EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Quisera que as tivessem ouvido aqueles que ainda amam a vaidade e buscam a mentira! Talvez se tivessem perturbado, e a tivessem vomitado; e Vós os ouviríeis quando clamassem a Vós, porque por uma verdadeira morte na carne morreu por nós Aquele que agora intercede por nós junto de Vós. Li ainda: Irai-vos, e não pequeis. E como me comovi, ó meu Deus, eu que já aprendera a irar-me contra mim mesmo pelas coisas passadas, para não pecar no futuro! Sim, a irar-me justamente; pois não era outra natureza de um povo de trevas que pecara por mim, como dizem aqueles que não se iram contra si mesmos e entesouram ira para o dia da ira e da revelação do Vosso justo juízo. Nem estavam já fora de mim os meus bens, nem eram buscados com os olhos da carne naquele sol terreno; pois os que querem ter alegria de fora depressa se tornam vãos e se dissipam nas coisas visíveis e temporais, e nos seus pensamentos famintos lambem as próprias sombras. Oh, se se cansassem da sua fome e dissessem: Quem nos mostrará os bens? E nós diríamos, e eles ouviriam: Está impressa sobre nós a luz do Vosso rosto. Pois nós não somos aquela luz que ilumina todo homem, mas somos iluminados por Vós; para que, tendo sido outrora trevas, sejamos luz em Vós. Oh, se pudessem ver o eterno Interior, que, tendo eu provado, me doía não lho poder mostrar, enquanto me traziam o coração nos olhos, vagando longe de Vós, e diziam: Quem nos mostrará os bens? Pois ali, onde eu me irava dentro de mim, no meu quarto, onde fora interiormente ferido, onde sacrificara, imolando o meu homem velho e começando o propósito de uma vida nova, pondo a minha confiança em Vós — ali havíeis começado a tornar-Vos doce para mim, e puséreis alegria no meu coração. E eu clamava, ao ler isto por fora, encontrando-o por dentro. Nem queria multiplicar-me com bens do mundo, consumindo o tempo e sendo consumido pelo tempo, tendo eu na Vossa eterna e simples Essência outro trigo, e vinho, e óleo. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
⁹ E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. ¹⁰ E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. ¹¹ E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. ¹² E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. ¹³ Do lado do oriente tinha três portas, do lado do norte, três portas, do lado do sul, três portas, do lado do poente, três portas. ¹⁴ E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. ¹⁵ E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro. ¹⁶ E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais. ¹⁷ E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme a medida de homem, que é a de um anjo. ¹⁸ E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro. ¹⁹ E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda; ²⁰ O quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista. ²¹ E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era de uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente. ²² E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. ²³ E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. ²⁴ E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. ²⁵ E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. ²⁶ E a ela trarão a glória e honra das nações. ²⁷ E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Apocalipse 21:9-27.
¹ E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. ² E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, preparada como uma esposa adornada para o seu marido. ³ E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. ⁴ E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. ⁵ E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis. ⁶ E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. ⁷ Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. ⁸ Mas, quanto aos covardes, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Apocalipse 21:1-8.
REINO UNIDO
Para que
a individuação se processe no eu, na parte mais essencial do ser, por vezes a
religião é necessária. Não que seja algo compulsório, mas são tantos os obstáculos
que tornam a vida difícil por vezes, as autoanálises que fazemos de nós mesmos,
que o self se torna a construção mais do que ajustada, e Jung mostra como a multidisciplinaridade torna isso possível, e as igrejas como um todo
igualmente revelam, em suas bases, em como o trabalho voluntário nas pastorais
podem vir a se tornar algo que nos remeta à espiritualidade e transcendência
que a própria psicologia analítica de Jung tanto corrobora em sua abordagem na transformação
do eu eivado de complexos para um fortalecimento do ego e fixação do citado
self da recuperação do indivíduo e na sua libertação. Para isso, é necessário
criarmos as bases necessárias para que se processe os movimentos rumo a dita libertação,
seja em um templo, em uma escola, em um clube, um café, em nossas casas, em uma
irmandade de recuperação de alcoolistas, ou seja, libertarmo-nos dos entraves
acima de tudo espirituais, consagrando-nos ao constructo de um self pautado
pelo engrandecimento moral e de cerne existencial, mesmo que isso tenha uma
conotação falsa do ponto de vista de ideário passadista, em que a política
passe ao largo dessa dinâmica, pois as bases sejam estritamente de escopo
existencial, mesmo que a alguns a citada política faça parte intrínseca de seus
ofícios, pois o trabalho de cada ser humano não pode ser simplesmente
descartado de sua vida, mas apenas que não se politize um movimento como esse,
com uma abordagem que seja de atenção psíquica e religiosa, tão somente, e com
insumos a que se dê redobrada atenção a populações mais vulneráveis
economicamente, com caridade, e fé... Devemos ser ecumênicos, trazer a
cristandade à tona, e não tornar coisas como a politização de templos e as rupturas
contra santos ou designações católicas um tipo de brigas de foices onde apenas
quem tem a perder apenas são os fiéis imersos no seu fundamentalismo e divisão
da fé em coisas que beiram a irascibilidade que não deve existir...
A atenção
psicossocial deve existir sempre como pressuposto da recuperação mental dentro
do escopo da ciência da medicina e da assistência social, e as parcerias que até
então vêm sendo empreendidas nesse sentido apenas reiteram sua importância em
um país continental como o nosso, e dar continuidade a esse trabalho sem a
influência estrangeira sobremodo é importante, pois temos um serviço de saúde, como
o SUS, independente, que é público, e tem dado o suporte a populações vulneráveis
da nação, além de igrejas e pastorais que dão um grande suporte espiritual para
as dores da alma, algo que Jung tão bem enfatiza sobre os problemas que
suportamos os enfermos que padecemos de males mentais... Com essa integração
entre serviços de saúde, um orçamento firme com base em melhor distribuição de
renda entre as populações mais empobrecidas, sem necessariamente partirmos para
seguir esta ou aquela vertente política, a boa vontade em prosseguir com boas
bases na Igreja como um todo, com comunidades de fieis na messe, em um
operariado voluntário, o estabelecimento de casas de recuperação para alcoolistas
e drogados, a comunhão com o corpo de Cristo eucarístico na base do exercício da
fé e da questão religiosa de sedimentação dessa prática, essa citada integração
com diversos setores da sociedade, com empresários de boa índole, a intenção de
que não haja jamais algum tipo corruptela de caráter incompatível com a
intenção de praticarmos da boa obra, não pereceremos jamais em obter benefícios
de vulto, não apenas no quesito da religiosidade como no da saúde mental e
econômica daqueles que mais necessitem, podendo criarmos bases de sustentação
de novas oportunidades de trabalho, cursos de aperfeiçoamento e coisas que a
própria Igreja pode disponibilizar àqueles que precisam dessas oportunidades.
Com base nesse Cristo Rei podemos fazer de sua casa um verdadeiro Reino Unido, a
consecução de algo que só fará bem para a saúde física, mental e espiritual de
toda uma nação, bem como complementar coisas que antes considerávamos
incompletas, fomentando – repetindo – as bases necessárias para que o Estado,
obviamente e necessariamente sendo laico, mesmo assim possa compatibilizar
parcerias com movimentos ecumênicos de vulto, com os CAPs onde forem necessários,
onde houver um espaço e um congraçamento possível dentro dos meandros de uma
nação tão fortemente católica como é o Brasil. Mas quando falamos em
ecumenismo, a participação das igrejas evangélicas, nesse congraçamento com
base na União de esforços na reconstrução de alicerces ainda por desvendar antigas
estruturas se torna necessária, pois será apenas no esforço de nos unirmos sob
as bênçãos de Deus que estaremos fazendo de nosso país um lugar melhor, para que
todos tenham seu lugar ao sol, com nossas riquezas nacionais intactas e,
portanto, nosso nacionalismo pátrio preservado.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
ENQUANTO A IGREJA NÃO SE ESFORÇAR PARA AJUDAR OS CIDADÃOS DESASSISTIDOS PELO ESTADO, E PRATICAR A CARIDADE EM LARGA ESCALA, AS PASTORAIS E MOVIMENTOS QUE AJUDEM OS POBRES EM GERAL, A SITUAÇÃO PRECÁRIA DA POPULAÇÃO QUE MAIS NECESSITA DE APOIO ESPIRITUAL E ALIMENTOS, ENTRE OUTRAS COISAS, VAI SE TORNAR CADA VEZ MAIS PRECÁRIA.
A Teologia da Libertação é uma corrente cristã nascida na América Latina nos anos 1960 que interpreta o Evangelho a partir da realidade dos pobres e oprimidos, propondo uma “opção preferencial pelos pobres” e defendendo a transformação social contra estruturas de injustiça. Ela se tornou especialmente influente no catolicismo latino-americano após o Concílio Vaticano II e as Conferências de Medellín (1968) e Puebla (1979). COPILOT.
APENAS EXISTIRÁ NA RELIGIÃO A POSSIBILIDADE DA LIBERTAÇÃO, DE OUTRO MODO A CONSCIÊNCIA DO CRENTE SERÁ COMODISTA EM RELAÇÃO À SUA SITUAÇÃO SOCIAL, E ESTARÁ SEMPRE APOIANDO OS RICOS E PODEROSOS, ACHANDO PIAMENTE QUE A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE CABE COMO UMA LUVA A SEUS PRESSUPOSTOS EXISTENCIAIS, POR INFLUÊNCIA DE IDEOLOGIAS EXTERNAS.
O PODER SUPERIOR, ASSIM COMO O CONCEBEMOS
A
espiritualidade não é dádiva do acaso, muitos professam suas crenças em
divindades quaisquer, há tribos no planeta que devem à Natureza seus ritos, na
alma dos rios, das pedras, das montanhas, e tudo vem do mesmo Criador, se
formos considerar a semântica teológica mais pura, mesmo sabendo que existe uma
Entidade Viva Suprema além de toda a ignorância e seus modos. Jamais devemos
ser fundamentalistas religiosos, e as linhas que levam à compreensão de Deus, por
vezes se aproximam, por vezes se afastam, em seus meandros que nos direcionam à
transcendência, às naturezas da fé, e quanto nos esforçamos para estar nos
caminhos que nos levem a uma vida realizada espiritualmente.
Há
pessoas que se recuperam do alcoolismo que creem em um Poder Superior, assim
como elas concebem, e esse Poder pode estar até mesmo presente no grupo de
recuperação, na partilha de um membro, na religião de preferência, ou até mesmo
no modo como vemos a Natureza e seus diversos seres. Isso funciona sobremodo na
recuperação desses enfermos vitimados pela dependência do alcoolismo e outros vícios,
porventura ocorram, como o tabaco, e etc. Como conceberam seus cofundadores,
esse Poder essencialmente era cristão, era Deus, mas depois que a irmandade se
espalhou para os quatro cantos do mundo, a espiritualidade migrou para as faces
de muitas religiões, entre elas o budismo, o taoísmo e tantas outras
designações que mesmo entre populações indígenas o álcool e as drogas se
tornaram o grande obstáculo a ser superado, e não mais a divisão entre as
religiões, aliás, ter-se-ia menos problemas no mundo se não houvesse essa
citada divisão... No que tange às religiões, cada qual escolhe a sua, e isso é
condição que inevitavelmente corre na humanidade, mesmo porque argumentar em
favor de tal ou qual designação dessa ordem não gera maiores frutos do
entendimento humano, essa dádiva que recebemos do Espírito Santo, e está
presente na Santíssima Trindade, na visão católica e sua pressuposição.
O
encontro com Cristo pode ser uma realidade mais solitária de um devoto, assim
como se esse devoto caminha silenciosamente em Sua direção, esse encontro parte
do princípio de ser algo particular de sua mais íntima fé, diante de Deus Pai o
Todo Poderoso e a presença inequívoca do Espírito Santo. Todos os adictos carregam
suas cruzes, e isso por isso tenha sido a motivação principal de Bill W., um
dos cofundadores da Irmandade dos AA ter adotado a Bíblia Sagrada e ter se
vinculado ao cristianismo fortemente para salvar muitos alcoólicos das suas bebedeiras.
Mas com a sua ampliação, vemos que a irmandade já está em dezenas de nações, e
cada qual concebe o Poder Superior ao seu modo, não importando tanto, em termos
de recuperação, se isso será obtido na concepção católica, evangélica, budista
ou Hare Krishna. Há níveis de consciência no planeta, e esses níveis são mais
ou menos elevados, assim como há homens santos e pobres diabos, ou gente com
mentalidade demoníaca. Assim como há ateus de bom caráter no mundo, igualmente
há pessoas que se devotam a cultos e são criminosos e facínoras em sua vida
particular, e não são poucos esses elementos... Por vezes, em nome de Deus há
fascistas ou gente da pior espécie, como se Jesus Cristo preferisse os ricos e
poderosos, em detrimento dos humildes e pobres. Portanto, não é exatamente a
designação religiosa que impõe os limites da santidade, mas a alma mais íntima
dentro da relação que possuímos com nosso Deus, seja na contemplação do voo de uma gaivota,
seja na cruz que carregamos em nossa missão pelo mundo...
¹ Dai ao Senhor, ó filhos dos poderosos, dai ao Senhor glória e força. ² Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade. ³ A voz do Senhor ouve-se sobre as suas águas; o Deus da glória troveja; o Senhor está sobre as muitas águas. ⁴ A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade. ⁵ A voz do Senhor quebra os cedros; sim, o Senhor quebra os cedros do Líbano. ⁶ Ele os faz saltar como um bezerro; ao Líbano e Siriom, como filhotes de bois selvagens. ⁷ A voz do Senhor separa as labaredas do fogo. ⁸ A voz do Senhor faz tremer o deserto; o Senhor faz tremer o deserto de Cades. ⁹ A voz do Senhor faz parir as cervas, e descobre as florestas; e no seu templo cada um fala da sua glória. ¹⁰ O Senhor se assentou sobre o dilúvio; o Senhor se assenta como Rei, perpetuamente. ¹¹ O Senhor dará força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com paz. Salmos 29:1-11.
¹ Dá ouvidos às minhas palavras, ó Senhor, atende à minha meditação. ² Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei. ³ Pela manhã ouvirás a minha voz, ó Senhor; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei. ⁴ Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal. ⁵ Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade. ⁶ Destruirás aqueles que falam a mentira; o Senhor aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento. ⁷ Porém eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo. ⁸ Senhor, guia-me na tua justiça, por causa dos meus inimigos; endireita diante de mim o teu caminho. ⁹ Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua. ¹⁰ Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se rebelaram contra ti. ¹¹ Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. ¹² Pois tu, Senhor, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo. Salmos 5:1-12.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
¹ Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó de um povo de língua estranha, ² Judá foi seu santuário, e Israel seu domínio. ³ O mar viu isto, e fugiu; o Jordão voltou para trás. ⁴ Os montes saltaram como carneiros, e os outeiros como cordeiros. ⁵ Que tiveste tu, ó mar, que fugiste, e tu, ó Jordão, que voltaste para trás? ⁶ Montes, que saltastes como carneiros, e outeiros, como cordeiros? ⁷ Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó. ⁸ O qual converteu o rochedo em lago de águas, e o seixo em fonte de água. Salmos 114:1-8.
¹ A ti clamarei, ó Senhor, Rocha minha; não emudeças para comigo; não aconteça, calando-te tu para comigo, que eu fique semelhante aos que descem ao abismo. ² Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamar, quando levantar as minhas mãos para o teu santo oráculo. ³ Não me arrastes com os ímpios e com os que praticam a iniquidade; que falam de paz ao seu próximo, mas têm mal nos seus corações. ⁴ Dá-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus esforços; dá-lhes conforme a obra das suas mãos; torna-lhes a sua recompensa. ⁵ Porquanto não atentam às obras do Senhor, nem à obra das suas mãos; pois que ele os derrubará e não os reedificará. ⁶ Bendito seja o Senhor, porque ouviu a voz das minhas súplicas. ⁷ O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; assim o meu coração salta de prazer, e com o meu canto o louvarei. ⁸ O Senhor é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido. ⁹ Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; e apascenta-os e exalta-os para sempre. Salmos 28:1-9.
LEMBRAR QUE CADA QUAL TEM O SEU PRÓPRIO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO DE ALGUMA DROGA, MESMO QUE SEJA SOB A BATUTA DE UM MÉDICO ATRAVÉS DA REDUÇÃO DE DANOS, A FÉ DE QUE A CIÊNCIA DA MEDICINA COMPONHA A INTERVENÇÃO E A OBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO DO MÉDICO SÃO PRESSUPOSTOS IDELÉVEIS PARA ESTARMOS NOS DESVINCULANDO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA, MESMO QUE NO COMEÇO O SACRIFÍCIO SEJA GRANDE.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
¹ Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos conhecimento. O conhecimento incha, mas o amor edifica. ² E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. ³ Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele. ⁴ Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. ⁵ Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), ⁶ Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e em quem estamos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. ⁷ Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, com consciência do ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada. ⁸ Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta. ⁹ Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos. ¹⁰ Porque, se alguém te vir a ti, que tens conhecimento, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos? ¹¹ E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. ¹² Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo. ¹³ Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize. 1 Coríntios 8:1-13.
A TEOGONIA DO CONSUMO
Houvera
um tempo em que os víveres eram trocados em rotas de mulas no Brasil, onde os
peixes se compravam diretamente da pesca, e hoje, um átimo de tempo mais tarde,
um robô já é comercializado para fazer sexo com o humano, ou simplesmente para
encarnar a alma da inteligência artificial... A nova geração de uma cosmogonia
onde o Todo começa a encarnar as partes, e seus fragmentos se encontram nas
gôndolas recriadas sob o apertar dos botões de um celular, em linhas de tempo
costuradas, ou em linhas de valores e itens sobrepostos. A agonia de querer se
ter algo a mais, a sociedade de consumo vem a calhar com produtos os mais
variados e deuses se formam a partir do imaginário dos desejos recriados.
Fala-se de Jesus, o Cristo, e em nome dele vota-se em fascistas ou em homens
que declaradamente são facínoras, com partidos que mormente apenas vão de
encontro com o nome de um deus falido que usam para que creiam que exista de
fato, e jamais será o Cristo que realmente liberta... Personificar satanás como
se ele fosse um inimigo não é mais o jargão que se caiba na humanidade, senão
sabermos que sequer existiria o mal se não fosse algo melhor o bem que não cabe
muito mais na sociedade de consumo, onde seus deuses não comportam mais sequer
a vida em que muitos se metem, por vezes em vícios que amarram outros, tentando
abandonar a ponta do iceberg enquanto a lama lava as suas profundezas. É a
realidade de fato, e pequenos diabinhos são tão graciosos como a vida pulsa nos
íncubos e súcubos das trevas...
Muitos
deuses surgem do nada, e na plataforma do descrente estarão aqueles que louvam
sua fé na catarse de uma multimídia encampada pelos estadunidenses políticos em
suas estratégias de fé vendida, que sói ruminarem verticalmente a países subdesenvolvidos
que, na realidade aumentada, a umbanda seria muito mais autêntica em seus
rituais, do que propriamente o carisma de alguns cânticos de louvor: da boca
para fora. Afora em se falar de rancores, há homens de Estado que mal sabem que
seus poderes são mais podres do que seus rostos brancos como ratos de laboratórios,
e que alguns movimentos messianistas, não passam desvairadamente de conjunções
de apóstolos do regresso. Um movimento libertário que verte na humanidade algo
cristão – de fato – não pode compactuar com movimentos fascistas, ou de
pretensões a que se espelhem nas elites aquilo de salvação, se Jesus optara
pelos pobres até a sua crucificação, e salvou inúmeros miseráveis de sua
condição.
Um
mínimo de contrição deve residir na alma de um pecador, mas há daqueles que
pecam por convicção, por maldade pura, por estarem com seus espíritos empedrados
pela ganância que esboçam até nos mais pequenos atos o seu modo egoísta de
abrutalhar seres humanos, mesmo que para isso saibam no fundo que irão queimar
no inferno. Talvez por isso, por serem incapazes de se confessar diante de Deus
e da humanidade, estarão queimando o resto de seus cartuchos cruéis na vida que
lhes resta aqui na Terra...
Esse
consumo desenfreado de drones, drogas, atos criminosos, formam plêiades de uma
nova teogonia, dentro do espectro onde nem sempre os aflitos e arrependidos
serão os primeiros a cair, senão toda uma parafernália onde a transparência de
sua própria hipocrisia, ou a opacidade de sua ignorância vão se transformar em
uma rocha a ser explodida pelo mesmo poder divino que tentam usar, sem
conhecimento do que seja esse Poder, realmente... Muitas coisas abjetas surgem
com a nova sociedade de consumo, muitos párias se refletem nos lucros
desmedidos, e pessoas sem preparo e que se dizem até mesmo religiosas colocam
seus lucros na ponta de uma lança, como um despojo de guerra. Até que ponto
saberemos aonde encontrar harmonia dentro das possibilidades humanas, vem daí a
sabermos que nem todo o deus adorado em relação ao comércio será a viabilidade
de sermos empreendedores, ou gestores de nossa ganância supracitada.
Em
termos de geopolítica internacional, e da diplomacia inerente às nações ainda em
progresso humanitário real sobre o planeta, o fato de querermos o melhor para a
maior parte da humanidade parte do pressuposto ideal de que ainda há tempo para
se melhorar o status quo de cada habitante do planeta, mas a cada qual há a
oportunidade de fazer um movimento favorável para isso, nem que se tente praticamente
o impossível para que se tenha algo que comova as populações mundiais, até que
se deem conta de que a ascensão dos movimentos da extrema direita no planeta
nada mais é do que um retrocesso histórico neste nosso milênio, onde o que
desejamos no fundo é a consecução perene e dileta da paz mundial.