Sós ficamos por vezes, no encontro e na paz de Deus...
Sentimos dores reflexas, a dor de sabermos que estamos diante de um Poder maior
Que nos torna substância de nós mesmos, algo a se propor fosse mais um grau
escalar
Do que apenas uma proposição existencial, um remontar episódico de faltas e
presenças,
Ou, quase isso, a vivência de se saber consciente do muito em que nos diria uma
simples lembrança...
Nos meios, na cidade e nas serras, no puro cristal de nossos olhos, qual não
seria, encontrar
Uma sonante melodia que nos contasse a história de nossas vidas, posto a mesma
vida
Se nos encontrasse mais refeitos de uma ordeira questão de passarmos nossos
cadernos e registros da memória, ela mesma,
Um átimo, um intervalo de se crer que fosse meramente o tempo mais de pureza
espiritual
Qual, não fora isso, não haveria ruído mais plenamente justificável, se não
fôssemos
Adiante o tempo que, consorte do mar e das rochas, não fosse da mutabilidade
Que por vezes trabalha os seus resultados em duras ou sempiternas superfícies.
EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
EM QUE FICAMOS MAIS PUROS
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
OS DIGNATÁRIOS DA SORTE
Quem
serão os membros dignos do mundo? Serão aqueles que a tudo possuem, que vertem
de suas mãos as riquezas que os fazem poderosos, ou mesmo os que fazem parte de
famílias ilibadas, consortes da sensatez e espiritualmente “corretos?” Ou mesmo
os que tecem de suas artimanhas as sortes várias, fazendo com que outros
participem de seus jogos secretos, vez por outra, imiscuindo-se na vida de
outrem, ou perdurando tempos e mais tempos gastando suas salivas tentando
convencer eleitores de que suas propostas são melhores por atender as elites
que tanto defendem? São aqueles que cobram os pães e, comezinhos, não os
repartem, mesmo tendo de sobra em seus mercados onde a usura tece fios
inomináveis? Ou serão os caminhantes do mundo, que nada pedem, nada reclamam, apenas
sofrem o preconceito e a injustiça de governos de párias, que não os protegem:
antes, os segregam e os alienam em prisões e manicômios...
Haveríamos
de ter sorte na vida, assim como muitos querem ter a sorte no amor, fazendo o
sexo conforme se lhes dita a gana e a vontade. Muitos suporiam, dois pesos e
duas medidas, posto a vida se nos encontra mais díspar diante de infortúnios, e
o que se nos pareça uma fuga, por vezes é o desejo de ser feliz, e antes o que
pareça esse desejo, se torna simples fuga... Parece que desejamos, e fugimos,
nos embriagamos da sorte, literalmente, nos encorajamos com as drogas, e nos
altercamos com a sensatez. A maior vocação que a sociedade como um todo nos
oferece são os direitos da pessoa humana. Por que é lei dos homens, não é vocação
meramente espiritual, é concreta quanto uma parte da citada sociedade e há de
ser cumprida à risca, já que todos os órgãos de competência legal existem para
que sê-la cumpra. Parece que não mais sentimos a dor do próximo, e é verdadeira
essa assertiva, não a sentimos mais, pois estaremos diante do próximo vendo-o
passar nas ruas, miserável, enquanto estamos confortavelmente instalados em
nossas cavernas meio a meio, digitais e analogicamente dispostas, meio turvo o
olhar, meio traduzido em camadas, meio que carregando um sobrepesado aparelho
de telefone inteligente, que nos guarda mensagens e nos coloca sobremodo
adiante do mundo, como um anteparo que nos separa para sempre da realidade da
indigência. Quem diria, viventes do mundo... Quantas panteras negras seremos em
nossas juventudes, ou leões pardos, ou índios sucumbindo em meio ao veneno
imposto pelos brancos? Quantos ainda matarão o amor que sequer ousou se pronunciar frente a uma violeta mal gestada no perfil, entre as pernas do ocaso feminino?
Qual o destino do sagrado, se o profano se torna a única arma que o miserável
pode possuir frente aos demônios que encontra em seus caminhos? Os anjos caem,
meus amigos, caem em pencas, e toda a juventude perdida se encaixa
perfeitamente na era em que vivemos...
Uma ida
ao beco, um risco de pó, e estaremos mais despertos, como quando na comunidade
um cidadão se encontra com sua pedra queimando no cachimbo, só para entrar
triunfantemente entre aqueles que dizem ser seus iguais. Qual não fosse, o
vinho para a elite, a coca de motéis cinco estrelas, as orgias nos barcos alvos
em mares paradisíacos, a festa em que muitos apenas querem curtir o lazer
corrompido pela vocação do álcool e das drogas. A bolsa repleta de batons, a
garota de programa descolada, o perfil de um mafioso, um banco Master Chef,
algo que remontaria um Juízo Final... O jogo de amarelinha de Cortázar, e que ninguém
escreva tão cedo ao coronel... Ninguém dá um vintém furado para uma consciência
mais aflorada, ninguém pensaria que no alto de um vício estará um viciado em
algo, e que mais além de uma jornada quem sabe o que encontra pelo caminho,
senão mais um maço de cigarros, e a questão toda de tossir os pulmões por sobre
a fumaça que inalara de um pouco mais de nicotina que turva a ideia na simples
questão de parar com esse vício, tão avassaladora é a indústria tabagista.
E o Cristo Rei torna-se um amigo dileto, alguém com quem podemos contar, uma imagem, uma cruz, a ressurreição, a presença que sentimos, a palavra, o afeto e o amor... Desentrançar um emaranhado de coisas tétricas que nos afligem, parlar sobre o efeito de termos mais dias pela frente de desafios, quem sabe essa trama que se nos coloca na nossa frente, não será a provação em que testaremos nossa fé em algo ou alguém superior a nós mesmos na dimensão d’Ele? Quem sabe a simplificação da citada fé, que nos tornemos um amigo dileto de um ser como Jesus, nosso Salvador, nos coloque na verdadeira dimensão de que realmente um milagre possa acontecer em nossas vidas, dia a dia, semana após semana, hora a hora? E a hora é a dos guerreiros se unirem, e todos aqueles que estão nas ruas que se unam a quem seja de boa vontade, posto será na carestia que se revelarão os santos de todos os dias, e não aqueles que se dizem dos últimos, pois não estamos na Terra para brincar de julgamentos pífios, mas de epifanias reveladoras de fato, e de circunstâncias onde ocorram para que os olhos mortiços da indiferença naveguem pelos mares cravejados do chumbo, e aqueles do amor divinal se tornem a semântica mais concreta da citada revelação, onde o mesmo chumbo possa virar ouro em alguns casos, pois quem pisa sobre pedras pode saber seus caminhos silenciosamente, enquanto outros que pisam apenas sobre a maciez da ilusão não poderão sequer saber onde reside a virtude que transforma o pão e o vinho em carne e sangue...
QUANDO SOMOS TOMADOS POR UMA COMPULSÃO E ESTAMOS TRABALHANDO EM ALGO REPETITIVO E MONÓTONO, DEVEMOS PARTIR PARA VARIAR AS NOSSAS ATIVIDADES, PAUSAR, DAR UMA RESPIRADA, PRATICAR OS DARDOS, EXPRESSAR UM PENSAMENTO, OU MESMO RETOMAR QUANDO A COMPULSÃO TIVER PASSADO, POIS POR VEZES TEMOS UM PRAZO A CUMPRIR COM RELAÇÃO AO TRABALHO.
terça-feira, 11 de agosto de 2026
COMO QUALQUER PESSOA COMPULSIVA, SEUS PROBLEMAS PODEM SER RESOLVIDOS COM COISAS QUE SE EQUACIONAM ATRAVÉS DE MEDITAÇÕES PROFUNDAS E RESPIRAÇÕES CONSCIENTES, ALÉM DE NÍVEIS SUFICIENTES DE TENTAR MANTER A CONSCIÊNCIA FOCADA EM COISAS DE FREQUÊNCIA MAIS HARMÔNICA, COMO A NATUREZA, O COSMOS, E A ARTE...
UM DOS GRANDE PROBLEMAS DA HUMANIDADE É A SOBERBA DE CRER QUE A ALGUMAS NAÇÕES QUE POSSUEM MAIS PODER DO QUE OUTRAS SEJA POSSÍVEL INVADIR AQUELAS COM MENOR PODER DE DEFESAS, JUSTAMENTE PARA ENRIQUECER ATRAVÉS DE SE EXTORQUIR AS RIQUEZAS DESSAS NAÇÕES QUE POR VEZES SÃO MAIS POBRES SOCIALMENTE, MAS POSSUEM RESERVAS NATURAIS GIGANTESCAS.
O PROBLEMA DA LEITURA DENTRO DO PRESSUPOSTO DE AUDIÊNCIA OU NÃO DO PROPÓSITO DE UMA IMPRENSA ALTERNATIVA NÃO É EXATAMENTE A QUESTÃO QUANTITATIVA, MAS DE QUALIDADE EM QUE O CONTEÚDO DISPERSO PODE SER MAIS ATINENTE COM PROBLEMAS RECORRENTES, DO QUE MERAMENTE O EFEITO ENSURDECEDOR DAS INFORMAÇÕES COLOCADAS NUMERICAMENTE NO ROL DE UMA MERA QUESTÃO VAIDOSA.
A RECUPERAÇÃO DE UM SER HUMANO VINCULADO A UMA DROGA É ALGO QUE SE FAZ NO DIA A DIA, SÓ POR UM DIA, POIS O TEMPO MAIS LARGO É MAIS DIFÍCIL DE CONCEBER OU AJUSTAR, POSTO NESSE CERNE NÃO DÁ PARA PLANEJARMOS MAIS DO QUE AS POSSIBILIDADES CONCRETAS QUE TEMOS DIANTE DAS DIFICULDADES DE EMPREITADAS SEVERAS COMO EM ALGUNS NÍVEIS DE DEPENDÊNCIA.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
À MEDIDA EM QUE VEMOS O TEMPO PASSAR POR VEZES PROCRASTINAMOS O QUE ANTES ACERTAMOS COM OS INTERVALOS DO MESMO TEMPO, PARA PROSSEGUIR DANDO CERTA CONTINUIDADE A COISAS DE SUMA IMPORTÂNCIA EM NOSSAS VIDAS, COMO A CONSECUÇÃO DE PROJETOS OU PENSAMENTOS QUE NOS FUGIRIAM, CASO NÃO DÉSSEMOS ANDAMENTO NA PALAVRA.
SABERMOS QUE A MORTE EXISTIU EM CRISTO E QUE ELE A VENCEU RESSUSCITANDO, É PARECIDO EM SABERMOS QUE DEPOIS DA NOSSA PRÓPRIA TEREMOS O DOM DA VIDA ETERNA, MAS PARA ISSO DEVEMOS ESTAR FORA DO TERRITÓRIO DAS COISAS PROFANAS, E ISSO É UMA CIÊNCIA ESPIRITUAL QUE VEM COM OS ENSINAMENTOS QUE JESUS, ELE MESMO, PODE NOS CONCEDER, USANDO SEUS MINISTROS E SANTOS PARA ISSO, COMO INSTRUMENTOS DE DEUS.
SAPIÊNCIA ESPIRITUAL
Demover
modos de se ver a fé pode parecer algo estranho, mas estarmos em comunhão com o
alto continua a ser importante, de uma importância capital... Não se pode
colocar em xeque o poder da Natureza diante de suas forças imanentes, como se
um lado pagão ainda regesse o ser humano e sua mítica, como se as forças do
vento, seus seres, seus pássaros, ainda que não fôssemos indígenas em origem,
fossem coisas sobremodo alimentadoras de uma fé que suplantasse antes qualquer
dúvida, a consagração mesma da orientação que um ser humano sempre buscara, na
citada Natureza, seus seres, seus pesos e medidas. Na verdade, bastasse uma
oração: o Pai Nosso, que um homem retornasse de suas antigas crenças e visse
que diante de si reside o Nosso Senhor Jesus Cristo, como grande amigo, o
principal, seu consorte, na ordem mais silenciosamente certa que demovera
antigas crenças que o subjugariam em um ato apenas, uma ação incorreta, e que o
fez voltar para o seu sagrado lar, para que pensasse bem que não deveria sequer
pensar no ato de dita orientação, pois Deus é maior quando dele nos
apercebemos, em toda a sua plenitude e santificação. O simples ato de estancar
uma semana de provações, distante de um vício severo, sair para comprar, como
se a Natureza citada acima fora, em alguns momentos, cúmplice e protetora, para
que esse homem não perdesse o juízo, ou como se uma “entidade” dele tomasse o
seu corpo para que o tirasse da retidão comportamental interna, de suas mais
profundas demandas existenciais, e saísse, conforme a orientação de seres que vislumbrara,
como se o cosmos fora de seu lar o demovesse da resiliência de que tanto
necessitava para não sucumbir ao vício. Um marco importante, estaria o homem
sabendo em boa hora que rezando uma simples oração que Deus nos ensinara, voltou
seu carro para casa e desistiu de comprar o maço de cigarros... A libertação
provisória, a sensação de angústia, mesclada pela inquietação espiritual ainda
persistia, pois não tinha certeza integralmente de sua fé! Descobria que a
Natureza ainda passa suas mensagens, contém ainda a sua grande metáfora, como
descoberta de que possui a sua dialética, a sua história, os seus contextos e
mais puros cenários de descobertas espirituais, mas não em questões onde por
vezes quiçá na proteção inconsciente da projeção do ser, o Salvador tem as
respostas que a consciência toma na realidade sua dianteira para ditar ao ser
humano a hora certa em que devemos ter a sapiência espiritual necessária a andarmos
com nossas próprias pernas.
Os
amigos pássaros, os amigos insetos do homem, continuam sendo seus diletos
companheiros, mas a fatalidade de certos fatos a fazem ter que construir um
juízo onde o Filho do Homem seja a pilastra fundamental de seus atos, e tudo o
que foi criado, todas as manifestações da vida foram criadas por Ele, no ato da
Comunhão. A sacralidade do Criador, em seu Poder Trino, revela que, antes de
tudo, em meio à soberba do homem achar que encontrou a referência maior naquilo
da azáfama dos seres diversos, no cãozinho que emerge com um gesto, no latir de
outro que o avisaria, no voo inquieto de um pássaro, no caminhar rápido de um
inseto, em um tipo de nagual, o “espírito da Natureza”, como se de algo
budista ou similar suplantasse tudo e todos, a reencarnação, o fator quase
psicodélico desse grande delírio existencial, existiria como um grande teatro
onde o ato, per se, estaria em pegar o carro, comprar um maço de cigarros e
ceder a tentação, onde a oração predizia: ...e não ceder às tentações, mas
livrai-nos do mal, amém. Pai nosso, que estais no céu... O Pai, o Filho, o
Espírito Santo, assim seja, eis que o milagre foi formado, e não ceder à
tentação é um enigma da fé. Quais não seremos todos se o grande milagre da
existência não seja aquele que sequer supúnhamos, sequer colocamos nossa vida à
prova, não estaremos mais silentes e taciturnos se não ocultarmos de nós mesmos
esse citado enigma, aquele de que nos orgulhamos por vencer os obstáculos que
nos colocaram à prova, e que, depois de uma aula de religião, acabamos por
colocar os pingos nos is?
A
sintaxe passa a ser outra, e a performance de um dito sofredor, continuará
sendo passar por desafios que coloquem sua fé à prova? Creiamos que agora as
coisas são um pouco distintas, pois a ciência espiritual nos indica que novos
caminhos de luz nos encontrarão um pouco mais refeitos daquilo que antes
críamos piamente, e que agora fazem parte de nossa realidade, mas não nos
emblemáticos veios da lucidez, ou na enigmática parte que pertença à sombra de
nós mesmos.
Seremos
sempre melhores se pudermos simplificar a questão, pois a questão é colocarmo-nos
em guarda, como São Miguel Arcanjo, ou Santo Expedito, o santo das causas
urgentes, posto rezando um terço, estando em dia com nossas obrigações
religiosas, estaremos na causa principal, que é podermos comungar sempre com o
corpo de Nosso Senhor. Algumas direções estão dispostas, a Natureza ainda
poderá nos conduzir como um espírito de luz, pois suas criaturas são de Deus,
mas crermos que em momentos onde nossa fé há que se agigantar sobremodo sobre
decisões cruciais a serem tomadas, será nessas horas que devemos orar com fé e
pedir as bênçãos do Cristo Salvador sobre nossas ações e relembrar que será
nesses momentos que contaremos essencialmente com a Verdade.
domingo, 9 de agosto de 2026
O LAIVO DE SE SABER QUE A VIDA MAIS PUNGENTE FOI O TEMPO ETERNO QUE DEUS NOS CONCEDERÁ NA VIDA ELA MESMA QUE ELE NOS CONCEDE NO ALÉM, É TER A CONSCIÊNCIA DE QUE NÃO SOMOS APENAS UM FOCO ENERGÉTICO, MAS ESPÍRITOS DE CONSCIÊNCIA, ESTA QUE PODE ESTAR NUBLADA POR OCORRÊNCIAS OUTRAS QUE NÃO SEJAM DE UMA PUREZA DA ESPIRITUALIDADE CITADA.
A AUSÊNCIA DO CIGARRO TORNA-NOS MAIS SENSÍVEIS, BEM COMO A REAÇÃO QUE A FALTA DE DOPAMINA EXERCE REDUZ O METABOLISMO QUE, NA VERDADE, SERÁ COMPENSADO DEPOIS DE UM TEMPO, MESMO QUE SAIBAMOS QUE TODO O PROCESSO INICIAL DE LUTO OU PERDAS NOS TRAZ ALGUM SOFRIMENTO, MAS A QUESTÃO É SABER QUE SEMPRE A FERIDA SE FECHA DEPOIS DO TEMPO QUE SABE SEMPRE A RESPOSTA.
POR VEZES PODEMOS CRER EM SINAIS, MAS PORVENTURA SEJAMOS AQUELES QUE MEREÇAM QUE DEUS NOS DIPONHA DELES EM NOSSOS CAMINHOS, OU ESTAMOS MUITAS VEZES EQUIVOCADOS DIANTE DE ALGUNS, MESMO SABENDO QUE NA NATUREZA OUTROS POSSAM OCORRER, SEM QUE NOS DISTANCIEMOS DA REALIDADE PUNGENTE DE UM DEUS MAIOR DO QUE NÓS MESMOS, APESAR DE QUE, MESMO A FORÇA DA NATUREZA AINDA É MENOR DO QUE A POTÊNCIA DO SALVADOR.
QUANDO ESTAMOS EM LIBERDADE VIGIADA, MESMO SEM TERMOS CULPA DE NADA, É SINAL DE QUE OS TEMPOS EM QUE VIVEMOS SÃO TOTALITÁRIOS, E QUE A TECNOLOGIA QUE POR VEZES CREMOS PIAMENTE QUE VEM PARA AJUDAR, NO MÍNIMO SIGNIFICA COAÇÃO E APRISIONAMENTO DA CONSCIÊNCIA, MAS DOS CONTROLADORES, NÃO DOS CONTROLADOS.
sábado, 8 de agosto de 2026
O PERTENCIMENTO DOS SENTIMENTOS DÍSPARES, POR QUESTÕES CLASSISTAS, OU MERAMENTE POR INVEJA, NÃO SÃO NECESSARIAMENTE ARTIFICIAIS, E ISSO COLOCA EM XEQUE MUITAS VEZES AS EMOÇÕES HUMANAS E SEU EQUILÍBRIO, POIS OS RUÍDOS EXISTENCIAIS SÃO MAIS RECORRENTES DO QUE PORVENTURA SE REQUEIRA A TOMADA DA CONSCIÊNCIA EM REFREAR ESSE TIPO DE ÍMPETO DESMESURADO.
NO ASPECTO DO DESENHO DA FIGURA HUMANA, QUANDO ESTAMOS DOPAMINERGICAMENTE EM BAIXA, CERTOS INSIGHTS A RESPEITO DE DESENHOS COM MAIS COMPLEXIDADE DE ANATOMIA E COMPOSIÇÃO, NOS REMETE A NÍVEIS COMPENSATÓRIOS DA CITADA DOPAMINA, POIS QUANDO ESTAMOS ACERTANDO O DESENHO, A PERCEPÇÃO PESSOAL SE AGIGANTA, BEM COMO OS PRINCÍPIOS DA CONSCIÊNCIA EXPRESSOS NOS EXERCÍCIOS DA ARTE.
ANTES DE SE PROSSEGUIR POR CANAIS EXPRESSIVOS EM UMA OFICINA DE ARTES PARA ENFERMOS MENTAIS, DEVE-SE CONSCIENTIZAR OS ALUNOS-PACIENTES SOBRE OS DIVERSOS MATERIAIS E SUPORTES, OS GRAFITES, AS CANETAS, SUAS POSSIBILIDADES, FAZER EXERCÍCIOS PRELIMINARES, E AVENTAR A POSSIBILIDADE DE FAZER DESENHOS, TAIS COMO PEQUENOS PROJETOS, COM COMEÇO, MEIO E FIM, OU MESMO AUTOMATIZAR A PRODUÇÃO, QUANDO O PACIENTE FOR MAIS GRAVE E NÃO TIVER UM MÍNIMO DE ORGANIZAÇÃO MENTAL.
A INTEGRAÇÃO DOS MODOS AFETIVOS DAS CORES, NA PRÁTICA EXPRESSIVA DA ARTE, COM ESTRUTURAS BEM FUNDAMENTADAS DO DESENHO COMO BASE ESTRUTURANTE, COMO PARTE DA RACIONALIDADE, SUPÕE A MESMA INTEGRALIDADE QUE REQUER UMA COESÃO DO PROPÓSITO ÚLTIMO QUE É O LADO TERAPÊUTICO DA ARTE E SUAS FRENTES EXPRESSIVAS ÚLTIMAS COMO DEMANDAS DE ABORDAGENS EM EQUIPES OU SOB A ORIENTAÇÃO DE BONS PROFISSIONAIS DA ÁREA.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
A INTEGRALIDADE EXPRESSIVA
Liberar
possibilidades expressivas, e talhar relações de memórias visuais, vinculadas
com a retomada da habilidade no desenho e na pintura, ao mesmo tempo em que o
paciente perfaz coisas como a poesia, como no exemplo clássico da
multidisciplinaridade, é um meio pungente a que alcance efetivamente o self,
principalmente se, concomitante a isso, larga os vícios que o escravizaram
durante muito tempo, como o álcool e a nicotina. Por vezes, a psicose faz o ser
humano pensar que algumas dessas adições tem a ver com o processo criativo, mas
na realidade isso é uma falácia, pois a vida mística tem os seus percalços, mas
será estudando cabalmente uma só religião que poderá se manter incólume dos
fantasmas do passado... Espiritualmente, esse estudante das artes, por vezes
com formação de psicologia, pode dar a volta por cima e enfrentar antigos demônios
internos que combatiam per se a própria recuperação, mesmo porque, se larga o
pior dos vícios, a nicotina, aos sessenta anos, ainda terá muita lenha a
queimar na latitude de sua vitalidade física e intelectual. O desenho tíbio
demonstra que a racionalidade ainda encontrará desafiantes momentos, mas os
níveis de dopamina que aparentemente perdera provisoriamente na falta da
nicotina em seus primeiros dias de abstenção, com o fomento da pintura e suas
cores expressas livremente, fazem desabrochar a expressão de outras faculdades,
pois a simples consciência de que a performance seja satisfatória, e de que sua
medicação esteja bem regulada, de que o sono esteja igualmente regular, fará com
que os níveis de consciência igualmente aflorem, e a expressão, não apenas na pintura,
bem como no desenho, nos blogs, nas redes sociais, na fotografia, nas HQs, nos
apontamentos, na poesia, traduz a multidisciplinaridade de um agente
multimídia, com todas as linhas de expressão abertas, bem como no ensaio e na
filosofia. Um agente dessa Natureza pode vir a ser útil, quando justamente
descobre em si mesmo o caminho das pedras, como fizera o grande Jung em seu “Liber
Novus”. Tudo o que remeta à saúde mental estará vinculado à expressão, aos
ensaios das boas novas, aos pensamentos, à mensagem a grupos de recuperação a à
atividade corriqueira, diuturna e rotineira que o estudante perpétuo volta a
empreender para consolidar seus projetos e continuar a dar um andamento
saudável em sua vida. Na realidade, a pintura é o verdadeiro canal de abertura
da percepção formal e artística, e encontra em sua veia expressiva a
organização afetiva de um paciente que antes se encontrava em profunda angústia
por não conseguir vencer o vício da nicotina. Essa veia afetiva se encontra
profundamente vinculada pelas cores, e diante do fato de encontrar na cor a
vida afetiva e sua organização, quando elas se manifestam vibrantemente
provavelmente se encontram com o estado anímico de uma força vital grande nesse
campo. Necessariamente, em uma aula de pintura a portadores de psicose, pode se
dar estruturas formais do desenho, para que a base da pintura não se
desorganize demais e se desassocie psiquicamente na hora em que estiverem envolvidos no trabalho da pintura, por isso as mandalas são extremamente úteis
para se “organizar” a mente no processo de se elaborar um trabalho desse
gênero. Pois a composição de um desenho, por mais que seja abstrato ou não,
fala mais à razão, e as cores dizem mais respeito ao lado afetivo, à
organização emocional dos pacientes-artistas.
Não é uma
questão de normatização da arte, mas na realidade formalmente podemos afirmar
que a arte é uma forma de terapia muito ampla no sentido de dar asas àqueles
que sofrem por questões de isolamento ou mesmo de solidão ou sofrimento
psíquico, de se expressar, e quando isso é feito em grupo a tendência de
recuperação e entendimento com os terapeutas e com o tratamento se faz mais
duradouro e efetivo. Quando paramos com um vício como a nicotina, enfermos ou não,
de outras comorbidades, pois todos somos doentes compulsivos quando viciados,
doentes das emoções, na verdade estaremos nos libertando paulatinamente dos
grilhões que significam esse vício e, para um paciente psicótico, a vitória é
dupla... Significa uma ampla vitória, e no que antes a nicotina servia como “automedicação”
para compensar os níveis artificiais de dopamina a menos no cérebro, para
aumentar a dopamina citada, com o desenho e a multidisciplinaridade, os
trabalhos em equipe e os grupos de recuperação as coisas tendem a se
equilibrar, e antes o que era sofrimento vira o prazer da compensação e da
premiação em ser vitorioso no processo do desligamento do vício e da estabilização
mental na base de uma integralidade expressiva.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
MAIS DO QUE A ANUÊNCIA DE QUE O PROSELITISMO DE ALGUÉM AFEITO APENAS A FREUD, O GRANDE ATEU, A GRANDE SACADA É SABER QUE AS VERTENTES ESPIRITUAIS DA NOVA ABORDAGEM NEUROLÓGICA REMONTA GANHOS ESPIRITUAIS MESMO EM DOENÇAS DEGENERATIVAS COMO O ALZHEIMER, CONFIGURANDO VERDADEIROS MILAGRES, SOB O IMPERATIVO DA NOVA MEDICINA.
O AUMENTO DA FRACA INDEPENDÊNCIA VALORATIVA QUANDO NÃO SE TEM A NOÇÃO EXATA DO QUE É VALOR NAS NATUREZAS HUMANAS DIVINAS E DEMONÍACAS É QUE FAZEM DE UM GRUPO A ALTERIDADE QUE POR VEZES FALTA, E A DEFENSORIA PÚBLICA QUE NÃO PERTENCE A NENHUM ÓRGÃO DE ESTADO, MAS VIRA-SE UM ÓRGÃO SUPLEMENTAR E, PORTANO, FALSAMENTE INDEPENDENTE.
ALÉM DAS LUTAS
Sentir um
gosto de vitória nas mãos, por vezes, é estarmos um passo adiante, mas o lado em
lutar sempre nos levará a crer que a presença do combate nem sempre tem a intensidade
efetiva de levar a resultados em que a derrota ou a citada vitória leve-nos a
crer nos mesmos resultados... Por vezes vivemos uma ilusão, um tipo de
passatempo onde, quando projetamos algo de ficção, ou mesmo quando do mito que
encarnamos da figura do herói, isso passa a se tornar meramente a citada
projeção, em meio a uma realidade que na verdade sequer administramos com a
segurança de nossa certeza, pois a ilusão é vaga como a bruma. Quando nos predispomos
a exercitar tacitamente nossas convicções mais profundas, quando a nossa fé
toma a dianteira e colocamo-la a serviço de um Poder superior a nós mesmos, a coisa
pode começar a acontecer efetivamente em relação a convenientes pressuposições,
ou a vitórias de fato. Não estamos na vida a troco de nada, e um homem ou uma
mulher que se dispõe a lutar por algo, mesmo que seja um detalhe pessoal, e que
ninguém dê um valor de merecimento, se for difícil a contenda e este ser quiser
dar um passo adiante, verá que na verdade pode estar municiado com as melhores
armas que porventura teria à disposição na eterna luta contra seus inimigos
mais secretos: seus demônios e fantasmas internos, sua sombra, seu lado que turva
a própria consciência, ou sua tendência ao pecado, às tentações, àquilo que
igualmente na parte externa de nós mesmos contribui para que caiamos na questão
de um vício, nas trevas de uma relação desastrosa, ou mesmo em algum desfecho
trágico de nossa existência que poderíamos ter evitado. Como em uma guerra, a
vida encerra em si mesma várias ciladas, e devemos estar atentos para nelas não
incidir em erros crassos, pois por vezes é através de um deles que pomos tudo a
perder. Para citar um exemplo recorrente, quando paramos de fumar, vai ser
através de um cigarro que voltamos a fumar compulsivamente, quando sofremos da
doença das emoções e não conseguimos nos tornar mais estáveis nesse sentido,
passando a ter na ansiedade a motivação e ímpeto para fumar cada vez mais...
Mas não é
só na Natureza das dependências químicas, pois somos dependentes de muitas
coisas: de atenção, da aprovação alheia, da performance que nos demandam no
trabalho, do estado de vigília quando somos requisitados a tanto, do afeto que
por vezes se não nos brota, do amor que desconhecemos por ignorância, e da
falta de fé em um homem como Jesus Cristo, e tudo o que isso significa. O esquecimento
que possuímos com relação a Deus é uma das razões que nos leva a cometer os
maiores desatinos contra nós mesmos e contra os outros, por simples questões
onde parecemos melhores do que efetivamente somos, e na realidade, não somos muito
diante do Poder de Deus. O antropocentrismo nos revelou que o homem é o centro
da Natureza, mas na verdade quiçá o teocentrismo ainda seja mais sensato,
apesar de sabermos que na vereda do pensamento qualquer assertiva colocada de
forma vertical não existe enquanto a liberdade do mesmo livre pensamento
existir, na graça mesma do Senhor... Se você relacionar que um ser humano
exerce sua cognição quando escreve, e quando lê preenche a sua história ou
capacidade de exercitar a sua formação intelectual, quando esse homem escreve
algo a partir de uma concepção sagrada, quando escreve sobre o sagrado, estará
igualmente alimentando seu espírito, que mais não é do que a cognição plena de
sua alma, que vai além dos meros relacionamentos dos neurônios. Se o Cristo,
aquele que veio para nos salvar, ressuscitara dos mortos à vida, se desceu para
operar milagres, se deu sinais de foi o Messias e Salvador da humanidade,
escrever sobre Ele é permitir que opere sobre nossas mãos o próprio Espírito Santo,
consagrador de verdadeiras transubstanciações da matéria sobre a vida
espiritual do ser humano e da Natureza como um todo. Na realidade aumentada,
essa visão da espiritualidade é como compreender a função mesma da grande energia,
ou o poder do Pai Celestial, como detentor do que há de mais nobre para o ser
enquanto ser, não importando sua origem, causa, vontade ou preferência.
Além de
nossas lutas está uma rocha solene que nos aguarda, com um mar por vezes bravio
batendo em sua superfície, na tessitura de sua pele de crosta imantada por
milênios de história. Uma grande pedra, inquieta com sua sombra que se projeta
contra uma nuvem que encobre montanhas, uma dimensão infinita, assim como em um
grão de areia estará, além de nossas lutas, na real necessidade de compreensão
da latitude mesma de nossos gestos que impulsionem a verdadeira concepção da
relação que temos com o próximo, dentro dos contextos em que o distanciamento e
seus reflexos igualmente nos ditam a citada latitude, o verso e o reverso, os
dois lados da moeda, o valor e o contra valor... Assim como quando uma coruja
encontra nos seus olhos abertos a previsibilidade de seu estado natural, ou
quando pisca um olho notamos algo distinto.
Mesmo se
fôramos muito hábeis em nossas lutas, encampar a intenção de sabermos onde ir,
ou até onde fincar a bandeira, em que trincheira ainda inexistente no campo de
batalhas, ou mesmo quando se lutar até estarmos diante de nós mesmos, quando na
frente de um espelho estilhaçado por uma granada? Há lutas mais onerosas à
própria vida do que apenas largar um vício, este que pode nos consumir dia a
dia, se não pararmos com a droga... Sim, há lutas que vão além disso, além de
nossos demônios mais internos, além de nossa sombra que deixamos navegar por
entre embarcações numerosas por entre penedos e rochedos milenares, por entre
cais inumeráveis e fantasmagorias do acaso. Há lutas quase permanentes, em um
mundo onde sempre as guerras se sucedem e, quando em períodos – raros – de paz
mundial, há daqueles seres que se sobrepõem a outros na eterna luta em que a
exploração do homem pelo homem chega a ser bruta, como um estado permanente de
lutas onde não há tréguas, a não ser onde se equaciona um pouco a questão, ou
onde a trilha dos governantes se sucedem tendo em vista a manutenção desse
status. Por essas questões, além das nossas lutas, a cada qual a sua, vemos
despertar no céu a esperança em que o sol nasça diante de nós a cada dia, e que
vençamos, quando muito, se não for para equacionar problemas inerentes ao
indivíduo que somos, que coletivamente algumas nações possam encontrar a paz no
seu viés de encontrar seus caminhos de luz, e que muitos governantes passem a
acreditar mais em seu povo e vice e versa, para que as equações de boas
políticas possam resolver mais rapidamente os problemas de miserabilidade e das
carestias que assolam por vezes populações inteiras do planeta.