EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
O QUE ME LEVARIA AO ATO DE FUMAR O PRIMEIRO CIGARRO DO DIA, SENÃO A INSANIDADE DE SABER QUE DEPOIS DA PRIMEIRA TRAGADA SERÁ COMO UM MOTO CONTÍNUO, QUE EU NÃO SABEREI CONTROLAR MUITO, E QUE NEM MESMO A CIÊNCIA ESPIRITUAL SABERIA EXPLICAR O PORQUÊ DE QUE ESTAMOS POR VEZES REFÉNS DE UM VÍCIO, E QUE NÃO FUMAR SE TORNA MAIS IMPERATIVO DO QUE PADECER DE UMA MOLÉSTIA, OBVIAMENTE?
quarta-feira, 10 de junho de 2026
MOMENTOS SÃO MOMENTOS, APENAS FRAÇÕES DE UM TEMPO MAIOR, ONDE SE CONTABILIZA UMA HISTÓRIA DURANTE UM PERÍODO MAIS LONGO, E QUANDO TEMOS A CIÊNCIA DA SENSATEZ, ESQUECEMOS DE LEMBRAR QUE O CITADO TEMPO É O EQUALIZADOR DOS RUÍDOS EXISTENCIAIS QUE PODEMOS, COM A AJUDA DE BONS PENSAMENTOS, DILUIR DIANTE DE UM PODER DO ALTO, ALIÁS, O PODER QUE SALVA.
AQUILO QUE SE PRERROGA SER UM PATAMAR MAIS EMBAIXO, POR VEZES CRESCE NO CORRER DA NOITE, E SE CHEGA A ATINGIR SEU ÁPICE, ENQUANTO NO ENSINO RELIGIOSO, AS COISAS PODEM ESTAR SEMPRE EM UM ALTO PATAMAR, MAS FORA DELE O ESTUDANTE TENDE A ESQUECER NOSSA RELAÇÃO MAIS REAL COM O SALVADOR E A RAZÃO DESSA RELAÇÃO.
QUANDO O ANDAMENTO DE UMA POLÊMICA DISCUSSÃO A RESPEITO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS PARTICIPA DA VIDA DE UMA REALIDADE EM UM GRUPO, O INTERESSE COMUM É SOBREMODO IMPORTANTE PARA QUE SE DISSIPEM DÚVIDAS RELATIVAS À ADMINISTRAÇÃO DE DROGAS PSIQUIÁTRICAS EM GRUPOS DE RECUPERAÇÃO DE VÁRIOS TIPOS DE DEPENDÊNCIAS.
QUANDO NOS PURIFICAMOS E ATRAÍMOS BONS PENSAMENTOS, E ESQUECEMOS A IRA, ESTAREMOS, DE ACORDO COM UM BOM ARBÍTRIO, EVITANDO INCORRER EM PECADO, POSTO NA REALIDADE ESSE PECADO QUE É O ORIGINAL FOI O QUE NOS PERMITIR TER OS SENTIMENTOS NEGATIVOS E SEVEROS CONTRA O SEMELHANTE, E DEPOR CONTRA AQUELES QUE CRITICAMOS POR VEZES COM A ÚNICA CERTEZA DE QUE IMITAREMOS A PRÓPRIA SERPENTE DO ÉDEN.
SE FICARMOS PREOCUPADOS COM OS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA QUE TEMOS EM TERMOS ESPIRITUAIS, ESTAREMOS ABRINDO AS PORTAS PARA QUE O NOSSO EGO COMANDE NOSSAS VIDAS, POIS OS MESMOS NÍVEIS SÃO DINÂMICOS COMO UMA MÁQUINA: SOBEM E DESCEM, NA MAIOR PARTE DAS VEZES, CONTRARIAMENTE À VIDA DOS SANTOS QUE A PARTIR DE UM MOMENTO DE SUAS VIDAS, SEMPRE FORAM PURIFICADOS ATÉ A SUA MORTE EM FORMA DE MARTÍRIO OU NÃO.
A MAIOR PARTE DOS SERES HUMANOS, MESMO QUANDO IRMANADOS, MUITAS VEZES, PELA QUESTÃO DA COLETIVIDADE E SUPERFICIALIDADE DOS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA, ESTÃO ABAIXO DE PATAMARES SUPERIORES ESPIRITUAIS, QUANDO O FATO É TRANSCENDER A PRÓPRIA E DIVERSIFICADA MENSAGEM, QUAL SEJA, ALGO QUE NÃO É TÃO CONCRETO QUANTO A MENSAGEM CRÍSTICA, OU A PALAVRA DO SALVADOR.
A HARMÔNICA E SEU SOPRO E ASPIRAÇÃO É UM MODO DE EXERCITAR SOBREMODO OS PULMÕES, E A BOCA COMO UM TODO, TRANSFORMADO O AR EM MÚSICA, E REVELANDO UM MILAGRE DA ARTE EM QUE EM CORAIS QUE SE VÊ NAS MÚSICAS DE BACH, POR UM EXEMPLO CABAL, A CAPACIDADE PULMONAR SE TORNA O CRISTAL DA VIDA, FORMA, MANIFESTO, VOZ E EXPRESSÃO DA ARTE, VIGOR E VITALIDADE...
UM CAPÍTULO À SOMBRA
Podemos
ficar atônitos com os mistérios deste mundo, mas nada substancialmente é tão
particularmente extraordinário por vezes do que a própria ciência da medicina,
especialmente a psiquiátrica. São poucos os seres humanos verdadeiramente
ausentes do preconceito, mas apenas não o expressam, pois veem na normalidade
que possuem em nenhum remédio terem que ingerir, a questão daqueles que padecem
serem os loucos que os pais lhes ensinaram através de um falso juízo e lhes ensinam a respeito até hoje, qual, a desconstrução crua do conceito: a
principal carta do tarô, o mais emblemático desses arquétipos do jogo. Outros,
na condição de pacientes, enfrentaram por vezes situações de sofrimento
psíquico, e será na medicina dessa área que encontrarão os mistérios não apenas
de um tipo de fé recriada, mas nos signos da química e nos meandros da ciência
seu maior paradigma, os albores de uma civilização onde por vezes um simples
medicamento podem torna-los sacerdotes de um tempo em ebulição, ao revés, entre
as fronteiras do sagrado e do profano, podendo navegar incólumes por entre os
citados mistérios do planeta.
Posto sejam tantas as ocasiões onde nos deparamos com situações onde não prevemos certas coisas que nos acontecem, e por vezes pensamos no acaso como algo extremamente forte, meio que pensamos duas vezes e trabalharemos quase ludicamente com cartas na mesa, escolhendo as que forem mais alentadoras, com nossa intuição e a força do nosso pensamento e de nossa lógica, já que até mesmo para aprender com a religião igualmente esses dois pressupostos são necessários... Mesmo porque a própria alquimia, ciência oculta e que buscava a transmutação do ser em questões do inconsciente e do consciente, a busca pelo desconhecido dentro da incognoscível pedra filosofal, ou mesmo as diversas religiões do mundo, fato inconteste, assim como inconteste é o fato de Jesus ser Deus na Terra, Senhor do Universo, tudo culmina na busca, o homem é um buscador, e tudo conspira no sentido de que, quando estamos na bondade, estaremos mais propícios a encontrar não só a Verdade, mas o próprio Salvador. Pois senão, se colocarmos jaças em nosso espírito, e reafirmarmos que, em virtude de termos o arbítrio livre para podermos pecar, se assim o desejarmos, teremos que revisar o próprio constructo do desejo para tentar não ceder a alguma inequívoca tentação e não cair no mal. “Livrai-nos de todo o mal”, assim disse o Cristo, nosso Salvador, e por esse nome o conhecemos, assim o conheceremos pela vida que temos, porquanto a tenhamos sempre... Não desfaremos nossas buscas, pois o caminho da filosofia e da religião estarão sempre intimamente ligados, apesar de dissuasões opostas. Jung fala alto sobre a enfermidade, e um psiquiatra que ajude um adicto a uma droga pesada a escapar de seu jugo não deixa de operar um milagre na Terra, um feito notável, assim como uma irmandade de AA mantém a esperança de muitos alcoólicos em dia, e isso não deixa de ser memorável, por isso é bom continuar a viver da melhor forma possível, sempre tendo a consciência, no entanto de que a vida é uma passagem, um modo de prosseguir na Terra respirando, praticando o bem, servindo àqueles que necessitam e propagando boas mensagens de força, fé e esperança àqueles que necessitam. Essas palavras são mais do que necessárias, e um conhecimento da medicina por vezes é algo que retira os viventes que sofrem de adições severas mais do que apenas proferir o verbo, ou algo que seja meramente espiritual, pois será à sombra de fármacos que muitas vezes podemos estar conseguindo obter efeitos ou resultados mais concretos e positivos mediante a intervenção de equipes, grupos de apoio e da própria psiquiatria. Meramente estarmos diante de um grupo que seja factível de encontrarmos nele possibilidades de largarmos um vício como o alcoolismo, por exemplo, e afirmar categoricamente que se ingressa pela dor, e se mantém pelo amor, é como estar em uma corda bamba, onde o ódio e o ressentimento sejam sentimentos até mesmo provocados para que façamos um passo para expurgar esses demônios internos. Até certo ponto isso pode dar certo, mas certamente não é a única abordagem válida, porque os números e a quantidade efetiva de acertos pode ser que não seja tão certeira com relação a casos mais particulares.
Obviamente, no caso do tabagismo,
a ansiedade por vezes é o que ata mais fortemente o dependente ao vício, mesmo porque
a fissura, quando o paciente usa do adesivo ou da goma, pode ser dirimida, ou
suplantada com mais facilidade, e o automatismo em fumar deriva do fato de o
fazermos antes de concretizar qualquer tarefa, compromisso, enfrentar alguma
dificuldade, porque ficamos ansiosos e o cigarro, meio que ilusoriamente nos “prepara”
quase ritualisticamente para esses tipos de enfrentamentos. E para aqueles que
portam enfermidades psíquicas e precisam tomar remédios, como citado
anteriormente, um remédio que combata a ansiedade para o caso de largar uma
compulsão que se torna no pensamento algo obsessivo se torna mister.
terça-feira, 9 de junho de 2026
A ANSIEDADE NOS LEVA A FUMAR AUTOMATICAMENTE, COMO SE NÃO TIVÉSSEMOS A VONTADE, PELO SIMPLES ATO DE ACENDER UM CIGARRO, E NOS MEDICAR PARA NÃO TERMOS ANSIEDADE É UM DOS MILAGRES DA MEDICINA PSIQUIÁTRICA, ALÉM DE EVITAR ESTARMOS ANSIOSOS COMO UM TODO EM RELAÇÃO A PREOCUPAÇÕES QUE NÃO SÃO TÃO RELEVANTES NA VIDA, COMO CREMOS QUE SEJAM, AO ESTADO DE HUMOR OSCILANTE E COISAS SIMILARES.
O QUE NOS LEVA A FUMAR MAIS DE UM CIGARRO PELA MANHÃ, OU AQUELE PRIMEIRO DO DIA É ALGO QUE REMONTA A REBELDIA, TALVEZ, DE QUERERMOS QUEBRAR OS PADRÕES DA MEDICINA INCONSCIENTEMENTE, QUE TANTO NEGAMOS NA VIDA POR DÉCADAS ATRAVÉS DOS VÍCIOS, DIRETAMENTE ASSOCIADOS AOS TRATAMENTOS MENTAIS QUE NEGAMOS NO ÍNTIMO AO NÃO ACEITARMOS OS EFEITOS DESAGRADÁVEIS DOS MEDICAMENTOS, E A ÚLTIMA DROGA QUE RESTOU, QUE É A NICOTINA EM MUITOS CASOS, É QUE NOS LEVA A COMETER ESSE TIPO DE INSANIDADE.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
O BEM ESTAR DE QUE ESTAREMOS, MESMO QUE EM SOFRIMENTO, NA MISSÃO SOLENE DE LEVAR BOAS PALAVRAS DIANTE DE DEUS E DOS HOMENS, É APENAS SABER QUE ESTAREMOS CUMPRINDO O LADO BOM DO LIVRE ARBÍTRIO, QUE É EVITAR OS PECADOS A QUALQUER CUSTO, EM UM EXERCÍCIO ESPIRITUAL CONSTANTE E PERENE QUE NOS PREPARA PARA A VIDA ETERNA JUNTO AO SALVADOR...
NÃO ENCONTRAREMOS DIANTE DE NÓS DIFICULDADES MAIORES DO QUE AQUILO QUE PODEMOS VISLUMBRAR, SENDO A VISÃO O CANAL PERCEPTIVO QUE REVELA A AMEAÇA DE UM INIMIGO, POR VEZES, MAS NA REALIDADE SE ALGO FOR CLIMÁTICO OU VIER EM FORMA DE GUERRA SENTIREMOS MUITO MAIS INTEGRALMENTE POR NOSSOS OUTROS CANAIS SUAS INFLUÊNCIAS.
USE, MAS NÃO ABUSE...
Não que queiras, mas usas, abusas e tropeças
Na vida ela mesma em que suas quedas e nuances
Sejam como um látego na carne, uma via de mão dupla,
A querência do desejo, uma vítrea exposição de áudio,
Um ausentar-se e querer frequentar o diapasão do afeto
Como se o uso de um objeto fosse o sentir de um homem.
Não que muitas quisessem algo, não o podemos afirmar ao certo
Mas muitos algos quase todas querem, mesmo porque o neologismo em
questão
Cabe exatamente no período, não apenas semântico, mas do nosso tempo!
O Poder ter em suas mãos o fruto da árvore do conhecimento, profano, luxurioso,
De saber que o pecado, já que todos o podem praticar livremente, e basta
retirarmos depois em um passo,
Nos alivia no momento em que o praticamos como algo errado e incerto,
E que atiça a curiosidade feminina, desde que o Éden era o lugar mais certo dos
que eram incertos...
No momento em que um homem medita na palavra exata, e que a palavra existe na
exatidão de seu Deus,
A frase seguinte não esboçara nenhum conhecimento que não seja exatamente e
sofreguidão
Em se obter, quais messalinas no meio de um deserto pagão, o Odisseu mais
genuíno, fruto de sua projeção
Ou mesmo daquele que busca a santidade sem se preocupar mais com os prazeres da
carne.
QUANDO ESQUECEMOS DE DEUS
Poderíamos
assentir que a forma mais sutil e derradeira do mal é justamente nos fazer
distrair em relação ao Poder de Deus, Sua Divindade mais sublime, o Salvador,
aquele que tira os pecados do mundo. Não apenas podemos meditar de modo
continuado quando de nosso pensamento n’Ele, mas sabermos do Pecado Original,
sem o qual não conheceríamos o nosso Senhor: Jesus Cristo. Pois viveríamos
eternamente no paraíso, e Deus não precisaria descender ao mundo para ensinar
Sua Palavra, já que não cometeríamos pecado, e o que fez o Diabo foi cindir a
alma do corpo, desunir o trigo da água, desfazer o milagre do pão, e nos tornar
mortais na Terra, depois de expulsos do Éden. E quando meditamos, por vezes
quando caminhamos, temos que saber que, como diria o poeta: “...são demais, os
perigos desta vida, pra quem tem paixão...”, Vinícius de Morais. Pode parecer
algo extremamente mundano, mas a citada vida tem por si a questão de que não
apenas a morte pode aparecer rapidamente, como devemos saber sempre que estamos
morrendo, dia a dia, mas que a vida há que ser vivida com entusiasmo, pois será
nas palavras de fé do Salvador que estaremos vivendo-a plenamente: a vida é um
aprendizado constante.
Poderíamos
crer até mesmo que Deus nos coloca no sofrimento para que foquemos na realidade
de sua presença entre nós, e que estaremos mais nobres de caráter quando um
homem viciado não for, qual um leproso, mais do que mais um diante de toda uma
sociedade de vícios e demandas da maldição, quando houvesse de estar solitário
e isolado perante os chamados alfas de uma sociedade, se na realidade quiçá afirmar
alfa seja uma metáfora tão restritiva quanto a geração “Z”, que nada mais faz
do que se preservar do álcool e outras drogas, fazer esportes e etc, levando a
vida de forma mais saudável. O que nos leva a pensar ao menos é que levar a
palavra adiante, passar a mensagem do Salvador para muitos ou poucos, não
importa tanto quando fazer com que se sinta a dimensão da mensagem. Não voga
sabermos ser mais ou menos importante se estamos em um grupo de recuperação de
alguma dependência a álcool ou drogas, pois esse patamar passa pelo crivo de
pertencermos a uma irmandade, como tantas são as irmandades mundo afora, pela
mesma intenção altruísta, de sermos os maiorais ou não, de que havia homens que
a fundaram, pois restará como medida áurea sempre a palavra do Senhor, aquele
que nos Salva da morte, essa parte em que não nos devemos esquecer – jamais.
Essa súplica não se torne um suplício, mas em determinados veios de nossa fé
saberemos crer que homens e mulheres são algo que remontam em nós mesmos aquilo
pelo qual viemos buscar diante do sagrado, e em meio ao profano... Mesmo
porque, o que nos cerca é uma humanidade que pode vir a pecar permanentemente,
mesmo depois do ato da confissão.
Esse esquecimento
continuado é como se houvesse uma consciência divina a que nos apartássemos
diuturnamente, não exatamente o fato de que estamos simplesmente morrendo, e
que isso nos leva ao caminho mais próximo do Salvador, mas justamente nos atos
e nas ações, na palavra que proferimos ao semelhante, nos exercícios da chamada
consciência que devemos praticar para que não ofendamos quaisquer seres que
sejam, e que não falemos maledicências nem do pior canalha, pois é isso que
quer satanás, fazermo-nos crer na distração e na impureza de nosso caráter e de
nosso espírito, mesmo porque ao diabo Cristo se revelar diante de um devoto é
algo que o afeta sobremodo...
domingo, 7 de junho de 2026
QUANDO ME FALASTE
Assim de faltas não quero ir-me,
Pois busco socorrer-me em Ti, ó Salvador,
Mesmo diante dos sofrimentos que ainda ei de passar,
E por caminhos em vigília constante, clamo em urgir
Tua presença cálida em minha vida, teu semblante do Deus, nosso Senhor,
Que em passagens outras meio que Te negava sem saber, não o sabia que eras
tanto!
Falas-Te em mim, do ser que ainda resido, vivo na Terra onde supliciamos o teu
corpo,
E de saber que éreis do sangue do pastor que o Criador deixou como cordeiro de
Deus,
Retiras o pecado do mundo, evangelizas até mesmo os evangélicos, sais em busca
dos Católicos
Quando escolhestes Pedro, o primeiro Papa, a segurar a primeira pedra de Teu
Templo.
Faltavas ser o que não me falta, é o és de fato, posto de meu merecer um dia, o
sagrado veio
Do mármores de centenas de Pietás, mostras no Vaticano Tua insígnia e Tua glória,
Aquilo de mais sagrado que encerra o fausto do ouro que Éreis, de Tua vida e de
Teu Poder!
Mesmo que eu dissesse, quando me distraem do caminho de luzes, que a vida não
seria tão linda
Como um Sudário onde depositaste o milagre da tua face, mesmo que na Cruz com
teu sangue
Não estivestes entregue a Deus a Tua vida, ressuscitando ao terceiro dia
Dirias para mim apenas uma oração, em uma jornada que nos livrasse do mal e que
não cedêssemos a nenhuma tentação...
O que venha de ti é a vida que não encerro depois do túmulo, posto serei de ti
um soldado a não ferir meu semelhante
E nem por isso ousarei me ferir, Tu que És em mim, templo do meu espírito!
A FÉ NÃO DOCUMENTADA
Pressupomos
do fato cabal de que exemplos de seres humanos com uma fé inabalável tenham
passado pela humanidade em busca de uma vida em comunhão com Deus... E gente
que tenha atingido níveis de consciência tais que, na forma do ascetismo cabal,
tenham mesmo transcendido a matéria, assumindo o controle mental e espiritual
de modo a serem iogues de primeira grandeza, e disso tudo temos registros, e o
próprio Cristo, o Filho do Homem dá mostras da fé, da grandeza de se propagar a
palavra, e todos os Evangelhos estão aí para corroborar esse fato histórico,
mesmo que se atenham alguns a negar a santidade desse que foi o único ser a vencer
a morte, a partir do Poder de seu Pai, sem a intervenção que não fosse o que
ele mesmo pregara antes, e que dizia já estar consumado. Há imensas multidões
que tem fé, no entanto, e que essa mesma fé não está dita em palavras, mas
apenas em pensamentos, naquilo que não subentende nada que não seja a coragem
de prosseguir crendo, mesmo que a vida encerre dificuldades tamanhas que as
mesmas pessoas pensem por vezes não dar conta do que vem pela frente. A coragem
que temos em poder sermos melhores, é um dos caminhos que nos levam à
divindade, é um dos meios que temos por prosseguir, entendendo que os caminhos
da fé por vezes são mais silenciosos que o próprio silêncio e mais solitários
do que apenas sabermos que estamos conosco, por vezes conversando
espiritualmente com nosso ser mais íntimo.
Essa fé
não registrada encontra ressonância na oração, que por si é um meio que não
tangencia o fato, mas busca redarguir sobre os efeitos de se falar com Deus, se
estar falando com o que estava documentado, que seja, na Ave Maria, onde ela
resolve “agora ou na hora de nossa morte...” Ou no Pai Nosso, que "livra-nos de
todo o mal", mesmo que esse mal não tenha chegado ainda, ou mesmo que a obsessão
nessa forma de compulsão nos invada, quando estamos crivados de maus hábitos,
vícios ou pecados que porventura ainda não removemos de nosso caráter, ou melhor
dizendo, de nosso eu maior, ou de nosso self.
Seremos cada vez melhores se buscarmos o caminho da santidade, como vereda em
que nos encontremos com dias onde o simples fato de encontrarmo-nos com um
mentor religioso nos dá as forças espirituais necessárias para que aprendamos
mais e mais com os desígnios do que venha a ser a Catedral da citada fé. A um
caminho absorto na castidade, e um outro que remonta a luxúria, optamos pelo
primeiro, mesmo porque a própria Natureza e seus seres são plangidos pela forma
outra que vemos abertamente ser a manifestação sagrada da vida, e por esta estaremos
mais vivos, enquanto seres imortais, diante de um patamar em que não
pereceremos qual livro que seja soterrado diante da matéria que se vai, livro
que não será mais lido, e que viverá depois da morte na Terra, na vida eterna,
em um limbo, se estiver mal posicionado em devoção. Apenas o pecado original,
que nos dividira o corpo da alma, em que o diabolô, este ser que divide,
distinto do símbolo, o que une o significado com o ser, pode concretizar quando
retirou o casal original do Éden, onde viveriam para sempre, esse paraíso perto
do Eufrates. Deus já o sabia, pois sabe do passado, do presente e do futuro,
mas deu ao homem o livre arbítrio, que o homem tem consagrado como veículo dos
maiores pecados que tem cometido neste mundo. O homem propõe e Deus dispõe...
A partir
do momento em que o ser humano já vive em um planeta infestado de seres
demoníacos, a parte que cabe em sua fé por vezes lhe sufoca um pouco o seu ato,
e a partir do tempo que passa o planeta se infesta mais e mais de dissensões e
distinções defeituosas, de falhas, de alvores de destinos que já não se
encontram, os dissabores, as contendas, as guerras, os caminhos mais difíceis:
a miséria e a luta pela vida, nos hospitais, nos manicômios, nas prisões, nas
marquises e nas casas e famílias disfuncionais. O que antes víamos como trigo e
semeadura vira muitas vezes o joio que não nos apercebemos crescendo em nossos
campos. Chega uma hora em que a erva daninha toma conta a tal ponto que a fé no
Salvador espelha no seu sofrimento na cruz a certeza de que foi no pão e no
vinho do sacramento que temos a esperança de que a última ceia do Senhor tenha
sido o encontro derradeiro da Verdade última, a comunhão que fazemos hoje com o
corpo e o sangue d’Ele. O que encontraremos pela frente é apenas um veio
transformador, onde a eucaristia se torne sempre a possibilidade de sermos
maiores do que tudo, e que a mudança no modo de ser de um evangelista nos
possibilite a questão máxima de nos permitir sermos mais gigantes diante não
necessariamente de uma fé propagada aos quatro cantos do mundo, mas que esse
mundo, diante de determinadas circunstâncias, apenas nos ensine, sob os alvitres
de Jesus e de Maria, o poder da fé...