Conforme
a Lei Natural, o espírito da Natureza nos conforta em suas prédicas e lições.
Nada que nos conformasse tanto quanto o que há realmente no escopo daquela, e
tudo o que significa os ensinamentos que porventura podemos obter de supremos
benefícios de uma simples presença de uma árvore, da corredeira em seu infinito
de moléculas de água, das rochas que não vemos, e supostamente da mão do
Criador, que tudo vê, e de alguns homens que veem mais do que uma mera
suposição de mortais que somos. O simples fato de um ser qualquer que vemos como
um cãozinho, pode nos dar um sinal divino mais evidenciado do que um ser humano
diabólico, ou afeito ao vegetar perante a turba, em meio aos seus hábitos de
consumo ou disposições mecânicas de conduta. A Natureza exerce um mandato que urge
sabermos, pois não estaremos esperando uma hecatombe final, se já estão morando
em Marte, aqueles facínoras que já preparam o terreno para que o ser humano
possa destruir a mãe Terra tranquilamente, sem sentimento de culpa. Os mistérios
da criação já são explicitados pelo Papa Francisco, quando cita a nossa Casa
Comum. Por ela seremos e a Dialética da Natureza é mais ampla do que sequer
cogitamos, pois está nos ventos que não percebemos integralmente, está nos
pássaros e em seus cantos que nos avisam sobre decisões importantes e está nos
dias e nas noites em que passamos, crendo que estamos solitários, mas um mero
inseto possui mais ciência do que muitos seres humanos, em termos de vida. A
vida que pulsa neste mundo de matéria, e isso é muito importante que saibamos
ao menos para que na Terra o que vem dela é a mesma vida que nos alimenta, e
disso parece que egoisticamente o homem tem a noção evidente. A mente livre
expressa o conhecimento de décadas por vezes de estudo, e não será através de uma
ortodoxia dogmática que o homem deixará de possuir suas particularidades e sua
visão do mundo que o cerca. Não neguemos o Espírito que nos abraça
inspirando-nos a escrever sobre aquele que nos Salva, e não tergiversemos com
escrituras tão importante que versam sobre a psicologia de Jung, por um exemplo
cabal do sucesso de ter sido editado por uma empresa católica, como a “Vozes”.
Recentemente,
estudos revelaram que os animais – domésticos – podem expressar sentimentos,
tristeza, alegria, como se animicamente fossem movidos por um espírito. Quaisquer
maus tratos contra eles são passíveis de punição na esfera judicial, e muitas
vezes um ser humano considera um animal seu filho, pois não conta com mais
ninguém no mundo a não ser da companhia desse amigo e companheiro fiel. Não
sejamos tão dogmáticos ao pensar que a Natureza não possui um Grande Espírito,
e não sejamos tão ortodoxos ao pensar que os outros seres da Criação não tenham
o mesmo direito de viver na Terra, assim como os humanos, pois o melhor amigo
do homem ainda é o cão, e o resto são os interesses, em sua maior parte, pois o
homem é o pior amigo do homem, na maior parte das vezes. Este que vos fala
gosta muito mais de escutar a sinfonia dos pássaros pela manhã do que qualquer
música ou fala humana, tão previsíveis quanto no primeiro caso a indústria
cultural, e no segundo a luta pela sobrevivência insana. Meu ceticismo na raça
humana é sem igual, e tira-se poucos aqueles que estão trilhando por caminhos
de luz, de fato, pois no mais é coisa de ironias, hipocrisias ou desavenças.
Ainda temos por prosseguir uma longa Era por essa jornada de degradação
planetária, onde os abutres – com relação à Natureza – são os seres humanos,
sem freios, sem medidas, alicerçados pela ganância e pelo egoísmo. Jesus Cristo
veio para nos devolver a vida, para a redenção, a remissão – possível – dos nossos
pecados, e a prática diária nas santas missas podem nos devolver essa remissão.
Essa questão passa pelo envolvimento de nos focarmos em uma religião e estarmos
abertos a todas é obra de Satanás, que nos envolve até o pescoço a partir de
algo de bruxaria, de crendices e de coisas que apenas uma Grande Irmandade como
a Santa Igreja pode nos conceder algo consonante em comunhão com a bondade: com seus ritos, seus sacramentos e sua fé. Mesmo que muitos queiram dissuadir-nos que a multi crendice é coisa boa, de abertura espiritual, saibamos que nos alicerçar nos paradigmas e na doutrina da religião é coisa fundamental para que consolidemos algo mais próximo da realidade do ser: saber quem somos, de onde viemos e para onde vamos... Devemos tomar gosto pela Bíblia Sagrada, principalmente o Novo Testamento, que é lá que nos encontraremos com a palavra dos Apóstolos e seus Evangelhos. Até chegarmos no templo, até andarmos em direção a ele, seres aparecem nas ruas, os mais diversos, e estarmos em comunhão com os mistérios da Criação é estarmos em uníssono com Deus e sua Natureza manifesta.