Há dias que
nos conhecemos os outros com a Natureza de nós mesmos... Como nos alvores de
Deus, aquele que tudo atrai, o Todo Atrativo, ou mesmo na consciência perlaborada
de um devoto, qual não seja, o muito de se prever pelo pouco da dúvida. Na
anuência de sabermos com nossa fé o que seja certo, por vivência de décadas e
aproximação com Deus concebido por ela, o que vem para agregar por si só é
válido, mas os seres que nos aproximam Dele não necessariamente hão de ser
apenas os humanos, pois vasta é a Criação e sua Ordem. Tanto assim que São
Francisco se comunicava com os animais, e certos homens leem nos insetos sabedorias
em que apenas se formos considerar que estando animados por uma centelha divina
é que podemos admitir esse nível de transcendência... O conhecimento baseado
nos estudos védicos sobremodo alicerça a visão de se ter um aprofundamento
espiritual que dê margem a que o homem, enquanto espécie, não é o único que
possui espiritualidade, pois não estará sozinho, em nenhuma circunstância. Se o
cãozinho já demonstra afeto por seu dono, e se eles possuem uma relação
comunicacional que transcenda o usual, já basta para corroborar as assertivas
anteriores. Nem todo o dogma contém em si algo que não possa ser contestado, pois
a liberdade de crermos com todo o nosso ser em consciência de Deus, não
importando seu nome, mas que o Santifiquemos sempre, será uno de si mesmo, mas
igual para todos os seres do planeta. O afeto que um ser humano possa ter por
uma abelha, ou formiga, que seja, já revela o amor que tem pelas criaturas
criadas por Deus, na sua igualdade, sem se considerar superior, o que o coloca
em pé de igualdade por ter uma amizade intrínseca por um ser qualquer, conforme
a premissa já colocada antes.
Não se
pode convencer o comum das gentes com relação a esse modo de se ver o cenário
da Natureza Material, e o que procede com os seres que dela são pertencidos,
pois o número de matadouros é substancial no mundo, e o homem peca cada vez
mais comendo carne, pois comendo pecado ele altera e muito sua cadeia do carma.
Com os sentidos mais controlados, podemos conter a luxúria da língua, e podemos
fazer com que sejamos ao menos optantes pelo vegetarianismo, mais do que
propriamente comendo a carne. Do que não seja vão, o saber baseado na certeza
de que será por meio da não hipocrisia que o homem e a mulher possam ser unidos
em um matrimônio, resta que as relações inequívocas de amizade do homem com os seres,
tais como os animais e outros, possam corroborar que nem sempre uma religião
possa explicar tudo, mas justamente outras podem fazer da sua questão espiritual
uma amplificação da existência mesma do ser, humano ou não.
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