Fosse ou não fosse o ser enquanto o conhecemos, vinculado a dependência de uma droga, qual, seria melhor se mantivesse uma relação tão íntima com o desejo de dela se tornar livre, como assumir diante de todos esse compromisso tácito e compreender de uma vez que uma única dose pode botar tudo a perder, e que quando tem condições de pagar boa medicina e terapia, que esses fatores sejam um propósito a favor de sua recuperação. Ou mesmo se não tiver condições para tal, viver em um país que ofereça programas de recuperação já é mais do que uma bênção… As substâncias que infligem a pena do vício por parte de enfermos que desenvolvem as dependências citadas podem ser várias, mas especialmente a nicotina quiçá seja uma das piores, ou a pior delas. Nunca negar a luta contra essa tremenda adição sempre é algo mais vital do que tentar encontrar um sentido fora desse escopo. Saber-se preparado para não infligir penas maiores do que aquelas passíveis de não suportarmos e evitar reuniões ou algo que possa influenciar sobremodo a recuperação de um ser humano, como na presença de desafetos ou mesmo em grupos onde a hipocrisia seja a moeda corrente, quando despertada pela presença de um “boi de piranha”. Deve-se evitar ao máximo a intercorrência da farsa, mesmo porque os verdadeiros fariseus se fazem passar por Cristo, quando na realidade são diabos em pele de cordeiro. As personas se sucedem, e o Salvador vira um personagem de mito, como Hércules ou Teseu, como os recentes super-homem ou o homem aranha… Quantos não se fazem passar como heróis, quantos deuses na Terra haverão, justamente fazendo uso de maconha e cigarros, na estranha viagem psicodélica nas entranhas do novo milênio? Quantos ainda são reféns do crack, ou ainda os que estão retidos nos manicômios, nas entranhas da medicina, quão estéril seja a tentativa vã de tentar recuperar os drogadictos?
Na busca de um sentido na vida a fé pode ser a melhor escolha, pois a erva e sua tribo tende a fomentar a questão primeira das virtudes diabólicas no planeta, isso regado à coca e seus atributos, e a nicotina vira apenas a amiga ancestral. E o álcool? Lícito, carro chefe, modo de vitimar inocentes, amigo da nicotina, do pó e de anfetaminas… Enquanto não houver uma repressão constante contra as drogas ilícitas, estas vão estar presentes nas festas mais “infantis.” A cocaína, por exemplo, se fez partes de gangues que pregavam o evangelho por parte de pastores traficantes, deve-se a eles a prisão e a garantia de seus fiéis não sejam envolvidos nessa trama sinistra.
Enquanto famílias que “fabricam” dinheiro encontram na coca seu recurso mais formal, posto serem aquelas em que seus membros fazem de seus “negócios” o propósito ulterior de seus atos. Mesmo que a inocência lhes seja concedida por terem realizado os sonhos de gente do Poder, essa relação com o Poder pode ficar estremecida, quando se provar o oposto… O fato é que alguns seres humanos que já largaram as drogas pesadas, quando querem estar livres da nicotina, por vezes a neurose presente em familiares ou amigos tendem a atrapalhar a recuperação, pois ninguém está livre dos dissabores de uma eventual contenda, ou um conflito quase gratuito.
Enquanto estivermos dentro de uma couraça existencial, um tipo de casulo para nos proteger, tudo aquilo que vem de fora como estímulo sem importância cabal, como gente farisaica, ou mesmo gente que nada mais tem a ver conosco, estaremos nos preservando de futuras recaídas, e erguendo uma boa muralha para nos situarmos de bem com o mundo que nos cerca...