sábado, 24 de outubro de 2026

ANTES SABER DO QUE CONHECEMOS


              Há dias que nos conhecemos os outros com a Natureza de nós mesmos... Como nos alvores de Deus, aquele que tudo atrai, o Todo Atrativo, ou mesmo na consciência perlaborada de um devoto, qual não seja, o muito de se prever pelo pouco da dúvida. Na anuência de sabermos com nossa fé o que seja certo, por vivência de décadas e aproximação com Deus concebido por ela, o que vem para agregar por si só é válido, mas os seres que nos aproximam Dele não necessariamente hão de ser apenas os humanos, pois vasta é a Criação e sua Ordem. Tanto assim que São Francisco se comunicava com os animais, e certos homens leem nos insetos sabedorias em que apenas se formos considerar que estando animados por uma centelha divina é que podemos admitir esse nível de transcendência... O conhecimento baseado nos estudos védicos sobremodo alicerça a visão de se ter um aprofundamento espiritual que dê margem a que o homem, enquanto espécie, não é o único que possui espiritualidade, pois não estará sozinho, em nenhuma circunstância. Se o cãozinho já demonstra afeto por seu dono, e se eles possuem uma relação comunicacional que transcenda o usual, já basta para corroborar as assertivas anteriores. Nem todo o dogma contém em si algo que não possa ser contestado, pois a liberdade de crermos com todo o nosso ser em consciência de Deus, não importando seu nome, mas que o Santifiquemos sempre, será uno de si mesmo, mas igual para todos os seres do planeta. O afeto que um ser humano possa ter por uma abelha, ou formiga, que seja, já revela o amor que tem pelas criaturas criadas por Deus, na sua igualdade, sem se considerar superior, o que o coloca em pé de igualdade por ter uma amizade intrínseca por um ser qualquer, conforme a premissa já colocada antes.

              Não se pode convencer o comum das gentes com relação a esse modo de se ver o cenário da Natureza Material, e o que procede com os seres que dela são pertencidos, pois o número de matadouros é substancial no mundo, e o homem peca cada vez mais comendo carne, pois comendo pecado ele altera e muito sua cadeia do carma. Com os sentidos mais controlados, podemos conter a luxúria da língua, e podemos fazer com que sejamos ao menos optantes pelo vegetarianismo, mais do que propriamente comendo a carne. Do que não seja vão, o saber baseado na certeza de que será por meio da não hipocrisia que o homem e a mulher possam ser unidos em um matrimônio, resta que as relações inequívocas de amizade do homem com os seres, tais como os animais e outros, possam corroborar que nem sempre uma religião possa explicar tudo, mas justamente outras podem fazer da sua questão espiritual uma amplificação da existência mesma do ser, humano ou não.

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