sábado, 1 de agosto de 2026

EM NOME DO PAI


                Nomear atavicamente o que seríamos sem os nossos progenitores já é uma tarefa difícil, pois a família como um todo é célula que frutifica o nosso proceder existencial, mesmo que já tenhamos perdido os pais, mas nomear o Pai, o Deus que nos guarda é missão beatífica e sacerdotal, seremos tais e quais melhores em saber que a segurança em sermos os senhores do nosso destino, guardados pelo Senhor, é coisa que não ignoraremos jamais em nossa vida na Terra... Mesmo que não dispuséssemos tão facilmente da grandeza de Deus, mesmo que nos esquecêssemos de tal latitude, de sua questão tão atinente à graça de O alcançarmos, veríamos em alguma coisa qualquer suas atividades, se nossa consciência for sempre aberta para que O percebamos no nosso dia a dia, nas nossas tarefas rotineiras. O lado mais atento de nossas fronteiras existenciais, já nos remete à questão social urgente, mas sabermos que, em nome do Pai, todas as querelas que passamos em nossas comunidades, a bem dizer, são mais afeitas a dificuldades que muitos enfrentam em questões onde por vezes não atinamos sequer se tal ou qual pessoa gostaria muito de mudar, ou se nas questões de religião a coisa pega mesmo, pois praticar a caridade se torna uma atitude ímpar, quando se saiba que certos serviços estatais pecam pelo descaso, ou mesmo por baixos orçamentos que impedem a atuação efetiva nos meios em que a sociedade humana tenta encontrar – ao menos – saídas melhores do que simplesmente deixar tudo ao ostracismo da não ação... O justo é que tenhamos mais ciência do que nos importa realmente, se em um lado o aspecto das sociedades e tudo o que diz respeito a elas no papel da Igreja, ou mesmo o nosso desenvolvimento espiritual íntimo, uno com ela e integral no sentido de sentirmo-nos silentes mas partícipes de um movimento fraterno de comunhão com a população que nos rodeia. A gratidão daqueles que prezam pelas posses ou confortos materiais tão somente é gratidão não espiritual, pois muitas vezes somos coparticipantes dos confortos mas nos falta a comunhão com os fatores espirituais plenos, pois por vezes os problemas que temos na saúde não são meramente a água que temos, ou o saneamento, ou mesmo as pernas que antes não andavam, pois a prática espiritual pode ser o nosso motor que impulsiona o ato per se, como quando cortamos o acesso a um vício, dificultando a compra da droga, ou mesmo orando muito antes de pensar na insanidade de comprar mais uma dose, ou mais uma carteira de cigarros. Por vezes, não sabemos o que se nos espera adiante, se a angústia que muitos acham que devemos possuir, se temos por praticar a citada insanidade, mas na realidade as coisas são mais controladas quando possuímos acompanhamento médico para estarmos resguardados pela ciência, e acompanhamento religioso, para o caso de anteparos espirituais consagradores de ditas experimentações nesse campo de atuação.

                Para o caso de extenuar-nos com referências entorpecedoras de fora, quando algumas pessoas comentam ou tentam controlar nossos atos, teremos a possibilidade única de saber gerir nossos problemas a nosso modo e tomar a iniciativa consolidada em direção ao caminho a ser trilhado, pois na realidade a abstenção de um vício não é brincadeira, e poucos tem a fé em Deus, nesse Pai tão necessário para preservarmo-nos de perigos maiores. Por esse fato concreto saibamos que na verdade o que fazemos para dialogar conosco é realizado tão intimamente com o Pai, que postamos essa grande conquista em segredo, e a consecução de um caminho de religação com Cristo torna-se condição sem conta para que obtenhamos a vitória... Essa jornada que não apenas nos coloca em posição aberta e vantajosa para conosco mesmos, mas em sabedoria plena em virtude de nos colocarmos em pé de igualdade com aqueles que igualmente saíram vitoriosos contra a mesma droga com a qual nosso embate parecia impossível de vencer. O simples fato de fechar-se em casa, guardarmo-nos contra a tentação, suprimirmos a droga junto de nós, jogarmo-la fora, faz com que não tenhamos mais acesso a ela, seja o álcool, o cigarro ou outras quaisquer... Qualquer aparente face da tentação, convenhamos, merece que oremos o Pai Nosso, e que resistamos às tentações, e livremo-nos do mal, posto nem só de drogas vive um viciado, mas de recuperação e boa vontade para livrar-se de sua adicção, mesmo quando soubermos que todo o dependente químico volta para o encontro de sua sobriedade mais refeito, como se uma vida renovada fosse colocada aos seus pés para que ele não sucumba às citadas tentações, e viva feliz uma vida plena e refeita dos seus porquês e acidentes de escala, tão típicos da geração rebelde que teve parte de sua juventude nos anos oitenta...

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