EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
SABER OU NÃO
Saber ou
não: sermos meramente profissionais, sábios, videntes, ou qualquer coisa de fé,
algo de sacerdotes do tempo, este tempo eterno que já está e sabemos com
certeza que existe de fato. Seremos outrora agentes transmissores de uma educação
paulatina, de uma reeducação de fato, pois se um prócer de uma nação não
conhece os bons modos, quem sabe até mesmo um bom puxão de orelha ou umas boas
palmadas enérgicas em seu traseiro o ensinariam a ser melhor antes de tomar
atitudes incoerentes ou intolerantes. O que quer dizer que nem sempre saberemos
qual a melhor atitude a tomar, mas devemos estar conscientes que, isso sim,
devemos saber, que a Rússia e a China estão aqui no planeta para equilibrar os
papéis desse império falimentar que é o dos EUA. E, por incrível que pareça,
será em países como o Brasil que o termômetro onde certas crises ocorram, por
vezes com tipificações surreais, paradoxais, marcaremos mais pontos ao sabermos
que na realidade a versão de algum tipo de intervenção em famílias que se
tornaram golpistas por Natureza, verão seus dias contados, a saber, depois de
uma boa vitória das frentes populares nas próximas eleições em nosso país.
Uma boa
proposta é sempre reconciliar com os imperialistas no sentido de manter os
laços comerciais, mas ao mesmo tempo manter uma ótima relação com o mundo
oriental, que nos fornece a parceria mais substancial a que façamos jus ao
empreendimento mesmo de novas conquistas na citada esfera do comércio. O que
alguém diz justamente por desabafo em noite anterior, por ressentimento e
rancor, vai ser usado no escopo da memória do pensamento e do registro como
argumento de um ideal ou de uma argumentação em favor de uma situação onde quem
ganha são aqueles que não tem “papas na língua”. É pela questão do Oriente que
a indústria nacional já está atrelada até o pescoço, e que não há mais retorno,
mesmo que outra nação queira promover sua ridícula guerrinha comercial. É pujante
o que acontece no mundo do leste, e pela graça do bom Deus temos uma nação que
equilibra a paz mundial com seus armamentos, como a Rússia...
Como seríamos outros, senão aqueles que esperam por dias onde a Providência Divina venha a concluir a sua Justiça de Deus sobre o planeta, mesmo que soubermos que o que se nos espera seja ainda um mundo onde a luta inóspita por lucros exorbitantes nas mãos de poucos seja altamente recorrente na atualidade? Por vezes saberemos mais sobre muito, por vezes sobre pouco, por vezes nada saberemos sobre tudo. É sobre essa busca, a busca de se discernir, mais e melhor, é que aprenderemos da vida o que ela tem a nos oferecer... Pela graça de Deus! E quem sabe a ciência de estarmos silentes diante de um poder maior do que nós mesmos, mesmo que seja em alguma esfera pessoal, não seja uma escora algo suficiente para partirmos das vertentes de um conhecer mais pleno não apenas de situações da história, bem como do desenvolvimento da tecnologia e sua importância no trabalho humano. Dignificar-se perante o próximo é estabelecer vínculos, mas supostamente em sociedades emergentes tudo fica mais distante do saber que estaremos mais vinculados a um bem estar individual e coletivo se estivermos dotados de valores que nos consagrem maior amplitude de caráter e de sensatez no trato com o semelhante, pois que fomos feitos à imagem e semelhança do Filho do Homem. E é sobre a misericórdia de Deus que se trata o entendimento dos que nele depositam sua crença mais particular e férrea.
Não estaremos isolados jamais, mesmo que as relações do trabalho nos venham a quebrar nossas colunas e nossos combates, mesmo que verdadeira legiões de mercenários a nós queiram fincar suas garras viperinas. São dias de chacal, meio que dias onde o parecer de outros tempos nos pareçam turvos, mas que na esperança de diletos e bons companheiros teremos de ver que ao que lhes conceda do justo, a eles seja concedido. A bem dizer, aqueles que lutam ou lutaram para serem melhores do que seus chefes, quando estes são bons líderes e exercem boas campanhas em campo, seus espaços na sociedade são garantidos sem que guardem um mínimo de sensação de culpa ou remorso, por terem porventura traído os melhores combatentes, como certos Judas que se vê por aí todo o tempo... Todos têm um propósito para ser livres, assim como a todos seja concedido esse direito, mas a alguns a posição constitui condição sine qua non para libertar, seja em que lugar, seja em que circunstância, sempre em nome de Deus. As hostes do inferno estão aí para que sejamos testemunhas fieis do que ocorre fora dos templos da Grande Igreja. E sejamos Cruzados da libertação, posto se assim não fora, nada seria, pois será empunhando nossas espadas que estaremos defendendo o emblema máximo da Justiça Divina! Que Sua Santidade, o Papa Leão nos agracie com as bênçãos de um segundo semestre de paz, e que o caminho para ela seja repleto de luz, e que ilumine a sua nação, tão sofrida de falta de tolerância e sensatez por parte de sua liderança, e que também ilumine nações mais empobrecidas por questões históricas, e que ajude essas nações a se libertar do jugo imperialista, que as faz reféns de complicadas equações, misérias e carestias, consequências que cremos inevitáveis de sua condição no planeta, mas que, sob determinadas condições, terminarão por encontrar seu próprio caminho, que não seja aquela da hipocrisia, da desavença e da discórdia...
terça-feira, 7 de julho de 2026
RELUTANTE LUTA
Nos combates em qualquer esfera
Prosseguir nos ditames da fé, qual, a vertente da certeza,
Não redimiria propriamente um tempo em que poderíamos estar em dia
Com os deveres anunciados, com a mesma lida que anunciamos
Quando em noites secretas o sono continua relutante, mas próprio.
Nas graças de algo que não entendemos, conseguimos um dia de jornadas,
Os passos irrequietos nos sejam dados em mais um dia de vida plena,
A que sejamos mais e mais fortes para que a largada de vitórias venha na
possibilidade
Quando, por mais que a vida se encerre dura e atinente com a inefabilidade de
um gesto
O ser não se encontre com o nada, e por si conclua o atinar-se com mais um dia
de luta gloriosa...
Vencemos um vício por horas, e por outros momentos somos relutantes, mas não caímos,
Prosseguimos atinando-nos perante tudo e todos
Naquelas horas em que um dia parece transcorrer adiante do citado tempo
E que, nas vertentes de outro, eterno,
O Salvador nos oriente com a sua palavra, e que a ciência disso seja o nosso
propósito.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
E TANTAS SÃO AS VINTE E QUATRO HORAS...
De um
dia a outro, quem não soubesse do tempo, o que realmente acontece na jornada do
dia, ou nos embates das noites. Os tempos do homem sempre foram os mesmos,
ainda que supuséssemos haver diferenças entre os nasceres e os poentes nas
longitudes do planeta... Calores e suores atravessados quase pela nossa medula,
ossos esfrangalhados, vícios desmesurados, carestia, miséria, seres notívagos
em busca de acolhimentos impossíveis, sofrimentos, faltas e ausências. Qual não
seria a vida se não fora a mesma de sempre, e qual não seria a equação se a
resolvêssemos a contento todo o tempo? Por que uma expectativa sobre um semblante
desnudado entre a frieza de suas convicções e a insanidade de sentimentos
ausentes de humanismo? Padeço por aqueles que estão esquecidos sob marquises,
estão em hospícios, ou mesmo os inocentes que enfrentam duras penas em seus
sofrimentos por vezes compulsórios, quando o que cometeram foi simplesmente
amar além de suas próprias medidas...
A vida
plena, o que seria além de consentir o que temos, e ser feliz com o essencial,
com essa bênção de estarmos em condições de ter uma razão que não nos nuble o
ser que somos. A bendita questão de pronunciarmos nossa fé no Salvador, para
que ilumine a senda daqueles que sofrem em demasia, e por nós olhai todo o
tempo, para que d’Ele sejamos dignos da vida que d’Ele a nós é concedida.
Clamando, em nossas vozes mais internas, em nossos desejos mais viscerais, para
que nos seja dada a clemência dos céus e não padeçamos no inferno. Almas soturnas
plangem suas pernas sobre ruas sem destino, desmembrando do de si para o nada,
como que à busca de algo que seja químico, como que em um desespero louco em si
mesmo: o panorama insano da perdição! Seres humanos catam o lixo nas ruas,
tentando encontrar nos resíduos da sociedade um alimento, ou mesmo latas de
alumínio para trocar por pedras do “paraíso”: as drogas do per si. Em outros
lados, no mesmo mundo em que vivemos sob o emblema da vida, muitos se matam em
guerras cruentas, déspotas urgem pelos poderes, e diversas formas do pecado se
manifestam sob as roupagens titânicas do mal.
Eis que
surge um clarão, uma luz divina, o sol no céu, mesmo que por imaginação
circunflexa, e estamos diante do mundo tal como ele é: imenso, maravilhoso,
seus seres, seus pássaros, suas vidas... E ainda não vimos tudo, vimos apenas
um início, tal é a transmutação da carne, seus elementos vitais, e o Espírito
que nos anima. Seguimos vivendo, e alguns enfrentam suas lides e purgam
verdadeiras missões atrozes, mas nada comparado ao que outros, que já morrem
pelas calçadas, largados, representam os veios de um Carrara que não serviria
para erigir uma Pietá. Nada além de nos abrigarmos na sensatez e partirmos para
conflagrar um estado de coisas que se atinem, algo que dê um sentido melhor na
azáfama, esse caos aparente, essa sociedade onde o consumo se posta diante de
nós com certos confortos, mas que nos despojemos um pouco, que seja, não para
tecer uma crítica, mas para nos colocarmos diante dos titãs da maldade com o perdão
que nos infeste, em uma razão primeva e primeira.
O ser
que somos que nos conforte, mas sozinhos não seremos o ser maior, não seremos
salvos. A paixão em alguns que sofrem deveras, não apenas em sacrificar-se por
muito tempo, assaz, não deveria nem ser objeto de contemplação, pois aquele que
sofreu todas as dores do mundo, esse: olhai por nós! Que nós sejamos objeto de
Deus, que Ele venha, Senhor de tudo e de todos, nos dar Seu amparo para que
sejamos dignos de sua misericórdia divina. E que não merecemos um átomo de Seu
perdão, pecadores que somos e seremos sempre, a não ser que possamos crer na
redenção espiritual, na Sua Santidade e em todos os Santos, que sofreram seus
martírios pela humanidade.
O
despertar espiritual pode vir com um tempo em que não obtemos no sacrifício de
um dia, um mês ou um ano, mas eventualmente com o atraso de séculos de
sobrevivência de nossos antepassados nas veredas mais cristalinas da
purificação, quando de nos apercebermos que a construção paulatina de nosso Eu
mais verdadeiro passa, sim, sob a alfombra do tempo eterno. E tantas são as
vinte e quatro horas, e sofremos, e vivemos... Imensa dor me acomete pelos
desvalidos, e por não ser eu o agente de que o sofrimento desses seres não seja
algo possível de desfazer ou de consertar, pois nem um político genial poderia
dar continuidade a algo que nem algum imperador de Roma obtivera êxito no maior
império da Terra! Sob os dissabores de um tempo onde havia a crucifixão, houve
um homem que permanece vivo, entre nós, para todo o sempre, e o que ensinara não
foi o mais importante, mas a salvação que nos trouxe para a vida eterna se torna
o emblema mais carismático de que é possível uma Ordem melhor para vivermos
mais justamente em sociedade. Mesmo que não saibamos que muitos padeçam, sempre
é tempo de crermos melhor que nós mesmos para que esse Espírito que nos abrace
a todos nos sirva de lição basilar para que compreendamos que no mínimo a
fraternidade e a comunhão seja a condição primordial entre os devotos do
planeta: a nossa Casa Comum.
Os grupos de apoio como os NiCa (Nicotine Anonymous) são considerados úteis pela OMS como parte de estratégias de cessação do tabaco, mas não aparecem como recomendação formal nas diretrizes globais. A OMS recomenda fortemente terapias de reposição de nicotina, medicamentos (vareniclina, bupropiona, citisina) e apoio comportamental, sendo que grupos de apoio comunitários — como NiCa — podem complementar essas intervenções. COPILOT.
A terapia de reposição de nicotina (TRN) tem mostrado resultados positivos globalmente, sendo recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das formas mais eficazes de ajudar fumantes a largar o tabaco. Estudos indicam que, quando combinada com apoio comportamental, a TRN aumenta significativamente as taxas de sucesso no abandono da nicotina. COPILOT.
POR VEZES SABEMOS TECNICAMENTE QUE TRANSGREDIMOS UMA LEI DIVINA ATRAVÉS DE UM VÍCIO, MAS QUANDO NOS CONVERTEMOS, FINALMENTE, À LEI DO SENHOR, REALMENTE ESTAREMOS DISPOSTOS, COM UMA DISPOSIÇÃO ESPIRITUAL PLENA, DE CUMPRIRMOS, APESAR DE SACRIFÍCIOS INICIAIS, PARA COM A NOSSA REABILITAÇÃO ENQUANTO SERES CONSCIENTES DA DIVINDADE.
domingo, 5 de julho de 2026
TODA A DEPENDÊNCIA QUÍMICA ACESSA MECANISMOS DE RECOMPENSA ARTIFICIAIS, E QUANDO ESTAMOS LIVRES DELA A RECOMPENSA COM ELEMENTOS QUÍMICOS NATURAIS, O QUE INFERE, EM PROCESSOS CEREBRAIS DE NEUROTRANSMISSORES, UMA LIBERTAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUE CONDICIONAM LIBERAÇÃO DE DOPAMINA ARTIFICIALMENTE, POR EXEMPLO.
Há uma relação direta: fumar aumenta a liberação de dopamina de forma artificial e temporária, mas ao parar de fumar, após um período de abstinência e adaptação, o cérebro recupera sua sensibilidade natural à dopamina, o que pode melhorar funções cognitivas, motivação e prazer em atividades comuns. Em outras palavras, no início há queda de dopamina e sintomas desagradáveis, mas a médio e longo prazo há ganhos em bem-estar e potencial intelectual. 🔬 Como o cigarro afeta a dopamina Nicótina no cérebro: chega em 7–15 segundos após a tragada e estimula receptores que liberam dopamina e serotonina, gerando prazer, foco e redução temporária da ansiedade. Dependência: o cérebro se acostuma ao estímulo externo e passa a produzir menos dopamina naturalmente, exigindo doses maiores de nicotina para o mesmo efeito (tolerância). Consequência: sem cigarro, o fumante sente ansiedade, irritabilidade e queda de motivação, pois o sistema de recompensa cerebral fica “desregulado”. 🚭 O que acontece ao parar de fumar Fase inicial (dias a semanas): Queda temporária nos níveis de dopamina. Sintomas de abstinência: mau humor, irritabilidade, dificuldade de concentração. Desejo intenso de fumar. Adaptação (meses): Receptores de dopamina recuperam sensibilidade. Atividades naturais (exercício, leitura, interação social) voltam a gerar prazer mais intenso. Redução gradual dos desejos. Longo prazo (meses a anos): Melhora da regulação da dopamina e do sistema de recompensa. Maior motivação para tarefas intelectuais e criativas. Estudos sugerem melhora da memória, atenção e desempenho cognitivo em ex-fumantes comparados a fumantes ativos. 📈 Relação com “ganho de intelectualidade” Durante o vício: o cigarro pode dar sensação de foco imediato, mas prejudica a cognição a longo prazo. Após cessação: há evidências de que parar de fumar melhora funções executivas, memória e capacidade de aprendizado, pois o cérebro deixa de depender da nicotina para liberar dopamina. Intelectualidade e prazer natural: atividades intelectuais tornam-se mais gratificantes, já que o sistema de recompensa volta a responder melhor a estímulos não químicos. COPILOT.
SABERÍAMOS MAIS E MELHOR SE A PRISÃO EM QUE MUITOS ESTÃO ENCERRADOS EM FORMA DE ESCRAVIDÃO AUTOIMPOSTA NÃO FOSSE MAIOR DO QUE A REAL ESCRAVIDÃO DE UM VÍCIO, QUE MAIS NÃO FAZ DO QUE MATAR-NOS POUCO A POUCO E ALERTAR, COMO EM UMA MANCHETE DE JORNAL, QUE DA MORTE ESTAMOS NOS APROXIMANDO, E QUE ELA VIRÁ COM SOFRIMENTOS CABAIS...
COMPATIBILIDADE DE GÊNIOS
Quando
estamos em processo de mudança psicossomática, quando necessitamos de algo ou
alguém que faça por nós algo de apoio, ou quem sabe quando sabemos que
porventura somos mais diletantes do que a medida, nada do que pensávamos antes
vai importar tanto, se na realidade o que diligentemente faríamos vai depender
do que fizermos no hoje, quais são efetivamente as mudanças e como podemos
contribuir para dar andamento a todo esse processo. Posto quando mais
tranquilos psiquicamente, sabemos que a vida não é boa para muitos em processo
de recuperação em seus males mentais, mas quem sabe de algo que porventura
venha a ser mais aquietado por nossas sombras, quem sabe a vida não encerraria a
caminhada onde aqueles mais recusados na sociedade não seriam exatamente os
tipos que a vida no escopo da solidariedade não se daria mais facilmente para
que os brancos e os negros se entendessem melhor, literalmente, assim como os
negros e os brancos? É dura a vida, mas é a vida, meus irmãos, e aquele que sai
do hospício, negro, pobre, enlouquecido pelo capacitismo de toda uma sociedade,
não encontrará em um branco seu amigo, igualmente enfermo, mas não totalmente
de sofrências, pois sim, quem sabe o que o Salvador nos coloca adiante de
nossos olhos, senão o perdão a nós mesmos, a quietude de sermos aqueles onde o
perdão maior se nos acompanhe, sequer a face que muitas vezes o desprezo por necessitados
requer para ser combatido a atenção necessária a todas as populações
vulneráveis do mundo, sem distinção étnica, de classe, de enfermidades,
existencial ou quaisquer outras, pois os direitos humanos são eticamente o que
há de mais importante na vida em sociedade, e navegarmos por um mundo
efetivamente mais – repetindo – humano, é aquilo que se espera de um
processo civilizatório perene.
Toda
aquela sociedade bem comportada, tudo aquilo que se revela o desdenhar de um
ser humano em situação vulnerável, todo aquele que se conforma em saber que a
loucura pode ser algo em que a atenção mais cuidadosa diante de uma ordem que
não seja nefasta, seria algo a ser pensado mais amplamente, com o citado
cuidado de não pisarmos nos ovos moles de uma festa pagã, em desordem com o cantar
de comensais, felizes por gastar, apenas isso... Para não se dizer de coisas
onde o registro da inquietude de muitos se faz agigantar críticas na ordem em
que se apagam os vestígios da normalidade em nome de pequenas loucuras, como a
pecha de ser alguém que passa por critérios de moralidade que nada tenham a ver
com a normalidade aparente de ideias precisas e verbos bem colocados. O que se
espera de uma civilização não voltada para o fascismo é justamente crer ainda
na democracia, mesmo porque qualquer cidadão que necessita de amparo
psicossocial tem esse amparo – ainda – nos braços do Sistema de Saúde pública.
Na ordem institucional onde nos encontramos, os pobres e os desvalidos ainda
encontram suas frentes de participação social diante de quadros onde o viés de
Eros ainda seja a melhor saída, pois aqueles instintos de morte não pertençam à
realidade do ser humano, ainda que a supressão de alguns vícios não possa
sucumbir à esteira de quem pode estar mais silente com relação à sua
recuperação individual, frente a toda uma sociedade ou de grupos que entendem
ser importante a dita recuperação.
Saberíamos
mais se a vida não fosse tão mais simples do que apenas viver. A complexidade
por vezes nos pega desprevenidos, e o que antes jactamos poder escolher sermos
melhores do que quase tudo o que está por aí, determinado por questões quase
litigantes, está relacionado na forma de nos portar perante o outro, e usarmos
da segregação quase compulsória em nossos atos toma o vulto de uma ofensa da
qual não temos uma medida correta e, sem sombra de dúvida, inexata. Por essas e
outras, não escapamos de termos ações defensivas diante do mundo, quando algo
ameaça nosso modo de ser perante a idiossincrasia que declaramos de alguém ser idiotice
ou coisa similar... Quando se tinha uma ideia do que fazer quando a incompatibilidade
de sermos quem desejávamos ser, mesmo nas situações onde o que pressupúnhamos na
crença particular sobre algo ou alguém, a transcrição do que agregaria, em
outros tempos, é mais do que necessária para que se fundamente uma questão da isenção
da culpa quando efetivamente pensarmos na liberdade de crenças, opinião e modos
existenciais. Acontece que em outros tempos a permissividade em sabermos que o
cânone de uma estrutura religiosa, uma entidade como uma grande Igreja, será sempre
um baluarte da doutrina que porventura havemos por conhecer, posto a missão de
se evangelizar o outro, ou seja, divulgar a palavra do Senhor, é tarefa ou
condição sine qua non para eventualmente equacionarmos a questão da religação
com Deus e nossa tarefa enquanto fieis a determinada entidade, ou Igreja. Por
isso a Santa Missa é uma frequência que une a espiritualidade, amalgama a fé, e
cristaliza o poder dos sacramentos que a citada Igreja nos apresenta. O que
antes parecia uma virtual incompatibilidade de gênios se torna fecundamente a
forma mais consolidada de estarmos finalmente em comunhão com nossos acertos, e
devidamente encaminhados pelos caminhos do Cristo Rei, conforme os desígnios da
Eucaristia, que nada tem a ver com projetos, mas pode ser uma profissão de fé.
O FILHO DO HOMEM
Nascido de uma mulher, de uma filha da
terra de Israel,
Serias algo a mais a não saber, a redenção,
aquilo que quebrou o diabo,
Livrou os crentes do mal, o segundo
Adão, o outro, aquele que nos salva,
Não um ente criado a
partir do nada, mas o Filho do Criador, do Pai,
Posto Bach, em
seu “Jesus A Alegria Dos Homens” nos remete ao milagre da
música
E quem sabe eu aprenda algum dia que a flauta que me
concedes em Teu dom
Seja por mim instrumento de Deus, quando sei
que a minha lucidez passa pela arte
Assim como meu ser dedicado
seja diante dos fardos que carrego diante de mim mesmo,
Até
mesmo quando não sei se estou digno de tuas bênção, já que
apenas cumpro uma missão...
E me pergunto: o que levou os santos aos seus martírios, como com o apóstolo Pedro,
Senão uma fé inquebrantável no Salvador, essa certeza da salvação, de estar em unidade
E comungar entre si, com os seres da Terra, para além da morte daqui e por diante,
Uma certeza sem promessas vis, sem saber na carne o martírio da carne, senão só espírito
Qual, a consagração e a vitória de que a passagem pelo mundo se identifica no Espírito Santo, e só pela Trindade se vive!
sábado, 4 de julho de 2026
QUANDO NOS SURPREENDEMOS PERDENDO BATALHAS IMPORTANTES PARA A NOSSA VIDA, PARECE QUE ALGO SE NOS ACOMETE DE TRÁGICO, UMA SENSAÇÃO DE FRUSTRAÇÃO, ALGO QUE PARECE NÃO TER VOLTA, E O FATO DE TERMOS QUE NOS ERGUER NOVAMENTE PARA LUTAR POR VEZES EXTENUA SOBREMODO NOSSAS ASPIRAÇÕES E SONHOS EM PROSSEGUIR QUERENDO APENAS VITÓRIAS QUE NÃO SEJAM TÃO IMPOSSÍVEIS.
O VÍCIO NA NICOTINA: AS RECAÍDAS RENITENTES
Tomo para
mim certas responsabilidades, mas o que se passou hoje, nesta madrugada, foi um
mal estar no coração, certamente por estar usando adesivos de reposição de
nicotina e não ter suportado a angústia da compulsão pelo tabaco. A impressão
que tive foi de morte quase súbita. Mais do que depressa, retirei o adesivo e
continuo fumando, havia esquecido de tomar o ansiolítico noturno, e a
expectativa de falar com o médico pneumologista é grande. Tomei o ansiolítico
já na madrugada, e sei que não vou conseguir dormir mais esta noite, temendo
por não resistir muito tempo a esse suplício... Maldita seja a indústria que
inventou o cigarro, maldito seja esse vício diabólico, essa doença da qual faço
parte e que sei que me consome o pulmão e minha vida, sem nada de bom a
oferecer, a não ser destruição e padecimentos. É um crime saber que essa droga
tremenda é liberada, e que a nicotina não perde nem para o crack em termos de
tornar uma pessoa dela dependente, agrilhoando-a a uma escravidão física,
emocional e espiritual. Uma ira sem precedentes perante mim mesmo me acomete, e
acredito ser o ser mais abjeto de entre os homens, por não ter capacidade de
controlar algo que me mata pouco a pouco. De participar desse estranho festim
demoníaco, esse sabá medieval, essa droga em que jamais encontrei precedente,
em todas que tive contato em meus tempos de ativa de drogadição. Estarei
buscando o suicídio, ou a leve impressão de que meus temores não sejam maiores
do que a dita realidade onde me encontro me farão me encontrar com aquela com
toda a força da minha consciência? Me parece que minha psicose não me deixa em paz,
que não aguento o rojão, que aquilo a que me proponho ser sequer se aproxima de
quem eu realmente sou.
Todas as
minhas compulsões parece que possuem um único endereço: o cigarro. Proponho-me
a ver o que acontecerá comigo, se não encontrar a esperança dentro do escopo da
medicina. Devo tentar amanhã, mas não me atrevo mais a colocar o adesivo, nem
por uma sombra do destino. Sou totalmente impotente diante do vício da
nicotina, e a isso devo regrar uma lei qualquer que me ampare, quem sabe o
poder de Deus, mas não faço mais do que continuar fumando, só por hoje? Pois a
noite não termina, e estou exausto dessa luta que vem continuada por quase dois
anos, preocupando-me e me absorvendo dias e meses sem conta. Não sofrer por
antecipação, assim me disseram, e não adianta mais nada, assim é a minha
percepção do problema a ser resolvido. Mas não, há que se lutar, e um bom
guerreiro não nega o combate jamais! Por mais que seja escravizado pelo inimigo,
deve se perdoar por não ter feito o suficiente, e correr adiante da carruagem
buscando se salvar, e pedindo ao próprio Salvador para que se apiede de sua
alma. De tantos pecados cometidos, a lei de ação e reação me coloca diante de
mim mesmo as faltas que cometi perante muitos a quem declarei inimigos sem
jamais tê-los conhecido de fato. As circunstâncias em que me envolvi em
contendas praticamente ilusórias foram fruto de uma patológica imaginação e
total falta de coerência em um comportamento dito civilizado, que carrego imensos
frutos resultantes desses atos. Esta autoanálise leva ao lugar comum da
insanidade, e rogo a um poder superior que a me devolva. Seria capaz de
entregar tudo a Ele, se em troca em houvera prometido nada mais fazer do que prestar
o serviço a Deus, assim como eu O concebo. Mas ainda parece que não serei forte
o suficiente, pois enquanto escrevo já acendo outro, e mais outro cigarro... E
isso me parece uma roda viva, algo que não terei como evitar, pois não encontro
coisas similares em nenhuma ação que pudesse tomar perante um passo possível a
ser dado por um homem que emerge da sombra de si mesmo. Mas que a luta continue sempre, e jamais um homem pode se considerar derrotado perante algo que não faça parte intrínseca de sua vida, como um vício... Seguir os ditames da medicina, tentar todos os recursos, quiçá antes resolver os problemas emocionais e espirituais, quem sabe seja esse o caminho para uma recuperação integral, em todas as suas frentes. Há que se jogar a toalha no ringue e se considerar derrotado perante algo maior do que o enfrentamento cara a cara. No mais, um dia segue-se depois do outro, e todo o dia é dia de recuperação, para aquele que tenta se respeitar e a seu próprio corpo.