quinta-feira, 23 de abril de 2020
PERSCRUTAR UM DIZER QUALQUER
Haveriam
palavras ditas sem um rancor que assombre um desaviso,
Haveriam
chistes que não ensombreceram o quinhão visível das desditas
Mesmo
quando não se perscruta a própria sombra do que não desejamos
No
algo a mais de um sentimento de refluxo, de uma maré vazante!
Nos
barcos que partem gigantes por solo repleto dos oceanos
Nos
ares em que voam cegonhas de aço na disparidade de tenazes
Há
um reflexo que soa como uma parte que não se reflete no entanto
E
outro que não é sombra, mas algo em que se dispõe a fazer do nada
o mesmo!
Diz-se
de uma hipérbole a curva acentuada de talvez a referência histórica
Do
que talvez não seja a musa de um poeta, posto quiçá este não
possua
Mas
que subentende sermos mais do que somos, quando engrandecemos
Por
vezes o exílio provisório de nosso orgulho, aspecto sonante da
neutralidade…
Dos
tempos do que não é sem tempo, a se dizer que quando é melhor do
que como
Nas
vertentes impróprias de negarmos a contento a própria questão
veloz do ocaso
No
que se peça mais do que se pode, e se aufere a outra questão de um
non sense
Quando
se aufere justamente o proceder inquieto daquilo que não fere
significados.
Ah,
sim, e por que não a vida austera de um celibato, encerrado nas
propostas mesmas
De
se prosseguir qual um pássaro que não dita a norma e nem se precave
tanto
Mas
resulta na própria significância dos significados outros, na carne
por vezes ausente
E
que porventura seja uma vida quase vegetariana, sob os abcessos da
felicidade!
Quem
diria outras vidas fossem tão repletas da vida ela mesma que brota e
que lembramos
Ser
esta mesma a que vivemos, e talvez não tão distantes do que se
urgiria contemplar
Nas
esquinas de nossos afazeres, respeitando normas atuais, regras
societárias
Que
igualmente contemplam a tenacidade de uma razão que engrandeça
nossa existência.
Que
o Poder que nos investe Deus não seja apenas uma aurora de um
pensamento inquieto,
Mas
a vida em si que nos pede refreamos nossos sentimentos de uma oculta
certeza
De
que tudo seria melhor se não fosse o agora, e que a serpente do
significado da floresta
Repita
os movimentos mesmos da terra, agindo próxima e distante, na verdade
de sua tez!
Todos
os seres sem exceção participam do estranho enigma desse jogo
insondável
Que
remete a escrutinarmos versos e mais versos, do mais estrombólico ao
mais sonante
Em
realidades turvas nos cordéis que deixamos em varais do
ressentimento, da recusa
De
uma carência distante, posto nos parecermos mais humanos quando
sabemos que perdemos...
quarta-feira, 22 de abril de 2020
UMA AÇÃO DE FORTES FRENTES
Ver-se
todo um destino apaziguador de uma frente gigante, onde por
merecimentos os funcionários da saúde possam ficar em hotéis, o
que se vê por vezes é uma cabeça de porco nas proximidades de um
hospital de periferia, mas com a diferença que ao menos o cortiço
vire um hotel de uma estrela, qual a insígnia correta de um soldado…
Ah, não, que a crisálida acompanhe e lagarta, e que troquemos
nossas roupas com a maestria de estarmos em um improviso quase
cíclico e terminante das batalhas. A ação que permanece em linhas
de frentes insopitáveis é justamente na razão que enobreça nossos
sentidos, e que a parafernália médica da boa medicina – que é
tudo – se junte aos esforços de se vencer em um país que pode
voltar a ser exemplar, se autoridades sérias se deem ao luxo de
apenas querer, através de atitudes de médio alcance e prazo, no que
se estipula um pensamento que verta na busca de insumos cruciais a
permanente busca dos serviços essenciais a toda a população.
Jamais queiramos menos do que isso, e humildemente pensemos na aura
existencial de um chefe qualquer de logística de sistemas o caudal
que não deve morrer na organização da informação, e suas
prerrogativas lógicas e sistêmicas, conforme abordadas acima. A
equação, a se começar a resolvê-la deve permitir linhas de
investigação e aspectos de organizações gigantes a problemática
de insumos necessários a que os busquemos, e as iniciativas dos
bancos particulares devem ser exemplares nesse contexto, até para
moralmente buscar futuros clientes, nesse aspecto renovador e
humanístico dos processos de entrega de parte de seus dividendos.
Não se pede menos do que isso, e a iniciativa de gerar alternativas
salutares para a população deve abraçar o acréscimo contínuo de
aquisição dos equipamentos faltantes, nem que para isso assumamos
um nacionalismo sem par, pois agora parece que cada país tem se
reservado a seus próprios problemas, e uma nação como a nossa
brasileira não deve fugir à regra, mas sempre emancipando
alternativas de ajuda internacional.
Tudo
o que ocorre em circunstâncias algo complexas quando o fator tempo é
mais urgente segura nas mãos de nossas inteligências mais ocultas
os desafios que se apresentam para um país como o nosso: tão
grandioso por seu povo, tão grandioso pela Pátria que se revela
nessas horas. É a hora de sabermos que somos capazes, com a nossa
tecnologia, obviamente abraçada com outras nações, em nossos
aprenderes, em nossas soluções tão prementes, em modalidades de
ações que vibram mais do que a aplicação pura e simples do
conhecimento. Devemos crer que sairemos dessa fadiga material e
espiritual mais fortalecidos, e que o Brasil é uma pátria soberana,
que verte na crença de nossas atitudes da ciência igualmente o
aspecto de que não necessariamente enfrentaremos o final dos tempos,
pois os seres que aqui vivem podem permanecer mais tempo do que os
humanos, haja vista a barata já viver na época dos dinossauros há
milhões de anos. Seguiremos a libertação contínua e progressiva
daquelas almas que urgem por esperança, posto não ser através de
uma filtragem existencial que viveremos as auras de uma pestilência
residual que assolou os solos do planeta, na história de nossos
tempos sobre aquele.
Viver
em um sonho crédulo de infantis remanescências, não crescer com a
crença e a fé em um Espírito Maior é não creditar fé em nossas
iniciativas, e acreditar que perderemos a corrida da ciência médica
contra um vírus de uma gripe mais grave é retroagir no mesmo tempo
que temos a favor do bom senso e de uma restauração de uma ordem
constitucional e renitente a que nos seja dada a normalidade,
repetindo, sempre na sensatez de quem é autorizado para agir, seja
quem for!
terça-feira, 21 de abril de 2020
QUANDO A COISA ATENTA CONTRA UM REGIME DEMOCRÁTICO, TEMOS QUE SABER A INVESTIDURA NA INTELIGÊNCIA, OU NO CARÁTER LUCRATIVO DESSES MEIOS... PORTANTO, MÃOS À OBRA, QUE O MOMENTO CERTO DE REALOCARMOS UM VALOR DENTRO DOS BONS PRINCÍPIOS SERÁ ESSE TRABALHO INVESTIGATIVO DE TODAS AS FRENTES E SETORES, E QUE NÃO SE QUEBREM PURAMENTE POR INTERVENIÊNCIAS DO PODER DE ALGUM MINISTÉRIO, POIS SENÃO ESTAREMOS A PERDER A ÚNICA MOTIVAÇÃO DE COLOCAR TUDO EM SEUS DEVIDOS EIXOS.
NÃO PRECISAMOS SABER EXATAMENTE QUEM PROPAGOU, MAS QUE TEMPLATES USARAM, QUAIS AS BIBLIOTECAS E DE ONDE PROCEDEM AS LINGUAGENS, EM QUE SISTEMAS, E COMO SE CHEGOU NO PAÍS, POIS A ORDEM É ESTABELECER QUE NÃO ESTAMOS ISOLADOS EM TERMOS DE COMPUTAÇÃO, E QUE AS ORIGENS DAS SEMÂNTICAS PROCEDURAIS DEVAM IGUALMENTE SER INVESTIGADAS.
segunda-feira, 20 de abril de 2020
RECRUDESCENTE
Nada
do que se ressinta seja apenas um painel onde – notívagos -
Voltemos
a um lar que não esteja necessariamente no mesmo lugar…
A
questão primeira do direito, do caminhar sem falhas, do exemplo
Que
o cidadão há que proceder na noite não entendida por pressupostos
Onde
na mesma vida que possuímos em suas longevidades
Possa
ela mesma ditar o que significa uma expressão em seus significares!
Não
que se dite outras formas, mas um padrão de coerência institucional
Jamais
esperaria que se citasse a tortura como uma modalidade de fato,
Ou
um ato de quem não espere seja uma atitude correta e não falaciosa.
Na
ourivesaria, ou na arte de uma joia recriada, não tentemos imitar
Gean
Lorenzo Bernini nem em um sonho quando a arte ainda perspirava
Por
poros em que o normal era ver uma pintura quando se deslocava
Rumo
a um altar como em um Vaticano em construção e na elaboração
Do
que se diz da arte antiga, posto tantos são os antigos homens e
mulheres
Que
possuem tanto a memória registrada em seus livros, ou na oralidade
Que
se percebe em suas histórias de vida, e que agora uma bestialidade
Urge
por disseminar a perfídia sobre as sombras do que não sobre.
Obviamente
devemos escutar os mais velhos, e quanto mais velhos forem
Devemos
prestar uma humilde atenção no respeito que se agiganta
Quando
compreendermos finalmente que não seremos mais os jovens de outrora
Porquanto
os velhos do amanhã, em que se necessite dizer isso, para que outros
Saibam
que na verdade é se plantando uma existência que a dignidade aponta
Para
todos aqueles que mantém-se na sacralidade própria da história de
cada qual!
Esse
prenúncio de entendimentos maiores, do que se dispõe a margem
social
Revela
um tempo em que nos entendíamos melhor, do que uma espécie de
embate
Que
tem surgido em meio às histórias, gerando conflitos maiores, do que
um povo
Possa
se declarar vencedor, sabendo-se que será por diante através da
intervenção
Do
Estado que se planejará um remendo que firme nossas alturas de
percepção
E
que jamais olharemos muito adiante do que o olhar possa compartir
Não
de uma irascibilidade geniosa, mas na consecução de um ideal
comum...
domingo, 19 de abril de 2020
A EVASÃO DO CAMINHO
Não
serão de lutas aqueles que não aprenderam a marchar em solo pátrio.
A marchar progressivamente, a marchar em linhas que se encontrem, e
não em um farfalho algo popularesco contaminado – literalmente –
pelo modal da ignorância. Obviamente, há que se perdoar sempre, mas
quando uma ameaça quase simiesca perfila todo um país em uma contra
ordem, se atentem todas as autoridades da governança, sejam em quais
poderes forem, em uma União apaziguadora e renitentemente
inteligente. Não há razão para afrouxarmos nossos cintos de
campanha, não há porque sentirmos cócegas de mosquitos
renitentemente sagazes, ou não, ou na questão de viabilizar a morte
para manter o trabalho… Há uma grande organização no planeta.
Parte dela obviamente, por uma questão de proximidade, vem dos EUA.
Não deixa de ser um solo familiar a muitos que daqui para lá vão
estudar, bem dito, estudar. Quem não estuda com os melhores acaba
por fracassar quando de iniciativas capitais, e o idioma inglês
ainda é o mais básico. Portanto, se alguém quer participar de um
país de primeiro mundo, sendo brasileiro ou mexicano, a porta de
entrada já esteve aberta, em Harvard, Boston, ou Chicago, cabendo
observar que Harvard não é uma cidade, mas deve ser um bom núcleo
universitário. É por uma razão de coerência que muitos depositam
ou depositaram sua fé na formação contínua e completa nessa
disciplina: de sair de seu país e de se formar com um bom currículo
no exterior, seja nos EUA, bem como na Europa. A partir desse
significado, devemos respeitar a OMS, a ONU, o G20, as relações
intrínsecas com o bom sendo mundial e a não proliferação de
efeitos aparentemente colaterais quando nos tornamos – individual
ou coletivamente – equivocados na administração paritária
de conquistas que são indivisíveis, como a própria e corrente
Democracia, nacional, continental e internacional, se por direito e
fato irreversíveis seja. Não se deve ter a pretensão de urgir para
que uma troca de poderes influa em uma nação, principalmente nos
tempos atuais, com essa crise sanitária e de saúde, mas sim
estabilizar o quanto antes todas as forças institucionais que jamais
devem ser descartadas, porquanto não será nunca um homem ou o que
quer que seja, um ídolo, um chavão ou uma precedência inusitada,
que deve testar os poderes pela contramão que evite o bom senso e a
cautela máxima em lidarmos com pessoas, haja vista com riscos de
vida, sem ao menos estarem em guerra, inocentes, pois!
É
por esse quilate de ouro, não de lata, por um quilate de ouro que
descobrimos no fim de um processo duradouro, que conseguiremos
pretender ao menos conservar a riqueza que agrega na cooperação e
na colaboração com as atividades que flamam e urgem por acelerar as
curas e atendimento cruciais da medicina do país. Devemos
aprender, corrigir, respeitar e nunca, jamais pensar em
desestabilizar instituições que igualmente lutam para manter um
Estado Nacional de Ordem e de Progresso. Quem já içou a
bandeira de nossa Pátria sabe que por um caminho justo todas as
estrelas são importantes no céu anil de nossa esfera, e que as cores verde e amarela não são prerrogativas do egoísmo, mas da transcrição
serena do que podemos esperar de um país que se respeita! Nunca a
perspectiva de termos nos afundado nas mais tenebrosas regiões da
ignorância, do conservadorismo ortodoxo, ou da circunspecção
crassa de nossos erros mais previsíveis. Estes podem nos levar à
beira de uma pantomima de circo trágica e fatalmente inevitável.
Não se deve mais errar, porquanto à beira do erro batemos com os
remos em uma barca que apenas Dante saberia descrever e pintar com a
sua elegante e genial literatura. Líderes, por favor, leiam na
quarentena, e não se deixem levar pelo ostracismo dos ruídos em que
o microfone zuni e não recebe palavras...
sábado, 18 de abril de 2020
A PARÁFASE DO SEM TEMPO
Algo
que aglutine, como no cadinho que mistura o estanho do alquimista,
uma forma, um objeto qualquer com a cera medida, como o tempo em que
o cristal se reanime, como no vórtice de uma fera, talvez seja de
feliz suficiência. Pois que nos redima Dante, quando diz que largai
toda a vossa esperança oh vós que entrais, no portal silencioso de
sinistra floresta, pois é no mesmo mato que reside algo parecido com
a anuência de um napalm. Não, que não se dite isto, posto nas ruas
e nos quintais de outrem existe tanta a circunstância que a ilusão
dos erros passados não passam de teorizar o improvável, de
estabelecer uma dialética esgotada pela sua ida e volta por
motivações que sistemas de informática já dão os seus ares de
superioridade. A relação de uma programação em orientação a
objetos, a rigor, planifica teias e sistemas que fazem de uma aranha
em uma agência sumamente inteligente a controladora de todos os
sistemas que precederam nos modais de uma literatura… Esta não
relida, não religada, do motor que não funciona perfeitamente, haja
vista a inteligência não houver sido reinventada, posto resistir
como anátema furioso em quaisquer questões onde, se compreensão
maior houvesse, daria nos costados até mesmo da coerência.
Se
um vírus ganha a queda de braço com o Ocidente, se o General do
Vietname ganha a guerra contra toda uma força hercúlea, se a
história mostra que a China sempre foi pacífica, se o Japão não
guarda rancor contra Nagasaki e Hiroshima, podemos finalmente
perceber que deveríamos puxar os nossos olhinhos com a mão, mas com
cuidado, sem infectar a mucosa dos olhos, para podermos perceber que
o Oriente – nisso incluindo a Índia, por suposto – reza que
mereceríamos mais atenção de nossa avassaladora contradição
humana no encontro que falta para dialogarmos com o que achamos
diferente. A partir daí encontramos igualmente com os negros… Que
sigamos a pauta de decisões acertadas, pois em países do terceiro
mundo, ou em guetos do Harlem e do Bronx, encontraremos as maiores
contradições do mercado liberalizante. Se uma inteligência maior
surge de lideranças negras, como Mandela na África, ou na
inteligência exemplar de resistência de Zumbi, em nossos Palmares,
é que encontraremos a necessidade de olhar para todo um povo mundial
sem a empáfia quadrática de sermos melhores por sermos brancos e
ocidentais.
Talvez
Roma tenha feita a mea-culpa, talvez a França tenha se arrependido
de suas colonias no Império Napoleônico, talvez a Inglaterra tenha
se arrependido igualmente do império que nunca via o sol se por,
talvez a Alemanha tenha revisitado os horrores recentes, e tantos
outros, Portugal, Espanha e seus massacres, e tudo o que no leva
necessariamente a que, em um processo de Quarentena forçada, a
revisitarmos a história para termos a consciência de tudo o que
fizemos para afligir toda uma população mundial, todo um revés,
todo um passamento que encontra nos tempos de agora finalmente a
contradição derradeira… Não é de um renascimento espiritual que
precisamos, pois quem trabalha duro nem tem tempo para especular
sobre religião, mas de um renascimento intelectivo, de uma tomada de
posição virada para o norte da consciência, posto não será
através de um caráter hedonista ou de visão única que separaremos
como uma dura tarefa – onde a extrema vaidade camba para o lado –
o joio do trigo, a saber que o joio é tão importante quanto, pois
em seu fogo pode ajudar a preparar o pão que não há de faltar
naqueles que batalham duramente para dirimir as injustiças que
estejam percebendo. Nada a de ser como antes, pois os que são mais
inteligentes vencem quaisquer ameaças virulentas de Estado ou não,
e aqueles onde os Governos aquiesceram injustiças sólidas em seus
processos civilizatórios tendem a colher desse sal.
sexta-feira, 17 de abril de 2020
DE TANTOS ACERTARES SE ERRA PLENAMENTE
Seria
muito pedir que se faça a luz naqueles olhares duvidosos por
certezas
Quando
não se conheça o mínimo, de um lado ou de outro na planície
De
ignorâncias monumentais, quando o que se percebe á a mesma coisa
Que
bate em um poste de luz de sol, e quando se vira este, vira sombra!
Não
há porque revelar sapiência aqueles que começaram já velhos
Pelas
veredas do conhecimento dogmático e empedernido
De
se receber cartilha pronta, ou de ignorar quantas concessões
São
concedidas aos detentores do Poder, para que acabem por perder.
Perde-se
o juízo talvez, ganha-se no mérito das vaidades, quais bonecos
Que
ensaiam em convenientes figurinos as vestes algo de ocasião
Mais
barata do que o que é realmente concedido a toda uma população.
Não
temamos o Modo da Ignorância, pois é a partir deste que o mundo
Está
trafegando por agora, se de um Canto não se cante, haver-se-á
De
se cantar ao menos o mantra, que já é o suficiente como na aula
De
inglês de uma amiga sabemos que poderemos ler ao menos a BBC.
Sim,
porque o óbvio é não depositar na ignorância de uma pretensão
Algo
quadrática o simples verso da antinomia, a relação que não houve,
A
vertente guardada por inocentes, um quadro que se revela de bom
pintar
No
que se sobre entenda ser o que mais temos por ter, pois se é
completo.
Quem
crê na fé como trampolim pode escutar atrasado uma ventania
Que
é o sopro que varre de nosso peito a existência consciente do
sagrado,
Vertendo
na superfície de um cristal, um proceder antigo que queimou
As
páginas em que a ciência de se transcender mexia com toda a
vivência.
Seguirmos
filtrando um modal que já foi de antemão anexado no existir,
Conforme
uma sinfonia regulada por adequações algo fraudulentas
É o
que nos faz lamentar o erro de se cumprir roubo onde o país
empobrece.
Posto
será sempre no erro de quem pensa ser acertante, que se erra
duplamente
Ao
perecermos de lideranças, e insistirmos venalmente que o mundo
inteiro
Se
faz de ideologias ou coisas semelhantes, pois não disse o poeta ao
mundo
Que
os verdadeiros heróis já estão mortos há muito, e o que se faz da
troça
Troça
de todos quando a infâmia de se permitir alguma concessão paralela
Resultará
sempre na construção sem colunas ou vigas, feita de fieiras
perdidas
No
horizonte onde um homem com um bastão no século XIX derruba uma vez
só…
No
entanto, sempre é tempo de amarrarmos as construções, pois a
olaria
Jamais
trabalha sem o barro, a água e o fogo, e de cada tijolo encaixado
Depende
que não pertençamos a uma velha e rancorosa desunião
Que
acaba por demitir um operário que não cede e continua assentando
Sem
na realidade fazer construir a miríade de casas com acabamento
correto
E
recuos entre os prédios que possam finalmente mostrar ao mundo
Que
o engenho é tão grande quanto a arte, quando da vivenda
Que
segue na latitude alta de se saber que a casa é comum a todos os
obreiros!
quinta-feira, 16 de abril de 2020
A CADA TEMA UMA SENTENÇA
Nos
perdoemos todos quando se sabe que o perdão vem de cada um, e que a
cada cidadão se perdoe a si mesmo na retórica de que muitos fazem o
errado. A correção é a disciplina e um templo vaishnava se
avizinha do que há de melhor na categoria dos erráticos ou dos que
consertam. Cantar o mantra: hare krisna, hare krsna, krsna krsna,
hare hare, hare rama, hare rama, rama rama, hare hare é A
solução bem certeira, na era que enfrentamos atualmente. Quando um
vivente se angustia, bem de acordo com tantos problemas neste
planeta, há que se cantar quando algum devoto já lhe deu os meios
para tal. Com tais meios se haverá de encontrar a saída, bem como
valorizar-se o tempo, que é eterno, para se conectar com o sagrado
que deve existir em cada um de nós.
Essa
temática pode estar em consonância ou harmonia para alguns, e em
outros ser um mundo distante onde não se encontra paralelos que
alternem com a consciência divina. Esse toma lá e dá cá não
veste o significado mesmo dessa aparente régia demanda. A fé é que
ensina, e se temos condições de fazer Krsna, o Supremo Deus de
nossas existências, dançar na nossa língua com o soletrar do
mantra, isso é um fato que não recrudesce desesperos, não fixa
necessariamente espaços físicos, torna-nos independentes de se
valorizar apenas arcabouços familiares, e que sentimos o néctar não
de uma esperança, mas de um mundo todo já consagrado, posto real em
suas circunstâncias do que é e procede hoje e sempre. Esse sempre é
o hoje e sempre, desde a Criação, a Manutenção e a Dissolução
dos Universos Materiais. Rejamo-nos com a letra A, o princípio, o
criador dessa manifestação cósmica, o fato de um canarinho da
terra em extinção estará salvo no Brasil em um lugar chamado Nova
Gokula, um reino, uma transição, a transcrição extrema entre um
não e o sim declarado, em que a religião toma forma em meio à
intolerância e a depreciação de nossas existências perante o
ostracismo do prazer como única saída da vida, no hedonismo que não
encontrará mais os significantes nem da palavra: PERDOAR.
Cabe
a cada um de nós esclarecer os mistérios sonantes da FÉ, seus
caminhos gloriosos, suas tortuosidades, suas dificuldades, em que
sejamos cristãos ou maometanos, anglicanos ou luteranos, católicos
ou espíritas, umbandistas ou vaishnavas, posto só isso deva nos
importar. Se somos ateus, se somos agnósticos, se somos filósofos,
artistas ou atores de um globo, tudo isso não importa. Importa é
entender que cada qual busca algo, que alguns buscam apenas sustentar
seus familiares, que outros buscam uma ajuda providencial dos
Governos, e que outros mendigam suas esmolas a fim de manter sua
pretensa ilusão da realidade, ou a consciência de viver como todos,
as suas próprias vidas. Todos têm seus processos de vida, e muitos
alcançam a glória, enquanto outros sofrem por uma razão que
ignoram, nascimento após nascimento.
Esse
enredamento material, de nascimento, envelhecimento, doença e morte,
esse encapsulamento em uma existência de misérias e sofrimento, tem
seu término quando assumimos finalmente que não somos este corpo
que possuímos, mas atma, alma espiritual. É nessa
prerrogativa que encerramos a senda por buscar algo, e se estivermos
profundamente vinculados ao Supremo Senhor, em devoção pura,
seremos libertados para sempre desse enredamento supracitado. Não
gastemos nossas sementes em terreno calcinado pela barbárie,
semeemos o que puder de boas semeaduras, não pertençamos a uma
guerra sem limites, a uma luta sem causa e sem favor de ser, pois a
caminhada frente a um mundo de paz reza, assim como quem vos escreve
que sempre sofreu, a uma vida austera como uma lua no deserto, e
profícua como o sol em uma vertente de luz!
quarta-feira, 15 de abril de 2020
PERDOEM AS PALAVRAS E SEM RANCOR
Não
que sejam notívagas esperanças fora de um caminho
Onde
um oficial saiba que estar do lado de fora
Ausente
de todos, não seja o comprometimento de seus filhos
Alguma
área de atuação onde se vislumbra a articulação
Com
toda uma inteligência que não vence a tal virose…
Precisa-se
de mais e mais expertise, mais vozes sonantes
Do
que apenas um discurso quiçá aparentemente igual
Ao
que havia antes, e que agora surta felizmente em modais
Que
não parecem corretos, e que esta palavra surja para
Ao
menos saber-se em fazer uma releitura – repetida – que seja!
O
encaixar de outras vozes, o recrudescer de uma ciência,
O
despertar de um futuro, em que nem um movimento espiritual
Com
a pertinência de uma responsabilidade nada residual
Revele
a fortaleza de sabermos do tempo de vinte segundos
Aos
quais nos oferecemos no próprio tempo da higiene responsável.
A
que a poesia cansa, realmente cansa perante um espectro
Incansável
de uma ignorância que sucede, que caminha
Em
passos largos a uma dimensão que parece não se abalar
Perante
o circunstancial modo de uma política pública
De
não se saber se o vento reside por entre as entranhas da palma!
Devesse
o poeta dever algo, a alguma consorte de esperança,
Devesse
o latir morno de uma madrugada, o semblante raso
De
um olhar que não se revela presente, mas com ditantes
Ditos
de não haver mais consonância onde não jogamos os dados
Nas
vitrines que não encampa a solidão dos jogos de âmbito nacional.
Seremos
as tríades como frases dispostas na música que não vemos
Quando
nos apercebemos quase díspares na qualidade do que vimos
A
saber, no dia de hoje hum mil e setecentos óbitos
Que
encerram com a candura de uma apoteose da grande mídia
Uma
realidade em que não encontraríamos no país um lote similar.
terça-feira, 14 de abril de 2020
ESTRANHOS PERCURSOS
Passo
a passo, que caminhantes tantos outros
Não
refletem propriamente um quase adoecer
Posto
serem resistentes como a pólvora
Que
antes de obedecer subentende seu rastilho…
Na
vida do óleo bruto que não se ressinta um carro
Posto
vestimenta rupestre de um piloto
Que
navegue a se buscar víveres em cidade chamuscada
Com
o pertencer que lhe foi dado mesmo na dificuldade!
Assim
prezamos uma escalada, quase de ordem vertical
Em
vertentes que não haviam sido anunciadas
E
que, no entanto, repousam sobre o trigal moreno em solo.
Grades
se nos distam das ruas, gentes passam apressadas
Ou
mornas na quietude de um silêncio preocupante
Quando
manifestam nenhuma preocupação convergente!
Assim,
de que dessem a pressuposição segura
Nas
vistas de um sem nome de criatura sonante
Como
as moedas tão trocadas em nome do nada.
Triangulem
seus espaços, companheiros de outrora,
Não
teçam diásporas, pois a maioria não tem de ir
A
qualquer lugar que não seja por aqui, de seu quinhão
Em
uma velocidade serena de ser feliz em nossa Pátria!
Realoca-se
a periferia, sente-se dramas gigantes
E o
país revela sua condição onipresente
Do
oprimido que reside em caminhos
Onde
um pífio quinhão é o possível em se distribuir.
Falemos
de outros percursos, de se saber o quanto é
A
veracidade de uma crise, e quantos padecerão ainda
Na
realidade que se ensombra onipresente na beira
De
um chão que verte a mesma e outra sombra de outrora!
De
uma Lei maior que surpreenda-se um itinerário
Sem
um poste maior que nos surpreenda a luz da noite
Esta,
amarela como a pressuposição de toda uma frente!
VENTOS ATENUANTES
Quem
dera a manhã que desponta depois de um sono não muito merecido uma
face de apenas um lado, da moeda jogada com a certeza da coroa, e o
abnegar-se da cara… O nexo não existente sabe mais de um lado do
que todos aqueles, duplos ou não, ou melhor, a certeza de uma
triangulação onde o que está fora de uma reta dá um suporte maior
na geometria mais simplificada de nossa existência. Uma superfície
que alguns tem por navegações, um recrudescer dos equívocos, a
contundência de se falar dentro do realismo mais verdadeiro,
porquanto factual e nada breve aos olhos de uma esperança que sempre
valerá, por mais que se tomem medidas contrárias ao progresso de
cada indivíduo e sua participação na sociedade. Essa participação
que não fica muito evidente, por vezes, mas traz na sua bagagem as
relações humanas talvez, por razões que desconhecemos, mais
toscas, primárias, ignorantes em sua modalidade de fechar certezas
onde deveria a dúvida mover a mola no que se subentenda o progresso
humano. Essa introdução que consta na mesma dúvida que temos
sempre nos campos da ciência revela o conhecimento basilar que
depreende da incerteza mesma que possuímos a respeito da matéria em
nosso atinar com relação a essa Natureza: a Natureza Material.
Na
busca da espiritualidade acompanhamos perfis que não acreditamos
muito se são válidos na nossa acepção pessoal, onde podemos estar
equivocados ou não com relação ao que nos cerca, enquanto padrões
de visibilidade ou não, deixem serem erros, por vezes na cegueira de
uma razão inexistente. Quem saberá, na padronagem ausente e
sistêmica, um culto poder reverberar uma engrenagem a mais de um
controle social… Nada nos impeça na busca mesma do misticismo que
nos traga bons aprofundamentos em uma escala diminuta ou global, mas
que se reitere que há místicos de apenas uma ordem, e que não
aceitam divisões que devem ser naturais em nosso processo da mesma
busca. Esse diálogo incessante com a matéria de nossas letras, os
degraus que assumimos, uma lógica Hegeliana, ou um crescente de um
discurso histórico e pertinente de outras Eras podem influir que
consigamos o mesmo crescente dos discursos sem a antecipação
própria de esferas de Poder que possam interromper os fluxos do
conhecimento. Essa é a sinalização para que possamos enfrentar um
surto de problema de epidemia, por exemplo, confabulando com nosso
particular entendimento e despertar filosófico. De um detalhe do
pensamento, de uma reflexão profunda daquilo que saibamos, seja o
entendimento intelectivo, do pensar propriamente, do diálogo
interno, ou de sabermos que ninguém está só – moço ou idoso –
na pequena propriedade do arguto modal gerado pelo intelecto... Nem
que para isso tenhamos que buscar uma especulação sem par para
mantermos nossa consciência atinada com tantas as vertentes de uma
sociedade aparentemente complexa, mas com interlúdios atinados com a
superfície do globo Terrestre! Desse modo possamos transcender a
mesma realidade que por vezes nos deixa em xeque, um quase xeque
mate, naquilo que não vislumbraríamos transição alguma, posto
estarmos com frases que teimaremos em dizer até que nos passe este
sonho que se vive de olhos abertos... Feito transe em que os números
revelam a situação quase grotesca nessa pandemia que aflige sobre
maneira países pobres como o nosso Brasil e, basta querermos, nossa
economia encontre soluções que não aguardem muito tempo. Mas o
necessário para que a curva sensível e crítica não faça parte de
nossa realidade, e que contenhamos o vírus dentro de um pressuposto
que atenue a dramaticidade de cada um.
segunda-feira, 13 de abril de 2020
OS SOLOS SAGRADOS
Abracem
o mundo com a perspicácia de se querer estar em um lugar sagrado.
Que essa dimensão da existência, no mais das vezes, depende do que
sabemos sobre a matéria em questão. O mesmo cerne, o mesmo conteúdo
que não depende de interpretações e, no entanto, veste a sombra
com o calor da luz. A pequena flama de uma vela pode resultar em um
altar, para que as imagens nos tragam o conforto da fé e a
consecução dos planos sagrados… Podemos fazer de nossas casas
templos, onde santificamos uma rua, uma quadra, um bairro. Em
estarmos exercendo um culto, em estarmos lendo uma Escritura, há que
se ter em conta que a pregação alcance os necessitados, aqueles que
se angustiam com suas mazelas, e outros que são tomados pela
ignorância. Resta sabermos que nem tudo no mundo material possui
explicações dentro da percepção de nossos imperfeitos sentidos, e
a Religião nos ajuda a compreender coisas que aparentemente não
possuem a solução misteriosa e parca de um grosseiro modo de ver
tudo sob a ótica da matéria.
O
que anima nosso corpo material é justamente o espírito, uma parcela
infinitesimal que compreende o atma, nossa alma sagrada, em que temos
por missão estarmos servindo constantemente a Deus. Quando não nos
apercebermos desse simples fato – dentro de um País com uma
profunda religiosidade – consentiremos que o lado espiritual e
anímico nos revela apenas uma especulação, sob o olhar do ateísta.
Crer apenas na sociedade em seus modais tecnológicos ao mesmo tempo
nos aproxima com os atuais meios de comunicação e ao mesmo tempo
aliena com a falsa presunção do Poder, com fins outros que não
sejam praticar o bem, viver no modo da Bondade.
Há
que se ter em vista trabalharmos assiduamente, mesmo com restrições
da ordem da capacitação que nem todos possuem, para resgatar a
nossa Casa Comum, ou seja, o nosso planeta Terra, que é onde nos
situamos, dentro do escopo das religiões que creem ser nossa única
morada, ou daquele que acredite ser um entre tantos bilhões de
planetas que compõem um Universo, afora a plêiade do manifestado na
plataforma do que é manifesto, e daqueles Universos que sequer foram
gerados pela perspiração de Krsna, em Seu imenso Oceano Causal que
uma de suas moradas. Temos que respeitar todas as vertentes religiosas,
pois não adianta lermos uma escritura sagrada se não temos na
prática a modalidade de sermos quem somos: almas individuais e
eternas como manifestação cósmica que possui o sentido da vida.
Não somos portadores de uma muleta existencial, mas seres que
possuem crenças, que devem ser respeitadas integralmente no que
saibamos ser o lado do animismo e da ampliação perceptiva de nossos
sentidos imperfeitos, como supracitado acima.
No
entanto, o mundo material possui suas próprias leis – como a
Ciência – que igualmente devem ser respeitadas, no imenso paradoxo
na sua dialética, no seu proceder lógico e na consecução de
algumas leis que não devem ser ignoradas. Há que se ter uma
evolução continuada para que a exploração do homem pelo homem
seja considerada uma forma de selva material onde a ilusão – Maya
– finca os pés para que muitos não se apercebam disso. Por mais
que o mundo da matéria esteja embebido na ilusão, retornarmos a uma
questão de um humanismo recriado e uma justiça social, tornam o
solo produtivo mais sagrado, dirime a carestia e revela a todos os
seres, que apenas a vida religiosa não abraça a questão
existencial mais simplificada, o repartir de muitos para milhões, e
que o término da injustiça social também faz da morada material um
tipo de solo que se torna sagrado, posto nosso corpo material
necessita de insumos para se revelar o templo da alma.
sábado, 11 de abril de 2020
QUE FOSSE UM RELATO, APENAS
Um
relatório diário, que seja, uma poesia da arte que obtemos
gratuitamente, sem precisar comprar um livro, um sonante grito de
esperança perdido na noite dos andarilhos, a se dar, a se propor, em
que tantos estudem o mesmo assunto este, de um quase desespero, com
causa própria: o realismo bruto que por vezes enfrentamos. Jamais
que fosse desse modo, mas que um homem solitário, como era Srila
Prabhupada, se travasse a si próprio não o esforço cruciante de um
ancião, mas a certeza que sua missão, nos braços de Krsna, fosse
levar a contento a existência sua e particular de ser um santo no
século XX. Em sua missão no Ocidente fundou 108 templos, como no
cantar de 108 contas da japa mala, uma incursão tão bela e gloriosa
à frente de todas as revoluções que se propõem a mudar a face do
mundo, mas que se equivocam na mesma tentativa do poder materialista,
em sua dialética da farsa. A verdadeira revolução é espiritual,
mesmo que no cerne individual, mesmo que na liderança desse aspecto
saibamos que um justo, antes de fazer quaisquer proselitismos de
ordem política, deveria trabalhar na cozinha e distribuindo
refeições de modo incansável, como temos a glória de ver em
vários rincões do mundo, liderados pelo movimento Vaishnavista.
Essa questão de ordem é de suma importância, assim como na esfera
católica optou-se pelo resguardo de seus fiéis em suas casas, na
intenção peremptória de salvaguardar a saúde de seus devotos.
Um
relato que inicie talvez não seja propriamente dentro de um padrão
discursivo que toque uma sentença que se espere, mas não por isso
não há de ser importante dentro da perspectiva dos mesmos outros
relatórios que nos chegam, de acordo com comportamentos erráticos
ou criativas encenações que tornam o planeta quase divertido em seu
aspecto trágico! Se há alguém que deva dar o exemplo, este tem de
fazer parte da totalidade, pois a autenticidade de um homem ou de uma
mulher não reside no modal inconsequente, mas justamente em uma
padronagem comportamental que não gere a inquietação de fazer
parte do que não é o criteriosamente correto. A bem dizer, em
relatos que retratem o que se vê de anormal reza que na lesa pátria
há vários e vários candidatos, em condições de dar o exemplo de
suas atitudes, sem o beija mãos fora das regras… Templos são
fechados em torno do mundo, lideranças políticas acreditam sempre –
com aquelas certezas cegas – que se portam bem, e no final
divagamos: seremos realmente corretos no isolamento, ou ainda
tenhamos a dúvida científica e matemática de que 2 + 2 = 4 ou dois
elevado em uma potência x será exponencialmente maior do que um
mero cálculo aritmético.
Deve-se
rechaçar os líderes que não compreendem o mínimo de uma
engenharia, posto é no engenho de tantos que se somam os conselhos,
e medicina faz parte das biológicas ciências, e saber da química
de um remédio no mínimo é estar de acordo com a engenharia química
molecular, e estabelecer curas depende do sacrifício mínimo de que
uma autoridade qualquer dê seu exemplo, sem imiscuir-se em um tipo
de falso dolo em permitir que se faça a determinação inconsequente
de qualquer liderança localizada em maior posto da hierarquia. Mesmo
porque, em uma tensão procedente de uma hierarquia contestável,
reside o bom senso que retome e descarte uma ordem ou exemplo
errático, de breu, de trevas, pois não é esse caminho que devemos
aceitar para uma nação, um continente, ou uma ordem mundial,
solapados pela virulência que não é humana, posto não se
caracterizar ser um inimigo frontal, mas uma ameaça paradoxalmente
tão inteligente quanto a capacidade de nos organizarmos para fazer
frente nesta guerra em que certos oficiais não estão cumprindo com
a sua função de reger uma orquestra de frente com maestria.
Restemos
a ver que não somos e nem seremos a sobra do que não existe, posto
a existência de um relato algo valioso só tem a acrescentar que a
sensatez retorne a um patamar sólido, e que, se for realmente um
problema hierárquico em nossa nação brasileira, que os modais de
inteligência abram mão de serem perspicazes no jogo do poder e
passem a jogar sem o blefe, sem a mentira de não atenuar elementos
de má conduta no cenário que estamos a construir de maneira
vertical, infelizmente.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
UM JOGO SEM SOMBRAS
Óh
jogo que não possuís fronteiras, que escrevem dentro de teus
antepassados,
Óh
crença imutável de teus simplórios bens, vale a escrita que
transcenda
Quando
te recomendem que não há vencedores nem heróis, posto sem valores
Que
se mensurem dentro de teu escopo alterno, dentro do parvo que não
sabe dizer!
Por
que não dizer de tuas regras, meu ábaco sagrado em tuas contas
manuais,
Por
que não dizer de tuas veredas, de caminhos de sacrifícios cármicos
ou místicos,
Das
outras regras que não se encaixam em teus caminhos de quartzos, ou
da medicina
Que
aflora na capitania das esperanças, justo a dizer, que apenas se
fala disso: o mesmo!
Serão
instanciados tantos jogos, que aquele que possui quaisquer certezas
acadêmicas
Subtrai
de seus conhecimentos aquilo que paira de dúvidas algo concretas, o
significado
Primeiro
do que impulsiona a roda da ciência, dentro da engenhosa medicina
anunciada
Por
gentes que trabalham movidos por algum pesar, incluso aqueles que não
saem do mundo…
Nessa
esfera de não nos tornarmos alienados, reza um Canto que não
saiamos de nós mesmos
Quando
passamos a perceber que toda a notícia avassaladora e repetida até
aos instantes
Mostra
que é de uma praxe de estar minimamente correta, e que a
interpretação dista disso.
Se
uma musa inspire o poeta, que seja com uma máscara de pano
indizível, um molho
Apimentado
da incerteza, uma malagueta que nos tire lágrimas, uma refeição
adornada
Com
a poesia que surge, em sua vigilante moeda, no parecer de que
saibamos mais
Do
que toda a parafernália que se nos monta no recrudescer de derrubar
a Verdade.
A
mesma verdade enfática, que não necessite tanto de uma capitular,
posto ensombrecimento
A
que se nos reserve outros capítulos sem letras de monta, apenas um
versículo ou outro
Para
ver se João se encaixe nos versos que hoje assistimos e que o
ridículo não vença!
Que
hoje se não vença esse apocalíptico modo de ver a vida, pois por
agora vemos
Que
não é a maldade que permanece, justo a oposição daquele, a ver
que por ora
O
que se sabe é que em nossos reinos, mineral, vegetal e animal, a
vida presta-se
A um
todo que não percebe necessariamente que os homens se debatem com um
vírus!
No
recrudescer de sentimentos que se possam cristalizar no confinamento,
trata-se
De talhar-se
uma pedra com um totêmico sentimento que não seja de perdas, mas do
ganho
De
que algo que apareça de bom para conosco, venha de uma Pátria
outra, mais limpa
E
sem o ressentimento que outrora nos lembraremos quando revisitarmos a
História…
quarta-feira, 8 de abril de 2020
POESIA DA SOBREVIDA
Falemos
com uma audácia de sabermos o que sabemos tanto
Que
não nos nuble o pensamento, as medições claramente
Alarmantes,
posto talvez quisermos uma boa e sonante chave.
O
que nos importa não afirma a poesia, pois vem de cada qual,
O
indivíduo consciente, o início da lógica, um livro estudado,
Ou
uma engenharia da Saúde que não seja apenas cosmética!
Não,
que partem-se os agentes a nos indicar as vacinas de agora,
Os
entes maravilhosos da saúde brasileira, em um patriotismo
De
uma abnegação que não traga pressentimentos, mas sim a cura.
Que
postem-se as notícias positivas, o quanto de vierem mais
E
que o grande Ministério católico reverbere o tanto da crença
Que
ajude um Governo, quando este dispõe de humildade para tal.
Não
haverá um herói, pois estamos todos na linha de frente
A
nos tornarmos partícipes, equidistantes das outras linhas de trás
Que
se preocupam e agem a favor de nossos tão cruciais abasteceres…
Os combustíveis como a gasolina e o óleo são fundamentais, o gás
De
cozinha que não suba muito de valor, as camisas se não nos rasguem,
Os
dedos da mão e todos os ossos sejam os nossos trunfos em caminhar.
Que
nos poupem os litigantes de outrora, que a violência dê-se um tempo
Na
afinidade de estarmos conformes com uma normalidade principal,
A
ver se tantos de nós participem do que é e do que seja no mundo
real!
Saberíamos
de suposições tíbias que nos encanecem os cabelos, tal
Um
envelhecimento antes da hora, em que ser idoso é saber-se frágil
Na
fortaleza mesma dos envelhecidos, com as dores naturais da idade!
É
justamente para guarnecermos essa memória cultural de nossas
gerações
Que
preservemos, que cuidemos, que envidemos os maiores esforços
Para
que um ou outro evite afirmar egoisticamente que não teme gripes.
Na
vertente da ignorância de não se preocuparem com essas síndromes,
Haverá
aqueles que se importarão mais, alicerçados na ciência
comprobatória
Que
dite o que deve ser feito, no espelhamento correto e sereno da
experiência.
Assim
de se ver uma outra nação que não a nossa, uma questão da Itália,
Uma
questão oriental, a realidade espanhola, os grupos e suas atitudes,
Seremos
realmente grandes ao constatar que o SUS é gigantesco!
Paremos
de pensar que somos pobres, pois a maior dádiva alcançada
Pelo
nosso povo é a capacidade de gerir a solidariedade com mãos limpas
Em
que os trabalhadores revelem ao mundo que de organização sabemos!
Não
se queira dizer o oposto, posto na libertação dessas Naturezas
O
vírus como um milagre se volta a respeitar, como um paradoxo,
As
nações que intentem e insistem em uma inteligência maior: de
Brasis.
terça-feira, 7 de abril de 2020
ASSIM DE SER O SER QUE SEJA
Antes
do início o ser é, se assumido na ponta do que existe ou que venha
a existir depois de um beijo. Planejado ser, o que seria qual não
fosse um condom de borracha, que o ser se esgota e se despede de não
ter sido assim, por lá. No que de ser supra, o ser pode vir dentro
de uma caixa de sapatos, na forma reptílica de uma lagartixa, no ovo
não chocado mas galado naquilo que não se tente assumir de outro
modo, pois aquilo que não se sabe não contém tudo o resto, qual
não seja hoje o ser que existe em todas as partes, salvo por dentro
das máscaras ou longe do álcool. No que no vintém acumulado por
uma troca de alumínio catado, seria meritório ver um homem das ruas
comprar um livro que não seja para ajudar no leito, mas para se ler
e se ser meritoriamente, em um milagre que é de tanto e tanto que
por hora não sabemos que sabe ler, se um mendicante ou um homem que
pretensamente ache que a cultura é a folhetinesca novela que até um
gambá sabe ver.
Não
comecemos com a empáfia de desqualificar o ser, de sermos
preconceituosos até com um escorpião, um gambá e uma galinha. São
todos seres e temamos a falta de tolerância quando se preconceitua
um humano, haja vista termos superioridade relativa e os nossos donos
são os cães, por vezes, nas vezes em que cuidam de nossa segurança,
quando dispõem de sua vida para nos defender, mesmo quando
diminutos, mas silenciosamente argutos e vigilantes.
Por
vezes não é o ser que é ser, por não existir de fato quando fala
o que seria assunto trivial, mas, em certas circunstâncias, de
fundamental importância para se gerir um projeto consonante, o
caminho deriva para algum paradoxo, este quanto de não se tocar na
letra, desta não ser concreta, consoante, de não conter o ser do
significante! O fato é que algo ou alguém trate de corrigir todos
os nossos erros, quando de um clã, quando de um grupo, em uma ampla
consideração a um debate continuado, com a hierarquia correta não
apenas à equipe em questão, mais aos adendos que pretendam, bem
fundamentados, cooperar com a retirada ou simplificação dos
extraordinários obstáculos que aparecem no meio de nossas missões.
Estamos
em uma Era de provações, mas não mitifiquemos o signo do herói,
pois cada qual é portador de uma potência que pode derivar na
criatividade, no trabalho do voluntariado, na generosidade perante os
inimigos, no esforço em dedicarmos nosso tempo a uma labuta
incansável e permanente, no que versa a descansarmos quando for a
hora, qual um grande exército independente e civil, que não sirva a
outra coisa, diferentemente quando sabemos onde está o inimigo, a
não ser derrotar essa estranha criatura que nos invade os olhos, as
narinas e a boca, quando resulta em uma baixa que contaminará
alguém, ou mesmo derrotando a vida deste ser inumerável que depende
igualmente do tempo que iguala prognósticos dos ditos inimigos do
nosso corpo, aí tratando-se da ciência, pois o corpo material é o
templo onde resguardamos o espírito, esse corpo que é fruto da
ciência, dos órgãos, das células e das moléculas! Perdoe-se a
quem vos escreve esse parágrafo tão longo, mas a lógica da matéria
demanda compreendermos bem o seu cerne, o seu conteúdo.
Pois
bem, temos um inimigo muito perspicaz, veloz e poderoso. Poderoso
porque veio em um momento histórico onde algumas nações não se
prepararam corretamente na erradicação da pobreza, na diminuição
contumaz de suas situações de miserabilidade, não se pensou em
saneamento, na quebra e realocação decente das moradas irregulares,
na desinformação que corre solta, no controle do Estado sobre a
economia, ou seja, do Ser que seria bem maior se fôssemos um ser de vulto realmente e humanamente preocupados com as gentes...
domingo, 5 de abril de 2020
O AFETO QUE SEJA
Sejamos
do afeto, que este aponte para algum norte, qual direção
A um
lugar onde uma camada transparente de reais intencionamentos
Dirija
a seu cunho próprio as mãos que tantas vezes cuidamos em limpar…
As
Páscoas sejam respeitadas por todo o mundo, e que uma luz emane
Do
simples exemplo de esquecermos o fato de ressentirmos nosso imo
Quando
constatamos egoísmos que podem valer mais vidas do que tudo.
Que
não irrompa exageradamente o afeto às coisas materiais, mas um
gesto
De
quem possua mais, exorbitantemente mais, apenas um quinhão de vulto
A se
conceder mais do que apenas o feijão, mas igualmente o fogo que
cozinha!
Precisamos
de sal, precisamos de açúcar, de frutas e legumes, e não é só do
pão
Que
viverá com dignidade um ser, sendo que aqueles que residem nas ruas
Sabem
mais do que muitos em seus palacetes, ornados com joias e todo o
luxo.
Pensemos
que as nossas bases são afetivas, e não comunguemos com o ódio,
Posto
nas fronteiras deste estão os confusionamentos mentais que tanto
vitimam
Quanto
fazem padecer mesmo o opressor, pois ninguém sobrevive no empuxo.
Ninguém
pode ser tensionado todo o tempo, mesmo quando se encontra
Com
prazeres pagos de antemão, posto uma relação sem afeto não dispõe
O
meritório campo das adversidades que retornam do ponto onde se
parou.
Pois
não, que sejamos obviamente do afeto incondicional, pois é nessa
vertente
Que
reside a sensatez de não ferirmos o semelhante com palavras duras,
Apesar
de, por vezes, o rancor ultrapassar um limite, quando a barbárie
toma forma.
À
vista de uma nau como a de Noé, tenhamos paciência com todos os
seres,
Posto
a terra se apresentará em um ramo de oliveira, assim como neste
Domingo
Os
ramos estiveram presentes ao menos no olhar de um devoto que anuncia
a paz.
Se o
fato é que nos digladiemos depois da crise, já se prepara um
terreno acidentado
Onde
os consortes do rancor esquecem que o afeto não é apenas uma
qualidade
De
um tempo qualquer, pois revela aos homens o espírito de Deus que
reside no peito!
Se
tentarmos nos tentar a agressões futuras, a obra divina perde seu
sacramento
E
parte para um ensaio pífio e hipócrita que não resolverá um
ensinamento de desprezo
Que
se antepõe a tudo que podemos – e devemos – aprender sobre as
questões humanas.
sábado, 4 de abril de 2020
A BANCARROTA DO LIBERALISMO DE MERCADO
Não
há mais a independência lógica e progressista de um mercado que
esteja ainda acreditando que as regras liberais da oferta e da
demanda estejam vigorando no mundo ocidental, nos dias de tantos
sacrifícios que se percebe no andamento das sociedades ditas livres.
Livres somos para morrer de pobreza, da falta de atendimento médico,
questões que no Oriente distante não são aprofundadas dentro de
sua lógica realmente progressiva, onde se vê que a Coreia do Sul já
não está com uma situação de extrema gravidade, já antecipada
pela China – antes epicentro global e com seus esforços de ordem
coletiva já fora da crise.
Era
de se esperar um egotismo exacerbado de um império em decadência
como o dos EUA estarem prognosticando a necessidade nada altruísta
de se garantir, mesmo sobre os países como o Brasil, meros satélites
dessa potência. Sairemos ilesos? Talvez possamos acreditar que no
nosso país possuímos um epicentro de solidariedade, de humanismo,
qual não seja por vezes com graves óbices, mas guardando as
reservas necessárias de termos uma unanimidade nacional, quando
aqueles que por aqui ficarem, como os profissionais da saúde e
estrangeiros do mesmo setor ajudando nossos cidadãos e lutando para
derrotar esse inimigo em solo pátrio.
Saibamos
que na lógica de mercado é cada um por si, e os economistas que não
se prepararam para saber o que é intervenção do Estado acabam por
não auferir valores de extrema importância nesse requisito
essencial de nossas frentes. No jogo que se nos apresenta não
adianta mais blefarmos que os países crescerão com a liberdade do
neoliberalismo, mesmo porque a contradição se apresenta como uma
ameaça à saúde que infecta ricos e pobres, daí portanto tanta a
preocupação mundial, haja vista o Ebola africano não ter sido
levado tão a sério.
Romperemos
essa estranha escravidão mental que nos assola dia a dia, a cada
pronunciamento, a cada assertiva de ministérios que temem estarem
chamando mais a atenção do povo brasileiro do que o que não estava
previsto na ordem das vaidades… Ninguém mais será o herói,
acabou-se a mitificação de algum tipo de liderança, o que há são
bilhões de peças no tabuleiro, como um GO jogado de maneira
compulsória, onde ganha aquele que cria melhor, ganha a inteligência
estratégica, e não atitudes desesperadas de um governo como o de
Trump. Esse pretenso líder apenas acelera seus modais excludentes
com relação a países do cone sul, por exemplo, trazendo para si
toda a empáfia de assumir que agora só os EUA vão ser beneficiados
por recursos que ainda não sabem se vão dar conta de seus próprios
estragos fundamentados na ilusão.
Parece
que quando começamos a acreditar que a solidariedade é mundial,
surgem os anticristos que permeiam contra a ideia que deve ser
peremptória de união internacional, mas justamente a arrogância e
a prepotência ganham fazendo pressão sobre um mercado já exausto,
onde não importa quem ou o que, mas apenas como e quando. Essa
certeza profundamente selvática, aliás, superficial na sua
previsibilidade, é que fundamenta uma questão moral que deve estar
presente nos poderes constituídos em outras nações, mudando o
prumo para as vertentes corretas de nossas atitudes perante o
desastre, ou a consciência de cada ação que mostre aos mais
covardes a nossa Soberania. Fala-se em termos de coletividade
internacionalista, fala-se em uma demanda maior do espírito e das
Leis aprovadas em cada Constituição Federal, fala-se em Ministérios
hábeis, ou em como se enfrenta o caos com uma Ordem Federativa
constituída por bons homens e mulheres. Será a partir dessas
premissas que seguiremos, sem firulas, lutando por Todos!
sexta-feira, 3 de abril de 2020
O PREÇO DA VIDA E O MERCADO SUBSEQUENTE
Qual
uma roupa de amianto se descobrem faces dentro de faces outras
Que
talvez se alterquem na letargia de seus inóspitos segredos
E em
outros lados um comércio aberto, a ver quem encabeça o império!
Pecam
grandemente algumas administrações em urgir que se repasse
O
insumo capital da sobrevivência das gentes em um uníssono sentir
Que
estamos órfãos do mercado e que mercadologicamente ditamos morte.
A
ponto de vermos que não há a saída de um pensamento pretensamente
Liberal
a ponto de se crer que há arrependimentos em escolher um país
Quando
este se dá conta de que tenta salvar os seus em detrimento do outro…
O
Deus mercado está morto, ou vive na sombra da morte de milhares
Que
veem em se solapar o cuidado a todos, uma sobra de trilhões
Que
não é distribuída pelos famintos, ou os doentes que morrem nas
ruas!
Enterraremos
as páginas secretas de um neoliberalismo que possui
Na
sua superfície de amianto que não impede o fogo do ocaso da ordem
Quanto
a pertencermos a países tão pobres que nem o mais duro resiste.
Veremos
circunstanciado o valor de uma moeda se submergir em futuro
De
algum tempo, pois quando os fundos internacionais se ressentem
É
sinal de que o capitalismo selvático encontra seara fértil para o ódio
do nada.
Assentem-se
nas cadeiras, oh catedráticos senhores, e revejam ao som do bem
O
mal que vossas excelências têm cometido nestes últimos sete anos
E
retirem de si qualquer esperança da salvação, esta a deixem em
seus óbitos.
Aparvalhem-se,
palhaços da comédia humana, posto penareis todas as dores
Por
quais de outros não sentis, mas que na verdade uma correção de seu
poder
Mesquinho
até o limite faz de um mundo como o nosso país a selva do sofrer.
Não
destes o pão, nem que não fosse de cada dia, mas o vinho de safra
que bebeis
Revela
o sangue que não vale um centavo que corre em suas veias, ricos que
éreis
E
que na plataforma da boa ciência, claudicastes com uma performance
risível.
Não
estamos falando de cetros ou rusgas, estamos citando o certo, pois na
vida
Estaríeis
melhores se dispusessem suas rotinas com as camisas esportivas e de
polo
Uma
vertente maior do que tudo o que se pensava no contraditório de suas
parcas leis.
quinta-feira, 2 de abril de 2020
DO PORVIR E DAS CIRCUNSTÂNCIAS
Há
que se dar o suficiente, principalmente quando o cidadão assume
um tipo de Poder que pode se fazer anunciar com as boas novas da
excelente iniciativa. Esta, de livre possa se chamar iniciativa
coerente, quando por uma suposição de lógica progressiva alcance
os objetivos que melhorem a vida de todos os cidadãos, por que não
há motivação gloriosa em se tratar com diferenciação entre
grupos, seja de elite um, ou de exclusão outro. Não há a ideia de
se tratar com diferenças quaisquer pessoas no momento atual, haja
vista o padrão contaminante não escolher quem vai atacar, posto a
gravidade começara na China, depois Itália e Espanha como
epicentros mais agudos, nos países de primeiro mundo… Obviamente,
nosso imenso Brasil recorrerá a todos os artifícios disponíveis, e
reunirá esforços na tentativa de fazermos do ciclo da doença uma
espiral descendente, um platô na conformidade das estruturas do SUS,
em uma campanha de guerra ao vírus com batalhas que devem ser
vencidas, dia a dia, passo a passo. Devemos pensar em cada indivíduo,
nas suas bolhas espaciais aumentadas, como na distância que certos
animais intuitivamente colocam entre si quando estão posicionados, o
que pode ser notado em algumas espécies de pássaros, como a
gaivota. Certamente, mesmo para os criacionistas mais empedernidos,
há que se convencer do darwinismo, pois este vírus muda, se adapta
e se cria com velocidades estonteantes, na vertente de um ser
primitivo, um proto ser, um bichinho onde a medicina tem seus
recursos para enfrentá-lo. Se a medicina psiquiátrica pôde
enfrentar a dopamina e controlá-la, se a química em sua engenharia
pode resolver problemas moleculares, esse vírus, em uma notação
científica clara e presente, haverá de ser derrotado, nos moldes de
sua própria quadratura, ou seja, através da ciência, na sua
metodologia e na sua inteligência dos pesquisadores e cientistas.
O
mundo já nasceu há muito e afirmarmos que haverá um renascimento
de poucos felizardos é um tipo de falácia, posto que nas populações
mais pobres certamente haverá maiores incidências dessa moléstia. A
grande dicotomia em nosso país é termos a ciência de que, quando
não colocamos termos na miséria acontece um panorama trágico por
encima dessa população que não possui a infraestrutura que sequer
cogitamos em cuidar, em consertar, em reformar. Pela bênção de
Deus e a boa vontade dos governantes, haveremos de cuidar melhor de
nossas populações vulneráveis, nossos problemas sistêmicos, nosso
saneamento que não pode esperar porque, conforme a opinião de
especialistas, outros vírus podem surgir, inclusive com maior
intensidade. Nessas questões de ordem é que precisamos pensar em
grandes mutirões, quando arrefecermos os ânimos desse ser
infinitesimal. Quem dera tivéssemos ao menos um trilhão de reais
para combater ou ajudar a combater o novo corona vírus.
Para
bem a se dizer de tudo o que se nos tem apresentado, ao menos que
trabalhemos todos com o espírito de união: somando esforços,
acreditando na ciência, com nossos cultos necessários e prementes
que nos levem a uma fé que nos entusiasme, com a predisposição de
sacrificarmo-nos por essa causa, no embate sem trégua de cada
cidadão de nosso país. Agora, devemos medir nossas palavras, pois
quando um grande administrador de uma empresa diz aos seus
funcionários algo impróprio ou com falso conteúdo moral, os
funcionários – quando o mesmo administrador exerce alguma
liderança – tendem a segui-lo em virtude de circunstâncias onde o
lado do sonho ou do ideal prevalece mesmo com uma realidade em
oposição. Ou seja, devemos estar posicionados na realidade nesses
momentos mais críticos. Assim é o porvir que remediamos todo o dia,
sem trégua.
quarta-feira, 1 de abril de 2020
UM DEBATE IMPORTANTE
Eis
que as sociedades debatem a questão da saúde, como se não fosse
realmente essencial… O debate individual a outro indivíduo, a
questão do diálogo na saúde, a aproximação quase compulsória
com os médicos, a saúde física e a saúde mental. Qual não fosse,
andamos pelas ruas com os nossos carros – afoitos – procurando
coisas para resolver as necessidades, vendo nas entrelinhas das cores
do Brasil as mesmas de sempre: o verde, o amarelo e o azul, nossas
estrelas meio órfãs de prognósticos facilitadores que permitam
crescermos ao menos na consciência. Meio que no que seja de pronto,
creiamos que a situação nos permita enfrentar as dificuldades com
um sentimento pátrio que nos aflore, não importando qual direção
onde irrompa, qual lado que se nos dite, mas no foco necessário,
assim como na disciplina e na organização que se faz presente para
que os insumos da saúde se nos cheguem em bom tamanho.
Temos
no mundo um inimigo comum a todos, não importando etnias, países,
territórios, pequenas áreas, um bairro, uma vila ou uma rua. Na
prontidão do caráter de uma defesa civil, por exemplo, vemos
funcionar as engrenagens que se fazem presentes na capacitação,
muitas vezes voluntária de gente humana, de gente solidária. Assim
que tenhamos boas administrações, e não nos furtemos a quaisquer
tentativas de entrarmos nesses debates com a colocação imprópria
que urge ao Poder, seja ele político, beligerante, autoritário ou
religioso. Não pode ser a tarefa de poucos a solidão da clausura de
muitos: aqueles que se sacrificam esperando as mãos solidárias,
como se espera o sol em nossos despertares nas madrugas de noites
quase insones. Que certas palavras voem na solidão de um homem que
escreva, ao menos, na tentativa de se comunicar com algo que possui a
incerta dimensão de uma conectividade, mesmo que sem respostas
relativas ou absolutas.
As
falas de alguém podem ser interpretadas de modo inconsequente, posto
o maior absurdo não é o que é proferido com erros aparentes, de
certo modo – aos olhos da maioria – equivocados, mas sim, no
esforço de uma equipe um alinhamento lógico, mesmo na faltante
lógica de um discurso que se pretenda único, pois a equipe é a do
treinar-se, e não existe escrete sem a aprovação do técnico.
Remontemos esse único quebra-cabeça que não pode ser reducionista
a uma voz, porquanto em se falar da sinergia sistêmica tornamos a
resistência a essa doença um tipo de dimensão altamente presente,
mesmo na volatilidade de certos contextos.
O
poder é algo inconsútil quando não é exercido pelos próceres de
uma estrutura administrativa, nisso incluído o Tripartite Poder: um
só, como a Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Pudera
fosse fácil aceitar algumas diferenças, mas é no debate de suma
importância que as questões relativas a uma grande União
Federativa que traduzirá os anseios daquelas parcelas que são
favoráveis ao harmonizar as frentes com uma classe bravia que
realmente está nas frentes ajudando a combater o único inimigo real
e concreto que surge animado para nos infectar neste 2020. Vinte e
vinte, como um horário, e que não nos importe tanto agora como
estaremos neste 2022, apenas sabendo que são mais dois anos de
trabalho incansável para que as agências sanitárias de nosso
planeta consigam, através da mais pura ciência encontrar um
antídoto à altura da derrocada dessa onda de infecções
generalizadas. Nisso tudo, debater é classicamente – nem que seja
através das redes sociais e internet como um todo – o modo mais
crucial de nos permitirmos entrar em entendimento com os fatores que
nos levam por vezes a uma certa rebeldia de valores que não existem,
posto o comportamento e suas ciências da civilização podem dar o
exemplo a todos nós!
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