quinta-feira, 21 de maio de 2020

OS DESCASOS DAS FRENTES


            Teimamos em redescobrir frentes de atuação, que não concordam com uma coerência que pertença ao bem comum… Essa falta que nos dá saber que a ciência da matéria tem muito a ver com a espiritual e, no entanto, sentimos a falta, dá a falta, dá para perceber, a alguns, que muito teremos a crer para sair do espectro tão tardio de nossas consciências, que o salto que damos quando tomamos conta dessa crença nos leva a redimir muitos atos cometidos erroneamente! Um tipo de atitude reflexa, algo impensado, um molho mais curado da comida, um alho que esquecemos de fritar. Essa metáfora tem a ver com a arte da culinária, pois revela aos degustadores experientes a arte como modalidade do prazer da comida… É como remodelarmos nossas mente, e encontrar em uma eternidade o sopro que significa a vida humana. Nada do que esperamos seria muito da eternidade, senão que a própria consciência espiritual, anímica, que tantos somos os que temos a angústia de viver por eras mais complicadas quando da solidão que abraça nossas frentes.
           Temos muito a conversar, tanto é assim que muitos falam a si mesmos, temos um monólogo interno em cada vertente de nosso caráter, temos uma voz sem estarmos necessariamente na ribalta, fazemos crer que podemos nos governar em cada individuação proposta, e o amor é gigante e não possui pecados, haja que possamos assim agir. Esses lapsos algo esquisitos de nosso comportamento nada mais são do que os recursos dos quais podemos nos habilitar, caso a sociedade venha a não tomar bons rumos. Esses rumos que esperamos, sempre na plataforma da bondade, como modo da existência material. A questão do modo da ignorância é pertinente, mas apenas aqueles que compreendam-no sabem tergiversar por vezes, evadir de suas circunstâncias, mas de qualquer modo acabam por voltar a novamente compreender essa questão. A ignorância é seara fértil para aquele mestre que ensina o beabá, as palavras, sitas na luz na equidistância vertebral do conhecimento. Portanto, não há totais ignorâncias, mas sim as modalidades de compreensão de determinado fato, de premissas quase inexistentes, da lógica às avessas, no breu…
          A possibilidade de ignorarmos os descasos de nossas frentes fala mais ao quesito da busca, de uma procura incessante mesmo ao letrado, mesmo ao não civilizado. O índio fala mais ao seu papel, à sua busca, e é pertinente afirmarmos que os índios são mais sábios do que toda uma civilização que se torna construída pelos alicerces da dominação. Não vai adiantar terem ódios dos indígenas, pois todo o seu legado antropológico é tarefa de registrarmos de algum modo na história de nossos ancestrais. Fossem esses ancestrais portugueses, no mais, que tenhamos de Espanha um pouco, de Itália, de França, da Alemanha, de alguns países que possam finalmente respeitar a cultura indígena como algo de que nos lembraremos sempre, e que sempre fique na alvorada do pensamento a oportunidade de transcrever ao trabalho de quem está nas frentes mais progressistas, o legado indelével do que nos espera nesse momento civilizatório da atualidade.
            Desenhar o próprio legado sobre o que esperar nas frentes que tenhamos que enfrentar a qualquer custo, cabe dizer que mantenhamos a ciência acordada, que possamos pensar em progresso e que a mensagem de paz nunca seja derradeira, posto não estarmos prontos a que alguém venha com uma arma dizer a que tipo de passos temos que andar, haja vista a marcha ser para soldados, e o passeio seguro ser para civis. Nesse remontar-se de um bloco lógico é que temos a confiar maiores inteligências, e não outorgar tendências ao bel prazer de demonstrar a farsa da autenticidade falsa.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

MEDIADOR DE CAMPANHA


           Não deixemos a calúnia caluniar a seu bel prazer, mesmo que ela por certos pressupostos encaixe nesses nossos objetos divididos. Não há campanha sem o faz de conta a sermos ilibados, de lutarmos bons combates, literalmente verdadeiros bons combates… Uma luta justa é ter no mínimo a modalidade da bondade em nossos atos, e não querermos criar gabinetes em segredo para fomentar desditas. É crescer nas dificuldades, é não se intimidar por questões irrisórias de Poder, é caminhar com a consciência leve sem se preocupar com falsos altruísmos que não se encaixem inevitavelmente com as conjunções do mesmo Poder. As classes menos favorecidas carecem obviamente de mais atenção, e é nesse parecer que poderemos ancorar uma posição, justo porque será a partir dessa demanda que podemos auferir os urgentes princípios do povo.
          Mediar uma campanha, no se tratar de se caminhar junto pelos campos, por exemplo, onde há sombras, no suposto, se dá no entendimento de que o espaço imenso que nos retrai o cavalo, reza no entendimento que a paz jamais está ausente desses sítios. Isso não será jamais retroação de quem quer que esteja pontificando bobagens a respeito de contendas históricas ou não. Posto a história repousa em cada farfalhar das folhas, no vento que sopra na palma, nos significados ausentes de registros, porquanto isso a história reza ser quase infinita em qualquer dado tempo… Essa mesma história de boas eras, e que pode vir a ser a contemporaneidade, tão suficiente de sombras e tão ausente das luzes. Em um século em que podemos saber de muitas potencialidades sem perguntarmos a nós mesmos as razões de prováveis fracassos… Tantas são essas razões que nos encaminham para algo consensual, algo de patriotismo, e não às avessas, onde a voz de Deus parece não ser a voz do povo. Essa parecença não condiz muito com o real, pois a voz da maioria, sendo pertinente ou não, pelo menos versa uma democracia, bem ou não. Porque se não estamos bem, estamos em uma situação em diversas soluções, ou no esforço hercúleo de atravessarmos as fronteiras da bendição e, se estamos bem, resta-nos ao menos preservar essa conquista. Alumiarmos nossas veredas é sempre muito saudável no que pese encontrarmos mãos que antes – quase inimigas – pertençam todas ao facho sagrado que ilumina nossos, por vezes, turvos caminhos. Essa lapidar consonância com o bem portar-se é um dos segredos da boa vizinhança em relação a muros ou fronteiras… Estas que parecem nos distar deveras, mas que em realidade não possuem muito a propriedade de existir, pois saibamos que somos todos humanos, e que nada nos faz sermos diferentes em essência de cada qual que permitamos nos fazer e conhecer.
            A campanha é grande, muitos solos de nossa terra hão de se fazer conhecer, muitos personagens heroicos já se tornaram grandiosos e, reza a quem quiser, o ídolo, o símbolo do heroísmo depende de cada posição. E nessa campanha verdadeira, a relativização da verdade de cada um se encontra com a verdade da precisão da história, e resta que estudemos aprofundadamente para saber quem foi realmente quem no andamento desse tipo de constituição da sociedade. Resta muito que saibamos, mas o que nos é extremamente relevante é saber quem se posicionou a favor de nossa nação, assim a se dizer, com suas riquezas: NOSSAS; com suas peculiaridades: NOSSAS, com seu modo de pensar de outrora, quem sabe, mas que se revista a poesia de Castro Alves a que nos lembremos de que país somos. Somos mais, e é esta a campanha eterna, com todos os seus cabos, com todas as suas faces, nacionais e de libertação. Esse é um bom mote para alicerçarmos a campanha que não tem dono, mas apenas a mediação de um homem.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

A CONSAGRAÇÃO DA LIBERDADE


Resta um feixe de elétrons em uma malha de cobre
Que transuda versos, que erradica erros, que cobre
De tessituras anímicas a matéria, que reveste
De planos outros, qual não fora a energia que passa
E diz a outros planos que não se exiba a força…

Esses feixes consagradores remontam a uma tipologia
De uma física dinâmica, instável na diferença
De um potencial de charme que exibe claro o porquê!

Dinamismo de farnéis nada escusos, assentados como
Um ser que encontra um teto, um cão que encontra dono,
Uma pá refeita dos erros de não cavar o permitido
Mas que o operário se refaz do cansaço vespertino!

Quimeras, quem dera ser o número quatro uma referência
Em um platô de dois a dois, vertical e horizontal
Nos gráficos que mostram dois a dois a igualdade
De um futuro onde o colapso da saúde é coisa do passado!

Resta sentir a vertigem do coração, o cansaço quase normal
Daqueles heroicos personagens de uma cinematografia real
Onde pressupomos a saúde em primeiro lugar, e o vórtice
De outras questões, se saúdem primeiro em tempo,
No que reza não lesarmos mais os mutirões do vento…

Levas e levas de gentes, profissionais da saúde integrais,
No integral de se dispor a ciência da libertação das gentes
Que saem dos leitos recuperados, esse tipo de libertação
Que é mais do que batalha do per si, posto frente em que
Irremediavelmente vemos que trabalham para libertar
À saúde dentro do espectro invisível de uma ameaça concreta.

Manusear mão que tergiversam, que impõem quase certezas
E que, no entanto, não distam o suficiente para ditar verdade
Quase como em um acaso de não supor transplantar saúdes
Pelos poros ausentes de um profissional de máscaras e luvas
Que nem sequer o abraço de despedida possa ser dado
Apesar de sabermos que na linha de frente, nesse estranho front
Possa estar um arremedo de liberdade quando a andorinha lá fora voa!

domingo, 17 de maio de 2020

OS DOIS LADOS DA MESMA MOEDA PARTICIPAM MEIO A MEIO COM O SEU VALOR.

NÃO INIBAMOS NOSSAS VEIAS, POIS ESTAS TÊM A SEIVA QUE NOS FAZ CONTINUAR RESISTINDO CONTRA A OPRESSÃO, SEJA DE QUE LADO VIER.

O CHATO É QUE ÀS VEZES É CHATO PEGAR CHATO.

SE UMA PULGA NOS FAZ COMPANHIA, QUEM SOMOS NÓS SENÃO ÍNFIMOS PERSONAGENS QUE ACHAMOS QUE PODEMOS CRITICAR ESSA RELAÇÃO DE VALORES?

NA VIVÊNCIA COTIDIANA, NEM SEMPRE A ORDEM DOS FATORES NÃO ALTERA O ELEMENTO.

TENDO EM VISTA O MUNDO EM QUE VIVEMOS, TEMOS QUE POSSUIR VISTAS MELHORES DO MESMO MUNDO, QUE É UM APENAS.

KRSNA NÃO APENAS JOGA DADOS COMO É O SENHOR SUPREMO DE QUALQUER JOGO, SENDO ELE DE AZAR OU NÃO!

O ACASO RESIDE NA IMPRESSÃO QUE TEMOS DE ALGUMAS COISAS MUNDANAS, MAS NÃO DEVE SER A RAZÃO PRIMEIRA DA COMPREENSÃO DO PLANETA.

NA ARTE UNIVERSAL ESTÁ VALENDO TODA UMA LINGUAGEM PARA CONSOLIDAR A EXPRESSÃO DO DESCASO.

TER TECNOLOGIA DE PONTA É SABER COMO, POR EXEMPLO, CONFIGURAR CORRETAMENTE UM GADGET.

A ESTÉTICA RETRÔ INIBE MUITAS VEZES A VANGUARDA QUE NÃO SE SUBMETE A TRADIÇÕES MAIS ARCAICAS.

A ALIANÇA QUE SE FAZ ENTRE O PROPÓSITO NULO E O CONDENATÓRIO REVELARÁ QUAL PRATO PESA NA BALANÇA DA JUSTIÇA.

TOPOLOGIAS DINÂMICAS


Um vértice tem sua existência em uma malha, em um tipo de rede
Que forma a estrutura geométrica de uma peça, de uma primitiva,
De um cubo verdadeiro, de um objeto que dispõe a sua forma…

Cada vértice compõe a mesma estrutura que parte de uma malha
Dentro de uma prerrogativa do ideal consonante do design e da ciência
Quando se percebe que o montante dessa galáxia passa a ser finito…

Não há máquinas o suficiente para tramar um desenho de uma forma
Sem que, porventura, a arte não retoque os dedos dessa alquimia
Onde se cria a peça, qual buril do Renascimento em que há um ourives.

Terra, código, argila, mouse, arte, técnica, superfície, números
Arestas, mãos, refeita a ordem, assentado o prumo, vista a triangulação
No que percebemos que concretizar uma ideia é possível em 3D.

Não que não pesquisemos, pois, a poesia de pesquisar ciência
Vem de um princípio cabal de realizarmos o show daquela, em sentido
De criarmos quiçá uma prótese, que possa esta imitar uma mão de herói.

Ou talvez criar jogos mais belos no prazer em que um ser humano
Saiba um pouco mais das investidas da inteligência, prazer inequívoco,
Quando possuímos a consciência de criarmos a futura independência!

Assim aliamos a arte e a tecnologia, números e pincéis, nem que o sejam
Meio toscos no princípio, mas que a prática vai acentuando o modus
Da forma que ensaiamos uma música, com determinação e paciência.

Não queiramos saber de algo sem saber de tudo, e nunca de tudo sabemos
Quando vemos um diamante e jamais uma injetora de aço vai superar
A dureza daquele, e jamais a beleza quando uma boa lapidação vier.

As palavras se constituem em um dilema fantástico, pois pintam com óleo
O que nos consuma da arte primeira, visto poder traduzir não apenas a produção
Como a alfaiataria complexa dos casos que compreendem esse significado!

A esperança em um mundo como o nosso é carruagem de metal de sopros
Inundando correntemente o olhar de alguém que procure ao menos aprender
Em meio a tanta dissolução do pensamento, fruto simples do querer viver pleno.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

A POSIÇÃO DE UMA CACHORRINHA DISTA UM PALMO DISTANTE DE SEU DONO.

UM TANTO DE SE DIZER É O MUITO DO QUE FOI VISTO E OUVIDO.

A NOITE POSSUI SEU MARULHAR, ANTES DE COMEÇAR OS DIAS COM SEUS PÁSSAROS CANOROS.

O BARULHO DA NOITE É COMO UM MOTOR DE MOTOCICLETA DISTANTE NAS PAISAGENS DA AVENIDA.

UM QUEPE ACALENTA E AGRADA, E O POETA APENAS A ISSO AGRADECE!

DOIS SAPATOS ANDAM MAIS DO QUE DUAS ESTROFES, MAS RESIDEM EM UM VERSO APENAS.

ESTABELECERMOS UM PONTO NA QUESTÃO É MAIS DO QUE FALSEARMOS UMA VÍRGULA.

TALVEZ A FARSA SEJA MELHOR QUE A VERDADE, MAS AQUELA É DE VENTO E A OUTRA É DE CONCRETO.

NOS IDEOGRAMAS DE NOSSAS CONSCIÊNCIAS ENCONTRAREMOS O SIMPLES E O COMPLEXO.

O BAMBU VERGA SEM NOS APERCEBERMOS DE SUA CIÊNCIA, POSTO TERÍAMOS QUE ESTUDAR PARA ISSO OS VENTOS...

UMA VIDA DE SOSLAIO, UMA VIDA DE DIGRESSÃO NO QUE APARENTEMENTE ESTAMOS PRESENTES, SÓ REZA A APARENTE FORMA DE ESTARMOS ENVOLVIDOS COM ALGO.

UM TÍTULO CONFERIDO A ALGUÉM SÓ PODE TER A ALCUNHA DE SER NOBRE PORQUANTO DE NOBREZA DO CARÁTER.

SABER-SE NÃO DISPOR DA LÓGICA DOS RECURSOS MAIS PUNGENTES DA SOCIEDADE, VERTE NA EGOÍSTICA FORMA DO SABER QUE ISENTA DA RESPONSABILIDADE OS AGENTES QUE PROMOVEM OS RECURSOS..

A APARENTE MUDANÇA DE ALGUNS FATOS, QUE RECRUDESCE A FALSA ESPERANÇA, TRAZ EM SEUS COSTADOS A IGNORÂNCIA DOS FATOS MAIS VERDADEIROS.

A NOBREZA DE CARÁTER


          Justo hoje, que sofremos as modalidades dos recursos judiciais, de não sabermos mais se podemos contar com certos poderes, e suas dificuldades operacionais, algo de processos longos que se estendem sobre a esteira das vaidades, requer que vejamos mais pontualmente as questões dos municípios. Se há pessoas de caráter, que levam a sério a relação da saúde pública com suas populações, isso se evidencia no tipo de ação de cada administrador, pois hoje a realidade da pandemia se percebe através de gráficos e estatísticas… É de bom grado que as populações não passem a infectar as massas, principalmente quando estas só prezam os ganhos e não a mortalidade avizinhada, mesmo porque cada família agora tem que se ajudar a enfrentar as limitações econômicas conjuntamente, em detrimento de um isolamento cabal e necessário: ainda necessário, em um país como o nosso. Todas as frentes hão de obter solidariedade e complacência dos diversos modais de nossa sociedade, e temos que unir esforços unicamente – ao menos até esse momento diverso – para combater o único inimigo comum que é o covid-19, uma ameaça que transcende quaisquer posicionamentos políticos ou existenciais, em sua forma mais crua: um inimigo invisível e, no entanto, devastador.
         Uma face dessa guerra é a incompatibilização do trabalho com o regime de isolamento social, mas a face das agruras econômicas serão maiores quando houver necessidade de voltarmos a sucessivas quarentenas, nisso de pensarmos sinistramente que os que possuem vulnerabilidades, tais como nas comorbidades de alta frequência, e os idosos, devem pagar o pato dessa conta alta a que alguns administradores teimam em fazer prosseguir, negando o fato da extrema gravidade estrutural de atendimento, prevenção e cura. Quando surgem líderes que se mantém irrefutáveis naquilo que seja estruturante como medidas preventivas, lidando com firmeza e determinação, esses líderes revelam à humanidade um estado de coisas onde prevalece a sensatez e o consenso necessário a que se debele a catástrofe. Haveremos de confiar em tipos de clãs, que se ajudem, que permaneçam em suas casas, que façam uso do álcool permanentemente, e que obedeçam diligentemente o que vai em suas consciências, nem que para tanto seja imputada a multa para aqueles que ainda desconhecem o perigo da superexposição.
          Se há Estados ou cidades que possuem maior nível de consciência a partir de seus administradores, só temos a colocar a esperanças em seu bom senso e para isso devemos refutar qualquer atitude, seja de quem for, que deponha contra o isolamento social, nem que venha de forças mais poderosas. A inevitabilidade do que depõe contra as orientações da OMS e, no Brasil, da FIOCRUZ, demanda que percebamos quais são as agências que denigrem a intenção concreta de sairmos de uma crise contaminadora desse vulto. A partir da premissa básica de – por exemplo – não permitirmos o sistema de transporte público em certos municípios, lidaremos com uma raiz inequívoca de não disseminar o vírus através da ação coerente, de uma prática saudável e madura, posto haver uma necessidade estatizante de garantir os suprimentos a todas as famílias e indivíduos desassistidos de nossas populações, e isso deve ser realizado com a ingerência do grande capital, pois agora é que teremos ou podemos ter a convicção de que um Estado forte demanda a sua própria participação no processo de garantir os víveres e todo o mais necessário àquelas gentes que necessitam sobreviver, como em uma economia de guerra, onde o pobre e o rico sofrem dos mesmos problemas inerentes aos obstáculos que vêm de roldão que, por vezes, parecem insolúveis.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

E A CIÊNCIA, ESTA, CONTÍNUA


           Um jogo só encerra quando se tem a regra definida, quando se obedece a regra, e não se pode dizer que siga conforme o acaso, pois cada movimento é definido pela sua própria continuidade… A sonda de Marte não é um brinquedo, onde movimentamos um trator a bel prazer por cima de nossos jardins, no entanto é justamente uma geringonça que depende de outra atmosfera, que realmente procura a água, que depende das rochas para se mover, e necessita de torre controladora, mesmo em se tratando de comandos muito remotos. Esse prazer que temos quando pensamos em controles remotos se nota no simples ato de trocar um canal, de passar uma mensagem, de obter aceitação, de estarmos quase em um ponto de vista por encima da normalidade quase aceite, como ilusão primeira, pois todos quase tem acesso às vias que nos permitem o proceder científico. O mesmo processo que permite que azeitemos nossas máquinas diárias, como tantas sejam, permite que aceitemos o azeitamento de nossa ciência que adquirimos conforme larga preparação se tivermos a chance de assim apreendermos essa realidade. A dureza dos metais ensina, a posição de uma peça no imenso tabuleiro de uma cidade ensina, o que aprendemos com a Natureza nada mais é do que tudo o que encerra a mesma ciência, como tudo se transforma, conforme Lavoisier. O jogo mesmo, de tantos, é farto, pois aprendemos até mesmo como pilotar um helicóptero com um competente e profissional simulador, através de uma realidade aumentada, de uma verdadeira revolução tecnológica. A partir do momento em que percebamos as latitudes possíveis e igualmente como dever de nossa compreensão, saberemos nos posicionar como homens e mulheres com o perfil contemporâneo, este que não sujeita a Natureza e nem as nações primitivas, pois sabe da importância tão maravilhosa da diversidade dos nossos tempos. A preservação de nossa casa vai além de nossas paredes, de nossos muros, de nossas cercas… Não podemos nos dirigir a um povo quando se há prerrogativas de não estarmos ao menos respeitando suas culturas, seus modos de ser, pois senão estaremos em um caminho para não somente as gerações posteriores sofrerem com a devastação natural e humana, mas sentiremos em nossa carne a dissensão do espírito. Uma recriação tosca da matéria, e uma ciência endurecida pela incompreensão e que demanda que estejamos com a ciência espiritual, que nada mais é do que o sustentável modo de viver, possível, factível e necessário.
          A ciência material é contínua, apesar de alguns pensamentos fundamentalistas que se opõem a ela, e a ciência espiritual é fruto não de um dogmatismo no pensamento, mas sim de uma abertura cabal que não transige com a inevitabilidade aparente do obscurantismo, mas com as palavras de ordem que ensaiam um bem portar-se com as coisas da mesma Natureza supracitada. Novos e importantes padrões têm sido colocados como paradigmas prementes da ciência nos tempos modernos. Isso diz respeito a como a humanidade vai se comportar nas próximas décadas, nos próximos anos: haja vista não termos – infelizmente – consentido muito com a razão como raiz da questão, e equações insondáveis e, no entanto, com soluções quase óbvias, nos colocam as chaves de um problema que aflige tanto a humanidade, que é o orgulho do Ego falso, de uma impressão que cresce, vitupera, claudica, destrói e esmorece... Exausto, pelas prerrogativas em que a História não dá as tréguas nesse jogo em negar a ciência e sua natural e segura continuidade. O valor científico não abre as margens do que não seja e, para certos incrédulos e agnósticos, pode ser considerado a referência importante e concreta para que não se caia em um obscurantismo que nos faça fenecer.

domingo, 10 de maio de 2020

TUDO QUE REMONTA UM PASSADO REESCREVE UM FUTURO, NO MAIOR ESPAÇO DO TEMPO, QUE SE CHAMA HISTÓRIA.

A VER, QUE NO CAMINHAR DE UMA SERPENTE LEVAMOS A DESVANTAGEM DE TERMOS QUE DESCOLAR A SUPERFÍCIE DE NOSSOS PÉS PARA ANDAR.

SÓ ACREDITA NA IMBECILIDADE AQUELE QUE NÃO SE DÁ A CHANCE PARA DEIXAR DE SER NÉSCIO.

SUBAM NOS OMBROS DE SEUS COLEGAS PARA VEREM QUE A LINHA DO HORIZONTE OS ACOMPANHA EM SEUS OLHARES, PARA COMPROVAR DECISIVAMENTE QUE A TERRA NÃO É PLANA.

UM HOMEM TEM O COMPANHEIRO/A QUE QUISER, SEJA BICHO, INSETO, OU SER HUMANO, OU MESMO A LUA, UMA COMPANHEIRA QUE O ACOMPANHARÁ EM OUTRAS VIDAS IGUALMENTE!

NÃO HÁ COMO DESTRUIR UM BOM ARTISTA, OU PARAR AS VEIAS DA FILOSOFIA, TODOS ESSES ATRIBUTOS SÃO ORIGINÁRIOS DO ESPÍRITO HUMANO QUE NÃO FALHA QUANDO A DIMENSÃO É SUFICIENTE PARA QUE NÃO SE ENSINE A RENITENTE INTOLERÂNCIA.

TODA A POSTAGEM É INOFENSIVA, SÓ QUEM OFENDE A SI MESMO ABRAÇA A CONTENDA CONTRA UMA VISÃO QUALQUER NA POSIÇÃO INTELECTUAL QUE NÃO DEMANDE ORDENS OU CONTRA ORDENS.

NÃO SE É NA ESTRADA DOS HOMENS QUE SE APRENDE TUDO, MAS NA ESTRADA DE TODOS!

PARA CONTEMPORIZARMO-NOS COM ALGUM INIMIGO QUE SE APRESENTE, TEMOS QUE ACREDITAR NA INOCÊNCIA DIPLOMÁTICA DE UM GRUMETE, OU DE UM SOLDADO.

SE ALGO VERDADEIRO SE NOS APRESENTA, NÃO É DIFÍCIL SABER, POIS O CONTEÚDO HUMANO PARA ESSA PROSPECÇÃO VALE MAIS DO QUE A CIÊNCIA MECÂNICA.

SE UM HOMEM VIVE COM ALGUMAS CERTEZAS DE ORDEM NÃO TÃO CORRIQUEIRA, DEIXEMO-LO VIVER DESSA FORMA, POIS AS DIFERENÇAS CONSTITUEM-SE MESMO NAS MAIS FECHADAS HIERARQUIAS!

NO ENTANTO, VERSA QUEM SABE QUE UMA FORMIGA POSSUI A FORÇA NÃO EQUIDISTANTE AO HOMEM E QUE, QUANDO NELAS TROPEÇAMOS COM ELA APRENDAMOS, ANTES QUE ACABEMOS POR DESTRUIR O FATO VERDADEIRO...

MEU DEUS, SE SE CONSENTIR A TRISTEZA


Sentir-se, assim, de uma quase certeza do desastre
De um crédulo escrutinar as crenças, da vida que não cerre
As pálpebras do dilúvio algo de um barroco tardio
Em suas cornija ocultas, nos pequenos anjos de catedral
Que permitiriam um sentimento divinal, quem sabe uma frente
Onde repousarmos a fronte de Cristo na mansarda inquieta
Que reduz uma casa a um presbitério inconsonante com a voz
Que mantemos como uma chama, um velcro inconsistente
Naquela mesma tristeza que não cala o pressentir do futuro!

Assim, tardiamente barroco, um destino depois de renascermos
No que verse a transposição de toda uma arte, um encontro
Que perfaz toda uma existência de se sentir, que sentimos o triste
Como algo que faz parte da encomenda de uma cruz que erguemos
A nós mesmos, e que o sofrimento cristão nada tem a ver
Com redondilhas de prosperidades vis, nada tem a ver
Com o perscrutar de versos que buscam apenas uma veracidade
Que recai no olhar do pior leitor, apaziguando uma camada de ódio
Que porventura a criatura sente por encontrar enumerada a Verdade!

Deus nosso, que nos conceda a tristeza, de nos sentirmos tristes
Por todos os que se vão, e perdoemos – obviamente a quem mereça –
Uma sentença que não suceda àqueles que se retraem como moluscos
Ao toque de uma pequena vértebra quando seu ponto equidista
De uma anódina geometria a relatar os ditames da história
Enquanto essa deusa enumera gráficos de quem vai e quem fica.

As barbas se nos crescem, esquecemos de retificá-las, como a um carro
Nos pistões imberbes, no frentista que nos enche de esperança
Quando nos permite fumar fora dos muros da empresa
E somente nos fazem pagar quando a água fora trocada…

Se sucedem as empresas libertárias, os vigilantes permanecem acordados
Em cada nicho de quarteirão, nas beiradas da cidade, em bairros de bênçãos
De um aço esquisito, do roncar de um motor, seja de duas rodas
A vermos que os úberes estão cheios de entregas com preços de baixas!

Naquelas questões, e se me perdoarem pelos interstícios da poesia
Saberemos melhor que escrever não é um ato profano, pois exibe a cada minuto
O continente de nossas virtudes, e quem se lê a si mesmo sabe do que se fala...

sábado, 9 de maio de 2020

LÊ-SE EM UMA REPORTAGEM O QUE SE VÊ DE REAL, APENAS POR VEZES,,,

VERIFICAR NÚMEROS DE ALGO TRÁGICO É COMO QUANTIFICAR OS ERROS DO MUNDO.

OS RECURSOS QUE TEMOS NAS MÃOS, SE NÃO TERMOS CUIDADO, ESCORREM DE NOSSOS DEDOS COMO EM UMA AMPULHETA.

A GRADUAÇÃO NA FACULDADE DA VIDA NÃO É UM SIMPLES EXERCÍCIO ACADÊMICO, MAS UMA LIÇÃO A SE CARREGAR PARA SEMPRE!

AS PROVAS REFUTÁVEIS


            Quem diria forjarem documentos com provas construídas em texto, em imagens e em filmes. Considere-se a questão dos textos inicialmente, com as simulações primárias em impressoras jato de tinta. Estas, com qualquer gota sobre a impressão borram, e nas impressoras à laser já não passam por isto, mas encarecem a impressão quando esta possui alguma área de impressão com cores. Obviamente, a clonagem de documentos é farta, e marcas sutis já não são tão de difícil acesso a quem queira falsificar um documento. Se não fora isso, há recursos em softwares como o Photoshop que já recriam áreas de imagens usando como referências outras imagens, como no recurso do carimbo, por exemplo. Se não fora isso, programas como o After Effects e Adobe Premier já fazem dos seus escritórios, em questão de pouco tempo, certas cenas de filmes forjadas com a habilidade de especialistas, de profissionais que fabricam a ilusão com a facilidade que o cinema tradicional de película nunca alcançou em toda a sua história no século passado! Isso tudo é fabricado como produção escusa de materiais, a serem divulgados no que tange o grande espaço “democrático” da rede mundial de computadores, a ser vistoriado full time onde não se tem sequer esse tempo necessário. Ademais, em níveis mais profundos temos a espionagem de nossos sistemas, e uma blindagem integrada – cada vez mais – impediria seus acessos, porquanto quando se especifica um recurso mais direcionado, mais em um foco fechado, se impede abusos dessas naturezas. Deve haver não uma abertura quase silenciosa sobre o assunto, permitindo acesso em dados sigilosos de nossos aparatos de segurança estratégica, como dados industriais ou outros, mas um certo fechamento a que os dados que devam permanecer seguros efetivamente permaneçam desse modo. O impressionante da questão é sabermos que a nação precisa sobreviver em meio a tantos os recursos externos, e seria necessária uma abordagem de filtros que nos reserve a consecução das veias que nos permitam irrigar os sistemas, sem que as “blindagens” sobrecarreguem o fluxo, daí vindo a importância de nossas defesas estratégicas, em termos de tecnologia.
          É importante citar que uma nacionalização, nem que seja como exemplo em um Estado laborativo, leva em conta que nem sempre nacionalizarmos algo seja sinônimo de fechamento ideológico, seja uma conta a ser paga na ONU, pela pressuposição que esta instituição nos deixa como próceres quando entregamos as nossas riquezas através de nossos direitos, pois não há a menor possibilidade de pensarmos que alguma coisa ou alguém tenha que esclarecer o já esclarecido, e esse esclarecimento é que se necessita no país que temos nos dias atuais.
         Se fecharmos conta com um tipo de virtude de pensamento, com ideias que surjam para construir algo nacionalmente, não incorreremos em distúrbios da ordem, mas justamente enriquecendo paulatina e rapidamente no mesmo tempo os recursos que devem ser destinados, sem os filtros licitatórios, em um tipo de ação que permita rapidamente a resolvermos questões estruturais em nosso estado e em nosso país, nas demandas em que uma posição de liderança tenha que deixar a outra sua outra posição, quando se fizer necessário o câmbio. Essa é a mais importante flexibilização que temos a oferecer, através de competências extremamente seletivas, e não será abordando apenas aos aspectos dirigentes de forças armadas que resolveremos as coisas, pois os civis ainda são mais apropriados para consentir que suas próprias competências são o aspecto mais auspicioso em uma relação a que o Poder constituído não necessite correr atrás de provas.

O CONTRADITÓRIO


            Meses recrudescem problemas, dias turvos os compõem, e sequer sabemos de onde somos, quem somos ou para onde queremos ir, como disse Gauguin. Não sabemos a respeito dos mistérios de nossa existência, o apanágio bíblico pode não estar tão presente, e o recado que se deixa para o mundo são as variantes das escrituras, para todos os povos que as seguem. Alá, Jeová, Krsna, Cristo, Buda, Confúcio, etc, são meios de se tornar crédulo a um Deus, a uma ideia, a um homem, a uma mulher, ou seja, a plataforma do carinho possa ser tão poderosa quanto a fé! Se crermos em uma gramínea como um poder criativo de um ser superior, se amamos alguém como um rebatimento onde preencher lacunas afetivas possa ser um bom caminho, se acreditamos que há nações mais justas socialmente, essas crenças podem permitir um rebatimento em como colocarmos nossas mãos nos ombros do bom senso, este nosso dileto amigo a quem não se recusa impressão ou conformidade. Mas, de qualquer maneira, não podemos crer na maldade como um caminho escritural, ou com motivação escusa. Como em uma guerra onde se comandamos algo, estaremos enviando muitas vezes tropas inteiras a sucumbir... Justamente porque o contraditório é saber que na maior parte das vezes, quem toma a inciativa desses conflitos é quem deseja ampliar seu poder geopolítico sobre populações vulneráveis, para obter cada vez mais riquezas dessas nações. Posto a desumanidade reza a uma contrariedade em relação ao desenvolvimento que deve ser maior quando se trata de direitos humanos internacionais.
            Praticar esse bom senso supracitado é condição inequívoca de bem portar-se, mesmo que uma grande parte da população queira insistir em algo baseada na ignorância como modalidade de fato. Essa ignorância, esse ignorar algo que não coaduna com um entendimento primário das coisas revela sempre um lado sombrio àqueles que possuem maiores luzes no entendimento do que é real e do que é ilusão. Resta dizermos que o modo da ignorância traz para perto uma loucura que por vezes se torna coletiva, que possui tentáculos que só são explicados pelo fato de verdadeiras insanidades explicam-se no pressuposto que essa gente que parte do não estruturante e tomam o poder nas sociedades, representam o contraditório naquilo que não se previu como a necessária e, no entanto, desperdiçada, tomada de consciência de muito do que se passa. Esse floreio, esse desabrochar de pétalas sinistras vem ao encontro de que só teremos uma felicidade quando nos conscientizarmos do que quem é o que. A reação ao que é definitivamente melhor para todos não suplanta a verdade que cresce como uma trepadeira, uma era, uma planta que ocupa todos os nichos, com o tempo e, mesmo que tentem cortá-la em um muro, estará em muitos outros, em se tratando de panorama global. A equalização dessa mesa concreta, de botões e gráficos, torna a mesma verdade sendo pertinente inclusive em órgãos que tornaram sólida a recusa de que a progressiva qualidade social se emancipasse em outros tempos, desde toda a história de uma nação como a nossa, essa Pátria de bandeira que precisa sofrer rápidos remendos, antes que se subtraia o verde de nossas esperanças...
            Não existe a menor possibilidade de que vá se consertando um sistema que já dá sinais de colapso, concretamente falando hoje em dia, onde sinaliza o tempo que este mesmo está depondo contra, como um incêndio bem vindo por uma corja em uma floresta que demanda o ódio dessa mesma população que vem das catervas, de grupos escusos, que insistem no mal, como conduta primeira naquilo por que são investidos, nesse imenso poder que contradiz a sua própria não existência, da sua não verdade, da sua plêiade afirmativa, e que na verdade parte do não ser, ou ser nada. Assegurarmos que o nada, aquilo que se baseia no modal da ignorância, apesar de ciclicamente fazer parte intrínseca de altas esferas, não sobrevive muito tempo. Temos esse tempo, mas sua relatividade relembra que por muito nesta e em outras nações tivemos a escravidão, em um processo histórico de como aprendemos que utilizam o braço humano como ferramenta, e que o mesmo processo histórico revela que não será neste mais avançado século, com as conquistas obtidas por muitas leis de progresso, que as coisas tenderão a piorar, pois as humanidades já foram muito cruéis e desumanas em sua infância, e agora a maturidade de uma consciência mais aflorada tenderá a desbancar os poderes que, em suas próprias contradições, fracassam ao céu aberto, ou em torno de seus gabinetes.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

SISTEMAS DIGITAIS


          Quem sabe as novas gerações conhecessem o processo do advento do computador pessoal em décadas passadas, e não tão distantes de suas realidades. Hoje olhamos para trás, e o que era uma coisa grande, uma caixa com uma boa ventoinha agora já se encerra em um display de dez centímetros, onde a nanotecnologia já fabrica componentes bem menores e com capacidade de processamento verdadeiramente revolucionários, em se tratando de tecnologia e seus avanços. Perdemos um pouco a noção precisa da transição entre o acesso que antes apenas os abastados cidadãos possuíam para ter uma boa máquina e a popularização do mesmo acesso para quem está sem muito poder de compra em nossos dias. Na verdade, hoje muitos sequer percebem o real alcance dessas máquinas em termos produtivos, e a indústria de automação ganha cada vez mais corpo nas sociedades do primeiro mundo, e naquelas emergentes que por vezes apenas raramente investem nessa modalidade produtiva.
          Quem diria podermos materializar um protótipo em nossa própria casa, enviar o projeto em softwares digitais de computação gráfica, idealizarmos uma maquete digital, experimentarmos uma simulação de um laboratório e modularmos o entretenimento com truques onde a ficção – em sua aparência perceptiva – se torna uma outra realidade, transformando a virtualidade como condição de uma face dessa indústria gigantesca. A dimensão a ser tratada faz com que a própria física dos objetos seja equacionada remotamente, em máquinas que se desenvolvem com atitude científica cabal, onde até mesmo o átomo se torne quase visual, ou onde o cálculo seja cada vez maior, em suas probabilidades. Os games assumem a forma de verdadeiras e ilimitadas fantasias, onde a simulação pode abraçar até mesmo uma lavoura de soja, sendo administrada remotamente com comandos nem tão complexos, haja vista essa ciência ter permitido à dimensão humana mecanismos de controle de onde quer que estejamos. Onde uma estação espacial em Marte possa sondar com o auxílio desses recursos.
          Tudo muda quase o suficiente, mas duas coisas ainda são inacessíveis: as galáxias, tal qual sejam, conforme tentar-se-ia verificar a vida em outros planetas, e a gigante dimensão ínfima da realidade atômica, mesmo que visualizemos empiricamente o formato das infinitesimais partículas da matéria.
           Qualquer sistema digital abraça a matéria tal qual seja, dentro das supostas e inevitáveis limitações, mas a facilitação de levarmos adiante o paradigma espiritual, de emanciparmos sua divulgação através dos meios que temos atualmente, faz com que espiritualizemos a própria matéria, e a velocidade de disponibilizar textos dessa ordem leva o conhecimento igualmente para todas as esferas, e esse é um lado extremamente positivo de pensarmos a tecnologia como algo extraordinário. No entanto, com a comunicação rapidamente processada nos tempos de hoje, a negação de estudos mais profundos e pacientes, torna-nos reféns de uma superficialidade, de um insight aparentemente permanente sobre tudo, tornando-nos suscetíveis a que formas de Poder se imiscuam naquilo que realmente seja bom a coisas que seguem ritmos destrutivos, desnudando a matéria cada vez mais rapidamente em torno da exploração sem medidas, ou seja, um lado que quer dominar cada vez mais, fazendo irromper a modalidade da ignorância em escalas sequer imaginadas antes… Se um símbolo de curtir é melhor do que nos debruçarmos em um parágrafo grandioso de uma boa literatura, acabamos por nos convencer que um número qualquer é melhor que um poeta.
          Talvez o que estejamos vivendo seja um momento de transição entre a existência de um grande e rápido farnel tecnológico e a sedimentação em nossas maneiras de ver o mundo. Parece que o tempo gira muito rápido, mas a Terra dispõe de sua própria rotação, e o dia ainda é o mesmo, assim como na noite descansamos o nosso corpo. Algumas pessoas – não poucas – acabam por não compreender corretamente os dias atuais, e seguem com um orgulho em demasia que resulta em ações contrárias a um progresso necessário e paulatino que temos em estabelecer a ordem que demandamos em nossos países. Se não usarmos de um tempo precioso para olharmos com mais cuidado o que realmente acontece no planeta, que este também pode fenecer qual a rosa segurada com dificuldades, não veremos a ótica crucial que apenas fará relembrar as humanidades que deixamos adormecidas em seus claustros. A hora é sempre de se contemplar, não requeiramos contendas desnecessárias, que caminhemos para uma era de maiores luzes, pois se não for assim descobriremos apanhando uma clara lição em nossos rostos por nós mesmos que uma face de desavisados constantes vêm a sedimentar clara e cabalmente os equívocos que fazem de um retorno à mesma justiça que condena o homem a pagar pelos seus atos.

terça-feira, 5 de maio de 2020

UM JOGO SEM TRÉGUAS


          Saímos de casa, um tanto de vezes, meio reticentes, em serviços essenciais, que o magote das gentes não sabe nem mesmo se o álcool lhe dá a guarida! Pensamos um pouco em uma ação, ação sem pensar igualmente, nas roupas que trocamos, em um paramédico contaminado e em uma falta de lideranças que urge conhecermos ao menos alguma.
           Boicotamos o tempo, boicotamos algumas nações, e o que se diz é que não temos o tempo, ou que esse depõe contra nós no triste episódio da virulência. Outros vírus participam, como o roto e o rasgado, ambos com paletós quase escovados e as suas gravatas de seda. E nos perguntamos: até quando não poderemos tocar quem amamos, ou se uma pretensa juventude está mais agigantada nas prerrogativas de estar incólume. A saúde, a higienização, os pressupostos da intocabilidade, os adendos em uma lei, uma outra que se atravessa, quase como um decreto: outorgado, equivocado, quase nulo… A crueza de todo o processo e, mais ainda, nas altercações de ordem política uma desordem institucional a passos quase céleres, no andamento da carestia de faculdades intelectivas, da não prospecção dos problemas que nos afetam, das decisões nulificadas na orla do bom senso. Como em um alvo de viés, da retaguarda, alavancam-se situações que elucidam os fatores, mas setorialmente vê-se que é na contraparte da linha de frente que encontramos os títeres que, envaidecidos, esquecem de lutar silenciosamente sem predominar o orgulho, este sempre ferramenta da ilusão. No que se quisesse de mudanças na estrutura, veríamos um panorama arguto ou simplesmente uma bandeira idealista fincada em cada município do país, o que já seria um bom começo: um principiar fremente, uma ordem correlata ao assunto da Pátria.
           Sentimos um evanescimento das questões que nos abraçam sem seus toques, um truque a cada esquina, um jogo que cansa quando pausamos em nossas casas e vemos surtirem efeitos as últimas notícias do dia que se seguiu até os costados da noite, oh sempiterna esperança! E o que vemos? Vemos superfícies, olhares por dentro das suas máscaras, vemos políticos fazendo troça das mortes inoculadas pela dramática situação pandêmica, vemos um mundo de ideias tecnológicas estar desabando, vemos o desemprego, a recessão e a crise. O jogo não descansa, e o que querem muitos é apenas um possível resultado nas urnas, talvez porque o Brasil ainda seja a parte maior da Amazônia, talvez por possuirmos riquezas que nem o vidente conhece! Ah, raro esse jogo, como um xadrez onde perdemos a rainha e possuímos ainda um mero peão que segue ao fim do tabuleiro, ameaçado por um rei em seu temor de mate. Haveremos de jogar – se o jogo não descansa – caminhando na hora de caminhar, usando a destreza atávica de um bom comportar-se, civilizadamente, não fazer troças de coisas sérias, e encontrando em qualquer máquina (aqui uma alocução sobre tecnologia de quem vos escreve) um paradigma e uma saudade inexistente de que o Brasil seria uma potência da metalmecânica. Obviamente, os EUA e a China, por que atravessam esse trágico acontecimento atual, não possuem total direito de ir e vir mas, vejam bem, de máquinas essas nações conhecem, e suas máquinas funcionam, desde um modesto Chery até um Land Rover, e isto está presente quando ombreamos em um tempo tentando desenvolver um Gurgel de fibra, ou uma brasília com motor da Volks. A capacitação técnica navega sobre lençóis de tutano, e quando há fomento para o setor industrial há tudo.
          Prosseguir na luta por um país melhor é encarar o jogo, é tentar se desenvolver ao máximo com todos os recursos à mão, é tentar fazer do país uma boa máquina, azeitando as oportunidades.

domingo, 3 de maio de 2020

ESTRELAS GIRANTES


Girantes no firmamento, na abóboda celeste, o mapa da navegação
Em se saber de algo da ciência ultramarina, e que alguma capitania
Reverbere pelos mares de sua permanência em quaisquer águas
A força que surge de uma ilha dos mares do sul, de Catarinas,
Do som sonante igualmente dos ribeiros que deságuam, da crisma
Não realizada nas capelas e seus capelães, que se traga o lote de fel
A ser transudado em óleo motriz, nos motores de centro distantes das proas.

Que girem as estrelas, que invistam em novos astrolábios, que os instrumentos
Possam ser adquiridos nos lotes dos balcões de grandes navegadores
E que uma embarcação de pesca pese menos do que a água onde se caminha
Com os pés escalavrados como os de um bom marujo, onde se torna inverno
Por vezes o proceder de outra semeadura que germina o pão do grumete!

Oh, encouraçados, ó totens dos desavisados, ó forma inconsútil de paz
Que renasce a cada dia em todos, os dias que enfrentamos renitentes
Uma outra dita, um verbo que não sabemos quando se enfrentaria
Mesmo quando o que se quer é enfunar velas para seguir adiante!

Nesse mote, nessa maravilhosa profusão de requerimentos infundados,
Com espécies de látegos em quem não possui muita fé em tempo melhor
É apenas um leve susto o que nos perpassa, posto não seria de enfrentar
Toda uma força em torno do nada, do que não se pressente ao menos
O que viria depois de séculos de nossa história, desde algo de Floriano
Ao Caxias que reverberam talvez como ícones, mas que se mantinha
Ainda um florão na lapela na ordem que hoje é traduzida por homens da Lei!

Essa legalidade que – por favor não estranhem por similitude – mas que abraça
Toda a posição de quem urge por ser déspota, quem sente temores de grassar
Em uma semântica de que não se requer ao menos uma tentativa concreta e cabal
De saber que a constituição dos poderes é o mesmo que a ossatura de um homem.

Não há alavanca que mova um braço sem seus músculos, tendões e ossos,
Nos estranhos modos em que em dado momento um ser se aperceba, seja o que for,
Que o seu tutano cerebral está comandando seus movimentos: percebe-se pensar-se
Que quando caminhamos, seja lá para onde formos, saberemos sempre para onde ir.

Na vida que não se encerra em pífios desatinos, haja a crença do crédulo ciente
De saber que não importará quem somos, mas que o barco não admite tudo
O que pensamos ser certo, e que, no entanto, depende sempre do pespontar da estrela!

sábado, 2 de maio de 2020

A MANIPULAÇÃO NO TEATRO DE MARIONETES


Sempre há a salvaguarda das linhas que nos manipulam o movimento
Assim com a marionete não fala e não se movimenta mesmo no ato
De um teatro vanguardista, e que nos mostrem quem esteja no Poder
Que não seja manipulado ou manipulador, haja vista a fama e a infâmia
Serem dados da mesma sentença, no que beiramos um caos retilíneo
Que, no entanto, nos leva ao mesmo caminho que beira a insanidade
De se estabelecer qualquer condição para se eternizar no poder do jogo…

O jogo é um círculo, um círculo mágico onde quem joga perfaz o sonho
De pensar que é partícipe quando ignora que das fontes mais sinceras:
Daqueles que não fazem desta vida apenas esse proceder, muitas vezes
Recrutados para engrossar as fileiras da ilusão, sem saber que serve
Apenas um lado da moeda, uma ignorância crassa que a posição concede
Sem se saber realmente qual é a referência, ou o que de verdade se assume
Na incontinência de pensar que está fazendo o bem, e que na verdade
Resulta em fontes duvidosas, em manipulação mais agigantada
Quando o que se vê em termos de gente é sempre o mesmo que nada faz!

Realoca-se uma sentença de números, a fama passa a ser sutil como na história
Onde muitas vezes sua narrativa depende de um contexto ou de uma versão
E que, encontrar a retidão da Verdade não é tão fácil em um país terceiro mundista.

Jamais deixamos de ser pobres, assim, do trabalho significar mais ainda
Do que no funesto jeito em que procederes quaisquer justifiquem
Erros maiores do que o que não foi feito de estrutural, de se pensar
A conjuntura, essa anciã formosa de chapéu largo e de leques curtos…

Não se requisita perceber mais do que o vulgar perceba, mas de percepções outras
É importante nos jactarmos, posto não será a partir do ignorar-se toda a literatura
De um modo burguês que só a burguesia teve a oportunidade de conhecer
E que nos meandros da cultura o trabalho em algum futuro de um lado qualquer
Possa entrar em contato, no mesmo ler-se de outras plagas, quando sentimos
Que mudar um mundo passa pelas letras e a consequente preservação dele.

Para ser uma liderança cabal e irrestrita, há que se levar em consideração
Que não será propriamente através de simples articulações que conseguimos
Ombrear com agências de inteligência muito cultas e informadas
Na consagração mesma de que mais do que uma linguagem é assaz importante,
Haja vista de que quando soletramos a palavra cultura, o que se vê em sua indústria
É a antiga veia de um ego que ultrapassa em muito qualquer autocrítica.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

SÃO TANTAS AS ILUSÕES QUE O QUE PASSA A SER REALIDADE É UM IMENSO MUNDO VIRTUAL.

UMA AMOSTRAGEM DO CORONA PODE SER MENOR DO QUE AS PARTÍCULAS DE AREIA POLUÍDAS EM UM CANTO DE UMA PRAIA.

UMA ÁRVORE É QUASE TÃO TOLERANTE QUANTO UM HOMEM SANTO, QUE NÃO SE PRETENDA VER TÃO CEDO, POIS ESTE É ASSAZ RARO.

QUEM DIRÁ O VENTO, A QUE OU QUEM SOPRE, NO ARCABOUÇO PURO DA NATUREZA, ESSA MAESTRINA QUE NO CONCEDE O SOM DOS VIOLINOS DOS MOSQUITOS.

NÃO SE MOVE UMA PERNA NO UNIVERSO SEM O CONSENTIMENTO DE KRSNA.

NÃO SE VÊ NA NATUREZA O MAIS LEVE NARIZ DE NOSSOS FOCINHOS, QUANDO RESFOLEGAMOS SOBRE QUESTÕES HUMANAS SEM SEQUER SABERMOS DE CERTAS SUPERIORIDADES DA CRIAÇÃO DE DEUS.

NA ATMOSFERA DAS NUVENS VEMOS FACES, TRANSIÇÕES, ROSTOS E PÁSSAROS, E PATOS MARINHOS E MIGRATÓRIOS.

RETO À FRENTE


           Não diria o mundo se caminhássemos sempre à frente. O que diria o mundo? Ao caminho das conquistas, quem sabe o progresso isso significasse, mas o recuo é uma arte muito importante em nossas jornadas… Recuamos a nos dizer a quem seremos, se somos os mesmos, se o passado foi importante, se o retorno possa ser tão progressista quanto! Não que sejamos retornadores eternos, isso é da ordem algo filosófica, mas que o espaço nos ensine a volta aos nossos lares, baseados em muitos quadrantes, algo reflexos: de monta, de nicho, de cobertores e livros. Sim, um bom livro pode ser nosso melhor companheiro, remontando décadas de histórias, por vezes séculos de filosofia, ou quem sabe uma mera companhia de uma poesia lunar. Nem sempre o caminho da retidão é o melhor, mas porventura em se tratando do caráter é muito bom. A retidão moral, uma disciplina que signifique uma liberdade, um pingo bem colocado em uma letra i, um ponto equidistante do bom senso, nada a ver com um conservadorismo hipócrita, mas a vanguarda mesma do vigilante caminho das luzes.
          Retornamos ao ostracismo de algo que não faça sentido, a zero escala, retornamos ao zero grau. Nesse grau, galgamos mais uma etapa, de se saber que o povo anda inquieto, e que manda o povo: o povo elege, galga, reconstrói e aumenta às possibilidades. Como em um caderno aumentamos os grifos, retocamos uma ideia, registramos um ensinamento, como se queira, um monólogo interno, falarmos conosco, termos uma proficiência de cuidar de nossos espíritos, de abrir caminho nas alocuções cruas, de travar contato com a urgência do que pareceria solidão, e apenas é um abrir de uma caixa seleta onde as joias se apresentam sem valor, mas lindas como a turmalina e a esmeralda. Obviamente, há uma onda de oportunidades que se revela nos idos de quem estuda, na noite como parceira solitária, na luz distante de uma estrela, ou no ressurgir da aurora nas gargalhadas distantes das gaivotas no céu. Esse farfalhar das propostas a que surjamos mais silentes e introspectivos remonta não a crudeza do trágico, nem às pantomimas da comédia, mas a uma austeridade que refaz-se da construção em uma personalidade que desponte consoante com uma retidão de caráter, um proceder honesto, uma agulha com sua linha!
         A posição de um homem e uma mulher quiçá dependa de uma tremenda e bárbara conscientização, de se rever todos os ensaios da orquestra, de se suar para transmutar a industriosa cultura, de se separarem se não fora correto o andamento da consciência citada, ao par, ao casal, que não haja erros na retidão dos princípios. Apenas se pode aprender com a reorganização em uma plataforma cabal na imensidão dos meios, mas em seu reducionismo necessário na abordagem de suas interpretações, de sua análise criteriosa e pertinente, de sabermos o que a massa considera e o que a mesma massa pode usufruir com mais qualidade e escolha, e opção indelével, no que entra um pouco o tradicionalismo: as letras mais antigas, uma retomada cultural histórica, uma vertente, enfim, da cultura e das artes, como antes se pensara, e como agora se há de apagar cacoetes do fácil e esmerilhar na mente o que é mais sólido, e que não flutua na nossa memória em flashies não retilíneos. Assim seria ver o que é demais na indústria cultural, e como esta sedimenta no plano nacional para a ocupação internacionalista, e aqui cabe um recuo para que procedamos a uma volta paulatina ao que se fez nos países subdesenvolvidos em termos de folhetinescas novelas, separando-se o joio do trigo, o que era mais indicado do que é agora cáustico e ensurdecedor em termos de conteúdo sem freios. Retomando: há que se reinterpretar cada linha de um ator, como se esse fosse abordado com os parênteses da facilidade extrema, no que se quer dizer apenas para se perpetuar o status quo. Que se pretenda uma ordem cultural modificada, não propriamente na imposição do caráter cultural, mas naquilo que se dite de um comportamento um pouco mais rebuscado na busca da vanguarda de nossas próprias atitudes perante a mesmice que versa o que se vê nas horas de folga...

quinta-feira, 30 de abril de 2020

QUANDO COMPREENDER A MATÉRIA


O silencioso nos surpreende a cada instante,
Qual Maya inquieta, qual o incandescente prosseguir
No adiante que não se conceba, no tanto de saber-se
O que está na verdade, ou o que é falsidade ideológica
A ponto de descrevermos um crime alardeado na intenção!

Qual jogo inóspito, o Poder tece as suas vertentes
E vira moda a palavra empoderar, como se as vitrines
Não revelassem apenas quem teima em ser popular
Nas figuras públicas que se alternam e altercam
Com as vicissitudes, naquilo de ordem que não houve
Além do merecimento do que não é e jamais será…

Nas ruas a população dá seus gritos de protestos
Quando não veste a máscara que pode levar à morte
Uma multidão de não usuários, como quem profana
Uma tumba de um sem nome qualquer, um que fora
Em uma estação de trem da demência coletiva
Que ainda pensa em transformações de sistemas
Mesmo sabendo que para cada atitude existiria um sonho.

Não, que se nos bastem as trágicas comédias humanas
Quando a poesia se torna nua como uma vitória de pedra
Dentro de um mar egeu, transtornado como uma relíquia
Que Eça de Queiroz trouxe da terra sagrada
Em uma epifania que remonte o grau da mentira
Nas teias de um agravo que só se vê no portar desumano.

Resta um no tabuleiro desse estranho e crítico jogo
Onde o homo ludens repete suas entranhas de fogo,
Onde o pôquer se torna a razão de todos os processos
Onde blefa aquele mais influente, e onde as filas
Remontam algo de se dizer do próprio direito
Em permanecer vivo e em conflito em um mundo sem amor.

Dialoga-se com as matérias, nessas estranhas e grudentas
Páginas tecidas com um descalabro otimamente colocado
Em posição ereta, como um grande mastro ao vento
E de velas algo abandonadas e rotas, mas que mesmo assim
Um barco veleja pelas artimanhas de um planeta nada sutil!

E sempre serão os dias como outros, nunca haverá nada
A não ser uma remota possibilidade de vermos o mundo
Na sua plêiade de diamantes de sangue a pipocar no vento
Como uma guerra genocida, como estabelecer lógica no caos
A ver que de pretendida honra uma companheira tece
A onda de se prevalecer sobre a riqueza aniquilando o seu.

Não há paráfrases mal construídas, há apenas o instinto
Quase reptílico de sobrevivência, nem que para tanto
Possa ser crença de que a Lei parta a proteger o crime
E o tanto dos criminosos possam estar praticando-a
Ao ponto quase crucial de não se ter ordem e progresso
Nem em uma mente vigorosa que sempre aprendeu o correto!

Há uma parecência quase de nexos tais, que um entubado ser
Possa partir de uma grande alma, que parte do mundo
Quando nem há de sua família pretender que seja devido
O respeito ao seu funeral, e perde-se na memória a cultura
De ao menos sabermos que quem parte não seja apenas
O criterioso modo das notícias mapearem os óbitos numerais.

Fenômenos no mínimo estranhos a questões mais diletas
Que surpreendam a falta de entendimento quando o fanático
Vira religião, e a seita vira bom senso, naquilo em que por vezes
O mesmo pão que rescende à preservação da vida não cria
Sequer as condições de que seja distribuído àqueles que não vivem.

E segue a carruagem dos enjeitados, dos sem partido, dos sem nada,
Daqueles que apenas trabalham e não requerem modus vivendi
Para urgir melhor significado do que apenas consentir a barbárie
Com os olhos rotos de desesperança, com as mãos inchadas do fel,
Com a virtude em frangalhos enquanto uma startup não sai do papel!

Veste-se um manto roto e negro a ignomínia, o proceder daqueles
Que apenas brincam sobre o relvado de uma pátria em xeque
Quando uma estação global promete mundos e fundos
Na silenciosa vertente que empareda a verdade e substitui fontes,
Em tentativas vãs de um fracasso onde a mesma Verdade fica oculta.

Reza o comportar-se que comportemo-nos, na medida em que sejamos
Algo que a liberdade acesse nossos meios mais internos do viés da crítica.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

DA LIBERDADE EM DIZER OU NÃO


Posto o sono que vem de plataformas da poesia
De um poetar condigno, transparente, de ponta,
Qual não seja do aquilo que não merecemos
Quando o poeta vacila e cai na região da ignorância…

Estranha metástase se ausculta em se reverberar o verbo
Quando o que dizemos pode vir em profusão
Das palavras perdidas, de uma intensa comunhão
Naquilo que não dizemos, ou a se dizer, pretendamos!

Se fora algo substancial da matéria, que seja mais
O reconhecimento de uma plataforma que não diste
Muito atualmente o reservatório dos prazeres
Quanto de sabermos que o ósculo das virtudes está!

Sejam às cinco da matina, sejam as horas da noite
E que não se despenque a poesia jamais, a estas horas
Em que houve um quase descanso do poeta
E não renitentemente esclareçam perdidas as bases.

Vá lá, que não se faça tanto, mas é do estudo diletante
Qual seja, do idioma universal é mais que um brilho,
Mais que tudo, no que verse que a dignidade de um pai
Mereça que aprenda com os reveses do filho sua própria vida!

E seguimos, corriqueiros, por vezes até mesmo no caminho
Que possui uma longa ida, sem recessos, sem barreiras
Que não sejam transpostas com os instrumentos de se dizer
A outros que ouvem e igualmente dizem: o sim, o não!

Se a proposição em se dizer caminha rumo a uma lógica fria
Teremos por pressuposto a terminante caminhada das palavras
Quando o que se quer é teimar que sejam os nossos ditos
Aquilo que se espera tenha-se volume qualquer no dizer…

E se o que falamos não se escuta, o simples verso aflora
Na bem querência de se aceitar qualquer opinião alheia
Como algo consuetudinário, qual uma lei do progresso
Em sabermos que nem tudo são flores neste nosso hemisfério.

Que tudo o que se houve por dizer, em nosso Brasil imenso
Reitera o que queremos de uma pátria consorte do progresso
De um tanto de Leis que já possuímos, haja vista
Um livro ter sido editado depois de hercúleo esforço em 88.

Século passado, isso a bem sabemos, e que não tanto que seja
Aquilo que desejáramos tanto – quem sabe – uma Constituição
Que fosse melhor ainda: mais justa, mais igualitária
Quando vemos um vivente não a conhecer corretamente.

Que saibamos o que dizer, mesmo nas entrelinhas do diálogo
Posto a função primeira da comunicação, bem entendida seja,
É estabelecer um contato com o diálogo, da liberdade em dizer
Quando nos aproximamos da retórica onde o falso falseia.

domingo, 26 de abril de 2020

UM DIÁLOGO NORTEADO POR TEMA NULO


            Quando começamos a dizer um fato qualquer, há que se notar que nossa fala por vezes não se apercebe das entrelinhas – supostamente dominadas por ciência da comunicação oralizada – onde as interpretações sejam validadas, um mero pressuposto da questão investigativa mais rotineira, porquanto quando a bagagem no léxico é maior, passa-se mais ao largo do que em uma simplificação que por vezes nos deixa atônitos. Quiçá pela previsibilidade, quiçá por estruturas gramaticais simples onde o fato passa a ser filtrado ingenuamente por aqueles que são com harpias nas faculdades interpretativas. Como uma crença onde – por supostos vernáculos de escrituras – se rescinde das tábuas da Lei. Tábuas com certa complexidade, mas escritas sob os albores de um ano do século XX, mais precisamente nos anos 80, em seu final. Não que se torne sempre complexo, mas a um olhar desatento não se atina esse olhar com a importância da construção jurídica, e a outro olhar, da Cidadania, torna-se mais fácil saber a referência do que é uma Constituição e, mais além, seus processos da Constituinte: as cartas lançadas no ar da sociedade, independente dos governos, independente de um capricho ou de uma idiossincrasia que não esteja nos conformes onde o sistema compõe seus quadriláteros lógicos e humanos…
          No entanto, dialoga-se com fartos recursos no mais de algumas vezes, onde circunscrever outros temas não significa não estarmos dizendo algo de importância, mas um nonsense, um nada predito na conformidade que atravessa a grande libertação de nossos entendimentos. Mas nem sempre é libertário o nonsense de sabermos onde colocamos nossos pés em caminhadas mais longas, onde a previsibilidade do retorno é maior. Esse retorno para nossos lares, que despontam quais costuras inomináveis dentro de um grande rio onde vemos muitas vezes os naufrágios desejados de aquáticas existências. Dê-se o pular de um peixe na água, remontando literalmente a quebra de correnteza, o nadar contrário, o movimento em busca da desova. Quando o ciclo se torna ímpar: sugestivo e coerente, qual lógica de Natureza que não possui o seu amplexo pleno. Essa mesma lógica que não podemos perceber em sua imensidão, posto a pequena dimensão perceptiva de nossos sentidos humanos, e uma capacidade restrita de elaboração de nosso cérebro: diminuta e sem possibilidades maiores de encontrar os veios de nossas perguntas ou respostas. Por mais que se construam teorias filosóficas, a questão é que, em relação à Natureza seremos apenas coadjuvantes ínfimos de seus mistérios quase insondáveis, mesmo naqueles que possuem maior capacidade perceptiva.
          Logicamente, o papel do ser humano em sua relativa consciência é cumprir o desígnio de preservar o quanto antes tudo que se relaciona ou pertence aos mananciais do mundo, de onde vem a fonte que nos alimentará através da paulatina conquista do desenvolvimento de nossa mente, fruto de nosso cérebro. A partir dessa premissa é que consideraremos que todas as pautas que temos por diálogo infrutífero se baseia na simples acepção de nosso orgulho, o que resulta em um ego que erra sempre e sempre, desviando-nos do caminho.



sexta-feira, 24 de abril de 2020

A SOMBRA NA PAREDE


Tira-se o impacto de Hiroshima e vê-se, projetada na parede
Ainda as partículas de um ser, que seja, alguém pulverizado
Por uma explosão que – pasmem – a humanidade soube criar!

Das reportagens antigas, daqueles jornais monocromáticos,
Daqueles sonhos de um país melhor, desde tempo imemorial
Seríamos fantoches da mesma sombra que não desgrudar-se-ia?

Não, não há o aspecto ventríloquo de uma mediunidade,
Não, não há a vereda de uma luminosa academia em sua ignorância
Que empata o amor, que verte a mesma sombra de uma guilhotina!

Resta saber-se o antípoda da tristeza, que não seja sombra, quase
Uma alegre face de falsas esperanças, quando o que se quer é cópula
Daqueles que na verdade não veem nisso nenhuma vantagem capital.

Certezas cruas, verdades falseadas, já fazem de nossa diagnose vertebral
Algo sistêmico mesmo de quaisquer sistemas, a ver que em uma axis
De panorama de um lado fica transtornada ao ver o cartesianismo…

A lógica do espaço tridimensional, a ver que um vértice vira uma aresta,
E esta uma face, compondo talvez no futuro a diagonalidade de um ângulo
Que reflita a geometria nascente e que muitos ignoram por nunca saberem.

Resta saber se a poesia repete o homem, ou a mão repete igualmente um
Que não possa ser dois, mas que reveste naquilo de tela a carne que falta
No banquete solitário em que o ser remete a uma beleza transgênera!

E tudo que alguém compreenda, as milhares de faces hedonistas, a conquista
Da crudeza em se trair sua própria sombra, o evanescimento de algo
Que a alguns pode parecer espiritual e a outros relembra apenas a carestia…

Que se remonte de critério quem já está montado em notícias, e que algo
De extrema destruição revele ao mundo que a realidade pesponta
A mesma colcha de retalhos que distribuía aos seus: três remendos, e voltava um.

Não somos fantoches da materialidade, somos um só corpo em um só espírito,
Somos a sombra da Virgem Santa, somos o Cristo em sua cruz, somos o peão
Que navega pelas sombras de seus sonhos, enfronhado com os seus tijolos…

O que se merece por compartir daquilo que nos frustra a princípio, não há de ter
Verdade alguma que não seja falseada com o nosso orgulho que empata
Até mesmo aquele copular-se tão trivial que se tem saudade de recomeçar o carinho.

Que sejamos maiores, do mundo que esperemos as faltas, seremos apenas a questão
De tempos outros onde um Poder dita que não vai haver piores dias, e a nossa Era
De Kali só relembra a poucos que teremos centenas de milhares de anos de restrições.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

A LUPA DA INVESTIGAÇÃO RUDIMENTAR, POR VEZES É A NOSSA ÚNICA OBTENÇÃO DAS EVIDÊNCIAS DESSE NOSSO MUNDO DE MATÉRIA, E É NESSA MATÉRIA QUE SE DIGNIFICA A PLANIFICAÇÃO DE UMA VIDA ERRÁTICA OU NÃO, ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO, SOB O BENEFÍCIO SAGRADO DA DÚVIDA!

NÃO TEMEIS POR AUSÊNCIA DE CARACTERES IMPOSTOS DA JUSTIÇA DOS HOMENS, POIS É NA JUSTIÇA DIVINA QUE A COISA REALMENTE OCORRE, ACONTECE E EXISTE, E PONTO!

MESMO QUE SE CAPTURE UMA CONSCIÊNCIA DE LUZ, É NA SOBRA QUE ELA PASSA ENTÃO A SE REFLETIR!

O ESPÍRITO NÃO PODE SER DOBRADO, QUEIMADO OU ANULADO, POSTO MESMO EM MEIO DO MAIOR SOFRIMENTO ELE EXISTE NO CORAÇÃO DO DEVOTO!

NAS VERTENTES INQUIETAS DE UM PODER QUALQUER, INDIVIDUAL OU COLETIVO, ESTARÁ SEMPRE A VOSSA PRESENÇA, ÓH KRSNA, O TODO ATRATIVO, O SEM COMEÇO, MEIO E FIM, A RAZÃO PRIMEIRA E ÚLTIMA, E AQUELAS MESMAS QUE NOSSOS SENTIDOS IMPERFEITOS NÃO PODEM COMPREENDER!!!

JAYA PRABHUPADA, TODAS AS GLÓRIAS AOS DEVOTOS REUNIDOS!!!

PERSCRUTAR UM DIZER QUALQUER


Haveriam palavras ditas sem um rancor que assombre um desaviso,
Haveriam chistes que não ensombreceram o quinhão visível das desditas
Mesmo quando não se perscruta a própria sombra do que não desejamos
No algo a mais de um sentimento de refluxo, de uma maré vazante!

Nos barcos que partem gigantes por solo repleto dos oceanos
Nos ares em que voam cegonhas de aço na disparidade de tenazes
Há um reflexo que soa como uma parte que não se reflete no entanto
E outro que não é sombra, mas algo em que se dispõe a fazer do nada o mesmo!

Diz-se de uma hipérbole a curva acentuada de talvez a referência histórica
Do que talvez não seja a musa de um poeta, posto quiçá este não possua
Mas que subentende sermos mais do que somos, quando engrandecemos
Por vezes o exílio provisório de nosso orgulho, aspecto sonante da neutralidade…

Dos tempos do que não é sem tempo, a se dizer que quando é melhor do que como
Nas vertentes impróprias de negarmos a contento a própria questão veloz do ocaso
No que se peça mais do que se pode, e se aufere a outra questão de um non sense
Quando se aufere justamente o proceder inquieto daquilo que não fere significados.

Ah, sim, e por que não a vida austera de um celibato, encerrado nas propostas mesmas
De se prosseguir qual um pássaro que não dita a norma e nem se precave tanto
Mas resulta na própria significância dos significados outros, na carne por vezes ausente
E que porventura seja uma vida quase vegetariana, sob os abcessos da felicidade!

Quem diria outras vidas fossem tão repletas da vida ela mesma que brota e que lembramos
Ser esta mesma a que vivemos, e talvez não tão distantes do que se urgiria contemplar
Nas esquinas de nossos afazeres, respeitando normas atuais, regras societárias
Que igualmente contemplam a tenacidade de uma razão que engrandeça nossa existência.

Que o Poder que nos investe Deus não seja apenas uma aurora de um pensamento inquieto,
Mas a vida em si que nos pede refreamos nossos sentimentos de uma oculta certeza
De que tudo seria melhor se não fosse o agora, e que a serpente do significado da floresta
Repita os movimentos mesmos da terra, agindo próxima e distante, na verdade de sua tez!

Todos os seres sem exceção participam do estranho enigma desse jogo insondável
Que remete a escrutinarmos versos e mais versos, do mais estrombólico ao mais sonante
Em realidades turvas nos cordéis que deixamos em varais do ressentimento, da recusa
De uma carência distante, posto nos parecermos mais humanos quando sabemos que perdemos...

quarta-feira, 22 de abril de 2020

UMA AÇÃO DE FORTES FRENTES


             Ver-se todo um destino apaziguador de uma frente gigante, onde por merecimentos os funcionários da saúde possam ficar em hotéis, o que se vê por vezes é uma cabeça de porco nas proximidades de um hospital de periferia, mas com a diferença que ao menos o cortiço vire um hotel de uma estrela, qual a insígnia correta de um soldado… Ah, não, que a crisálida acompanhe e lagarta, e que troquemos nossas roupas com a maestria de estarmos em um improviso quase cíclico e terminante das batalhas. A ação que permanece em linhas de frentes insopitáveis é justamente na razão que enobreça nossos sentidos, e que a parafernália médica da boa medicina – que é tudo – se junte aos esforços de se vencer em um país que pode voltar a ser exemplar, se autoridades sérias se deem ao luxo de apenas querer, através de atitudes de médio alcance e prazo, no que se estipula um pensamento que verta na busca de insumos cruciais a permanente busca dos serviços essenciais a toda a população. Jamais queiramos menos do que isso, e humildemente pensemos na aura existencial de um chefe qualquer de logística de sistemas o caudal que não deve morrer na organização da informação, e suas prerrogativas lógicas e sistêmicas, conforme abordadas acima. A equação, a se começar a resolvê-la deve permitir linhas de investigação e aspectos de organizações gigantes a problemática de insumos necessários a que os busquemos, e as iniciativas dos bancos particulares devem ser exemplares nesse contexto, até para moralmente buscar futuros clientes, nesse aspecto renovador e humanístico dos processos de entrega de parte de seus dividendos. Não se pede menos do que isso, e a iniciativa de gerar alternativas salutares para a população deve abraçar o acréscimo contínuo de aquisição dos equipamentos faltantes, nem que para isso assumamos um nacionalismo sem par, pois agora parece que cada país tem se reservado a seus próprios problemas, e uma nação como a nossa brasileira não deve fugir à regra, mas sempre emancipando alternativas de ajuda internacional.
           Tudo o que ocorre em circunstâncias algo complexas quando o fator tempo é mais urgente segura nas mãos de nossas inteligências mais ocultas os desafios que se apresentam para um país como o nosso: tão grandioso por seu povo, tão grandioso pela Pátria que se revela nessas horas. É a hora de sabermos que somos capazes, com a nossa tecnologia, obviamente abraçada com outras nações, em nossos aprenderes, em nossas soluções tão prementes, em modalidades de ações que vibram mais do que a aplicação pura e simples do conhecimento. Devemos crer que sairemos dessa fadiga material e espiritual mais fortalecidos, e que o Brasil é uma pátria soberana, que verte na crença de nossas atitudes da ciência igualmente o aspecto de que não necessariamente enfrentaremos o final dos tempos, pois os seres que aqui vivem podem permanecer mais tempo do que os humanos, haja vista a barata já viver na época dos dinossauros há milhões de anos. Seguiremos a libertação contínua e progressiva daquelas almas que urgem por esperança, posto não ser através de uma filtragem existencial que viveremos as auras de uma pestilência residual que assolou os solos do planeta, na história de nossos tempos sobre aquele.
           Viver em um sonho crédulo de infantis remanescências, não crescer com a crença e a fé em um Espírito Maior é não creditar fé em nossas iniciativas, e acreditar que perderemos a corrida da ciência médica contra um vírus de uma gripe mais grave é retroagir no mesmo tempo que temos a favor do bom senso e de uma restauração de uma ordem constitucional e renitente a que nos seja dada a normalidade, repetindo, sempre na sensatez de quem é autorizado para agir, seja quem for!