EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
¹ Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; ² Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. ³ E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, ⁴ E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. ⁵ E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. ⁶ Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. ⁷ Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. ⁸ Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. ⁹ Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. ¹⁰ Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. ¹¹ E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. Romanos 5:1-11.
A AUSÊNCIA DO COMPROMETER-SE COM AS COISAS, OBJETIFICANDO A PRÁTICA, DENTRO DE UMA CAUSA COMUM E CONSORTE COM A VIDA, NÃO CONDIZ QUE FAÇAMOS OU DEIXEMOS DE FAZER O NOSSO MELHOR COMO CAMINHO DE DESAFIOS, ONDE A DIALÉTICA DO CONHECIMENTO E RESERVAS DE COGNIÇÃO SEJAM PRESENTES SEMPRE, MESMO QUE A PERFORMANCE NÃO SEJA DE ACORDO COM A ESPERA DE SE SABER VIVER MAIS PLENAMENTE.
¹ Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que é posto diante de ti, ² E se és homem de grande apetite, põe uma faca à tua garganta. ³ Não cobices as suas iguarias porque são comidas enganosas. ⁴ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria. ⁵ Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada? Porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia. ⁶ Não comas o pão daquele que tem o olhar maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas. ⁷ Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo. ⁸ Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras. ⁹ Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras. ¹⁰ Não removas os limites antigos nem entres nos campos dos órfãos, ¹¹ Porque o seu redentor é poderoso; e pleiteará a causa deles contra ti. ¹² Aplica o teu coração à instrução e os teus ouvidos às palavras do conhecimento. ¹³ Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. ¹⁴ Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno. ¹⁵ Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio. ¹⁶ E exultarão as minhas entranhas, quando os teus lábios falarem coisas retas. ¹⁷ O teu coração não inveje os pecadores; antes permanece no temor do Senhor todo dia. ¹⁸ Porque certamente acabará bem; não será malograda a tua esperança. ¹⁹ Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu coração. ²⁰ Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. ²¹ Porque o beberrão e o comilão acabarão na pobreza; e a sonolência os faz vestir-se de trapos. ²² Ouve teu pai, que te gerou, e não desprezes tua mãe, quando vier a envelhecer. ²³ Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento. ²⁴ Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio, se alegrará nele. ²⁵ Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te gerou. ²⁶ Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos. Provérbios 23:1-26.
Pois, ainda que eu não me esforçasse por aprender o que ele dizia, mas apenas por ouvir como o dizia — era este o único e vão cuidado que me restava, desesperando eu de um caminho aberto ao homem para chegar a Vós —, juntamente com as palavras que eu queria acolher entravam também no meu espírito as coisas que eu queria rejeitar; pois não podia separá-las. E, enquanto abria o coração para admitir “quão eloquentemente ele falava”, entrava também “quão verdadeiramente ele falava” — mas isto pouco a pouco. Pois, primeiro, aquelas coisas começaram a parecer-me capazes de defesa; e a fé católica, em favor da qual eu julgava que nada se podia dizer contra as objeções dos maniqueus, parecia-me agora poder sustentar-se sem desonra, sobretudo depois de ouvir explicados um ou dois lugares do Antigo Testamento, e muitas vezes “em sentido figurado” — os quais, quando eu os entendia à letra, me matavam espiritualmente. Explicados, pois, muitíssimos lugares daqueles livros, censurava agora o meu desespero, por haver crido que nenhuma resposta se podia dar aos que odiavam e escarneciam a Lei e os Profetas. E, contudo, nem por isso via ainda que se devesse abraçar o caminho católico, só porque também ele podia encontrar defensores doutos, capazes de responder às objeções com largueza e com alguma aparência de razão; nem que o que eu sustentava devesse por isso ser condenado, já que ambos os lados podiam ser defendidos. Pois a causa católica parecia-me, deste modo, não vencida, mas ainda não vitoriosa. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
UM DIA NA VIDA DE UM ADICTO A ALGUMA DROGA QUE FAZ UM MAL TREMENDO AO CORPO DO PACIENTE SEM ELA FAZ UMA DIFERENÇA QUE TRANSCENDE O MOTOR QUE NOS LEVA A RECUPERAÇÃO DE MAIS UM E OUTRO, E POR ASSIM ADIANTE, POSTO SERÁ NA FÉ EM UM PODER MAIOR QUE SE TRANSCENDE AS FORMAS DE SE SOBREVIVER A ADIÇÕES TREMENDAS QUE NOS TRAZEM MALES IRREPARÁVEIS AO ORGANISMO.
¹ Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem. ² Porque por ela os antigos alcançaram testemunho. ³ Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. ⁴ Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala. ⁵ Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. ⁶ Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. ⁷ Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé. Hebreus 11:1-7.
Dediquei-me, então, com todo o empenho a ver se de algum modo poderia, por alguma prova certa, convencer os maniqueus de falsidade. Se uma só vez eu tivesse podido conceber uma substância espiritual, todas as suas fortalezas teriam sido derrubadas e lançadas de todo fora do meu espírito; mas não podia. Não obstante, quanto à estrutura deste mundo e a toda a natureza que os sentidos da carne podem alcançar, à medida que ia considerando e comparando as coisas, julgava muito mais prováveis as doutrinas da maioria dos filósofos. Assim, pois, à maneira dos Acadêmicos, como se supõe que faziam, duvidando de tudo e oscilando entre todas as opiniões, decidi ao menos isto: que se deviam abandonar os maniqueus; julgando que, mesmo em dúvida, não devia permanecer naquela seita, à qual já preferia alguns dos filósofos. Mas a esses filósofos, por estarem sem o Nome salvador de Cristo, recusei absolutamente confiar a cura da minha alma enferma. Resolvi, portanto, ser catecúmeno na Igreja Católica, à qual fora confiado por meus pais, até que algo de certo me aparecesse, para onde dirigir o meu rumo. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
Naqueles anos ensinava eu retórica e, vencido pela cobiça, vendia uma loquacidade destinada a vencer. E, contudo, preferia — Vós o sabeis, Senhor — alunos honestos, como se costuma dizer; e a estes, sem artifício, ensinava artifícios, não para os usarem contra a vida de um inocente, ainda que às vezes em favor da vida de um culpado. E Vós, ó Deus, de longe me víeis tropeçar naquele caminho escorregadio e, em meio a muita fumaça, lançar algumas centelhas de lealdade, que eu mostrava naquela minha direção dos que amavam a vaidade e buscavam a mentira — eu, companheiro deles. Naqueles anos tive uma companheira, não naquilo a que se chama matrimônio legítimo, mas que eu descobrira numa paixão desregrada e sem discernimento; contudo, uma só, e a ela permaneci fiel. E nela experimentei, no meu próprio caso, que diferença há entre a moderação do pacto conjugal, contraído em vista dos filhos, e o ajuste de um amor libidinoso, em que os filhos nascem contra a vontade dos pais — ainda que, uma vez nascidos, imponham o amor. Lembro-me também de que, tendo eu decidido concorrer a um prêmio teatral, certo mago me perguntou quanto lhe daria para que eu vencesse. Mas eu, detestando e abominando tais mistérios imundos, respondi: “Ainda que a coroa fosse de ouro incorruptível, não permitiria que se matasse uma mosca para ma dar.” Pois ele haveria de matar alguns animais nos seus sacrifícios, e com essas honras convidar os demônios a favorecerem-me. Mas também este mal rejeitei, não por amor puro de Vós, ó Deus do meu coração: pois eu não sabia amar-Vos, eu que não sabia conceber nada além de um esplendor material. E não fornica contra Vós a alma que suspira por tais ficções, e confia em coisas irreais, e apascenta o vento? E que outra coisa é apascentar o vento senão apascentar os demônios — isto é, tornar-se, pelo próprio extravio, o seu deleite e o seu escárnio? CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
¹⁶ E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz. ¹⁷ Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. ¹⁸ Vede, pois, como ouvis; porque a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver até o que parece ter lhe será tirado. ¹⁹ E foram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dele, por causa da multidão. ²⁰ E foi-lhe informado por alguns, que diziam: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te. ²¹ Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam. Lucas 8:16-21.
Convertei-nos, ó Deus dos exércitos, mostrai-nos o Vosso rosto, e seremos salvos. Pois, para onde quer que se volte a alma do homem, se não for para Vós, fica cravada em dores, ainda que se crave em coisas belas. E, contudo, estas coisas, fora de Vós e fora da alma, não existiriam, se não fossem de Vós. Nascem e morrem; e, nascendo, começam por assim dizer a ser; crescem, para se aperfeiçoarem; e, aperfeiçoadas, envelhecem e perecem — e nem todas envelhecem, mas todas perecem. Assim, quando nascem e tendem a ser, quanto mais depressa crescem para ser, tanto mais se apressam para não ser. Esta é a lei delas. Isto lhes concedestes, porque são partes de coisas que não existem todas ao mesmo tempo, mas que, passando e sucedendo-se, completam em conjunto aquele universo de que são partes. Assim também se completa a nossa fala por sinais que produzem som; mas ela tampouco se aperfeiçoa se uma palavra não passar, depois de ter soado a sua parte, para que outra lhe suceda. Por todas estas coisas Vos louve a minha alma, ó Deus, criador de tudo; mas que a minha alma se não deixe cravar nelas pela cola do amor, através dos sentidos do corpo. Pois elas vão para onde deviam ir, para deixarem de ser; e dilaceram a alma com desejos pestilentos, porque ela quer ser, e todavia ama repousar naquilo que ama. Mas nestas coisas não há lugar de repouso: não permanecem, fogem. E quem as pode seguir com os sentidos da carne? Ou quem as pode segurar, mesmo quando estão perto? Pois o sentido da carne é lento, porque é sentido da carne, e nisso está o seu limite. Basta para aquilo para que foi feito; mas não basta para deter as coisas que correm o seu curso, do ponto de partida que lhes foi marcado até o fim que lhes foi determinado. Pois no Vosso Verbo, pelo qual foram criadas, ouvem elas o seu decreto: “daqui até ali”. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
QUANDO VEMOS QUE ALGUÉM ARMADO COM UM FACÃO AMEAÇA UM BEBÊ, E ESTAMOS NO MESMO RECINTO, POR VEZES TEMOS QUE ENFRENTAR NOSSO MEDO, PETRIFICARMO-NOS E BOTAR FÉ A QUE O CIDADÃO AMEAÇADOR NADA MAIS FAÇA, E ISSO PASSA PELA GRAÇA DA CRENÇA EM DEUS EM QUE NEM O PIOR ENDEMONHIADO FARÁ MAL A NINGUÉM, QUANDO SOMOS TOMADOS POR UM SENTIMENTO DE JUSTIÇA MAIOR DO QUE A BÊNÇÃO DE DEFENDERMOS UMA CRIATURA DE DEUS...
¹³ A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe. ¹⁴ Assenta-se à porta da sua casa numa cadeira, nas alturas da cidade, ¹⁵ E põe-se a chamar aos que vão pelo caminho, e que passam reto pelas veredas, dizendo: ¹⁶ Quem é simples, volte-se para cá. E aos faltos de entendimento ela diz: ¹⁷ As águas roubadas são doces, e o pão tomado às escondidas é agradável. ¹⁸ Mas não sabem que ali estão os mortos; os seus convidados estão nas profundezas do inferno. Provérbios 9:13-18.
¹ A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas. ² Já abateu os seus animais e misturou o seu vinho, e já preparou a sua mesa. ³ Já ordenou às suas criadas, e está convidando desde as alturas da cidade, dizendo: ⁴ Quem é simples, volte-se para cá. Aos faltos de senso diz: ⁵ Vinde, comei do meu pão, e bebei do vinho que tenho misturado. ⁶ Deixai os insensatos e vivei; e andai pelo caminho do entendimento. ⁷ O que repreende o escarnecedor, toma afronta para si; e o que censura o ímpio recebe a sua mancha. ⁸ Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará. ⁹ Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina. ¹⁰ O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência. ¹¹ Porque por meu intermédio se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te aumentarão. ¹² Se fores sábio, para ti serás sábio; e, se fores escarnecedor, só tu o suportarás. Provérbios 9:1-12.
É isto que se ama nos amigos; e de tal modo se ama, que a consciência do homem se condena a si mesma se ele não ama a quem o ama, ou não retribui o amor de quem o ama, nada esperando da sua pessoa senão os sinais do seu afeto. Daí aquele luto, se alguém morre; e as trevas da tristeza, e o coração mergulhado em lágrimas, e toda a doçura convertida em amargura; e, pela perda da vida dos que morrem, a morte dos que vivem. Bem-aventurado aquele que Vos ama, e ao amigo em Vós, e ao inimigo por Vós. Pois só esse não perde nenhum ente querido, para quem todos são queridos n’Aquele que não se pode perder. E quem é Ele senão o nosso Deus, o Deus que fez o céu e a terra e os enche, porque, enchendo-os, os criou? Ninguém Vos perde, senão quem Vos deixa. E quem Vos deixa, para onde vai ou para onde foge, senão de Vós aprazível para Vós irado? Pois onde não encontra ele a Vossa lei no seu próprio castigo? E a Vossa lei é verdade, e a verdade sois Vós. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
¹⁰ Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. ¹¹ O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo. ¹² Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. ¹³ Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos. ¹⁴ Como o navio mercante, ela traz de longe o seu pão. ¹⁵ Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa, e distribuir a tarefa das servas. ¹⁶ Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos. ¹⁷ Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. ¹⁸ Vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite. ¹⁹ Estende as suas mãos ao fuso, e suas mãos pegam na roca. ²⁰ Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado. ²¹ Não teme a neve na sua casa, porque toda a sua família está vestida de escarlata. ²² Faz para si cobertas de tapeçaria; seu vestido é de seda e de púrpura. ²³ Seu marido é conhecido nas portas, e assenta-se entre os anciãos da terra. ²⁴ Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores. ²⁵ A força e a honra são seu vestido, e se alegrará com o dia futuro. ²⁶ Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua. ²⁷ Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça. ²⁸ Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva. ²⁹ Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente! ³⁰ Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada. ³¹ Dai-lhe do fruto das suas mãos, e deixe o seu próprio trabalho louvá-la nas portas. Provérbios 31:10-31.
Ó loucura, que não sabe amar os homens humanamente! Ó homem insensato que eu era então, suportando com impaciência a condição humana! Enervava-me, suspirava, chorava, andava perturbado; não tinha nem repouso nem conselho. Pois carregava comigo uma alma despedaçada e sangrenta, impaciente de ser carregada por mim; e onde a depositar, eu não achava. Nem nos bosques amenos, nem nos jogos e na música, nem nos lugares perfumados, nem nos banquetes requintados, nem nos prazeres do leito e do repouso; nem sequer nos livros e na poesia encontrava ela descanso. Tudo era horrível, até a própria luz; tudo o que não era ele tornara-se-me repugnante e odioso, exceto os gemidos e as lágrimas. Só neles encontrava algum alívio. Mas, quando a minha alma se afastava deles, uma enorme carga de miséria pesava sobre mim. A Vós, Senhor, deveria ela ter sido erguida, para que a aliviásseis: eu o sabia; mas nem podia nem queria. E tanto menos porque, quando pensava em Vós, Vós não éreis para mim coisa sólida nem substancial. Pois não éreis Vós, mas um mero fantasma; e o meu erro era o meu Deus. Se tentava depositar nele a minha carga, para que descansasse, ela deslizava pelo vazio e vinha de novo desabar sobre mim; e eu ficava para mim mesmo um lugar infeliz, onde não podia estar, nem de onde podia sair. Pois para onde havia de fugir o meu coração, longe do meu coração? Para onde havia eu de fugir de mim mesmo? Para onde não me seguiria a mim mesmo? E, contudo, fugi da minha terra; pois assim menos o procurariam os meus olhos onde não estavam habituados a vê-lo. E assim, de Tagaste vim para Cartago. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
E agora, Senhor, que estas coisas já passaram e o tempo curou a minha ferida, possa eu aprender de Vós, que sois a Verdade, e aproximar o ouvido do meu coração da Vossa boca, para que me digais por que o choro é doce aos miseráveis. Acaso Vós, ainda que presente em toda parte, lançastes para longe de Vós a nossa miséria? Vós permaneceis em Vós mesmo, e nós somos sacudidos por diversas provações. E, contudo, se não gemêssemos aos Vossos ouvidos, não nos restaria esperança alguma. Donde vem, então, que se colha fruto doce da amargura da vida, dos gemidos, das lágrimas, dos suspiros e das queixas? Adoça-a acaso o esperarmos que nos ouçais? Isto é verdade quanto à oração, pois nela há o anseio de nos aproximarmos de Vós. Mas será também assim na dor por uma coisa perdida, e na tristeza que então me esmagava? Pois eu nem esperava que ele voltasse à vida, nem isso pedia com as minhas lágrimas: apenas chorava e sofria. Porque era miserável e perdera a minha alegria. Ou será o choro, na verdade, coisa amarga, e pelo próprio enfado das coisas de que antes gozávamos é que nos agrada, quando delas nos afastamos? CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
Com esta dor, o meu coração ficou inteiramente às escuras, e tudo quanto eu via era morte. A minha terra natal era-me um tormento, e a casa paterna uma estranha infelicidade; e tudo quanto com ele partilhara, faltando ele, tornara-se um suplício dilacerante. Os meus olhos procuravam-no por toda parte, e não lho concediam; e eu odiava todos os lugares, porque não o tinham; nem podiam já dizer-me “ele vem aí”, como quando estava vivo e ausente. Tornei-me para mim mesmo um grande enigma, e perguntava à minha alma por que estava triste e por que tanto me perturbava; e ela não sabia que responder-me. E, se eu lhe dizia espera em Deus, com toda a razão me não obedecia, porque aquele amicíssimo que perdera era, sendo homem, mais verdadeiro e melhor do que o fantasma em que lhe mandavam esperar. Só as lágrimas me eram doces, pois tomaram o lugar do meu amigo nas delícias do meu coração. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
A BRIGADA DE UM TIME DE ESPECIALISTAS PROMETE ENQUADRAR TODOS OS CAPANGAS QUE TERGIVERSAM COM O CRIME, SEJAM ELES OS QUE ANIMARAM A VIDA DOS QUE SÃO CONFORMES, DAQUELES QUE ASSUMEM QUE A VIDA DOS QUE NÃO TEMEM A DEUS NÃO TEMEM QUE SATANÁS SEJA O QUE ESPERA NA VIDA QUE A CONDIÇÃO HUMANA LHES ESPERA NO INFERNO, DENTRO OU FORA DA MORTE...
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
A DOENÇA DA ALMA É ALGO QUE TRATAMOS DIUTURNAMENTE, ATRAVÉS DE UM AUTOACOLHIMENTO, DE UMA ACEITAÇÃO PARTICULAR, E ISSO NÃO REQUER DANOS OU RESSENTIMENTOS COM ALGO DE FUNESTO, DE ALGO DE FATALISMO REFLEXO, POIS ENQUANTO NÃO ACONTECEU ALGO GRAVE CONOSCO, ESTAREMOS MAIS SÁBIOS PARA NOS ACOLHER DIANTE DO MUITO A SER DESCOBERTO DIANTE DE UMA AVENTURA AMOROSA DIANTE DA VIDA QUE SE NOS APRESENTA, A NÓS MESMOS, MESMO QUE A OUTREM A VIDA TENHA SIDO DISTINTA.
¹ E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; ² E matou à espada Tiago, irmão de João. ³ E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos. ⁴ E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa. ⁵ Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus. ⁶ E quando Herodes estava para o fazer comparecer, nessa mesma noite estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão. ⁷ E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro no lado, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias. ⁸ E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas sandálias. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa, e segue-me. ⁹ E, saindo, o seguia. E não sabia que era real o que estava sendo feito pelo anjo, mas cuidava que via alguma visão. ¹⁰ E, quando passaram a primeira e segunda guardas, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e, tendo saído, percorreram uma rua, e logo o anjo se apartou dele. ¹¹ E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava. ¹² E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam. ¹³ E, batendo Pedro à porta do pátio, uma menina chamada Rode saiu a escutar; ¹⁴ E, conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta. ¹⁵ E disseram-lhe: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o seu anjo. ¹⁶ Mas Pedro perseverava em bater e, quando abriram, viram-no, e se espantaram. ¹⁷ E acenando-lhes ele com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão, e disse: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, partiu para outro lugar. ¹⁸ E, sendo já dia, houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que seria feito de Pedro. ¹⁹ E, quando Herodes o procurou e o não achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar. E, partindo da Judeia para Cesareia, ficou ali. Atos 12:1-19.
Naqueles anos, quando comecei a ensinar retórica na minha cidade natal, fizera eu um amigo, demasiado caro para mim pela comunhão dos estudos, da minha idade, e comigo na primeira flor da juventude. Crescera comigo desde criança, e tínhamos sido companheiros de escola e de brincadeiras. Mas não era ainda meu amigo como depois foi, nem sequer então o era como a verdadeira amizade o exige; pois verdadeira ela não pode ser senão entre aqueles que Vós uniis, ligados a Vós por aquela caridade derramada em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado. E, contudo, era doce em demasia, amadurecida pelo calor dos estudos comuns. Pois, da verdadeira fé — que ele, sendo jovem, não bebera sólida e profundamente —, eu o desviara também para aquelas fábulas supersticiosas e perniciosas, pelas quais minha mãe chorava por mim. Comigo errava ele agora no espírito, e a minha alma não podia passar sem ele. Mas eis que Vós estáveis logo atrás dos passos dos Vossos fugitivos, ao mesmo tempo Deus das vinganças e Fonte das misericórdias, convertendo-nos a Vós por meios admiráveis. Arrebatastes daquela vida aquele homem, quando ele mal completara um ano da minha amizade — a mim mais doce do que todas as doçuras daquela minha vida. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
Havia naquele tempo um homem sábio, muito perito em medicina e nela afamado, que com a sua própria mão de procônsul pusera a coroa dos jogos na minha cabeça enferma — mas não como médico, pois esta doença só Vós a curais, Vós que resistis aos soberbos e dais graça aos humildes. Mas acaso me faltastes até por meio daquele velho, ou deixastes de curar a minha alma? Pois, tendo eu com ele travado maior conhecimento e me apegado assídua e fixamente à sua conversa (que, ainda que em termos simples, era viva, animada e séria), quando ele percebeu, pelo meu falar, que eu andava entregue aos livros dos que traçam horóscopos, aconselhou-me com bondade paternal a deitá-los fora e a não gastar inutilmente com tais vaidades um cuidado e uma diligência necessários às coisas úteis. Contou-me que, nos primeiros anos, estudara aquela arte, a ponto de fazer dela a profissão de que viveria; e que, entendendo Hipócrates, bem depressa poderia ter entendido também aquele estudo. E, contudo, abandonara-o e se dedicara à medicina, por nenhuma outra razão senão por havê-lo achado inteiramente falso; e ele, homem sério, não queria ganhar a vida enganando os outros. “Mas tu”, dizia, “tens a retórica para te sustentar; de modo que segues isso por livre escolha, e não por necessidade. Tanto mais, portanto, deves dar-me crédito nesta matéria, eu que me esforcei por adquiri-la tão perfeitamente que só dela vivia.” CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
Naqueles anos ensinava eu retórica e, vencido pela cobiça, vendia uma loquacidade destinada a vencer. E, contudo, preferia — Vós o sabeis, Senhor — alunos honestos, como se costuma dizer; e a estes, sem artifício, ensinava artifícios, não para os usarem contra a vida de um inocente, ainda que às vezes em favor da vida de um culpado. E Vós, ó Deus, de longe me víeis tropeçar naquele caminho escorregadio e, em meio a muita fumaça, lançar algumas centelhas de lealdade, que eu mostrava naquela minha direção dos que amavam a vaidade e buscavam a mentira — eu, companheiro deles. Naqueles anos tive uma companheira, não naquilo a que se chama matrimônio legítimo, mas que eu descobrira numa paixão desregrada e sem discernimento; contudo, uma só, e a ela permaneci fiel. E nela experimentei, no meu próprio caso, que diferença há entre a moderação do pacto conjugal, contraído em vista dos filhos, e o ajuste de um amor libidinoso, em que os filhos nascem contra a vontade dos pais — ainda que, uma vez nascidos, imponham o amor. Lembro-me também de que, tendo eu decidido concorrer a um prêmio teatral, certo mago me perguntou quanto lhe daria para que eu vencesse. Mas eu, detestando e abominando tais mistérios imundos, respondi: “Ainda que a coroa fosse de ouro incorruptível, não permitiria que se matasse uma mosca para ma dar.” Pois ele haveria de matar alguns animais nos seus sacrifícios, e com essas honras convidar os demônios a favorecerem-me. Mas também este mal rejeitei, não por amor puro de Vós, ó Deus do meu coração: pois eu não sabia amar-Vos, eu que não sabia conceber nada além de um esplendor material. E não fornica contra Vós a alma que suspira por tais ficções, e confia em coisas irreais, e apascenta o vento? E que outra coisa é apascentar o vento senão apascentar os demônios — isto é, tornar-se, pelo próprio extravio, o seu deleite e o seu escárnio? CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
Durante este espaço de nove anos — dos dezenove aos vinte e oito da minha idade — vivemos seduzidos e seduzindo, enganados e enganando, em variadas paixões: publicamente, pelas ciências a que chamam liberais; ocultamente, sob o nome falso de religião; aqui soberbos, ali supersticiosos, e em toda parte vãos. De um lado, correndo atrás da vacuidade da fama popular, até aos aplausos do teatro, aos prêmios poéticos, às disputas por coroas de erva, às futilidades dos espetáculos e à intemperança dos desejos. De outro, desejando purificar-nos destas imundícies, levando alimentos aos que se chamavam “eleitos” e “santos”, para que na oficina dos seus estômagos forjassem para nós anjos e deuses pelos quais fôssemos purificados. Estas coisas eu seguia e praticava com os meus amigos, por mim e comigo enganados. Zombem de mim os arrogantes, e todos aqueles que ainda não foram, para a saúde da sua alma, feridos e derrubados por Vós, ó meu Deus; eu, contudo, hei de confessar-Vos a minha própria vergonha para Vosso louvor. Permiti-mo, Vo-lo peço, e dai-me graça de percorrer, na memória de hoje, os desvios do meu tempo passado, e de Vos oferecer o sacrifício de louvor. Pois que sou eu para mim mesmo sem Vós, senão guia da minha própria ruína? Ou que sou eu, mesmo no melhor estado, senão uma criança que mama o leite que dais e se alimenta de Vós, alimento que não perece? E que espécie de homem é um homem qualquer, sendo apenas homem? Riam-se de nós, pois, os fortes e os poderosos; mas nós, pobres e necessitados, confessemo-Vos. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
A PRIMEIRA MEDIDA EM QUE UM HOMEM SE DIGNE SER O COMPANHEIRO DE UM CIDADÃO SEM MUITA ASSISTÊNCIA SEQUER JURÍDICA NO SEIO SOCIAL, E SEM REFERÊNCIAS EXISTENCIAIS CABAIS DE MONTA, É ENCAMINHÁ-LO PARA A MEDICINA PSIQUIÁTRICA, POIS ASSIM SE SABERÁ SE ESTÁ TUDO BEM COM A MENTE DESSE ENFERMO, NO CASO DE TER SE ENVOLVIDO MUITO COM SUBSTÂNCIAS TÓXICAS, E UMA VIDA SEM MUITAS RESPONSABILIDADES.
Tendo-lhe esta mulher pedido que se dignasse conversar comigo, refutar os meus erros, desensinar-me o mal e ensinar-me o bem — pois isto ele costumava fazer, quando encontrava pessoas capazes de o receber —, recusou; sabiamente, como depois compreendi. Pois respondeu que eu era ainda indócil, inchado pela novidade daquela heresia, e que já perturbara com questões capciosas várias pessoas inexperientes, conforme ela mesma lhe contara. “Mas deixa-o por algum tempo”, disse ele; “reza somente a Deus por ele: por si mesmo, lendo, descobrirá qual é aquele erro e quão grande a sua impiedade.” Ao mesmo tempo contou-lhe como ele próprio, ainda pequeno, fora entregue aos maniqueus pela mãe seduzida, e não só lera, mas copiara com frequência quase todos os seus livros; e como vira — sem argumento nem prova de quem quer que fosse — quanto se devia fugir daquela seita; e dela fugira. Dito isto, e não se dando ela por satisfeita, mas insistindo mais com súplicas e muitas lágrimas para que ele me visse e comigo conversasse, ele, um tanto contrariado com a importunação, disse: “Vai-te embora, e Deus te abençoe; pois não é possível que pereça o filho de tantas lágrimas.” Ela recebeu esta resposta — como muitas vezes recordava nas conversas comigo — como se tivesse ressoado do céu. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
E donde veio também isto: que, tendo-me ela contado a visão, e querendo eu torcê-la no sentido de que “ela é que não devia desesperar de vir a ser um dia o que eu era”, respondeu ela imediatamente, sem hesitação alguma: “Não; pois não me foi dito ‘onde ele está, ali estarás tu’, mas ‘onde tu estás, ali estará ele’”? Confesso-Vos, Senhor, que, tanto quanto me lembro — e disto falei muitas vezes —, aquela Vossa resposta, pela boca de minha mãe desperta, comoveu-me então mais do que o próprio sonho: que ela não se tenha deixado perturbar pela plausibilidade da minha falsa interpretação, e tenha visto tão depressa o que havia a ver, coisa que eu certamente não percebera antes de ela falar. E naquele sonho fora anunciada, tanto tempo antes, para consolo da sua angústia presente, uma alegria daquela santa mulher que só muito depois havia de cumprir-se. Pois passaram-se quase nove anos, em que me revolvi no lodo daquele fosso profundo e nas trevas da falsidade, tentando muitas vezes erguer-me e sendo cada vez mais gravemente derrubado. E, durante todo esse tempo, aquela viúva casta, piedosa e sóbria, das que Vós amais, ainda que já mais animada pela esperança, em nada afrouxando no seu pranto e no seu luto, não cessou de deplorar diante de Vós, em todas as horas das suas orações, a minha situação. E as suas preces chegaram à Vossa presença; e, todavia, permitistes que eu continuasse envolvido e reenvolvido naquelas trevas. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
É MUITO DIFÍCIL QUE ALGUÉM QUE TENHA TRAFICADO E TENHA PARTICIPADO DA APROXIMAÇÃO SUSPEITA DE SER PASTOR E MANTER VINCULAÇÃO COM O TRÁFICO, NA MODALIDADE MAIS ABSURDA DE NARCO PENTECOSTALISMO, NÃO ENCONTRAR SUPORTE FINANCEIRO DE SEUS ANTIGOS COMPARSAS, E AJUDA PARA TANTO, E MESMO QUE SEJA UM MÚSICO DE FACHADA, QUEM SABE AINDA NÃO TERGIVERSARÁ COM O CRIME, POR DEBAIXO DOS PANOS, POIS A COCA É ALGO QUE QUANDO SE ENTRA NESSA MÁFIA E SE MANTÉM VINCULAÇÕES DESSA NATUREZA, NÃO É FÁCIL DE SAIR: ESSES ELEMENTOS VÃO ENCONTRAR A RETAGUARDA EM QUEM VIVEU OU VIVE AINDA A APROXIMAÇÃO INEQUÍVOCA COM A REALIDADE DO CRIME, E POR ISSO SÃO COMPARSAS LEAIS SEMPRE, ATÉ QUE A LEI OS DESMASCARE.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Mas, no meio destas torpezas e violências e de tantas iniquidades, há os pecados dos que, no conjunto, vão progredindo; e estes, por aqueles que julgam com retidão, são censurados segundo a regra da perfeição, embora se louvem as pessoas, na esperança do fruto futuro, como na haste verde do trigo que cresce. E há também algumas ações semelhantes às torpezas ou às violências, e que todavia não são pecados, porque não ofendem nem a Vós, Senhor nosso Deus, nem a sociedade humana: quando, por exemplo, se obtêm para o serviço da vida coisas convenientes a determinado momento, e não se sabe se por cobiça de possuir; ou quando, para correção, se punem coisas por autoridade constituída, e não se sabe se por desejo de fazer mal. Muitas ações, portanto, que aos olhos dos homens são reprovadas, são pelo Vosso testemunho aprovadas; e muitas, louvadas pelos homens, são, sendo Vós testemunha, condenadas — porque a aparência do ato, a disposição de quem age e a exigência oculta do momento variam em cada caso. Mas, quando de repente ordenais algo insólito e inesperado, ainda que outrora o tivésseis proibido, e por algum tempo esconderdes a razão do Vosso mandamento, e ainda que seja contra a ordenação de alguma sociedade humana — quem duvida de que se deva fazer, visto que só é justa a sociedade humana que Vos serve? Mas bem-aventurados os que conhecem os Vossos mandamentos! Pois todas as coisas foram feitas pelos Vossos servos, ou para mostrar algo necessário ao presente, ou para prefigurar as coisas futuras. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
¹ Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. ² E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono. ³ E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda. ⁴ E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. ⁵ E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus. ⁶ E havia diante do trono um mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás. ⁷ E o primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando. ⁸ E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir. ⁹ E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre, ¹⁰ Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: ¹¹ Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. Apocalipse 4:1-11.
O PSICOPATA NÃO POSSUI NENHUM TIPO DE EMPATIA COM QUEM CONSIDERA SEUS INIMIGOS, OU MESMO FAMILIARES, NÃO POSSUI AUTO CENSURA, QUALQUER JUÍZO CRÍTICO PESSOAL E FAZ DE TUDO AO SEU ALCANCE PARA SE PERMITIR ALCANÇAR QUALQUER OBJETIVO, POR MAIS PÉRFIDO QUE SEJA, NAS MODALIDADES DO PODER OU NÃO, E MUITOS SÃO EXTREMAMENTE INTELIGENTES PARA CONSTRUIR SEUS INTENTOS MALVADOS.
¹ Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; ² Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. ³ E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, ⁴ E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. ⁵ E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. ⁶ Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. ⁷ Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. ⁸ Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. ⁹ Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. ¹⁰ Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. ¹¹ E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. Romanos 5:1-11.
Pois, assim como entre os poderes da sociedade humana a autoridade maior é obedecida de preferência à menor, assim Deus o deve ser acima de todos. O mesmo vale para os atos de violência, em que há o desejo de fazer mal, seja por injúria, seja por dano; e isso ou por vingança, como de um inimigo contra outro; ou por algum proveito alheio, como o do salteador contra o viajante; ou para evitar algum mal, como contra aquele a quem se teme; ou por inveja, como o menos afortunado contra o mais afortunado, ou o que prospera em alguma coisa contra aquele cuja igualdade teme ou lamenta; ou pelo simples prazer da dor alheia, como os espectadores dos gladiadores, ou os que escarnecem e zombam dos outros. Estas são as cabeças da iniquidade, que brotam da concupiscência da carne, dos olhos ou do domínio — isoladas, ou duas combinadas, ou todas juntas. E assim vivem mal os homens contra os três e os sete, aquele saltério de dez cordas que são os Vossos Dez Mandamentos, ó Deus altíssimo e dulcíssimo. Mas que torpezas pode haver contra Vós, que não podeis ser maculado? Ou que violências contra Vós, que não podeis ser lesado? Vós, porém, vingais o que os homens cometem contra si mesmos, pois, mesmo quando pecam contra Vós, agem perversamente contra as próprias almas, e a iniquidade mente contra si própria, corrompendo e pervertendo a sua natureza, que Vós criastes e ordenastes — seja pelo uso imoderado das coisas permitidas, seja ardendo pelas não permitidas, num uso contra a natureza; ou tornam-se réus por se enfurecerem, de coração e de língua, contra Vós, dando coices contra o aguilhão; ou quando, rompendo os limites da sociedade humana, se alegram com audácia em conluios ou cisões arbitrárias, conforme tenham algo a ganhar ou algo que os ofenda. E estas coisas acontecem quando sois abandonado, ó Fonte da Vida, único e verdadeiro Criador e Governador do universo, e quando, por uma soberba arbitrária, se escolhe e se ama nela uma só coisa falsa. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
²¹ E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada. ²² E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais; ²³ E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias. ²⁴ E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra. Apocalipse 18:21-24.
¹ E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. ² E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável. ³ Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra se fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. ⁴ E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Apocalipse 18:1-4.
¹ Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se assim: ² Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. ³ Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam. ⁴ E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. ⁵ Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. ⁶ E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. ⁷ Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. ⁸ E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes. ⁹ Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. ¹⁰ Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. ¹¹ Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede. ¹² Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Sabendo que era o Senhor. ¹³ Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. ¹⁴ E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos. João 21:1-14.
ESTAR PROFUNDAMENTO VINCULADO A UM VÍCIO COMO A NICOTINA, É MÍSTER DE SABER QUE A SEPARAÇÃO É CONTÍGUA AO SOFRIMENTO DE UMA COMPULSÃO QUE NOS ASSOBERBA SEM PRECEDENTES, POR VEZES, MAS Á LUZ DO PODER DE DEUS PODEMOS CONSERTAR ISSO ESCREVENDO COM MAIS SERENIDADE, TAL QUAL FAZENDO UM PASSO QUE TERMINA POR TER MAIS FORÇA DE VIDA NESSE CITADO PASSO E MELHORA DE CARÁTER.
SEJAMOS FORTES, IRMÃOS, E NÃO DEIXEMOS AS TENTAÇÕES NOS ABRAÇAR COM SEUS TENTÁCULOS E VENTOSAS QUE NOS SUFOCAM, POIS TODO O VÍCIO PARA UM DEPENDENTE QUE POSSUI A FORTALEZA E A QUERÊNCIA DOS JUSTOS HÁ DE SER ERRADICADO DE SEUS COMPORTARES, ISSO NÃO É PARÁFRASE DE INCAUTOS, POIS SE TORNA MÍSTER UMA CONSCIÊNCIA DE UM PODER MAIOR DO QUE NÓS MESMOS, O PODER DE DEUS, E QUE DEUS ABENÇOE OS FRACOS, POIS A ELES AINDA NÃO É CHEGADA A HORA DE SEREM MAIS FORTES...
NAQUELAS HORAS EM QUE SOFREMOS DEVERAS, IRMÃOS E IRMÃS, DEVEMOS NOS AGARRAR QUE HOUVE AQUELE QUE TUDO SOFREU E FOI HUMILHADO DIANTE DA HUMANIDADE, E MESMO ASSIM DEDICOU O SEU SACRIFÍCIO PARA SALVÁ-LA DE UMA NÓDOA QUE ATÉ HOJE CARREGAMOS, MAS NOS DEU A IMORTALIDADE, E BEM AVENTURADOS OS QUE PASSAM POR PRIVAÇÕES NO PLANETA, POIS ASSIM NOS APROXIMAMOS, POR CONTIGUIDADE, DOS SOFRIMENTOS DO NOSSO SALVADOR, E QUE ASSIM SEJA...
DEFINITIVAMENTE, HÁ MOMENTOS EM QUE ESTAMOS MAIS FELIZES E HÁ AQUELES QUE ENTRISTECEMOS, MAS PORVENTURA ENCONTRAR-SE COM A VERDADE, PAULATINAMENTE, ESTUDANDO A VIDA DE JESUS E OS SANTOS, LENDO O EVANGELHO, PRATICAR A CARIDADE, ORANDO COM DEVOÇÃO, INDO À SANTA MISSA, SÃO PRÁTICAS QUE NOS FACILITAM TREMENDAMENTE OS CAMINHOS PARA UMA VIDA MELHOR, POIS MAIS SE IRÁ REVELANDO NESSA ETERNA JORNADA...
Ai, ai, por que degraus fui arrastado às profundezas do inferno! — labutando e afligindo-me por falta de Verdade, pois Vos buscava, meu Deus (a Vós o confesso, que de mim tivestes misericórdia quando eu ainda não confessava), não segundo a inteligência da mente, pela qual quisestes que eu superasse os animais, mas segundo o sentido da carne. Vós, porém, éreis mais íntimo do que o mais íntimo de mim, e mais alto do que o mais alto de mim. Fui dar com aquela mulher audaciosa, simples e que nada sabe, figurada por Salomão, sentada à porta e dizendo: Comei de bom grado pães escondidos, e bebei águas furtadas, que são doces. Ela me seduziu, porque me encontrou a alma habitando fora, nos olhos da carne, e ruminando o alimento que por eles havia devorado. Não conhecia eu outra realidade — aquela que verdadeiramente é —; e era como que impelido pela agudeza do engenho a dar assentimento a néscios enganadores quando me perguntavam: “Donde vem o mal?”; “está Deus circunscrito por uma forma corpórea, e tem cabelos e unhas?”; “devem ter-se por justos aqueles que tiveram várias mulheres ao mesmo tempo, e mataram homens, e imolaram animais?” Com isso eu, na minha ignorância, muito me perturbava; e, afastando-me da verdade, parecia-me caminhar para ela, porque ainda não sabia que o mal não é senão privação do bem, até ao ponto em que a coisa deixa inteiramente de ser. E como o veria eu, se a vista dos meus olhos alcançava apenas corpos, e a da minha mente apenas fantasmas? Nem sabia que Deus é Espírito, e não alguém que tenha partes estendidas em comprimento e largura, ou cujo ser seja massa; pois toda massa é menor numa parte do que no todo, e, se for infinita, será menor numa parte definida por certo espaço do que na sua infinitude, e assim não está toda em toda parte, como o Espírito, como Deus. E o que seria em nós aquilo pelo qual somos semelhantes a Deus, e pelo qual se pode dizer com razão que fomos feitos à imagem de Deus, eu o ignorava por completo. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
³⁰ E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus; ³¹ Para que seja livre dos rebeldes que estão na Judeia, e que esta minha administração, que em Jerusalém faço, seja bem aceita pelos santos; ³² A fim de que, pela vontade de Deus, chegue a vós com alegria, e possa recrear-me convosco. ³³ E o Deus de paz seja com todos vós. Amém. Romanos 15:30-33.
A FORTALEZA DOS JUSTOS
Podemos
ser mais fortes se conhecermos a empreitada longa que nos leva a Deus, seus
ensinamentos, sua glória, os sacramentos, ou seja, tudo o que nos fizer nos
aproximar da justeza desse amantíssimo Senhor que nos guarnece de todas as
bendições espirituais sobre o mundo. Devemos, acima de tudo e de todos aprender
a amá-Lo sob condições próprias ou impróprias, mesmo que a nossa fé ainda não
seja muito alta, mas será estudando piamente Seus caminhos, Suas jornadas, as
escrituras, as vidas dos santos, que estaremos mais capacitados a levar uma
vida mais afeita às virtudes, e menos associada a padrões viciosos. Isso é
fundamental para quem colocou toda a sua vida agregada a temperamentos díspares,
alheios às virtudes citadas, por décadas de vida indigna, pecadora, e sem
arrepender-se formalmente dos pecados, agora nos estudos da Religião e no
encontro com a disciplina se requer seja o homem o consagrador de sua vida, tal
qual ela se apresente, mesmo que ainda tenha conseguido, aos olhos de Deus, ter
tentado ser um ser justo perante muitos que viera a conhecer no seu caminho,
mas tentado diversas vezes pelos demônios internos e externos...
Nos
justos, ou que os que tentam ser, as veredas podem ser equivocadas, pois para alguns
essa justeza de caráter, esse suposto código de conduta influencia sobremodo as
relações que possam vir a estabelecer com parentes, com amigos, quando assumem diante da lei dos homens uma disfunção, quando começam a contestar coisas que
não crêem serem justas socialmente, assumindo perfis ideológicos que nem sempre
tem tudo a ver com a libertação de um povo. Equivocadamente, pensam em embates,
por vezes em revoluções, em tentar mudar as coisas pela força, haja vista muitos
pensarem em golpes militares ou coisas similares como se fossem coisas que
dariam conta de se manter uma sociedade onde as elites apenas se beneficiariam
desse tipo de brutalidade, em um exemplo claro que nem em uma revolução ao
socialismo pelas armas, e nem o retrocesso bruto de um regime fascista implantado
em uma nação dariam conta do principal problema dos dias atuais: uma democracia
continuamente ameaçada, sem as garantias de que possa estar estável – em todos
os sentidos – antes de partirmos para um desenvolvimento mais amplo no escopo
em que se possa dar mais continuidade a um Governo mais longo, que dê mais
amplitude aos seus projetos sociais e às suas políticas públicas com a desenvoltura
que vem realizando até então. Em nome de Deus, que nossas famílias sejam
abençoadas com esse propósito, e que os excluídos da sociedade não sejam
desprezados pelas autoridades, em um grande mutirão social em favor de se
tentar erradicar a miséria recorrente em solo pátrio, com alimentos, a
caridade, o trabalhos dos homens de bem e as questões relativas à sedimentação
de padrões mais humanos para todos os viventes do país. Nem que o passado de um
homem tivesse equiparado com uma fraqueza de comportamentos nem sempre
condizentes com sua própria saúde mental e sua vivência espiritual plena, mas a
sua coerência é mister de se fazer para que não sucumba tolamente a um
retrocesso existencial, quando de seus encontros religiosos profundos nas questões
de se aprender a amar definitivamente a Nosso Senhor, Jesus Cristo. A Igreja,
sendo corpo de Cristo e, na sua relação pessoal, a Sua esposa, remete-nos que a
própria justiça social que desejamos para a humanidade é uma questão quase de
sacerdócio, e a caridade, as orações pelos que sofrem, e nosso encontro com a
Verdade fazem parte desse processo e fortalecimento espiritual, para que
possamos dar nossa fé e esperança aos que nela necessitam, assim como “de graça
recebestes, de graça dai”, conforme Mateus 10:8. Isso implica em toda uma renovação
espiritual, mental e física, pois um homem, para se dar um exemplo de uma
adição que o perseguira até então e até hoje o tenta, que é o vício da
nicotina, quando se apercebe que é possível prosseguir vivendo sem temer a
citada tentação desse vício, quando se fortalece mais e mais estudando a vida
dos santos e as Escrituras, com fé e devoção com estudos preparatórios
eclesiásticos, com afeição sincera por consagrar a sua esperança de que possa
estar praticando a eucaristia depois de fazer a catequese, esse homem carrega
na esperança de que um tipo de revelação, ou seja, a manifesta Verdade seja
substancialmente a sua razão de ser, uma primazia de tudo o que espera da vida,
não apenas que a sociedade toda floresça na esfera da bem querência, mas que
uma onda de fraternidade invada o seu próprio coração, um ninho dedicado agora
ao andamento das conversas que passa a ter com o Deus que o ilumina, e todos
aqueles que necessitam do Altíssimo.
Não é a teoria, mas igualmente a prática,
mas devemos estudar muito as palavras do Senhor se quisermos nos ambientar de
alma e corpo nas sendas espirituais que nos consagrem na luz da mesma
esperança, mesmo sabendo que ainda enfrentaremos provações e frutos amargos que
porventura possam nos afligir, em termos de males físicos, e mentais, mas
fujamos dos males espirituais, pois o que não é da carne está em uma redoma
onde tudo o mais se nos importará, que é a vida depois da morte terrestre, e que
respeitemos o nosso corpo, pois todo aquele que se vicia estará pecando ainda, sob
as tentações da carne, e isso não é bom como realizar os mandamentos de Deus:
amar a Ele sobre todas as coisas, e: amar ao próximo como a ti mesmo...