EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Ó Senhor, Senhor, que inclinastes os céus e descestes, que tocastes os montes e eles fumegaram, por que meios Vos insinuastes naquele peito? Costumava ele ler, dizia Simpliciano, a Sagrada Escritura, e procurava e perscrutava com o maior empenho todos os escritos cristãos. E dizia a Simpliciano, não em público, mas em particular e como amigo: “Fica sabendo que já sou cristão.” Ao que este respondia: “Não o creio, nem te contarei entre os cristãos, enquanto não te vir na igreja de Cristo.” E o C O N F I S S Õ E S 176 outro, gracejando, retorquia: “Então são as paredes que fazem os cristãos?” E muitas vezes dizia que já era cristão; e outras tantas dava Simpliciano a mesma resposta; e outras tantas era renovado pelo outro o gracejo das “paredes”. Pois temia ofender os amigos, soberbos adoradores dos demônios, de cujo alto da dignidade babilônica, como dos cedros do Líbano que o Senhor ainda não quebrara, ele supunha que lhe cairia em cima o peso da inimizade. Mas, depois que, pela leitura e pela reflexão intensa, adquirira firmeza, e temia ser negado por Cristo diante dos santos anjos se agora tivesse medo de O confessar diante dos homens, e se via culpado de grave falta por se envergonhar dos sacramentos da humildade do Vosso Verbo e não se envergonhar dos ritos sacrílegos daqueles demônios soberbos, cuja soberba imitara e cujos ritos adotara — então tornou-se audaz contra a vaidade e envergonhado diante da verdade; e súbita e inesperadamente disse a Simpliciano, como ele mesmo me contou: “Vamos à igreja: quero fazer-me cristão.” E este, não cabendo em si de alegria, foi com ele. E, tendo sido admitido aos primeiros sacramentos e feito catecúmeno, não muito depois deu também o seu nome, para ser regenerado pelo batismo — admirando-se Roma e alegrando-se a Igreja. Os soberbos viram e irritaram-se; rangeram os dentes e consumiram-se de raiva. Mas o Senhor Deus era a esperança do Vosso servo, e ele não olhou para as vaidades nem para as loucuras mentirosas. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
Eu não gosto do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto dos bons modos Não gosto (2x) Eu aguento até rigores Eu não tenho pena dos traídos Eu hospedo infratores e banidos Eu respeito conveniências Eu não ligo pra conchavos Eu suporto aparências Eu não gosto de maus tratos Mas o que eu não gosto é do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto dos bons modos Não gosto... ADRIANA CALCANHOTO.
NA QUESTÃO EMOCIONAL, NEM SEMPRE TEMOS QUE ESTAR ATINGINDO O SISTEMA PARASSIMPÁTICO, OU ESTADO DE CALMA, POIS PARA TANTO POR VEZES A DEPENDÊNCIA DE UM MEDICAMENTO COMO O CLONAZEPAM NOS FARÁ EVITAR A TODO O CUSTO A DEPENDÊNCIA, FAZENDO UMA JORNADA DE BUSCA PARA ERRADICAR OS DEFEITOS DE CARÁTER PARA NÃO NOS DEIXARMOS CORROMPER PELOS DITAMES DA DEPENDÊNCIA TABÁGICA, E CERTAMENTE NÃO ESTARÍAMOS MAIS AFEITOS A SER OU PENSAR E AGIR DE OUTRO MODO.
A FEROCIDADE DA CORAGEM POR VEZES NOS DEIXA PRATICAMENTE INVENCÍVEIS, POIS É A PARTIR DELA QUE PODEMOS MUDAR AS COISAS QUE ANTES JULGÁRAMOS IMPOSSÍVEIS, E TER O DISCERNIMENTO DE QUE SE FORMOS BONS NO COMBATE TUDO SERÁ POSSÍVEL NAS TRINCHEIRAS DA BATALHA INTERNA E EXTERNA CONTRA NOSSOS DESEJOS PUERIS, OU SEVEROS QUE DEPÕEM CONTRA A NOSSA INTEGRIDADE FÍSICA E MENTAL.
A MULTIDISCIPLINARIDADE É ALGO TÃO GRANDIOSO QUANTO FAZER UM PASSO DE ENTREGA, ENTRE ACERTOS E DESACERTOS, COMO EM UM DESABAFO ONDE ENCONTRAMOS UM MEIO DE EXPRESSÃO GENUÍNO PERANTE LEITORES INTERNACIONAIS FAZEDORES DE REPERCUSSÕES ADIANTADAS PELA VIDA AFORA, COMO ESPELHAMENTO SERENO DO QUE VEM A SER UMA MÍDIA ALTERNATIVA.
A FISSURA TABÁGICA PODE SER TRADUZIDA POR MOVIMENTOS ONDE O DESABAFO SE TORNE RUIDOSO, MAS NÃO CAIR EM TENTAÇÃO É TAREFA HERCÚLEA, ONDE UM PORTADOR DE PSICOSE GRAVE TÃO SOMENTE CUIDA DE SEUS PROBLEMAS VENCENDO OS GLADIADORES DA MORTE EM CADA UM DE SEUS DIAS, POSTO SERÁ NESSA BASE, NESSE AQUARTELAMENTO QUE ESSE GUERREIRO ENCONTRARÁ A GUARIDA COMO EM UMA JERICÓ SITIADA PELO MAL.
CESSAR A AUTOMUTILAÇÃO ATRAVÉS DE PENSAMENTOS ONDE O ECO DE NOSSAS SOMBRAS SE FAÇA PRESENTE NAS QUESTÕES ONDE NOSSOS DEMÔNIOS INTERNOS NOS FAVOREÇAM O CAMINHO, NOS TRAZ UMA JORNADA ONDE NA REALIDADE A LUTA CONTRA AS DROGAS PERMANEÇA SEMPRE BRAVAMENTE, CONFORME AS LATITUDES MAIS SEGURAS DESSE TIPO DE EMBATE DURO.
O NÃO PERDOAR-SE A SI MESMO POR PENSAMENTOS IMPUROS E VICIADOS, NOS FAZ TER ÓDIO DE NÓS MESMOS, E ESSA IRA FECUNDA NOS TRAZ BENEFÍCIOS QUANDO É UTILIZADA, COMO UM MOVIMENTO CONTRÁRIO, COMO REDICIONAMENTO LÓGICO PARA TODA A FORMA DE VÍCIO TREMENDO E QUÃO PODEROSA É A CONSECUÇÃO DA ORDEM INTERIOR QUE NOS FAZEMOS CUMPRIR DIANTE DE UM SENTIMENTO QUE, DE IRA, SE TRANSFORMA EM UM TIPO DE CUIDADO SEVERO E DISCIPLINADO QUE TEMOS POR NÓS MESMOS.
Há ainda outra espécie de ímpios, os que, conhecendo a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças. Também nisto eu caíra; mas a Vossa mão direita me sustentou e dali me tirou, e Vós me colocastes onde eu pudesse recuperar-me. Pois dissestes ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria; e: Não queiras parecer sábio, porque os que se afirmaram sábios tornaram-se néscios. Mas eu já encontrara a pérola preciosa, que, vendendo tudo o que tinha, devia comprar — e hesitava. Fui, pois, ter com Simpliciano, pai de Ambrósio — já então bispo — no receber da Vossa graça, e a quem Ambrósio verdadeiramente amava como a um pai. A ele narrei os labirintos dos meus desvarios. Mas, quando mencionei que lera certos livros dos platônicos, traduzidos para o latim por Vitorino, outrora professor de retórica em Roma, e que morrera cristão, segundo eu ouvira, ele manifestou a sua alegria por eu não ter caído nos escritos de outros filósofos, cheios de falácias e enganos, segundo os elementos deste mundo. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
DECÁLOGO DAS LEIS
Dez sejam as partes que não substituímos
Na conformidade de mandamentos, ou mesmo afora
Do sentido em se viver, em busca deste estaremos
Mais distante das relações onde a celeuma própria de um significar
Não nos vertesse um dia que fosse mais de outro e outro
Quando, já livres de uma substância, ao menos por vinte horas,
Nos faria lembrar que a cepa que está firme em suas raízes
Outrora sob os ditames do espírito, outrora sob os signos da carne,
Será sempre traduzida pela lógica que se nos chegue por caminhos amplos,
Mesmo que haja certos dias onde o trabalho e suas relação dos meios
Seja aquele porém de um diuturno porém que não nos separe da Verdade
Posto ser apenas uma, e que abençoado seja o nosso tempo
Já que, nas questões de um clima suposto e errático
Verteremos adiante de mais uma montanha onde passamos a nossa vida.
OS ACONTECIMENTOS QUE SE REFEREM ÀS MEDIDAS DA MALDADE SÃO AQUELES PRESENTES EM MUITAS COISAS QUE SÃO ENALTECIDAS POR VEZES EM FAVOR DE SUBSTÂNCIAS QUE VICIAM, EM BUSCA DE UMA REBELDIA SEM CAUSA, UM LIBELO CONTRA A HARMONIA QUE EXISTIRIA, EM TESE, EM UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA SOCIALMENTE E ESPIRITUALMENTE MAIS PLENA.
¹ Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; ² Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; ³ Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; ⁴ Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. ⁵ Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada. ⁶ Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. ⁷ Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade; ⁸ Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir. ⁹ Esta palavra é fiel e digna de toda a aceitação; ¹⁰ Porque para isto trabalhamos e somos injuriados, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis. ¹¹ Manda estas coisas e ensina-as. ¹² Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza. ¹³ Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. ¹⁴ Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. ¹⁵ Medita estas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. ¹⁶ Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. 1 Timóteo 4:1-16.
¹ Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa, ² A Timóteo meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor. ³ Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina, ⁴ Nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora. ⁵ Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. ⁶ Do que, desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas; ⁷ Querendo ser mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam. ⁸ Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; ⁹ Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, ¹⁰ Para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina, ¹¹ Conforme o evangelho da glória de Deus bem-aventurado, que me foi confiado. ¹² E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério; ¹³ A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade. ¹⁴ E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo. ¹⁵ Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. ¹⁶ Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna. ¹⁷ Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao Deus único, sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém. 1 Timóteo 1:1-17.
A DICOTOMIA DO VÍCIO
Quando se
fala a palavra vício, contrapõe-se à palavra virtude, e há que salientar que usualmente,
no jargão da medicina ele é considerado uma doença, como o alcoolismo,
catalogada na OMS (Organização Mundial da Saúde) com o código F10, considerado
um transtorno mental que faz com que algumas pessoas adquiram a dependência
alcoólica podendo gerar diversos males no corpo e na mente. Assim como o álcool
possui essa classificação, o tabagismo possui o código F17, considerado um “transtorno
mental e comportamental gerado pelo uso do tabaco e derivados”. E por aí vai: a
cocaína, F14, entre outras drogas... Talvez por isso a psiquiatria, muitas
vezes criticada, tem demandado tanta atenção ao mundo contemporâneo, sulcado pelo
problema das drogas, as compulsões, e seus problemas decorrentes, e igualmente
por essa razão a existência de muitas irmandades de doze passos para a recuperação
de muitas dependências e compulsões correlatas.
A
dicotomia do vício está em como ele se instala, como flertamos com a
substância, no princípio nos aliviando de algum stress, relaxando, ou mesmo quando
começamos a fumar, meio a contragosto, até nos tornarmos dependentes – de fato –
de todas as drogas onde passamos a ingerir ou inalar quantidades cada vez
maiores, quando o simples fato de sofrermos uma abstinência pode nos tirar do
humor, e demandar cuidados como a atenção ao sono, medicamentos contra a
ansiedade, antidepressivos, adesivos de reposição de nicotina, no caso do tabagismo,
cessações imediatas do alcoolismo em programas de recuperação em AA,
internações, compulsórias ou não, ou mesmo a atenção psicossocial no caso de
enfermidades psíquicas graves causadas pelo consumo de drogas. Há fases de
tolerância onde muitos se mostram mais resistentes ao consumo e demoram a se
embriagarem, na questão etílica, enquanto outros tem pouca tolerância e mudam
seu humor depois de duas ou três doses da bebida. A questão é que nas
sociedades da atualidade o vazio existencial tem impelido verdadeiras massas à
drogadição, seja porque a efemeridade nas relações humanas tem sido
evidenciada pela falta de alteridade e empatia pelo próximo, seja porque a
sociedade tenha se tornado maniqueísta e mercenária a tal ponto onde é muito
mais fácil apontar o erro no outro enquanto mal limpamos a calçada em frente às
nossas casas, quando essa metáfora implique o fato de não arrumarmos a nossa
vida frente ao que encontramos diante de nós mesmos quando nos olhamos diante
do espelho.
Até mesmo
drogas que muitos consideram inofensivas como a maconha possuem o seu CID na
OMS. No caso do código F12.5, salienta-se o fato de que a maconha causa
psicoses com seu uso, e causa dependência igualmente, mesmo que saibamos que na
redução de danos essa droga por vezes é permitida aos usuários de crack para
substituir um dano avassalador, por outro, digamos: “menos pior...” Tal é a
dicotomia, tais são os dissabores de uma sociedade onde o mercado virou algo desumano,
e onde a propriedade não encontra reflexos maiores do que tudo aquilo que supomos
seria mais justo socialmente, se o capital desenfreado não impusesse certas
relações de força inequívocas em sua expressão máxima. O simples fato de
fumarmos o tabaco, uma droga que mata mais do que todas as outras juntas, é
algo que nos remete a querer julgar as ilícitas, crendo piamente que estaríamos
saindo ilesos de um mal que pode nos acometer a qualquer instante, seja ele
cardio vascular, seja um carcinoma, um enfisema, um AVC, entre outros.
No que
tange à problemática das drogas como um todo, a questão não é apena tarefa de
políticas públicas como o CAPS ad, mas todo um esforço de base centrado na
missão praticamente espiritual como um todo, resgatando a fé em um Poder Maior
do que nós mesmos para que saiamos da esfera da fé fraca e cristalizemos um
leito de rocha firme para nos livrarmos das adicções como um todo, encarando
esse fator como uma problemática que não apenas é inerente a uma sociedade de
consumo desenfreada, bem como de hedonismo sem precedentes na história. Assim
sendo, escaparemos sim, mas a contar nos dedos, pois o tráfico de entorpecentes
internacional só tem colocado gasolina na fogueira, e os mecanismos de
repressão já se tem revelado insuficientes para conter essa modalidade de
comércio criminoso que a muitos tem solapado suas vidas e encaminhado suas
existências a esferas dantescas de enfermidades e descasos, além da miséria a
que são submetidas muitas almas no planeta. A partir de processos paulatinos de
recuperação, com o apoio da sociedade civil organizada, os órgãos de saúde
pública, os hospitais de desintoxicação e trato mental, e a repressão aos
entorpecentes, poderemos, senão ao menos poder controlar boa parte das
incidências do vício como um todo nas famílias brasileiras e internacionais,
visto sermos hoje uma pequena aldeia global, lançarmos nas mãos de Deus a esperança
de que, ao menos para alguns, a dicotomia entre o consumo e a sobriedade não seja
apenas uma questão retórica, mas que a vivenciemos em uma prática diária.
MESMO QUE SE NOS IMPONHA O PADECIMENTO DA ALMA, O SOFRIMENTO DE BUSCARMOS POR JESUS, E SENTIRMOS QUE SOFREREMOS NA SUA BUSCA, POR CLAMARMOS NA ESPERA DE SUA PRESENÇA, MUITAS COISAS QUE A PRÓPRIA MEDICINA NOS COLOCA NA VIDA, COISAS MATERIAIS, CARNAIS, FÍSICAS OU MENTAIS, NOS DEIXARÃO MAIS APTOS PARA CONTINUAR A BUSCA POR DEUS ENCARNADO, APESAR DE HAVERMOS DE SABER QUE O SOFRIMENTO EM BUSCAR PELO FILHO DO HOMEM FAZ PARTE DO PROCESSO DA RELIGIÃO, E ESTARMOS DIANTE DE NOSSA PRÓPRIA FÉ CONFIANTES EM QUE NOSSO CORPO HÁ DE ESTAR SAUDÁVEL PARA TANTO É CONDIÇÃO QUE FAZ PARTE DE TODO UM ESTILO DE VIDA ONDE A ATENÇÃO NECESSÁRIA DA CITADA MEDICINA SEMPRE SERÁ DE IMPORTÂNCIA CAPITAL.
Não sejas vã, ó minha alma, nem ensurdeças o ouvido do coração com o tumulto da tua vaidade. Escuta tu também. O próprio Verbo te chama a voltar; e ali está o lugar de repouso imperturbável, onde o amor não é abandonado, se ele mesmo não abandona. Eis que estas coisas passam, para que outras lhes sucedam, e assim se complete, por todas as suas partes, este universo inferior. “Mas acaso vou eu para algum lugar?”, diz o Verbo de Deus. Fixa ali a tua morada; confia ali tudo quanto de lá recebeste, ó minha alma — ao menos agora, que estás cansada das vaidades. Confia à Verdade tudo o que da Verdade recebeste, e nada perderás; e o que em ti apodreceu florescerá de novo, e todas as tuas doenças serão curadas, e as tuas partes mortais serão reformadas, renovadas e cingidas a ti; nem te arrastarão para onde elas mesmas descem, mas permanecerão firmes contigo e ficarão para sempre diante de Deus, que permanece e está firme para sempre. Por que, então, andas perversa, seguindo a tua carne? Que seja ela, antes, convertida e te siga. Tudo aquilo de que por ela tens sentido é parcial; e o todo, de que estas coisas são partes, tu não o conheces — e, contudo, elas te deleitam. Mas, se o sentido da tua carne fosse capaz de compreender o todo, e se ele mesmo não tivesse sido, para teu castigo, justamente restringido a uma parte do todo, tu quererias que tudo o que existe no presente passasse, para que o todo mais te agradasse. Pois também aquilo que falamos, tu o ouves pelo mesmo sentido da carne; e, todavia, não quererias que as sílabas ficassem paradas, mas que voassem, para que outras viessem e tu ouvisses o todo. E assim sempre: quando de muitas coisas se compõe uma só, e todas elas não existem ao mesmo tempo, todas juntas agradariam mais do que separadamente, se todas pudessem ser percebidas em conjunto. Mas muito melhor do que estas coisas é Aquele que tudo fez; e Ele é o nosso Deus, e não passa, porque nada Lhe sucede. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
AS REDES LANÇADAS
Conforme trilhas sedimentadas da vida
Miríades de peixes traçam os seus cordéis de Saturno
Quando, nas suas mantas de prata, sob o anil profundo do mar
Silvam trombetas as rochas sob o ribombo das ondas...
Pescador ausente, não temas, que dos peixes que são solitários
Serás o guia presente, qual não fosse o destino de lançar a rede
Como um tecido analógico de desditas
Algo que pesque no mínimo um sinal proverbial no tempo.
Vê-se que a alfombra do tecido cru de teu desejo
Enumera questões produtivas, meio que de tramas e soslaios do olhar,
Parecendo um nexo alterno que nos subtrai o ventre inquieto
Naquela mostra de cardume feito alimento turvo do citado desejar...
Mais do que um tempo onde o caudal rumoroso de uma paixão obscureça
Uma fronte que olha para a vida de um sem nome de peças desencontradas
Quase não nos nuble faces de um diamante onde nos espelhamos na joia
Quando, no alvorecer de um tempo morno, a rocha marinha já estará mais serena.
²⁰ O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído. ²¹ O mal perseguirá os pecadores, mas os justos serão galardoados com o bem. ²² O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo. ²³ O pobre, do sulco da terra, tira mantimento em abundância; mas há os que se consomem por falta de juízo. ²⁴ O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga. ²⁵ O justo come até saciar sua alma, mas o ventre dos ímpios passará necessidade. Provérbios 13:20-25.
¹ O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão. ² Do fruto da boca cada um comerá o bem, mas a alma dos prevaricadores comerá a violência. ³ O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói. ⁴ A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes se farta. ⁵ O justo odeia a palavra de mentira, mas o ímpio faz vergonha e se confunde. ⁶ A justiça guarda ao que é de caminho certo, mas a impiedade transtornará o pecador. ⁷ Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas. ⁸ O resgate da vida de cada um são as suas riquezas, mas o pobre não ouve ameaças. ⁹ A luz dos justos alegra, mas a candeia dos ímpios se apagará. ¹⁰ Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria. ¹¹ A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará. ¹² A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida. Provérbios 13:1-12.
MUITOS DEPRESSIVOS APOIAM-SE EM DROGAS PSICOATIVAS ESTIMULANTES, COMO A COCAÍNA, PARA ESTAREM COM O HUMOR MAIS DE ACORDO COM O QUE ACREDITAM SER UM PADRÃO NORMAL, MUITO ANTES DE RECORREREM À AJUDA DA PSIQUIATRIA, COM SEUS MEDICAMENTOS ANTIDEPRESSIVOS E DE APOIO TERAPÊUTICO FUNDAMENTAL PARA A NORMALIZAÇÃO DE TRANSTORNOS QUE PODEM SE AGRAVAR COM O TEMPO, COM O USO DA COCA E DERIVADOS.
O USO DAS DROGAS QUE MODIFICAM O HUMOR CASA COM O USUÁRIO QUE CARREGA DIFICULDADES OU FRUSTRAÇÕES EXISTENCIAIS, INIBIÇÕES DE CARÁTER, OU MESMO QUER PALIATIVOS QUE O ALIVIEM DE SOBRECARGAS EMOCIONAIS QUANDO ESSAS DROGAS SUBMETEM O SER NO EFEITO QUE ACABA CRIANDO A DEPENDÊNCIA DESSAS SENSAÇÕES QUE O USUÁRIO CONSIDERA NATURALMENTE NORMAIS...
domingo, 20 de setembro de 2026
A SOCIEDADE HUMANA BASEADA EM ESTÍMULOS E RESPOSTAS REMONTA UM MUNDO ANIMALESCO ONDE A PERCEPÇÃO DE UM SER HUMANO BEIRA REAÇÕES REFLEXAS E INSTANTÂNEAS, E POR ISSO MUITOS, PARA SEGUIREM O CURSO DESSA PRETENSA NORMALIDADE, FAZEM USO DE DROGAS ESTIMULANTES PARA SE PORTAREM DE MODO CONVINCENTE DIANTE DE UMA SOCIEDADE ONDE AS LEIS BRUTAS DE MERCADO IMPÕE CERTOS RITMOS ABSURDOS DE COMPORTAMENTO.
²¹ Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava. ²² E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas. ²³ E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, ²⁴ Dizendo: Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. ²⁵ E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele. ²⁶ Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele. ²⁷ E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! ²⁸ E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia. Marcos 1:21-28.
¹ Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus; ² Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. ³ Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. ⁴ Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados. ⁵ E toda a província da Judeia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. ⁶ E João andava vestido de pelos de camelo, e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre. ⁷ E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas sandálias. ⁸ Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. ⁹ E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galileia, foi batizado por João, no Jordão. ¹⁰ E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele. ¹¹ E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo. Marcos 1:1-11.
¹¹ E sucedeu que ao outro dia Saul pôs o povo em três companhias, e vieram ao meio do arraial pela vigília da manhã, e feriram aos amonitas até que o dia aqueceu; e sucedeu que os restantes se espalharam, de modo que não ficaram dois deles juntos. ¹² Então disse o povo a Samuel: Quem é aquele que dizia que Saul não reinaria sobre nós? Dai-nos aqueles homens, e os mataremos. ¹³ Porém Saul disse: Hoje não morrerá nenhum, pois hoje tem feito o Senhor um livramento em Israel. ¹⁴ E disse Samuel ao povo: Vinde, vamos nós a Gilgal, e renovemos ali o reino. ¹⁵ E todo o povo partiu para Gilgal, onde proclamaram a Saul por rei perante o Senhor, e ofereceram ali ofertas pacíficas perante o Senhor, em Gilgal e Saul se alegrou muito ali com todos os homens de Israel. 1 Samuel 11:11-15.
AS SÚPLICAS FERVOROSAS A DEUS
Nos
ditames da vida, convenhamos, seremos mais estranhos à fé quando não conheçamos
a Natureza daquela, mesmo que confiemos em Deus no sentido que cremos ser
pleno, mas a certeza não nos é dada neste mundo conforme prédica onde temos que
congraçar em termos de súplicas a possibilidade de ver a Verdade, de escutar a
Cristo, de estar perto de sua chegada entre nós, ao vislumbrarmos uma centelha
de Sua presença, posto na fé de que possamos ter o contato com Ele não podemos
desperdiçar a consagração que se faz diante de nossa vida atribulada por vezes,
na esperança imorredoura de que possamos tirar o véu da cegueira que nos
entorpece a compreensão divina. A obra da fé, tenhamos nas orações e nas
súplicas não as palavras derradeiras, mas um caminho devocional imorredouro,
posto serão tantas as tentações que nos tiram da senda espiritual, que por
vezes estaremos quase que nos sufocando com o plano terrestre, no lusco fusco
de vislumbrar por encima Deus que nos alimenta, mas na maior parte das vezes
estaremos vivenciando o plano material, esfera que nos nubla tanto na visão de
feixes de coisas, impulsos eletrônicos, imagens, informações, e tudo o mais, e
como encontrar o Senhor, se para tudo isso nos seria como que uma transformação
in lócus, nada experimental, mas de fato o encontro com a realidade da fé
supracitada, em se confiar no Poder de Deus acima de tudo e todos, conforme com
a religião em que nos encontramos, mesmo que tateando o mistério da Igreja e
seus labirintos históricos, seus monumentos, seus sacerdotes e ministros, o
Papa, os sacramentos e a questão de encontrar-nos com a presença d’Ele em uma
comunhão onde se roga a participação dos Santos, como reflexos de Jesus Cristo,
nosso Senhor, na consecução da grande vocação da Santidade, baseada no trabalho
em devoção, na família e na união dos povos nessa grande seara ecumênica de
redenção da humanidade.
A
súplica em se fazer presente nossa voz, nossos pensamentos, diante de um Deus
onisciente, não condiz com apenas orar pela unção que nos proteja de todo o
mal, mas que nos reja a questão mais humana perante aqueles que necessitam, e
que a maldade seja retirada dos farnéis da sociedade, em uma história que
remonte o Salvador presente na Terra há mais de dois mil anos atrás, em uma era
onde a pena capital era a crucificação, abrindo caminho para santos que
ilustram seu motivo de se prosseguir salvando a humanidade, na memória inata de
suas imagens, na forma inequívoca de sua participação na Grande Religião
Apostólica Romana, e na consecução de palavras e atos milagrosos que fizeram da
Igreja o corpo de Cristo, algo que consolida e nos dá a direção correta para
professarmos nossa fé diante de uma missa sagrada, ou mesmo diante daqueles
que, perdidos nas ruas da amargura, não pensam sequer que em uma simples
paróquia haverá a presença de fiéis que se irmanam todos os domingos para
reunirem aquilo que não passa por um quilate da indiferença dos que não creem
sequer na Palavra. Aquela súplica que Deus se nos revele, é exercício diuturno,
posto na palavra que proferimos com fé diamantina, isso se torna possível cedo ou
tarde, depende do ardor com que dirigimos a súplica, e como se processa o nosso
entendimento com algo que nos remeta à divindade celestial. Algo de novo no ar
remonta o citado entendimento, esse dom do Espírito Santo, mesmo que saibamos
que a linguagem seja apenas um meio de estarmos fiéis a um movimento onde a
nossa relação pessoal com Cristo de torne possível, dia a dia...
Não
quebremos nossa fé nem a nossa união perante o Altíssimo, pois sob as razões
intempestivas da dúvida, um mar que retorne à calmaria sempre será aquilo onde
antigas embarcações históricas depositarão nos seus calados a urgência de
atracar em porto seguro. Apesar de tudo, possivelmente não nos encontraremos
com Cristo face a face, mas conforme a vida de muitos santos, isso foi
plenamente possível, já que suas vidas se refletiram na cessação da dúvida
citada, e na sua fé imaculada em Deus, nosso Senhor. A busca do caminho da
Santidade passa por veredas que sequer imaginamos, mas não será através de
troncos empedrados de obscurantismos reflexos que poderemos nos permitir chegar
até um ponto da espiritualidade que nos remeta a um destino que possa dar cabo
de resultados de êxtase transcendental, com relação ao mundo da fé e da
imortalidade da alma. Mesmo que a morte nos leve, o amor a Deus há de ser gigante,
pois esse amor maior se torna a única garantia de que não estaremos sozinhos
perante a vida em terra, já que olhando para o alto poderemos sentir a
plenitude da vida, e rogaremos diante de todos os que nos cercam, esses seres
animados pela vida, que a definição mais imediata da santificação de um ser
humano passa infindavelmente por atalhos ou caminhos mais longos, e o
importante é estarmos na jornada, dia a dia, não colocando nossa fé à prova,
confiando em Deus, pois a passagem para a imortalidade e o resultado
supracitado já darão mostras de que uma vida dedicada à religião é uma vida que
passa a ter sentido, nada mais do que isso...