terça-feira, 20 de outubro de 2020
ALGUNS SEGREDOS DO EXISTIR
Um recado que seja, do sentir
mais profundo, de se ser
Maior do que uma simples demanda
mercadológica,
Algo a ver com um montante de faces neutras
Nas
outras faces em que o capital se mostre ausente.
Do mesmo
lado da moeda que não consubstanciemos o fato
De estarmos com
outro o lado que sirva melhor, o mesmo
Que prorroga a nossa
existência sistêmica, onde o quinhão
Do merecimento é justo: a parte que não tocamos se nos toca…
A vida de um
qualquer seja melhor do que se posto à prova
No mais de merecer
algo de enobrecedor prêmio
Qual não seja, o vértice da voz
que entontece o espírito
Em um jargão que ata e nos desata nos
nós da vida!
Em um linguajar solene vemos transpassar
sobre a cortiça
De uma garrafa celestial a veia dos mares
navegados
Dentro do escape de uma mensagem, que seja,
Uma
posta de garoupa vertida no cálice dos inocentes.
Dessa
tremenda equação sem termos nulos, a divisão
Retém em si
mesma uma lenda de lideranças ocultas
Em que o verbo possa a
alguma ter ferido deveras
E a outras ter trazido a comunhão do
conhecimento…
É nesse termo que algures tenhamos dias
melhores
Pensando na existência de um resistir sereno
Ao
que não seja extremamente certo em uma profusão
De
imediatistas que querem resultados em um turno apenas.
Se
é de querer-se uma demanda de um mercado algo simples
Retém-se
um espiritual alento até que nos cheguem boas novas
Na mesma
existência em que um homem pode endereçar
As vias de tráfego
em que a distância possa corroborar!
Na vertente de uma
ciência espiritual do sentido humano
Saibamos que a alma sente
mais do que o sentido lato
Que é imperfeito, e que nossa
inteligência reja o lado
Mais anímico do que perfeito dentro
de um pretérito simples.
Por vezes estamos municiados de
farta esperança, e outras
O codinome do inglório peca por
estar frente a frente
Com a dissonância claudicante da
arritmia, por termos tracionado
Um motor que não reitera a
filosofia ainda inexistente de uma estrofe!
Essa máquina
andante e girante, dada como quixotesca e de moinhos
Move-se
pelos ventos dos sonhos, dada como inútil quiçá
Mas que
navega pelo oceano do Universo conforme o dito que se dá
Na
frente de uma não ilusão porquanto vida de concreto sólido no
vão.
Em horas em que tudo se redime sem o aroma de uma
flor
A vida em nossa existência exibe sem as quimeras do
mundo
Uma plataforma de aço onde podemos pousar nossos pés
Com
a galhardia firme em que nos temos pulsado na primavera!
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
AMAR A VIDA, MARAVILHA É
Tanto a flor quanto de madrepérola ventura, são de tantos
E tantos sabores, como
beijar um seio de trigo sereno
A parte hedonista da saúde
que nos vem abrigar
Nas conquistas do amor consonante, da vida
que nos abriga
Como mais da vida amar, que maravilha a vida
é!
Descortinar um verso apologético da cultura afim do
sujeito,
Conformar outros versos, remendar estrofes dos afins
outros
Que não nos sustamos no verbo apenas, que a coluna é
mais longa
Do que a aparência do que não verte apenas a imagem
do que foi
Nas vertentes do fiel da medalha que nos mostre mais
maravilha…
Visto por vezes ser um bom dia, não apenas
recomendado ao passante,
Mas de uma apologia do bom senso, e não
pensarmos apenas
Que o mato queima sozinho, pois de tantas
querelas queremos
Companhia, a ver, que a vida passa sobre
festivais de curumins!
É dessa vida que queremos, que um
índio soletre esperança,
Que as misérias humanas não
prevaleçam, e sobre isso tudo citado
Sobra um mísero mas
maravilhoso verbo que não entonteça
As vertentes de mais um
dia auspicioso na refrega amazônica
Onde as fronteiras nos
ditem a camaradagem de mais um dia!
As colunas horizontais
de água vertem dos mananciais,
Qual setimana enigmistica,
em bom italiano que seja,
Em um pai que deixa seu filho bom e
velho quase órfão
Nas mãos de uma mãe maravilhosa em sua
generosidade…
Dito por não dito, haveria de ser um
quinhão soletrado
No amor de uma guerreira outra,
companheira,
Que serve a mais não servir, e revela uma nobreza
na domenica
Bestiale, si, em uma domenica de
maravilhas na conquista!
Não há porque seguir charlando
versos após versos,
Qual não fora o mote de seguir dizendo
mais e mais
No albor de uma consciência inata de algum povo
Que
saiba por enquanto mais um pouco do que o nosso!
Tudo
pertence a uma evolução pós darwiniana,
Tudo rege uma
performance onde o sal se conflita com a água
Naquilo de
percebermos que nem todo o metal sonante
Reduz o orgulho
missioneiro a uma questão breve de consumo…
Uma grade
enfeita um jardim, mas o jardim enfeita a rua,
E a rua enfeita
uma ponta, em seu principiar de caminho,
E que este caminho
enfeite os passos de um viandante
Porquanto um cigarro dado nas
mãos consagra a pajelança!
sábado, 17 de outubro de 2020
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
SOLARES
Solar que não sejamos tanto na noite
desconfortável da dúvida
Quando entontecemos a força que
pensamos que não temos
Por um tanto de uma quase fraqueza em
meio aos bichos
Que encontramos aninhados em uma colmeia em meio
às chamas!
Solar que não encontramos na vida que seja
quase onipresente
Naquilo que nubla de faíscas e fumaças, de
sopro incandescente
No que equipara a uma termonuclear pelo
gesto insignificante
Do criminoso que ateia o fogo só para ver
o esforço do bombeiro…
Solar que não estejamos à
frente de um jacaré calcinado, na noite
Iluminada por sinistras
labaredas de um lugar que se chama paraíso
Virado inferno pelas
mãos do homem que transcende mesmo a maldade
Quando não ateia
fogo a si mesmo para revelar o caráter da remissão.
Solar
que não caiamos nas justificativas inomináveis de um lesa
pátria
Qualquer que pontua a carne a ser morta no futuro como
boi bombeiro!
Solar que não carece carestias, quando
vemos que o óleo seja motivo
De um inglório parecer consonante
com a veia mais vil da possibilidade.
Solar que não se
reflita no codinome do horror, quando de nossas casas
Vemos
dentro de nossas TVs a luz do inferno, e rimos à socapa!
Solar
do não lunar, da lua rubra, da luz negra do fumo que esconde
Por
suas capas de hipocrisia a vertente mais hedionda que se torna
Toda
uma nação que sequer tenha visto um tucano de verdade.
Esses
solares todos se completam, não se redimem, partem a
ficar
Preocupados com o fogo perpétuo da luxúria não
completada
Gerando a Ira que acaba por devastar finalmente com
nossa raça.
Esses solares, são do fogo serpentino do
quase amor, vem do gozo
Mal anunciado na refrescante veia de
champagne vertida com sexo
Na casualidade do prazer fugaz e
mórbido, de quase coprofágico.
Esses solares vêm
acompanhados por tumbas submersas na terra
Onde
por estranhos arremedos silenciam o bom senso
E tornam cada vez
mais fácil e gratuita a palavra que significa amor…
terça-feira, 13 de outubro de 2020
AS LINHAS DE RETICENCIAS
Inquieto é um destino maior do
que aquele que suplantamos corriqueiro naquilo do mínimo, naquilo do
máximo. Temos preços à toa, não tanto que não se possa ajudar,
mas o tempo passa rápido quando o sofrer das gentes se notam a cada
dia… Esse dia não passa muito, mas, em questão de um ano, o tempo
daqueles sem tempo nem para meditar em si e nos outros tece estragos
quando justamente deveríamos aproveitá-lo melhor para construir
algo, principalmente nas relações humanas. No que se difira, haja
uma distinção de tudo o mais que reverbera em luzes falsas de um
neon citadino e ilusório, porquanto não importa tanto a
popularidade de ser um tipo de liderança ou no frisson das relações
contemporâneas onde um gadget faz a força e não possui nada
além do fato de ser apenas uma boa ferramenta operativa na
contextualidade do gesto remoto. Nada da contingência do século
passado remonta outra contingência do retrasado em termos filosóficos além de alguns sofismas e especulações que jamais recrudesceriam
tanto a tecnologia que se torna hoje a musa de todos os sistemas
ditos civilizados. Você pode ler Goethe, mas certamente não terá
maiores oportunidades em assistir a peça Fausto em países como o
Brasil, que aos poucos vai minando o Teatro, como tantas as outras
vertentes da arte. Você pode ver através da tecnologia um concerto
de Brahms, mas será muito raro assistir a mesma peça musical em um
país de terceiro mundo com todos os óbices ao orçamento que se
perde no requisito cultural e indispensável.
… … …? As
linhas são reticentes. A cada ponto residual em o que conteúdo
cultural seria significativo está a falta que nos dão as frases
inexistentes, onde pensamos que filosofia só pode ser aceita no
passadismo, onde Sartre e Camus viveram em sua época, mas onde
atuais pensadores da altura de Hegel já não há na atualidade, como
não há mais compositores como Brahms. Vivaldi, Villa-Lobos, Bach,
ou gente como Vinícius, Noel Rosa, Cartola e Pixinguinha.
Para
nos colocarmos à disposição de uma realidade mais consequente,
daremos os costados em uma nação outra que já exime da
responsabilidade, quando pensamos em um retorno à normalidade, os
pontos de cultura como pensares mais alvissareiros possíveis, dentro
das questões de sermos mais coerentes com a identidade dos diversos
povos que compõem a nação brasileira, incluso e, principalmente,
os mais vulneráveis e empobrecidos, dando fomentos para que se ergam
em suas reivindicações mais elementares.
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
UM NOME APRESENTÁVEL
Que se apresente um nome qualquer,
que no escrutinar versos sabe-se de modos em que a interpretação
pode ser imprevisível. Desta imprevisibilidade remonte-se a questão
de não possuirmos a veia que pode ser tão importante para
adquirirmos a ciência da vida, a ciência do que esperamos que seja
a mesma vida, não importando seus caminhos, tortos ou serenos. Se
por uma monta do destino nos encontramos com uma espécie de coração
sem nome, esse mesmo órgão importante para a nossa existência pode
repetir com seus batimentos a ausência de dele não nos lembrarmos.
Posto não sabermos quando pulsa o batimento renitente que nos ensina
a viver, e que dessa equação não nos darmos conta. Um nome que se
nos apresente: quem sabe, a vida, quem sabe, a vida do conhecimento,
a forma de sabermos por onde anda um espírito de alguma Lei, uma
ordem por onde nunca passamos, um modo de crer que não atravessamos,
mesmo sabendo ser inominável o nosso modo de ser. Esse propósito da
existência cabe a um ser humano a prerrogativa de ter um corpo
privilegiado e, portanto, não deva desperdiçar sua chance de
trilhar um caminho de sabedoria, dando o exemplo aos coabitantes do
nosso planeta. É um caminho simples de ciência sem par, o modo da
bondade, de suma importância, de no mínimo conhecer a literatura
sagrada, justamente depois de termos procurado tanto por ela. É como
se uma árvore de um tronco secular e indelével estivesse sempre em
um lugar por vezes meio inacessível, mas que sabemos de sua
existência onde a fragrância de sua flor denota o seu nome, a sua
qualidade e o seu sentimento em relação com a humanidade. Em uma
realidade aumentada os Passatempos e o Nome do Senhor são os mesmos,
justo porque devemos saber que Deus escreve, por vezes por linhas
mais tortuosas… Mas que não seja por um acaso, que este não
sabemos se descobre verdades ou elucida mentiras. No tanto de se
saber de algo, nossa interpretação dos fatos redime a aventura de
descobrirmos os painéis que não sabemos onde esquecemos os dados de
navegação. Esses instrumentos que mal conhecemos, no que o satélite
nos mostre onde estão as estrelas…
Conhecer o mar é como
auscultar uma superfície para sentir o pulsar da vida às
profundezas, de um nome qualquer no terreno do absoluto, qual não
seja, ressentir as veias de uma pátria dentro do gigantesco modal
de um qualquer traçando planos para o alto. Tergiversar outros
modais seja a plataforma mais inconsútil a nossas frentes, sejam
elas de parâmetro inverso, sejam elas de questões relativas ao que
não alcançamos nem mesmo no suportar enleios vazios… Dessa mesma
plataforma queríamos saber de coisa de um sem nome, mas que este
suportasse uma verdade de dar-se um pouco mais do nome que seria um
par de um apelido no que de querido fosse já haveria uma consonância
entre as partes. As partes que nos cabem em um grande latifúndio, o
escrutinar versos maiores do que a alameda pungente de uma via sem
retorno, com a mão para si, e o escrever silencioso à parte outra
que nos caiba, quem dera, um simples alimentar do estômago. Não é
outra palavra que não seja cruamente concreta, pois que não
convencionemos soletrar o fogo na direção da água que o suprima,
postos os elementos, e que sejam equivalentes. Na diáspora dura de
um povo esquecido que sejam dados os lauréis aos agentes da
libertação, pois este nome tem apenas um significado dado a si do
per si, mergulhado nas alfombras mais secretas do planeta, na síntese
que relembra o único ditado em que um mar de preocupações que não
vertam as máximas daquilo no qual depositamos nossas esperanças em
uma seara de nomes, que tantos são os nomes de Deus!
domingo, 11 de outubro de 2020
ALVÍSSARAS DE UM CURTO TEMPO
Remende-se o prefácio das
ofertas
Ao tempo algo reticente das esperas
Quando algo ou
alguém retorne ileso
Da falta da propaganda linear de um
quesito…
Não se torne uma comenda um título vago
No
algo de maçonaria quase renitente
Ao que o jargão respeite o
prumo
De tantos que não obscurecem o oculto!
Respeite-se
as enfermidades de patíbulo
Quando estas se repetem na
alfombra
De tempos de sofrimentos passados
Nas alturas de
uma medicina que não erra.
Retire-se do firmamento as
nuvens do éter
Que demandam em cada sofrer a virtude
Da
penitência de um justo em cada setor
Na justa setorialidade do
conhecimento.
Algo a ver de dentro para fora, o
décimo
Milésimo da história que se revele grande
Para
que não sejamos um milésimo do nada
Ou que engrandeçamos o
vetor da saudade.
A poesia pretende correções, nem que o
seja
Em um único verso consuetudinário que verta
Em uma
alquimia sólida a fluência da vida
Que não obscureça o
endereço flamar da luz.
Que teçamos as esferas girantes
do espaço,
Que se revelem nada neutras as superfícies
Quase
lunares do inconsútil proceder ao léu
Naquilo que ainda não
conhecemos justamente!
Na vida de um par que sejamos, um
par apenas,
Seremos mais do que dois, a partir do instante
Em
que endereçamos a vertente do resiliente
Caudal em que
transformamos os metais solenes.
Um justo que não
enobreça tanto do suficiente
No que seja da justiça a
verdadeira semente
Daquela proficiência esquecida sobre as
letras
Onde outros metais ausentes se enobrecem…
Que
o pop vire um show às avessas,
Que o rendimento da música
parta às estrelas
E que, não obstante, o olhar siga na
palavra
Onde o subterfúgio não feneça uma única rosa.
Assim
de claudicar um pensamento altruísta
Será feita a vossa
vontade, caro leitor,
Quando de erradicar dúvidas
subliminares
Possas afirmar um dia que atravessou as linhas!
sábado, 10 de outubro de 2020
NÃO QUE NÃO SEJAMOS
Nada que não pensemos a maior parte
do tempo
Nos faz atracar propriamente em um porto
seguro
Daquilo que pensamos seja justo não mais surge
Do
que não queríamos fosse distante o foco da luz
Que a luz não
nos atrapalhe nos caudais reticentes
Naquilo que não imaginamos
sequer existir…
Não que não sejamos o tempo que marca
a voz
De tantos soletrarmos as palavras que mandam
Silenciar
outros tempos que sejam um contrário
Do que manda a vertente de
estarmos com uma peça
Que seja, o detalhe que falta em nossa
existência…
Tantas são as peças que nos sobram, que
na época
Em que uma seja fabricada, nos vestem os rumores
De
que a sobressalente já saiu da linha de produção
No mais que
não tenhamos sequer material de reserva
A que se possa de algo
substituir de modo adequado.
As peças que nos sobrem
tantas que não há,
De modo circunstancial, um paralelo que
hão ressinta
De números abaixo de um gadget que não
suplante
O correr de novas equações, na acepção crua da
produção
Quando esta remeta aos cálculos de uma boa
economia!
Não nos reste equacionarmos matemáticas
difusas
Se – entre os bons entendedores – sabe-se que um
mercado
Interno e extremamente forte abre ao leque de
possibilidades
De melhores resultados de demandas que nos levam
a crer
Em melhores dias no plano nacional e internacional no
lado
Do fiel da medalha, e que esta fosse consagrada a um
gestor.
Posto de comandar gerentes reside o espírito da
manufatura,
E que essa complexa por vezes gerência resida no
espírito
De uma matéria que não dista apenas do colóquio a
respeito do ar,
Mas de uma crisálida que se transforma ao ser
com asas
Que afora tudo voa com o salário modificado em
vantagens…
Que de talento fôramos, que de uma moeda
romana se ditasse
Como ao talento para os negócios cabais e
verdadeiros
Se a concessão de muitos requisitos não nos desse
a opiniosa
Missão de concretizar a mesma vida que desejamos ao
outro.
Mesmo porque, em virtude de circunstâncias nada
escusas
Uma opinião valorosa merece o respeito dos
cidadãos,
Sejam magistrados ou não, sejam ministros ou
não,
Sejam eles do poder que administra a empresa ou País,
Seja
a pátria, a folha, o ar e o vento que sopra na bandeira!
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
A VIDA EM UMA PÁGINA
Quem dera pudéssemos recontar a
vida e sua Criação em uma página somente… Veríamos Deus em sua
onipresença, seu total penetrante, sua infalível ordem que vai além
da compreensão menos inteligente da raça humana, esta que é, como
Gil canta, uma semana do trabalho do Altíssimo. A vida em uma página
começa com o rumor de um ser original, quiçá de um protozoário
que nasce de uma descarga de trovão, mas que o mar já era seu
confidente e o criacionismo perde para uma lógica da ciência, se
não nos tardar a memória que ainda a possuamos.
Vivemos
os pensamentos mais díspares, onde era a ciência pode ser o
protagonismo algo fundamentalista neopentecostal, ou uma liturgia
católica. Tudo vem de si e a página continua sem ter todas as
respostas cabais, concretas, intermitentes, sólidas, com afinidades
lógicas e de razão inegável. Nisso perdemos um pouco pois, até
então estamos cercados pela semiótica que busca transcender a
lógica, mas é assunto que a poesia não alcança, posto não haver
índices nem símbolos na mente do poeta. O que se é, é talhado
para se viver e o que se não é não passa de leve conjectura. Assim
se processa certo pensamento, assim se faz um certo discurso
filosófico a quem aparentar possa, e assim remontamos um
quebra-cabeça de pedras. Baste-se, foi colocada já metade da
página, e a discussão sobre a vida nem sequer foi citada. Por isso
talvez seja assim mesmo, da vida não se tira mensuração, período,
articulação linear, pois nem a linha do tempo retrata o vão
infinito do céu, os pássaros que o completam, a indecifrável
profundidade do mar…
Assim de se dizer remendamos mais
alguns significados, do sigilo das ondas, do verticilo de uma espécie
vegetal, do modo consuetudinário de nossos procederes. Assim vamos
prosseguindo, nos vértices de uma conexão, encobertando frases
resilientes, estudando a vida tal como é, com todos os percalços de
uma cidadania infelizmente um pouco dilapidada conforme os eixos que
se renovam a cada dia, no sentido de direção – feito axis – na
plataforma tridimensional. O que se ergue depois de cada dia é um
iceberg de propostas, a poesia de cada dia este, a consonância de
saber-se mais próprio no andamento de um cavalo cocho que ainda dá
seus sinais de si e nos leva até o paradeiro. Este caminhar solene
sobre nossas – por aquisição – patas nos revela uma gripe que
nos ameaça em cada passo, a se retratar os dias contemporâneos…
Talvez essa citação anterior nos leve a uma realidade que não
queremos ver com nossos desatentos olhos, mas que verte na pronúncia
das causas a repetição de nossos hábitos. Talvez devamos sair um
pouco, mas o caminhar solene só é assim por fases de cada ser
humano em nossa busca pelo humanismo.
Reiterar que a
habilidade do homem reside em suas mãos é saber que, em virtude de
uma página somente, tente reproduzir a vida que pulsa em todos nós,
a qualquer ser vivente. O coração de uma árvore igualmente pulsa,
nesta que possui os seus direitos sobre a terra, nesta que demanda a
própria terra e seus seres, nesta que vive mais do que nós por
vezes, não de um viver intenso em nossas idiossincrasias, mas de um
viver sereno e tolerante… E que nos faça compreender melhor um
possível espelhamento cabal e correto do ser inanimado e, no
entanto, com o poder de nos abrigar… Remende-se qualquer troco de
medida, qualquer valor a curto ou longo prazo de gananciarmos, que no
trato com a bola a partida de uma árvore qualquer remonte nesta
página a vida daquela, que tanta falta nos dá quando não existe
mais, e que os pássaros reencontrem outras a quem faça a diferença
como ser humano na hora de preservar a riqueza mais nobre que
possuímos no rescaldo da vida, que seja, em uma página!
terça-feira, 6 de outubro de 2020
COMO NA VIDA, COMO EM UMA EQUAÇÃO DA ARTE
Passamos por
equações quase insolúveis em grandes tempo de nossas vidas,
E
assim o poeta vê em sua musa uma musicista virtuose de qualquer
lugar,
Sem que o genérico tenha que ser necessário, pois a
música em si é Deusa!
A cada toque, a cada refrão
popular, a cada vida que não se encerre o quadrante,
A cada
lócus sagrado verte na mão da criação uma cratera inexistente,
uma equação
Distante do que esperamos todo o tempo, como um
vazio que nos deixa o desperto
Mundo onde nada do que saibamos
terá a vertente da correção sem nossa anuência!
A arte
se faz premente, nas mãos conhecedoras de um ourives, em um
artesanato,
Na cerâmica adornada de um enfermo mental, na luta
em se versejar mais e melhor,
Na paciência esmerada da
literatura, no trabalho esmerado de um sapateiro,
Nas máquinas
dispostas generosamente par lavar as nossas roupas com seus
ganhos.
Se tudo não fosse parte de nossa cultura, não
veríamos a obrigação de repaginá-la
Açambarcando
nossos valores como a resolver quiçá territórios da identidade
Na
pátria que por vezes há de remendar um soneto para que caiba na
ignorância!
Essa história faltante em nossos óculos
enviesados de eras remotas, revela o simples
Modal de que nem
tudo mais difícil seja dificultado na explicação dos fatos,
Mas
que se requeira saber do conhecimento que leva adiante em nosso
independizar…
A arte é referência maior, desde sacra
até medianamente profana, pois são modais
Que fazem
recrudescer no tempo as dúvidas, as lentes do sufrágio, a forma
correta
Dentro da correção pretendida em todas as modalidades,
do que se escreva, do que se pinte,
Daquilo que se pretende nas
religiões na auréola dos caminhos, na turva estrela que reside
Ao
lado de uma lua mais escura, pois as equações das queimadas ainda
pertencem
A um prognóstico de incertezas, em uma equação de
Krajcberg, um moto de arte
Que busca a consonância de Thanatos
destrutivo com o Eros da recriação…
A
tanto a se viver se passa a ordem da criação da arte, que sua
equação
Pertence ao não pertencido, é um centro de
irradiação, como uma estação...
De
um rádio distante e não obstante universal, como se
quiséssemos
Propagar boas novas ao que não nos remeta apenas
como agentes do nada!
Nas vertentes incomensuráveis da
arte, que isso valha aos cidadãos!
De
qualquer ordem, seja mensurada ou de qualidade, seja de um civil
Ou
de um soldado que consiga esmiuçar as letras que suas agulhas
De
ébano sabem preparar ao menos possam relembrar o tempo
Em que
suas famílias possuíam tempo para estudar igualmente.
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
O JOGO DA ESTRATÉGIA COMO ORDEM
A ordenação de um jogo
estratégico supõe dois contendores à altura, e grau de
complexidade crescente, como no xadrez uma boa abertura, seus
desenvolvimentos e a finalização maestrina. O GO prossegue sendo um
jogo de refinamentos especiais em sua territorialidade, com a busca
dos espaços, a redução das vidas simbólicas e a ocupação nas
áreas… Dois jogos extremamente antigos que buscam na habilidade da
inteligência seus mais refinados aspectos, nem tanto por serem quase
perfeitos em sua concepção como na beleza estratégica de suas
vertentes.
Criar um game board não é fácil pois preza pela
área onde acontece, mas não estremeçamos com o fato pois é
possível criar os jogos que ainda não foram concebidos. Não
digamos que seja um tipo de parto, um heureca de Arquimedes, a
lâmpada de Thomas Edson, pois a ciência gosta quando se encontra a
possibilidade de se criar algo lúdico para crianças e adultos, na
progressão correta do bom ensinar e do bom aprender. Uma equação
matemática pode ser igualmente estratégica se chegamos a um ponto
qualquer do espaço, se vemos que dois pontos em uma reta pode gerar
um terceiro, formando uma área, acrescendo o mesmo espaço nas três
dimensões, para depois dessa base surgir mais um ponto recriando um
objeto no espaço, que obviamente será um tipo de pirâmide, a saber
que pode surgir perfeita e conceitualmente em uma forma – um shape
– perfeita. A matemática da área em suas diagonais, no L do
cavalo, na limitação relativa do peão e suas inquestionáveis
funções, na força longitudinal de uma torre, e todas as variantes
de um jogo que demonstra suas infinitas possibilidades estratégicas,
na combinação racional e aleatória, quando esta se baseia em uma
distração do jogador. A estratégia da batalha campal do futebol, e
como isso instiga jogadores e plateia, como isso leva por vezes um
homem a ficar nos extremos da felicidade ou tristeza. Esse “ter um
time”, esse “participar”, essa catarse vai muito além da
cultura como modalidade de fato: no canto, no violino, no piano.
Quando se estabelece igualmente na poesia, nas artes visuais, no
teatro e na literatura, o jogo requer mais conhecimentos e
habilidades intelectuais, onde o goal mostra que os resultados
fazem parte de um animismo, de um tipo de catarse estética onde a
vanguarda é a própria estratégia, e onde a contestação
inteligente passa pela ordem semântica da criação. Muitas coisas
são um tipo de jogo inevitável, como a política, a economia, a
ciência, a educação e, por vezes, a própria saúde em suas
modalidades de tentativa e erro.
Quando
bem elaborados no plano cultural, os diversos modais do jogo podem
ensaiar climas saudáveis para encontrarmos a paz, no tocante a não
acreditarmos nos conflitos – externos ou internos – que não
estejam de acordo com o desejo daquela pois, quando passamos a crer
que a guerra é algo de se jogar interessantemente, passamos a
refutar de modo imbecil toda a fé em um mundo onde jogos saudáveis
e construtivos possam realmente elucidar os mistérios de nosso
mundo, tão afeito ao ludens de nossa percepção não
necessariamente tão estrita como pensamos… É por esse viés que
podemos conduzir a viabilidade da coexistência de uma ordem
pacífica, estável e generosa e que toda a forma de algum tipo de
competição seja compatível com um jogo, pois não é apenas
parafraseando Paulo Coelho, mas este estava certo quando afirmou na
canção que é de batalhas que se vive a vida.
domingo, 4 de outubro de 2020
ATÉ QUANDO?
Até nossas viseiras equinas se pronunciarem
como um caminho
Quase reto no pulsar de um repeteco esdrúxulo,
um caminhão
De novas frentes obnubiladas pelo olhar sem conta,
sem tamanho
A que todos os nossos propósitos se enquadrem em
nossa área!
De vir a ser, seremos maiores do que a
suposição algo nefasta
De que não sabemos existir
simplesmente, pelo arguto colega
Que ponteia seu tirocínio a
respeito de algum juízo de codinome
Na outra jurisprudência
que não depende dos fatos de costume…
Arremessemos a
poesia fortemente em direção às regras gerais,
No sentido de
radicar os pressupostos da Lei, no objetivar
Sermos um pouco
melhores do que o resultado da contestação
Que denota
irresponsabilidade no ocaso irrisório da razão.
Um
libelo possa existir, este inexorável e pungente ato
Que também
nos remeta a algo de contestação, mas que na real
Depende
sempre da questão puramente existencial
Quando possuímos as
referências cabais de nossas atitudes!
Mesmo quando
pensamos que digitamos em vão no sofá da sala
Ou quando
relembramos um caso sem diferenças sólidas
Uma vertente mal
anunciada no desatino que de ante mão pertença
À parecença
do behaviorismo de tantos e tantos que disto padecem.
A
reticência tem seu local exato, e mesmo que não a
pronunciemos
Sempre na questão da escrita, viveremos algo não
anunciado
Pela semântica e seus significados, pelo critério
existente no fardo
Ao que porventura carregamos no ideário de
nossa explanação.
Em nossas escolhas maiores está
residindo uma total esperança
De que a virulência de nossas
ações não redima muito as casas
Posto a questão de uma saída
honrosa pelo fato nos revele
Que estejamos bem em cada célula
familiar, e que isso suceda sempre!
A querela invisível
que nos suporte até quando o tempo urgir
Nos envie as graças
alcançadas dentro de um altar trigueiro
Ou em um sermão de um
Padre naquilo que é maior
Do que apenas um serviço devocional
sem maiores sacrifícios…
sábado, 3 de outubro de 2020
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
A LUA VERMELHA
A lua pega imagem, trança suas luzes alvas com
o furor que acomete
A trança das luzes dos resultados do
fogo,
Coadjuvando com os estranhos e reptílicos cenários,
ausentes
Quiçá
de uma pequena sobra de humanidade, e quem sabe houvera
Uma
alocução verbal que cessasse a brutalidade contra fauna e flora.
A
lua vermelha é o peito de quem seca, é o olhar contra a
pimenteira,
O desejo do desastre e suas fomes de destruição,
É
a vida não celebrada enquanto morte, é o notívago e sombrio
dilema
De que outros já fizeram como nós o contrário do que
fazemos a nós mesmos…
A tradução de que o estrago
monumental é obra de um dos lados ideológicos
Vem de uma
mesmice em que em todos os últimos anos o mesmo estrago se dá
Na
objetificação das classes e dos recursos, na clausura em reformar o
irreformável,
No pretendido ente
das catervas, na caverna crua e nua de um profeta eremita!
Mais
do que uma única palavra de centenas de versos, o que se diga
Seja
a ser o oposto daquele bom senso que tantas vezes
conhecemos:
Enquadrado, dilapidado, e por isso a poesia come
solta
Nas vertentes de um plano que resguarde a não cidadania
dos índios.
Enquanto estes veem em seus deuses a lua
vermelha como um ícone sagrado
Talvez queiram saber por
modalidades não científicas, em uma pajelança
O porque das
divindades indígenas terem trocado as cores da mesma lua.
É
da mesma não necessária inclusão que falemos, posto a selva
queima
Nos sítios onde uma resiliência torna-se premente, a
saber,
Que Roma nem sempre se consagrou com sua pretensa águia
libertadora!
Pois que sejam
versos e mais versos, em um andante mobile, em piano,
Leve na
tradução de algo maior do que o mesmo tempo
Que porventura
erigiu o cadafalso do humanismo no mundo…
Perverso é o
pensamento de quem tem a ciência cartesiana
Do que acontece
realmente com o rubor da lua,
Quando sabe que por baixo das
árvores residem riquezas
Na mesma medida em que um garimpeiro
deixa seu mercúrio no rio
E evanesce de felicidade quando
encontra uma pepita para o prostíbulo.
As palavras podem
ser extramente duras, parceiros de lida,
Mesmo quando não
pretendem ser como o fogo que devasta tudo,
Mas
quando se diz que ensejemos um nacionalismo febril e precoce
Teremos
tempo na juventude de nossa Nação que, mesmo com
dificuldades
Saibamos não fazer sentido termos juros sobre
juros entregando mananciais!
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
terça-feira, 29 de setembro de 2020
O QUANTO DE SE PENSAR…
Verte-se no peito a maneira
ortodoxa do pensamento
Quando claudicamos na vida, quando
cogitamos ser
Uma frase de libertação, onde quem sabe uma
simples letra
Possa resumir um estado de espírito, uma chancela
sem valor,
Uma brincadeira dos outros mundos, a virada
exemplar
De algo de codinome que seja, um nome qualquer
Que
explicite tudo o que está residindo em nossa dúvida!
Um
homem que atravesse uma avenida, com todos os percalços
E que,
porventura seja, consiga efetuar tamanha travessia
No que nos
portemos bem: nós, que estamos por trás dos volantes
E que
sabemos dos direitos dos pedestres, antes mesmo dos nossos
Que
nublamos nos entendimentos maiores, que não vemos antes
Do
merecido proceder de antanho, da vértebra que nos obedece ao
tempo!
E que pensemos tanto de tudo e de todos, qual sinal
de tempo imorredouro
Que não venha a prescrever as horas, que
se diz da nuvem de vidas
Aonde não prescreve a altitude de
nenhuma serra fora do mapa
Quanto de sabermos que a andança de
uma pessoa quase sana
Verte em seus papéis de registro uma onda
que perpasse a calma
Anunciada por novos tempos, pela premissa
de se viver bem
Quando na verdade a carestia remonta tempos
excessivamente sombrios.
No se reportar alguma informação
pertinente, não caiamos no verso
De escusas preliminares, posto
uma prova latente na questão do vazio
Remonta dias de
perscrutar-se o único significado de uma veia
Que
transporte-nos a uma região única do universo de uma palavra…
A
esse comparecimento do exemplo, tal não seria dizer mais
Que,
em virtude do aparecimento dos significados, uma lide
Nos dite a
mais do que aparentemente obedecemos perante
Hierarquias cabais
que jamais pudessem nos dizer respeito!
Nos dossiês mal
encontrados, na pátina ferruginosa dos tempos
Haveremos de
revermos os pontos de alguma referência
Quanto de sabermos cada
vez mais do conhecimento viral
Que não nos acometa a voz mal
pronunciada sem o alento
De uma profusão a mais de esperanças,
de um time de dentro
Para a imagem externa de um pássaro que
nos diga de passagem
Que o corvo jamais pronuncie a frase: nunca
mais!
domingo, 27 de setembro de 2020
A TESE E A ANTÍTESE
No modal do pensamento sempre temos
alguma certeza ortodoxa
Quando
enumeramos algum átomo silencioso que há de cerzir uma via
De
alguns pontos quiçá sejam eles mesmos que configurem a ciência
Em
um platô possível de auto-realização e que não se mexa nos
quadros…
Esses quadros inenarráveis, condição sine
qua non de se estar a dirimir
Alguma dúvida, de se transpassar
linhas do mau senso, e partir para a direção
Da sensatez e do
obscurantismo por vezes necessário para se saber
Aonde está
residindo a luz que tantas e tantas vezes nos aconchega!
A
velocidade pungente aponta para sacrifícios pelos quais passamos
Na
ordem de nossas missões, no que nos verta significados
majorados.
Por vezes a mão cerebral cansa, o pensamento
nos foge à dura risca
De não sabermos onde encontrar o
significado consoante e tal coisa….
No tanto que nos
vemos agora na resolução digital, procuremos
Transpor o
obstáculo que freme a distância de não estarmos conexos.
Assim,
de nos sabermos mais urgentes em causas próprias
Ao menos uma
sílaba nos remeta ao imaginário mais concludente.
E
tantas são as frases em construção, que passamos por entes
Que
por vezes não sossegam enquanto não lavram corretamente…
Faz-se
o som do fonema, escapa-se o significado primeiro
E o tato das
palavras fala mais ao paladar o predicativo
Quando de discernir
conhecimentos, podemos elucidar fatos
Com medidas planejadas de
ante véspera, na alocução dos dados
Em que construímos
informações na esfera da Verdade,
Ou seja, a preciosidade em
confiarmos em boas fontes.
O saber possui suas origens
intrínsecas, esse saber que remonte
A questão em si, da sua
própria procedência inata,
No que nos vestimos com a
parafernália da honestidade
De uma vez por todas, a quem saiba,
as flores nos canos!
Não esperamos por esferas girantes
que remetam a uma verdade
Que não seja verdadeira, pois a
relativização desse ponto crucial
Enuncia toda uma estrofe
inteira que muda o mundo do astrolábio!
sábado, 26 de setembro de 2020
TORNAR-SE MELHOR
De tanto se pensar, de tanto se
especular, perdemos
Um fio da meada, um vértice obscuro de uma
trama,
Os pontos que não merecemos por mérito e fato…
Nesse
não merecimento está a ignorância, modalidade
Tão pungente
neste século de obscuridade, nesse mote
De se estar partícipe
sem se ter maiores noções
Que venham de uma luz lunar ou solar
a densas frentes
Porquanto o que se afirma é a opinião
cabalmente lunática!
O Poeta pode afirmar, em sua defesa,
que é melhor para um
Ignorar sua existência, pois nada se
compara em Poder
À
força das palavras, que podem dilapidar um Império
E erradicar
as veias de falsas dialéticas, no que não seja
Nem mesmo o
diálogo, mas a dita efervescência
Das tramas de dados
alcançados, de informações
Que não se permitem serem justas,
posto o conhecimento
Não é tarefa para muitos, justo ser bom
ter três idiomas
Para começar a compreender a ciência da
língua
Sem necessariamente entornar vinho e mulheres
Em
uma relíquia de Eça de Queiroz para elucidar
Os veios
incomensuráveis da importância da erudição!
O Poeta
segue em sua defesa, a permitir que escambem
Seu trabalho, e que
ignorem sua existência, por ventura
Seja talvez a falta no
engajamento vulgar da aventura
A que tantos se voltam no intuito
e na intenção crua
Dos
mesmos corvos que isentam a carcaça quando sita
Em um domínio
público a que já não mereçam a confiança…
Estabelece
a ignorância em um domínio cru e sensato
Naquilo
que não enobrece a atitude, na sensatez fácil,
De um domínio
pungentemente ignóbil, no que a palavra
Passa-se a tornar a
arma mais poderosa, porquanto consistente
De uma razão
indelével, nua e crua, despida de rumores
Quando se estabelece
nas artérias da ciência que transcende.
Por isso
ignora-se a poesia, por isso não se compreende seu alcance,
Dentro
de uma plataforma de consonância com a Verdade
E com o destino
de milhões de pessoas que – se a compreendem –
Ao menos em
uma sílaba passageira, saberão um pouco
Do significado de suas
existências, independente o fato
De estarmos entornando
justamente a verdade no caldeirão
Extremamente
quente de uma ignorância impertinente.
Em síntese, o
reflexo de palavras bem enunciadas
- Seja em que retrato for –
evanesce as trevas de um quinhão
De frutos mal merecidos, e por
mais que evitem divulgar
O trabalho e a fruição da arte
poética, saibam os algozes
Do não se estar bem com a arte e a
poiésis, a praxis,
Que tudo isso pertence a um patrimônio que
parte a estar
Na memória das gentes, nem que oralmente se
possa
Estar a traduzir a vicissitude de toda uma intensa era!
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
ALGUMA RAZÃO SE SUBENTENDA
Não há muito o que se
comemorar do mito fatídico da destruição… Um tempo perene ceifa
árvores e ceifa homens e mulheres. Não que o editor do processador
de texto não queira excluir propriamente o termo ceifar, mas que
ceifar as árvores é mais do que quase o do imperativo. Não há
razões muito apropriadas nas questões dos ganhos, pois os
detentores da razão, pelo menos no hipotético lado deles, pretendem
o faturamento sem conta, o aspecto jurídico cooptado pela
facilitação, o que os torna simplesmente falcões a seguir com os
olhos os ratos que pretendem abater de cima de quatrocentos metros na
altitude. Seus mergulhos remontam estes mesmos metros e quilômetros
por hora, terminantemente quase nada sobre em suas presas. Pobre
coitada da onça que vive em nosso país, e não pode ser um Falcão
Peregrino, espécie rara, porém não faltante… Esta onça que
possuímos em nosso país, patrimônio existencial do planeta,
relembra a importância de Galápagos para Charles Darwin e, por mais
que este homem que vos escreve seja religioso, penso que houve uma
Evolução das Espécies, pois não é o ser humano a culminância,
isso em uma prerrogativa irrisória de sabermos que o Homem e sua
técnica de manejo destrutiva acaba por fracassar como espécie, o
que não dizer dos dinossauros, que viveram muito mais tempo sobre o
planeta, legando o óleo bruto como riqueza exponencial de uma
extinção de motivo externo! Um cometa, meus caros. Apenas isso, e
nos perguntamos: eram os deuses dinossauros, eram mais tarde os
australopitecos, neandertais, o cro magnon, o homem de Pequim, os
guerreiros hindus, o nascimento da Mesopotâmia e a origem da
civilização?… Fala-se tanto em conhecimento bíblico e, no
entanto, apenas uma escritora como Agatha Christie, quando casou-se
com um arqueólogo resolveu incrementar os seus romances com
maravilhas da descoberta do conhecimento: essa sede do conhecer,
linda, maravilhosa, essa forma de querer dizer ao mundo a arte,
embasada, criteriosa, onde os ignorantes mais vis não encontram seu
feed back natural.
Não
se esteja totalmente de acordo em engajar apenas o conhecimento com o
fator político ou ideológico, pois essa instrumentalização acaba
por cansar as estruturas sociais mais cultas, que querem por si
descobrir dentro do universo das suas próprias descobertas os
ensaios que mais lhes apeteçam, entre estes a cultura universal dos
povos. Não há porque reinterpretar povos bíblicos se apenas se
lhes aprouve gostar da religião e nada mais, mas também é
igualmente importante que ditos povos não queiram tornar uma
sociedade de luzes na escuridão do dogmatismo e da ortodoxia
religiosa, tornando nossos meios de pesquisa e fruição estética
algo do gênero da subversão onde nesta palavra não há sentido
cabal e inerente ao conhecimento.
A assertiva de estarmos
realocando valores neste breve ensaio é apenas para conferir que em
todo o fundamentalismo de ordem religiosa negamos os valores amplos
da cultura: na música, nas artes visuais, no tato de uma cerâmica,
no design industrial, na arquitetura, e nos padrões de conduta que
regem todas as instituições democráticas e soberanas de uma nação,
de um continente, de uma visão cosmopolita, internacional dos fatos
e registros históricos. Em uma notícia do The Guardian, por
exemplo, se encontra farto e confiável material sobre o que acontece
no mundo, mas em certos veículos simples e toscos de expressão
apenas vemos o refugo de fakes que tornam por vezes um mau governo
factível, possível em sua fraca existência, somando-se a números
e quantidades que se prevalecem de uma massa ignorante, a ponto de
pensar-se que o Juízo já está finalizando a contenda entre o que
se chama bem ou mal, e que me perdoem a postura, pois não há como
colocar aspas nos termos… Reconheçamos, pois, de uma vez por
todas: toda a forma de viver violentamente é errada, todo o modo de
negar ou obstruir, ou censurar modos culturais incide igualmente em
erro. O modal de se perseguir qualquer etnia, crença ou posição
política é errado! Atentar contra a normalidade democrática, ou
imiscuir-se em assuntos internos de outras nações, são erros de
catástrofe, de atraso, de interpretações, ao mínimo, duvidosas e
unilaterais. Seguir errando para se perpetuar na mentira também é
um grande erro, pois a Verdade é um Iceberg que se move de
continente a continente, não necessariamente gelado, mas com
consistência de pedra: imexível, irremovível, a quem interessar
possa e à disposição tanto da luz noturna quanto das tempestades
de verão, luminosas em sua plenitude.
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
UMIDADE NO OLHAR
De
que são feitas as lágrimas dos jacarés que o fogo seca
Com o
seu couro torrado pelo desanuviar aquém de um problema,
Se
tantos ouvem seus gritos, gritando igualmente em seu silêncio
Dos
seres que não se compadecem sobremaneira usando suas mortes
Como
argumentação em relação a trocas atentas de poderes,
Mesmo
em saber que a mídia perfaz plantéis onde nem tudo o que se vê
É
noticiado como um fato cabal, depois de se ter realizado
O
desbanque da matéria, o casuísmo de interesses, ou mesmo
A
falta de felling em situações de calamidades externas ao
fato
Quando não se sabe mais o que se porta de novo na
questão
De jamais se criticar as fontes de alguma espécie de
retrocesso!
A onda é intensa, não muito breve, porém de
amplitude gigante,
A onda vem das profundezas de uma caterva
ignara que solicita
Àquelas mais gentes que denotem uma
situação igualmente ampla
Mas de uma amplitude mais reduzida
em sua altura, qual seja,
Defender interesses próprios, sem
saber que uma cátedra na USP
Não é de sobremodo tão
importante quanto a vacina de Oxford…
Ah, sim, quem dera
termos um subterfúgio permanente
No
que se revele a nós mesmos o suficiente, o que perfaz
A
profundidade do Uno, o Holos que se ausenta, um ponto
Que não
espera mudar, e nações que se revezam para adquirir
As
riquezas da matéria consanguínea do último peru de
natal.
Chamam-se colegas, mas não veem mais do que o seu
umbigo
O precedente de suas assertivas, o mote mais longo do que
está
Na fogueira das vaidades, a cada qual o opinioso
mote
Porquanto a pecuária abate cruamente nossos animais!
E
eis que a Era em que estamos se aproxima ardendo as
florestas,
Consumindo vidas, eis que Kali se pronuncia, como
está no Gita
Onde não cabe interpretações, onde Ele É, sem
erros quaisquer
Na profética lição que recebemos em nossas
leituras dos Vedas
E onde o décimo nono Tomo do Bhagavatam nos
revela…
E
outra questão, era esperada a revolta da Natureza Material
Onde
se vê que o tempo eterno a tudo consome, e já que nada é
feito
Espera-se que adernemos opiniões, que a demência de um
mundo insano
Se revele com a força ardente da dissolução
cósmica de um lixo no espaço!
Pudera as nossas raças da
Natureza sejam tão díspares, mas que o Verde
Participe ao
menos de uma tentativa, qual seja, houvesse um partido maior
Que
este seja Verde, apenas no nome porém, mas um título pode na
Verdade
Fazer um sentido latente, se o que importa à nossa raça
é o gozo da barbárie
No sêmen que vem embalado em látex e
jogado no mar, uma semente
Que se fora fecundada talvez servisse
ao mal, porquanto um hedonista
É nefando quando gera seus
amores sem amor, sentindo apenas o frisson
De entranhar na
cristandade dos filhos desejados, a réstia e o descaso.
Teremos
por propriedade homens ou mulheres, vates, ou diabos,
Crentes e
facínoras, gente do bem ou gente do mal, ou as gentes
Que
ignoram o juízo de valores, e ponteiam pelas escalas dos poderes
Suas
crenças de que os mesmos poderes são realmente responsáveis
Por
nossos corpos, apenas veículos com orifícios de sentidos
E no
tato a consagração, quando se cantam as contas de Deus,
Tarefa
rara nos dias de hoje, porquanto se toca mais na sujeira.
Ninguém
é lindo neste mundo, apenas não somos estes corpos
Aparentes,
com sentidos imperfeitos, falhos, consonantes com a língua
Esta
forma serpentina de não sabermos como proceder quando
Se nos
apresenta uma condição onde já se vê mostras de
Kaliyuga
Sobrepairando velozmente a destruição deste
planeta,
Na forma que prediz a humanidade, sem a ciência de
Deus,
Sem saber que nenhum prazer se obtém sem sacrifício,
Pois
este mesmo prazer é apenas a penitência de Bhakti:
O serviço
devocional sem causa e merecimento, a Krsna.
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
RELEMBRANDO COISAS
Como em um passado que nos fora
perfeito, terminamos
Por encerrar uma veia na fonte do
desconhecido
Além ou aquém do que relembrar se possa, no
algo
De possuirmos um platô maior de significados
Quando
de se remontar se possa, no quinhão dedicado,
No que recebemos
de uma palavra não ausente,
No que vertamos de um fonte genuína
de pureza cabal!
Um misto de autenticidade, uma parte a
nos interessar,
O fruto consistente aos valores, a vida em si e
por si,
A planura que não nos sobrescreva, o título de
efeméride,
A junção dos astros, o erro não compreendido, mas
que revela
Um outro acerto consonante, a saber, que se
perceba
Mesmo tardiamente no tempo quase eterno de não
sabermos
Por quantos viemos em nossa missão em solo pátrio!
A
saber que seríamos quem sabe o número e peso suficientes,
A
saber que pretendemos subentender o equidistante nascituro
De
formas incomensuráveis, do resguardar-se uma contenda,
De
trabalharmos pela paz, de arregimentarmos soldados
Em uma
vitória sobre o fogo, mas sem conotações simbólicas
De que
os eixos da reviravolta pensem em tórax sem medidas
Na estranha
acepção de que o resguardo passe a não ser necessário!
Essa
estranha e faltante coragem posta em uma rede viral
À falácia
pretendida, a ignorância predeterminada e constituída
Mesmo em
falsas tendas de campanha, onde zerar a ação
Vira motivação
anacrônica de orgulhos, vira razão sem sal,
Vira pretensão a
ser do poder, a ver que nem todos os molhos
Participam de um
orgulho pela entrega das riquezas
Quando nos apercebemos que o
que rege a Natureza não é o homem…
Finalmente, que nos
subentendamos, a recíproca das frentes absurdas
É um tipo de
teatro de fantoches com uniformes terapêuticos
Naquele olivar
de antanho, nas camuflagens dos sem dono,
Nas máquinas ausentes
do próprio significado, no tergiversar
Da métrica ausente
necessariamente de rima, do quadrado
Que sustém o suspiro
autêntico de algum poeta nesse mesmo teatro
Onde,
por quem parecer possa, a máscara cabe no ignorar-se pétreo.
sábado, 19 de setembro de 2020
A ASSERTIVIDADE
Podemos
ser positivos em relação a muitas coisas… Transcender a
objetificação, a coisa em si, um sentimento tecnocrata de lunáticos
todos a que possamos nos tornar, sem com isso ausentar a veia em que
a falsa normalidade possa vir a ser um padrão correto de conduta!
Assim, de se afirmar, assertivamente, que dois mais dois seja igual
ou maior do que três, durante a conta podemos seguir o tempo do
raciocínio até chegar à resposta, qual seja, o quatro. Essa
assertiva é da matemática, ou seja, do tempo em que temos em
cálculos quase científicos para elucidar nossas respostas através
da dita máquina. No entanto, se queremos crer que o cálculo não
seja tão exato, veremos apenas uma especulação onde o número
assume a forma que desejamos, mas que não encaixa corretamente na
sua própria lógica correlata. Disto não distanciemos os valores,
pois estes são mais importantes do que o erro proposital, a falsa
assertiva, o não enunciado dos fatos, visto que ocultar dados possa
se tornar algo de ciência, mas fora de um propósito da coerência
nos relatos e nas veias da Verdade. Dito isso, prolonguemos a
veracidade dentro de uma conduta comunicacional, dentro dos recursos
digitais, ou seja, quais forem, em papel ou outrem, para sabermos
conhecer a veracidade dos fatos, e algo que não nos nuble a matéria
em si, o estofo, o cerne, o conteúdo que revela a todos a igualdade
em se obter o conhecimento cabal e concreto.
Não
nos distanciarmos da mesma Verdade que merece capitular eterna é
realmente termos a certeza de que nos adianta o pressuposto do que
seja a correção, mesmo que a vida demande mais altruísmo, mais
austeridade, e, por vezes, alguma penitência. Muitos inocentes estão
enclausurados em nosso país, passando em suas cadeias pela escola do
crime, e alguns outros por pequenos delitos deliberam com grandes
criminosos. Isso é fato, incontestável, e uma reforma jurídica se
torna necessária para estabelecer a culpabilidade de modo justo e
proporcional, não no sentido de estocar gentes em labirínticas
prisões. Toda a nação necessita de reformas urgentes e
proporcionais a seus problemas, e uma que merece total atenção é a
do saneamento básico, da construção de moradias populares, em
síntese, de melhorar o consumo, a renda e a qualidade de vida dos
trabalhadores desta Terra. Pois sim, a capitular no mundo, posto o
mundo todo necessita de cuidados, e não adianta de forma alguma
melhorar uma nação se a sua irmã do outro lado padece com relação
ao estigma das fronteiras.
Vencer
as barreiras de uma situação mundial de pobreza e carestias sem
par, demanda que internacionalizemos os avanços no âmbito social, e
isso só se dará quando a liberdade econômica não seja sinônimo
de exploração e segregação das gentes, ou seja, quando nos dermos
conta de que as riquezas e suas concentrações desmesuradas possam
ser de melhor reparte: mais coesas, mais justas e mais humanas. Sob
essa ótica passemos para a assertividade do que dizemos por encima
deste parágrafo, posto só acreditaremos em um mundo melhor quando
as grandes fortunas em nome de poucos sejam melhor repartidas em nome
de muitos outros. É desse reparte mais justo que devemos pensar um
mundo, um continente, ou um país. Outrora, um estado e um município,
um distrito ou uma rua, uma casa, um pai, um filho, um cão, um gato
e toda a cadeia alimentar, em seu princípio, em seu meio e em suas
prerrogativas. A começar pelo alimento, passando pela saúde,
culminando na educação e a resolução do problema do desemprego.
Só o que devemos pensar é nisso, na melhoria de condição de vida
para todos, não importando se somos asiáticos ou latinos, mas
pensando de qualquer modo como se o mundo inteiro fosse uma grande e
valorosa pátria!
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
AS CLASSES OBJETIVADAS
Demandar uma classe em seus
objetos é como programar softwares sem concisão. Não há como não
programar, que seja, neste ignorante que vos fala não saber ao menos
o que seria uma classe referenciada em uma linguagem OOP. Apenas
especulamos um pouco mas, de qualquer modo um approach pode-se
fazer necessário como uma representação quase aleatória de um
conhecimento igualmente especulativo e, no entanto, com bases
sólidas. Seguimos, ou podemos seguir tentando uma aproximação com
o conhecimento cabal e isso pode resultar em um termo de tempo, de
somenos importância, pois quem é um estudante sincero chega nele de
um modo ou de outro. Talvez o celibato seja importante, talvez não,
mas o estudo é mais concreto do que o termo de se amar alguém por
algum tipo de projeção, quando o tempo nos auxilia na vertente
máxima do conhecer, do saber, de estar conectado com a ciência dos
fatos e da indução ao desenvolvimento de uma frente que resulte em
estar bem sito nas questões da mesma ciência, seja de cunho
material ou espiritual, dois cernes de frutos maduros prontos para
serem colhidos depois de uma existência de austeridade, penitência
e sacrifícios pertinentes por vezes a uma dura lida de esforços sem
pares…
Um
homem pode ter uma visão da Natureza sem conta, onde quer que esteja
mas, na verdade, o incêndio em uma mata sustenta um reducionismo que
pertence ao não pertencido, e as classes em questão são as mesmas
sempre, no mesmo foco, na mesma pretensa sabedoria e liberdade, esta
que perfaz destruir a mesma Natureza e que, no entanto, destrói a si
mesma, posto até mesmo nas reticências econômicas ou nas verdades
holísticas do planeta, o que vem a dar em uma tragédia sem
dimensões constituídas, gigante: inumerável. A isso podemos
objetivar as classes, porquanto uma filosofia de alcova e palavras
chulas leva a ignorância estival a dimensões de compreensão
escusas, no que tange a contingentes que deveriam estar prontos para
o embate contra as chamas, estes mesmos militares de campanha que
devem envidar esforços aos milhares como batedores do fogo, no
treinamento ao combate dos incêndios para, portanto, mostrar o
serviço à pátria em si subindo à alta estima… É com carinho
que devemos tratar a terra, está nos dá o pão, e não importa se
queiramos fazer grilagens com o desastre, porquanto o agro negócio
vai mal se não nos dermos conta da gravidade de uma situação
verdadeiramente atípica. As classes não importam tanto, mas a sua
objetificação é crucial no país que parece que se fecha em copas,
e que não resguarda a sua diversidade botânica e dos animais que
pretendemos ao menos ter compaixão pelo sofrimento a eles imputados.
Não
interessa muito – repetindo – que as classes se ausentem de tudo,
se o fator humano seja o caminho de nosso resguardo, posto a Natureza
possuir igualmente suas classes, seus territórios, seus habitantes
“primitivos”, sua realidade consonante. Alguma árvores possuem
décadas de existência, e ruir com elas é como matar uma família
inteira. Essa objetificação do crível e do possível dentro da
compreensão que pode nos parecer abstrata fala de um lócus sagrado
onde os pássaros por aquela atravessam a sua compreensão do mundo,
que não está de modo nenhum distante dos problemas humanos, e esse
humano será o monstro que criamos dentro de nós mesmos? Quando,
diante de um regime do passado de nossa ausente democracia, o
exército estava nas ruas para o embate com seus opositores, agora
por que não colocá-lo a serviço da oposição do incêndio, para
provar que pode haver alguma redenção por parte dos soldados que
agora recebem lautos prêmios por ficarem nas casernas? A reação ao
fogo é a prática e deve ser motivo de luta! Se, por um acaso o
contingenciamento militar for articulado em peso para combater as
chamas, veremos quiçá com melhores olhos um oficial de mando nesse
enfrentamento infernal, posto que seja um tipo de guerra que devemos
crer em abater a crueldade humana. Se nada for feito com uma ausência
de contingente treinado para tanto a crise econômica vai se tornar
tão sólida que apenas uma Europa desbanca nossos tapetes e rumina a
indiferença sobre os nossos produtos que em tempos atrás ainda
possuíam os selos verdes da transparência sustentável. Não
queiramos esperar para ver, pois ficar cego surdo e mudo perante a
tragédia é coadjuvar com a brutalidade sem igual que poderia ser
evitada com treinamento para o combate e a ação peremptória.
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
QUESTIONAMENTOS
Aparas nos entontecem o espírito, a cada
qual a igualdade
Que não há de ser questionada, bem com a
solidariedade
E tantas sejam as fraternidades, bem situadas
socialmente!
Não nos reste a dúvida de sermos
copartícipes de alguma causa
Que soletre a palavra irmã de um
verbo, que nos isente de culpas
Onde não mereceremos jamais a
pecha de não sermos normais…
Do lado do Criador a
própria criação da poesia que remonta
Alguns séculos de
aurora, no que não nos diste uma grande pena
Na pena secular de
outrora, a que milhões postam o padecimento.
A
comunicação se faz em vasos, em ampulhetas de areia eterna,
No
que nos prometa o mundo toda a isenção sem barreiras
Estas,
que não nos redima nenhum versículo oculto da Bíblia
Sagrada!
Pudera, que a libertação de sermos muitos e
tantos, não fenece a rosa
Em nossas mãos por vezes pálidas de
muitos e muitos anos de carestia
A que – a não nos pretender
possa – a veia diz a que seremos na atualidade.
Em
realidade a poesia da rosa não fenece jamais, pois por hora
seremos
Mais do que centenas de milhares de verbos, o que por
sinal já é melhor
Do que erradicarmos o quinhão já de
sofreres da raça humana…
É nessa situação que não
fora derradeira, mas ao menos uma sinapse a mais
Possamos
pretender uma viagem aos arredores algo sombrios, em busca
De
mais luzes que porventura possam significar albores da
esperança!
Nesses quilates da vida a pressuposição de
que estejamos na Verdade
Reduz por vezes auxílios quase
meritórios de uma caridade que entontece
Por reduzir
consequências a evitar que se combata veementemente as causas.
Por
essa razão que venha à luz de si mesma, o homem e a mulher não
devem
Temer por seu altruísmo e autenticidade, mesmo que se
oponham forças
Que, em razão do nada, constroem os palácios
de desditas sem pares…
Que vejamos um mundo melhor para
todos, os que se assentam em tronos
Que possam dar-se conta de
que o mundo todo não vale seus ouros
Posto dividir algo pode
ser bom até mesmo para os do lucro sem conta.
terça-feira, 15 de setembro de 2020
A NÃO CLAUSURA POSSÍVEL
Não sermos mais tortos o suficiente perfaz a inteligência da elegância… O tanto de se ver na rua, o tanto da arquitetura bruta, as vestes silenciosas de um destino, mãos, pernas e braços conversando com as letras, a ressalva de um parágrafo que deixamos no supermercado! Isso é liberdade e isso não deixa de ser libertação. Pequenas coisas, meus amigos, denotam margens de respiros sem conta, como se o oxigênio de um respirador igualmente fosse importante para um viandante. Se reja como vier, se suplante e viagem inóspita de um inocente no cárcere, e que se roga a muitos a compreensão inequívoca desse fato. Perdoem-me as mulheres por não colocar-me adiante dos fatos, de sua missões tremendamente libertadoras, mas o plural ainda chama o gênero masculino, no escrever-se soletrando palavras que soem partem do plural das gentes, assim como a ternura é feminina e seu lado mais másculo também faz parte da mulher, em variados casos.
Que o temor que irrompe com as nossas percepções faça mudar as vezes em que temos uma ordem que nos abrace o mesmo tempo em que jamais descortinaríamos a seda de nossas intenções... Se não fora o mesmo algo de tempo que se nos espaça as linhas, que descortine do cenário as cores estridentes, que monte a expressão máxima da arte, que não nos liguem a um pressuposto de reverberar contendas, no que o homem aprende suas conquistas. Nem que para isso delibere a continuidade de um bom parecer, de uma razão que esteja correta, de um gesto de carinho, de uma solidariedade necessária, do parecer que não nos claudique o tempo…
É nessa monta que precisamos evitar as vertigens de nossos antepassados, guardando na memória os nossos anciães e respeitando, como o fazem os orientais no respeito aos idosos, como na China, no Japão e na Coreia. É justíssimo a não clausura perene, interminável, e o que verte da justiça social é um simples quesito: ao menos que vistamos a máscara e olharmos para um idoso com toda a sua riqueza histórica, qual patrimônio de uma família, uma vertente que devemos respeitar até o fim dos nossos dias: efêmeros como o tempo eterno.
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
OS SINTOMAS DE UM JOGO UNIVERSAL
Jogar algo para encima de
um quadrante quase permitido
É algo de uma lúdica referência
quase abstrata
De não permitirmos os freios que se revesam nos
vieses
Do que se espera seja apenas um jogo, e não mais
reflexos…
O jogo pode encerrar algum universo de uma
matéria,
Ou os sonhos de nosso profundo inconsciente vivo e nu
Porquanto
encerremos os nossos sonhos em uma medida
No viés soletrado de
um verso arrebanhado pelo tempo.
Esse tanto de
compreender, se não fora o suficiente
Será o mesmo jogo de
adivinharmos quem fará o mesmo
De um sempre que jamais se
renova, na modalidade de vestal
Em que uma Lei antiga se
sobreponha ao que não é legal!
Em consonância com o
tempo que encerramos em um relógio
Daqueles de areia, urgimos
por ver que se volatiliza uma veia
Na dimensão onde não
encontramos um esquadro e um prumo
Por encima das regiões mais
ensombrecidas da engenharia!
Regiões mais inóspitas de
um crescer das gentes e do gosto
Que se faz do paladar das
palavras, um gosto que se agiganta
No mais que se agigante a
ponto de soletrar um paraíso
Que possa existir, ao menos no
pensamento ou no sonho de algo.
Vertentes de um jogo sem
causa aparente merecem um destaque
Nas vigílias de um homem,
nos carinhos de uma mulher, no través
Quase abstraído de um
olhar, na mediana curva de uma pesquisa,
Nas reticências nuas
de um entremeio de linhas, um final de frase.
Quase
sobrepairando ventos, vemos o mesmo vento que nos fala
Ao mexer
compartindo uma palma, a ver que o mesmo dia que nos diz
Passa a
ser silencioso em uma outra esfera, qual não seja a parte
Que
nos caiba dentro de um espaço imaginário além fronteiras…
A
beleza cristalina com seus olhos de esmeralda, traduz a si própria
O
que se queira dizer com outros o que se resguarde no castanho
A
própria vez em que se diz que o turvo não existe no limbo
E a
esperança se forma a partir dos olhares mais serenos do planeta.
domingo, 13 de setembro de 2020
REFAZER O TEMPO
Um tempo quase não se versa como algo
tardio ao quem dera fosse
Um quase nada ao vermos a rua como
tudo o que nos importe
Quando, na mesma distância, nos
apercebemos longe de tudo…
Os braços se nos tremem, o
receio das desditas nos acompanham
Nos mesmos versos
ensombrecidos pela lua, esta que nos diz
Em sua crescente e meia
a quem retornamos mais felizes.
E o que nos deixe por
profusão de carinhos, por vezes de sermos
Maiores do que o
mesmo tempo, em que não enclausuremos
Nossas questões na beira
de um precipício inconsútil.
Nos nossos carinhos
despendidos a um certo esmo, sem sabermos,
Saberemos mais da
concretude de estarmos certos a repeito
De toda uma existência
em que não nos verte o significado ausente!
Se – por
trás de uma grade – anunciarmos a temperança, não importe
Tanto
onde estamos, mas quais as fronteiras de uma propriedade
Que
pode estar encerrada na falta de alguma alvissareira liberdade.
Qual
fremir a mão em busca de uma reticência mais sólida
Encabeçaremos
as nossas certezas em torno de um purismo
Que sói em ver que em
nossas causas não perdemos um centavo de prosa.
Dá-lhe a
sombra do que não possuímos, a ver, que em todas as nossas
certezas
Vivemos por constituir o que já se constitui, como se
fora
Uma carta a um amigo dileto, ou toda a Constituição ao
nosso povo!
No sorrir dos séculos temos conquistado na
arte de uma sociedade
Quem sabe a modernidade de uma visão
sólida e coerente
A ver que nem sempre a compreensão da arte
caminha com a razão…
E que saibamos que a razão
caminha com a Humanidade e, se não fora,
Não haverá mais
critérios a especificar o progresso social
Se, em termos de
histórias, viramos especialmente passadistas anacrônicos.
O
retalho algo convexo de nossas vidas entre o mundo da infidelidade ao
tempo
Refaz a experiência de pensarmos nossas questões além
da suposição finita
De que basta acender um fósforo em meio à
floresta para brincar de desesperanças!
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
REDIRECT
Refazer o insubstituível é como
reconstruir passados
Dentro de um escopo alterno, na leitura
assaz conservadora
Conquanto sabermos que tudo o que era antigo
perfaz
Momentos de glória e altruísmo no que fosse do
progresso…
Relermos páginas de uma História de orgulho
subentende
Que saibamos como navegar por letras costumeiras
No
que é valioso enquanto conquista, e no que seja
Como uma
largada dentro de perfis devidamente irmanados!
Assim como
termos como sacrários nossas opiniões,
Falar de e para gentes
para outros que sejam de camaradagem
Sem a pressuposição de
que algumas palavras escritas ou faladas
Necessariamente venham
com a alcunha de algum estereótipo.
Camarada, você é
necessariamente concreto: essa frase em silêncio
É como uma
razão sem a aparente linguística que possa por termo
Em um
redirecionamento para a palavra própria, que não seja a esmo
Tanto
quanto se espera de qualquer sentido correlato com o nada.
Camarada:
tanto de se saber;
Necessário: assim de se querer
correto:
Concreto: a veia crua da matéria,
E outras mais
como a terapia que embarca um soldado!
Tantos são os
termos terminantes, que embarcamos de um soslaio,
Uma esguelha
pretendida em um olhar,
Que o mais que fosse não daria
conta
Dos sentimentos mais íntimos de cada indivíduo na
planura social.
Se um tempo equidista de outro,
redirecionamos o alimento
Cabal de nossas fronteiras a supor,
quem sabe de falso merecimento
Que o fogo não arde em nossas
crateras de chumbo, este metal
Esfomeado pelas alturas de seu
peso, no que, redirect, vira ouro…
Nada é
importante para que saibamos mais de algo de engenharia,
Posto
quando em agulhas brumosas, temos de formação uma escol
Que há
de escolher entre ser da pátria ou não,
Ser do time ou não,
que é de se escolher que ao menos o façamos a sorrir!