saber ao não saber
Os que se acham sabidos porventura por vezes
Sabem apenas o viés de uma palavra, a vírgula da história,
Ou o campo insofismável de uma letra que remonte a estrofe…

Esse saber mais amplo de um detalhe em remontá-la
Mostra uma estirpe de sabedoria em se trocar sem dúvida
Um acento por outro, um idioma pelo mesmo
Na eterna busca em nos fazermos entender ao menos!

Essa aguerrida busca de trazermos os teóricos antigos
À uma tona que não se remenda, faz-nos dignos da inglória
Em que o novo nos remeta a uma falsa vanguarda
Posto mesmo Marx era profundamente vago em sua finalização.

Não que se teça crítica a fenômenos alternos da genialidade,
Mas é melhor dependurarmos portanto o nosso alforje
Dentro das possibilidades, do que continuar a dividir o planeta
Na polaridade que só fará sofrer os mais pobres e extenuados seres.

Se não encontramos ainda a tradução da loucura, talvez um médico

Seja – na prática da medicina – muito maior que todas filosofias,
Posto em seu alguidar de saber-se profundamente a origem e as causas
De determinada moléstia, sabe bem e agigantadamente ao ser humano.

Se um homem emergir de uma grande consciência e determinar
Que consista o planeta de uma igualdade férrea entre todos os seres
E que a pecuária não vire moeda de troca no produto interno bruto
Posto a brutalidade não pede passagem, esse homem é sensato.

No entanto, se outro homem iguala o mal consentido contra um animal
Com o que se pretenda aos da mesma espécie, isso será visto com
Um olhar atento do Criador, como um pecado mortal perante Cristo
Ou mesmo na jurisprudência do Tempo Eterno, a se salvar somente o pobre…

A Natureza impetra suas Leis, e somente estas determinam o que é o certo
Do errado, pois estamos chegando ao século vinte e um como quem entra
Pela porta do serviço, os que são próprios e efetivamente estejam na luta
De que não há hall neste prédio construído e amalgamado com a blasfêmia!

Posto de serviço somos, caminhando por nossas veredas diamantinas:
Na hora do diálogo sempre, que por mais odiento que se possa parecer
Um homem que pensa não errar pela matéria cruenta de nossos dias
Advoga um passado que já não deva permanecer na mente infeliz do Ego...

terça-feira, 13 de abril de 2021

A LÓGICA INFANTIL

 

           Estabelecermos padrões lógicos sem entender bem da matéria é, de certa forma, um movimento continuum e ad eternum. Não seja remeter ao latim gratuitamente, pois a aparência e seus formatos discernem melhor do que o que queremos pensar nem que seja um átomo a respeito, dentro da languidez de nossa ignorância, esta, no sentido de evitarmos o que faça parte da Verdade, real e circunflexa. A lógica não possui subscrições, e o que antes era torto continua torto, apesar das retificações algo hipócritas. Um ser humano – bem frisado – pode colher informações em suas jornadas mas, se não souber o que fazer, vira tirano de si mesmo, posto ficar na posição de reverberação, fofoca ou similares, sem o sentido paulatino do progresso, haja vista a traição estar tão na moda que o companheirismo com base em interesses espúrios vinga bem na terra brasilis.
        Jesus Cristo, assim como Gibran usavam a lógica profundamente, no que verse, a teoria religiosa é feita de contradições quase ilógicas mas, de tanto usarem da Palavra de Deus, este se torna vulgar na mente insípida de muitas criaturas… Se consideramos a Natureza como algo transcendente, veremos na escola dos seres tanto e tanto a nos ensinarem que, certamente, por vezes um cão ou gato pode ser mais inteligente do que um humanoide, sem parafrasear qualquer circunstância vinda da ficção, pura e simplesmente. Isso, ou seja, esse tipo de pensamento não pode excluir civilizadamente os homens, as mulheres, mas no primeiro tomo do Bhagavatam aprendemos que todos os seres hão de ter os mesmos direitos de viver no planeta. Essa é uma face da lógica que deveria ser ensinada às crianças, posto será com base nesse respeito que evitaremos consensualmente a tragédia que já se espalhou sobre os países diversos do mundo, com a pandemia e os horrores das guerras. Hoje trava-se uma batalha onde as minas florescem, quais estranhas cicatrizes, sobre os solos de nossas caminhadas. A razão com base em lógica luminar nos pede que não nos misturemos com o reino vegetal ou animal, posto o ser humano é, familiarmente, superior nos seus censos, mas já se avizinham conflitos onde muitos confiam em que alguns sequazes façam o que há de pior no mundo, este com o qual temos plena afinidade.
         Afora esses termos haveremos de pensar como uma lagartixa, querendo devorar algum ser não importando com a sua vulnerabilidade, mas justamente com base na força contra o mais fraco, algo de reptílica nuance que nada tem a ver com as humanidades… Talvez um réptil grande em um filme do homem-aranha revele às crianças a similaridade entre a dualidade do bom e do mau em um pensamento conflituoso que gera no viés a contra parte dos anti-heróis mitificados pela lógica reversa da fantasia e da imaginação pueris na infância e, no entanto, com tanto poder da indústria cultural que, por fim, dão cabo à permanência de nossa identidade.

domingo, 11 de abril de 2021

A JANELA PARA A QUAL NOS APROXIMAMOS MOSTRA UM HORIZONTE MAIS PROFUNDO, LINEAR E ETERNO.

A AFINAÇÃO DE UM INSTRUMENTO

 

         Podemos vislumbrar um certo entendimento quando pensamos na ciência e na espiritualidade… Somos sempre – quando nos dispomos a isso – instrumentos de Deus… Isto não nos exime de que confiemos na ciência como um todo, pois negá-la é como nos separarmos de uma vereda algo diamantina. Como quando fazemos um chá, misturando a erva com a água e um adoçante, estamos verificando uma fórmula, antiga, mas válida até os nossos dias atuais. Assim mesmo é pensarmos que devemos nos afinar com as prerrogativas religiosas nos votos que não mudam, como a gravidade newtoniana, mesmo na Relatividade de Einstein. Há algumas coisas que funcionam de modo em que o nosso pensamento não regrida, assim como não há caminhos fora de nossa afinação enquanto os mesmos instrumentos que somos, apenas isso, a se cumprir a missão em nosso planeta da melhor forma possível com a incerteza sendo dissipada através da regulação profunda em nossa consciência. A falta de compreensão de que, em nossos assuntos materiais devamos ser laicos, aponta para uma ética no mínimo não consensual, tenebrosa porquanto fanática, posto os seres religiosos intolerantes para o escopo da totalidade e diversidade de um país qualquer não revelam nem ao menos um governo sensato. Essa fórmula e esse método nos ensina que qualquer governo que teime em impor uma religião, uma escritura, ou modular e fragmentariamente um modo de se viver nossas vidas não merecerá o crédito de sua conduta, e nem merecerá ser aceito como um governo sério perante seus pares ou países irmanados. Esse plano atinente não revela sensatez e muito menos uma lógica de competência e equidistância social…
        A lógica tem que ser um diapasão que nos remeta a uma corda apenas, e o ouvido outro instrumento aguçado para se afinar as outras. A partir dessa – literalmente –, premissa vemos o ser outro, o ser assentido, como o ser que demanda a pequena ou grande orquestra, dentro da coletividade como um todo. É uma questão essa de suma importância justamente porque importa, porque vale mais do que uma carestia gratuita e desnecessária. Não precisaríamos fazer um sacrifício, posto que a era dos desmandos era outra. Para os combatentes, a disciplina férrea se faz necessária, pois devemos ser bons militares, sem o conforto que não seja puramente o mínimo, pois as cuecas dos soldados não devam ser frouxas. No entanto, não se deve pensar em trair o seu povo, pois este sabe lutar mais do que a classe militar muitas vezes, naquelas onde nem o pão se leva com decência. Quando o poder das armas subtrai a esperança do povo civil, ao cidadão como um todo, a parafernália desse poder se torna obsoleta, pois guerrear contra gente desarmada é um tiro no pé, tamanha a covardia de uma força que se preste a isso…Se houvesse a possibilidade de um não comandante se tornar um pela bravura teríamos uma escala de um mérito sem igual, sem ao menos podermos confiar no comando Supremo da Nação.
         Só haverão bons comandantes se – em virtude do progresso – se alocarem as forças para combater os antipatriotas, aqueles que se dispõem a entregar nossas riquezas para o capital internacional, por leilões que agraciam fazer de Deus o contraponto sem lógica da crueldade, fazendo da morte a sua intenção, ou seja, será que a classe militar estará disposta a obedecer? Será que melhores soldos justificam essas barbáries? Obviamente não, pois aquele recruta que está no fim da fila pode arguir que essas coisas não fazem parte na cultura brasileira no aspecto mais relevante que diz respeito a toda escola militar, que é prestar serviço à população e a protegê-la.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

TODO O TRATADO A RESPEITO OU DE ENCONTRO À CIÊNCIA MERECE UM RESPEITO AGIGANTADO, INCLUSO NAS REFLEXÕES DA FILOSOFIA.

DANTE REALIZA, EM SEU EXÍLIO, UMA OBRA TÃO GRANDIOSA QUANTO A DE HOMERO, NA SUA ÍMPAR GENIALIDADE.

COMO DANTE ESCREVEU SOBRE A PORTA DO INFERNO: LARGAI TODA A VOSSA ESPERANÇA ÓH VOS QUE ENTRAIS!

UM BOM ESCRITOR JAMAIS COPIA, A NÃO SER NA FASE DE CONSTRUIR SEUS PASTICHES.

A ÚNICA PROFISSÃO QUE NÃO PRECISA FORMAÇÃO NA FORMALIDADE ACADÊMICA É A DE ESCRITOR.

A MELHOR ESCOLA DE UM JORNALISTA É A PRÓPRIA VIDA.

A VIDA DE UM JORNALISTA INDEPENDENTE É COMO AS ASAS DE UMA GAIVOTA RISCANDO O CÉU.

DE UM POETA: TUDO VALE A PENA QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA!!!

A LÍNGUA PORTUGUESA REALMENTE DEVA SER DAS MAIS LINDAS, HAJA VISTA O NOSSO QUERIDO FERNANDO PESSOA.

O QUE SE ESPERA DA SAÚDE É QUE AO MENOS PROCUREMOS POR ELA, E QUE CUMPRAMOS AS ORDENS DOS MÉDICOS.

TENTAR SE FAZER ENTENDER NÃO TEM NADA A VER COM A HUMILDADE, MAS COM UMA CERTA SOBERBA ESPIRITUAL MERECIDA!

TUTTI NON SA COSA DIRE, PERCHÉ TUTTI LEGGONO POCO.

YO NO SÉ LO QUE PASA HOY PERO YA LO SÉ DEL QUE PASÓ AYER.

I NEVER THING THAT TO BE WRITTEN IN ENGLISH, BUT TO CONSIDER A THEORETIC MOVIMENTS, PLEASE, BECAUSE I AM TRYING NOW.

I BREAK OUT MY OWNS THOUGS, BUT I TRYING TO SAY ANYTHINGS.

I HAD HAD A SERIOUS PERFORMANCE FROM MY THOUGH, AND A SAID THINGS MORE ACCURATE FOR MYSELF...

MAKING A LOT OF THINGS BY A HUMAN BEING, THIS IS A TRUE OF UNIVERSAL LANGUAGES.

IF A POETRY WRITE IN ENGLISH, HIS PLATTAFORM RECEIVE A LOT OF MONDIAL CONSIDERATIONS.

A ROUPA AZUL

 

Quem dera tivéssemos uma única roupa azul,
Que viesse no pressuposto de uma direção do progresso
E que não tardasse a quatro bolsos no paletó de um comando
Quanto de sabermos que armas não fossem necessárias.

Repentinamente veríamos um painel de botões giratórios
No que atravessa uma rua sem destino, easy rider,
Na dimensão mesma de um quê diverso e desconforme

Com a aparência cor da prata, em um níquel somente!

Como em um país libertário veríamos um panorama
Em que, dependendo do caso, teríamos um retoque
A ser feito na dimensão de uma escala perdida
Onde apenas a roupa azul seria nossa referência.

Azul e branco, como em uma cena da Marinha
Que não se anteponha no quilate das expressões
Na medida em que o verbo tenha mais esperança
Do que aquela medida em que não participamos muito.

De uma cor índigo blue em nossas calças, de um branco
Em nossas camisetas, como algo em rojo y negro
Saberemos melhor do que a vicissitude das cores
Quanto ao sabermos que a cueca seja preta.

Assim, escondida em termos da naturalidade
No prescrutar-se as cores outras que nos acompanham
Em famosas equações que não vilipendiam
O vulgo do querer, em anil que nos sejam lavados os dias.

Daquele cubo em anil que quarava as roupas
A se não reconhecer diretamente qual a prova que remonte
O que não existiu jamais, do anil que lavava
E que, a nós não pertencera em outros lados…

Desse anil, da jaqueta de quatro bolsos que, saibamos,
Exatamente o perfil de um comandante alterno
No que virasse algo de monta quase pastoril
Ao que de pastores não há comando, mas comandados…

Assim viremos a história de ponta cabeça,
Acorrentados à única Verdade e que aconteça
De gostarmos dos grilhões, posto a liberdade da mentira
Aí passa a ser a escravidão própria dos enjeitados!

quarta-feira, 7 de abril de 2021

FALAR A LÍNGUA PÁTRIA É COMO DESENOVELAR TODOS OS SIGNIFICADOS.

IF I HAVE SOME CHILDRENS I WILL DO THE BETTER EDUCATION FOR THEM.

DESCENDER DE ALGUNS ANTEPASSADOS PODE NOS REMETER AOS SERES DE GALÁPAGOS...

NA FRENTE DOS INDOMÁVEIS RESIDE UM ESPÍRITO GUERREIRO QUE NÃO MENTE JAMAIS.

PODEMOS AFIRMAR QUE A MEDITAÇÃO NOS LEVA À REALIDADE DA MATÉRIA OU AO CARÁTER DO ESPÍRITO?

NADA DO QUE SE VIU ANTES SE VERÁ DE NOVO.

NAS FLORES DE UMA PROPOSTA PODE RESIDIR OU O INTERESSE OU O AMOR SINCERO...

UMA ROUPA DO DESCASO

 

         Pode ser que nos vistamos conformes à razão aparente… De todos os veios, de todas as cores mínimas existentes nas engrenagens do sistema, o que aparentemente talvez o verde-amarelo seja até moda. O verde como intensidade das forças do verde e o amarelo como em uma dimensão oriental. Japão, Coreia, China, Índia, Vietname, Hong Kong, e Filipinas, ou seja, bilhões de seres vestindo a cor amarela. No que em nosso país represente o ouro e as nossas riquezas minerais, mas em nossa bandeira já não flui tão bem o losango amarelo, como não flui tão bem o retângulo verde. Quanto ao azul em nossas estrelas quiçá aos Estados possam compensar e, no entanto, a prédica não condiz com a independência federativa. Justo que a Federação tenha por função exercer seu poder de mando, ou que, no mais, um Estado saiba mais da questão do que a Nação propriamente dita.
          Isto posto, requeremos mais autonomia dos Estados da Federação, para que possam tomar as medidas corretas para o nosso povo, quando estas demandam regionalmente medidas severas para derrotar qualquer inimigo, posto agora sendo um vírus, ou mesmo quando a virulência vem da injustiça social, posto inimigos sejam os mais vários no cerne dos Estados. Como em uma insurgência constitucionalista de 1932, houve um pressuposto aos desmandos de Getúlio, na frase mal acabada de fracasso de SP – capital – que demandou esforços para conter algo que viria depois em 36 e 1937… A história dos anos trinta foi muito rica ao Brasil e, hoje, vemos sedimentarem a profusão da anti história, de algo que não acontece mais, de uma mesmice em que os signatários do Poder não revolucionam e não fazem absolutamente nada que venha para mexer com o país, apenas trocam as cartas em cartas marcadas que nada significam em termos de mudança social, para melhor, evidentemente. O que antes seria uma economia de mercado livre agora se torna intervencionismo estatal da pior estirpe: o que antes era neoliberalismo vira o toma lá dá cá, em uma profusão de pensares que remotamente lembram algo como um novo modo de fazer a política. No fracasso de tentar se estabelecer um Estado de exceção no país evidenciamos o calcanhar de Aquiles flechado e rompido no establishment da nação brasileira, conforme predicativos de caráter contra transformadores nas nossas rompidas e corroídas veias. Essas mudanças de realocar cargos de confiança apenas retraem ad aeternum as mesmas mudanças que não sobrevivem na confiança dos mesmos cargos, parecendo um stalinismo e sua burocracia instável.
          Caros amigos da situação, vocês depositaram a pedra fundamental antes de montar as outras e, agora, só dispondo de uma massa de concreto poderão montar o arco, que subsiste artificialmente em uma plaga que não é românica e jamais chegará ao gótico, haja vista que a verticalidade da devoção travou-se em uma única forma de montar sua própria estrutura… Agora, para consertar será impossível, posto no ofício da arquitetura precisamos da ciência igualmente, assim como o DNA de um sistema funciona com conhecimento, no mais das vezes muito mais importante do que a mera informação. Abaixo desta, os dados reiteram as atividades cruas de seu próprio mundo e, espero, que seja dada uma largada coerente para sanar os nossos problemas com todas as viciantes virulências sociais posto, se assim não for feito, só se erguerão edifícios construídos à beira das favelas com as pedras desencaixadas e rompidas pelo crime organizado!



terça-feira, 6 de abril de 2021

UMA ESCALADA EM FALSETE

 

Ao sétimo céu escalamos em falsete, uma vez par, uma ímpar
No mesmo de questões ímpares da existência, qual seja,
Saber distinguir quem é o inimigo, quem é o favorecido,
Mesmo que não se tenha a sinceridade de escol na escotilha…

Primamos todos pelo progresso da Nação Pátria,
Vertemos o suor sagrado maior do que um sangue amargo,
Conjuminamos a União, mesmo que outros não queiram,
No que se saiba: só há um caminho para isso, apenas um caminho!

Na medida em que um ser se faz contendor clamando pela justeza,
O justo caráter é o paradigma em que saibamos prosseguir
Na vereda de carne e osso, na via material, pois o espírito em seu ato
Desmonta a mesma razão que prime pelo alimento, pela casa e pela terra…

Jamais existe um teor ideológico em uma assertiva clara e nua
Posto se um i possui o seu pingo, é óbvio que a lógica veste-se a caráter
Em torno de reduzir a insensatez no seu refúgio de uma razão
Que não falha quando o pensamento tem seu intento glorioso.

Esse intento roga que tenhamos amigos por todas as frentes,
Sejam estas civis ou não, sejam as frentes da saúde e da educação,
Seja uma frente de trabalho, seja apenas uma, a da comunhão dos povos,
Ou o que, por suposição óbvia,
a redenção, o perdão e o respeito.

Sem essa tríade não haverá a capacitação máxima do administrador,
Posto o chefe da Nação apenas se identificará com seu prócer
Na medida em que encontra um alívio no pensamento de uma pretensão
Quando unir a mais forte iniciativa de prosseguir com a sensatez.

São estas regras de um jogo muito mais antigo do que a própria matéria,
Como um xadrez acadêmico, como uma luva que se veste farta de conforto,
Ou um poker blefado de tal forma que dois inimigos se sucedam na fortuna
E acabem virando amigos entre cada carteado, como os amigos na guerra.

Não tardemos a encontrar nas palavras o real motivo de se consagrar
Algo que vai além das fogueiras da vaidade, o de se descobrir
Que em cada sílaba nos encontremos com a Verdade que surja
Nas diversas modalidades do querer, assim que de se desejar o melhor!

Na mesma esteira dos inocentes vemos, através de óculos de metal sagrado
O parecer que devemos fazer sobre os arrazoados sinceros, visto que um juiz
Pode ser a consagração universal da Justiça nua e crua, criteriosa,
Ou pode blefar a qualquer momento, fazendo as vezes da imitação do ser justo.



segunda-feira, 5 de abril de 2021

QUE NÃO NOS CALE A DÚVIDA

 

Posto referenciarmos a equidistância entre um termo ou outro
No que concebemos a discrição aparente de uma coluna que exista
Não receberemos o justo pago que foi dado anteriormente
Na conformidade do pleno emprego que antes seria normal
E que, no desconforme, algumas energias totalitárias vem a haver...

Tentam em vão submeter toda uma Nação com regras insanas
Do que se falar em todos os contextos, pois diversas nações
Estão sendo sacrificadas, desde os xamãs aos caciques…

Vamos quebrar os nossos próprios paradigmas ao não silenciar
Qualquer protesto que seja, de um modo ou de outro
Na esfera que se pretenda, às medalhas de ouro ganhas por lei,
Daquela Lei mais conforme com a sensatez, e não um título
Que se receba informal em um lado escuso que a nós não pertence
De fato, do que se queira no tergiversar no ser da saúde que pode
Escrever em latitudes altas ou baixas, pois vem a dar no mesmo
Que não sejamos suficientes habitantes equatoriais…

Na linha dista,
No revés distancia igual,
Encurtemos por lógica direta,
Mamamos nas tetas de um mundo
Convulso ao sentimento particular
Na vertente cara ao que nos suplante
Verificar em cada onda que nos subestime
A força das palavras que emergem da coletividade!

Muito do que é será na força do poder econômico.

Na linha ao revés encurtamos
E mamamos nas tetas
Convulsas
Em vertentes
Ao verificar
Uma força…

Pode-se afirmar a força da economia,
Mas sem a História como garantia
Nada do que queremos adiante
Estará longe do passado,
Não como rancor de nada
A não ser como repentes únicos
A nos resguardarmos da tirania
Nos sapiens que encabeçam nosso pontuar de liberdade!