terça-feira, 1 de dezembro de 2020
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
O VIÉS DA CONDIÇÃO HUMANA
Que se prediga uma solução, um verso apenas
A se caminhar por caminhos tortos, escusos,
Distintos do normal, a ver que em certos lugares
O viés da condição humana deixa a desejar!
Torna-se contenda ideológica, torna-se um furor
De missões pre apocalípticas, a veia entornada
A favor de um horror a que damas famigeradas
Treinam uma luta que não é e nem jamais será delas…
Por que teimem em encerrar a contenda supracitada
Em anéis de outrora cinzas no existir, e que as cores
Do mundo salientem outra forma dos quereres
Quando aparecem com a cor vívida da libertação!
Se aparecem sorrisos sardônicos, se um mísero
Curso de uma escola faz o bulling se tornar
Algum truque de falsa magia, as feiticeiras
De ocasião devem saber que nem tudo é tecnologia…
Se espiam por através do limbo em que residem,
Se a questão não está presente em tudo o que é tocado,
Se um homem não quer que lhe toquem por já amar
Na sua suficiência de propósitos, que lhe deixem a remissão.
Mas, se a luxúria verte aos borbotões de algo amorfo
Porquanto feras em torno do mel, um homem
Pode garantir a si mesmo um crocitar qualquer
De um corvo que lhe diga: Nunca Mais!
E se, mesmo assim, possamos perceber a aurora
Depois de uma noite quase prolongada à deriva
Quando os barcos saem silenciosos na madrugada
Há que sentir o vento tépido nas flores de seu íntimo…
sábado, 28 de novembro de 2020
UM DIÁLOGO COM A MATÉRIA
Não que seja uma matéria
acadêmica, mas que seja o palpável, o sólido: metal, papel,
plástico, madeira, ar, calor, etc… No que não conformemos o corpo
de um ser, pois a vida não é matéria, senão espírito.
Tergiversemos
sobre aquilo que vemos, os produtos das fábricas, o labor que gera
serviços que, tão logo são executados transformam-se em uma peça
de motor, em um mastro, em uma garrafa, ou qualquer coisa inorgânica,
posto quando colhemos o trigo lidamos com uma entidade viva, que é a
planta, e que merece um respeito agigantado, assim como um operário
merece um respeito igualmente agigantado quando fornece sua força de
trabalho a se gerar um bem, seja ele de consumo ou de insumo. Assim
como se produz uma semente, a competência em se lidar com as coisas
merece total atenção, pago e reconhecimento. Uma palavra como:
objeto, pode significar muitas coisas, mas a objetificação humana é
recorrente quando tratamos de criar um sistema de inteligência e
viramos meros instrumentos da AI (artificial intelligence). Como se a
máquina rodasse sozinha, tomasse decisões e quiçá um dia parta
para a criação de seus próprios módulos e instâncias
computacionais. Ainda
estamos longe dessa utopia tecnológica e jamais uma máquina terá a
vida de um ser qualquer, posto para se fazer um desenho necessitamos
da mão humana. E
a não ferramenta pode ser o princípio da ingerência humana, mesmo
sabendo-se que a ferramenta tem nos acompanhado por milênios, e o
princípio da terracota apenas com a mão mostra os seus poderes,
assim como um bom arqueiro sabe mais da ciência militar do
que aquele que aperta o botão e lança uma hecatombe de seu avião…
Parece-nos que quanto mais nos aproximamos do fogo mais nos tornamos
poderosos. Fiamo-nos no exemplo de nações que guerreavam com a
habilidade marcial de seus guerreiros, pois essa historinha de drones
é de fato a guerra mais covarde que se tem na história.
A
respeito do ser material quando usa de si em mãos humanas, como se
tivesse uma vida, tudo isso diz respeito ao próprio instrumento que
não funciona sem a nossa ingerência. Sistemas mais complexos vão
surgir com o tempo, e esperemos que não tenham muitos bugs,
posto seu exemplar funcionamento só faz surgir a dúvida nas
mentes mais fracas, expostas às indústrias culturais. As
performances imaginativas requerem muitas demandas em suas fantasias
e na grande ilusão de se achar treinado por games, ou simulações,
no diálogo sem precedentes com os meios digitais. É essa
performance que nos traz avanços na motricidade, mas isola as
pessoas em grupos
eletrônicos, passando a derivar o contato humano e, justamente em
tempos de pandemia, paradoxalmente as gentes se encontram
desesperadamente em favor de um contato ou diversos, sem tomarem as
precauções necessárias. Com isso caminha toda uma corrente
alienadora de drogas e álcool, como a saída de prescrição a cada
um e dentro de uma coletividade sem responsabilidades.
Por essa questão a volatilidade da matéria se mostra inerente a uma
quase cegueira que muitos possuem sobre o nosso planeta tão
destruído e em vias de ser solapado cada vez mais. Desse modo um
caminho razoável é tentar ao máximo encontrar caminhos espirituais
que busquem ensinar aos devotos a proteção à Natureza como um todo
e a vida como fiel da medalha em si e de per si!
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
OCEANO CAUSAL
Uma coluna se ergue imponente, feita de água, de
sal e de mercúrio,
Sendo este último amigo de Poseidon, no que
tanto fosse a mescla
Salutar do que era greco-romano, seus
deuses, sua mitologia…
Mas a coluna de água segue como
uma fera, em que as nuvens
Se antecipam para contar aos versos
de um vate, que não se tema
Uma falta de um oceano, posto na
mitologia a causa não vem antes!
A magnífica estatuária
da civilização grega suplanta os imitares,
Revela Samotrácia
no berço da civilização, em que o pensamento
Era a revelação
de um mito, onde nem mesmo o fato entrava em crédito.
Mas
quando a poesia entra como um petardo dentro dos Vedas
Tudo se
torna silenciosamente verdadeiro, porquanto o Deus trino
Se
remonta no mesmo Pai, no mesmo Filho e no mesmo Espírito Santo.
O
espírito sagrado se revela no Paramatma, o Pai em Krsna, e o
filho
Em Brahma, a primeira criatura do Universo Material, com
tal mensuração
De seus dias e anos que são praticamente
incalculáveis em uma pequena fração!
Assim como no
catolicismo temos a universalidade de nossas respostas,
A crença
serena e sólida igualmente, vindo daí o pressuposto de estudo
sério
Do que seja seriamente – repito – o apostolado romano
e libertador da fé.
Essa assertiva algo excêntrica
revela que a poesia possa falar da fé com esmero,
De uma fé
gigante, alicerçada na promessa do Paraíso, não importando
tanto
Se este assume Deus onisciente e onipresente no Todo, como
em cada uma parte…
Se um ser humano parte a glorificar a
estatuária grega, ou mesmo a literatura da vez,
Parte a
glorificar o engenho humano, assim como a literatura de Dante
Alighieri
Ou mesmo o retrato das artimanhas da cavalaria andante
de Cervantes e seu Quixote!
Essa beleza que perfaz todo o
conhecimento das civilizações e seus processos
Denota a
própria frase de esperança com muitas letras em muitos casos
Quando
de dentro para fora nos brota essa mesma e infinita esperança
causal.
A partir do instante de um átimo de certeza,
juntemo-nos nessa fagulha eterna
E pensemos que todo o esforço
direcionado à Verdade nos talhe em nossa escultura
As vivendas
do trabalho onde a causa seja tão ou mais infinita do que o encontro
com o mar...
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
O ANDAMENTO DA RELIGIÃO
Do latim recebemos uma lição na
palavra religare,
que significa atar, unir, ligar: algo de nos aproximarmos com uma
abstração, que seja, na mesma vertente que ata-nos a Deus, este
ente dogmático que pertence a uma necessidade atávica de muitos e
muitos milhões de seres humanos. Disso a que pretendamos ser mais
unos com o Supremo Senhor, seja de qual religião formos, pretende
nos ensinar que estarmos conectados com uma entidade superior é algo
pertinente a muitos povos em nossas histórias da civilização. As
austeridades a que somos eleitos por destino e fato nos levam a
cumprir uma etapa
de penitência que temos que levar adiante como missão a termos de
que sejamos parte de uma existência que nem sempre é perfeita,
aliás, longe disso no mais das vezes! Sempre é bom afirmar que uma
vida mais casta tem suas vantagens quando vemos que seus opostos
recrudescem a luxúria e sua irmã, a ira. Não que tenhamos que
fazer obrigatoriamente qualquer voto, mas apenas reiterar que a vida
de um brahmachari
é
deveras importante, a vida de um estudante celibatário, sempre que
for possível fazer esse – aí sim – voto de pureza de espírito,
de se resguardar para um dia, se for o caso, manter intercurso e
procriar novas almas. O nosso mundo hoje se perde nos
seus valores, teima em ressentimentos gratuitos, em contendas sobre a
matéria, na tristeza de se obter muito pouco ou na felicidade
ilusória das riquezas e dos luxos… Como
uma Roma desfeita em seus modos de decadência acompanhamos
equívocos, a que o senhor Jesus Cristo nos desse os prumos na
situação grave que vivemos na atualidade. O próprio pensamento
Dele nos faz atenuar nossos sofrimentos, mas não usemos seu
sofrimento na cruz para nos redimir tanto, pois Ele nos disse que o
sofrimento é algo que eleva, e não as bênçãos materiais, pois
estas não fazem parte de um fator religioso quando vivemos mais na
matéria e menos no Espírito.
A austeridade nos leva mais
adiante: o corpo necessita do conforto do alimento, das coisas
essenciais, para manter-se uno com a alma, nada mais do que isso. Se
levamos uma vida simples e o pensamento elevado, isso revela uma
máxima que Srila Prabhupada nos legou aqui no mundo Ocidental,
quando de sua missão de trazer o conhecimento mais confidencial ao
nosso continente Americano, e espalhar essa consciência para todos
os cantos do planeta Terra. Devemos
rever nossos conceitos sobre o que é prosperidade material e aquela
espiritual. Um asceta despojado de riquezas e que prega a religião
ou aquele que é soberbamente rico e se vale do Poder material para
influenciar devotos que possuem uma inocência particular e depois
viram a cara ao próximo porque não tem o preparo e a penitência
que voga em uma vida ascética. A verdadeira religião não é um
caminho muito fácil, pois por vezes somos religiosos em nossa
pretensão e dormimos com a mulher de outro, ou enriquecemos
tolamente crendo que isso é uma bênção espiritual e no entanto a
alma necessita de saber que por vezes Krsna nos tira tudo para nos
provar, para que provemos a nós mesmos que a dificuldade diuturna em
nossas vidas serve para testar a nossa Fé.
Resta
que saibamos que a fé baseada na opulência material é fé no modo
da ignorância, como está prescrito nos Shastras, ou textos da
sabedoria védica, de onde os ensinamentos do mundo religioso se
mantém à disposição, o modal de ser religioso ao menos no modo da
bondade, de onde se inicia o processo da rendição de uma alma
condicionada, ou seja, de quase todos nós, pois a verdadeira
religião não é numérica, mas qualitativa... É onde a essência
religiosa não é a riqueza, mas servir a Deus em devoção
imaculada, em Bhakti, ou serviço transcendental e amoroso a Deus.
Apenas isso, pois esse é o caminho certeiro e pontual para a
liberação e o retorno ao Supremo!
quarta-feira, 25 de novembro de 2020
SUFRÁGIO UNIVERSAL
Tantas
as contendas, sempre nos parece esse começo, infelizmente
Quando,
por uma acaso do destino pensamos ser maior
Um ato dodecassílabo
do que um peão que se nos atravesse
Maior do que todos os
bloqueios que sofrerá nossa Nação.
A sanha gestual dos
dedos em riste, dos vocábulos do preconceito,
Das gentes que
querem o poder sem limites, dos véus sem razão
Que encobrem um
mundo de motivos, sem necessariamente
Estarem de acordo com a
ação em si, e, de si mesma,
Que se prossegue no andamento de
um amálgama circunscrito!
A virtude disfarçada sob
verdades relativas, a ética do opressor,
A moral da covardia
dos eternos vencedores por força,
E não pelo método da
resiliência de apenas podermos contestar
Os caminhos
inconstantes de outra razão, que seja, a de sermos
Um andar
mais alto do que todos os que se rogam passadistas…
Haveremos
de ver a consubstanciação da reparação de louças
Que se
quebraram no processo intransigente de separação
Do que não
houvera antes e que jamais haverá em um todo
Em que milhares de
viventes enfrentam seus últimos dias
Sem ter um ombro amigo que
não seja da autoridade médica.
No juramento que se faz
naquele que passa a ser doutor
De uma medicina algo silenciosa,
posto não sabermos
Como se dá realmente o trabalho na linha de
frente
Ou nos nossos flancos, na nossa retaguarda
Em que os
males mentais nos sobrecarregam deveras!
Mas eis que o
sufrágio sabe de todas as histórias,
Mescla entendimento com a
sapiência das escolhas
Que não se diga, posto ser universal o
mesmo sufrágio
Haveremos de pensar melhores dias com a antiga
voz
Que nos subentende, nos eleva e nos alicerça…
Esse
mesmo voto de União e de Esperança de se tenha
Melhores dias,
vem ao encontro de ruas e campônios
Que almejam verem seus
pequenos comércios e indústrias
Navegando por um bom sortir de
mantimentos
E tudo o que demais se demanda por um ótimo
juízo!
E que essa monta de raízes do bom senso sejam o
nosso prumo,
Que almejemos a nossa carta do entendimento cabal
das partes,
Que o Direito também seja o Estado que nos dê o
suporte
Onde vemos que a Justiça não tenha que cegar os pesos
da balança
Pois é onde aprendemos quanto se faz com um mínimo
de coerência.
Na vida que nos leve a outras plataformas
não importa se somos clero,
Se a denominação ofensiva seja
maior do que às respostas do ofendido,
Posto demarcar fronteira
a partir de uma crítica contumaz
Só evanesce a sombra do que
temos sido, ao não fazermos o mea-culpa
Quando inquiridos sobre
o que resta-nos na intencionalidade de fato!
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
AS QUADRAS DO RESSENTIMENTO E DA PAZ
Tantos são os óbices que nos deixam arrevesados
Que, na pretensa vida em que nos dividimos tanto
Não percebemos os atos altruístas que almejam a paz…
Se tanto não fosse, escolheríamos um origami clássico
Para que representássemos uma terra plana em 3D.
No que não seja, que seja, encontrar uma reminiscência
Onde o perdão fizera sua escola, e onde uma Samaria
Permanecesse no mesmo perdão cristão, onde vogasse
Uma terra melhor entre patrícios conformes e religiosos.
Tanto não fora, navegar até as Índias e permanecer
Aprendendo uma filosofia ancestral, até que nos retirassem
Por estarmos aprendendo demais sobre a alma individual…
Tantos são os textos védicos, tanto é o conhecimento
Transcendental que qualquer deslize pode ser consertado
Na volta à consciência de algo maior e mais nutrido de certeza.
Uma página que seja do Gita supõe estarmos conectados
Com a Verdade Suprema no que – saibamos –
Seja uma parcela da cultura onde não há saturações.
No que vistamos a roupa indefectível, no que saiamos
Para nos permitir a consciência de toda uma população
Que urge por encontrar a Verdade, tal qual seja: veraz!
Quando relembramos a nossa infância aos prados,
Quando sabemos de nossos passeios nas ruas
Saibamos igualmente que Krishna também esteve
Por dentro de seus caminhos até a eternidade
Onde a maravilha tende a mostrar sua terna beleza
Nas esferas do que temos a consentir
Tamanha nobreza de caráter, uma alma pura
Que transcende ao menor gesto inquieto
Para ver depois o recrudescer de certa gente
Que acaba por não aceitar a evidência nua
Em que todos os que participam da vida
Possam a ela render as flores despejadas do céu!
domingo, 22 de novembro de 2020
QUESTÃO DE TATO
Se tato nos fora de sabermos escolhermo-nos para
uma saudável tarefa – quem
dera – estaríamos em uma escala vertiginosa sem tanta lucidez, mas
apontados para o bom senso. No entanto, não é fácil descobrir uma
boa tarefa: talvez o voluntariado, ou qualquer coisa de entrega de si
mesmo, uma função qualquer na sociedade que nos redima bons tempos
de solidariedade, de conformação com uma intenção redobrada de se
praticar o bem. Mas
tantas são as ingerências do mal que temos que ser enérgicos, ao
lado da legalidade, e nunca nos permitirmos dela sair para um perfeito
funcionamento do sistema em que vivemos, ou, quem sabe, dos diversos
sistemas que fazem funcionar o escopo da sociedade. Nesse grande ente
da tapeçaria universal vemos boas superfícies, quadráticas ou não,
ao vivenciarmos bons caminhos onde podemos pousar nossos pés em uma
questão de sentir, com o mesmo tato de acima a base de nossos
ancestrais, sejam eles homens ou dinossauros! Sói
em conformidade com as gentes as mais diversas termos um panorama onde
todos os seres que já estiveram por aqui deixem os seus legados,
como em Galápagos e sua Evolução, como na evolução espiritual de
cada um, mesmo que termos por assumir, no planeta, diversas
modalidades da existência.
Seria dizer muito que dentre as
estrelas no universo da matéria o planeta Terra é sempre tão
maravilhoso quanto alguns dos lugares mais lindos que essa esfera nos
oferece? Qual, seriam talvez regras de um jogo onde por um lado há
as forças construtivas, e por outro uma única, de destruição,
posto não ter de assumir quaisquer complexidades esta, já que para
destruir basta acender um fósforo, e para construir, por vezes
dependemos de séculos de resiliência e Unidade, justamente, com as
Forças pertencidas. É
por essa via que temos que saber por onde trilhar, e que saibamos que
as veredas da virtude são mais extensas, dependem
de nossas penitências e sacrifícios, e nem sempre nos levam à
vitória... Mas escrevem para as gerações subsequentes a história
de cada qual que poderia não ter sido um herói em sua época, mas
enfeixa os quadrantes do justo à sua colocação como peça chave
das mudanças. Estas
se fazem necessárias em nossos tempos tão avassaladoramente
equivocados pelas diversas formas de poder em que abraçamos a vida
de cada qual: a cada participante do processo. Isso
deve nos levar a crer que todas as criaturas de bem estão do lado
dos homens e mulheres de bem, em que uma simples formiga tem seu
quinhão em preservação necessária, posto ser uma alma como
qualquer um de nós, fazendo coisas tão impressionantes como
carregar algo mais pesado do que seu próprio corpo durante metros de
terreno acidentado, mostrando nessa face algo superior à nossa
própria capacidade de trabalho…
Essa Jurisprudência da
Natureza nos faz ver um pouco mais além. Além da nossa arrogância
de pensar que somos sequer donos do planeta, se não o somos sequer
de nosso corpo, posto este fuja ao controle de nossa consciência, no
mais. Mesmo
porque, de um prisma sob observação atenta, se nada for alterado em
nosso mau comportamento, certamente assinaremos nosso obituário como
espécie antes de que – em Marte – possamos viver mais
confortavelmente! Se estamos pensando em como viver ou morrer em
outro planeta, brincamos com nossos artefatos tecnológicos, que vão
desde a pólvora ao plutônio, gigantescamente superior àquela.
Distração, falta de nos concentrar? Foco, gente, apenas isto pois,
quando falarmos devemos pensar antes, mesmo que de uma feita um pouco
mais de talento nos faça falar propriamente sobre o mundo, sobre os
seres, sobre a terra, sobre os oceanos, cordilheiras e rios… Esse
ato contínuo necessita de treino: por demais...
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
O PROCESSO DO CONTRADITÓRIO
Algo
de se dizer do quase tanto de compreendermos
Que um processo se
antepõe às gentes
Quando na verdade continuamos a
desejar
Melhores vidas a todos, e a isso a continuidade
De
panoramas alternos e de certo modo consonantes
Naquilo que
esperamos seja o espelho da civilização…
No que se dê
de plataformas cabíveis,
No que se dê de outros retornos,
Ao
que se espera se torne meritório
O esperar das gentes, a
esperança vital
Que nos cabe em uma retórica extremamente
lógica
A que nos pretendamos urgir pela consecução quase
ática.
Perseveremos nos caudais da semântica
indiscreta
Quando nos perfazemos na virtude dos umbrais
A
seguir por portas de convenientes destinos
Naquilo que pensemos
ser melhor aos povos!
Não,
que não saibamos o de tudo, o que se faz:
Na esteira das
vaidades se faz o tudo do mundo
Em uma verdade paralela a sua
consumpção
De derradeiras florestas que residem em nossos
crânios.
Tudo o que se faz, seja duro ou seja
longo,
Inventa formas de dentro de uma esteira
Que passa em
formas emblemáticas de faces
Ao direito que possuímos de ao
menos ver suas formas…
Ao que dite um passado
imperfeito, dizemos algo
Que traduza um presente indicativo de
um pretérito
Se isso fosse possível na transliteração de uma
forma
Em que o verbo realmente existisse de modo a explicar!
O
saliente causal de uma proposta alimentar dos povos
Cai na
vertente de uma ausência em que o catador
Torna-se peça chave
de nossas sociedades
No desplante que enuncia novas modalidades
do sobreviver.
E se, a troco de fazermos algo que não
seja extremamente belo
Encontrarmos uma paráfrase no meio do
caminho estreito de vereda dura
Verteremos no mesmo caminho um
óbulo de recomendações
Ao
mesmo caminhante que nos encontre no recheio de nossa razão.
E,
a prosseguir adiantados no tempo, teremos em um entregador de UBER
A
consonância com um andamento algo sutil de outras esperanças
Que
melhorem – a grosso modo – o partir algo sereno
Das vidas
que se encerram no novo e colegial comércio das gentes!
No
que pensemos ser algo indiscreto, uma nudez algo pronunciada,
Em
tentativas vãs de almejar poderes, em manobras de
cupidez,
Reiteremos que novas maneiras de tratar certos
problemas
Refletem aquilo que desejamos para um emblema de nosso
espaço!
E se, por ventura não desconhecermos nossas
faces a um ponto
Em que não saibamos mais o que é o certo e o
que é o errado
Perderemos a noção trigueira de toda uma
população que – em mescla –
Saiba nos dizer o que não
precisa ser dito, posto apenas igualdade…
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
QUE SE QUEIRA TUDO OU MAIS UM POUCO
Não há de temermos uma
reprimenda sem consistência pelas frentes de nosso proceder, pois o
que navega por ante mão na plataforma de nosso mundo recoloca
posições como em uma hierarquia necessariamente ampla... De tal modo
que se cogite ao menos a contestação saudável! Tudo na vida passa
por um diálogo, por vezes entre alguns homens e mulheres, por vezes
em um tipo de totalidade mais necessária… Esse encontro sagrado
das palavras rege no mundo um homem como o Papa Francisco, este que
deve ser respeitado do princípio aos entremeios, posto razão
primeira de uma religião importante e vultosa como a religião
Católica. Este que vos fala crê em um Deus Uno, não temido posto
ser um Deus da Justiça, o mesmo de Todos, mesmo que estes se
apresentem baseados em uma ortodoxia intolerante. Mesmo que certo
deus de crenças estranhas se pronuncie na voz de uma ignorância
ilimitada. Pode-se e deve-se tolerar a ignorância, pois esta é
apenas mais uma modalidade da existência material, como a paixão e
a bondade, obviamente nos seus respectivos acertos e erros, sendo a
ignorância uma realidade em que grande parte da humanidade vive e
possui a sua gana de poder e de sucesso sobre outras modalidades. É aí onde a mescla entre a paixão e a bondade se dá igualmente com a
ignorância, principalmente quando vivenciamos um planeta transitório
como é a Terra. A devoção imaculada de um devoto faz com que se
transcenda esses modos da Natureza Material, e é nesse ponto que
devemos prestar um serviço em Bhakti-Yoga, o serviço espiritual e
imaculado a Deus. Disso pode advir dificuldades um tanto grandes, mas
a partir do princípio de estarmos nos relacionando com o Ser Supremo
a felicidade baseada na fé nos traz a satisfação de estarmos pela
vereda mais certa, de estarmos em posição mais alta com o
Altíssimo, o Senhor Krishna. Nada se move no mundo sem a Sua
aprovação, nem uma haste de grama, como tudo o que vemos, sentimos
e vivemos são como pérolas ensartadas em um cordão.
Assim
como termos a certeza do processo da matéria, seus motores, suas
peças, seu trabalho, quando mesclamos as injunções da matéria com
a vida espiritual estaremos santificando nossos atos através de uma
regra importante: na vida em renúncia e desapego, questões
importantes para termos uma vida simples com um pensamento elevado,
conforme uma literatura de Prabhupada, o grande Mestre Espiritual
Vaishnava do ocidente. Com a sua formação de religioso impecável
na Índia, estritamente devocional e rigorosamente ascética. Em
outros locais temos exemplo disso, de pessoas que renunciam ao
conforto para se dedicarem ao mundo religioso, no que versa que este
seja um mundo mais real, posto aqueles que se dedicam do mesmo modo
com restrições severas sempre estarão investindo na bem
aventurança espiritual... Esta que atravessa a vida desses grandes devotos
com a proprietária forma de se portar no exemplo e na vida mais
casta. Inimigos como a luxúria que levam à ira devem ser evitados ao
máximo, enquanto se queira enunciar para si mesmo os princípios da
boa religião. Mas não salientar as riquezas materiais como
pressuposto de se avançar nessa ciência da devoção, na forma de
bênçãos ou da prosperidade onde os ricos não devem almejar serem
muito ricos e, se o fazem, devem dar uma parte de suas riquezas para
aqueles que mais necessitam.
Assim, desse modo, teremos tudo, a
bem aventurança espiritual, com o prazer indescritível de estarmos
em consonância com Jesus Cristo ou outros devotos assaz importantes
nesse caminho! Não há como retroagir, desde que não nos
desviemos da transcendência. Portanto, devemos caminhar rumo à Paz
Espiritual dentro de uma consciência plena, simples e pacífica!
domingo, 15 de novembro de 2020
UM FLERTE COM A RAZÃO
Nada
a urgir que fosse tão importante em se deslocar
A
palavra apaixonada travando um viés de ignorância
E
encaminhando para o modal da bondade em si e de per si.
Tudo
seria mais fácil se não possuíssemos a ideia de poder
Como a
esfera mais importante na vida que se descortina…
Tudo
bem quando a boa vontade se empodere,
Na vida de um qualquer
como candidato:
Quando se pensa na saúde mental das
gentes,
Quando a premissa é o serviço básico de outras
saúdes
E quando tudo o que se permite não possui um nome,
Mas
um emblema de uma situação em que se possa
Existir nem que o
seja em uma pequena capital
A
frente de lutas que denote melhorias sociais.
Nada a ver
que se pense de coisa incompleta
Porquanto na lógica não se
perde o fazer o bem
E pensar em uma população desassistida no
real
Quando imaginamos um futuro menos desigual.
Saibamos
escolher um bom candidato, ao menos
Que, em meio pandêmico, que
seja um médico
A que venha atenuar com o seu coletivo
trabalho
Outros que se apresentam como bons parceiros
Naquilo
que se espera em uma cidade mais justa
No quesito social e de
fortalecimento do SUS.
Não haverá pecadilhos contratuais
que não mereçam
Se envergonhar perante toda uma vida de
preparo,
Todo um mote, a não desavença nas clínicas
E um
todo e pronto atendimento que seja possível!
Um número emblemático é o 13192, posto como
Encaixar tudo o que pensamos ser do lado nosso,
Posto nada melhor do que um médico a fazer
Toda a nossa diferença em escolher um maestro
Que perpassa por ampla necessidade popular
Quando quisermos no mínimo um atendimento
De um amplo leque de enfermidades cobertas
Por essa grande chapa de eleição coerente
Com tudo o que esperamos do serviço
Da capital catarinense, a fazer-se história
Com a determinação e generosidade
De um médico competente na medicina
E com grau de qualidade ímpar
No coletivo que lhe dará amparo...
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
DA DEVOÇÃO AO DEVOTO
Do
que se segue ao pontificado, ao Sumo pontificado
Que seja,
mergulharmos em um lago profundo
Sem sabermos se chegaremos
entretanto nos meios
Em que a água penetra nossos flancos e
frentes racionais!
Ergue-se um pontear de versos, de
versos de escrutínios
Quando nos lembramos que no mais das
vezes
Não deixemos o escárnio solapar nossas rodas
girantes
Quais moinhos que trabalham a nosso favor na
prática.
Não que se cace um elefante louco nas
cidades
Depois daquele destruir imensos jardins, mas sim
orientar
O bicho indelével para o sumiço dentro da mata
Onde
por vezes ainda se encontra um remanescente Vanaphastra.
A
título de encontrar-se com outro, o próprio Sanyasi,
Em
sua peregrinação de asceta, a procurar por uma pedra
Onde
botar seu assento sagrado, a cumprir até o fim de seus dias
A
devoção primeva, o caminho longo do desapego, e sua renúncia…
De
verdadeiros renunciados está rara a nossa existência aqui
Onde
pertencemos Àquele que pertence-nos e a tudo,
Seguinte às
vozes do merecimento ao que a mística
Ajude-nos a desenvolver o
mesmo merecimento que se cabe.
Por muitos e muitos séculos
o asceta merece
um respeito
De sobremodo assaz fecundo, pois suas raízes se
espalham
Como uma hiperbólica frase onde alcançamos seu
significado
Na hora própria em encontrar um feixe que nos
encerre um ofício.
Desta e nesta plataforma devocional há
de querência ao devoto
Quando depositamos nele as esperanças
que não nos esperam
Dentro do caldo ocular da integração
futura, e que não suceda
Dessa vida sagrada, posto o que é
veneno por vezes vira néctar.
E a sapiência concedida
por Krsna, o Deus de todos e todos
Conforma seja o Todo
Atrativo, e o ato de nossa devoção
Seja aquele mesmo da
tolerância apaziguadora, um estado
Onde primamos a
devotarmo-nos na conformidade do sempre!
terça-feira, 10 de novembro de 2020
AS MÁQUINAS DA EXISTÊNCIA MATERIAL
No
que tenhamos dúvidas sobre o que é produzido concretamente, e que
se revela em algo material, e aquilo que obtemos em termos de
serviços inumeráveis, no que revestimos a realidade com o convênio
individual e coletivo com o capital. Sempre a indústria, em suas
novas modalidades, a sua automação, seus leques de possibilidades.
Novas frentes de trabalho se pronunciam, e aquele douto senhor que
fabricava sapatos dá lugar às prensas automáticas… Aquele
diálogo que se fazia mano a mano com um telemarketing aos poucos vai
dando espaço para a inteligência artificial e sua estranha mas
precisa semântica. A industria têxtil, com suas padronagens
computadorizadas e quase aleatórias, senão por ser: sempre no
padrão previsto conforme a linguagem dos meios e suas identificações
com suas emblemáticas marcas do mercado.
Uma
inegável construção nos coloca frente a frente com nós mesmos, a
indústria capitaneia outros serviços, e os serviços se tornam
produção industrial, nem que o seja no copo de um Mac pontuado pelo
pato Donald. A riqueza quatrilhonária de Tio Patinhas vira
antiguidade nos moldes da indústria cultural, onde a tecnologia em
3d vai e nos leva além da ilusão imaginativa de um bom livro,
infelizmente ou felizmente, pois o que nos dirão será sobre a ação
do entretenimento suplementar é o andamento da carruagem da
civilização humana! A busca de uma identidade pontua cada nação
da Terra, mas a indústria internacional torna possível a pecha
globalizante que tantos governos apoiam ou odeiam. Ser ou não ser
nacionalista, eis a questão, em que Shakespeare teria que revisitar
seus próprios conceitos existenciais, onde um Rei é um rei, e onde
uma Rainha possa ser a dama de um tabuleiro ainda incipiente, mas com
potencial vitorioso. Talvez a questão esteja muito acima das
conclusões precipitadas, mas só será um bom sucedâneo no Poder
aquele que proteger os biomas, as florestas, e evitar ao máximo a
queima de carbono.
Pois bem, em se depender de coerência no
sentido planetário, que não desejemos a uma nação que se faz com
um Poder gigantesco a permissão em que tapetes imensos de devastação
sejam desenrolados, seja em que território for, pois a mesma
permissão que nos engloba na mesma terra demanda que construamos ao
futuro de nossos netos e filhos ainda jovens uns cinquenta anos de
condução democrática concisa e peremptória. Apenas se tomam medidas coerentes no planeta atual a longo prazo, pois medidas
reticentes e incoesas só trazem a proximidade do não factual em
termos de avanços na humanidade e no tergiverse com palavras de
ordem e de mudanças não apenas em termos retóricos.
Assim
devemos rezar pela raça humana que, como diz a canção, é obra de
uma semana do trabalho de Deus!
E, se não fora isso, quem sabe já estamos neste mundo materialista
há tanto tempo que não temos a noção exata de nossas origens,
coisa que passa a ser recorrente aos olhos ou da evolução
darwinista, ou de uma questão bíblica, ou por outras fontes, sejam
religiosas ou científicas. Mas saibamos que a matéria por vezes há
de estar mais perto da ciência do que do espírito, mesmo porque
este se destaca a ser estudado por nós na ciência de Deus, ser
onisciente e onipresente… Se tal não fora, o poeta veria as
estrelas esperando por aconselhamentos de fora, a saber, que na Terra
o esquecimento da vida é sobremodo esquisito, posto sabermos que há
tanta vida lá fora que não nos caiamos em plataformas onde apenas a
matéria dite a realidade algo mística em que tantos depositam sua
fé, e que seguem segurando as ondas de profundas contradições
sistêmicas por pensar que não se vale sem a função monetária ou
de poder.
domingo, 8 de novembro de 2020
É O QUE HÁ
Na vida não há de pretendermos alcançar
alturas onde a megalomania subentende a ferocidade da selva material…
No
mais das vezes queremos ser vencedores e a tirania criada em nosso
caráter pelo mundo que nos cerca falha no quesito da solidariedade.
É o que temos pela frente: uma competição no seu íntimo desigual,
injusta, marcada por vezes pela questão dos nascimentos, apenas
isto. Mas quando alguém nasce com níveis de conforto e riqueza mais
altos, é hora de se desapegar da matéria, é uma oportunidade de se
voltar com mais firmeza a Krishna, a Suprema Personalidade de Deus! E
onde está essa Personalidade? Está no paramatma de todas as
entidades vivas, a face de Krishna em todos os corações, até mesmo
em seres unicelulares, protozoários
e em mais de 8 milhões de formas de vida. Presente como observador
de nossos atos, como um amigo confidente que está nos fazendo
companhia frente ao atma que somos, a alma individual. Pode parecer
uma conjectura, uma dissensão filosófica, mas nos resta um tipo de
fé cega, fé amolada, uma fé que demanda um misticismo, posto
países como a Índia e o Brasil que sejam irmanados por ela, em que
a Índia possa ser a pátria espiritual em uma religião assaz
importante em seu conteúdo de antepassados muito antigos, falando-se
de milhões de anos, na criação do Universo, na perspiração de
Vishnu e na aceitabilidade de semideuses como Indra e Brahma, este
o ser original do Universo Material.
Este que vos fala
subentende a importância individual da religião, sem a motivação
de criticar quaisquer outras religiões, pois a religião
fundamentalista que não aceita outras formas de crença vive nas
trevas da ignorância, algo simples e recorrente nos dias de hoje,
onde até mesmo politicamente certos parâmetros escriturais querem
impor aos demais sua influência, aceitando apenas uma escritura,
apenas uma vertente religiosa. A
título de curiosidade, o Srimad Baghavatam possui 19 Cantos, sendo
que até chegar na dança das Gopis, as vaqueirinhas celestiais,
necessitamos de ler mais de dez mil páginas de estudos, afora isso o
Mahabaratha, que possui milhares de versos. Destarte, o Caitanya
Charitamrta que é outra literatura transcendental. Afora tudo isso
temos por base o Bhagavad-Gita, a base do sistema que Krishna recebeu
das suas próprias palavras na Batalha de Kurukshetra. O Senhor
Caitanya Mahaprabhu nos ensina a cantar o mantra sagrado Hare
Krishna, como uma encarnação de Deus que veio a este mundo na era
medieval da Índia, presente
nas deidades que podem estar em vários lares, como Arca-Vigraha, ou
a encarnação da divindade representada nas deidades.
Não se
quer nesse propósito desmerecer qualquer religião, mas estar
consciente em Bhakti, o serviço a Deus sem merecimento e sem causa.
Isso é que nos traz a compreensão de que alguns homens de fé se
equivocam pensando que certa crença o levará a uma prosperidade
material, o que em tese nada significa. Por vezes Deus nos tira tudo o
que temos para que não sejamos arrogantes em termos de poder e
dinheiro, fazendo a nós mesmos o cumprimento do retorno sagrado na
humildade responsável com relação ao que se espera que seja a
verdadeira religião. Estar
na sacralidade não é fácil, posto a vida de um homem ou de uma
mulher que queira ou deseje estar no mundo atual é uma equação que
revela a matemática da devoção, a matemática do serviço
devocional. Esse “estar” no mundo atual pertence ao que tudo é
pertencido, ao nosso Senhor, Sri Krishna e todos os caminhos de todas
as religiões sérias, e não aquelas que foram criadas para engordar
os cofres ou do Poder, ou da Ignorância.
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
CAMINHANDO COM AS LETRAS
É tarde por vezes, não propriamente o
tempo inacabado
Mas o poente consagrador que se vê no encerrar
de um dia,
Depois de vermos que tudo na Natureza é escrito
pelo Criador
Mesmo no vulgo de uma página de jornal, bem
como
Em um texto religioso que nos remeta às alturas da
existência…
Podemos
caminhar pelo mundo através de uma poesia, pois
As respostas
que encontramos pelo caminho versam sobre
Um lote de
responsabilidades em que votamos nas palavras
Sobre um material
silente que revelam a expressão, em vez
Das desditas que
espelham um quê de ignorância na atitude!
Soletramos
nossos versos a partir de cada letra, caminhando
Sobre um papel
revestido por vezes de pixels, para que seja
Compreendido
através de uma tecnologia que soma muito
E mais em uma
comunicação que transcende o factível
Quando possibilita ao
escritor chegar em outros lares.
E, em todos os cartazes
que vemos, nos ideogramas da virtude,
Nas ideias que podemos ter
a partir de referências sucedâneas
Àquilo que lemos por ler
nas passagens e em caminhares quaisquer
Quando
há uma pretensão a sermos mais curiosos pela arte.
E
divagamos, como
homens e mulheres em harmonia intelectiva,
No processo de
existir em
conformidade com a mesma vida
Que é de todos e reitera aquilo
por qual nos foi confiada
Na missão que temos por melhorar o
nosso mundo circunstante...
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
A CADA PASSO
A cada passo cabe uma interpretação, mesmo que tentemos generalizar o ato individual conforme o coletivizado, a forma que se encontra em uma bifurcação onde logicamente não encontramos tal erro ou tal acerto. São muitos os casos de discórdia, são muitas as desavenças nesta Era, são muitas as modalidades da hipocrisia, são variadas as contendas e muitas as crises que assolam o bom querer das gentes… Nessa esfera vertiginosa de dificuldades, neste mundo que erra sem ter o que querer coerentemente, apanhamos por ver atitudes do crime sem favores que entorpecem de desditas o funcionamento dos sistemas, posto serem os mais variados em nossa sociedade. De sabermos que a motivação para o dilema da não concordância com a Lei lida e escrita não faz de nós meros e pequenos criminosos, mas fazem de toda uma engrenagem se tornar ferruginosa, pela culpa do infrator. Quer estejamos com o desejo de infringir, quer nos tornemos elementos claudicantes em nossa ignorância, quer jamais façamos o nosso mea-culpa. Retornamos a uma espécie de caldo que alimenta de tutano as organizações criminosas, mesmo que estejamos distantes dos mentores por centenas de quilômetros… Se um indivíduo estiver presente, que seja, em uma espécie de clausura encomendada por uma pandemia, deve cumprir seus dias conforme os ditames de sua própria consciência, não importando muito a soltura de seus compadres sob a jurisdição de seus governantes, haja posto que a virulência se lhe importa, e o Governo não lhe dá muitas vezes a atitude correta a ser feita. Se o indivíduo puder, que fique em casa, com seus treinares, com seus educares e seus trabalhares. Posto isso não seja possível, que o indivíduo pense na coletividade e não exceda em seus turnos.
Em uma realidade dilatada pensamos muitas vezes em que podemos fazer para nos sentir melhores em nossas empreitadas frente ao mundo que se nos apresenta, e quem deras fosse mais feliz essa sensação, pois milhões de pessoas passam pela carestia no país em que vivemos. São milhões de pessoas que não têm como pedir sequer ajuda nas instituições que servem às populações desassistidas. Essas incongruências tendem a tensionar a parte mais vulnerável das gentes, açambarcando igualmente a classe empresarial com as demandas de contratar mediante o exército industrial de reserva, que são aqueles que – nas filas – conseguem um emprego mediante o preço do salário menor que a pouca oferta lhes dispõem. Isso seja fato consumado, e nenhum estudante de economia seja apto para discordar, posto seja pingo no i da questão, seja realidade e fato, mesmo que se cogite que a livre iniciativa possa dispor da energia do trabalhador na seleção da força motriz, quando se pensa na juventude como equiparar cavalos alazões dos pangarés…
Quando se busca a força de trabalho, o primeiro emprego é raro, e a experiência conta deveras. Conta-se um trabalhador com anos de experiência, nem muito jovem e nem muito velho, e aqueles que já são velhos demais pecam por estarem atrelados a um tipo de previdência que solapa suas vidas e não dispõe de muito tempo para fazer deles pensionistas decentes do amanhã. E, quando o trabalhador é muito jovem, não dispõe do ensinamento regular que dele se espera, fazendo-o engrossar mais ainda as fileiras do desemprego. A contradição derradeira vem do pressuposto de que, quando estão empregados, os trabalhadores que possuem esta vantagem tiram de qualquer concorrente a oportunidade de estar empregado na mesma linha de frente em que o trabalho se posiciona, relutando em ser solidário quando afeito à concorrência ímpar e denominada selva da livre iniciativa, no qual tantos países já se dão conta que não é a melhor medida.
UMA QUESTÃO DE PRINCÍPIOS
Tratamos de ser um ser do próprio tratar-se. Que não difiramos muito do que nos encerra no patíbulo das incertezas… De tantos e tantos abandonos, dos lesa pátrias, daqueles que nos cercam no anonimato que seja – nossa única certeza – seria ver aos nossos olhos que aqueles que creem em algo forte sejam emancipados das questões mais elementares. Questões que nos digam respeito ao bom cidadão, a que não seja importunado por quaisquer lados, no princípio mesmo da equidade. Uma igualdade cabal que não pode ser jogada no esquecimento, posto não será a partir da ignorância de quem porventura somos que a cultura dos povos há de ser apagada de nossa memória. O mesmo ignorar tantas coisas que nos afligem qual, quer não saibamos lidar com elas, ou na miríade dos treinares temos a ilusão concreta do enfrentamento vão. Na relação que por vezes é crua com a realidade, muitos agentes das mudanças não percebem que não será a partir somente deles que as coisas funcionarão de outro modo. O planeta pode ser extremamente desigual, mas a divulgação desse fato é mister que compareça, quiçá em canais independentes dos quais dispomos amplamente. Rege-se uma pauta que é a da tirania, mas em sua origem haveria de ser mais bem alicerçada, até culturalmente, e hoje tentam a tirania, nada mais do que isso.
Os princípios da existência vem a dar nos costados de uma resiliência em que se possa dar o exemplo, fazer o dever de casa cada cidadão, colocar finalmente nos trilhos o bom senso, a igualdade, os direitos de cada qual que reside não apenas na nossa nação, mas no mundo como um todo. No entanto, o ignorar-se a alguns problemas estruturais em um país, seja a sede ou o ramal, seja o império ou o quintal, esse ignorar-se prevê que haja um tipo de integração entre os dois capitaneados pelo dinheiro a poucos, aposta-se na desigualdade racial, econômica e ingerente nos andamentos do capital internacional e financeiro sobre o planeta. Essas questões interligadas, os desejos das nações que querem estar em primeiro lugar entre si, e outras que aceitam a que uma nação qualquer predomine a qualquer custo, vem do temor que se troque um império por outro. Que haja uma transformação sistêmica na modalidade da vivência do indivíduo para a coletividade. Em caminho com lógica isso não é mentira, posto o resultado de um novo império conseguindo seu posto infere que o outro se sinta fraco perante uma gigantesca onda, um tsunami que invade o modo de vida de bilhões de pessoas. Já a se contar que nesse mérito exista esse montante no mundo ocidental como no mundo oriental, e que não haja divisões, pois isso não há de fazer muito bem à humanidade como um todo. Dessa humanidade que se cita como condição a que vivamos com o consentimento da bondade em seu modal, não há de abrir espaços para a tirania de quaisquer dos lados, porquanto a corda tensa social dependa, para seu afrouxamento de um princípio igualitário nas rendas e atos que injustamente não estão sendo aplicados nos tecidos sociais de nossos regimes.
A democracia há de ser, pontual e genericamente, a única modalidade que avente a possibilidade de conscientização popular, pois jamais haverá espaços de truculência imposta verticalmente ao nosso sofrido e galhardo povo, já tão vitimado pelas máfias que se fazem presente no nosso país. A abertura democrática de fato se faz necessária com o consentimento de nossos líderes, assim como a proteção irrefutável de nossas instituições e nos sistemas organizacionais que estão dando certo e gerando lucros, e que não devem ser alterados em sua vigência. Partir para atitudes coerentes e sem gerar crises maiores, voga a que sejamos melhores do que aquilo que se espera de nós, na mesma coerência da incorruptibilidade e da honestidade como nossa garantia.
domingo, 1 de novembro de 2020
SISTEMAS FECHADOS
Algum modo de saber que estamos em modo sistêmico, fechado, é termos a noção de que tudo o que aprendemos não subtrai muito a razão de podermos pertencer a uma semântica de linguagem a mais variada. Pertencemos a um sistema que adota as mais variadas expressões e, no entanto, se fecha em copas quando em uma delas sequer falamos uma verdade que seja absoluta, no verdadeiro termo da palavra... Essa Verdade põe termos à mentira, no sentido de estarmos nos aproximando de um fato com boa fonte, essa fonte que se traduz no modo de se dar uma notícia, com parâmetros imparciais e logicamente aceitáveis pela tradição segura de nos dar as mesmas notícias. Como quando as vias de se dar a informação passam por uma certeza de que a informação dada vem acompanhada de um pouco de conhecimento, como a estruturação de uma cultura que leva em consideração dados factíveis, e os manifesta com propriedade, com lógica e com humanismo. Essas posturas traduzem boas fontes, e é a partir desta que se tem o conforto de ser partícipe da realidade mundial ou nacional. É desse modo que chegamos ao vizinho mais próximo, que elucidamos o fato, a questão ou as equações que aparentemente são difíceis de resolver: esse sistema deve se fechar para não deixar que se passe a informação de fakes, no que deve se reprimir os mesmos fakes com energia, posto servirem a ambos os lados, e não ao interesse puro do cidadão.
A abertura da comunicação deve existir, mas devemos estar atentos para o fenômeno das fakes news, pois isso desconstrói a mesma comunicação. A viralização de uma mentira pode ser mais nociva do que pensamos e a propagação do boato como regra vira uma arma covarde nas mãos do Poder, quiçá mesmo de outras nações do globo, com interesse de manter o status quo ou mesmo subverter a ordem democrática. Essa ordem tão vilipendiada, tão massacrada em algumas nações que - esperemos - jamais seja partícipe de outra regra senão da Verdade. É possível ainda construirmos um mundo mais justo a partir dela, e que sejamos partícipes dessa União pela liberdade de expressão dentro do parâmetro da decência e da mesma Verdade, posto não podermos exercitar nossos direitos quando tudo em que poderíamos acreditar é posto em xeque no meio de nossos caminhos à libertação. Pode ser um caminho longo, mas é a partir dele que daremos cabo à opressão a nossos povos. Um caminho longo, pode ser difícil no começo, mas é a partir de um exercício diário que conseguiremos antepor aos muitos obstáculos uma promessa de tempos melhores, que já aí se aproximam. Nessa latitude de nossas intenções a mesma promessa de tempos melhores encerra em si a possibilidade de iluminarmos nossas veredas com a velha ideia de União, de compreensão da realidade do "outro", de uma questão que gerencia como um velho amanuense a relação entre as contas pagas e as que virão para que quitemos a dívida com qualquer um que se apresente!
SOLETRANDO FONEMAS
No começo era turvo o sistema, as galáxias não sabiam
Nem um pouco do ocaso de seu mesmo tempo
Em que nem mesmo um grande vate soubesse adivinhar
Que tantos soçobraram em meio a uma dimensão algo curva
Quando se diz que alguma estatística põe a forma correta...
O tempo dos meridianos, um quase atemporal certeiro
Que navega por entre ondas que dão seus costados
Em praias que nunca deveriam dar o ar das graças
Quando na verdade se pede que não seja uma lacuna.
Tudo o que se diz daquilo que desconhecemos de fato
Nubla a consciência de outros fatos concretos existentes
Quando um sai para se divertir à socapa e seus goles
Enquanto outros participam da vida entornando a arte!
A poesia permanece em silêncio em seu rugido
Como troveja o relâmpago, como a fera se manifesta
Onde mal percebemos o que vem a ser a razão
No mesmo lugar onde a deixamos no convencimento.
Assim se sabe qual a metade de um método assaz raro
Nas questões de sabermos igualmente como nos portar
Em meio a uma civilização dramática, com nós de ponta
Mais espessos do que um anátema que não sabe de onde vem.
Disso de buscar funções nas palavras se encaixa a odisseia
Quando saímos a tecer um comentário ou outro
Conforme a sacristã forma de ser, conforme a espessa via
De uma qualidade consistente em um dia de coragem...
E outros são os dias que vencem os óbices de sempre
Quando nos apercebemos que o quinhão de solidez fecunda
Na verdade refaz a condição inequívoca de resolver
Equações que deixamos a entorpecer a própria fonética...
De um recurso ou outro, do café amanhecido, do pão
Que esquecemos no cesto, de um gole mal ajambrado
Seria tanto de sabermos que nem tudo aparece tal qual
Uma música de um domingo distante na luz da nuvem!
Na miríade consonante destes versos quem sabe seria
Um tanto melhor soletrarmos fonemas esquecidos
Ou na frase de mandarim soubéssemos qual a palavra
Que dita a regra de estarmos no mundo com sons diversos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
UM RASGO NA BANDEIRA
Foi-se um tanto na publicidade do
atraso
Quanto, no mais, não se coaduna tempo com abusos
Mesmo
porque um tempo de equinócio não vitupera
Com as classes
adstringentes, com o samba dos favores!
Restam óbices que
claudicam no vento que sopra forte
E ainda não se sabe se a
retórica obedece ao bom senso
Ou se as mentiras assumem lugar
de uma anti ética
Onde os gargalos permitem o abuso real e
concreto.
Nas esferas do impossível muitos tentam
navegar
Dentro de uma miríade de sonhos vulgares
Por se
dizer faltante aquele que nunca falta…
Nada que seja
segredado ao secreto se nos diga
Quando saibamos todos que um
novo poder se alicerça
Demandando, de qualquer modo, esforços
ímpares
Naquilo que se rogasse de mérito, a uma medalha
merecida.
Sermos tantos e sermos quase todos, estaremos em
uma vereda
Que não entorpeça o vício de uma rede em que
muitos
Se atinam de estarem partícipes e, no entanto, fazem o
jogo
De uma amarelinha consubstanciada na literatura da América
do Sul.
De bandeiras e estradas se soubera muito em longas
noites
Em que os trucks vertiam nos portos os seus
carregares
Desde tempos imemoriais em que trafegam no
asfalto
Não apenas os grandes transportes como a UBER
atual.
De tantos e tantos que pressupõem uma bandeira no
desbote
Haverá sempre um verde ou um amarelo na frente do
descaso
Quando pudermos supor que um negócio amarrado no Rio
De
quase janeiro se monta a superficialidade do caos!
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
domingo, 25 de outubro de 2020
UM ROTEIRO PARA UM FILME INACABADO
Viriam atores bufões
para um quase cenário… Tantos e tantos como um contrato de
telemarketing. Cada qual com a liberdade de atuar como quisesse,
falar o que viesse na telha, redarguir de modo consoante com
significados vários. Seria um filme imenso, não só apenas pela
tripa de película como na amplitude do áudio. O diretor ficaria com
um ego de dar inveja de si mesmo, sabendo que nem sempre teria essa
liberdade. Sempre a liberdade, essa palavra que não põe freios em
nada, de dizer bobagens, de construir um filme inacabado. O roteiro,
marcado por um tempo de alguns dias, no seu principiar, tenderia a
ser mais lógico do que sentimental, mais Goethe do que Shakespeare,
mais de sombras do que de luzes, mais Hegel do que Descartes. Adão
seria o primeiro ator na tela e Eva seria no plano teórico a última
a sair de cena, devidamente enamorada de Sancho Pança. E Quixote,
amigo de uma Comédia Humana faria de Dante e Cervantes uma amizade
inquestionável, estreitando o tempo entre os dois. Tudo pontuado,
tudo remarcado com cortes de cena, com as antigas montagens no
acetato, e com a revelação indescritível nos cristais de prata,
assim como ser, um filme P&B. Destarte, não fosse por essa ordem
haveria também uma hierarquia um pouco mais flexível, onde uma
patente mais baixa marcaria o tom de toda uma parafernália
questionável, ou não…
Seria um filme de produção meio
dependente de alguns recursos, estes que viriam dos orçamentos do
absurdo, antes mesmo do projeto sair do papel: começando o
orçamento, começando o absurdo. A mais de não dizer que o filme
seria inacabado como Viva México, rabiscado e não concluído. Nas
tentativas de se fazer o melhor, outros atores entrariam em cena para
atrapalhar com um humor algo sinistro o trágico desfecho do roteiro,
posto drama, posto equívoco! Outra história bateria no coração de
Cartola, renascendo um morro outro: sem milícia e sem tráfico.
Desse morro os moradores teriam bons sapatos, boas rendas e bons
trabalhos.
Viria esse roteiro depois das doenças, depois do
vírus, no cantar de uma esperança para toda uma população que
visse na arte uma saída para o infinito de surpresas e boas novas.
Sem erradicar as sementes transgênicas, mas sedimentando o acesso
ilimitado aos orgânicos, como uma boa e nova horta multinacional, no
ótimo sentido, ao livre consumo planetário, sem que para isso
esqueçamos que estamos em um filme. A vida pediria passagem, e a
construção inacabada de um roteiro quase inexistente aos olhos
vulgares seria o modo mais circunflexo de pedir ajuda aos órgãos
internacionais de cultura – se é que isso pudesse existir – para
erradicar a fome de finalmente olharmos para um entretenimento como
se olha para um ser amado... Um dos sem nome que seja, mas não com a
patifaria excludente que verte dos olhos de uma esmeralda falsa e sem
expectativa de fazer deste mundo um lugar melhor para se viver. E
para cada câmera, em cada nicho da cidade, que se somassem esforços
para erradicar o crime e suas intenções nefastas! No mais de
sabermos que todo o filme inacabado termina às vezes no flagrante
que condiz com a realidade, e que toda a ficção remeta a uma grande
paz em que a vertente do significado da existência participe a todos
um clímax de tranquilidade. Com a finalidade de nos sentirmos mais seguros com
a boa qualificação, com cenas de teor libertário, com os
significados primeiros da palavra ação, e o mote de se resolver
contendas com diálogos de bom entendimento… Esse pode ser um filme
inacabado, digital ou de celuloide, trigonométrico ou na álgebra,
científico e amoroso, posto todas as centenas de atores estarem de
máscara, apenas esperando da ciência e do bom senso a hora de
rodarem o roteiro original!
sábado, 24 de outubro de 2020
UMA VIA OU OUTRA
A se jogar uma moeda para ver as
possibilidades
Como o neutro zero e o um positivo, e suas
combinações
A depender de regras, conformes a uma atitude de
tornar
A jogabilidade mais complexa no entorno dos espaços
Da
mão que joga a moeda e duas possibilidades se abrem
Na
pressuposição lógica de duas apenas as possibilidades
No que
não encerre mais o transcorrer de suplementação.
A via
de dois lados, o quinhão de se merecer a estrofe
Que não
claudique um verbo inexistente, posto de idioma
Sermos mais do
que o supérfluo de significações outras
Em uma verdade mais
relativizada com a questão
Algo numérica de não se indispor
com o remendar, que seja,
De uma constituição já alicerçada
com a força do legalismo.
No que alcance um patamar
seremos donos quase de um dia
Onde o meridiano do outro lado nos
alcance, sem o subterfúgio
Da vereda que nos atravessa os
rincões, de um lance qualquer
Em um jogo onde joga a cultura, e
por esta subsiste o páreo!
Nessa estranha escolta de
nosso pensar, depositemos um grafo
No papel que verta a escolha
de um registro pendular no gesto
Onde encontramos a supra
ciência da lógica em um andar
Que não remeta à verve dos
apaniguados, pois isto resulta em erro…
No remontar um
quadrante insofismável, há que pontuar as palavras
Dentro de
um mote incoercível, no platô de extremo bom senso
Onde cada
sílaba encontra a sua irmã dentro do escopo necessário
Em uma
Verdade altissonante, verdadeira como a resposta correta.
Essa
Verdade que não possui lados, que é certeira na atitude
Em que
mais e mais versos subentendam sua latitude
De cidadã
libertária e vestida sem o menor rumor
De que seja outro ou
equivocado o seu aspecto.
Nesses paradigmas de
superveniência, se roga termos
Na alfombra de nossos
pensamentos, uma nesga de tonalidades
Que edifiquem as mais
variadas cores, de um carmim ao rosa
Passando por uma rosa dos
ventos cromática, um moinho
Onde Quixote não tenha escutado de
bom tom os conselhos de Sancho.
Os quadrados circunstantes
afloram como uma tênue linha
Que outros contratos existentes
sejam como uma Lei
Que transcenda o próprio direito
consuetudinário, seja um costume
Tão antigo quanto nossos
ancestrais: desde a Idade da Pedra!
Tratando-se do assunto
bipartite dos caminhos, sabermos mais
Do que bifurcar intenções
revoga a escolha melhor que se faz
De cada ser o seu destino, em
um caminho curto, ou um mais longo…
Prolongar um
sofrível sentimento pode ser mais correto
Do que evanescer
sombras em uma treva de prazeres fúteis
Onde o ser carece de
ver que o que antes era veneno
Pode se tornar mais tarde um
néctar a que não espera o esforço.
Essa diamantina
questão vem de um serviço em devoção
Ao Pai Supremo que
significa a redenção imaculada
De um quase jogo onde os dados
são o mesmo serviço
E os resultados, independente do número,
são diversos
E melhores do que se espera, mesmo que o acaso
Não
nos acalente no principiar, mas o arbítrio
Nos dá as condições
para que pratiquemos a vida
Conforme as ferramentas que
possuímos no imo
Onde o respeito à Natureza seja o nosso
foco
Pois jamais seremos os únicos habitantes de planeta algum!
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
VEIAS DA RAZÃO
Se submergíssemos em uma água escura,
não tanto pelo lodo, mas pela profundez que encerra um caminho
turvo, o que seríamos a mais do que esperar pela vida à tona?
Seríamos melhores se o tempo travasse seus ponteiros para que nossos
fôlegos se sustivessem a pleno vapor, ou na verdade o tempo –
sendo eterno – romperia com danos os nossos pulmões?
As
veias da razão entorpecem os sentidos quando respiramos aliviados na
terra algo plana de nossos circunlóquios… Nada do que seja o
planeta seria melhor se algo tão simples como a geografia retratasse
nosso mundo de modo correto. O conhecimento livre é a mais pura
expressão da democracia, nada além disso, ler de literaturas
ocultas ou não, pesquisar sobre amplos assuntos e investigar
procedimentos científicos, como uma forma salutar de esforço, com
as respostas inerentes a todos os nossos assuntos de interesse. A
ignorância imposta não deixa de ser uma água lodosa, turva, de
grande calado, infecta e inferior, qual não seja uma opinião
controversa no sentido inverso ao bom senso. Justo, a sensatez da
Verdade e não o juízo louco da mentira! A Verdade não possui
reticências, é serena, mesmo quando cáustica, e dorme em sono
merecido: sem culpa. A serpente gosta de mentir, pois se não fora
não rastejaria para sobreviver, inoculando veneno em quem a tocar ou
dignar-se em antepor-se à sua vereda. Mas a serpente é um animal
magnífico, possui seu extrato da espécie que lida com sua natureza,
o extrato de estar colada à terra, de sentir a terra como muitos
camponeses o fazem quando tocam o húmus, substrato da lavoura, assim
como os porcos soltos são limpos e se alimentam faustosamente…
Dessa vereda consubstanciada pela mesma vida campônia, desse lócus
em que se plantam diversas culturas e grãos, e legumes e verduras,
na verdade estaria o grande mote de Prabhupada quando este
fala sobre a Vida Simples e o Pensamento Elevado, em um de seus
memoráveis textos. Essa é uma razão circunflexa pela vida em si,
de termos pureza no pensamento, erigirmos uma casa qual castelo, um
templo, qual esse senhor tenha realizado em sua vida essa gloriosa
tarefa, de erguer do nada 108 templos em sua breve estada entre nós,
ocidentais. Não há erro nessa pureza, na não violência, na
tolerância, na modalidade da bondade, na senda da espiritualidade,
na conformidade que há ao desapego necessário das coisas
extremamente mundanas em sua futilidade.
As veias que se nos
brotam sejam de pacificar o mundo, de conversar com diálogos francos
e abertos mesmo com aqueles que se mantém um bocado na defensiva
quando investem com seu rancor para se sentirem protegidos, mesmo
dentro de uma ignorância de monólito. Que prossiga a humanidade com
seus costumes, idiossincrasias e de cultura e identidades próprias,
enaltecendo a particularidade peculiar dos detalhes de sua
existência, a fim de termos portanto cidades mais felizes, e um
campo de atuação na lavoura sem necessitarmos de grandes
latifúndios para, com uma terra adubada quimicamente, mostrarmos ao
mundo que essa não é uma saída congênere que sedimente alimentos
os mais diversos e necessários para a vida na Terra.
A
sustentabilidade de nossa cultura deve ser nos esforços para que no
coração de nosso hemisfério, com a Amazônia, aprendamos a
respeitar os diversos biomas que nela se encontram, permitindo a
fluente parte de uma Natureza que não deve jamais deixar de ser
respeitada pois, se isso realmente ocorrer, a história apontará
para trás seu dedo fatídico mostrando à humanidade quais foram os
próceres da devastação, e de que modo o mundo como um todo deixa
tudo passar batido.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
ALGUNS SINAIS POSSAM EXISTIR
Na
veia circunspecta da razão, que se possa crer
Nos infindáveis
modelos da religião
Porquanto notívagos silenciares mandam ao
sono
Infindáveis propostas do anímico procedimento…
Essa
luta de querelas contra o bem maior
Se equipare com o
consentimento ímpar
Do que não esteja consonante com a
razão
Ou de causas perdidas reside o non sense!
Avarias
na embarcação são várias
Tantas elas que as velas já não
enfunam
Do que se navegar é necessário
Conforme a poesia
de se dizer que viver não é.
A proa se mantém ilesa,
rasgando as ondas,
E o leme da popa se mantém íntegro até uma
ordem
Que seja de aprumar a rota na direção trigueira
Onde
os passos na Terra evidenciam os fatos!
Tal trânsito no
mar se dá com diversos barcos
Que nublam a existência de um
sentir sereno
Ao que a paz do desarmarmo-nos seja certo
No
claudicar-se a frente do que temos por cem.
A vida
ressente-se do fiel da medalha alçada
Por bucaneiros de
ocasião, gente antiga,
De uma época onde a pólvora era
socada
Nos trabucos e pistolas herméticas de um conhecer.
Se
o tanto que nos demos atravessa a ocasião,
Haverá
mais um tanto de nos doarmos a uma questão
Que transcende mais
do que o fosfato de uma mina
Nos vórtices de nossos minérios
quase amazônicos.
Se Roma disse algo do alto de seu
império
O que disse falou alto antes dos bárbaros
Em que
godos e visigodos atravessaram
As fronteiras que culminaram na
Média Idade…
Assim de sabermos de um assunto sem nada a
ver
Pontuamos um pouco de novidades a uma good trip
Para
que saibamos um pouquinho, que seja, a mais
De uma história que
não entonteça nosso sentimento.
A mais um pouquinho, a
saber, que de sociedades secretas
Vivem alguns ascetas esperando
uma conflagração
Ou uma Nova Era de Aquário que remonte de
esperança
Certos estragos milenares sobre a superfície do
planeta!
Não que se veja tudo, mas tudo é para ser
visto
Quando desejamos a vida acima de tudo
E a morte seja
desejo de um progenitor
De planos infalíveis – ou quase –
de tramar o ódio.
Promete-se uma saída congênere com os
dias
De mais alento, de uma circunferência sólida
Com
nada de patibulares encomendas
Naquilo que queremos como paz de
espírito…
Por fim, um suspiro nos sirva de
modalidade
De um comportar-se exemplar, na idoneidade
Baseada
em uma vida austera, sem a profusão
De uma parafernália que só
vem para atrapalhar.
Seja isso que desejemos ao próximo,
e que a distância
Não nos remeta a regiões inóspitas, pois
os sinais
Relembram os bens que temos por entre luas
Em que
os sóis reverberam por nós a melhores dias!