terça-feira, 20 de outubro de 2020

MAS QUE DE OBJETIFICAR SE POSSA, O LADO DE CÁ É HUMANO E A REPRESENTAÇÃO POR VEZES É NÃO CAUSAL.

TODO VOTO É UM CONSENTIMENTO ÍMPAR ONDE SE ANALISA TODOS OS ASPECTOS DE SEU OBJETO, SEJA HOMEM OU MULHER.

ALGUNS SEGREDOS DO EXISTIR

 

Um recado que seja, do sentir mais profundo, de se ser
Maior do que uma simples demanda mercadológica,
Algo a ver com um montante de faces neutras
Nas outras faces em que o capital se mostre ausente.

Do mesmo lado da moeda que não consubstanciemos o fato
De estarmos com outro o lado que sirva melhor, o mesmo
Que prorroga a nossa existência sistêmica, onde o quinhão
Do merecimento é justo: a parte que não tocamos se nos toca…

A vida de um qualquer seja melhor do que se posto à prova
No mais de merecer algo de enobrecedor prêmio
Qual não seja, o vértice da voz que entontece o espírito
Em um jargão que ata e nos desata nos nós da vida!

Em um linguajar solene vemos transpassar sobre a cortiça
De uma garrafa celestial a veia dos mares navegados
Dentro do escape de uma mensagem, que seja,
Uma posta de garoupa vertida no cálice dos inocentes.

Dessa tremenda equação sem termos nulos, a divisão
Retém em si mesma uma lenda de lideranças ocultas
Em que o verbo possa a alguma ter ferido deveras
E a outras ter trazido a comunhão do conhecimento…

É nesse termo que algures tenhamos dias melhores
Pensando na existência de um resistir sereno
Ao que não seja extremamente certo em uma profusão
De imediatistas que querem resultados em um turno apenas.

Se é de querer-se uma demanda de um mercado algo simples
Retém-se um espiritual alento até que nos cheguem boas novas
Na mesma existência em que um homem pode endereçar
As vias de tráfego em que a distância possa corroborar!

Na vertente de uma ciência espiritual do sentido humano
Saibamos que a alma sente mais do que o sentido lato
Que é imperfeito, e que nossa inteligência reja o lado
Mais anímico do que perfeito dentro de um pretérito simples.

Por vezes estamos municiados de farta esperança, e outras
O codinome do inglório peca por estar frente a frente
Com a dissonância claudicante da arritmia, por termos tracionado
Um motor que não reitera a filosofia ainda inexistente de uma estrofe!

Essa máquina andante e girante, dada como quixotesca e de moinhos
Move-se pelos ventos dos sonhos, dada como inútil quiçá
Mas que navega pelo oceano do Universo conforme o dito que se dá
Na frente de uma não ilusão porquanto vida de concreto sólido no vão.

Em horas em que tudo se redime sem o aroma de uma flor
A vida em nossa existência exibe sem as quimeras do mundo
Uma plataforma de aço onde podemos pousar nossos pés
Com a galhardia firme em que nos temos pulsado na primavera!


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

AMAR A VIDA, MARAVILHA É

 

Tanto a flor quanto de madrepérola ventura, são de tantos
E tantos sabores, como beijar um seio de trigo sereno
A parte hedonista da saúde que nos vem abrigar
Nas conquistas do amor consonante, da vida que nos abriga
Como mais da vida amar, que maravilha a vida é!

Descortinar um verso apologético da cultura afim do sujeito,
Conformar outros versos, remendar estrofes dos afins outros
Que não nos sustamos no verbo apenas, que a coluna é mais longa
Do que a aparência do que não verte apenas a imagem do que foi
Nas vertentes do fiel da medalha que nos mostre mais maravilha…

Visto por vezes ser um bom dia, não apenas recomendado ao passante,
Mas de uma apologia do bom senso, e não pensarmos apenas
Que o mato queima sozinho, pois de tantas querelas queremos
Companhia, a ver, que a vida passa sobre festivais de curumins!

É dessa vida que queremos, que um índio soletre esperança,
Que as misérias humanas não prevaleçam, e sobre isso tudo citado
Sobra um mísero mas maravilhoso verbo que não entonteça
As vertentes de mais um dia auspicioso na refrega amazônica
Onde as fronteiras nos ditem a camaradagem de mais um dia!

As colunas horizontais de água vertem dos mananciais,
Qual setimana enigmistica, em bom italiano que seja,
Em um pai que deixa seu filho bom e velho quase órfão
Nas mãos de uma mãe maravilhosa em sua generosidade…

Dito por não dito, haveria de ser um quinhão soletrado
No amor de uma guerreira outra, companheira,
Que serve a mais não servir, e revela uma nobreza na domenica
Bestiale
, si, em uma domenica de maravilhas na conquista!

Não há porque seguir charlando versos após versos,
Qual não fora o mote de seguir dizendo mais e mais
No albor de uma consciência inata de algum povo
Que saiba por enquanto mais um pouco do que o nosso!

Tudo pertence a uma evolução pós darwiniana,
Tudo rege uma performance onde o sal se conflita com a água
Naquilo de percebermos que nem todo o metal sonante
Reduz o orgulho missioneiro a uma questão breve de consumo…

Uma grade enfeita um jardim, mas o jardim enfeita a rua,
E a rua enfeita uma ponta, em seu principiar de caminho,
E que este caminho enfeite os passos de um viandante
Porquanto um cigarro dado nas mãos consagra a pajelança!


sábado, 17 de outubro de 2020

O LIVRO DE GAUDI SE LÊ EM SUA ARQUITETURA ETERNA.

SE BASTAR-SE FOSSE JÁ SERÍAMOS QUASE AUTO-SUFICIENTES.

HÁ BASES DE PINTURA À ÓLEO QUE REMONTAM OS SEGREDOS DE VELHOS E MAIS VELHOS DA ALQUIMIA.

NÃO HÁ COMO RETOCAR UMA PINTURA QUE ERROU DESDE SEUS MAIS ELEMENTARES ESBOÇOS, A NÃO SER QUE SE PASSE SUVINIL SOBRE A TELA PARA COMEÇAR TUDO DEPOIS DE SECAS AS TRÊS DEMÃOS.

TODA A PROPAGANDA GIGANTISTA POSSUI OS JINGLES MAIS POPS COM OS EFEITOS QUE LHE DIZEM RESPEITO.

O LADO MAIS DIFÍCIL DE UMA VERDADEIRA CAMPANHA POLÍTICA É O RETOQUE DA MAQUILADORA.

DOIS MAIS DOIS SEJAM OS DOIS COM DOIS ACRESCIDOS, OU SEJA, MAIS DO QUE O SUFICIENTE.

SABEMOS MENOS QUANDO PENSAMOS QUE SABEMOS O SUFICIENTE!

NÃO HÁ CONFUSIONISMO NA HISTÓRIA, O QUE HÁ É UMA RELAÇÃO INEQUÍVOCA ENTRE A VERDADE E A MENTIRA.

O AVISO DE QUE HAVERÁ UMA TEMPESTADE PASSA AO LARGO DAS CUMEEIRAS E AVANÇA SOBRE ANDORINHAS QUE O DRIBLAM.

TUDO QUE ESPERAMOS DE ALGO SÓ PODE VIR DE BOAS FONTES...

AS MÃOS FEMININAS QUE TOCAM O PIANO DE MODO VIRTUOSO É COMO UM SONHO ONDE OS CUPIDOS ME MATAM DE AMOR A FLEXADAS.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

SOLARES

 

Solar que não sejamos tanto na noite desconfortável da dúvida
Quando entontecemos a força que pensamos que não temos
Por um tanto de uma quase fraqueza em meio aos bichos
Que encontramos aninhados em uma colmeia em meio às chamas!

Solar que não encontramos na vida que seja quase onipresente
Naquilo que nubla de faíscas e fumaças, de sopro incandescente
No que equipara a uma termonuclear pelo gesto insignificante
Do criminoso que ateia o fogo só para ver o esforço do bombeiro…

Solar que não estejamos à frente de um jacaré calcinado, na noite
Iluminada por sinistras labaredas de um lugar que se chama paraíso
Virado inferno pelas mãos do homem que transcende mesmo a maldade
Quando não ateia fogo a si mesmo para revelar o caráter da remissão.

Solar que não caiamos nas justificativas inomináveis de um lesa pátria
Qualquer que pontua a carne a ser morta no futuro como boi bombeiro!

Solar que não carece carestias, quando vemos que o óleo seja motivo
De um inglório parecer consonante com a veia mais vil da possibilidade.

Solar que não se reflita no codinome do horror, quando de nossas casas
Vemos dentro de nossas TVs a luz do inferno, e rimos à socapa!

Solar do não lunar, da lua rubra, da luz negra do fumo que esconde
Por suas capas de hipocrisia a vertente mais hedionda que se torna
Toda uma nação que sequer tenha visto um tucano de verdade.

Esses solares todos se completam, não se redimem, partem a ficar
Preocupados com o fogo perpétuo da luxúria não completada
Gerando a Ira que acaba por devastar finalmente com nossa raça.

Esses solares, são do fogo serpentino do quase amor, vem do gozo
Mal anunciado na refrescante veia de champagne vertida com sexo
Na casualidade do prazer fugaz e mórbido, de quase coprofágico.

Esses solares vêm acompanhados por tumbas submersas na terra
Onde por estranhos arremedos silenciam o bom senso
E tornam cada vez mais fácil e gratuita a palavra que significa amor… 


terça-feira, 13 de outubro de 2020

AS LINHAS DE RETICENCIAS

 

           Inquieto é um destino maior do que aquele que suplantamos corriqueiro naquilo do mínimo, naquilo do máximo. Temos preços à toa, não tanto que não se possa ajudar, mas o tempo passa rápido quando o sofrer das gentes se notam a cada dia… Esse dia não passa muito, mas, em questão de um ano, o tempo daqueles sem tempo nem para meditar em si e nos outros tece estragos quando justamente deveríamos aproveitá-lo melhor para construir algo, principalmente nas relações humanas. No que se difira, haja uma distinção de tudo o mais que reverbera em luzes falsas de um neon citadino e ilusório, porquanto não importa tanto a popularidade de ser um tipo de liderança ou no frisson das relações contemporâneas onde um gadget faz a força e não possui nada além do fato de ser apenas uma boa ferramenta operativa na contextualidade do gesto remoto. Nada da contingência do século passado remonta outra contingência do retrasado em termos filosóficos além de alguns sofismas e especulações que jamais recrudesceriam tanto a tecnologia que se torna hoje a musa de todos os sistemas ditos civilizados. Você pode ler Goethe, mas certamente não terá maiores oportunidades em assistir a peça Fausto em países como o Brasil, que aos poucos vai minando o Teatro, como tantas as outras vertentes da arte. Você pode ver através da tecnologia um concerto de Brahms, mas será muito raro assistir a mesma peça musical em um país de terceiro mundo com todos os óbices ao orçamento que se perde no requisito cultural e indispensável.
            … … …? As linhas são reticentes. A cada ponto residual em o que conteúdo cultural seria significativo está a falta que nos dão as frases inexistentes, onde pensamos que filosofia só pode ser aceita no passadismo, onde Sartre e Camus viveram em sua época, mas onde atuais pensadores da altura de Hegel já não há na atualidade, como não há mais compositores como Brahms. Vivaldi, Villa-Lobos, Bach, ou gente como Vinícius, Noel Rosa, Cartola e Pixinguinha.
             Para nos colocarmos à disposição de uma realidade mais consequente, daremos os costados em uma nação outra que já exime da responsabilidade, quando pensamos em um retorno à normalidade, os pontos de cultura como pensares mais alvissareiros possíveis, dentro das questões de sermos mais coerentes com a identidade dos diversos povos que compõem a nação brasileira, incluso e, principalmente, os mais vulneráveis e empobrecidos, dando fomentos para que se ergam em suas reivindicações mais elementares.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

UM NOME APRESENTÁVEL

 

         Que se apresente um nome qualquer, que no escrutinar versos sabe-se de modos em que a interpretação pode ser imprevisível. Desta imprevisibilidade remonte-se a questão de não possuirmos a veia que pode ser tão importante para adquirirmos a ciência da vida, a ciência do que esperamos que seja a mesma vida, não importando seus caminhos, tortos ou serenos. Se por uma monta do destino nos encontramos com uma espécie de coração sem nome, esse mesmo órgão importante para a nossa existência pode repetir com seus batimentos a ausência de dele não nos lembrarmos. Posto não sabermos quando pulsa o batimento renitente que nos ensina a viver, e que dessa equação não nos darmos conta. Um nome que se nos apresente: quem sabe, a vida, quem sabe, a vida do conhecimento, a forma de sabermos por onde anda um espírito de alguma Lei, uma ordem por onde nunca passamos, um modo de crer que não atravessamos, mesmo sabendo ser inominável o nosso modo de ser. Esse propósito da existência cabe a um ser humano a prerrogativa de ter um corpo privilegiado e, portanto, não deva desperdiçar sua chance de trilhar um caminho de sabedoria, dando o exemplo aos coabitantes do nosso planeta. É um caminho simples de ciência sem par, o modo da bondade, de suma importância, de no mínimo conhecer a literatura sagrada, justamente depois de termos procurado tanto por ela. É como se uma árvore de um tronco secular e indelével estivesse sempre em um lugar por vezes meio inacessível, mas que sabemos de sua existência onde a fragrância de sua flor denota o seu nome, a sua qualidade e o seu sentimento em relação com a humanidade. Em uma realidade aumentada os Passatempos e o Nome do Senhor são os mesmos, justo porque devemos saber que Deus escreve, por vezes por linhas mais tortuosas… Mas que não seja por um acaso, que este não sabemos se descobre verdades ou elucida mentiras. No tanto de se saber de algo, nossa interpretação dos fatos redime a aventura de descobrirmos os painéis que não sabemos onde esquecemos os dados de navegação. Esses instrumentos que mal conhecemos, no que o satélite nos mostre onde estão as estrelas…
          Conhecer o mar é como auscultar uma superfície para sentir o pulsar da vida às profundezas, de um nome qualquer no terreno do absoluto, qual não seja, ressentir as veias de uma pátria dentro do gigantesco modal de um qualquer traçando planos para o alto. Tergiversar outros modais seja a plataforma mais inconsútil a nossas frentes, sejam elas de parâmetro inverso, sejam elas de questões relativas ao que não alcançamos nem mesmo no suportar enleios vazios… Dessa mesma plataforma queríamos saber de coisa de um sem nome, mas que este suportasse uma verdade de dar-se um pouco mais do nome que seria um par de um apelido no que de querido fosse já haveria uma consonância entre as partes. As partes que nos cabem em um grande latifúndio, o escrutinar versos maiores do que a alameda pungente de uma via sem retorno, com a mão para si, e o escrever silencioso à parte outra que nos caiba, quem dera, um simples alimentar do estômago. Não é outra palavra que não seja cruamente concreta, pois que não convencionemos soletrar o fogo na direção da água que o suprima, postos os elementos, e que sejam equivalentes. Na diáspora dura de um povo esquecido que sejam dados os lauréis aos agentes da libertação, pois este nome tem apenas um significado dado a si do per si, mergulhado nas alfombras mais secretas do planeta, na síntese que relembra o único ditado em que um mar de preocupações que não vertam as máximas daquilo no qual depositamos nossas esperanças em uma seara de nomes, que tantos são os nomes de Deus!

domingo, 11 de outubro de 2020

ALVÍSSARAS DE UM CURTO TEMPO

 

Remende-se o prefácio das ofertas
Ao tempo algo reticente das esperas
Quando algo ou alguém retorne ileso
Da falta da propaganda linear de um quesito…

Não se torne uma comenda um título vago
No algo de maçonaria quase renitente
Ao que o jargão respeite o prumo
De tantos que não obscurecem o oculto!

Respeite-se as enfermidades de patíbulo
Quando estas se repetem na alfombra
De tempos de sofrimentos passados
Nas alturas de uma medicina que não erra.

Retire-se do firmamento as nuvens do éter
Que demandam em cada sofrer a virtude
Da penitência de um justo em cada setor
Na justa setorialidade do conhecimento.

Algo a ver de dentro para fora, o décimo
Milésimo da história que se revele grande
Para que não sejamos um milésimo do nada
Ou que engrandeçamos o vetor da saudade.

A poesia pretende correções, nem que o seja
Em um único verso consuetudinário que verta
Em uma alquimia sólida a fluência da vida
Que não obscureça o endereço flamar da luz.

Que teçamos as esferas girantes do espaço,
Que se revelem nada neutras as superfícies
Quase lunares do inconsútil proceder ao léu
Naquilo que ainda não conhecemos justamente!

Na vida de um par que sejamos, um par apenas,
Seremos mais do que dois, a partir do instante
Em que endereçamos a vertente do resiliente
Caudal em que transformamos os metais solenes.

Um justo que não enobreça tanto do suficiente
No que seja da justiça a verdadeira semente
Daquela proficiência esquecida sobre as letras
Onde outros metais ausentes se enobrecem…

Que o pop vire um show às avessas,
Que o rendimento da música parta às estrelas
E que, não obstante, o olhar siga na palavra
Onde o subterfúgio não feneça uma única rosa.

Assim de claudicar um pensamento altruísta
Será feita a vossa vontade, caro leitor,
Quando de erradicar dúvidas subliminares
Possas afirmar um dia que atravessou as linhas!

sábado, 10 de outubro de 2020

O LANCE QUE SE FAZ SOBRE UMA ESTATAL BRASILEIRA NUNCA DEVE SER MENOR DO QUE O PREGÃO MAIOR QUE SE POSSA OBTER, NO JUSTO VALOR.

A PECUÁRIA COME A PASTAGEM, MAS NÃO COABITA MUITO BEM COM A FLORESTA, POIS PRECISA MUITO DO SOL...

A VIDA DE ALGUM SER DEVE E TEM DE SER RESPEITADA, AFINAL PORQUE MATAMOS TANTOS ANIMAIS PARA COMER DE SUAS CARNES?

NADA SE RESUME EM FRACOS FESTIVAIS, NEM MESMO O DILETANTISMO DE UM MÚSICO NO INÍCIO DE SUA JORNADA.

SE UMA PALAVRA TEM O PODER DE MUDAR ALGO, QUE SEJA DADA A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA PARA QUE ELA EFETIVE SUA MISSÃO, NEM QUE O SEJA EM SILÊNCIO.

NADA DE NOVO NO FRONT NOS REMETA A UMA GUERRA EM QUE O EMBATE É OU FAZ PARTE DE NOSSAS CONTRADIÇÕES INTERNAS.

NÃO INTERESSA ESTARMOS EM UM ERMO PARECIDO COMO UMA INAÇÃO, SE NA AÇÃO CIRCUNFLEXA AS COISAS PASSAM A FUNCIONAR NA GRANDE RODA DA HISTÓRIA.

NOSSOS DIÁLOGOS INTERNOS QUE SEJAM TRANSPARENTES, E QUE OS EXTERNOS SEJAM CLAROS COMO A OPACIDADE DA LUZ.

A DIALÉTICA DA VERDADE POSTA EM SI MESMA A QUESTÃO DE SABERMOS REFERENCIAR ALTAS OU BAIXAS PALAVRAS...

A TUDO AQUILO QUE NÃO SE DEFENDE POSTEMO-NOS NA DEFESA, E ÀQUILO QUE NÃO MEREÇA A DEFESA, POSTEMO-NOS A UMA AUTOCRÍTICA.

QUE SE REQUEIRA, PARA A JUSTIÇA DOS HOMENS, UMA PÁGINA QUE SEJA INCRUSTRADA DE VALORES ÉTICOS E MORAIS!

A PÁTRIA DOS HOMENS SEM VALOR NÃO DENOTA NADA DO QUE NÃO SEJA ESPERADO DE UM GOVERNO NÃO NACIONAL.

ESTANCIADOS ESTAMOS NAS TERRAS DO PAMPA, EM SOLO PÁTRIO ONDE O PINGO NA ÉPOCA DA SECA VALE OURO...

NÃO QUE NÃO SEJAMOS

 

Nada que não pensemos a maior parte do tempo
Nos faz atracar propriamente em um porto seguro
Daquilo que pensamos seja justo não mais surge
Do que não queríamos fosse distante o foco da luz
Que a luz não nos atrapalhe nos caudais reticentes
Naquilo que não imaginamos sequer existir…

Não que não sejamos o tempo que marca a voz
De tantos soletrarmos as palavras que mandam
Silenciar outros tempos que sejam um contrário
Do que manda a vertente de estarmos com uma peça
Que seja, o detalhe que falta em nossa existência…

Tantas são as peças que nos sobram, que na época
Em que uma seja fabricada, nos vestem os rumores
De que a sobressalente já saiu da linha de produção
No mais que não tenhamos sequer material de reserva
A que se possa de algo substituir de modo adequado.

As peças que nos sobrem tantas que não há,
De modo circunstancial, um paralelo que hão ressinta
De números abaixo de um gadget que não suplante
O correr de novas equações, na acepção crua da produção
Quando esta remeta aos cálculos de uma boa economia!

Não nos reste equacionarmos matemáticas difusas
Se – entre os bons entendedores – sabe-se que um mercado
Interno e extremamente forte abre ao leque de possibilidades
De melhores resultados de demandas que nos levam a crer
Em melhores dias no plano nacional e internacional no lado
Do fiel da medalha, e que esta fosse consagrada a um gestor.

Posto de comandar gerentes reside o espírito da manufatura,
E que essa complexa por vezes gerência resida no espírito
De uma matéria que não dista apenas do colóquio a respeito do ar,
Mas de uma crisálida que se transforma ao ser com asas
Que afora tudo voa com o salário modificado em vantagens…

Que de talento fôramos, que de uma moeda romana se ditasse
Como ao talento para os negócios cabais e verdadeiros
Se a concessão de muitos requisitos não nos desse a opiniosa
Missão de concretizar a mesma vida que desejamos ao outro.

Mesmo porque, em virtude de circunstâncias nada escusas
Uma opinião valorosa merece o respeito dos cidadãos,
Sejam magistrados ou não, sejam ministros ou não,
Sejam eles do poder que administra a empresa ou País,
Seja a pátria, a folha, o ar e o vento que sopra na bandeira!



quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A VIDA EM UMA PÁGINA

 

           Quem dera pudéssemos recontar a vida e sua Criação em uma página somente… Veríamos Deus em sua onipresença, seu total penetrante, sua infalível ordem que vai além da compreensão menos inteligente da raça humana, esta que é, como Gil canta, uma semana do trabalho do Altíssimo. A vida em uma página começa com o rumor de um ser original, quiçá de um protozoário que nasce de uma descarga de trovão, mas que o mar já era seu confidente e o criacionismo perde para uma lógica da ciência, se não nos tardar a memória que ainda a possuamos.
          Vivemos os pensamentos mais díspares, onde era a ciência pode ser o protagonismo algo fundamentalista neopentecostal, ou uma liturgia católica. Tudo vem de si e a página continua sem ter todas as respostas cabais, concretas, intermitentes, sólidas, com afinidades lógicas e de razão inegável. Nisso perdemos um pouco pois, até então estamos cercados pela semiótica que busca transcender a lógica, mas é assunto que a poesia não alcança, posto não haver índices nem símbolos na mente do poeta. O que se é, é talhado para se viver e o que se não é não passa de leve conjectura. Assim se processa certo pensamento, assim se faz um certo discurso filosófico a quem aparentar possa, e assim remontamos um quebra-cabeça de pedras. Baste-se, foi colocada já metade da página, e a discussão sobre a vida nem sequer foi citada. Por isso talvez seja assim mesmo, da vida não se tira mensuração, período, articulação linear, pois nem a linha do tempo retrata o vão infinito do céu, os pássaros que o completam, a indecifrável profundidade do mar…
            Assim de se dizer remendamos mais alguns significados, do sigilo das ondas, do verticilo de uma espécie vegetal, do modo consuetudinário de nossos procederes. Assim vamos prosseguindo, nos vértices de uma conexão, encobertando frases resilientes, estudando a vida tal como é, com todos os percalços de uma cidadania infelizmente um pouco dilapidada conforme os eixos que se renovam a cada dia, no sentido de direção – feito axis – na plataforma tridimensional. O que se ergue depois de cada dia é um iceberg de propostas, a poesia de cada dia este, a consonância de saber-se mais próprio no andamento de um cavalo cocho que ainda dá seus sinais de si e nos leva até o paradeiro. Este caminhar solene sobre nossas – por aquisição – patas nos revela uma gripe que nos ameaça em cada passo, a se retratar os dias contemporâneos… Talvez essa citação anterior nos leve a uma realidade que não queremos ver com nossos desatentos olhos, mas que verte na pronúncia das causas a repetição de nossos hábitos. Talvez devamos sair um pouco, mas o caminhar solene só é assim por fases de cada ser humano em nossa busca pelo humanismo.
           Reiterar que a habilidade do homem reside em suas mãos é saber que, em virtude de uma página somente, tente reproduzir a vida que pulsa em todos nós, a qualquer ser vivente. O coração de uma árvore igualmente pulsa, nesta que possui os seus direitos sobre a terra, nesta que demanda a própria terra e seus seres, nesta que vive mais do que nós por vezes, não de um viver intenso em nossas idiossincrasias, mas de um viver sereno e tolerante… E que nos faça compreender melhor um possível espelhamento cabal e correto do ser inanimado e, no entanto, com o poder de nos abrigar… Remende-se qualquer troco de medida, qualquer valor a curto ou longo prazo de gananciarmos, que no trato com a bola a partida de uma árvore qualquer remonte nesta página a vida daquela, que tanta falta nos dá quando não existe mais, e que os pássaros reencontrem outras a quem faça a diferença como ser humano na hora de preservar a riqueza mais nobre que possuímos no rescaldo da vida, que seja, em uma página!


terça-feira, 6 de outubro de 2020

COMO NA VIDA, COMO EM UMA EQUAÇÃO DA ARTE

 

Passamos por equações quase insolúveis em grandes tempo de nossas vidas,
E assim o poeta vê em sua musa uma musicista virtuose de qualquer lugar,
Sem que o genérico tenha que ser necessário, pois a música em si é Deusa!

A cada toque, a cada refrão popular, a cada vida que não se encerre o quadrante,
A cada lócus sagrado verte na mão da criação uma cratera inexistente, uma equação
Distante do que esperamos todo o tempo, como um vazio que nos deixa o desperto
Mundo onde nada do que saibamos terá a vertente da correção sem nossa anuência!

A arte se faz premente, nas mãos conhecedoras de um ourives, em um artesanato,
Na cerâmica adornada de um enfermo mental, na luta em se versejar mais e melhor,
Na paciência esmerada da literatura, no trabalho esmerado de um sapateiro,
Nas máquinas dispostas generosamente par lavar as nossas roupas com seus ganhos.

Se tudo não fosse parte de nossa cultura, não veríamos a obrigação de repaginá-la
Açambarcando nossos valores como a resolver quiçá territórios da identidade
Na pátria que por vezes há de remendar um soneto para que caiba na ignorância!

Essa história faltante em nossos óculos enviesados de eras remotas, revela o simples
Modal de que nem tudo mais difícil seja dificultado na explicação dos fatos,
Mas que se requeira saber do conhecimento que leva adiante em nosso independizar…

A arte é referência maior, desde sacra até medianamente profana, pois são modais
Que fazem recrudescer no tempo as dúvidas, as lentes do sufrágio, a forma correta
Dentro da correção pretendida em todas as modalidades, do que se escreva, do que se pinte,
Daquilo que se pretende nas religiões na auréola dos caminhos, na turva estrela que reside
Ao lado de uma lua mais escura, pois as equações das queimadas ainda pertencem
A um prognóstico de incertezas, em uma equação de Krajcberg, um moto de arte
Que busca a consonância de Thanatos destrutivo com o Eros da recriação…

A tanto a se viver se passa a ordem da criação da arte, que sua equação
Pertence ao não pertencido, é um centro de irradiação, como uma estação...

De um rádio distante e não obstante universal, como se quiséssemos
Propagar boas novas ao que não nos remeta apenas como agentes do nada!

Nas vertentes incomensuráveis da arte, que isso valha aos cidadãos!

De qualquer ordem, seja mensurada ou de qualidade, seja de um civil
Ou de um soldado que consiga esmiuçar as letras que suas agulhas
De ébano sabem preparar ao menos possam relembrar o tempo
Em que suas famílias possuíam tempo para estudar igualmente.



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

O JOGO DA ESTRATÉGIA COMO ORDEM

 

         A ordenação de um jogo estratégico supõe dois contendores à altura, e grau de complexidade crescente, como no xadrez uma boa abertura, seus desenvolvimentos e a finalização maestrina. O GO prossegue sendo um jogo de refinamentos especiais em sua territorialidade, com a busca dos espaços, a redução das vidas simbólicas e a ocupação nas áreas… Dois jogos extremamente antigos que buscam na habilidade da inteligência seus mais refinados aspectos, nem tanto por serem quase perfeitos em sua concepção como na beleza estratégica de suas vertentes.
          Criar um game board não é fácil pois preza pela área onde acontece, mas não estremeçamos com o fato pois é possível criar os jogos que ainda não foram concebidos. Não digamos que seja um tipo de parto, um heureca de Arquimedes, a lâmpada de Thomas Edson, pois a ciência gosta quando se encontra a possibilidade de se criar algo lúdico para crianças e adultos, na progressão correta do bom ensinar e do bom aprender. Uma equação matemática pode ser igualmente estratégica se chegamos a um ponto qualquer do espaço, se vemos que dois pontos em uma reta pode gerar um terceiro, formando uma área, acrescendo o mesmo espaço nas três dimensões, para depois dessa base surgir mais um ponto recriando um objeto no espaço, que obviamente será um tipo de pirâmide, a saber que pode surgir perfeita e conceitualmente em uma forma – um shape – perfeita. A matemática da área em suas diagonais, no L do cavalo, na limitação relativa do peão e suas inquestionáveis funções, na força longitudinal de uma torre, e todas as variantes de um jogo que demonstra suas infinitas possibilidades estratégicas, na combinação racional e aleatória, quando esta se baseia em uma distração do jogador. A estratégia da batalha campal do futebol, e como isso instiga jogadores e plateia, como isso leva por vezes um homem a ficar nos extremos da felicidade ou tristeza. Esse “ter um time”, esse “participar”, essa catarse vai muito além da cultura como modalidade de fato: no canto, no violino, no piano. Quando se estabelece igualmente na poesia, nas artes visuais, no teatro e na literatura, o jogo requer mais conhecimentos e habilidades intelectuais, onde o goal mostra que os resultados fazem parte de um animismo, de um tipo de catarse estética onde a vanguarda é a própria estratégia, e onde a contestação inteligente passa pela ordem semântica da criação. Muitas coisas são um tipo de jogo inevitável, como a política, a economia, a ciência, a educação e, por vezes, a própria saúde em suas modalidades de tentativa e erro.
          Quando bem elaborados no plano cultural, os diversos modais do jogo podem ensaiar climas saudáveis para encontrarmos a paz, no tocante a não acreditarmos nos conflitos – externos ou internos – que não estejam de acordo com o desejo daquela pois, quando passamos a crer que a guerra é algo de se jogar interessantemente, passamos a refutar de modo imbecil toda a fé em um mundo onde jogos saudáveis e construtivos possam realmente elucidar os mistérios de nosso mundo, tão afeito ao ludens de nossa percepção não necessariamente tão estrita como pensamos… É por esse viés que podemos conduzir a viabilidade da coexistência de uma ordem pacífica, estável e generosa e que toda a forma de algum tipo de competição seja compatível com um jogo, pois não é apenas parafraseando Paulo Coelho, mas este estava certo quando afirmou na canção que é de batalhas que se vive a vida.

domingo, 4 de outubro de 2020

ATÉ QUANDO?

 

Até nossas viseiras equinas se pronunciarem como um caminho
Quase reto no pulsar de um repeteco esdrúxulo, um caminhão
De novas frentes obnubiladas pelo olhar sem conta, sem tamanho
A que todos os nossos propósitos se enquadrem em nossa área!

De vir a ser, seremos maiores do que a suposição algo nefasta
De que não sabemos existir simplesmente, pelo arguto colega
Que ponteia seu tirocínio a respeito de algum juízo de codinome
Na outra jurisprudência que não depende dos fatos de costume…

Arremessemos a poesia fortemente em direção às regras gerais,
No sentido de radicar os pressupostos da Lei, no objetivar
Sermos um pouco melhores do que o resultado da contestação
Que denota irresponsabilidade no ocaso irrisório da razão.

Um libelo possa existir, este inexorável e pungente ato
Que também nos remeta a algo de contestação, mas que na real
Depende sempre da questão puramente existencial
Quando possuímos as referências cabais de nossas atitudes!

Mesmo quando pensamos que digitamos em vão no sofá da sala
Ou quando relembramos um caso sem diferenças sólidas
Uma vertente mal anunciada no desatino que de ante mão pertença
À parecença do behaviorismo de tantos e tantos que disto padecem.

A reticência tem seu local exato, e mesmo que não a pronunciemos
Sempre na questão da escrita, viveremos algo não anunciado
Pela semântica e seus significados, pelo critério existente no fardo
Ao que porventura carregamos no ideário de nossa explanação.

Em nossas escolhas maiores está residindo uma total esperança
De que a virulência de nossas ações não redima muito as casas
Posto a questão de uma saída honrosa pelo fato nos revele
Que estejamos bem em cada célula familiar, e que isso suceda sempre!

A querela invisível que nos suporte até quando o tempo urgir
Nos envie as graças alcançadas dentro de um altar trigueiro
Ou em um sermão de um Padre naquilo que é maior
Do que apenas um serviço devocional sem maiores sacrifícios…


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

A LUA VERMELHA

 

A lua pega imagem, trança suas luzes alvas com o furor que acomete
A trança das luzes dos resultados do fogo,
Coadjuvando com os estranhos e reptílicos cenários, ausentes
Quiçá de uma pequena sobra de humanidade, e quem sabe houvera
Uma alocução verbal que cessasse a brutalidade contra fauna e flora.

A lua vermelha é o peito de quem seca, é o olhar contra a pimenteira,
O desejo do desastre e suas fomes de destruição,
É a vida não celebrada enquanto morte, é o notívago e sombrio dilema
De que outros já fizeram como nós o contrário do que fazemos a nós mesmos…

A tradução de que o estrago monumental é obra de um dos lados ideológicos
Vem de uma mesmice em que em todos os últimos anos o mesmo estrago se dá
Na objetificação das classes e dos recursos, na clausura em reformar o irreformável,
No pretendido ente das catervas, na caverna crua e nua de um profeta eremita!

Mais do que uma única palavra de centenas de versos, o que se diga
Seja a ser o oposto daquele bom senso que tantas vezes conhecemos:
Enquadrado, dilapidado, e por isso a poesia come solta
Nas vertentes de um plano que resguarde a não cidadania dos índios.

Enquanto estes veem em seus deuses a lua vermelha como um ícone sagrado
Talvez queiram saber por modalidades não científicas, em uma pajelança
O porque das divindades indígenas terem trocado as cores da mesma lua.

É da mesma não necessária inclusão que falemos, posto a selva queima
Nos sítios onde uma resiliência torna-se premente, a saber,
Que Roma nem sempre se consagrou com sua pretensa águia libertadora!

Pois que sejam versos e mais versos, em um andante mobile, em piano,
Leve na tradução de algo maior do que o mesmo tempo
Que porventura erigiu o cadafalso do humanismo no mundo…

Perverso é o pensamento de quem tem a ciência cartesiana
Do que acontece realmente com o rubor da lua,
Quando sabe que por baixo das árvores residem riquezas
Na mesma medida em que um garimpeiro deixa seu mercúrio no rio
E evanesce de felicidade quando encontra uma pepita para o prostíbulo.

As palavras podem ser extramente duras, parceiros de lida,
Mesmo quando não pretendem ser como o fogo que devasta tudo,
Mas quando se diz que ensejemos um nacionalismo febril e precoce
Teremos tempo na juventude de nossa Nação que, mesmo com dificuldades
Saibamos não fazer sentido termos juros sobre juros entregando mananciais!


terça-feira, 29 de setembro de 2020

O QUANTO DE SE PENSAR…


Verte-se no peito a maneira ortodoxa do pensamento
Quando claudicamos na vida, quando cogitamos ser
Uma frase de libertação, onde quem sabe uma simples letra
Possa resumir um estado de espírito, uma chancela sem valor,
Uma brincadeira dos outros mundos, a virada exemplar
De algo de codinome que seja, um nome qualquer
Que explicite tudo o que está residindo em nossa dúvida!

Um homem que atravesse uma avenida, com todos os percalços
E que, porventura seja, consiga efetuar tamanha travessia
No que nos portemos bem: nós, que estamos por trás dos volantes
E que sabemos dos direitos dos pedestres, antes mesmo dos nossos
Que nublamos nos entendimentos maiores, que não vemos antes
Do merecido proceder de antanho, da vértebra que nos obedece ao tempo!

E que pensemos tanto de tudo e de todos, qual sinal de tempo imorredouro
Que não venha a prescrever as horas, que se diz da nuvem de vidas
Aonde não prescreve a altitude de nenhuma serra fora do mapa
Quanto de sabermos que a andança de uma pessoa quase sana
Verte em seus papéis de registro uma onda que perpasse a calma
Anunciada por novos tempos, pela premissa de se viver bem
Quando na verdade a carestia remonta tempos excessivamente sombrios.

No se reportar alguma informação pertinente, não caiamos no verso
De escusas preliminares, posto uma prova latente na questão do vazio
Remonta dias de perscrutar-se o único significado de uma veia
Que transporte-nos a uma região única do universo de uma palavra…

A esse comparecimento do exemplo, tal não seria dizer mais
Que, em virtude do aparecimento dos significados, uma lide
Nos dite a mais do que aparentemente obedecemos perante
Hierarquias cabais que jamais pudessem nos dizer respeito!

Nos dossiês mal encontrados, na pátina ferruginosa dos tempos
Haveremos de revermos os pontos de alguma referência
Quanto de sabermos cada vez mais do conhecimento viral
Que não nos acometa a voz mal pronunciada sem o alento
De uma profusão a mais de esperanças, de um time de dentro
Para a imagem externa de um pássaro que nos diga de passagem
Que o corvo jamais pronuncie a frase: nunca mais! 


domingo, 27 de setembro de 2020

QUANDO NOS APERCEBEMOS DE ALGUMA FALTA, AÍ É QUE RESIDIRÁ UMA INDEPENDÊNCIA CONQUISTADA A DURAS PENAS.

TORNEMO-NOS PASSAGEIROS DO VENTO, E QUE O MINUANO NOS TRAGA POR VEZES AS RESPOSTAS DO SUL.

A VIDA SEM UM CICLONE NUNCA MAIS VAI SER A MESMA.

RETIREM-SE TODOS OS APETRECHOS SEM UMA LÓGICA PORQUE A CONCISÃO PEDE PASSAGEM.

EM TEMPOS DE PANDEMIA O OLHAR POR SOBRE A MÁSCARA RESULTA SIGNIFICATIVO...

PREZADOS TODOS OS HABITANTES DA TERRA: DEVEMOS UNIRMO-NOS PARA NOS SALVAR, APENAS ESSA É A PREMISSA.

TODO O UNIVERSO INCONSISTENTE VEM DA PREMISSA DE SE NÃO CONHECER A MANIFESTAÇÃO DELE, QUE RESIDE NO BHAGAVAD-GITA.

TAL A CONFORMIDADE EM NOS DARMOS BEM COM OS PETS QUE ELES NOS REVELAM QUE NÃO É APENAS O HOMEM O OBJETO DO CARINHO.

UM HOMEM QUE NAVEGA SEMPRE PELA PAZ DENTRO DE SUA CASA ESTENDE O FATO POR VEZES ATÉ O ALÉM MAR...

QUEM DERA A INDÚSTRIA DAS ARMAS NÃO FOSSE TÃO PREOCUPANTEMENTE FORTE.

PODEMOS FALAR DE AMOR SE NÃO POSSUÍMOS AS ARMAS PARA A DEFESA EM NOME DE UM ASSASSÍNIO.

SIM, SE O MUNDO TORNA-SE REPITÍLICO O QUE FAREMOS ADEMAIS SE NÃO NOS TORNAMOS CROCODILOS?

JAMAIS SEREMOS SUPERIORES AOS DINOSSAUROS, QUE VIVERAM ALGUNS MILHÕES DE ANOS POR AQUI, ANTES DO COMETA, EXTERNO, SUPOSTAMENTE AO QUE O NOSSO PROBLEMA É INTERNO.

NÃO HÁ PORQUE AFIRMAR QUE NÃO SEJAMOS IGNORANTES, POIS O QUE TEMOS FEITO NO PLANETA APENAS EVIDENCIA ESSE FATO!

SE TODAS AS ESFERAS DA IGNORÂNCIA SE PERFILASSEM EM UM PELOTÃO, O MUNDO SERIA INVADIDO POR ESTRANHAS TROPAS.

A ATRAÇÃO QUE O POETA TEM PELAS LETRAS LEMBRA A APROXIMAÇÃO COM A MUSA QUASE INEXISTENTE, DE TÃO BELA.

POR TANTAS E TANTAS VEZES HAVEREMOS DE PONTUAR SILENCIOSAMENTE AS TEMPESTADES...

A TESE E A ANTÍTESE


No modal do pensamento sempre temos alguma certeza ortodoxa
Quando enumeramos algum átomo silencioso que há de cerzir uma via
De alguns pontos quiçá sejam eles mesmos que configurem a ciência
Em um platô possível de auto-realização e que não se mexa nos quadros…

Esses quadros inenarráveis, condição sine qua non de se estar a dirimir
Alguma dúvida, de se transpassar linhas do mau senso, e partir para a direção
Da sensatez e do obscurantismo por vezes necessário para se saber
Aonde está residindo a luz que tantas e tantas vezes nos aconchega!

A velocidade pungente aponta para sacrifícios pelos quais passamos
Na ordem de nossas missões, no que nos verta significados majorados.

Por vezes a mão cerebral cansa, o pensamento nos foge à dura risca
De não sabermos onde encontrar o significado consoante e tal coisa….

No tanto que nos vemos agora na resolução digital, procuremos
Transpor o obstáculo que freme a distância de não estarmos conexos.

Assim, de nos sabermos mais urgentes em causas próprias
Ao menos uma sílaba nos remeta ao imaginário mais concludente.

E tantas são as frases em construção, que passamos por entes
Que por vezes não sossegam enquanto não lavram corretamente…

Faz-se o som do fonema, escapa-se o significado primeiro
E o tato das palavras fala mais ao paladar o predicativo
Quando de discernir conhecimentos, podemos elucidar fatos
Com medidas planejadas de ante véspera, na alocução dos dados
Em que construímos informações na esfera da Verdade,
Ou seja, a preciosidade em confiarmos em boas fontes.

O saber possui suas origens intrínsecas, esse saber que remonte
A questão em si, da sua própria procedência inata,
No que nos vestimos com a parafernália da honestidade
De uma vez por todas, a quem saiba, as flores nos canos!

Não esperamos por esferas girantes que remetam a uma verdade
Que não seja verdadeira, pois a relativização desse ponto crucial
Enuncia toda uma estrofe inteira que muda o mundo do astrolábio!

sábado, 26 de setembro de 2020

TORNAR-SE MELHOR

 

De tanto se pensar, de tanto se especular, perdemos
Um fio da meada, um vértice obscuro de uma trama,
Os pontos que não merecemos por mérito e fato…

Nesse não merecimento está a ignorância, modalidade
Tão pungente neste século de obscuridade, nesse mote
De se estar partícipe sem se ter maiores noções
Que venham de uma luz lunar ou solar a densas frentes
Porquanto o que se afirma é a opinião cabalmente lunática!

O Poeta pode afirmar, em sua defesa, que é melhor para um
Ignorar sua existência, pois nada se compara em Poder
À força das palavras, que podem dilapidar um Império
E erradicar as veias de falsas dialéticas, no que não seja
Nem mesmo o diálogo, mas a dita efervescência
Das tramas de dados alcançados, de informações
Que não se permitem serem justas, posto o conhecimento
Não é tarefa para muitos, justo ser bom ter três idiomas
Para começar a compreender a ciência da língua
Sem necessariamente entornar vinho e mulheres
Em uma relíquia de Eça de Queiroz para elucidar
Os veios incomensuráveis da importância da erudição!

O Poeta segue em sua defesa, a permitir que escambem
Seu trabalho, e que ignorem sua existência, por ventura
Seja talvez a falta no engajamento vulgar da aventura
A que tantos se voltam no intuito e na intenção crua
Dos mesmos corvos que isentam a carcaça quando sita
Em um domínio público a que já não mereçam a confiança…

Estabelece a ignorância em um domínio cru e sensato
Naquilo que não enobrece a atitude, na sensatez fácil,
De um domínio pungentemente ignóbil, no que a palavra
Passa-se a tornar a arma mais poderosa, porquanto consistente
De uma razão indelével, nua e crua, despida de rumores
Quando se estabelece nas artérias da ciência que transcende.

Por isso ignora-se a poesia, por isso não se compreende seu alcance,
Dentro de uma plataforma de consonância com a Verdade
E com o destino de milhões de pessoas que – se a compreendem –
Ao menos em uma sílaba passageira, saberão um pouco
Do significado de suas existências, independente o fato
De estarmos entornando justamente a verdade no caldeirão
Extremamente quente de uma ignorância impertinente.

Em síntese, o reflexo de palavras bem enunciadas
- Seja em que retrato for – evanesce as trevas de um quinhão
De frutos mal merecidos, e por mais que evitem divulgar
O trabalho e a fruição da arte poética, saibam os algozes
Do não se estar bem com a arte e a poiésis, a praxis,
Que tudo isso pertence a um patrimônio que parte a estar
Na memória das gentes, nem que oralmente se possa
Estar a traduzir a vicissitude de toda uma intensa era!


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

ALGUMA RAZÃO SE SUBENTENDA

 

           Não há muito o que se comemorar do mito fatídico da destruição… Um tempo perene ceifa árvores e ceifa homens e mulheres. Não que o editor do processador de texto não queira excluir propriamente o termo ceifar, mas que ceifar as árvores é mais do que quase o do imperativo. Não há razões muito apropriadas nas questões dos ganhos, pois os detentores da razão, pelo menos no hipotético lado deles, pretendem o faturamento sem conta, o aspecto jurídico cooptado pela facilitação, o que os torna simplesmente falcões a seguir com os olhos os ratos que pretendem abater de cima de quatrocentos metros na altitude. Seus mergulhos remontam estes mesmos metros e quilômetros por hora, terminantemente quase nada sobre em suas presas. Pobre coitada da onça que vive em nosso país, e não pode ser um Falcão Peregrino, espécie rara, porém não faltante… Esta onça que possuímos em nosso país, patrimônio existencial do planeta, relembra a importância de Galápagos para Charles Darwin e, por mais que este homem que vos escreve seja religioso, penso que houve uma Evolução das Espécies, pois não é o ser humano a culminância, isso em uma prerrogativa irrisória de sabermos que o Homem e sua técnica de manejo destrutiva acaba por fracassar como espécie, o que não dizer dos dinossauros, que viveram muito mais tempo sobre o planeta, legando o óleo bruto como riqueza exponencial de uma extinção de motivo externo! Um cometa, meus caros. Apenas isso, e nos perguntamos: eram os deuses dinossauros, eram mais tarde os australopitecos, neandertais, o cro magnon, o homem de Pequim, os guerreiros hindus, o nascimento da Mesopotâmia e a origem da civilização?… Fala-se tanto em conhecimento bíblico e, no entanto, apenas uma escritora como Agatha Christie, quando casou-se com um arqueólogo resolveu incrementar os seus romances com maravilhas da descoberta do conhecimento: essa sede do conhecer, linda, maravilhosa, essa forma de querer dizer ao mundo a arte, embasada, criteriosa, onde os ignorantes mais vis não encontram seu feed back natural. 
          Não se esteja totalmente de acordo em engajar apenas o conhecimento com o fator político ou ideológico, pois essa instrumentalização acaba por cansar as estruturas sociais mais cultas, que querem por si descobrir dentro do universo das suas próprias descobertas os ensaios que mais lhes apeteçam, entre estes a cultura universal dos povos. Não há porque reinterpretar povos bíblicos se apenas se lhes aprouve gostar da religião e nada mais, mas também é igualmente importante que ditos povos não queiram tornar uma sociedade de luzes na escuridão do dogmatismo e da ortodoxia religiosa, tornando nossos meios de pesquisa e fruição estética algo do gênero da subversão onde nesta palavra não há sentido cabal e inerente ao conhecimento.
            A assertiva de estarmos realocando valores neste breve ensaio é apenas para conferir que em todo o fundamentalismo de ordem religiosa negamos os valores amplos da cultura: na música, nas artes visuais, no tato de uma cerâmica, no design industrial, na arquitetura, e nos padrões de conduta que regem todas as instituições democráticas e soberanas de uma nação, de um continente, de uma visão cosmopolita, internacional dos fatos e registros históricos. Em uma notícia do The Guardian, por exemplo, se encontra farto e confiável material sobre o que acontece no mundo, mas em certos veículos simples e toscos de expressão apenas vemos o refugo de fakes que tornam por vezes um mau governo factível, possível em sua fraca existência, somando-se a números e quantidades que se prevalecem de uma massa ignorante, a ponto de pensar-se que o Juízo já está finalizando a contenda entre o que se chama bem ou mal, e que me perdoem a postura, pois não há como colocar aspas nos termos… Reconheçamos, pois, de uma vez por todas: toda a forma de viver violentamente é errada, todo o modo de negar ou obstruir, ou censurar modos culturais incide igualmente em erro. O modal de se perseguir qualquer etnia, crença ou posição política é errado! Atentar contra a normalidade democrática, ou imiscuir-se em assuntos internos de outras nações, são erros de catástrofe, de atraso, de interpretações, ao mínimo, duvidosas e unilaterais. Seguir errando para se perpetuar na mentira também é um grande erro, pois a Verdade é um Iceberg que se move de continente a continente, não necessariamente gelado, mas com consistência de pedra: imexível, irremovível, a quem interessar possa e à disposição tanto da luz noturna quanto das tempestades de verão, luminosas em sua plenitude.


quarta-feira, 23 de setembro de 2020

UMIDADE NO OLHAR

 

De que são feitas as lágrimas dos jacarés que o fogo seca
Com o seu couro torrado pelo desanuviar aquém de um problema,
Se tantos ouvem seus gritos, gritando igualmente em seu silêncio
Dos seres que não se compadecem sobremaneira usando suas mortes
Como argumentação em relação a trocas atentas de poderes,
Mesmo em saber que a mídia perfaz plantéis onde nem tudo o que se vê
É noticiado como um fato cabal, depois de se ter realizado
O desbanque da matéria, o casuísmo de interesses, ou mesmo
A falta de felling em situações de calamidades externas ao fato
Quando não se sabe mais o que se porta de novo na questão
De jamais se criticar as fontes de alguma espécie de retrocesso!

A onda é intensa, não muito breve, porém de amplitude gigante,
A onda vem das profundezas de uma caterva ignara que solicita
Àquelas mais gentes que denotem uma situação igualmente ampla
Mas de uma amplitude mais reduzida em sua altura, qual seja,
Defender interesses próprios, sem saber que uma cátedra na USP
Não é de sobremodo tão importante quanto a vacina de Oxford…

Ah, sim, quem dera termos um subterfúgio permanente
No que se revele a nós mesmos o suficiente, o que perfaz
A profundidade do Uno, o Holos que se ausenta, um ponto
Que não espera mudar, e nações que se revezam para adquirir
As riquezas da matéria consanguínea do último peru de natal.

Chamam-se colegas, mas não veem mais do que o seu umbigo
O precedente de suas assertivas, o mote mais longo do que está
Na fogueira das vaidades, a cada qual o opinioso mote
Porquanto a pecuária abate cruamente nossos animais!

E eis que a Era em que estamos se aproxima ardendo as florestas,
Consumindo vidas, eis que Kali se pronuncia, como está no Gita
Onde não cabe interpretações, onde Ele É, sem erros quaisquer
Na profética lição que recebemos em nossas leituras dos Vedas
E onde o décimo nono Tomo do Bhagavatam nos revela…

E outra questão, era esperada a revolta da Natureza Material
Onde se vê que o tempo eterno a tudo consome, e já que nada é feito
Espera-se que adernemos opiniões, que a demência de um mundo insano
Se revele com a força ardente da dissolução cósmica de um lixo no espaço!

Pudera as nossas raças da Natureza sejam tão díspares, mas que o Verde
Participe ao menos de uma tentativa, qual seja, houvesse um partido maior
Que este seja Verde, apenas no nome porém, mas um título pode na Verdade
Fazer um sentido latente, se o que importa à nossa raça é o gozo da barbárie
No sêmen que vem embalado em látex e jogado no mar, uma semente
Que se fora fecundada talvez servisse ao mal, porquanto um hedonista
É nefando quando gera seus amores sem amor, sentindo apenas o frisson
De entranhar na cristandade dos filhos desejados, a réstia e o descaso.

Teremos por propriedade homens ou mulheres, vates, ou diabos,
Crentes e facínoras, gente do bem ou gente do mal, ou as gentes
Que ignoram o juízo de valores, e ponteiam pelas escalas dos poderes
Suas crenças de que os mesmos poderes são realmente responsáveis
Por nossos corpos, apenas veículos com orifícios de sentidos
E no tato a consagração, quando se cantam as contas de Deus,
Tarefa rara nos dias de hoje, porquanto se toca mais na sujeira.

Ninguém é lindo neste mundo, apenas não somos estes corpos
Aparentes, com sentidos imperfeitos, falhos, consonantes com a língua
Esta forma serpentina de não sabermos como proceder quando
Se nos apresenta uma condição onde já se vê mostras de Kaliyuga
Sobrepairando velozmente a destruição deste planeta,
Na forma que prediz a humanidade, sem a ciência de Deus,
Sem saber que nenhum prazer se obtém sem sacrifício,
Pois este mesmo prazer é apenas a penitência de Bhakti:
O serviço devocional sem causa e merecimento, a Krsna.


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

RELEMBRANDO COISAS

 

Como em um passado que nos fora perfeito, terminamos
Por encerrar uma veia na fonte do desconhecido
Além ou aquém do que relembrar se possa, no algo
De possuirmos um platô maior de significados
Quando de se remontar se possa, no quinhão dedicado,
No que recebemos de uma palavra não ausente,
No que vertamos de um fonte genuína de pureza cabal!

Um misto de autenticidade, uma parte a nos interessar,
O fruto consistente aos valores, a vida em si e por si,
A planura que não nos sobrescreva, o título de efeméride,
A junção dos astros, o erro não compreendido, mas que revela
Um outro acerto consonante, a saber, que se perceba
Mesmo tardiamente no tempo quase eterno de não sabermos
Por quantos viemos em nossa missão em solo pátrio!

A saber que seríamos quem sabe o número e peso suficientes,
A saber que pretendemos subentender o equidistante nascituro
De formas incomensuráveis, do resguardar-se uma contenda,
De trabalharmos pela paz, de arregimentarmos soldados
Em uma vitória sobre o fogo, mas sem conotações simbólicas
De que os eixos da reviravolta pensem em tórax sem medidas
Na estranha acepção de que o resguardo passe a não ser necessário!

Essa estranha e faltante coragem posta em uma rede viral
À falácia pretendida, a ignorância predeterminada e constituída
Mesmo em falsas tendas de campanha, onde zerar a ação
Vira motivação anacrônica de orgulhos, vira razão sem sal,
Vira pretensão a ser do poder, a ver que nem todos os molhos
Participam de um orgulho pela entrega das riquezas
Quando nos apercebemos que o que rege a Natureza não é o homem…

Finalmente, que nos subentendamos, a recíproca das frentes absurdas
É um tipo de teatro de fantoches com uniformes terapêuticos
Naquele olivar de antanho, nas camuflagens dos sem dono,
Nas máquinas ausentes do próprio significado, no tergiversar
Da métrica ausente necessariamente de rima, do quadrado
Que sustém o suspiro autêntico de algum poeta nesse mesmo teatro
Onde, por quem parecer possa, a máscara cabe no ignorar-se pétreo.


sábado, 19 de setembro de 2020

A ASSERTIVIDADE

 

           Podemos ser positivos em relação a muitas coisas… Transcender a objetificação, a coisa em si, um sentimento tecnocrata de lunáticos todos a que possamos nos tornar, sem com isso ausentar a veia em que a falsa normalidade possa vir a ser um padrão correto de conduta! Assim, de se afirmar, assertivamente, que dois mais dois seja igual ou maior do que três, durante a conta podemos seguir o tempo do raciocínio até chegar à resposta, qual seja, o quatro. Essa assertiva é da matemática, ou seja, do tempo em que temos em cálculos quase científicos para elucidar nossas respostas através da dita máquina. No entanto, se queremos crer que o cálculo não seja tão exato, veremos apenas uma especulação onde o número assume a forma que desejamos, mas que não encaixa corretamente na sua própria lógica correlata. Disto não distanciemos os valores, pois estes são mais importantes do que o erro proposital, a falsa assertiva, o não enunciado dos fatos, visto que ocultar dados possa se tornar algo de ciência, mas fora de um propósito da coerência nos relatos e nas veias da Verdade. Dito isso, prolonguemos a veracidade dentro de uma conduta comunicacional, dentro dos recursos digitais, ou seja, quais forem, em papel ou outrem, para sabermos conhecer a veracidade dos fatos, e algo que não nos nuble a matéria em si, o estofo, o cerne, o conteúdo que revela a todos a igualdade em se obter o conhecimento cabal e concreto.
           Não nos distanciarmos da mesma Verdade que merece capitular eterna é realmente termos a certeza de que nos adianta o pressuposto do que seja a correção, mesmo que a vida demande mais altruísmo, mais austeridade, e, por vezes, alguma penitência. Muitos inocentes estão enclausurados em nosso país, passando em suas cadeias pela escola do crime, e alguns outros por pequenos delitos deliberam com grandes criminosos. Isso é fato, incontestável, e uma reforma jurídica se torna necessária para estabelecer a culpabilidade de modo justo e proporcional, não no sentido de estocar gentes em labirínticas prisões. Toda a nação necessita de reformas urgentes e proporcionais a seus problemas, e uma que merece total atenção é a do saneamento básico, da construção de moradias populares, em síntese, de melhorar o consumo, a renda e a qualidade de vida dos trabalhadores desta Terra. Pois sim, a capitular no mundo, posto o mundo todo necessita de cuidados, e não adianta de forma alguma melhorar uma nação se a sua irmã do outro lado padece com relação ao estigma das fronteiras.
           Vencer as barreiras de uma situação mundial de pobreza e carestias sem par, demanda que internacionalizemos os avanços no âmbito social, e isso só se dará quando a liberdade econômica não seja sinônimo de exploração e segregação das gentes, ou seja, quando nos dermos conta de que as riquezas e suas concentrações desmesuradas possam ser de melhor reparte: mais coesas, mais justas e mais humanas. Sob essa ótica passemos para a assertividade do que dizemos por encima deste parágrafo, posto só acreditaremos em um mundo melhor quando as grandes fortunas em nome de poucos sejam melhor repartidas em nome de muitos outros. É desse reparte mais justo que devemos pensar um mundo, um continente, ou um país. Outrora, um estado e um município, um distrito ou uma rua, uma casa, um pai, um filho, um cão, um gato e toda a cadeia alimentar, em seu princípio, em seu meio e em suas prerrogativas. A começar pelo alimento, passando pela saúde, culminando na educação e a resolução do problema do desemprego. Só o que devemos pensar é nisso, na melhoria de condição de vida para todos, não importando se somos asiáticos ou latinos, mas pensando de qualquer modo como se o mundo inteiro fosse uma grande e valorosa pátria!

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

AS CLASSES OBJETIVADAS

 

          Demandar uma classe em seus objetos é como programar softwares sem concisão. Não há como não programar, que seja, neste ignorante que vos fala não saber ao menos o que seria uma classe referenciada em uma linguagem OOP. Apenas especulamos um pouco mas, de qualquer modo um approach pode-se fazer necessário como uma representação quase aleatória de um conhecimento igualmente especulativo e, no entanto, com bases sólidas. Seguimos, ou podemos seguir tentando uma aproximação com o conhecimento cabal e isso pode resultar em um termo de tempo, de somenos importância, pois quem é um estudante sincero chega nele de um modo ou de outro. Talvez o celibato seja importante, talvez não, mas o estudo é mais concreto do que o termo de se amar alguém por algum tipo de projeção, quando o tempo nos auxilia na vertente máxima do conhecer, do saber, de estar conectado com a ciência dos fatos e da indução ao desenvolvimento de uma frente que resulte em estar bem sito nas questões da mesma ciência, seja de cunho material ou espiritual, dois cernes de frutos maduros prontos para serem colhidos depois de uma existência de austeridade, penitência e sacrifícios pertinentes por vezes a uma dura lida de esforços sem pares…
         Um homem pode ter uma visão da Natureza sem conta, onde quer que esteja mas, na verdade, o incêndio em uma mata sustenta um reducionismo que pertence ao não pertencido, e as classes em questão são as mesmas sempre, no mesmo foco, na mesma pretensa sabedoria e liberdade, esta que perfaz destruir a mesma Natureza e que, no entanto, destrói a si mesma, posto até mesmo nas reticências econômicas ou nas verdades holísticas do planeta, o que vem a dar em uma tragédia sem dimensões constituídas, gigante: inumerável. A isso podemos objetivar as classes, porquanto uma filosofia de alcova e palavras chulas leva a ignorância estival a dimensões de compreensão escusas, no que tange a contingentes que deveriam estar prontos para o embate contra as chamas, estes mesmos militares de campanha que devem envidar esforços aos milhares como batedores do fogo, no treinamento ao combate dos incêndios para, portanto, mostrar o serviço à pátria em si subindo à alta estima… É com carinho que devemos tratar a terra, está nos dá o pão, e não importa se queiramos fazer grilagens com o desastre, porquanto o agro negócio vai mal se não nos dermos conta da gravidade de uma situação verdadeiramente atípica. As classes não importam tanto, mas a sua objetificação é crucial no país que parece que se fecha em copas, e que não resguarda a sua diversidade botânica e dos animais que pretendemos ao menos ter compaixão pelo sofrimento a eles imputados.
           Não interessa muito – repetindo – que as classes se ausentem de tudo, se o fator humano seja o caminho de nosso resguardo, posto a Natureza possuir igualmente suas classes, seus territórios, seus habitantes “primitivos”, sua realidade consonante. Alguma árvores possuem décadas de existência, e ruir com elas é como matar uma família inteira. Essa objetificação do crível e do possível dentro da compreensão que pode nos parecer abstrata fala de um lócus sagrado onde os pássaros por aquela atravessam a sua compreensão do mundo, que não está de modo nenhum distante dos problemas humanos, e esse humano será o monstro que criamos dentro de nós mesmos? Quando, diante de um regime do passado de nossa ausente democracia, o exército estava nas ruas para o embate com seus opositores, agora por que não colocá-lo a serviço da oposição do incêndio, para provar que pode haver alguma redenção por parte dos soldados que agora recebem lautos prêmios por ficarem nas casernas? A reação ao fogo é a prática e deve ser motivo de luta! Se, por um acaso o contingenciamento militar for articulado em peso para combater as chamas, veremos quiçá com melhores olhos um oficial de mando nesse enfrentamento infernal, posto que seja um tipo de guerra que devemos crer em abater a crueldade humana. Se nada for feito com uma ausência de contingente treinado para tanto a crise econômica vai se tornar tão sólida que apenas uma Europa desbanca nossos tapetes e rumina a indiferença sobre os nossos produtos que em tempos atrás ainda possuíam os selos verdes da transparência sustentável. Não queiramos esperar para ver, pois ficar cego surdo e mudo perante a tragédia é coadjuvar com a brutalidade sem igual que poderia ser evitada com treinamento para o combate e a ação peremptória.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

VIAJAR SEM DESTINO É O MESMO QUE NÃO CONSIDERAR AS FRONTEIRAS, OU PENSÁ-LAS APENAS COMO UMA CONVENÇÃO HUMANA.

A SEMÂNTICA DE UM DESTINO PODE FAZER REVERBERAR ATE MESMO A SOMBRA DE UMA LUZ ARTIFICIAL À NOITE.

O DIA EM QUE O PANTANAL FOR QUEIMADO COMO AGORA, JÁ É O DIA DE AGORA, PORTANTO UM ZERO QUE JAMAIS ESQUECEREMOS.

A RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA É TÃO LINDA QUE REMONTA TODA A VASTIDÃO DE UM CONTINENTE!

NADA CONTRA OS PENTECOSTAIS, MAS ESPEREMOS COM RAZÃO QUE ESTES NÃO TENHAM NADA CONTRA NINGUÉM.

OBVIAMENTE HÁ SEGREDOS NESTE MUNDO E, QUEM SABE, ALGUNS DESTES NÃO SÃO MAIS TERRITÓRIO DO ESQUECIMENTO...

NEM SEMPRE AS PALAVRAS SÃO LIDAS OU SOLETRADAS, MAS QUANDO SE JOGA UMA SEMENTE AO VENTO, OU DUAS, POR DESTINO, SE A TERRA É BOA, HÁ DE GERMINAR.

O POETA FAZ OS SEUS VOTOS DE AUSTERIDADE, PORQUANTO NA VIDA AUSTERA COMER DE BOM GRÃO É EXTREMA RIQUEZA!

NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO E TODO O PRAZER MUITO INTENSO É FUGAZ.

UM ESTUDANTE CELIBATÁRIO PODE SER NOVO OU VELHO, MAS DEVE OBEDECER A ESSA MISSÃO IMPORTANTÍSSIMA.

NÃO ADIANTA SE TRABALHAR COM PLATAFORMAS DIGITAIS, SE NO GESTO DE UM DEDO PODE ESTAR A SIGNIFICÂNCIA DE UM SÉCULO.

QUE NOS DIGAM TODOS A QUE VÊM, POSTO ASSIM SABEREMOS ONDE RESIDEM OS ERROS E OS ACERTOS!

A EXPIAÇÃO DE UM LUNÁTICO QUE SEJA LEVADA EM CONSIDERAÇÃO, POIS NÃO EXISTE FATOR CAUSAL NA PAIXÃO DE UM REBELDE...

QUESTIONAMENTOS

 

Aparas nos entontecem o espírito, a cada qual a igualdade
Que não há de ser questionada, bem com a solidariedade
E tantas sejam as fraternidades, bem situadas socialmente!

Não nos reste a dúvida de sermos copartícipes de alguma causa
Que soletre a palavra irmã de um verbo, que nos isente de culpas
Onde não mereceremos jamais a pecha de não sermos normais…

Do lado do Criador a própria criação da poesia que remonta
Alguns séculos de aurora, no que não nos diste uma grande pena
Na pena secular de outrora, a que milhões postam o padecimento.

A comunicação se faz em vasos, em ampulhetas de areia eterna,
No que nos prometa o mundo toda a isenção sem barreiras
Estas, que não nos redima nenhum versículo oculto da Bíblia Sagrada!

Pudera, que a libertação de sermos muitos e tantos, não fenece a rosa
Em nossas mãos por vezes pálidas de muitos e muitos anos de carestia
A que – a não nos pretender possa – a veia diz a que seremos na atualidade.

Em realidade a poesia da rosa não fenece jamais, pois por hora seremos
Mais do que centenas de milhares de verbos, o que por sinal já é melhor
Do que erradicarmos o quinhão já de sofreres da raça humana…

É nessa situação que não fora derradeira, mas ao menos uma sinapse a mais
Possamos pretender uma viagem aos arredores algo sombrios, em busca
De mais luzes que porventura possam significar albores da esperança!

Nesses quilates da vida a pressuposição de que estejamos na Verdade
Reduz por vezes auxílios quase meritórios de uma caridade que entontece
Por reduzir consequências a evitar que se combata veementemente as causas.

Por essa razão que venha à luz de si mesma, o homem e a mulher não devem
Temer por seu altruísmo e autenticidade, mesmo que se oponham forças
Que, em razão do nada, constroem os palácios de desditas sem pares…

Que vejamos um mundo melhor para todos, os que se assentam em tronos
Que possam dar-se conta de que o mundo todo não vale seus ouros
Posto dividir algo pode ser bom até mesmo para os do lucro sem conta.


terça-feira, 15 de setembro de 2020

A NÃO CLAUSURA POSSÍVEL

 

Não sermos mais tortos o suficiente perfaz a inteligência da elegância… O tanto de se ver na rua, o tanto da arquitetura bruta, as vestes silenciosas de um destino, mãos, pernas e braços conversando com as letras, a ressalva de um parágrafo que deixamos no supermercado! Isso é liberdade e isso não deixa de ser libertação. Pequenas coisas, meus amigos, denotam margens de respiros sem conta, como se o oxigênio de um respirador igualmente fosse importante para um viandante. Se reja como vier, se suplante e viagem inóspita de um inocente no cárcere, e que se roga a muitos a compreensão inequívoca desse fato. Perdoem-me as mulheres por não colocar-me adiante dos fatos, de sua missões tremendamente libertadoras, mas o plural ainda chama o gênero masculino, no escrever-se soletrando palavras que soem partem do plural das gentes, assim como a ternura é feminina e seu lado mais másculo também faz parte da mulher, em variados casos. 

Que o temor que irrompe com as nossas percepções faça mudar as vezes em que temos uma ordem que nos abrace o mesmo tempo em que jamais descortinaríamos a seda de nossas intenções... Se não fora o mesmo algo de tempo que se nos espaça as linhas, que descortine do cenário as cores estridentes, que monte a expressão máxima da arte, que não nos liguem a um pressuposto de reverberar contendas, no que o homem aprende suas conquistas. Nem que para isso delibere a continuidade de um bom parecer, de uma razão que esteja correta, de um gesto de carinho, de uma solidariedade necessária, do parecer que não nos claudique o tempo…

É nessa monta que precisamos evitar as vertigens de nossos antepassados, guardando na memória os nossos anciães e respeitando, como o fazem os orientais no respeito aos idosos, como na China, no Japão e na Coreia. É justíssimo a não clausura perene, interminável, e o que verte da justiça social é um simples quesito: ao menos que vistamos a máscara e olharmos para um idoso com toda a sua riqueza histórica, qual patrimônio de uma família, uma vertente que devemos respeitar até o fim dos nossos dias: efêmeros como o tempo eterno.


segunda-feira, 14 de setembro de 2020

OS SINTOMAS DE UM JOGO UNIVERSAL

 


Jogar algo para encima de um quadrante quase permitido
É algo de uma lúdica referência quase abstrata
De não permitirmos os freios que se revesam nos vieses
Do que se espera seja apenas um jogo, e não mais reflexos…

O jogo pode encerrar algum universo de uma matéria,
Ou os sonhos de nosso profundo inconsciente vivo e nu
Porquanto encerremos os nossos sonhos em uma medida
No viés soletrado de um verso arrebanhado pelo tempo.

Esse tanto de compreender, se não fora o suficiente
Será o mesmo jogo de adivinharmos quem fará o mesmo
De um sempre que jamais se renova, na modalidade de vestal
Em que uma Lei antiga se sobreponha ao que não é legal!

Em consonância com o tempo que encerramos em um relógio
Daqueles de areia, urgimos por ver que se volatiliza uma veia
Na dimensão onde não encontramos um esquadro e um prumo
Por encima das regiões mais ensombrecidas da engenharia!

Regiões mais inóspitas de um crescer das gentes e do gosto
Que se faz do paladar das palavras, um gosto que se agiganta
No mais que se agigante a ponto de soletrar um paraíso
Que possa existir, ao menos no pensamento ou no sonho de algo.

Vertentes de um jogo sem causa aparente merecem um destaque
Nas vigílias de um homem, nos carinhos de uma mulher, no través
Quase abstraído de um olhar, na mediana curva de uma pesquisa,
Nas reticências nuas de um entremeio de linhas, um final de frase.

Quase sobrepairando ventos, vemos o mesmo vento que nos fala
Ao mexer compartindo uma palma, a ver que o mesmo dia que nos diz
Passa a ser silencioso em uma outra esfera, qual não seja a parte
Que nos caiba dentro de um espaço imaginário além fronteiras…

A beleza cristalina com seus olhos de esmeralda, traduz a si própria
O que se queira dizer com outros o que se resguarde no castanho
A própria vez em que se diz que o turvo não existe no limbo
E a esperança se forma a partir dos olhares mais serenos do planeta.

domingo, 13 de setembro de 2020

SE UMA AGÊNCIA RETIRA DA INTELIGÊNCIA O SER INTELIGENTE, PERDE PARA O TIME DA IGNORÂNCIA!

AMEMOS NOSSAS LINGUAGENS COMO SE FORA O RESPIRAR DERRADEIRO DE TANTOS OS QUE PROSSEGUIRÃO, EM DECORRÊNCIA DA CONTINUIDADE PAULATINA E PAUSADA.

SE UM PERÍODO DE UMA FRASE É ESCRITO EM PORTUGUÊS, LOGO SE VÊ UM IDIOMA MARAVILHOSO...

SE A MÃO DE UM ESCRITOR TREME AO ESCREVER, NOTA-SE QUE DEPOIS DA FRASE TUDO SE NORMALIZA.

A REBELDIA ENSAIADA PARA SER REBELDE É A ADMISSÃO DE UM ESTADO QUE JÁ ESTEVE VIGORANDO EM SUAS PRÓPRIAS SURDINAS.

FALANDO-SE NA NORMALIDADE, QUAL SERÁ A PRESUNÇÃO DA VIDA EM SERMOS UM POUCO FORA DOS PADRÕES DE CONDUTA?

A CABEÇA DE UM HOMEM PODE ESTAR SENDO COMERCIALIZADA PARA O SERVIÇO EM UMA BAIXELA DE PRATA, E ISSO É TRISTE!

SE A RAZÃO PASSA A NÃO EXISTIR, O QUE ESPERAR DE UMA IDADE ONDE JAMAIS SIRVA PARA TANTO?

REFAZER O TEMPO

 

Um tempo quase não se versa como algo tardio ao quem dera fosse
Um quase nada ao vermos a rua como tudo o que nos importe
Quando, na mesma distância, nos apercebemos longe de tudo…

Os braços se nos tremem, o receio das desditas nos acompanham
Nos mesmos versos ensombrecidos pela lua, esta que nos diz
Em sua crescente e meia a quem retornamos mais felizes.

E o que nos deixe por profusão de carinhos, por vezes de sermos
Maiores do que o mesmo tempo, em que não enclausuremos
Nossas questões na beira de um precipício inconsútil.

Nos nossos carinhos despendidos a um certo esmo, sem sabermos,
Saberemos mais da concretude de estarmos certos a repeito
De toda uma existência em que não nos verte o significado ausente!

Se – por trás de uma grade – anunciarmos a temperança, não importe
Tanto onde estamos, mas quais as fronteiras de uma propriedade
Que pode estar encerrada na falta de alguma alvissareira liberdade.

Qual fremir a mão em busca de uma reticência mais sólida
Encabeçaremos as nossas certezas em torno de um purismo
Que sói em ver que em nossas causas não perdemos um centavo de prosa.

Dá-lhe a sombra do que não possuímos, a ver, que em todas as nossas certezas
Vivemos por constituir o que já se constitui, como se fora
Uma carta a um amigo dileto, ou toda a Constituição ao nosso povo!

No sorrir dos séculos temos conquistado na arte de uma sociedade
Quem sabe a modernidade de uma visão sólida e coerente
A ver que nem sempre a compreensão da arte caminha com a razão…

E que saibamos que a razão caminha com a Humanidade e, se não fora,
Não haverá mais critérios a especificar o progresso social
Se, em termos de histórias, viramos especialmente passadistas anacrônicos.

O retalho algo convexo de nossas vidas entre o mundo da infidelidade ao tempo
Refaz a experiência de pensarmos nossas questões além da suposição finita
De que basta acender um fósforo em meio à floresta para brincar de desesperanças!

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

DEVEMOS CRER NA VIDA EM MARTE, OU FAZER COM QUE NOSSA MARAVILHOSA VIDA NA TERRA SE MANTENHA INTACTA?

SE UM HOMEM BILIONÁRIO NO MUNDO CHEGOU A GANHAR 13 BILHÕES DE DÓLARES EM UM DIA, PORQUE NÃO REPARTE A VIDA DE UM DIA EM DEVOÇÃO AO PRÓXIMO?

TODOS OS RICOS DO PLANETA DEVERIAM VIVER COM AO MENOS METADE DE SUAS FORTUNAS, E DESTINAR A OUTRA PARA OS DESASSISTIDOS.

COMO KRSNA É O TODO ATRATIVO, PLENO DE BELEZA, CONHECIMENTO, FAMA, RENÚNCIA, PODER, O QUE NÃO DIZER DE TANTAS OUTRAS QUALIDADES EM QUE SE ENCONTRA ESSE SER PERFEITO?

O ÁTOMO CONTÉM O PARAMATMA SAGRADO, E O QUE NÃO DIZER DE UM SER QUALQUER, DESDE UMA FORMIGA ATÉ UM SER HUMANO?

SE ALGUÉM SABE O SEGREDO DA EXISTÊNCIA, GUARDE-O A SETE CHAVES PARA QUE OUTROS BUSCADORES O ENCONTREM A PARTIR DE SI MESMOS.

UM ESCRITOR SOLITÁRIO ENCONTRA A PLENITUDE NA COMPANHIA DAS PALAVRAS.

SE UM MENINO SORRI, IGUALMENTE UM GATO PODE SER FELIZ, DESCONTADAS AS DIFERENÇAS, MAS AMBOS COM OS MESMOS DIREITOS SOBRE A TERRA.

A VIDA DE UMA ÁRVORE SECULAR CONSUMIDA PELO FOGO É IGUAL A UMA MONTANHA QUE VEM ABAIXO.

NA VIDA DE UMA PLANTA QUEM SABE PERCEBAMOS O SORRISO EM SUAS FOLHAS, A SEDE EM SUAS RAÍZES E A TERNURA EM SUAS FLORES...

REDIRECT

 Refazer o insubstituível é como reconstruir passados
Dentro de um escopo alterno, na leitura assaz conservadora
Conquanto sabermos que tudo o que era antigo perfaz
Momentos de glória e altruísmo no que fosse do progresso…

Relermos páginas de uma História de orgulho subentende
Que saibamos como navegar por letras costumeiras
No que é valioso enquanto conquista, e no que seja
Como uma largada dentro de perfis devidamente irmanados!

Assim como termos como sacrários nossas opiniões,
Falar de e para gentes para outros que sejam de camaradagem
Sem a pressuposição de que algumas palavras escritas ou faladas
Necessariamente venham com a alcunha de algum estereótipo.

Camarada, você é necessariamente concreto: essa frase em silêncio
É como uma razão sem a aparente linguística que possa por termo
Em um redirecionamento para a palavra própria, que não seja a esmo
Tanto quanto se espera de qualquer sentido correlato com o nada.

Camarada: tanto de se saber;
Necessário: assim de se querer correto:
Concreto: a veia crua da matéria,
E outras mais como a terapia que embarca um soldado!

Tantos são os termos terminantes, que embarcamos de um soslaio,
Uma esguelha pretendida em um olhar,
Que o mais que fosse não daria conta
Dos sentimentos mais íntimos de cada indivíduo na planura social.

Se um tempo equidista de outro, redirecionamos o alimento
Cabal de nossas fronteiras a supor, quem sabe de falso merecimento
Que o fogo não arde em nossas crateras de chumbo, este metal
Esfomeado pelas alturas de seu peso, no que, redirect, vira ouro…

Nada é importante para que saibamos mais de algo de engenharia,
Posto quando em agulhas brumosas, temos de formação uma escol
Que há de escolher entre ser da pátria ou não,
Ser do time ou não, que é de se escolher que ao menos o façamos a sorrir!


terça-feira, 8 de setembro de 2020

UMA TRILHA DE MÚSICA PODE SER UM ENSAIO DE ORQUESTRA ONDE NUNCA SE OUVIU NADA IGUAL.

ME LEVE, DOUTOR MOÇO DO DISCO VOADOR, COM VOCÊ, PARA ONDE VOCÊ FOR. MAS POR ENQUANTO ME DEIXE AQUI MAIS UM POUCO.

A TÍTULO EXPERIMENTAL, O GADO NOVO ESTÁ NA SAFRA DA IMUNIDADE DE REBANHO.

SÓ HAVERÁ MUNDO MELHOR, SE TODO O REQUISITO DE UM BOM MUNDO ESTIVER UM POUCO EM AMBAS AS PARTES...

MESMO QUERENDO TODAS AS CONQUISTAS, A CORRIDA AO PODER SEMPRE HÁ DE SER NEFASTA, NEM QUE O SEJA EM UM DETALHE.

PARA SE FABRICAR UM SAGÚ, É PRECISO QUIÇÁ DE UM POUCO DE VINHO SUAVE E TINTO.

ASSIM COMO NEM TODO O INDIVÍDUO PRESTA, CONCORRE IGUALMENTE À COLETIVIDADE INÓSPITA.

UM HOMEM PODE SER SOLITÁRIO, FALAR AOS VENTOS, VIVER DO PRÓPRIO SOPRO DA VIDA!

QUANDO SE ROGA POR MAIS ESPERANÇA, VÊ-SE QUE POR VEZES A LUZ NO FIM DO TÚNEL É UM FOGO FÁTUO.

TODO O SOFRIMENTO DA MATA É COMPATÍVEL COM O SOFRIMENTO HUMANO, POIS O HOMEM E A SELVA SE PERTENCEM.

SE UMA SEMENTE GERA UMA ÁRVORE, A QUEM NÃO SUPORTA A EXISTÊNCIA DELA, POR QUE NÃO TENTA QUEIMAR AS FONTES, SE É DESSA CRUEZA QUE SE PRETENDEM?

SE A LINHA DE UM PERÍODO É MAIOR DO QUE PRETENDEMOS, ESPEREMOS PELA ÚLTIMA PALAVRA POSSÍVEL NO ESPAÇO.

O ANONIMATO DAS VITÓRIAS PEDE PASSAGEM ÀS PEDRAS QUE DEIXAMOS PISADAS NO CAIS...

REZA A LENDA QUE UM GRANDE HOMEM POR VEZES PASSA PELO MUNDO COMO EM UM PEQUENO VOO DE UM PÁSSARO!