EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
¹ O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão. ² Do fruto da boca cada um comerá o bem, mas a alma dos prevaricadores comerá a violência. ³ O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói. ⁴ A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes se farta. ⁵ O justo odeia a palavra de mentira, mas o ímpio faz vergonha e se confunde. ⁶ A justiça guarda ao que é de caminho certo, mas a impiedade transtornará o pecador. ⁷ Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas. ⁸ O resgate da vida de cada um são as suas riquezas, mas o pobre não ouve ameaças. ⁹ A luz dos justos alegra, mas a candeia dos ímpios se apagará. ¹⁰ Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria. ¹¹ A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará. ¹² A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida. Provérbios 13:1-12.
¹ O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio. ² Como o rugido do leão é o terror do rei; o que o provoca à ira peca contra a sua própria alma. ³ Honroso é para o homem desviar-se de questões, mas todo tolo é intrometido. ⁴ O preguiçoso não lavrará por causa do inverno, pelo que mendigará na sega, mas nada receberá. ⁵ Como as águas profundas é o conselho no coração do homem; mas o homem de inteligência o trará para fora. ⁶ A multidão dos homens apregoa a sua própria bondade, porém o homem fidedigno quem o achará? ⁷ O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele. ⁸ Assentando-se o rei no trono do juízo, com os seus olhos dissipa todo o mal. ⁹ Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado? ¹⁰ Dois pesos diferentes e duas espécies de medida são abominação ao Senhor, tanto um como outro. ¹¹ Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta. ¹² O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos. ¹³ Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão. ¹⁴ Nada vale, nada vale, dirá o comprador, mas, indo-se, então se gabará. ¹⁵ Há ouro e abundância de rubis, mas os lábios do conhecimento são joia preciosa. ¹⁶ Ficando alguém por fiador de um estranho, tome-se-lhe a roupa; e por penhor àquele que se obriga pela mulher estranha. ¹⁷ Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho. ¹⁸ Cada pensamento se confirma com conselho e com bons conselhos se faz a guerra. ¹⁹ O que anda tagarelando revela o segredo; não te intrometas com o que lisonjeia com os seus lábios. ²⁰ O que amaldiçoa seu pai ou sua mãe, apagar-se-á a sua lâmpada em negras trevas. ²¹ A herança que no princípio é adquirida às pressas, no fim não será abençoada. ²² Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará. ²³ Pesos diferentes são abomináveis ao Senhor, e balança enganosa não é boa. ²⁴ Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, entenderá o homem o seu caminho? ²⁵ Laço é para o homem apropriar-se do que é santo, e só refletir depois de feitos os votos. ²⁶ O rei sábio dispersa os ímpios e faz passar sobre eles a roda. ²⁷ O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre. ²⁸ Benignidade e verdade guardam ao rei, e com benignidade sustém ele o seu trono. ²⁹ A glória do jovem é a sua força; e a beleza dos velhos são os cabelos brancos. ³⁰ Os vergões das feridas são a purificação dos maus, como também as pancadas que penetram até o mais íntimo do ventre. Provérbios 20:1-30.
Há, com efeito, uma atração nos corpos formosos, no ouro, na prata e em todas as coisas; e no contato do corpo muito pode a conveniência mútua, e cada um dos demais sentidos tem o seu objeto próprio, adequadamente temperado. Também a honra deste mundo tem a sua graça, e o poder de vencer e de dominar — donde nasce igualmente a sede de vingança. Mas, para obter tudo isto, não devemos afastar-nos de Vós, Senhor, nem desviar-nos da Vossa lei. Também esta vida que aqui vivemos tem o seu encanto, por certa medida que lhe é própria e pela correspondência com todas as belezas de cá de baixo. Também a amizade humana é doce pelo laço que a estreita, em razão da unidade formada de muitas almas. Por ocasião de todas estas coisas e de outras semelhantes é que se comete o pecado, quando, por uma inclinação desmedida para estes bens ínfimos, se abandonam os melhores e mais altos: Vós, Senhor nosso Deus, a Vossa verdade e a Vossa lei. Pois estas coisas inferiores têm as suas delícias, mas não como o meu Deus, que fez todas as coisas: porque n’Ele se deleita o justo, e Ele é a alegria dos retos de coração. SANTO AGOSTINHO.
A ELITE DA EXCLUSÃO
Como serias tu, ó criatura de Deus, se o resto do mundo
Não soubera que não possui identidade sequer,
Se do Ocidente ao Oriente, só querem saber do ouro e dos impérios
Posto dos cetros dos reis as mãos que subentendem o Poder
Estão ávidas por permanecerem sustentando no trono
As invectivas de administrar os impérios e seus servos...
Gostariam de ser a medida mais consonante, mesmo que o troco dos favores
Seja a vida que não pode ser medida com louvores gratuitos, pois a música que
toca
Em certos nichos mercadológicos, por vezes não se encaixa nas hostes da vida.
Quando gostáramos de saber que a lauta refeição de patronatos e suas questões
Como na aura dos príncipes, seria algo a dizer a mais do que a simples seara do
alimento
Fossem na realidade o aspecto mais ímpar, seja a vida mais silente do que o viés
oposto
Mesmo que soubéramos que o diletante poderia nos dizer mais além da verdade
Que o lema impossível de proceder fosse uma questão do provável,
O mote que nos leva aos dias mais serenos seja sempre uma via de progressos e
lutas...
JÁ QUE ESTARÍAMOS MAIS AFEITOS A UMA RECUPERAÇÃO DE MUITOS QUE SE DIZEM NORMAIS PERANTE ABSURDOS QUE SE ENCONTRAM NA SOCIEDADE, COMO CIDADÃOS QUE SEQUER POSSUEM ESSE DIREITO DE POSSUIR ESSE DIREITO, ESSA CITADA NORMALIDADE SEJA DITA QUE NEM SEMPRE O ESTAR-SE BEM EMOCIONALMENTE SEJA ALGO ANORMAL, POIS A VIDA SEM OS CONTRATEMPOS DE SERMOS QUALIFICADOS DE MÁQUINAS É ALGO SUI GÊNERIS, E SOBREMODO ARTIFICIAL, POIS NÃO É LEVANTANDO PESOS QUE ESTAREMOS MAIS FELIZES, POIS NEM TODO O ESCRAVO É FELIZ CARREGANDO OS FARDOS DE SEUS DIAS.
DEMOCRACIA E CONSCIÊNCIA
Termos
acesso a algo no mais das vezes é sobremodo importante... Devemos estar limpos,
o sistema faz com que pessoas que não têm oportunidade de trabalho e renda,
mendigando pelas ruas, jamais tenham acesso até mesmo ao ato de se alimentar,
quando muito, o trocam – quando podem – pelo de se alcoolizar ou se drogar. O
direito ao voto é amplo na sociedade democrática como a conhecemos em nossa
nação, mas o acesso aos meios de comunicação são restritos a muitos, que por
tais os conheceremos, como a grande massa de eleitores, nem sempre consciente
politicamente, nem sempre preparada a escolher seus representantes. Tal ou qual
propaganda política, tal ou qual influência ideológica pode mudar os rumos de
uma eleição, mesmo que a Natureza da Política saiba que melhor será para a maior
parte da população escolher o candidato que atenda mais às suas demandas, e
se a maioria for mais pobre, aquele que faz a opção de seguir melhorando, ou
tentando melhorar os serviços atinentes a essa grande massa trabalhadora, ou em
condições precárias, e não aqueles que vão alimentar os interesses da elite, ou
“sociedade esclarecida em si mesma”. As atitudes de um Governo fazem a fama
deste, e sua prática, sua origem, sua empatia popular fazem emergir a
preferência que tal Governo tem pelos mais empobrecidos, ou as camadas que são
as que mais constroem a riqueza nacional, mesmo que não se negue às empresas que
empregam grandes contingentes de trabalhadores seu apoio incondicional, mas
será sempre através de um Estado forte que se fará um serviço público e
gratuito de qualidade, tal como o de saúde, o de educação e etc. A consciência
do povo se traduz pela qualidade em se conhecer o seu representante mais autêntico,
e de suas bases deve vir o clamor popular.
O papel
devido ao representante do povo não deve ser trocado por miudezas, mas sim ser
um tipo de contrato fiel às bases que o sustentam, e só caminhamos para um país
melhor se for da forma em que a democracia se assentar em um leito de rocha
firme onde o Partido mais trabalhista plasme o regime de tal forma a fomentar
melhores meios de desenvolver a nação. Até que se continue a dar essa sustentação,
ou seja, ao darmos continuidade a projetos já alicerçados, mesmo que em certo viés,
no meio do caminho, o objetivo tivesse sido a mera manutenção da democracia
ameaçada por grupos golpistas, não devemos jamais permitir que familiares desse
clã tomem o poder ameaçando a soberania pátria de tal modo em que, já livres de
tais ameaças, não possamos dar a citada continuidade nos projetos e trabalhos
desenvolvimentistas que fazem do Brasil – ainda – uma grande nação, apesar dos
problemas sociais graves que enfrentamos no dia a dia do brasileiro e seu
exercício da cidadania.
Certo
será sabermos que os olhares fartos de uma comunidade internacional estarão
pousados sobre a nossa realidade, e muitos poderão aprender com ela, assim como
o nosso país muito tem a aprender com outras nações e culturas. Destarte, não
seria muito bom sabermos que o processo de aprendermos com as guerras nos
fariam parte de uma aliança que mais parece um retrocesso, pois nenhum tipo de
conflito interessa aos brasileiros, assim como nenhum tipo de preconceito,
diferença étnica, de gênero, raça ou credo. Não nos interessa sabermos mais do que
apenas reconstruir o nosso país, sempre, com base na união de seu povo e
governantes, e a boa relação institucional dentro do nosso território se torna
a nossa melhor realidade. Quando nos pedirem uma boa relação comercial, não negaremos,
e não entraremos – jamais – na guerra comercial, nem prevaricaremos com
interesses estrangeiros, qual não seja, zelando pelos nossos interesse
nacionais, hoje e sempre!
Quando
novidades do exterior se nos apresentarem em termos de tecnologia e fundamentação
científica, devemos estar abertos, e manter conveniados órgãos e universidades
internacionais com as nossas, com franca abertura e cooperação mútua, assim como
em assuntos de segurança internacional e suas estratégias afins. Em termos de
capitais, manter um Banco forte e independente revelará nos Brics a nossa maior
independência financeira, para não ficarmos reféns do capital estrangeiro e da
opressão do capitalismo desenfreado de mercado mercenário e hostil. A mais de
se valer a cessação de todo o movimento opressivo da nossa classe trabalhadora,
o Orçamento Brasileiro há de se valer de todos os recursos, mas para isso temos
que eleger um time de deputados e senadores compatível com uma maioria no
Congresso Nacional, a fim de que se possa valer continuar a proposição salutar,
coerente e progressista, para que o Executivo do Governo Popular de Lula continue
a saudar com reformas urgentes e necessárias o andamento das pautas prometidas
em campanha, e continuar a dar o andamento nos seus pressupostos
administrativos. Por isso, o ato de votar ainda é o ato mais consciente, e se
fazer valer de buscar a informação correta de seu candidato ainda é a melhor
forma de se obter o valor merecido no resultado eleitoral, conforme as regras
democráticas.
Quem, então, não exaltava meu pai, por prover ao filho, além das forças do seu patrimônio, tudo o que era preciso para tão longa viagem em favor dos estudos? Pois muitos cidadãos bem mais abastados nada de semelhante faziam pelos filhos. E, contudo, esse mesmo pai não se importava com o modo como eu crescia para Vós, nem com a minha castidade: bastava-lhe que eu fosse fecundo em palavras, por mais estéril que fosse para a Vossa lavoura, ó Deus, único verdadeiro e bom Senhor do Vosso campo, que é o meu coração. SANTO AGOSTINHO.
ESTELAR
Chama de fogo celeste, brilho de ponto distante, reflexo
No olhar de uma mulher depois do amor refeito
Lágrima que cai no colo da saudade, gota de orvalho na madrugada
Ou ainda a luz que tu, lua, emanas em teu plágio dos astros.
De tudo o que Tu criastes, meu Deus, há de ser um simples sopro
Da primavera que surge, e as águas refletem o sol, essa ampla estrela
Que, fugidia, se esconde no anoitecer do dia, quando decantamos o ser...
Naquilo suposto, naquilo não medido, no valor e na entrega,
Dos astros as testemunhas nos mergulham nos seus ares etéreos,
Ao cosmo que tece uma longa jornada, do dia, da noite, do sono e da vigília...
Serias tu, ó noite estelar, onde precipitas muitas inquietações de vozes
agigantadas
No sono ensurdecedor, onde Vênus, a Dalva, dos céus de meu país internacional
Não difira de outros céus, onde se verá o diamante esmeraldino da pátria de
minha bandeira
Quando, finalmente, estivermos próximos e distantes do que emerja de uma Pátria
soberana!
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
E que era o que me deleitava, senão amar e ser amado? Mas eu não guardava a medida do amor, de quem me dera que alguém então houvesse temperado a minha desordem e tirado proveito das belezas fugazes destas coisas, que são os últimos confins da Vossa criação! Quem me dera que lhes houvesse posto limite ao deleite, para que ao menos as marés da minha juventude se lançassem à praia do matrimônio, se não podiam ser aquietadas, e se contivessem no fim próprio de uma família, como prescreve a Vossa lei, ó Senhor — Vós que assim formais a descendência desta nossa mortalidade, podendo com mão suave despontar os espinhos excluídos do Vosso paraíso. Pois a Vossa onipotência não está longe de nós, ainda quando nós estamos longe de Vós. Ou, então, devera eu ter atendido com mais vigilância à voz que vem das nuvens: Estes, contudo, terão as tribulações da carne; mas eu quisera poupar-vos. E: é bom para o homem não tocar mulher. E: quem não é casado cuida das coisas do Senhor, e de como agradar a Deus; mas quem é casado cuida das coisas do mundo, e de como agradar à esposa. SANTO AGOSTINHO.
DEVEMOS IR NA DIREÇÃO ONDE CRISTO ESTIVER, E SE FORMOS AO TEMPLO CERTAMENTE O ESPÍRITO SANTO, QUE É O CALOR QUE EMANA DE SUA LUZ, PARTICIPARÁ CONOSCO DO ENCONTRO, SENDO UM O MESMO QUE OUTRO, MAS QUE O SENHOR ESTEJA PRESENTE SEMPRE EM NOSSAS VIDAS, POIS SERÁ ATRAVÉS DE SUA PRESENÇA NA HÓSTIA CONSAGRADA QUE O PONTO ALTO NA MISSA SOLENE QUE ESTAREMOS COMUNGANDO DO CORPO, FEITO PÃO DA CARNE DE DEUS, PARA QUE POSSAMOS NOS PREPARAR PARA O ENCONTRO COM ELE DEPOIS QUE NOS FORMOS DESTE MUNDO.
⁶ Então se levantou ela com as suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto na terra de Moabe ouviu que o Senhor tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão. ⁷ Por isso saiu do lugar onde estivera, e as suas noras com ela. E, indo elas caminhando, para voltarem para a terra de Judá, ⁸ Disse Noemi às suas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo. ⁹ O Senhor vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. E, beijando-as ela, levantaram a sua voz e choraram. ¹⁰ E disseram-lhe: Certamente voltaremos contigo ao teu povo. ¹¹ Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos? ¹² Voltai, filhas minhas, ide-vos embora, que já mui velha sou para ter marido; ainda quando eu dissesse: Tenho esperança, ou ainda que esta noite tivesse marido e ainda tivesse filhos, ¹³ Esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? Deter-vos-íeis por eles, sem tomardes marido? Não, filhas minhas, que mais amargo me é a mim do que a vós mesmas; porquanto a mão do Senhor se descarregou contra mim. ¹⁴ Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela. ¹⁵ Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada. ¹⁶ Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; ¹⁷ Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. Rute 1:6-17.
E que era o que me deleitava, senão amar e ser amado? Mas eu não guardava a medida do amor, de alma para alma, que é o luminoso limite da amizade; antes, da lodosa concupiscência da carne e do fervor da puberdade subiam vapores que me anuviavam e escureciam o coração, de modo que já não distinguia o claro esplendor do amor da névoa da libidinagem. Ambos ferviam confusamente em mim, e arrastavam a minha juventude sem apoio pelo precipício dos desejos ímpios, e me afundavam num abismo de vícios. Acumulara-se sobre mim a Vossa ira, e eu não o sabia. Ensurdecera-me o tinir da corrente da minha mortalidade, castigo da soberba da minha alma; e afastava-me cada vez mais de Vós, e Vós me deixáveis fazer, e eu era sacudido, dissipado, derramado, e fervia nas minhas fornicações — e Vós Vos calastes, ó minha tardia alegria! Calastes-Vos então, e eu vagava para mais longe de Vós, por sementeiras cada vez mais estéreis de dores, com uma soberba abatida e um cansaço sem repouso. SANTO AGOSTINHO.
¹ Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. ² Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. ³ Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração. ⁴ Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta, ⁵ Para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras. ⁶ Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas, ⁷ Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo, ⁸ Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa; ⁹ No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão. ¹⁰ E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração. ¹¹ Estava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés. ¹² Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos; ¹³ E chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse: ¹⁴ Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos. ¹⁵ Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei. ¹⁶ Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito. ¹⁷ Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela. ¹⁸ Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores. ¹⁹ Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem; ²⁰ Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado. ²¹ Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios. ²² E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões; ²³ Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida. ²⁴ Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca. ²⁵ Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas. ²⁶ Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos. ²⁷ A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte. Provérbios 7:1-27.
Quero agora recordar as minhas torpezas passadas e as corrupções carnais da minha alma — não porque as ame, mas para que Vos ame a Vós, ó meu Deus. Faço-o por amor do Vosso amor, repassando os meus caminhos perversíssimos na própria amargura da recordação, para que Vós Vos torneis doce para mim (doçura que não engana, doçura feliz e segura), e para que me recolhais de novo daquela dispersão em que fui despedaçado, quando, afastado de Vós, que sois o único Bem, me perdi na multiplicidade das coisas. Pois houve tempo, na adolescência, em que ardi por saciar-me nas coisas de baixo; e ousei tornar-me selvagem com estes amores vários e sombrios. Consumiu-se a minha formosura, e tornei-me pútrido aos Vossos olhos, agradando-me a mim mesmo e desejando agradar aos olhos dos homens. SANTO AGOSTINHO.
A LUCIDEZ DA CULPA
Quem
dera a meninice, aurora dos tempos de um homem, que voltasse aos tempos em que
uma ferramenta da educação nos desse os princípios mais evidentes do que seria
um movimento em direção a Ti, meu Senhor? Incorrido nos princípios do pecado,
que o original não se nos bastasse, e o homem tece a trama que o encaminha para
atos e palavras em que o vício já se preparava para o atingir, desde que a
adolescência o iniciasse nas premissas de Baco... E disso salta, e busca, e
tenta estudar, e estuda de fato e estudamos nós, os seres humanos, que a
faculdade nos ensina e prepara, e sermos os letrados mais nos dita que
preparamos o caminho da compreensão, para mais tarde nos laborarmos em crer em
Ti, com todas as nossas forças, e aquele homem que já é mais do que um adulto
se afunda, e cai, e desvanece em meio a trôpegas tentativas em torno do
absurdo. Qual se não fora o movimento das pás de um moinho, como um Quixote
tenta combater infortúnios, movido por reflexos emocionais, e se trata já na
medicina, e tenta contestá-la usando de substâncias, e fuma, e fuma... A fumaça
do tabaco, até então não merecedora de preocupação assolaria pouco a pouco a
sua saúde, e o vício do álcool o remedia já na idade onde se recompõe, veterano
perante o pecado cometido em sua culpa tremenda dos estragos cometidos contra
si e ao mundo que o cerca. Antes, acometido de uma ilusória fome de justiça,
torna-se um cavaleiro de per si, um quase armador de arame, o nada não
convertido, e a lança dos infortúnios o solapa mais e mais, esmiuçando seu mal,
pondo em xeque a lucidez sem culpa, e hoje o refaz, e traz essa lucidez com o
arrependimento dos erros do passado, em que pecara remontando o algoz que fora
consigo, e trazendo apenas o andamento da remissão em que Cristo Jesus torna
possível na sua redentora paz.
O Pai
nos diria da Bondade, e o Filho, da Verdade, ambas com capitulares amplas, mas
não vertidas sobre o solo da compreensão de todos os seres imortais. E o verso
de Ulisses se torna palavra, ensinamento, e o cerne literário se torna
expressão possível, ao menos para que se exemplifique, à luz do Espírito Santo,
a dimensão continental da grandeza desses nomes. Apenas para que estabeleçamos
uma ponte sólida entre o que cremos no ocaso de nossa madurez, com a capacitação
mesma de um caráter onde discernimos não o que é bom do mau, mas ao que o que
não “é” não faz parte, porque não existe. É o negar a ser, o devir que não há,
o mau, não seja ordem nem fator, pois é ausência e nenhum exemplo, destrói as
coisas do Criador, e desmonta o amor cristão. Nisso, o pensamento de um
instinto de Thânatos, freudiano, o instinto destruidor, faz-nos crer piamente
que fosse apenas uma projeção, como a sombra junguiana, o fator de um lado
humano que, ao olhar da humanidade inteira, se torna algo concreto, posto
algumas pedras o são não pelo tamanho, mas pela dureza de sua Natureza, mas não
possuem a vida, sequer uma alma que lhes dê sustentação.
A
rigor, a lucidez que empunhamos todos os dias nos nossos afazeres, a se cumprir
tarefas, onde o nosso corpo seja uma demanda assaz pertinente, onde os objetos
se façam perceber quase em toda a totalidade, e onde nosso pesquisar a respeito
do mundo científico, ou não, seja a luz que emana do dom natural da vida,
resulta por vezes no modo em que a sustentamos diante de nós mesmos e diante do
próximo, e muitas vezes será em uma casa, em um lar, que apareceremos consolidando
um trabalho, antes de pensar em quaisquer outros, justamente por vezes quando a
estação primaveril já nos facilita, com os albores de seu sol mais celestial, a
vertente imanente desse labor. Será nessa mesma questão que não precisaremos
mais ser críticos ao excesso, que nossos temores são aplacados, nossas angústias
cedem o terreno, onde os pensamentos iracundos sói refrescarem-se com a ternura
de nossas atitudes e palavras. Ao sistema celestial do nosso olhar em vermos o
céu azul, o mar mais tranquilo, e as tempestades do mundo menos assoberbadas,
todas as hastes de uma gramínea pensarão melhor ao moverem-se ao sabor dos
ventos, e Deus estará consciente desses mínimos detalhes: eternamente...
Ao
menos movimento de uma prática marcial de Tai Chi, a um respirar sereno,
estaremos nos desfazendo de certos desconfortos, e a lucidez da culpa cede para
um inúmero e sensato meio de estarmos mais cientes de que essa mesma culpa que
carregamos pode estar gerando uma rede de informações que cheguem ao outro lado
do mundo, mas com a consciência mais aflorada com relação a questões de
reparações que já fizemos com muitos viventes em geral, demonstrando que mais
lúcidos estaríamos quando assumíssemos a culpa diante de Deus e de muitos
seres, quais não fossem, até mesmo aqueles inanimados, como uma pedra, um copo
vazio ou uma louça a ser lavada.
¹ Os ímpios fogem sem que haja ninguém a persegui-los; mas os justos são ousados como um leão. ² Pela transgressão da terra muitos são os seus príncipes, mas por homem prudente e entendido a sua continuidade será prolongada. ³ O homem pobre que oprime os pobres é como a chuva impetuosa, que causa a falta de alimento. ⁴ Os que deixam a lei louvam o ímpio; porém os que guardam a lei contendem com eles. ⁵ Os homens maus não entendem o juízo, mas os que buscam ao Senhor entendem tudo. ⁶ Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o de caminhos perversos ainda que seja rico. ⁷ O que guarda a lei é filho sábio, mas o companheiro dos desregrados envergonha a seu pai. ⁸ O que aumenta os seus bens com usura e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre. ⁹ O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável. ¹⁰ O que faz com que os retos errem por mau caminho, ele mesmo cairá na sua cova; mas os bons herdarão o bem. ¹¹ O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina. ¹² Quando os justos exultam, grande é a glória; mas quando os ímpios sobem, os homens se escondem. ¹³ O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. ¹⁴ Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal. ¹⁵ Como leão rugidor, e urso faminto, assim é o ímpio que domina sobre um povo pobre. ¹⁶ O príncipe falto de entendimento é também um grande opressor, mas o que odeia a avareza prolongará seus dias. ¹⁷ O homem carregado do sangue de qualquer pessoa fugirá até à cova; ninguém o detenha. ¹⁸ O que anda sinceramente salvar-se-á, mas o perverso em seus caminhos cairá logo. ¹⁹ O que lavrar a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que segue a ociosos se fartará de pobreza. ²⁰ O homem fiel será coberto de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune. ²¹ Dar importância à aparência das pessoas não é bom, porque até por um bocado de pão um homem prevaricará. ²² O que quer enriquecer depressa é homem de olho maligno, porém não sabe que a pobreza há de vir sobre ele. ²³ O que repreende o homem gozará depois mais amizade do que aquele que lisonjeia com a língua. ²⁴ O que rouba a seu próprio pai, ou a sua mãe, e diz: Não é transgressão, companheiro é do homem destruidor. ²⁵ O orgulhoso de coração levanta contendas, mas o que confia no Senhor prosperará. ²⁶ O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo. ²⁷ O que dá ao pobre não terá necessidade, mas o que esconde os seus olhos terá muitas maldições. ²⁸ Quando os ímpios se elevam, os homens andam se escondendo, mas quando perecem, os justos se multiplicam. Provérbios 28:1-28.
E, quando descoberto e repreendido, preferia brigar a ceder. E é esta a inocência da meninice? Não é assim, Senhor, não é assim; imploro a Vossa misericórdia, meu Deus. Pois estes mesmos pecados, à medida que a idade avança, transferem-se dos pedagogos e mestres para os magistrados e os reis; das nozes, das bolas e dos pardais, para o ouro, as propriedades e os escravos — assim como castigos mais severos tomam o lugar da palmatória. Foi, pois, a pequena estatura da infância que Vós, nosso Rei, louvastes como figura da humildade, quando dissestes: dos tais é o reino dos céus. SANTO AGOSTINHO.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
NAS QUESTÕES RELATIVAS AO ATO DE SE REAGIR A ALGO MAIS PERFUNCTÓRIO DO QUE AQUELE QUE BUSCAMOS NÃO CONSENTIR POR FALTA DA AÇÃO OPOSTA, UMA INIMIZADE OU UM OPONENTE DE FORÇAS ANTAGÔNICAS, POR VEZES MERA PROJEÇÃO DA IMAGINAÇÃO, PODE SER, OUTROSSIM, UM SER TOTALMENTE CONCRETO EM SUAS DIMENSÕES EM QUE PROPRIAMENTE DESCONHECERÍAMOS UM FATOR MAIS AMPLO NESSE CERNE.
Não é nem um pouco mais fácil aprender as palavras por causa de toda essa torpeza; mas por meio delas comete-se a torpeza com menos vergonha. Não censuro as palavras — vasos, por assim dizer, seletos e preciosos —, mas o vinho do erro que nelas nos é servido por mestres embriagados; e, se também nós não bebemos, somos açoitados, sem juiz sóbrio a quem apelar. E, contudo, ó meu Deus — em cuja presença posso agora recordar isto sem dano —, tudo isso, infelizmente, aprendi de boa vontade e com grande deleite, e por isso fui declarado menino de futuro. SANTO AGOSTINHO.
Ouvi, Senhor, a minha oração: que a minha alma não desfaleça sob a Vossa disciplina, nem eu desfaleça em Vos confessar todas as Vossas misericórdias, pelas quais me arrancastes de todos os meus péssimos caminhos, para que Vos torneis para mim mais doce do que todos os atrativos que outrora persegui; para que eu Vos ame com todas as forças e aperte a Vossa mão com todo o meu afeto, e Vós ainda me arranqueis de toda tentação, até o fim. Pois eis, Senhor, meu Rei e meu Deus: sirva ao Vosso serviço tudo quanto de útil aprendi em criança; ao Vosso serviço, o que falo, escrevo, leio e conto. Porque, enquanto eu aprendia vaidades, Vós me concedíeis a Vossa disciplina; e o meu pecado de me deleitar naquelas vaidades, Vós o perdoastes. Nelas, é certo, aprendi muitas palavras úteis; mas estas podem igualmente aprender-se em coisas que não sejam vãs — e este é o caminho seguro por onde devem andar os passos da juventude. SANTO AGOSTINHO.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
A inocência da criança está, pois, na fraqueza dos seus membros, e não na sua vontade. Eu mesmo vi e conheci uma criança invejosa: ainda não falava, e já olhava pálida e com amargura o irmão de leite. Quem o ignora? Dizem as mães e as amas que curam isso não sei com que remédios. Será também inocência, quando a fonte do leite corre em rica abundância, não suportar que dele participe outro que dele tem extrema necessidade, e cuja própria vida ainda dele depende? Suportamos tudo isso com brandura, não porque seja nulo ou pequeno mal, mas porque há de desaparecer com o passar dos anos; pois, ainda que agora tolerados, esses mesmos costumes seriam de todo intoleráveis numa idade mais madura. SANTO AGOSTINHO.
Quantos dias nossos e de nossos pais já se escoaram por esse Vosso “hoje”, e dele receberam a medida e o modo de ser que tiveram; e outros ainda hão de escoar-se e receber igualmente a medida do seu modo de ser! Mas Vós permaneceis o mesmo, e tudo o que é de amanhã, e o que virá depois, e tudo o que foi de ontem, e o que ficou para trás — Vós o fazeis hoje. Que me importa que alguém não compreenda isto? Alegre-se também ele e diga: Que é isto? Alegre-se assim mesmo, e prefira encontrar-Vos não descobrindo, a não Vos encontrar descobrindo. SANTO AGOSTINHO.
REVELAÇÕES DO PAI
Encontrarmo-nos
com as coisas da Natureza é como estar em comunhão constante com o Espírito
Santo. Como o archote de um puro conhecimento, estar afeito um ser diante do
supremo fulgor da majestade divina é simplesmente crer que – além deste mundo
de matéria e espírito – existe um outro mais espiritual, e outro, e outro, qual
não seja, que Deus fez o cosmo na manifestação mais reveladora para que não
distássemos do sagrado ainda que, enquanto viventes em um mundo repleto de
misérias materiais, saibamos que será no vínculo a esse escopo que viveremos em
uma harmonia peremptória com o próximo, independente das circunstâncias
existenciais de cada ser. Quando Maria Aparecida aparece no rio, está ladeada
com elementos naturais, com árvores, a água, sua imagem é carregada por anjos,
e é revelada ao mundo em sua aparição santíssima, assim como a de Fátima, assim
como a de Lourdes... Outrossim, oramos em devoção aos santíssimos sacramentos
da Igreja, consortes de Cristo, nosso Senhor, e pedimos a Ele a bem aventurança
no mundo que nos encerra na redoma do porvir. A atualidade nos revelará surpresas
no ramo tecnológico, há de surgirem muitos artefatos, alguns utilizados nas
guerras, outros produtivos tão somente, muitas ferramentas mudarão a face da
transformação da matéria, e espiritualmente várias questões e inquietações de
Natureza afetiva e amorosa ainda nos sobejarão com os alvores dos desafios que
temos pela frente. Sabendo-nos mais próximos e distantes do Oriente, certas empresas
de ponta nos presenteiam com novidades, e antes o que eram os brinquedos do
passado se tornam displays e objetos do futuro. A terceira onda de Toffler já é
coisa do passado, mas as “cabanas digitais” ainda são coisas do presente, tal a
recorrência dos home officers...
Diante
dos desafios tecnológicos, muitas coisas mudam seus conceitos materiais, e o
cerne espiritual se torna mais premente nos dias de hoje, ainda que outros
alicerces já modificados permitam que – de fato – estreitemos as relações entre
nós, seres humanos, não apenas entre nossa Natureza, mas estabeleçamos novas
dimensões afetivo-existenciais com outros seres do planeta. Quando temos, em
um exemplo cabal, uma relação afetiva profunda com um cãozinho, por exemplo...
Por que não pensarmos que isso não seja por obra e graça divina, já que se
pensarmos que o cão é apenas carne, a máquina seria um substituto veraz, mas na
verdade o fato de vermos em um ser vivo a vida por si, dispõe entre nós e a Natureza
o sentido da vida em que sua simples manifestação seja plenamente espiritual?
Por que afirmarmos que só os seres humanos possuem a alma, se na realidade Deus
houvera criado a Gênese para que todos tivessem o direito de habitar os
planetas do Universo manifesto, ou não? Quiçá o problema seja justamente
estarmos destruindo o planeta na forma em que concebemos que dele podemos
extrair o nosso conforto material, erigindo famílias ricas e ignorando a
miséria e a pobreza, na forma de fazer com que os nossos representantes só
atendam aos interesses do poder e dos ricos. Basta vermos que a comunicação
nossa com as coisas sagradas pode estar simplesmente dentro da esfera de nossos
diálogos comunitários, e que nosso trabalho seja mais evidente e revelador
quando da esfera voluntária. Dando de graça o que recebemos de graça, não é uma
máxima escritural? O dinheiro tornou-se a máxima questão mundial, e muitos
perecem por não terem um simples acesso a ele.
Espiritualmente,
haveremos de estabelecer um contato com um sistema que seja rigorosamente mais
justo socialmente, mas que se veja criteriosamente que na realidade, um tipo de
comunismo espiritual seja consonante com todos os seres, a começar por estarmos
diante de um desafio da fome mundial, onde a carne é fabricada com rações de
engorda, e os governos prometem-na como um padrão de felicidade e apoio
popular, quando na verdade não precisamos sequer da carne para ingerirmos a
proteína necessária, tal o volume de grãos que já a possuem, como a soja, a
ervilha e etc. O que fazemos com os animais é de uma brutalidade tamanha que
esse passa a ser o grande paradoxo humanitário do milênio, já que para saciarmos
a luxúria de nossa língua e do bolso nos esquecemos que esse pecado capital não
está restrito apenas no sexo e seus abusos. Se a questão espiritual passa pelo
humanismo, sejamos mais humanos com os outros seres do mundo, e se a questão é
ir para o paraíso, saibamos que na realidade, como está na Bíblia, quem é rico
e cria um paraíso na Terra, como propriedade particular, vedada a entrada a
outros seres humanos, poluindo o planeta com suas modalidades luxuriosas de consumo,
é porque descrê e não teme a Deus, posto será mais difícil que entre para o reino
dos céus do que um camelo passar pelo buraco da agulha, como o nosso Salvador
afirmou.
domingo, 30 de agosto de 2026
Porventura não confessei contra mim as minhas iniquidades diante de Vós, e Vós, meu Deus, não perdoastes a impiedade do meu coração? Não contendo em juízo convosco, que sois a verdade; e temo enganar-me a mim mesmo, para que a minha iniquidade não minta contra si própria. Por isso não contendo em juízo convosco: pois, se atentardes às iniquidades, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir? SANTO AGOSTINHO.
Estreita é a morada da minha alma: alargai-a Vós, para que nela possais entrar. Está em ruínas: reparai-a Vós. Guarda em si o que ofende os Vossos olhos: confesso-o e reconheço-o. Mas quem a há de purificar? Ou a quem hei de clamar, senão a Vós? Purificai-me, Senhor, das minhas faltas ocultas, e livrai o Vosso servo do poder do inimigo. Creio, e por isso falo. Senhor, Vós o sabeis. SANTO AGOSTINHO.
As heresias mudam de nome; não mudam de natureza. O dualismo que despreza o corpo e a criação, a salvação pelo “conhecimento” reservado aos iniciados, o deus impessoal que não julga, a culpa transferida para os astros, para as energias, para as estruturas — tudo isso está nas livrarias de “esoterismo”, nos best-sellers de autoajuda espiritual, nas seitas reencarnacionistas que infestam o nosso tempo. CONFISSÕES DE SANTO AGOSTINHO - INTRODUÇÃO.
sábado, 29 de agosto de 2026
A GRAÇA DA CIÊNCIA
Quem sabe
receberíamos o dom da filosofia, auscultando a Verdade, mas sem depositarmos um
grama de fé nas palavras? A graça do conhecimento sobre a Natureza, esse dom
maravilhoso que até um pescador rude sabe a respeito do mar, suas mantas de
peixe, ou quando sequer podemos ler um livro sagrado, mesmo letrados, quando
lacrado por Deus? As distintas formas da sabedoria estão dispostas como em um
manto do citado saber, onde por quanto recebermos dele a possibilidade de investigar
suas formas e métodos passa a ser uma glória por entre as glórias, dom entre
dons. A certeza de dispormos de nossa fé para descortinar uma descoberta espiritual,
essa ciência mística em que descobrimos nossa essência mais pura, será através
de uma prática, sendo experimentada em razão da aplicação de nosso
conhecimento, no viés que propalamos ao redor de nós mesmos, mesmo que seja em
um apanhado teológico, ou através dos ditames que nos disponham de recursos
intelectuais para tanto. Recursos esses em que na profusão de meios
tecnológicos da atualidade o ser espiritual se torna meio evanescido diante dos
desafios impostos na vida moderna. O que vem a ser o dom da ciência pelo Espírito
Santo, senão aquele que será aplicado a servir a Deus, em todos os seus
aspectos? Esse conhecimento, essa graça que recebemos de um poder maior do que
podemos supor, quando no mais das vezes o que teríamos pela frente é apenas um
leve sopro de algo que não falaria muito daquilo que não sabemos inteiramente.
Na teologia ou no seu aprofundamento essa graça é uma bênção que nos faz
aproximar da nossa relação com o sagrado, e essa relação encontrará sempre a
filosofia e sua razão como esteio humano.
Nas
questões relativas ao mesmo conhecimento genérico em relação à Natureza das
coisas e pessoas, o que temos pela frente é a comunicação que é gerada para e
com os seres vivos, no sentido não apenas de percebermos suas ações, bem como como
esses seres reagem frente a nossa presença, não apenas quando estamos
distantes, bem como como o nosso olhar interno também reage frente a seus “movimentos...”
Isso não dista, a meu ver, do território do sagrado, pois o Espírito Santo se
manifesta nos seres, como nas aves, e em outros que compartem conosco os locais
onde estamos, mas nem sempre aquilo que imaginamos ser sinais divinos
efetivamente o são, já que apenas com a fé inquebrantável nas nossas preces e
orações, a efetiva forma de ritos e crenças particulares, e as missas onde tudo
se sustenta no amálgama da Grande Igreja, será onde encontraremos um alicerce
mais à altura do que suponha a nossa sedimentação em uma fé visível e correta,
sem fantasias maiores.
A leitura
de textos sacros, as Escrituras, a arte e o foco em determinadas áreas de um conhecimento
cabalmente divino, nos fará ver que a ciência que recebemos por diante de nós,
quando aplicada nessas questões, nos dará o amparo espiritual que certamente
recebemos para nós mesmos, como se esse citado foco nos desse a companhia divina
supracitada, na forma de Cristo Jesus, nosso Salvador e amigo mais dileto, que
nunca nos abandonará. O fato de termos a ciência disso nos fará mais felizes,
pois ampliaremos nosso nicho existencial enormemente, tornando-nos, mesmo com
pouco espaço físico, reverberando de uma extensa liberdade em termos
espaço-temporais, posto com Ele tudo se torna possível, mesmo diante de
limitações supostas e prováveis. Temos que evitar falar coisas que nos sejam ou
causem ruídos emocionais supérfluos, ou rancores e odientos comportamentos,
pois será apenas no amor que nutrimos por Jesus que as coisas se tornam
possíveis e palpáveis, pois no meio das dificuldades aparentes ou concretas vai
ser a dimensão de nossa fé que nos fará superá-las...
O meio
mais sensato de unirmo-nos com Deus, o Pai, é vermos que na manifestação da
Criação d’Ele podemos sentir a presença do Filho, o Redentor, aquele que nos
revela a criação, como o sol nos revela tudo o que é. Na realidade, haverá
apenas esse conhecimento mais substancial, a certeza de que somos imortais, e
que devemos ser santificados para receber as chaves da porta do Céu de nosso
Pai. Não haveria possibilidade melhor de se equacionar uma mera questão quase
formal, onde o carimbo para ingressarmos na senda do Senhor é o nosso amor por
Ele acima de todas as coisas. Esse mote, esse ingresso na seara da virtude é um
dom de Deus recebido por nós através do Espírito Santo, este que apenas nos
molda para que possamos estar aptos para nos apresentar na hora de nossa morte
aqui no planeta Terra. Não seria por diante algo distinto disso, pois a vida
eterna nos espera, depois que o mesmo Filho do Homem foi sacrificado na cruz,
para nos redimir dos pecados e nos salvar da morte. Pelo fato de ressuscitar de
entre os mortos, Cristo, o ungido de Deus, nos dá a vida eterna, mas pela
santificação e a vocação da santidade podemos nos unir a Ele depois da morte,
ou não. Toda a nossa ciência torna-se irrisória perante o fato de que apenas o
engenho humano não é suficiente para explicar os mistérios que nos cercam, mas
justamente sabermos da palavra viva de Deus, e dos ritos sagrados, como os
sacramentos, é que podemos santificar nossa alma e elevarmo-nos para a vida
eterna. E conhecer o Pai.
DAI-ME, SENHOR, A LUZ NECESSÁRIA...
Senhor, meu Senhor Jesus Cristo, sou teu para o sempre
Desde que agora me converto à Tua glória, posto
Em Tua cruz beatifico-me perante à Verdade e jamais
De Tua fé gigantesca me apartarei, no que não sinto sinais outros.
Vejo Tua presença em Tua imagem sagrada, na hóstia consagrada
O Teu corpo de luz suprema, sabendo que na forma em que fui criado
Santo Deus, me seja concedida a Tua presença nos meus atos perpétuos!
A face de meus dias se me apresente nas vias onde a presença de Tua palavra
Seja maior do que apenas o que antes me fora concedido na presença da voz
Que encanta mais meus pensamentos, mas alcança de modo mais alto
Meu coração que já é Teus sob todos os modos e circunstâncias...
Vendo-Te, encontro a mim mesmo na profissão de fé, esse urgir como um trovão
Em que todas as forças da Natureza refazem o simples prazer do êxtase espiritual
Quando sei de certeza o quilate em que todos os santos me guardem
Para um dia estarmos – juntos – na grande ceia comum!
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Vós sois, ó Jesus, o Cristo, meu Pai santo, meu Deus misericordioso, meu Rei infinitamente grande; sois meu bom pastor, meu único mestre, meu auxílio cheio de bondade, meu bem-amado de uma beleza maravilhosa, meu pão vivo, meu sacerdote eterno, meu guia para a pátria, minha verdadeira luz, minha santa doçura, meu reto caminho, sapiência minha preclara, minha pura simplicidade, minha paz e concórdia; sois, enfim, toda a minha salvaguarda, minha herança preciosa, minha eterna salvação… Ó Jesus Cristo, amável Senhor, por que, em toda a minha vida, amei, por que desejei outra coisa senão vós? Onde estava eu quando não pensava em vós? Ah! que, pelo menos, a partir deste momento meu coração só deseje a vós e por vós se abrase, Senhor Jesus! Desejos de minha alma, correi, que já bastante tardastes; apressai-vos para o fim a que aspirais; procurai em verdade aquele que procurais. Ó Jesus, anátema seja quem não vos ama. Aquele que não vos ama seja repleto de amarguras. Ó doce Jesus, sede o amor, as delícias, a admiração de todo coração dignamente consagrado à vossa glória. Deus de meu coração e minha partilha, Jesus Cristo, que em vós meu coraçao desfaleça, e sede vós mesmo a minha vida. Acenda-se em minha alma a brasa ardente de vosso amor e se converta num incêndio todo divino, a arder para sempre no altar de meu coração; que inflame o íntimo do meu ser, e abrase o âmago de minha alma; para que no dia de minha morte eu apareça diante de vós inteiramente consumido em vosso amor. Amém. ORAÇÃO DE SANTO AGOSTINHO.
A MÍDIA É UM MONOPÓLIO COLETIVO. TODOS TÊM O MESMO PONTO DE VISTA. OS DOIS PARTIDOS SÃO DUAS FACÇÕES DO PARTIDO DOS NEGÓCIOS. A MAIORIA DA POPULAÇÃO NEM SE DÁ AO TRABALHO DE VOTAR PORQUE ISSO PARECE NÃO FAZER SENTIDO. ELA ENCONTRA-SE MARGINALIZADA E DEVIDAMENTE DISTRAÍDA. PELO MENOS O OBJETIVO É ESSE. noam chomsky.
NO PENSAMENTO FUGIDIO
Nos incorra algo que lutemos por vezes para alcançar,
Como no mar lançam redes, os pescadores em avidez da pesca,
Ou no andamento de um gesto intempestivo, de fuso e de roca,
A se amealhar a matéria-prima de uma malha, tecido sulfuroso,
Ou mesmo a velha ordem em que um editor traça letras em seu lar...
Venha a ser uma palavra bendita, venha a ser um Espírito Santo, o calor da
chama
De uma luz que não se apague com facilidade, outrossim, nada de nódoas
Que acalente ressentires ou rancores espirituais, mas a virtude de possuirmos
forte
A mesma fortaleza candente de Maria Imaculada, o perfilhar-se de um soldado
Na pompa e no aparato: funções quase permanentes de um olhar cismado.
No bom alvitre, nem sempre somos harmônicos, pois reivindicar melhores dias é
justo
Mesmo quando sabemos que os barcos são construídos de madeira trabalhada,
Mesmo sabendo da necessidade de erguermos uma edificação com ótimos alicerces
E que o martelo trabalha não apensa na urbe quanto no campo,
Assim como o trabalhador agrário que vem para a cidade jamais deverá passar
fome.
AS PESSOAS DA ÁREA DE RELAÇÕES PÚBLICAS NÃO BRINCAM SEM SERVIÇO. SÃO PROFISSIONAIS. ESTÃO TENTANDO INCUTIR OS VALORES CORRETOS. NA VERDADE, ELAS TÊM UMA CONCEPÇÃO DO QUE DEVE SER A DEMOCRACIA: UM SISTEMA EM QUE A CLASSE ESPECIALIZADA É TREINADA PARA TRABALHAR A SERVIÇO DOS SENHORES, OS DONOS DA SOCIEDADE. O RESTO DA POPULAÇÃO DEVE SER PRIVADO DE ALGUMA FORMA DE ORGANIZAÇÃO, PORQUE ORGANIZAÇÃO SÓ CAUSA TRANSTORNO. DEVEM FICAR SENTADOS SOZINHOS EM FRENTE À TV ABSORVENDO A MENSAGEM QUE DIZ QUE O ÚNICO VALOR NA VIDA É POSSUIR MAIS BENS DE CONSUMO OU VIVER COMO AQUELA FAMÍLIA DE CLASSE MÉDIA ALTA A QUE ELES ESTÃO ASSISTINDO, E CULTIVAR VALORES APROPRIADOS, COMO HARMONIA E AMERICANISMO. A VIDA SE RESUME A ISSO. noam chomsky.
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
A COMUNICAÇÃO ESPIRITUAL
Há quem
disse que o meio é a mensagem, e tantas são as modalidades de comunicação na
atualidade... Inúmeros são os meios, especialmente os digitais, e há quem
afirme que até mesmo no campo da espiritualidade esses meios se valem muito de
estabelecer conexões importantes para que aquela seja possibilitada, pois nem
sempre podemos estar presentes em um culto, ou mesmo consagrar um contato com a
divindade, qual não seja, podermos cumprir certos ritos mesmo através de canais
religiosos, ou ler escrituras sagradas através do celular ou do computador. No
entanto, a comunicação presencial ainda é a mais consagradora, posto o contato
físico é de tal modo importante na medida em que contém os elementos espaciais
e táteis para tanto, além de efetivamente estabelecer vínculos sociais e afetivos
mais concretos. O estado anímico e espiritual de fato se estabelece em um
templo, este amalgamado pelo Espírito Santo, e seu sacrário evidencia a
presença do Senhor, Jesus Cristo. Essa comunicação é contínua se crermos
efetivamente na Sua Santidade e abertamente falarmos com Deus conformes com a
compreensão e o entendimento de que Sua presença é real e Sua vontade é suprema.
Na verdade, quando caminhamos rumo a um destino qualquer, que isso se faça com
a finalidade de estabelecermos um vínculo fiel de rupturas com aquilo que não
seja o propósito de algo que subentendemos ser a razão de crescimento
espiritual, antes de tudo, mesmo que andemos por cata de um ofício, mesmo que
às voltas com compras, mesmo que deixemos uma ponta de hedonismo emergir diante
de nossas vias austeras e mais penitenciais, se isso for de costume, o que é saudável
para a alma. Eventualmente, a vida em penitência é uma comunicação íntima com o
nosso ser, diante dos santos e diante de outros seres humanos, ou não, posto o
cosmo é uma manifestação evidente da luz de Nosso Senhor, o Filho, que nos
permite vê-la conforme as coisas criadas por Deus, o Pai, com os alicerces
atemporais do Espírito Santo.
Os meios
de comunicação são fontes rigorosamente científicas, por vezes, e na ciência
estará também a possibilidade de travarmos a mensagem que nos impulsiona a
outros seres humanos, a animais, na voz como articulação biológica ou cultural,
na música, nos idiomas, na escrita, no cinema, nos computadores, e por aí
vamos... Traçamos a comunicação transcendental com diversos seres, afora os
humanos, com um toque de mão, com um olhar de carinho, com um afago, no que não
dista que nos digam algo mais do que simplesmente as respostas que meramente a
ciência queira nos explicar serem possíveis. Um latido em determinada hora da noite
pode significar algo mais do que simplesmente um ruído, e o gesto de uma pomba
branca pode indicar um caminho, se formos mais atentos às coisas da Natureza,
como se esta tivesse um espírito imanente, já que realmente o possui. Nas
coisas da ciência, a espiritualidade, essa faculdade sempre igualmente
imanente, estará nos ensinamentos de como usar uma ferramenta, como uma chave
de fenda específica, ou como pregar corretamente um prego, ou como preparar uma
base para a pintura em uma tela de arte. Esse ensinar consubstancia o fator
psíquico, outra ferramenta: a medicina, como um amplo leque de conhecimento,
quando esse fator vira uma equação a ser resolvida, já que muitos não creem
simplesmente no poder de Deus, e a mente humana pode falhar, até mesmo quando a
consciência do divino se torna aprofundada deveras e entramos em um estado de
êxtase que não condiz com uma normalidade aparentemente crível nas modalidades
do convívio social da atualidade. Tanto das coisas da atualidade, tantas as crenças, tantas as
vicissitudes, que passamos a ser quase céticos com relação ao que nos vem na
dimensão mesma vida.
No que
aflore em nós um pensar consubstanciado pela citada ciência acima, a lógica
irrefutável reside em páginas e páginas das Escrituras Sagradas, assim como a
história nos comunica nossa mesma origem, assim como a filosofia demonstra sua
evolução histórica, e como nos transpassa a espada do conhecimento! Não
feriríamos nosso semelhante se soubéssemos a fórmula da paz, mas em grande
parte da população somos acometidos pela doença das emoções. Se não fosse por
essa grande parte de uma população por vezes exangue da mesma espiritualidade
que a ciência ainda não confirmou por estar uma eternidade em desvantagem, a
ciência da fé é algo substancialmente distinto de tudo, em uma questão que
simplesmente denota que enquanto buscarmos nos aprofundar nessa ciência, a
própria palavra ciência, quando voltada para o lado de Deus será sempre um
território muito mais vasto do que apenas o crescimento das coisas materiais.
Mas jamais devemos nos esquecer que o corpo neste mundo carrega uma profusão de
matéria e questões relativas a ela e, portanto, sendo o homem corpo e alma, juntos,
essas questões materiais, quando imbuídas de espiritualidade, nos aproximará mais
da realidade de nossa imortalidade perante o Criador, pois sendo mortais na
Terra, a vida por si mesma, a vida eterna diante do Salvador, que foi o redentor
da humanidade, sói fazer-nos compreender que será diante da comunicação
espiritual em sua prática, e seus consortes materiais nesse mesmo escopo que
trarão de volta um ser renovado nas missões a que nos propomos diante do
Altíssimo.