EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
DA UNIDADE NA DIVINDADE TRINA
No ar das
montanhas, em lugares distantes, sopram ventos tépidos que fazem os homens
pensar em primaveras, onde os pulmões, plenos, sentem os albores da juventude,
e onde os corações mornos crepitam as paixões pela Natureza que navegam por
pequenas florestas, tal a dimensão do ser que somos, e tomados como que por um
espírito nos lembramos de Deus. Não somos todos os que pensamos assim, pois
aqui no baixio, por sobre ruas de asfalto, paróquias veem seres mergulhados em
suas próprias trevas, clamando por pão, trabalho ou cobre, sem saberem mais
serem capazes de amar, e poremos em xeque se estariam purgando suas vidas claudicantes
em meio aos caminhares do ocaso que trafegam do lado do território sagrado dos
templos? Não justifiquemos a fé, posto um homem que buscara-a por toda a sua
vida não precisa ser questionado a seu respeito, mesmo antes de tentar conhecer
o dogma da Santíssima Trindade. Professava antes uma religião que pregava a bondade,
mas a bondade do Messias é tamanha, que antes seu Deus não tomara a forma do Deus,
nosso, Pai que está entre nós e no céu, junto ao seu genitor, Pai, Criador de tudo,
e tudo: Pai, Filho e Espírito Santo são o mesmo cerne trino, perfazem a unidade
geratriz do Uno. Não há percepções anímicas tão exatas, pois na forma do Espírito
recebemos no coração a bênção e a presença de Cristo talvez se nos ocorra, mas
não incorreremos em pecado se a partir do momento em que elevar-nos nossa fé em
Sua direção, o mesmo céu azul da montanha brilhará no baixio, por encima do
asfalto de uma crua cidade, mesmo do lado de fora do templo... E seremos o fogo
que aquece, que alimenta, que ilumina e que se extingue com o tempo, quando
soubermos praticar a nossa missão. Dai-nos a fé que temos por nós mesmos
também, a fé em que possamos crer que na mais desprezível rocha na rua a manifestação
maravilhosa da matéria também contenha algo espiritual de Vossa onipotência, ó
meu Senhor e Salvador!
Quando
sei que estou morrendo, sei que de fato estou em vias de, mas não é exatamente
isso que quero, só não quero mais prazeres mundanos, não encontro – de fato –
mais prazeres no plano do mundo que não seja tentar servir-Te, ao menos, ó meu
senhor, ó Pai, que és Pai do Filho, este que é igualmente Pai, e do amor que
une Pai e Filho, na unidade, o Espírito Santo: e todos são todos, nada é maior
do que um e nada é menor do que um... No entanto, são esses três não isolados,
mas não são distintos em glória, no que o Filhoque
é da origem no Pai e no Filho, ao Espírito, gerando o Poder Uno na divindade
Trina. Se o poeta se digna a escrever sobre esse maravilhoso tema é porque estará
começando seu estudo com uma força de compreensão que encontra na Igreja sua
mãe dileta, a mulher e o corpo do Cristo! Sem algo de distinção semântica, a
verve que encontro só o sei querendo enaltecer o acontecimento de senhoras e
fieis que guarneço com a minha presença, saudando em busca de conversar com o
líder religioso e estar de bem com a religião, força máxima da contemporização
e equalização de uma mente que enternece por amar demais a Deus, ao menos quando
me esforço cada vez mais para tentar compreender esse ser que nos criou à sua
imagem e semelhança. O Senhor nos têm, mas não somos dignos de estar com Ele.
Mas Seu amor é tamanho para conosco... O que posso dizer de mim, este pobre
homem viciado em tabaco, fraco em fé, diletante nas artes, poeta menor, na
minha arrogância de querer falar de igual para com um mentor religioso, esse errático
ser que purga a existência e é escravo de entre os vivos? Mas sim, tem a
salvação, esse ser que me salva todo o tempo, esse ser que me dá uma chance ao
menos de obter – dentro dos sacrifícios a que me imponho – uma luz que brilhe
nas trevas de minha solidão de enfermo das ilusões.
Muitos
são os caminhos, e sequer sei se obterei a clemência quando abandonar o meu
corpo, junto ao último sopro de vida que me encerre no fim de minha jornada
rumo ao desconhecimento que estivera presente em toda a minha vida, mas que não
diga eu, senão estaria mentindo, que não tenha sentido ao menos a presença do
Espírito nas coisas da Natureza. Meus queridos animais, os pássaros, os cães,
os bichos, até mesmo os insetos, fizeram de minha vida a alegria que um homem
até hoje a possui, e isso pode não ser tão revelador a um estudo teológico
clássico e canônico, mas não posso ser distinto de algo que sou e sempre
serei... O modo como Deus ama suas criaturas as isentou do Pecado
Original, e o Pai é o Pai, o Filho também é o Pai, e o Pai e o Filho não são
maiores do que o Espírito Santo, porque são todos o Todo, os três na unidade
sagrada. As coisas que estão no coração deste que vos fala quando se apercebe
da dimensão do cosmos, são coisas que não posso definir exatamente, mas se
existe um Salvador presente entre nós, e agora eu começo a apreender esse fato,
certamente isso vem para agregar mais uma coisa que reitera que ele sempre
estivera presente, na forma do Cristo Filho do Homem, na forma de Cristo Filho
de Deus, e na forma de Cristo Deus e Pai do universo... Talvez o que eu
percebesse era uma parte do Verbo, o Cristo junto a seu Pai, nosso Pai,
Criador: Deus desse universo que, quem não seria, senão Deus o Uno com o
Espírito imaculado de seu amor por nós? Esse amor que penso ser algo que não
sentira jamais com essa intensidade me me mudou antes mesmo que esteja pleno na comunhão,
com os devotos queridos de uma Santa Missa, ou mesmo junto com os justos depois
da jornada sobre o planeta. O estudo sério se torna necessário, e ainda tenho
uma certa convicção de que esse tipo de conversão à Verdade da imortalidade me
conduzirá plenamente a uma vida ainda intensa dessa citada comunhão com Deus. É
por isso que professo a minha fé no Salvador, na Trindade Santa e na comunhão,
além de outros dogmas e sacramentos que, em minha seara de leigo rumo a uma
vida de devoto, sei que aprenderei no devido curso de meu tempo.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
terça-feira, 23 de junho de 2026
AQUELE HOMEM
Andava, andava, ia por tudo, como tantos são os desígnios de Deus
E, qual não me fora concedida a palavra plena, quem sou eu
Para afirmar coisas da Santidade, pois nela começo a trilhar meu caminho
E do Salvador pouco sei, se na realidade Ele é tanto e incomensurável
Que me torno um mero inseto na refulgência do sol, em Sua presença...
Humildemente, como estudante sincero vou, passo a passo, em direção
Ao sacramento dos sacramentos, pacientemente perfaço a jornada em direção ao
conhecer,
Paulatino e renitentemente, na busca, na paz que me é conferida a missão
Ao consentir a mim mesmo o próprio consentimento, e será no Novo Testamento
Que encontrarei a tétrade que me completará na obra solene de Deus...
segunda-feira, 22 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
sábado, 20 de junho de 2026
ORIENTE, ORIENTE
Musicista oriental, madame do piano, virtuose, quem não te diria do Espírito,
Quando fazes de mim espectador de tem dom maravilhoso, um talento divinal,
Posto estudastes todas as escalas possíveis, todos os compassos, e todos os
timbres.
És maravilhosa em teu vestido rubro, teu piano de cauda, tua solitária música
que me complete
Quando, já que raia o meu dia, vou no teu intervalo ver os pássaros na alfombra
que são as ruas
Onde deposito minha fé nos viventes, quais não fossem, a própria Natureza!
Levo uma haste de bambu e pratico o correr dos dias, na marcialidade que se me
impõe um dever
De estar praticando um Tai Chi mais conforme com os movimentos de seres que não
imaginamos
Mas que, outrossim, o rigor de outras horas apenas divaga sobre a compreensão
dos Santos.
Rápida, teu pianíssimo é forte e ousado, tens a gramatura de um ótimo papel
Quando na aurora de nossos dias, a música fala ao Espírito Santo na forma
original
Diante de tudo e todos, e terias tu, mulher oriental, o sacrossanto Poder de orientação?
Virias diante de tudo e todos, aquilo que demandaria pressupostos indeléveis
Ou mesmo as mãos ternas e ágeis sobre o manto das teclas do instrumento
Quando éreis, por assim dizer, um tempo em que reflito no dia que vem em teus
reflexos na minha alma...
RAZÃO E COMPREENSÃO
Cremos em
algo, porventura na mulher amada, no amigo distante que não mandou mais
notícias, na prima que jamais apareceu diante de sua parente, quem sabe, aos
homens não depositemos a nossa fé. A compreensão do mundo suporta que
entabulemos contato com mestres, com homens e mulheres inteligentes, que seres
racionais como os humanos nos suportem em nossas idiossincrasias, até mesmo no
âmbito comercial, nossas relações mercantis e como estas influenciam nossas
vidas. Verteríamos desejos por várias coisas mundanas, por vezes profanas,
mesmo que na realidade isso não nos diga tanto respeito como no exemplo
escritural, onde Velho e Novo Testamentos se completam, aos olhos de Deus, na forma
mais exemplar de buscarmos, por exemplo, na figura de Abraão o pai dos crentes,
e em Maria a pureza sublime da fé. E tateamos, por canais os mais variados,
sendo aqueles onde o oculto se revela ao nosso olhar, e o ruidoso irrompe em
nossa escuta.
Sabendo
um pouco dos temores que possuímos com relação ao nosso corpo, que envelhece
com o tempo, vamos tomando consciência de que perecemos em carne. No entanto,
tanto são os pássaros em nossas veredas que o Espírito Santo clama por mais
alturas... Entregamo-nos, através da fé, ao Deus revelado. Não julgaríamos um
ato científico de nosso corpo, se apenas somos os mortais que somos. Um homem
pode ficar fora de si por alguns momentos, quando desequilibrado em certos
hormônios, como a dopamina e a serotonina, quando da ausência da nicotina, por
exemplo. Para que não perca o juízo, algo de uma razão maior terá que imperar e
estará mais ileso diante de uma das especialidades médicas: a psiquiatria. Para
manter incólume o seu tirocínio ele fará uso dos seus recursos mais
particulares, mais secretos, o vínculo com sua razão primeira, sua compreensão
da Natureza das coisas, e seu modo de ver místico com relação aos seres que
mais tarde, no correr do dia, encontrará participando, eles mesmos, na
companhia indissolúvel de suas horas. Isso para não falar dos seus estudos da
religião, esse arcabouço indizível de seu ser, tão importante na construção de
seu self.
Mesmo
que, diante de certos fatos, esse homem pareça esmorecer, não sê-lo diga tanto,
pois sua fortaleza diante da vida o fará crescer o ânimo e o entusiasmo, mesmo
porque, além dos ditames críveis da sua razão aparentemente xucra, seu
pensamento se agigante maior, porquanto mais consolidado à luz de suas
experiências vividas, pois já não é mais criança nem adolescente. Exortando a
que outros viventes igualmente cresçam na vida, se desenvolvam e encontrem
razão e compreensão a respeito não apenas da fé, mas da vida de si para si, de
se acreditar um pouco na humanidade, ver com o lado cristão do amor que nos una,
da renitência de Abraão, da pureza de Maria... Não seria mais do que rogar por
nós, rogar que nos amássemos no amor incondicional e compassivo, que uniria o
povo escolhido, o povo de tantos os Santos, posto santificada é a vereda do
Salvador. E, além disso, o Espírito Santo, maior do que tudo e todos, agigantará suas palavras, mesmo que o seu papel de leito sobrescreva a fé que é comum a todos os fiéis da Santa Madre Igreja. E rogará poder servir, poder estar trabalhando na obra comum a todos, posto quiçá seja para aqueles que necessitam de amparo que dará de si, para com e no trato dos entes amados, nas vertentes dos seres que, à semelhança de Deus, são e fazem parte da imensa criação cósmica no planeta, bem como as estrelas que vemos no firmamento, a luz da lua, o clarão do sol de tudo o que se nos dilata a compreensão mesma de onde estamos, e como é magnifica a vida sob essa ótica de Deus! O homem encontra nos sacerdotes algo que remete às escrituras, posto será igualmente sob a luz daquelas que o verbo se fará presente em sua vida: a palavra viva. E a entrega desse mesmo homem já não dará mais espaço para o vício, já não fará o cigarro parte de seu vocabulário, pois esse ser se entregará profundamente ao estudo da religião como algo indissolúvel da matéria e do espírito, algo que reluz sem ser ouro, algo da luz que se esconde dentro de seu coração, ao menos na mesma palavra que profere agora, e que a paz de Jesus Cristo esteja com ele e Maria o abençoe dentro de sua fé imaculada.
Essas palavras praticamente proféticas se darão com a simplicidade desse mesmo despertar espiritual, essa vertente que nos une ao Altíssimo, que não é reducionista na visão mesma do Universo, senão que o amplia mais do que ao infinito. Se é a hora, se é chegada a hora desse homem se entregar por completo a Deus, que esse ser maravilhoso faça de Sua morada a casa onde todos os de bem possam ingressar um dia, e que essa morada celestial não esteja distante dos ditames ou regras católicas, bem como na estrutura monacal de um bom templo estaremos diante por vezes de certos sepulcros sagrados onde santos fizeram das Igrejas seus lares eternos... E ascenderam para junto ao Salvador, mesmo que a vida deles não tenha sido muito fácil nos ditames do conforto, e que as misérias materiais tenham sido apenas um dos detalhes em suas vidas. Mas sim, e por que não, o milagre se fez e se fará no coração do devoto, pois o vício não é faculdade de um crente, e apenas um Poder Maior do que ele o fará sair do vício perante um Deus amantíssimo que o resgatará, quando justamente o ser do homem pede socorro, como se estivesse diante do único Salvador possível para que Este o resgate para sempre desse mal tremendo que é a nicotina e seus pecados que tenha cometido por outros motivos... Esse homem citado é o mesmo que escreveu essas palavras para vós, e renitentemente clama a esse Poder Superior, na figura de Cristo, que remova suas imperfeições, refaça os projetos divinos para a sua vida, sem o que a obra que eu terei que consolidar sobre a minha fé não surtirá o mesmo efeito, posto será naquilo de espalhar a voz da abstenção dos vícios que farei uma das minhas maiores searas, ao menos por enquanto, pois é na Santa Igreja que estarei presente sempre que puder, clamando a Ti, ó Salvador, que me ponhas a Teu serviço, hoje e sempre!
sexta-feira, 19 de junho de 2026
A ESPERANÇA DA FÉ DIANTE DOS ENGODOS DO MUNDO MODERNO
Quem diria
escaparmos ilesos, mas de quase sobrenatural está o espécimen humano... Aborda
questões as mais variadas, e por vezes quando apenas poderia estudar o que já
deu certo, as mensagens que enviam sob diversos formatos só servem para
confundir, tal o emaranhado de informações que se tornou a sociedade
contemporânea. O que antes serviria para dar um “reforço positivo” na justa
adequação do vivente na Terra, este planeta repleto de fios e cabos que
carregam elétrons e suas mensagens, vem a ser algo de um nó de insights, um nó
múltiplo e cego, como uma rede que não suporta nem que existamos com a
tranquilidade da coerência em sermos nós mesmos, a não ser seguidores de
seitas, experimentos e químicas ou drogas. Não bastaria um simples café, não
fora a cocaína, as anfetaminas e o álcool, medida quase turva da “equação”.
Entupimo-nos de receitas, vamos aos médicos, e a simples leitura de um
catecismo quiçá seja uma boa solução, pois ao menos nos orienta a algo de fé,
algo substancial, posto se for de merecimento que mereçamos as palavras do
Salvador, pois é Ele quem nos ditará as regras por adiante, e nas nossas retaguardas.
O engodo reside em nós e damos a abertura possível e provável a seus agentes,
responsáveis por consequências por vezes desastrosas na psique humana. Não que
não fôramos agentes igualmente, só que dos bons, distantes da farsa de quem
enumera enunciados díspares, como a distinção entre um peso e um dólar...
A questão
é ser um pouco como São Tomé nas coisas do comércio, nas coisas das medicina, e
nas coisas financeiras. Um São Tomé que experimente na carne, não apenas veja, mas
sinta a profusão de detalhes, sua aderência no toque e sua prática no
cotidiano. Alguém que seja um ser passional e compassivo, mas não obstante sem
esquecer uma análise rigorosa e crítica a respeito daquilo que lhe diga algo,
que possua um significante, ou mesmo aquilo de uma rigorosa semântica que
colocaria Saussure no chinelo... Baudrillard que fosse o gênio da floresta dos
objetos, que remontasse outros significados que vogassem o perfil inaudito da
voz que é inerente aos obtusos espirituais, mas que na matéria da semiótica são
de vanguarda com um pensamento assaz consistente. Voga que o ser por vezes se
torna maior do que a citada vanguarda, mas que a dialética concerne que a
Natureza nos transforme em tudo o que queremos ser e depositar no mundo, em
termos de aprofundamentos filosóficos. A Natureza que tudo sente e vê em seu “comunismo
espiritual”, desde que o mundo se torna além do que simplesmente a derrota no
seu Pecado Original, até os nossos dias, onde o livre arbítrio foi concedido para
que procedêssemos em comunhão, em nossa Casa Comum... Assim é a questão da
preservação do grande templo dos homens: o planeta Terra. Mesmo que alguns não aceitem
que muitos se preocupem em preservá-lo, esse trabalho de preservação é sagrado,
logicamente, conforme o Laudato Sì, de Francisco, o último Papa.
Nos
primeiros tempos da era crista a vida era comunal, repartia-se o pão, a Palavra
era concedida entre os apóstolos para o povo, sequioso da Verdade, mesmo com o
martírio de todos eles, com exceção de João, que escreveu o Evangelho
Espiritual. Por isso a Palavra tem ficado e subsistido com tanto Poder e tanta
Glória! Por isso a vida em comunhão, por isso a importância dos Bispos, Sacerdotes
e Catequistas, e de todos os fieis que irmanam a Santa Igreja, para todo o
sempre. Amém.