Estar no mundo, falar e ser ouvido, levar uma mensagem
A um ser que necessite, respirar bons e maus ares,
Escutar a alma de uma ala oscilante de um hospital
Com a realidade de uma veia que respire de um tempo bom
Que relembre o salitre do mar, mesmo que para isso
Tenhamos que lançar uma rede inumerável de pesca
Com os sinais eletrônicos de mais incontáveis dias de um orçar
Na esfera quase exata de governos, com quaisquer intenções, das boas,
Seria o ser de se ter a propriedade característica de um genoma
Ou mesmo de uma equação que ainda não foi resolvida
Por parte daquilo que pensamos notoriamente com ideal.
EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SER, SENDO...
A AUSÊNCIA DE CONFIANÇA NA HUMANIDADE SIGNIFICA A FALTA DE FÉ NELA, MAS PORVENTURA QUANDO REDESCOBRIMOS QUE O MUNDO PODE SER MELHOR, SERÁ APENAS QUANDO RECONSTRUIRMOS NOSSAS VIDAS NO SENTIDO MAIS PLENO, OU SEJA, QUANDO JUNTAMOS OS FRAGMENTOS DE NOSSAS VIDAS QUE DEIXAMOS À BEIRA DE UM CAMINHO INSALUBRE.
Senhor, uma vez que Vossa é a eternidade, ignorais porventura o que Vos digo? Ou vedes no tempo o que no tempo se passa? Por que, então, exponho diante de Vós, por ordem, tantas narrativas? Não, na verdade, para que por mim as viésseis a saber, mas para despertar o meu afeto e o dos meus leitores para Vós, a fim de que todos digamos: Grande é o Senhor, e sumamente digno de louvor. Já o disse, e ainda o direi: é por amor do Vosso amor que faço isto. Pois também oramos, e todavia a Verdade disse: O vosso Pai sabe do que necessitais antes que Lho peçais. São, pois, os nossos afetos que abrimos diante de Vós, confessando as nossas misérias e as Vossas misericórdias para conosco, para que nos liberteis inteiramente, uma vez que começastes; para que deixemos de ser miseráveis em nós mesmos e sejamos bem-aventurados em Vós — visto que nos chamastes a ser pobres de espírito, e mansos, e chorosos, e famintos e sedentos de justiça, e misericordiosos, e puros de coração, e pacíficos. Eis que Vos contei muitas coisas, como pude e como quis, porque Vós primeiro quisestes que eu Vos confessasse, ó Senhor meu Deus, porque sois bom, porque a Vossa misericórdia permanece para sempre. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
A dopamina desempenha um papel fundamental na manutenção e facilitação de estruturas cognitivas em idosos, mas sua eficácia diminui com o envelhecimento. A redução da atividade dopaminérgica está associada a perdas de memória, atenção e flexibilidade cognitiva, embora intervenções que modulam esse sistema possam ajudar a preservar funções mentais. COPILOT.
A CIÊNCIA DA PSIQUE REMONTA CUIDADOS GRANDES ÀQUELES DEPENDENTES QUÍMICOS QUE PORTAM ENFERMIDADES MENTAIS QUE VÃO ALÉM DA DEPENDÊNCIA, POIS A ATENÇÃO A ESSES CASOS DEVE SER PRONTA E TRADUZIR UMA MULTIDISCIPLINARIDADE COMO SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS QUE AFETAM SUAS DEPENDÊNCIAS, SEU LADO AFETIVO E A POLARIZAÇÃO DE CRISES DE MANIA OU DEPRESSÃO.
Pois eu procurava descobrir o resto como quem já descobrira que o incorruptível deve necessariamente ser melhor do que o corruptível; e por isso Vos confessava a Vós, fosse o que fôsseis, incorruptível. Pois nenhuma alma jamais foi nem será capaz de conceber algo que possa ser melhor do que Vós, que sois o bem soberano e ótimo. Mas, uma vez que verdadeiríssima e certíssimamente o incorruptível é preferível ao corruptível — como eu já o preferia —, então, se não fôsseis incorruptível, eu poderia com o pensamento chegar a algo melhor do que o meu Deus. Onde, pois, eu via ser o incorruptível preferível ao corruptível, aí devia buscar-Vos, e aí observar “onde está o próprio mal”, isto é, donde vem a corrupção, pela qual a Vossa substância de modo algum pode ser danificada. Pois a corrupção de modo algum danifica o nosso Deus: nem por vontade alguma, nem por necessidade alguma, nem por acaso algum imprevisto; porque Ele é Deus, e o que quer é bom, e Ele mesmo é esse bem — mas ser corrompido não é bom. Nem sois Vós forçado contra a Vossa vontade a coisa alguma, pois a Vossa vontade não é maior do que o Vosso poder; e maior seria, se Vós mesmo fôsseis maior do que Vós mesmo. Pois a vontade e o poder de Deus é o próprio Deus. E que pode ser imprevisto para Vós, que conheceis todas as coisas? Nem há natureza alguma nas coisas que Vós não conheçais. E que mais diremos, para saber “por que aquela substância que é Deus não pode ser corruptível”, visto que, se o fosse, não seria Deus? CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
QUANDO A LUZ DA NOSSA FÉ AINDA É TÍBIA, REGUARDÊMO-LA COM TODA A ATENÇÃO, POIS PODEMOS PERDER O FOGO QUE A GERA, E NOSSA FÉ PODE APAGAR DE UMA HORA PARA OUTRA, POR ISSO CABE A NÓS ALIMENTARMOS DA LUZ DE CRISTO, QUANDO UTILIZAMOS A DA NOSSA FÉ PARA IR AO SEU ENCONTRO, E PODER VÊ-LO COM O OLHAR DE NOSSA ALMA, E ALIMENTAR E AUMENTAR O FOGO GERADOR DE NOSSA PRÓPRIA FÉ, POIS ASSIM SERÁ MAIS DIFÍCIL A QUE OUTROS NOS FAÇAM PERDÊ-LA...
domingo, 27 de setembro de 2026
DAS SITUAÇÕES DIFÍCEIS, O QUE ENSINA ALGO NOVO É CERTAMENTE SUA SUPERAÇÃO, OU MESMO O SOFRIMENTO DE DERROTAS QUE NOS DEIXAM PROSTRADOS, MAS QUE, QUANDO SABEMOS ALGO DAS DEFESAS DE NOSSA INTEGRIDADE FÍSICA, MENTAL E ESPIRITUAL, ESSAS DERROTAS VÃO AOS POUCOS CONSTRUINDO ALICERCES PÉTREOS DE FUNDAMENTOS QUE SUPORTAM ESTRUTURAS FUTURAS, QUE NOS FAZEM ESCAPAR DE TENTAÇÕES AS MAIS VÁRIAS, MESMO QUE SEJAM INEVITÁVEIS ENCONTRÁ-LAS NAS VEREDAS DA VIDA.
VÍCIO, RECAÍDA E ADMISSÃO
Uma
tarefa de Hércules por vezes é a admissão de que somos dependentes do álcool e
das drogas, considerando que a nicotina é uma das piores. Que perdemos o
controle, que estamos insanos, causando danos à nossa saúde física, emocional e
espiritual. Esse é um passo importante, quando já racionalizamos, já nos justificamos,
já nos defendemos para usar a substância, depois que tudo fizemos para que
acontecesse uma doença que nos afetara, quando perdemos a família, quando estamos
no fundo do poço, ou mesmo quando algum risco tremendo à saúde vira coisa
concreta. Conseguimos, por vezes, vitórias rumo à recuperação, e em outras pode
vir a recaída, que faz parte da doença do adicto, mas não de sua recuperação. O
nível de dependência, quando muito alto, tem a ver com a tolerância que
desenvolvemos pela droga, onde a quantidade e a frequência aumentam
consideravelmente, para que o efeito seja o mesmo do que em escalas menores de
consumo. No caso de drogas psicoativas, quando o efeito psicoativo se dá no
consumo, e não na abstinência, será na realidade o fator onde a droga age no
cérebro mais evidentemente, mudando nosso comportamento, ou mesmo quando –
abstinentes – sentimos um descontrole que muitas vezes demanda a intervenção da
medicina psiquiátrica. Ou de um terapeuta competente. Quando a droga é a
nicotina, o que se dá é um grande impacto nas síndromes de abstinência, similar
ao álcool e aos opióides, ou mesmo em variantes da cocaína, como o crack ou
mesmo a inalação abusiva do pó. Essa abstinência pode vir a afetar sobremodo os
enfermos de outras comorbidades mentais, como psicoses, neuroses graves, ou depressão
e ansiedade generalizada. Quando isso ocorre, o acompanhamento do psiquiatra e
seu apoio se torna quase compulsório, e não basta um pneumologista, para
acompanhar o desenvolvimento e recuperação de um paciente tomado por enfisema,
se ainda não estiver muito afetado, pois o vício da nicotina é grande, e suas
recaídas podem ocorrer amiúde, tão frequentemente quanto uma oscilação abrupta
do humor, por isso a medicação se torna tão necessária...
O passo inicial para tomar-se consciência da
gravidade da dependência é simplesmente jogar a toalha, pedir – se necessário –
apoio de algum profissional, e por vezes se internar ou em uma instituição, ou
em grupos de recuperação, como o AA, NA ou NiCa. Exames físicos e mentais se
tornam necessários, apoios como o CAPSad igualmente dão um suporte razoável, e
outras retaguardas de apoio, como a vida em uma religião, igualmente ajudam
muito, quando ainda não se possui a fé suficiente para largar o vício. A questão
da espiritualidade revela que, depois do primeiro passo, o da aceitação de que somos
impotentes diante de alguma droga, vem o segundo, que fala que apenas rogando a
um poder superior, que possa nos devolver a sanidade, e que virá na entrega a
ele, finalmente, com o terceiro passo. O segundo passo é o “vir a acreditar” em
um Poder maior do que nós mesmos, e o terceiro, o passo da entrega a Ele, como
uma via onde esse citado Poder Superior, Deus, conforme cada um O conceba, venha
nos tirar dos grilhões do vício. Mas admitir, sobretudo, que as drogas são algo
que nos passa a rasteira de modo a fazer-nos muitas vezes sucumbir às suas
tentações, o primeiro passo, deve ser prática diária para todo aquele que apesar
de seu passado por vezes sinistro, não deve se esquecer do mesmo passado, mas
passar a sua experiência de vida para outros, já que é escutando as partilhas
em grupos de recuperação e praticando seus programas, que se torna possível
contornar as armadilhas do vício e recuperarmo-nos plenamente, a exemplo de
muitos que trilharam essa senda.
sábado, 26 de setembro de 2026
⁴ E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábola: ⁵ Um semeador saiu a semear a sua semente e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram; ⁶ E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade; ⁷ E outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram; ⁸ E outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, a cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. ⁹ E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta? ¹⁰ E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam. ¹¹ Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus; ¹² E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo; ¹³ E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas creem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; ¹⁴ E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição; ¹⁵ E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança. Lucas 8:4-15.
O evangelho segundo Lucas. Lucas, o médico da Antioquia em Pisídia, era um gentio convertido por Paulo, e escreveu uma história totalmente diferente da vida do Mestre. Ele começou a seguir Paulo e a aprender sobre a vida e os ensinamentos de Jesus no ano 47 d.C. Lucas preserva muito da “graça do Senhor Jesus Cristo” no seu registro, pois ele reuniu esses fatos de Paulo e de outros. Lucas apresenta o Mestre como “o amigo de publicanos e pecadores”. Ele transformou em evangelho muitas das suas anotações, somente depois da morte de Paulo. Lucas escreveu-o no ano 82 d.C., em Acáia. Ele planejou três livros tratando da história de Cristo e da cristandade, mas morreu no ano 90 d.C. pouco antes de haver terminado o segundo desses trabalhos, os “Atos dos Apóstolos”. O LIVRO DE URÂNTIA.
Marcos escreveu esse registro estimulado por Pedro e por um pedido sincero da igreja de Roma. Sabendo quão consistentemente o Mestre havia-se recusado a escrever os seus ensinamentos, quando na Terra e na carne, Marcos, como os apóstolos e outros discípulos importantes, hesitava em colocá-los por escrito. Pedro, porém, sentiu que a igreja de Roma requisitava a assistência dessa narrativa por escrito, e Marcos consentiu em prepará-la. E fez muitas notas antes de Pedro morrer, no ano 67 d.C., e, de acordo com as linhas gerais, aprovadas por Pedro e pela igreja em Roma, começou a escrevê-las logo depois da morte de Pedro. O evangelho ficou pronto lá pelo final do ano 68 d.C. Marcos escreveu-o recorrendo inteiramente á própria memória e a partir das memórias de Pedro. Esse registro, desde então, tem sido alterado consideravelmente; inúmeras passagens foram retiradas e algumas, mais tarde, foram acrescentadas, com a finalidade de repor o último quinto do evangelho original, que foi perdido do primeiro manuscrito antes de haver sido jamais copiado. Esse registro, feito por Marcos, em conjunção com as anotações de André e as de Mateus, foi a base escrita de todas as narrativas subseqüentes dos Evangelhos que procuraram retratar a vida e os ensinamentos de Jesus. O LIVRO DE URÂNTIA.
¹ Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; ² E andai em amor, como também Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. ³ Mas a fornicação, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; ⁴ Nem torpezas, nem tolices, nem zombarias, que não convêm; mas antes, ações de graças. ⁵ Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. ⁶ Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. ⁷ Portanto, não sejais seus companheiros. ⁸ Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz ⁹ (Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade); ¹⁰ Aprovando o que é agradável ao Senhor. ¹¹ E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. ¹² Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe. ¹³ Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta. ¹⁴ Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. ¹⁵ Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, ¹⁶ Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. ¹⁷ Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. ¹⁸ E não vos embriagueis com vinho, em que há dissolução, mas enchei-vos do Espírito; ¹⁹ Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; ²⁰ Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo; ²¹ Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. Efésios 5:1-21.
MESMO QUE ALGUNS CÂNONES EXISTENCIAIS, OU SEJA, REGRAS GERAIS DE UMA SOCIEDADE, NOS ASSOBERBAM O ESPÍRITO, NÃO ADIANTA MUITO ESTARMOS EM UMA OUTRA NAÇÃO, SENÃO QUE PODEMOS FAZER AFLORAR A VERDADEIRA ALFORRIA DE NOSSAS ATITUDES PERANTE O PRÓXIMO, E IGUALMENTE DIANTE DOS EXTREMOS QUE NOS NUBLEM A CONSCIÊNCIA POR VEZES, POSTO A ÚNICA FUGA POSSÍVEL PARA IDIOSSINCRASIAS IMPOSSÍVEIS E HUMANAS SERIA UM RETORNO À CITADA MÃE NATURA.
O AFETO ESPIRITUAL
Quando
nos aferramos às coisas materiais a tal ponto que nos esquecemos de Deus, o
princípio de tudo, o fim e o começo do universo, estaremos pondo em xeque o
nosso possível afeto por todas as pessoas e seres que povoam o nosso mundo. Especialmente
aqueles que porventura nos tragam grandes luzes ao entendimento que possuímos
enquanto pessoas viventes no planeta... Quando nos aferramos por caminhos
incertos, mas certos aos olhos de Deus, não devemos colocar esse grande afeto
que nutrimos por ele à prova. Sendo como concebamos esse Deus, seja ele a
manifestação dos seres da Natureza, estar presente nos movimentos dos insetos,
cada qual O perceba como queira, pois reza a Constituição Federal Brasileira
conceder a liberdade de crenças e cultos a qualquer cidadão da nação. Mesmo
porque não nos foge à lógica da teologia que nos libertemos de ortodoxias e dogmas
cegos, e a libertação de um devoto passa pelas questões mais íntimas de cada
qual, independente se somos budistas, cristãos ou maometanos. Nas questões do
catolicismo, que é a Igreja Universal e muito antiga, os estudos para poder
praticar seus sacramentos só agregam na religião a possibilidade mais ampla de
evocarmos nossa fé nos trilhos sagrados do caminho citado...
Se
voltarmos nosso olhar para os erros do passado, poderemos repeti-los de modo a
continuar a errar indefinidamente, e assim será quando nos tornamos frios e
calculistas a ponto de colocar coisas como as relações consanguíneas como as mais
importantes, pois uma família onde as gaivotas do mar sejam nossas irmãs, assim
como encontrar bons conselheiros em muitos outros pássaros como as andorinhas e
os sabiás, será como nos encontrar afetivamente com as coisas de Deus: sua
parafernália e afins. Um cão para mim se torna um manifesto puro de Deus, e o
afeto que nutro por ele é maior do que por muitos seres humanos, sem dúvida, e isso
é um sentimento que muitos têm por seus animais, mesmo que não se
compatibilizem com quaisquer ortodoxias religiosas, pois para mim um animal
possui alma, e por que não, se os seres que habitam a Terra possuem o mesmo
direito inalienável de habitar democraticamente este mundo? De que vale a
medicina para os homens, se na realidade para os cães e gatos é quase a mesma?
O que vale não é exatamente a forma, e se antes assumimos uma forma de homens,
podemos reencarnar em animais, não é mesmo? Não é uma questão de negar que
Jesus é o Deus encarnado e ressuscitou do seu sacrifício, mas apenas estender
nosso afeto, nosso amor de Cristo para todos os seres vivos, e não sairmos pela
esfera do planeta matando em matadouros os bois, esses animais sagrados na
Índia, para saciar a nossa língua luxuriosa, ou matando milhares de porcos
criados em cativeiros brutais. O homem não evoluiu para matar os animais, mas
para respeitá-los, e quem parte em defesa deles pode receber mensagens divinas
até das formas mais mínimas de vida, essa é uma Verdade que está nos Shastras
revelados.