EDITORA ESPAÇO
Arte e textos.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
A atual ascensão da extrema direita na Alemanha não é idêntica à era Hitler, mas há paralelos preocupantes em termos de discurso nacionalista, rejeição ao liberalismo e uso de retórica contra minorias. A diferença crucial é que hoje a Alemanha vive em um sistema democrático consolidado, com instituições fortes e memória histórica do nazismo, o que limita a repetição literal daquele regime. 📖 Semelhanças com a Era Hitler Nacionalismo exacerbado: Tanto o nazismo quanto movimentos atuais da extrema direita enfatizam a identidade nacional e a proteção contra “ameaças externas”. Rejeição ao liberalismo e ao socialismo: Assim como Hitler, partidos de extrema direita contemporâneos criticam a democracia liberal e o multiculturalismo. Uso da propaganda e retórica populista: A mobilização por meio de discursos fortes contra elites, imigrantes ou minorias ecoa práticas do passado. Medo social como combustível: Crises econômicas, imigração e insegurança cultural são exploradas para ganhar apoio, tal como na República de Weimar. 🌍 Diferenças Fundamentais Sistema democrático atual: A Alemanha contemporânea possui instituições sólidas, imprensa livre e mecanismos de controle que não existiam na era nazista. Ausência de totalitarismo: O nazismo foi um regime totalitário, com culto ao líder e controle absoluto da vida social. Os partidos atuais, mesmo radicais, operam dentro da democracia parlamentar. Questão racial: O nazismo tinha como núcleo ideológico a superioridade ariana e o extermínio de judeus e outros grupos. A extrema direita atual pode usar retórica xenófoba, mas não possui políticas sistemáticas de genocídio. Memória histórica: A Alemanha moderna tem leis contra símbolos nazistas e negação do Holocausto, o que cria barreiras institucionais contra a repetição literal daquele regime. COPILOT.
O ASPECTO DA RECUPERAÇÃO DAQUELES QUE TITUBEIAM, NÃO RETORNAM, RECAEM RECORRENTEMENTE EM SUAS FALTAS EXISTENCIAIS, SE NOTA NA MISSÃO ESPIRITUAL E SANTIFICADA DE MUITOS SERES QUE MANIFESTAM-SE FAVORAVELMENTE COM RELAÇÃO À PREDISPOSIÇÃO DE QUE SERÍAMOS SERES FORA DA CURVA, OU ALGO PARECIDO, MAS TÃO SOMENTE SEREMOS SEMPRE MAIS SERENOS QUANDO DENTRO DO QUE APARENTEMENTE SIGNIFIQUE UM COMPORTAMENTO NORMAL, DENTRO DO UNIVERSO PSÍQUICO ÍNTIMO DE CADA QUAL, UNIVERSO CITADO ESTE QUE É PRATICAMENTE INFINITO, MAS NÃO CIRCUNSCRITO EM ATITUDES QUE COLOQUEM EM XEQUE NOSSA APARENTE NORMALIDADE, OU PELA JUSTA, OU PELA MEDICINA.
QUANDO SE NOTA QUE O ASPECTO DE UM SER HUMANO QUE PESQUISE MUITO COM MÁQUINAS, E QUE ADIANTE DE SEUS TRAUMAS E DESEQUILÍBRIOS EMOCIONAIS, RELIGUE A IMPORTÂNCIA DE SER UM HOMEM OU UMA MULHER COM TODAS AS QUALIDADES INERENTES A CADA SER HUMANO, A COMPREENSÃO DE UM AGENTE QUE INFUNDA A ESPERANÇA PARA AQUELES QUE SOFREM SE TORNA UMA ROCHA NUA E PERMANENTE NO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO QUE SE ENTENDE MELHOR EM GRUPOS MADUROS E BEM CONDUZIDOS, COM LIDERANÇAS E LITERATURA QUE FAÇA SENTIDO, SEMPRE...
UMA VÍRGULA QUE SE DIGA FAVORAVELMENTE NA RECUPERAÇÃO DE UMA VIDA QUE SEJA, PROSTRADA OU NÃO, VULNERÁVEL OU NÃO, MAS PRINCIPALMENTE ÀQUELAS QUE REALMENTE SOFREM, É SINAL DE QUASE SANTIFICAÇÃO DE UM SER HUMANO QUE PROFIRA A PALAVRA CORRETA, DIANTE DE UM PODER DE UM CRISTO QUE NÃO SEJA MERA FIGURA DE RETÓRICA.
domingo, 6 de setembro de 2026
UM GRUPO MADURO EFETIVAMENTE FALA DE ESTRUTURAS ESPIRITUAIS, QUAIS ESQUELETOS DE AÇO FORJADO NA CORAGEM DE SE MUDAR AS COISAS QUE SE FAZEM PRESENTES E AINDA NÃO SE CORRIGEM MUITO, E PORVENTURA DEUS NÃO DÁ, INFELIZMENTE, TODA A COBERTURA NECESSÁRIA PARA QUE AS SUAS VIDAS SEJAM CARREGADAS PARA A SEARA DE BOAVENTURA...
O LACRE INVIOLÁVEL
Podemos
parar de nos questionar se precisamos de subterfúgios externos para resolver
problemas recorrentes onde por vezes um cenário ofensivo é declaradamente
ousado para padrões civilizatórios que são necessários a uma sociedade mais
justa e coerente humanamente. Certos ruídos que perpassam as emoções humanas
fazem de certos humanos mesquinhos a mesma sombra de caráter que os fazem
sinistramente fascistas, mesmo que algo que os irrite pela presença tenham que
consentir, na acepção nua e crua de que o fascismo não é regra possível na atualidade,
pois é inconstitucional e bruto em sua essência. O lacre inviolável da
democracia, e sua forma mais presente na ordem popular e seus formatos
inerentes ao que se apresentara nos nossos dias, na Presidência da República, é
a face naturalmente presente em todos os quesitos governamentais, assim como
será nas eleições que certamente a vitória há de se apresentar, em virtude de
quem somos diante das questões relativas ao que se torna premente em elucidar,
conforme as ações administrativas concretas que vem sendo tomadas em relação à
população brasileira. Em alguns sítios, as provocações fascistas são inúmeras,
fazendo-se valer até mesmo de visões religiosas, ou mesmo em serviços e
palavras que remontem às citadas provocações. Reza o aprofundamento na Religião
que perdoemos as ofensas, e que na realidade um ponto ou elemento que nos
provoque seja apenas um fragmento de algo maior, uma pseudorealidade dentro de um contexto mais amplo: um tipo de ilusão
ou um cenário confusionista de fato,
pois sua existência concreta vira um apêndice – repito – de uma realidade
maior. Essa reação pontual pode estar presente em um só ser, em dois em
determinadas contingências, busca aprovação muitas vezes em feedbacks
irrisórios e muitas vezes impotentes, se a vítima da provocação não esboçar a
anti reação, mas for mais justa que os justos, e não opuser contrariedades,
agindo com o respeito àquele que não esconde seu ódio, muitas vezes por motivações
de ordem ideológica, no caso de ser um fascista ou um reacionário como exemplo
concreto de como ocorrem certas coisas.
Apesar de
tudo, será em uma Santa Missa que veremos que: “o amor de Cristo nos uniu...”
Saindo dela, podemos sentir um impacto grande de como é o mundo lá fora, e isso
remete a que sejamos mais coerentes, mais e mais, mesmo sabendo que há pessoas
desunidas, e que Deus deixa ao léu quem nega a comunhão e o caminho sagrado da Boaventura
entre os povos. Existem guerras cruentas, guerrilhas, motins, territórios onde
parece que não há Sua presença, mas as fases críticas por vezes se encerram
justamente quando nos conscientizamos de que será na presença d’Ele que vamos
nos consagrando a uma paz mais verdadeira e harmonia entre nós, pois mesmo em
meio a conflitos sangrentos sempre há almas em busca de Deus, ou mesmo
perdoando seus inimigos, no que se abracem já que nem sempre sabem sequer por
que o são, ou por quem estão lutando... Há daqueles que defendem o território
pátrio da sombra de qualquer invasão estrangeira, mas justamente há outros que
combatem crimes e outras coisas em que não podem evitar de estar em serviço,
mas os civis que buscam a contenda, buscam o conflito e a discórdia, no mínimo
estarão passando pelo crivo de um poder maior do que eles.
O lacre inviolável
da democracia pertence àqueles que pensam ser esse regime de governo o mais
justo, porquanto o que se tem por merecimento de toda uma jornada republicana
onde essa tradição se tornará o nosso ponto chave, o nosso pivô. Daqueles que
pensam com o ego voltado para algo substancioso no sentido de ser mais
importante do que o que dá firmeza a um regime justo, como setores religiosos
que nada tem a ver com a política, a mais não sendo por vezes um trampolim que
galga pastores para o palanque, como termos certos exemplos de casos afins, a
opinião ideológica a respeito de países que alcançaram seus níveis de desenvolvimento
aprendendo a andar com suas próprias pernas, é sobremodo nula se fizermos
questão de que as nações mais civilizadas sejam laicas, ou respeitem seus
credos diversos, onde a tolerância deve ser nossa mola mestra. Em virtude dessa
mesma tolerância, os povos do planeta deverão se unir para não romper o grande
e inviolável lacre do amor a Deus, refletido pela bondade e preferência universal
pelos pobres e trabalhadores do mundo. A esse nível, estaremos mais preparados
para ingressar finalmente em um milênio de pacificação no âmbito de costumes e
valores reconstruídos, no sentido inverso do que se cria antes que seria
necessário um apocalíptico tempo de guerras e destruições climáticas... Para
isso, o Oriente começa a se alinhar com Ocidente e vice e versa, pois o perdão
de certos enigmas e conflitos que outrora enfrentávamos, sói repararem-se em um
tempo que virá, de concórdia e paz mundial, mas depende da boa vontade dos
homens, senão as notícias que estranhamos tanto ainda inundarão as páginas do
tempo...
sábado, 5 de setembro de 2026
QUANDO SE TRATAR ALGO COMO UM PACIENTE DA PSIQUIATRIA, JAMAIS ESSE PACIENTE DEVE ALTERAR A DOSAGEM DE SUA MEDICAÇÃO, QUANDO EXPOSTO A INTEMPESTIVAS RECORRÊNCIAS SOCIAIS, OU QUANDO A VIDA LHE IMPUSER DIFICULDADES AFETIVAS SOBREMODO DISTINTAS DOS PASSOS QUE MUITOS ANTECIPAM NA JORNADA EXISTENCIAL NO MEIO EM QUE SE ENCONTRAM.
MAIS DO QUE A PRESSUPOSIÇÃO AMIÚDE QUE PERFAÇA A DOR DE SERMOS MENOS TOLERANTES E DEPOIS NOS ARREPENDERMOS, ESTÁ O ALÍVIO DE DRIBLARMOS AS RUAS COM OS NOSSOS PASSOS COM A DISCRIÇÃO DE SERMOS MAIS HUMANOS COM A DITA QUESTÃO DAS DIFICULDADES QUE ENFRENTAMOS NO DIA A DIA DAS NOSSAS EMOÇÕES INTEMPESTIVAS.
MEU AMIGO, O SER
E o vejo em cada nicho, cada voo, cada folha, a cada aurora,
Quando olho para tantos homens e mulheres perdidos
Te encontro por vezes na ponta de uma coleira, ou sobre um penhasco
Olhando, cabra, as multidões de árvores tecendo o verde sobre o lençol da planície...
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
FLUA-SE O VERBO
Tal
palavra nua, tal corpo de mulher despido de pudor, o verbo se faz presente
sempre na oração de um ser humano, e como tanto aparece com sua sintaxe e
característica, dependendo da tipificação de gênero, número e grau. Na latitude
de seus significantes, outrora a concatenação de sua sintaxe seja algo
complexo, tal o nome que se dê à personificação de seus sentidos mais latentes,
ou no objetivo de se dizer algo a mais do que se pretenderia, utilizando a
ferramenta do idioma para tal feito. Há redes neurológicas que se impõem
pretender nos significados da expressão, na sua criatividade, na capacidade do
homem em sua memória, na cognição inata de sua percepção e uso da massa
cerebral, assim como na imanente aquisição do dom espiritual de se dizer algo
com base em preceitos escriturais, ou nos estudos teológicos que alguém possa
se fazer valer para compreender a palavra da Religião, ou qualquer estudo
outro, de outra qualquer, na busca da compreensão de um reconhecido e amplo
leque de possibilidades, bem como através da filosofia, da lógica, da gramática,
ou quaisquer outras ciências. O nível de complexidade do pensamento humano
transcende qualquer tipo de possibilidades automáticas de pesquisa, quando é
liberto e parte de um princípio essencial, que é a expressão pura e simples.
Tangencia-se um conceito, pragmaticamente urge saber o que dizer depois que em
um caso de oratória em texto, a razão se encontre com um saber que faça o sentido
mais sereno de um caso quase amoroso entre o verbo e a expressão... Dizem
alguns sacerdotes que é nessa hora que o poder do Espírito Santo nos dá a inspiração
divina para que escrevamos sobre algo, mas quando escrevemos sobre o ato de
escrever, que tipo de dom seria esse que nos faz elucubrar um pensamento que
atinja uma parcela de leitores sobre essa façanha maravilhosa que é escrever um
ensaio sobre algo de filosofia?
Caminhantes
da vida, um dia me pareceu que o estudo do catecismo fora outrora um estudo rigorosamente
pálido, mas na realidade se revela tão fúlgido como uma flor de primavera que
solidamente seguramos pelo caule de espinhos, mas a ungimos do perfume de Deus,
por Sua vontade apenas, através de nosso olhar atento. Quando, sob a égide da
tecnologia, sabemos que as letras do verbo se nos fluem através do teclado de
um computador, e que certamente serão publicadas mais tarde através da rede, em
um ato de comunicação onde alguns leitores – se for de suas vontades – as lerão,
tecendo a intepretação que lhes caiba, ou mesmo usufruindo de algum saber, e verão
enunciadas as palavras que coloco então, no final desta frase: “todas as
glórias a nosso Senhor, Jesus Cristo!” Não se tornem vãs palavras, pois
certamente estampadas as letras e concatenada a frase, a mensagem terá sido
dada, como mote central do ensaio, em um significante que teologicamente não se
relaciona com o restante da tese, mas no sentido em que se encontra, como um
agradecimento, se relaciona com uma assertiva que não poderia ficar de fora,
tamanha a graça em que por vezes nos encontramos na presença d’Ele. Na verdade
nua e crua, o verbo se fez homem, e a treva se fez luz, no princípio de tudo.
Seguimos
lutando para termos melhores dias, e a questão de se dizer como foi um dia
qualquer, não segue sendo uma premissa tão fundamental quanto se afirmar que no
exato instante do presente momento, as coisas se sucedem na hora em que estou
escrevendo este pequeno texto tentando montar um quebra-cabeças de mim mesmo.
Porventura neurologicamente somos abençoados, sem tirar nem pôr, quando estamos
praticando algo para se ter uma boa reserva cognitiva. Apesar de sabermos da
dimensão de um texto escrito ou falado, será sempre no escrito que podemos corrigir
as nossas linhas, e que um áudio nem sempre corresponderá à exatidão no sentido
de definir as regras exatas da compreensão humana. Diz-se que a razão na forma
literária faz de um homem senhor da sua mesma sintaxe existencial, porquanto
mesmo solitariamente poderá expor seu modo de pensar da mesma forma que um
ficcionista cria suas histórias. No que concerna o sentido de uma frase ou
período muitos estudiosos podem vir a interpretar neuro linguisticamente o
sentido da expressão, as estruturas neurais, ou mesmo quiçá um comportamento
reflexo de como seria a vida de quem enunciou a peça literária. O quanto
ficasse distante dos predicados da lógica, se autores e estudiosos como
Saussure, Peirce, ou Umberto Eco em seus estudos dos signos e da semiótica, bem
como Baudrillard, e outros, como Lacan na área da psicologia, todos os autores
de ponta que iniciaram o processo e foram pedras angulares na descoberta da
interpretação dos signos, bem como o Psiquiatra Jung e seus estudos dos
arquétipos e do Inconsciente Coletivo, tudo faz parte de um acervo onde outros
autores densos, como Kant e Hegel, na filosofia, traduzindo desde sempre os
enigmas da citada lógica, pudessem prever com autonomia e aprofundamento esse
ramo da ciência onde mais tarde os sistemas de informática já criavam suas
linguagens autônomas para cumprirem funções na robótica e na Inteligência Artificial,
demandando que humanos exercitassem o tutano para dirimir os rumos e recônditos
mais ocultos do cérebro. Toda essa ciência ficaria despercebida pelos usuários
padrão dos sistemas, e quem passa a ser de ponta fica na área da medicina
psiquiátrica, neurológica e das ciências de computação, bem como nas megaestruturas
que as apoiam.
O
verbo, no entanto, fica na palavra de Jesus Cristo, o Salvador, que cria e quem
destrói tudo, Aquele, Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo... As
doenças continuam, assim como as guerras, as drogas e o crime. Problemas
sociais nos acometem sempre, e ainda assim continuamos aprendendo, mas a fé,
sobremodo, com obras, é mais luminosa do que todas as sinapses cerebrais que
imaginamos, já que espiritualmente estamos alheios a tudo isso, e nem todo o
conhecimento empírico vai nos ensinar o caminho das pedras, pois a honra e toda
a glória está com Aquele que veio para nos salvar, como verbo único que
transcende a própria literatura e sua Natureza especulativa. Pois nem sempre estaremos sabendo de tudo o que virá pela frente, e a ciência humana é algo que possui uma dialética constante, assim como se observarmos a Natureza e seus seres veremos algo mais do que apenas a revelação pura e simples de uma máquina como antes se acreditava fosse diante do poder da transformação da matéria pelo homem. Veremos a vida a pulsar, os elementos naturais como nossos mais diletos companheiros, e sairemos o suficiente do escopo de que apenas entre humanos poderemos estar nos sociabilizando no planeta. Algo de transcendente vai no rol dessa escolha do nosso olhar, e será diante dos mistérios do cosmo que a assertiva de que há um Criador por trás desse magnífico espetáculo nos fará ficar maravilhados diante do assombro que se chama o mundo e seus seres, sem contar o que há no céu: uma efusão cósmica onde sequer conheceremos sua grandeza, pois somos mais ínfimos diante da compreensão da magnitude de Deus...
NÃO CARREGUEMOS O MÉRITO DE AÇÕES BOAS QUE REALIZAMOS, POIS ISSO NÃO É O OBJETIVO DE SERMOS MELHORES, E SIM PRATICANDO COMO EXERCER ESSE TIPO DE ATITUDE, PARA QUE A COISA QUE NÃO É DECLARADA FUNCIONE COMO UM TIPO DE ENGRENAGEM ONDE SENTIREMOS A MÁQUINA FLUIR, MESMO NA ÓTICA DAQUELES SERES HUMANOS MAIS EMPEDERNIDAMENTE PERSISTENTES NO ERRO.
HÁ CERTAS PESSOAS QUE NÃO SE AJUDAM A SER MAIS TOLERANTES DE FATO, E SEMPRE BUSCAM IMPOR A SUA VONTADE, MAS EM CERTOS CASOS NÃO HÁ COMO MODIFICÁ-LAS, E O IMPORTANTE É QUE NÓS MUDEMOS PARA TANTO, POIS O MUNDO NÃO SERÁ - JAMAIS - UM TAPETE DE FLORES, MAS SIM MUITAS VEZES UM CAMINHO DE PEDRAS AFIADAS...
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
¹ O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão. ² Do fruto da boca cada um comerá o bem, mas a alma dos prevaricadores comerá a violência. ³ O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói. ⁴ A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes se farta. ⁵ O justo odeia a palavra de mentira, mas o ímpio faz vergonha e se confunde. ⁶ A justiça guarda ao que é de caminho certo, mas a impiedade transtornará o pecador. ⁷ Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas. ⁸ O resgate da vida de cada um são as suas riquezas, mas o pobre não ouve ameaças. ⁹ A luz dos justos alegra, mas a candeia dos ímpios se apagará. ¹⁰ Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria. ¹¹ A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará. ¹² A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida. Provérbios 13:1-12.
¹ O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio. ² Como o rugido do leão é o terror do rei; o que o provoca à ira peca contra a sua própria alma. ³ Honroso é para o homem desviar-se de questões, mas todo tolo é intrometido. ⁴ O preguiçoso não lavrará por causa do inverno, pelo que mendigará na sega, mas nada receberá. ⁵ Como as águas profundas é o conselho no coração do homem; mas o homem de inteligência o trará para fora. ⁶ A multidão dos homens apregoa a sua própria bondade, porém o homem fidedigno quem o achará? ⁷ O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele. ⁸ Assentando-se o rei no trono do juízo, com os seus olhos dissipa todo o mal. ⁹ Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado? ¹⁰ Dois pesos diferentes e duas espécies de medida são abominação ao Senhor, tanto um como outro. ¹¹ Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta. ¹² O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos. ¹³ Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão. ¹⁴ Nada vale, nada vale, dirá o comprador, mas, indo-se, então se gabará. ¹⁵ Há ouro e abundância de rubis, mas os lábios do conhecimento são joia preciosa. ¹⁶ Ficando alguém por fiador de um estranho, tome-se-lhe a roupa; e por penhor àquele que se obriga pela mulher estranha. ¹⁷ Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho. ¹⁸ Cada pensamento se confirma com conselho e com bons conselhos se faz a guerra. ¹⁹ O que anda tagarelando revela o segredo; não te intrometas com o que lisonjeia com os seus lábios. ²⁰ O que amaldiçoa seu pai ou sua mãe, apagar-se-á a sua lâmpada em negras trevas. ²¹ A herança que no princípio é adquirida às pressas, no fim não será abençoada. ²² Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará. ²³ Pesos diferentes são abomináveis ao Senhor, e balança enganosa não é boa. ²⁴ Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, entenderá o homem o seu caminho? ²⁵ Laço é para o homem apropriar-se do que é santo, e só refletir depois de feitos os votos. ²⁶ O rei sábio dispersa os ímpios e faz passar sobre eles a roda. ²⁷ O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre. ²⁸ Benignidade e verdade guardam ao rei, e com benignidade sustém ele o seu trono. ²⁹ A glória do jovem é a sua força; e a beleza dos velhos são os cabelos brancos. ³⁰ Os vergões das feridas são a purificação dos maus, como também as pancadas que penetram até o mais íntimo do ventre. Provérbios 20:1-30.
Há, com efeito, uma atração nos corpos formosos, no ouro, na prata e em todas as coisas; e no contato do corpo muito pode a conveniência mútua, e cada um dos demais sentidos tem o seu objeto próprio, adequadamente temperado. Também a honra deste mundo tem a sua graça, e o poder de vencer e de dominar — donde nasce igualmente a sede de vingança. Mas, para obter tudo isto, não devemos afastar-nos de Vós, Senhor, nem desviar-nos da Vossa lei. Também esta vida que aqui vivemos tem o seu encanto, por certa medida que lhe é própria e pela correspondência com todas as belezas de cá de baixo. Também a amizade humana é doce pelo laço que a estreita, em razão da unidade formada de muitas almas. Por ocasião de todas estas coisas e de outras semelhantes é que se comete o pecado, quando, por uma inclinação desmedida para estes bens ínfimos, se abandonam os melhores e mais altos: Vós, Senhor nosso Deus, a Vossa verdade e a Vossa lei. Pois estas coisas inferiores têm as suas delícias, mas não como o meu Deus, que fez todas as coisas: porque n’Ele se deleita o justo, e Ele é a alegria dos retos de coração. SANTO AGOSTINHO.
A ELITE DA EXCLUSÃO
Como serias tu, ó criatura de Deus, se o resto do mundo
Não soubera que não possui identidade sequer,
Se do Ocidente ao Oriente, só querem saber do ouro e dos impérios
Posto dos cetros dos reis as mãos que subentendem o Poder
Estão ávidas por permanecerem sustentando no trono
As invectivas de administrar os impérios e seus servos...
Gostariam de ser a medida mais consonante, mesmo que o troco dos favores
Seja a vida que não pode ser medida com louvores gratuitos, pois a música que
toca
Em certos nichos mercadológicos, por vezes não se encaixa nas hostes da vida.
Quando gostáramos de saber que a lauta refeição de patronatos e suas questões
Como na aura dos príncipes, seria algo a dizer a mais do que a simples seara do
alimento
Fossem na realidade o aspecto mais ímpar, seja a vida mais silente do que o viés
oposto
Mesmo que soubéramos que o diletante poderia nos dizer mais além da verdade
Que o lema impossível de proceder fosse uma questão do provável,
O mote que nos leva aos dias mais serenos seja sempre uma via de progressos e
lutas...
JÁ QUE ESTARÍAMOS MAIS AFEITOS A UMA RECUPERAÇÃO DE MUITOS QUE SE DIZEM NORMAIS PERANTE ABSURDOS QUE SE ENCONTRAM NA SOCIEDADE, COMO CIDADÃOS QUE SEQUER POSSUEM ESSE DIREITO DE POSSUIR ESSE DIREITO, ESSA CITADA NORMALIDADE SEJA DITA QUE NEM SEMPRE O ESTAR-SE BEM EMOCIONALMENTE SEJA ALGO ANORMAL, POIS A VIDA SEM OS CONTRATEMPOS DE SERMOS QUALIFICADOS DE MÁQUINAS É ALGO SUI GÊNERIS, E SOBREMODO ARTIFICIAL, POIS NÃO É LEVANTANDO PESOS QUE ESTAREMOS MAIS FELIZES, POIS NEM TODO O ESCRAVO É FELIZ CARREGANDO OS FARDOS DE SEUS DIAS.
DEMOCRACIA E CONSCIÊNCIA
Termos
acesso a algo no mais das vezes é sobremodo importante... Devemos estar limpos,
o sistema faz com que pessoas que não têm oportunidade de trabalho e renda,
mendigando pelas ruas, jamais tenham acesso até mesmo ao ato de se alimentar,
quando muito, o trocam – quando podem – pelo de se alcoolizar ou se drogar. O
direito ao voto é amplo na sociedade democrática como a conhecemos em nossa
nação, mas o acesso aos meios de comunicação são restritos a muitos, que por
tais os conheceremos, como a grande massa de eleitores, nem sempre consciente
politicamente, nem sempre preparada a escolher seus representantes. Tal ou qual
propaganda política, tal ou qual influência ideológica pode mudar os rumos de
uma eleição, mesmo que a Natureza da Política saiba que melhor será para a maior
parte da população escolher o candidato que atenda mais às suas demandas, e
se a maioria for mais pobre, aquele que faz a opção de seguir melhorando, ou
tentando melhorar os serviços atinentes a essa grande massa trabalhadora, ou em
condições precárias, e não aqueles que vão alimentar os interesses da elite, ou
“sociedade esclarecida em si mesma”. As atitudes de um Governo fazem a fama
deste, e sua prática, sua origem, sua empatia popular fazem emergir a
preferência que tal Governo tem pelos mais empobrecidos, ou as camadas que são
as que mais constroem a riqueza nacional, mesmo que não se negue às empresas que
empregam grandes contingentes de trabalhadores seu apoio incondicional, mas
será sempre através de um Estado forte que se fará um serviço público e
gratuito de qualidade, tal como o de saúde, o de educação e etc. A consciência
do povo se traduz pela qualidade em se conhecer o seu representante mais autêntico,
e de suas bases deve vir o clamor popular.
O papel
devido ao representante do povo não deve ser trocado por miudezas, mas sim ser
um tipo de contrato fiel às bases que o sustentam, e só caminhamos para um país
melhor se for da forma em que a democracia se assentar em um leito de rocha
firme onde o Partido mais trabalhista plasme o regime de tal forma a fomentar
melhores meios de desenvolver a nação. Até que se continue a dar essa sustentação,
ou seja, ao darmos continuidade a projetos já alicerçados, mesmo que em certo viés,
no meio do caminho, o objetivo tivesse sido a mera manutenção da democracia
ameaçada por grupos golpistas, não devemos jamais permitir que familiares desse
clã tomem o poder ameaçando a soberania pátria de tal modo em que, já livres de
tais ameaças, não possamos dar a citada continuidade nos projetos e trabalhos
desenvolvimentistas que fazem do Brasil – ainda – uma grande nação, apesar dos
problemas sociais graves que enfrentamos no dia a dia do brasileiro e seu
exercício da cidadania.
Certo
será sabermos que os olhares fartos de uma comunidade internacional estarão
pousados sobre a nossa realidade, e muitos poderão aprender com ela, assim como
o nosso país muito tem a aprender com outras nações e culturas. Destarte, não
seria muito bom sabermos que o processo de aprendermos com as guerras nos
fariam parte de uma aliança que mais parece um retrocesso, pois nenhum tipo de
conflito interessa aos brasileiros, assim como nenhum tipo de preconceito,
diferença étnica, de gênero, raça ou credo. Não nos interessa sabermos mais do que
apenas reconstruir o nosso país, sempre, com base na união de seu povo e
governantes, e a boa relação institucional dentro do nosso território se torna
a nossa melhor realidade. Quando nos pedirem uma boa relação comercial, não negaremos,
e não entraremos – jamais – na guerra comercial, nem prevaricaremos com
interesses estrangeiros, qual não seja, zelando pelos nossos interesse
nacionais, hoje e sempre!
Quando
novidades do exterior se nos apresentarem em termos de tecnologia e fundamentação
científica, devemos estar abertos, e manter conveniados órgãos e universidades
internacionais com as nossas, com franca abertura e cooperação mútua, assim como
em assuntos de segurança internacional e suas estratégias afins. Em termos de
capitais, manter um Banco forte e independente revelará nos Brics a nossa maior
independência financeira, para não ficarmos reféns do capital estrangeiro e da
opressão do capitalismo desenfreado de mercado mercenário e hostil. A mais de
se valer a cessação de todo o movimento opressivo da nossa classe trabalhadora,
o Orçamento Brasileiro há de se valer de todos os recursos, mas para isso temos
que eleger um time de deputados e senadores compatível com uma maioria no
Congresso Nacional, a fim de que se possa valer continuar a proposição salutar,
coerente e progressista, para que o Executivo do Governo Popular de Lula continue
a saudar com reformas urgentes e necessárias o andamento das pautas prometidas
em campanha, e continuar a dar o andamento nos seus pressupostos
administrativos. Por isso, o ato de votar ainda é o ato mais consciente, e se
fazer valer de buscar a informação correta de seu candidato ainda é a melhor
forma de se obter o valor merecido no resultado eleitoral, conforme as regras
democráticas.
Quem, então, não exaltava meu pai, por prover ao filho, além das forças do seu patrimônio, tudo o que era preciso para tão longa viagem em favor dos estudos? Pois muitos cidadãos bem mais abastados nada de semelhante faziam pelos filhos. E, contudo, esse mesmo pai não se importava com o modo como eu crescia para Vós, nem com a minha castidade: bastava-lhe que eu fosse fecundo em palavras, por mais estéril que fosse para a Vossa lavoura, ó Deus, único verdadeiro e bom Senhor do Vosso campo, que é o meu coração. SANTO AGOSTINHO.
ESTELAR
Chama de fogo celeste, brilho de ponto distante, reflexo
No olhar de uma mulher depois do amor refeito
Lágrima que cai no colo da saudade, gota de orvalho na madrugada
Ou ainda a luz que tu, lua, emanas em teu plágio dos astros.
De tudo o que Tu criastes, meu Deus, há de ser um simples sopro
Da primavera que surge, e as águas refletem o sol, essa ampla estrela
Que, fugidia, se esconde no anoitecer do dia, quando decantamos o ser...
Naquilo suposto, naquilo não medido, no valor e na entrega,
Dos astros as testemunhas nos mergulham nos seus ares etéreos,
Ao cosmo que tece uma longa jornada, do dia, da noite, do sono e da vigília...
Serias tu, ó noite estelar, onde precipitas muitas inquietações de vozes
agigantadas
No sono ensurdecedor, onde Vênus, a Dalva, dos céus de meu país internacional
Não difira de outros céus, onde se verá o diamante esmeraldino da pátria de
minha bandeira
Quando, finalmente, estivermos próximos e distantes do que emerja de uma Pátria
soberana!
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
E que era o que me deleitava, senão amar e ser amado? Mas eu não guardava a medida do amor, de quem me dera que alguém então houvesse temperado a minha desordem e tirado proveito das belezas fugazes destas coisas, que são os últimos confins da Vossa criação! Quem me dera que lhes houvesse posto limite ao deleite, para que ao menos as marés da minha juventude se lançassem à praia do matrimônio, se não podiam ser aquietadas, e se contivessem no fim próprio de uma família, como prescreve a Vossa lei, ó Senhor — Vós que assim formais a descendência desta nossa mortalidade, podendo com mão suave despontar os espinhos excluídos do Vosso paraíso. Pois a Vossa onipotência não está longe de nós, ainda quando nós estamos longe de Vós. Ou, então, devera eu ter atendido com mais vigilância à voz que vem das nuvens: Estes, contudo, terão as tribulações da carne; mas eu quisera poupar-vos. E: é bom para o homem não tocar mulher. E: quem não é casado cuida das coisas do Senhor, e de como agradar a Deus; mas quem é casado cuida das coisas do mundo, e de como agradar à esposa. SANTO AGOSTINHO.
DEVEMOS IR NA DIREÇÃO ONDE CRISTO ESTIVER, E SE FORMOS AO TEMPLO CERTAMENTE O ESPÍRITO SANTO, QUE É O CALOR QUE EMANA DE SUA LUZ, PARTICIPARÁ CONOSCO DO ENCONTRO, SENDO UM O MESMO QUE OUTRO, MAS QUE O SENHOR ESTEJA PRESENTE SEMPRE EM NOSSAS VIDAS, POIS SERÁ ATRAVÉS DE SUA PRESENÇA NA HÓSTIA CONSAGRADA QUE O PONTO ALTO NA MISSA SOLENE QUE ESTAREMOS COMUNGANDO DO CORPO, FEITO PÃO DA CARNE DE DEUS, PARA QUE POSSAMOS NOS PREPARAR PARA O ENCONTRO COM ELE DEPOIS QUE NOS FORMOS DESTE MUNDO.
⁶ Então se levantou ela com as suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto na terra de Moabe ouviu que o Senhor tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão. ⁷ Por isso saiu do lugar onde estivera, e as suas noras com ela. E, indo elas caminhando, para voltarem para a terra de Judá, ⁸ Disse Noemi às suas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo. ⁹ O Senhor vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. E, beijando-as ela, levantaram a sua voz e choraram. ¹⁰ E disseram-lhe: Certamente voltaremos contigo ao teu povo. ¹¹ Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos? ¹² Voltai, filhas minhas, ide-vos embora, que já mui velha sou para ter marido; ainda quando eu dissesse: Tenho esperança, ou ainda que esta noite tivesse marido e ainda tivesse filhos, ¹³ Esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? Deter-vos-íeis por eles, sem tomardes marido? Não, filhas minhas, que mais amargo me é a mim do que a vós mesmas; porquanto a mão do Senhor se descarregou contra mim. ¹⁴ Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela. ¹⁵ Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada. ¹⁶ Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; ¹⁷ Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. Rute 1:6-17.
E que era o que me deleitava, senão amar e ser amado? Mas eu não guardava a medida do amor, de alma para alma, que é o luminoso limite da amizade; antes, da lodosa concupiscência da carne e do fervor da puberdade subiam vapores que me anuviavam e escureciam o coração, de modo que já não distinguia o claro esplendor do amor da névoa da libidinagem. Ambos ferviam confusamente em mim, e arrastavam a minha juventude sem apoio pelo precipício dos desejos ímpios, e me afundavam num abismo de vícios. Acumulara-se sobre mim a Vossa ira, e eu não o sabia. Ensurdecera-me o tinir da corrente da minha mortalidade, castigo da soberba da minha alma; e afastava-me cada vez mais de Vós, e Vós me deixáveis fazer, e eu era sacudido, dissipado, derramado, e fervia nas minhas fornicações — e Vós Vos calastes, ó minha tardia alegria! Calastes-Vos então, e eu vagava para mais longe de Vós, por sementeiras cada vez mais estéreis de dores, com uma soberba abatida e um cansaço sem repouso. SANTO AGOSTINHO.
¹ Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. ² Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. ³ Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração. ⁴ Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta, ⁵ Para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras. ⁶ Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas, ⁷ Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo, ⁸ Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa; ⁹ No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão. ¹⁰ E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração. ¹¹ Estava alvoroçada e irrequieta; não paravam em sua casa os seus pés. ¹² Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos; ¹³ E chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse: ¹⁴ Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos. ¹⁵ Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei. ¹⁶ Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito. ¹⁷ Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela. ¹⁸ Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores. ¹⁹ Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem; ²⁰ Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado. ²¹ Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios. ²² E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões; ²³ Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida. ²⁴ Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca. ²⁵ Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas. ²⁶ Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos. ²⁷ A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte. Provérbios 7:1-27.
Quero agora recordar as minhas torpezas passadas e as corrupções carnais da minha alma — não porque as ame, mas para que Vos ame a Vós, ó meu Deus. Faço-o por amor do Vosso amor, repassando os meus caminhos perversíssimos na própria amargura da recordação, para que Vós Vos torneis doce para mim (doçura que não engana, doçura feliz e segura), e para que me recolhais de novo daquela dispersão em que fui despedaçado, quando, afastado de Vós, que sois o único Bem, me perdi na multiplicidade das coisas. Pois houve tempo, na adolescência, em que ardi por saciar-me nas coisas de baixo; e ousei tornar-me selvagem com estes amores vários e sombrios. Consumiu-se a minha formosura, e tornei-me pútrido aos Vossos olhos, agradando-me a mim mesmo e desejando agradar aos olhos dos homens. SANTO AGOSTINHO.
A LUCIDEZ DA CULPA
Quem
dera a meninice, aurora dos tempos de um homem, que voltasse aos tempos em que
uma ferramenta da educação nos desse os princípios mais evidentes do que seria
um movimento em direção a Ti, meu Senhor? Incorrido nos princípios do pecado,
que o original não se nos bastasse, e o homem tece a trama que o encaminha para
atos e palavras em que o vício já se preparava para o atingir, desde que a
adolescência o iniciasse nas premissas de Baco... E disso salta, e busca, e
tenta estudar, e estuda de fato e estudamos nós, os seres humanos, que a
faculdade nos ensina e prepara, e sermos os letrados mais nos dita que
preparamos o caminho da compreensão, para mais tarde nos laborarmos em crer em
Ti, com todas as nossas forças, e aquele homem que já é mais do que um adulto
se afunda, e cai, e desvanece em meio a trôpegas tentativas em torno do
absurdo. Qual se não fora o movimento das pás de um moinho, como um Quixote
tenta combater infortúnios, movido por reflexos emocionais, e se trata já na
medicina, e tenta contestá-la usando de substâncias, e fuma, e fuma... A fumaça
do tabaco, até então não merecedora de preocupação assolaria pouco a pouco a
sua saúde, e o vício do álcool o remedia já na idade onde se recompõe, veterano
perante o pecado cometido em sua culpa tremenda dos estragos cometidos contra
si e ao mundo que o cerca. Antes, acometido de uma ilusória fome de justiça,
torna-se um cavaleiro de per si, um quase armador de arame, o nada não
convertido, e a lança dos infortúnios o solapa mais e mais, esmiuçando seu mal,
pondo em xeque a lucidez sem culpa, e hoje o refaz, e traz essa lucidez com o
arrependimento dos erros do passado, em que pecara remontando o algoz que fora
consigo, e trazendo apenas o andamento da remissão em que Cristo Jesus torna
possível na sua redentora paz.
O Pai
nos diria da Bondade, e o Filho, da Verdade, ambas com capitulares amplas, mas
não vertidas sobre o solo da compreensão de todos os seres imortais. E o verso
de Ulisses se torna palavra, ensinamento, e o cerne literário se torna
expressão possível, ao menos para que se exemplifique, à luz do Espírito Santo,
a dimensão continental da grandeza desses nomes. Apenas para que estabeleçamos
uma ponte sólida entre o que cremos no ocaso de nossa madurez, com a capacitação
mesma de um caráter onde discernimos não o que é bom do mau, mas ao que o que
não “é” não faz parte, porque não existe. É o negar a ser, o devir que não há,
o mau, não seja ordem nem fator, pois é ausência e nenhum exemplo, destrói as
coisas do Criador, e desmonta o amor cristão. Nisso, o pensamento de um
instinto de Thânatos, freudiano, o instinto destruidor, faz-nos crer piamente
que fosse apenas uma projeção, como a sombra junguiana, o fator de um lado
humano que, ao olhar da humanidade inteira, se torna algo concreto, posto
algumas pedras o são não pelo tamanho, mas pela dureza de sua Natureza, mas não
possuem a vida, sequer uma alma que lhes dê sustentação.
A
rigor, a lucidez que empunhamos todos os dias nos nossos afazeres, a se cumprir
tarefas, onde o nosso corpo seja uma demanda assaz pertinente, onde os objetos
se façam perceber quase em toda a totalidade, e onde nosso pesquisar a respeito
do mundo científico, ou não, seja a luz que emana do dom natural da vida,
resulta por vezes no modo em que a sustentamos diante de nós mesmos e diante do
próximo, e muitas vezes será em uma casa, em um lar, que apareceremos consolidando
um trabalho, antes de pensar em quaisquer outros, justamente por vezes quando a
estação primaveril já nos facilita, com os albores de seu sol mais celestial, a
vertente imanente desse labor. Será nessa mesma questão que não precisaremos
mais ser críticos ao excesso, que nossos temores são aplacados, nossas angústias
cedem o terreno, onde os pensamentos iracundos sói refrescarem-se com a ternura
de nossas atitudes e palavras. Ao sistema celestial do nosso olhar em vermos o
céu azul, o mar mais tranquilo, e as tempestades do mundo menos assoberbadas,
todas as hastes de uma gramínea pensarão melhor ao moverem-se ao sabor dos
ventos, e Deus estará consciente desses mínimos detalhes: eternamente...
Ao
menos movimento de uma prática marcial de Tai Chi, a um respirar sereno,
estaremos nos desfazendo de certos desconfortos, e a lucidez da culpa cede para
um inúmero e sensato meio de estarmos mais cientes de que essa mesma culpa que
carregamos pode estar gerando uma rede de informações que cheguem ao outro lado
do mundo, mas com a consciência mais aflorada com relação a questões de
reparações que já fizemos com muitos viventes em geral, demonstrando que mais
lúcidos estaríamos quando assumíssemos a culpa diante de Deus e de muitos
seres, quais não fossem, até mesmo aqueles inanimados, como uma pedra, um copo
vazio ou uma louça a ser lavada.