sábado, 13 de abril de 2019

UMA QUESTÃO DE CULTURA


          A princípio, temos um panorama que enfraquece as iniciativas de segurança pública no país. O que viria a ser propriamente isso? No que se refira ao andamento de se manter ao menos as instituições na normalidade, a ponto de sabermos crer na possibilidade dos diversos modais do assunto em prol do bem-estar da população. As mãos limpas, esse é o trabalho a ser sistematizado em todas as nossas frentes de atuação. Para si e para outrem, a si mesmo e ao próximo, e que o próximo não esteja em latitudes distantes da realidade que urge a que seja ao menos compreendida em seus aspectos por vezes bizarros, mas que sempre se teça considerações a respeito. Empregando um paradigma da história das nações, a cultura de um povo só faz melhorar as relações deste com os poderes, pois versa na vida o que vem a agregar, seja o conhecimento acadêmico, as aulas de história, de matemática ou o arcabouço filosófico pensante dos que possuem talento para tal. Uma grande esperança deve ressurgir a partir da democratização do conhecimento, que vem a participar aos cidadãos a disseminação e o diálogo fremente que nos leve ao saber, desde uma língua estrangeira até o acorde de um violão.
          Não seria pedir demais que um artista tivesse seu reconhecimento por estar envolvido com a criatividade, não apenas nos desenhos ou artes visuais, como na música, teatro e cinema. Termos a cultura com ponto pacífico ajuda a pacificar e dar esperança aos povos das periferias, em que o trabalho em seu favor através do voluntariado ou fundações de amparo realmente rende frutos onde não apenas se utilizaria a religião como pano que se abre ao espetáculo de vida que queremos. A saber, que um quando sabe ler uma boa literatura, ou ensinar a sua compreensão do assunto merece o respeito a ser reverenciado a qualquer modalidade dos ensinamentos que podem continuar merecendo a atenção quase absoluta, porque portanto verdadeira. Acabar com a cultura dos povos – como se diz usualmente – não é bom negócio, e nem negociar com a cultura, a não ser em uma economia mais solidária, onde quem quer uma peça de arte possa ter acesso à sua posse, porquanto de valores relativamente acessíveis. Um pote de cerâmica, um cesto de vime, uma escultura em terracota, um quadro a óleo, um desenho a nanquim, um traço qualquer, uma mensagem, pensem, não deve haver muitas fronteiras na arte, pois esta chega, na imagem ou no texto a quem quisermos que chegue, mesmo sabendo que nem todos os caminhos levam à Roma, mas que o Império ao menos seja mais solidário com esse assunto cultural. Nem há como comparar as coisas, mas o que se cogita de um país como o nosso é que seja sempre lembrado a partir de suas raízes, e anciães que neste rincão do planeta vivem já trazem consigo um legado vivo que merece o respeito e a atenção das gerações que nada sabiam ou nada sabem do que foi produzido culturalmente ao longo da nossa história. A cultura é viva, nunca se pode apagá-la, nem proibi-la da forma como há pessoas que relacionam-na com um tipo de mal social, ou com a pecha de perfis ideológicos ou coisas semelhantes. Na verdade, a ideologia existe, tanto na esquerda como na direita, se é que teimam em classificar linhas tênues que se tornam tenazes com esses rótulos, mas o que existe na questão do conhecimento, das técnicas tecnológicas das artes visuais ou similares, é se este – o conhecimento – existe ou não, se os artistas compreendem a teoria das cores complementares e harmonização cromática, se os técnicos de som compreendem a versatilidade e universalização da música, a saber, que mesmo na modalidade da cultura industrializada, ou utilizado e manufaturada com a ajuda de softwares, saibamos que o país igualmente tem força para conseguir ou tentar ao menos esse diferencial qualitativo. Um software como o Premier, como o 3D Max, softwares de paginação, fazem sempre do design brasileiro – ou como idealmente se queira permitir – um setor de atuação com potenciais criativos, quem sabe, até de segundo mundo, que seja, se é que se pode definir exatamente essa nomenclatura…
           Não, não se quer que falhemos na arte, do design, no cinema, mas daqui a pouco teremos que pedir ajuda a Timbuctu se quisermos produzir qualidade e bons conteúdos de arte e cultura. Pois do modo em que se enxerga a não possibilidade, como inferência ou assertiva negativa com relação à produção, técnica, conhecimento e oportunidade do fazer cultural, teremos que partir do zero, ou seja, a cada qual um lápis, a cada morador da periferia ao menos um caderno e caneta, e partir a ensinar como se fôssemos, e somos, os heróis do melhor combate que pode haver neste planeta, em países subumanos como o nosso, antes de apagarem – tarefa impossível, mesmo na terra plana – as iniciativas que levem a uma retórica de conhecimento genial e pouco provável na história das civilizações com o nosso país, pois temos uma bagagem cultural inextinguível e canais de comunicação que devem dar o exemplo para que ao menos em telas relembremos os costumes mais ousados e lindos de nossa história.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

A NORMA ESTABELECE, O PADRÃO RECORRE, E O FATO SE DENOTA, ESTE, POR VEZES...

MAIS SERIA NÃO DIZER MAIS NADA, MAS A LEI ESTABELECIDA, QUE É DA LEI, SE PLANTA NO UNIVERSO DA INCERTEZA.

O QUE APARECE COMO INIMIGO PODE SER UM ALIADO DO MONTANTE QUE ESQUECEMOS NA LUZ DA LUA CRESCENTE.

OS CÃES LADRAM TANTO POR VEZES QUE A CARRUAGEM DESISTE DE PASSAR E PASSA AO LARGO DE SUA PRÓPRIA VOLTA.

A VISÃO DA TERRA À VISTA CHEGA A IMPRESSIONAR A VELOCIDADE DO BOM SENSO.

AO BOM DEUS TEÇAMOS GRAÇA E AO MAU DEUS A CONFUSÃO SE TORNA PARADOXAL, POIS PELO MENOS NESSE TERRITORIO NÃO HOUVESSE ESSA DUALIDADE CRUENTA.

QUE TECE A CARPIDEIRA MAIS UM EVENTO DE MAIOR MAGNITUDE, MAS QUE NA VIZINHANÇA NÃO SE COMENTE O OCORRIDO.

NADA É TÃO DOCE, MAS AO OLHAR DA SENSIBILIDADE DA MULHER, UM BEIJO PODE SIGNIFICAR O CONFORTO DO FIM DO MUNDO...

SE NAVEGAR FOSSE TÃO PRECISO, O POETA NÃO PRECISARIA DA LUZ NOTURNA DE UM LAP TOP, MAS DO SORRISO SECRETO DO TUBARÃO!

NÃO, QUE AS VESTES SEJAM MAIS COMPLEXAS, E QUE DENTRO DOS MISTÉRIOS DO MAR ENCONTREMOS EM NOSSA EMBARCAÇÃO O LIMITE DE NOSSAS FRONTEIRAS NA ÁGUA...

AS ROUPAS QUE VESTIMOS, SEJA UM JEANS RASGADO NORTE AMERICANO, OU UM SARI INDIANO, CONVENHAMOS, NADA DE MUITO TÊNUE TEMOS A DESCOBRIR O QUE HÁ POR BAIXO.

O HOMEM NU PASSA POR DIANTE DE SUA MULHER, E ELA NÃO O NOTA, QUEM SABE, SERIA ATÉ MESMO A IDEOLOGIZAÇÃO INCONFORME DE UM BOM CASAMENTO, ORA POIS!

A SE PROPOR ALGO, QUEM SABE SE PROPORIA, EU SEI LÁ, QUALQUER PROPOSIÇÃO QUE OBTIVESSE UM NEXO QUALQUER NO QUADRANTE DO LUGAR COMUM DA ESPERANÇA.

A TEMÁTICA ALGO CURIOSA DOS OFÍCIOS


         Seriam os ofícios quase deuses, em que um possa se imaginar com poderes, enquanto inúmeros mortais sequer sabem ler? Ou não podem, ou as escolas são faltantes, ou um regime de engordar a ignorância de poucas referências literárias levam ao escopo da mesma ignorância alguns privilegiados ao poder? Talvez os ofícios sejam mais curiosos do que a simples moeda da troca, do que o lugar comum em que seres deixam de viver por estarem sob pressões que a humanidade pode evitar, mas não o faz porque se torna em seus atos inumana. Credite-se a um ofício qualquer não o modo animalesco das contas e dos lucros nas relações sociais, mas na diligência em se saber que o que torna um monstro na sociedade, é algo que foi criado muito tempo atrás. Há uma transferência do tecnologizar a infâmia, do soçobrar pensamentos para que o correto estabeleça limites e critérios ao menos duvidosos. Se o jogo das palavras que se escutam largadas no limbo seja tão simples como desvendar a lógica rasteira, sem profundez, seja feita a vontade de estarmos no planeta dos consortes por encomenda. No entanto há muito a se aprender com os ofícios, e um lado maravilhoso é justamente debater-se a questão em que um ser esteja de acordo com as respostas que obtém em sua busca – na curiosa busca – de saber-se aprendendo, mesmo que outros maestros lhe digam o contrário. Não há defesa na parte inconclusa de uma ação que a nada remete, talvez apenas tenhamos que defender preciosos tempos em que porventura poderíamos estar longe de uma máquina em que seu óleo seja para lubrificar as partes dela, apenas, mas não de se dar uma pausa criteriosa em andamentos em que se clama por paz, e ações negativas apenas a consumam. Esse consumir-se a paz faz com que nos resguardemos provisoriamente e passemos a consumir – por exemplo – de modo brutal o óleo que é razão e motivo para tantas contendas. Seus preços, seus usos, seus danos materiais e suas guerras.
         Em uma alocução mais pertinente, quem sabe aquele que esteja consumindo a paz de outrem não saiba que apenas está colocando areia no panorama claro do céu, como transferindo pestilências onde não deveria haver esgoto. Inconscientemente, o céu pode turvar, mas as águas acabam caindo de suas frentes por razões já citadas, por uma questão da falta de compreensão e de uma curiosidade oficiosa, que muitas vezes não possui a culpabilidade direta, ou o dolo. É fácil redimir fronteiras à base de indiferença, é mito não admitir o erro pela desigualdade, e é extremamente confortável se portar à frente da máquina, já devidamente corroída pela ferruginosa corrupção, endêmica e tentacular.
          É por uma razão evidente que não se deve expor uma vida sacrificada mais e mais, tornando a existência em um país como o Brasil uma terra de promiscuidade em que as classes mais altas estão envolvidas até o pescoço, e quando se fala de promiscuidade, entenda-se o arcabouço moral da conivência algo secreta com as atitudes e crimes mais vis que a própria justiça corrompida silencia perante o povo, que se torna expectador dessas modalidades em que verdadeiros grupos de extermínio já começam a agir em nosso território na construção do desastre corroborado por instituições de lesa pátria, o que fatalmente levará a um colapso sistêmico, se as autoridades não começarem a olhar mais para o seu umbigo, desde o primeiro dia em que vieram ao mundo...
        Assim se pode ter uma curiosidade de ponta, assim se dá o mea-culpa, onde a titulação do verdugo há que ser revista pelo próprio ato de seus ferros que ferem aqueles que supostamente não vivem dos acordos e da curiosidade mórbida pela imprevista, mas sempre sólida, impunidade.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A VERTENTE REPRODUTIVA


          Muito do que fazemos possui uma linha de produção, a contar por tempos em que o simples funcionamento de um relógio podia ser entendido – conceitualmente – pelo gotejar de uma torneira. A sabermos que nem tudo é ou funciona conforme o estabelecido no mundo contemporâneo, mesmo porque há modalidades produtivas em uma escala onde muitos países ainda estão em processos fabris mais antigos, mais arcaicos. Na verdade, o que se pensa de um canal de abertura de empresa, ou startup, revela no anglicismo um contexto de tecnologia, pois abrir um negócio como uma tecelagem pode estar utilizando, ou ser uma modalidade mais antiga, onde a tecnologia usada seja criteriosamente de outra ordem. Essa é uma questão em que participam diversos atores, onde uma rede de aplicativo já começa a dar sinais de uso crônico, é usual, é quase um lugar comum, já que em sua maioria os aplicativos apenas reproduzem ideias matriciais, o que vem a dar uma resposta talvez perene ou já saturada no chamado mercado, onde suas leis não são mais tão criativas. No entretanto já se vê que só quem tem um montante maior para ser investido é que possui mais chance de sobreviver nesse mercado, onde os sistemas bancários não sofrem muito com as investidas de alguma crise, ou coisas similares. Há certamente prospectos onde se afama as iniciativas de natureza criativa, como a indústria do entretenimento. Prospectos de propaganda extensa, reiterada, sutil, cromática, sensorial, onde todos os modais das relações entre elementos cognoscíveis dão lugar ao recomendado e pragmático uso desses meios de persuasão. Assim na verdade se constrói um apanhado de vertentes reprodutivas onde os valores passam a ser relativizados perante um caudal de recursos onde a rede contribui para emancipar chamados valores e seus comportamentos, objetificando o funcionamento sistêmico dessas indústrias, startups, irrigando novas formas de comércio, obliterando antigos procederes, ou negando suas existências. A esse vácuo ou átimo que pode ser temporal ou locacional, podemos afirmar que as questões relativas ao ser e sua existência em meio a essa algo confusa matéria nos levam a pensar melhor a natureza de suas origens. Talvez não importe tanto esse referencial histórico, mas é na modalidade que verte das garras quando as sentimos sobre os ombros, é que começa a pesar em toda uma massa de gente que algo não vai tão bem na tentativa da contemporaneidade em negar esse estado mítico de coisas um poucos vazias, sem a arte ou as válvulas inquestionáveis que fizeram parte da história desde Altamira e Lascaux, culminando com Marcel Duchamp, e as futuras instalações e cinestesias que põem termo ao retorno necessário da expressão da arte. Na necessidade da arte, não há uma palavra chamada conceituosismo, pois os “ismos” tanto enquadraram os estilos que haveria profeticamente uma queda até da arte cinematográfica, onde a atual produção em escala e de retornos gigantes é construída com bases na recriação da realidade, e projeção inconsciente de demandas intuitivas, abissais, reptílicas. A violência toma conta da recreação e a realidade toma a forma da violência, em uma roda-viva em que sonhar com um mundo pacífico não está nem mesmo pertencendo aos evangélicos, em sua sanha de pregar um apocalipse que, em uma humilde opinião, não deveria soerguer tamanha ira de Deus.
          Que todos se encontrem, isso talvez seja uma solução onde a vida peça passagem em um olhar, que a todos haja uma redenção, sem, no entanto, crermos em absoluto que estamos já no fim dos tempos, pois que a todos – sem exceção – se enobreça um sentimento aglutinador perante a vertente produtiva onde nem todas as modalidades se encerrem em apenas um projeto de mercado.  

quarta-feira, 10 de abril de 2019

SIGNOS DOS SONS


Veste-se o espírito da alfombra mesma do tempo, em que uma bandeira é erguida
Em meio a patíbulos de encomenda, ser do si que não se queira, a simples escolha
Em medidas algo vãs que não entorpeçam os sentimentos, de estarmos diante de Deus!

Os audíveis sons do sacramento, o sagrado em nossas vestes quase desiguais,
Mas que denotam a parte nossa, material, a carne em que nos largamos quase despojados
Em rotas simpatias que temos com aquilo que se torna uma fome de saber o nada…

Em academias vestimos nossas roupas, os músculos trabalhando no ímpeto de se tornar
O corpo algo de se dizer, um som quase inaudível, na mesma parte da moeda de pensarmos
Que a diferença do volume nos tornará mais saudáveis porquanto sistemas seguros do ser!

Nada seria tão distante disso mesmo, que o som inaudível se faz escutar nos volumes
E o timbre deixa a desejar quando cruzamos a ponte da dissonância nos ermos que entornamos
Dentro da escala quase interrompida por um gran finale que nem sempre é final grande.

Talvez seja uma poesia ignota falar dos sons, da inaudibilidade de alguns, que seja, outro som
Do si para alguma composição que nos fale mais da possibilidade, ao invés de carências
Porquanto o mundo é quase rochoso por dentro, mas profundamente é um pouco quente…

No som do signo interrompido, que palavras de música composta cheguem aos ouvidos
Daquela cidadania esquecida até pelas leis, daquilo que não se enxerga sequer na superfície
No que escutemos o mesmo afago que se deve ter, ao menos que não esqueçamos das filas.

Reserva o tempo mais auroras, mais vinhedos, mais composições do outono, sem tornos
Que entorpeçam de tão eletrônicos, de um Japão mais comedido, mais mecânico, sem se ter
A impressão que um braço mecânico ao som de Beethoven nos teça a barba quase por fazer!

Mais eis que se insurge um clima, quiçá entre Indra e Brahma, quiça o Vishnu seja maior
Do que todas as especulações em torno da Natureza, mas que o genético vira genesis
Ao som da orquestra que deixamos esquecida por que faltaram na base dois baixos.

Não se há de contar, pois uma corda é suficiente a suportar a escala, e a motocicleta urge
Por um aplicativo que a deixe sair das fronteiras, por sobre montanhas andinas e de chofre
Quase alcançando uma imaginativa consciência, em meio a músicas tornadas diamantinas.

O tempo da partitura ruge, assim tanto como um leão casado com uma árvore, dissonante ação
Que então permite ao menos em sua garra o desfile de uma formiga, em que a unha do felino
Por ser gigante não fere o inseto, pois pelo contrário, permite-lhe que chegue na folha da grama.

A vida não seria a mesma sem um signo qualquer, um tronco, uma cepa, um altruísmo
De nos sabermos mais velhos e um tanto orgulhosos, pois quem dera, sobreviver na Terra
Em um milênio de silêncios que apronta das suas, sem dizer ao ouvido sequer a nota dó.

Singelos caminhos, de veredas inconclusas, de temas imaginários no chip quase atualizado
Pela desforra tecnológica de estar à frente da concorrência, ao menos em uma embalagem
Onde o G – ponto rotor – vira a moda de ser quaternário, ou apenas marcados com um cinco.

Mas que o resultado supere as escalas do som que não teríamos que resguardar do processo
Quando ao alumiarmos as frentes, os sons outros que não aceitáramos por suposições
Vêm como ondas no ar, frente a física indefinível no horizonte que jamais alcançamos.

Vê-se um tempo redimível, uma equação quase lógica nos seus quadrantes, um sonar
Que entorpece a melhor das embarcações, quando o barco que contamos singrar tranquilo
Encerra a triste condição de ser de um aço tão duro que a escotilha vive emperrando…

É de se dizer de muito que não se chega a ser sempre um retorno de grandes lidas,
Mas portanto seria algo de alcançar milhares de estrelas sempre que a fronte
Da música de suas luzes nos permitissem chegar a alturas que, no entanto, não definem.

De outras palavras e sua fonética tão distante, que se subentenda que a plataforma
Em que vivemos na esteira da comunicação quase quadrática, em poucas linhas,
As questões relativas ao tamanho de uma janela ao relento encontra os seus na rua!

E da rua que viessem sons porventura até estrangeirados, mas que fosse a paz de um dia
Em que o dia mesmo supracitado começasse na madrugada do ontem, e fosse parar
De pulsar na vigília de nossos sentimentos depois de entrante a noite do mês seguinte.

O signo do som, o som de uma religiosidade, um mantra sagrado, pois sim, o signo
Ficante de qualquer modo a um modal em que apenas no último verso de alguma poesia
A mesma poesia ancora para tentar escutar aquilo que observa do alvorecer das noites!

terça-feira, 9 de abril de 2019

QUE A VIDA CONTINUE LINDA


          Pois, a saber, vivamos, de qualquer modo… Não teçamos regras contundentes, apenas sigamos o fluxo de nossa verdade em existir, pontuando esperanças ao nosso redor, posto na esfera negativista não encontraremos a razão que nos leve a consentir a existência mesma citada, não fora o aspecto irrisório, apesar de tremendo, de grande dificuldades que os nossos destinos enfrentam. A seara de nos abandonarmos, de acharmos que a questão de nossas tristezas são reais por vezes encontram com o falso andamento de que quando nos sentimos lesados alguém tem culpa, mesmo que seja a ira de Deus. Nada disso, pois a razão criteriosa em levarmos nossos destinos adiante é justamente retraçá-los ao andamento correto. Por vezes, achamos que nossas vidas são solitárias, tristes, isoladas, turvas e, no entanto, estamos deixando passar ao largo por nossos sentidos os sabores de uma espiritualidade que nos faz precisar estarmos conectados com algo maior, o que por si só já é uma grandeza escalar, falando-se no sentido quase científico do saber, do se portar, de estarmos mais cônscios, apesar da relativização a que isso possa inferir em pensamentos que encontram agora mais a necessidade de aproximação com os seres que somos, e a outros aferidos seus valores, igualmente. Não tentemos colocar a balança de causas e efeitos a toda a prova, em todas as nossas modalidades vivenciais, a mensurar qualquer atitude, sem nos atermos à franca possibilidade de estarmos deixando fluir a consciência de modo nada reticente, e na verdade disciplinado, por opção, e por vezes por necessidade mesma, haja vista não estarmos em um faz de conta. Seremos melhores se buscarmos nos associar com coisas melhores, e seremos melhores ainda se conseguirmos o resgate de vidas lesionadas por carestias a uma melhor qualidade, à possibilidade de esperança, a frutos generosos e concretos. Muitas são as leis que nos regem, mas com relação à Natureza não cumprimos com os nossos deveres, a se dizer de uma cidadania plena, universalizante, que exceda o mundo material, posto é tal que quando agimos espiritualmente as coisas do apego se neutralizam ao menos um pouco, e que os raros e verdadeiros renunciantes particularmente não dizem respeito às relações do Poder e sua circunscrição da renúncia política, mas em pequenas atitudes que falam ao coração e ao nosso Deus que nele reside!
         A vida – prosseguindo – não é matéria de informações e nem de contabilidade, pois se reserva ao direito de um universo qualitativo, de nossas idiossincrasias, e não de estatísticas ou comandos, de somenos importância, quando refletidos em um aspecto mais sereno e contemplativo, mesmo dentro da questão fabril da produção, de um trabalho extenuante, da protetividade de um arcabouço institucional, ou de uma aplicação legal correlata. No que se refira a um apanhado de novas ou velhas versões, temos apenas uma certeza humanística: os idosos são assim e portanto mais sábios, e o respeito às suas histórias faz da grandeza de um povo a nuance pétrea de sabermos escutá-los, pois aos mesmos se resguarda toda a experiência histórica que remete a passados de dificuldades ou alegrias, e a motivação que nos ensombra dentro de nossos prognósticos algo crus de quase crianças em que muitos gerações se têm tornado. Haver-se-á crise sem qualquer dúvida, desastres climáticos, e na referência do passado, mesmo que este não possuísse os recursos de ampliar expectativas quaisquer de ordem existencial, estará a fonte do que foi o nosso estado de coisas, quais foram os espectadores históricos, como cresceu a nossa indústria, o nosso campo, os nossos filhos e, com isto tudo, como é linda a vida ainda com a superação das dificuldades que certamente espera que cumpramos enquanto cidadãos desse planetinha algo enfermo que se chama Terra!
         Por que um homem pode amar os cães? Talvez porque estes não são dissimulados, não sabem o que é a hipocrisia, não se escondem debaixo de suas pelagens. E aos pássaros, o que dizer? Que voem tranquilos, pois não ensaiam caminhos, não possuem rota para algum destino, mesmo os patos em seus voos continentais, procuram lugares com vida e melhores condições, pois não voam em busca de contratos comerciais, não vendem suas florestas e nem negociam com a sua ciência: jamais comparada com a humana, que repete materiais e estilos para melhor explorar a vovozinha do lobo, que ensaia a exploração de nossos bens mais preciosos, mesmo que para isso tenhamos que falar das nossas próprias personalidades, moldáveis como o disfarce do lobo.
         Pois que a vida prossiga linda se fizermos cumprir nossos deveres onde estamos, sacrificando nossas vidas e esforços em manter melhor os nossos processos de interação com o próximo, seja humano ou planta, animal ou rio, mar ou terra, lavoura ou indústria… Não precisamos ficar tristes com a brutalidade, ou sabemos que a tristeza passa, ou acabamos por querer dar a mesma moeda, o que seria tornarmo-nos tão brutos quanto as pedras imóveis, que não mudam de lugar esperando vagas em esperas milenares.
        Toda a questão que nos abraça não pertence a uma crítica à ciência, mas como nos temos portado com esse ferramental nas esferas produtivas, como nos ausentamos das verdades que perfazem uma estrutura que tente ao menos estabelecer a conduta de nossos atos, dentro de uma coerência – repetindo – de renúncia ou tentativa de atenuar o fogo apaixonado pela matéria, que crepita e não se consome, até que nossa superfície planetária comece a ressentir-se mais e mais. Essa conduta pode ser espelhada na metáfora de um cabo de fibra ótica, que transmitisse mais e mais a maravilha da tecnologia como base de conteúdo, e que este irrigue as mentes menos afortunadas pelas veredas da ignorância um conhecimento de construção de uma sociedade mais próspera no sentido lato humanístico quando se coloca essa questão dentro do contexto da preservação acima de tudo, pois Deus estará nos abençoando realmente se cumprirmos com a tarefa árdua de modificarmos o estigma de que tudo que Aquele nos concedeu na Criação – porventura de Sua propriedade –, estará fadado às invectivas dos modais exploratórios de antanho.   

segunda-feira, 8 de abril de 2019

QUE AO OLHAR SEJAMOS VIRTUOSOS


          Nada é fácil quando a empreitada é a vida. Na medida em que tornar-se o jogo virtual um espelho do dia a dia normal, verdadeiro, abre-se o espaço a que sejamos hipócritas, pois o jogo não é a realidade de nossos termos, nossos compromissos com os familiares, as relações com amigos, e tudo o que representa a sinceridade do ato, ou seja, o ato virtuoso. Essa é a ação mais consciente, estarmos sabendo lidar com dificuldades, onde nosso ego não pode questionar nossa atitude e coerência, pois a modalidade existencial própria da dignidade há que pedir passagem, há que ter passaporte para o mundo inteiro, há realmente que possuir visto permanente nas humanidades… A um olhar mais atento, não deixemos escapar ao mesmo olhar a dubiedade sobre uma atitude concreta do próximo, no que se explique essa concretude algo de sua própria presença, pois a verdade está na franqueza, na empatia sincera – repetindo –, nada mais simples do que isso. Se as nossas origens vem do campo, saibamos de nossa infância, de nossa terra, do trabalho na lavoura, se a tanto se prega que o fruto vem mesmo da terra, e é por ela que obtemos o alimento sagrado, pois torna-se sempre sagrado o ato de o termos, de possuirmos o mesmo alimento.
          A vida não é um brinquedo, não é um jogo, sequer um xadrez ou qualquer estratégia similar, a não ser para aqueles que assim a considerem, o que vem a dar no mesmo, cada qual tem seu livre arbítrio, inclusive para incidir em erro. Uma arma pode virar brinquedo nas mãos de alguém, seja este homem ou mulher adulto ou não. É meio estranho pensarmos que uma sociedade mais armada seja mais amada. Não, não é paráfrase de compositor, longe disso, pois quem de fato tem condições e treinamento de possuí-las – as armas – têm que possuir fundamentos de diplomacia, cidadania e serenidade, não podem beber, têm de ser estritos, disciplinados e com graus superlativos de humanismo, pois senão verte na tragédia brumadinhos de violência, e não é isso que se quer de nenhuma força que assim proceda. A cautela em certos enfrentamentos vem de encontro à profundidade de jamais usá-las antes de agir com a máxima e veemente inteligência para tal. Daí vem talvez o necessário conhecimento lógico e, sim, passatempos e estudos estratégicos vem a calhar, como o próprio xadrez e seus movimentos e aberturas. Como em um carro, devemos sempre dirigir com muito cuidado, esperando os erros alheios, preparando o caminho, cedendo lugar aos apressados, pois não será acelerando e gastando freios que estaremos poupando serviço mais pungente conforme necessidades operativas. Assim é na vida, um ser que serve a alguém é mais ditoso, e aquele que serve a raiz, ou Deus, serve a todos os ramos, ao tronco, e às folhas… Não é simples especulação, mas a razão de querer servir ao infinito, a uma grandeza de maior respeito, é saber que somos insignificantes, mesmo ao olhar da Criação, ou Natureza – bem dizendo. Não há um grupo, partido, ou coisa similar que seja sequer parecido com a grandeza da realidade onde nos encontramos: terra, água, ar, éter, mente, inteligência! Sendo as duas últimas grandezas a frente similar de outros seres, posto um cão acha com mais facilidade certas evidências de algo, ajuda um cego, resgata na neve, etc. Um urubu faz a faxina na natureza, limpa a carniça, ou seja, nem por isso devemos deixar de respeitar outros seres por não prestarem serviços ao homem, mas algo de compreendermos que a vastidão do Universo é tamanha que as estrelas são por vezes tão gigantescas como mil sóis, e haja vida. Uma estrela pode ter essa dimensão. E, em outras, sua luz nos chega e já estão extintas.
         A questão do nosso planeta é grande, e somos ou seremos coadjuvantes do que fizermos com ele, ou como nos relacionamos entre nós mesmos, os grupos, as grandes empresas, as instituições, os povos, as culturas, o saneamento, e por aí vai. É um planeta maravilhoso, e a ciência nos revela infelizmente apenas as suas frações, pois alavancam por vezes apenas pontualmente modalidades de exploração de riquezas que são unilaterais, quando confrontamos com o entorno, com o meio ambiente, ou questões similares em que a própria Encíclica Papal Laudato Sí descreve a Terra como a nossa casa. Nada mais pertinente e mais lógico, coeso, coerente. Nós como um todo, seja um civil, um militar, um político, pai de família, uma mulher estupefata com algo, uma criança órfã, um enfermo em uma fila de hospital, um rico, um sofredor, haveria mais união se ao menos houvesse um consenso de querermos construir juntos uma nova sociedade, mais justa, sem ideologia nem idiotices ou parvoíces, com seriedade, pois há na atualidade uma profusão de entendimento entre partes que buscam apenas debater o contra ou o favorável, mesmo que o contra seja a favor ou o inverso, em que os polos se altercam a ponto de chegarmos justamente a uma divisão em que o consensual fica a mercê de interesses, tais como será que a mídia dá aval, será que os interesses de uma multinacional serão atendidos em detrimento de nossas riquezas nacionais, será que tal coisa é esquerda, será que a direita volveu? Se essa confusão toda é mundial, então enfrentaremos uma crise total de valores, onde o olhar daquele solitário observador que ninguém quer ver porque também não será visto jamais não encontra virtuosismo em nossos atos, em nossas ações perante um tempo que já não espera, mas consolida, acumula, entorpece as próprias raízes de nosso planeta onde botamos nossos pés, como as águas a terra, o ar, a nossa mente e a pervertida inteligência a favor da ignorância em não fazermos nada pela espécie. Estamos navegando sobre mar profundo. Esse mar está carregado de ondas gigantescas, é um mar mais doce, não está mais tão salobro, é um mar que vinga o homem, vinga profundamente suas atitudes perante sua irmã Gaya, é nesse mar que devemos temer por algo parecido com uma antiga arca. Hoje, infelizmente, não teremos mais chance de arrebatar animais e carregar o navio…
          A crença de que tudo está errado parte do princípio quase ecumênico de todas as frentes, seja a ciência, a religião, a economia, a política, a segurança e o que se espera de uma esperança. Nada seria tão simples, amigos, mas a posição em que tem-se que firmar pé é de qualquer cidadão: que um texto sirva como um alumiar no fim de um túnel felizmente não tão longo, mas a experiência catártica que Cristo nos deu não era para termos dissuadido tão prontamente querendo apenas o desfrute, permitindo-nos querer prosperar como animais em nossas próprias jaulas, virados os homens feito bichos feras, sem as pausas para o encontro no patibular zoológico. Não será altercando com posicionamentos quaisquer de defesas ou ataques, que estaremos tranquilos nessa selva material. O que tem a ver com a prosperidade é tentar o diálogo, tentar alcançar espaços onde jamais colocamos nossa verve e significados, é tentar consumar o ato da sensatez e tolerância em todas as circunstâncias: ver o breu no breu e a luz na luz, e o breu na luz e a luz no breu. Deixar algo positivo para o negativo, sermos homens e mulheres, não importando quem. Atravessar o sinal e permitir a barbárie gerará reações contrárias, e de fatalidades similares. Em síntese, resguardar a segurança alimentar e de provisionamentos para a sociedade, pois se algum movimento de desabastecimento se avizinhar, a razão nos pede para que se-lo esvazie de forma enérgica, pois não pode haver caos institucional em todo o nosso continente, falando-se de nossos espíritos e corpos algo já cansados, pois não somos ilhas isoladas do resto do mundo, e nem podemos pretender que nossas riquezas sejam esvaziadas de cofres brasileiros em que nos esforçamos tanto para manter no país. Se a União faz a força, estaremos fracos se não houver aquela – mesma – de sempre!

domingo, 7 de abril de 2019

COMPUTAÇÃO GRÁFICA E REALIDADE



            No imaginário coletivo, na dimensão em que são veiculadas propagandas, filmes e jogos baseados na computação gráfica a interação do mundo no mínimo vive escalas míticas na recriação de um imaginário que alcança a fronteira de ilusões gigantescas... O mito heroico, ou falsamente, de soberba na egolatria fica com aqueles que são os produtores, ou seja, sabem como produzir em escala industrial os objetos e suas interações, os roteiristas, os fabricantes dessa grande ilusão. Não se furtem aqueles que compreendem o processo e tentam sem nenhum capital, apenas com a habilidade, competir com equipes externas gigantes. Esse processo de se conhecer um bom software de 3D demanda estudos exaustivos e compreende conhecimentos especializados, a cada qual em uma área, e demanda o mesmo conhecimento que não nos é dado na íntegra, pois vivemos em um jogo de interesses onde a independência gráfica não compete com a nossa realidade de país subdesenvolvido. A realidade de perfis altamente criativos no Brasil faz com que os maiores talentos migrem para países de primeiro mundo, deixando o design nacional a ver navios, literalmente, como a produção do Titanic. Dos que compreendem o processo, igualmente não há acessos baratos a softwares e seus licenciamentos, e os equipamentos para produzir projetos são dispendiosos e complexos.
            Na outra ponta está propriamente a ilusão daqueles que sequer conhecem os meios que produzem essa parafernália de imagens, sincronizações, animação, games, e filmes tão realisticamente perfeitos que invadem o imaginário das crianças principalmente, permitindo referências distantes do fato concreto que seria a realidade sem e com o computador ou a eletrônica. Há uma ruptura cultural de massa invasiva e extenuante para os pais que deveriam ser orientados para passar um conhecimento de como os sistemas de produção no campo 3D aos filhos que não sabem sequer por vezes o que é um espaço público, ou como lidar com a arte e coisas similares...
            No entanto, há casos muito importantes e úteis na aplicação desse conhecimento, como na ampliação da percepção humana, no uso na investigação científica, na confecção de próteses, na leitura de exames da medicina, no uso de máquinas avançadas para a confecção de algo preciso, e dezenas de aplicações no dia a dia do mundo contemporâneo. Esse paradigma depende de se tornar realidade no país com um olhar atento para esses recursos, e demanda que a estes se amplie o acesso, como nas máquinas tomográficas e de ressonância nas redes hospitalares.
            Uma estética aparentemente inevitável toma conta das artes, da permanente conectividade onde o que se vê no display é fruto dessa possibilidade tecnológica, citando-se o design gráfico, que é onde encontramos plataformas base para inovações de aplicações diversas e entretenimento. Resta saber realmente se o mundo se tornará quase antropofágico no encontro com o mito da realidade virtual, ou se o resgate de antigos processos caberá igualmente como escape dessa mesma realidade, ou sua releitura. O grande paradigma a ser vencido é saber que a arte mais artesanal – quando se fala de lápis e papel, por exemplo – não daria resguardo a um recurso expressivo, enquanto porventura ainda se acredite na necessidade da arte. A simplicidade pode ser uma saída mais autêntica e não necessariamente menos veloz, com tintas, pincéis, cinema alternativo, teatro, dança, música, entre tantas variantes que se intercomunicam e seriam válidas para se viver o espaço urbano, nas ruas, em tendas ou em estúdios.

sábado, 6 de abril de 2019

COMEÇA UM DIA E A NOITE DESCANSA



No princípio era quiçá a mão da obra, a construção…

No que desse, serei outro que não a composição sistêmica da aurora
Afora o que não se disse, por dentro da alocução de um tema que se ouve
Em uma profusão, eis que se faz um dia de navegar-se às cegas da lucidez!

Pois que o olho enxerga, não propriamente o suficiente, da águia é mais
E, no entanto, não se vê nas alturas o abutre andino sobre espaçado!

O tempo reserva às possibilidades de um dia entendermos algo, quem sabe,
Mas que nossa especulação mundana nem sequer encontra a luz de Deus.

Uma luz forte, que a alguns possa parecer do poste, luz alumiada por si
Que em realidade não haveria tanta a luz humana se não fora propriedade Dele.

A luz de Krsna, a luz da imagem de Sua Pessoa suprema, o farol que guia o barco
Dos que sejam os doze apóstolos, mas que não se concedam apostolados baratos!

O dia de um dia, o dia em que pensamos em Govinda, pois bem, no Gita e seu ardor
De sabermos que tantos são os dias e as noites, que a lua crescente também pousa
Em outros hemisférios, a saber, que de cerebrais só temos a referência da garoa.

Pois bem, que Garuda salve Gajendra, em sua luta contra o crocodilo em anos
Numa noite obscura de sofrimento, e que nas suas orações a Deus, Gajendra traz
Nas suas palavras sânscritas o sagrado que o grande Pregador trouxe da Índia…

Prabhupada nos traz os ensinamentos de tantos e tantos, que o Bhagavatam
Se torna o Purana Imaculado na única versão que jorra de um Ganges, que se torna
Um entendimento em que nos faria melhores se nos curvássemos em Sua Presença!

Se é de palavras, que se saiba de Sita e Rama, o Ramayana de todos os universos,
Ao que Ravana tentou dissuadir de Indra seu trono, e em que Hanuman torna a questão
Mais simples no embate do retorno aos Semideuses em seus tronos celestiais!

A noite descansa em uma Terra de Kali, a Era das desavenças e hipocrisia, mas que fica
Entre os segredos de querer se saber muito de alguém o motivo de muitos continuarem
Vivendo, sem saber que grandes devotos não caem, pois quando deixam o mundo
Continuam em sua harmonia com Krsna, ou mesmo retornam clamando por mais serviço!

A noite descansa em um razoável lote de seres noturnos, que a alguns significa uma sexta
Ou um sábado em que uma profusão de entes quase sagrados, como o sol e a lua e estrelas
Saberiam melhor que dormir mais do que o necessário não é tão importante quanto
Estarmos em serviço devocional todo o tempo, independente se estamos na obra de uma casa,
Se assentamos tijolos em nossos destinos, se amalgamamos amor em nossos lares,
Se predizemos que algo deve ser feito para que se amanheça melhor o sorriso de um incauto!

Pois sim, que a poesia de Brahma venha depois de mil anos de penitências, e que meditar
Em algo como a sorte é jogar confetes na escuma do mar, posto seja de merecimento do tempo
Saber-se como se portar, no outro jogo que não se joga, pois Krsna é o Senhor dos Passatempos.

A lila de se comer a Prasada, a veia de se portar silente como uma vértebra que se sustenta
Assim como Govardhana pousada no dedo de Govinda, depois de dilúvios tais que jardins
Eram salvos na esfera em que no Bhagavatam encontramos toda a história da Índia
No sagrado de uma religião que só tem a prosperar sempre no mundo, pois a Verdade é uma.

Não que não se desagrade algo do tempo eterno, Kala imensurável, quando este sabe
Que milhões de anos de ventos insofismáveis e lógicos de sabedoria relativa e material
Não podem abarcar ao mínimo a síntese final de que Deus é inquestionável e imortal.

Seu Espírito navega em profusões, na dança da Natureza, no riso secreto de um sábio,
Nas palavras de um Profeta, na vertente mesma de um recurso inesgotável, como é
Algo do ar que emana do Universo manifesto, e de outros que sequer foram ainda criados.

Verte-se uma manhã dominical para além desta poesia, pois as horas completam de modo
Que um progresso espiritual gigantesco faça parte da criação humana, em que a arte
Seja de tal forma o apreço com relação às religiões, que nada deste mundo que não parta
Daquilo que espera-se seja um bom senso de espírito nobre, não possa algo de varrer
Para fora de nossa casa a sujeira que impede que um nobre cidadão nos visite, a ver…

A vida em devoção não se compara ao prazer mundano, posto crescemos em idades
Para nos vermos mais idosos galgando mais experiência e sabedoria, por termos
Experimentado Prema, o amor a Deus, assim como em Madhurya a relação do devoto
É conjugal no sentido pleno da grande Rasa que podemos cultivar ao longo da mesma vida.

Ver os seres, na visão algo Brahmínica, será a coroação de sabermos sempre que não estamos
Tão sós quanto alguns gostariam de nos fazer crer, a condição de não estarmos de acordo
Com supostas normalidades, e a aceitação da vida material impositiva como uma droga
Em que sua abjeção nos revoga por direito o seu uso ou comportamento ou à pena de consumo.

O comportamento imposto do dia ou da noite, o figurino a que muitos se apertam, nas salas,
Nos quartos, no nicho de modo algo de suspeição, não, seria melhor que nos ativéssemos
A pensar duas vezes antes de tentar atingir certos clímax dos sentidos, sem sabermos
Que o puro hedonismo gratuito, a bem dizer, para a poesia, colocaria jaças que turvam
O olhar de turmalina de Krsna, no seu desenhado lótus em deidade ou na lembrança…

O sentimento que nos faz separarmo-nos Dele é questão de não sabermos ou ignorarmos
Que um átomo tem Sua presença, e que deste modo Sua refulgência estará de acordo
Com a Verdade Suprema em afirmarmos que Ele É, apenas isto, em que tudo pode ser
De uma Maya que sucede a confundir nossos sentidos, e que nosso retorno ao Espírito
Possa ser maior do que uma tentação de estarmos abrindo a guarda ao menor descuido.

Que a noite descanse, que as palavras venham a nos sossegar, pois não há mundos piores
Nem melhores quando estamos em Bhakti Yoga, e que seu serviço pode estar em Patalas,
Os planetas inferiores, podemos estar vivendo apertos diversos, mas a simples noção
De que não existe luta que não seja em devoção, a mesma se dá no sentido de vencer
A ilusão que nos cerca, e sabermos que o mundo sente agora rebarbas do materialismo.

A Natureza Material faz parte do Universo Material e, no entanto, não somos esse corpo,
Somos alma eterna, em que sua consorte verte no ventre da matéria o Paramatma localizado,
Aquele que observa nossas ações que, quando consonantes ao bem, nunca nos deixa
Sermos dominados pelo mal, posto a nossa existência e Missão só se completa quando
Soubermos que por nossas ações citadas poderemos estar ao lado de Deus em Krsnaloka!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

NADA DO QUE TERIA SIDO SERÁ POR UM INSTANTE, E TUDO MUDA TODO O TEMPO, APESAR DE FICARMOS ESPERANDO ALGO COMO REFORMAS DE PONTES QUE JÁ ESTÃO QUASE CONDENADAS A DESABAR OU RUIR NO RETRATO INDELÉVEL DE TERCEIRO MUNDISMO, INFELIZMENTE.

SÓ QUEM PRATICA ESPIONAGEM SÃO AQUELES QUE NÃO TEM OLHOS PARA VER, MAS BOCAS SILENCIOSAS PARA ESCUTAR.

AMOSTRAS DE DE ENE Á SÃO COMO PARAFUSOS DE DIVERSOS ENCAIXES.

O SIGNO DA SEMÂNTICA ALGO INDISCRETA ESTÁ EM VENCERMOS A IGNORÂNCIA COM ALGUMAS VÍRGULAS EM SEUS PRÓPRIOS INSTANTES.

TODO ARTISTA TEM QUE IR AONDE O POVO ESTÁ.....

DO ANORMAL SE RECRIA A NORMALIDADE, E DA NORMALIDADE O INSTANTE DE SE MEDITAR NO ANORMAL!

SE O MUNDO É SEQUENCIAL NA LINHA DO TEMPO, QUEBREMOS O TEMPO INSCRITO POR BREAKS DE CONTESTAÇÃO DESSA LINGUAGEM SIMPLISTA E PASSIVA.

A ARTE ESCALAR É COMO DIZIA JOPLIN: EU CANTO COM MINHA VOZ, COM MEU SEXO, EU CANTO TODA.

UM RETORNO AOS ANTIGOS MATERIAIS TALVEZ NOS FAÇA RESSURGIR ANTIGOS CRISTAIS FOTOGRÁFICOS DE PRATA...

A CORRIDA AO DESENHO DEVE SER ÁGIL, ÍNTEGRA E SÉRIA NA ALOCUÇÃO DE NOVAS MODALIDADES DE REQUADROS E SEUS DESENHOS URGENTEMENTE REVOLUCIONÁRIOS, NA SUA EXPRESSIVIDADE E FORMATO!!!

A VELOCIDADE DE UMA PENA É COMO SE ESCREVESSEMOS A VERDADE COM UM V, E TODO MUNDO ENTENDESSE, MAS EM ALGARISMOS ROMANOS MERECE V+V=X.

DE HOMEM PARA HOMEM, O QUE SERIA DA ARTE SE NÃO SOBREVIVESSE NEM MESMO A IDEIA QUE AQUELA É FRUTO DO ARTESANATO?

quinta-feira, 4 de abril de 2019

VERDADES OU INCLUSÕES


          Do que se é dito, porventura não se diz de um alfa, ou um beta, ou mesmo um gama. Seriam tipos de classes, ou será que a OOP – Programação Orientada a Objetos – não perfaz a lógica tão estudada em uma universidade? O alfa é criatura, quiçá um beta fora criador, ou quem sabe mesmo que um robô comece a pensar, investigando o automático, retirando das telas muitos de frações repetitivas do trabalho… A nova escala surge, quase de um nada, mas o sistema de informações cresce na medida em que as placas revelam sua nano matéria. Circuitos impressos de forma ultra precisa, em arquiteturas de progressão geométrica! Isso é assaz importante para que compreendamos a nossa era. Não há terminologia científica para delegar um setor, posto que dentro deste há infinitas possibilidades, e a análise combinatória retifica algo de acertos, ou tenta acertar ao menos, mas ressurge por vezes nos erros verticais mal empregados, como uma palavra jogada ao relento, ou a modalidade de mando que se remete à idade da pedra bruta, nem lascada fôra! Ademais, infelizmente a nova tecnologia traz a reboque novas modalidades de crime. A ponto da justiça tecer territórios a certo ponto nulos porquanto novos ao olhar do Direito, e a formação da mesma disciplina, enquanto se pudesse em ótima universidade se agregar novos modais operativos, discute-se a natureza da ideia, a ponto de afirmar que se ter uma ideia possa ser nocivo ao andamento do ensino. Precisamos otimizar urgentemente nossos educadores, posto não será automatizando linhas de montagens de alunos que estar-se-á formando a cidadania.
          Versemos sempre pela verdade na concretude do que é. Uma pedra pode ser um deus para alguém, a outro é um pedaço de minério, a outro é ouro quando for, e a um quarto pode ser um tropeço distraído. No entanto, quando vemos uma imagem católica, ou uma estátua hinduísta, devemos respeitar a ambas em seu povo crente, e não insistir que seja idolatria. O respeito começa também na religião, que significa religar, na origem latina: ligação, união, conexão. Aliás, o sentimento cristão está na cruz, e presume-se que Jerusalém é a capital do mundo cristão, onde seus santuários estão, mas na verdade há a questão territorial que deveria ser consensual de ambas as partes que estão agora lá vivendo, os israelenses e os palestinos. Há livros que falam dessa questão, escritos por Jimmy Carter, que tanto envidou seus esforços por uma paz permanente na região, e o respeito que se deve ter aos povos dos países do Médio Oriente, por uma questão de tentar evitar novas e cruentas guerras que já assolaram vários países, com o Iraque, o Irã, o Líbano, a Palestina, a Síria e etc, daí incluída a inquietação de Israel e seu braço Americano nas questões desses litígios imemoriais, desde 1.948, ano da criação do Estado de Israel. A inclusão de estreitar os laços com Israel tanto pode ser boa para promover Netanyahu na próxima eleição, como ser negativa se seu oponente ganhar, posto o nosso país ter entrado como apoiador político, o que pode gerar uma ruptura com o outro governo, se porventura ganhar o próximo pleito. Talvez seja mais auspicioso para toda a região que Netanyahu se mantenha no poder, e aí o nosso presidente marcará pontos, apesar de infelizmente estarmos com ameaças de problemas na exportação de frangos ao mundo árabe. O aconselhamento de não se transferir por a Embaixada Brasileira para Jerusalém foi dado como sábio pelo governo brasileiro, posto levado a termo. O padrão de negociações com o governo israelense trouxe possibilidades de intercâmbio cultural e tecnológico, e de treinamento de nossas forças policiais no combate ao crime organizado, o que sempre pode vir a resultar bons frutos. Há sempre, por falar em inteligência nacional, uma questão de podermos resolver muitos problemas com a permissão de aceitar-se sugestões e voluntariados nesse campo, vindo de leigos, de civis, em uma espécie de mutirão nacional para que nossos talentosos e criativos cidadãos possam contribuir nos setores que se dão na ordem de estratégia, de crescimento nas ideias, de surgimento de lideranças locais, nem que para isso saibamos tudo ou todo o processo de quem estuda a questão, ou de onde vêm os projetos. Os mutirões vêm como ideia de mobilizarmos a população para que se discuta a inclusão não apenas pensando nas populações vulneráveis apenas no mercado de trabalho ou na educação e saúde, mas igualmente na inclusão de sugestivas mudanças nas estruturas de poder, e quanto isso pode vir a calhar em pequenos e pontuais resultados, mas inclusive nas vitórias a se alçar para comunidades, ou mesmo cidades e estados federativos.
          Não se pense que será melhor popularizar iniciativas no sentido de apresentar às comunidades quem se responsabiliza por tais ou quais tarefas, quando se afama alguém, mas justamente no anonimato e humildade daqueles que podem contribuir, sugerindo algo através de um texto, ou felicitando de alvíssaras possíveis seus familiares, quando chegam em casa pensando em que as missões se sucedem, e a participação cidadã é preciosa, logicamente, assaz preciosa! Já se disse que qualquer lugar onde isso aconteça, seja em uma escola, uma associação de bairro, na transparência dos atos das prefeituras, no lócus sagrado desse processo progressivo, teremos a impressão concreta de estarmos vencendo as diferenças que teimamos em classificar de ideológicas, transformando-as em União pró logos, e pró personal, em seus toques, em nossos gestos e intenções. Essa intencionalidade de transformar a vida em algo que valha a pena, realoca o diálogo perdido pelo ufanar do labirinto do hedonismo, para a reparação dos buracos sem conta que encontramos nos pavimentos de nossas vias, sejam elas bifurcadas ou não, mas igualmente merecedoras desse diálogo e encontro, das nossas idiossincrasias, e de uma harmonia que torna nosso Brasil o retrato da esperança... A que todos melhorem suas vidas, e que a crueza do ressentimento dê espaço ao não conflitar, a aceitar muitas vezes com certo esforço, mas debatendo onde encontrarmos espaço para tal. Observando-se que a justiça social sempre será o motivo e razão principais dos diálogos que procuramos e temos que ensejar com nossos próximos, pois a argumentação civilizada estará sempre em nosso processo existencial.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

MUTATIS MUTANDIS


        Nada teria que ver com uma importância de saber-se quando Anselmo houve de aprender a geometria. Nada teria muito que ver, mas, na verdade, este quadrante do conhecimento merecia sua atenção, visto ser ele de mente engenhosa, ainda que nada pragmática. Partia do princípio de uma forma primitiva, a bem se dizer de um cubo, pois este poderia virar um plano, ou mais subtraído em uma face, uma aresta, ou mesmo um simples vértice. No desenho bidimensional, não se sairia muito do plano, bem dizendo, que este estivesse no universo de três pontos. Mas sempre Anselmo vinha com sua mania de querer alcançar a geometria em 3D (três dimensões). Começaria a construir sua construção poligonal com a extrusão das faces adicionadas em cada face do cubo. Como o quadriculando, para depois fazer emergir da forma outros cubos, tornando mais complexo o cubo matriz, original. Assim fosse um bairro, onde as quadras seriam formadas por planos na dimensão da área da construção, em sua maior parte os prédios e onde em uma profusão de estilos padronizados, fosse dada a extrusão na devida altura no software – de preferência livre – que permitisse a modelagem de uma área complexa em seus cubos, detalhes e nichos. Um bom software como o Blender permite esse planejar o espaço tridimensional, virtualmente, mas com as respostas mais correspondentes com a realidade e a funcionalidade volumétrica do mesmo espaço. Nesse software há três elementos constitutivos da cena: luz, objeto e câmera. Afora isso, uma timeline – linha do tempo – que concorda maravilhosamente com a animação, onde a simulação é perfeitamente viável, podendo-se animar as luzes, os objetos e as câmeras, tornando arquitetonicamente a harmonia própria de um filme, onde o protagonista é aquele que, tal como um piloto, saiba manejar os instrumentos de controle e geração não apenas de novas geometrias, como igualmente da colocação e modelagem de ordem orgânica, tais como caracteres mais arredondados e definições de detalhamentos do mesh, ou malha poligonal. Essa é uma ciência vasta, e domina mitos do entretenimento, de simuladores, de treinamentos e posicionamentos táticos. O controle e o know how desse entender-se o espaço coloca-nos frente a frente com a tecnologia no simples piscar de um download gratuito e na solidária orientação de um professor.
         Diversas são as ferramentas onde o operador, ou melhor dizendo, aquele que dirige qualquer projeto da área, eximindo-se solitários sem equipes, pode em mecanismos de pesquisa de alto nível estabelecer estruturas de comandos onde a inteligência e a criação de um drone, por exemplo, traz em si o simples posicionamento em uma estrutura urbana, sua malha viária e, mais uma vez, a compreensão da confecção de um espaço. Mesmo porque fechar uma possibilidade espacial é contraproducente, e permitir que se abram espaços na inteligência de uma potencial habilidade humana é por seu lado o fator positivo que deve mover não apenas a arte de entretenimento como o desenvolvimento estratégico de valor agregado de engenho do homem, da mulher e dos jovens que certamente fascinam-se pela possibilidade de estar em um projeto de computação gráfica. Isso é tão certo como uma foto em que se tem a possibilidade – ao menos com uma câmera semi profissional – de fechar a imagem de modo em que nitidamente se veja o detalhe de uma cor, da folha de uma planta, de uma boa e nítida composição, do equilíbrio suspenso, ou de evidências em outros usos.
Assim com na ciência e arte da computação gráfica e suas técnicas, as possibilidades de uma boa literatura compreende a eficácia em lermos com outros olhos o desvendar humano sobre a Natureza. Esta possui em si uma dialética – compreenda-se que esse termo tem sua exatidão semântica aqui empregado – em que da construção que se parta de seus elementos, ou mesmo compreendendo-se aquela em que o uno se divide e volta a se tornar o uno, o reflexo do que nossos sentidos exatos como a referência humana percebe, retratamos ou copiamos os nossos mais introjetados e complexos veios expressivos da própria Natureza supracitada, que é o que ou onde estamos, e será para sempre onde vamos no futuro. Há que a resguardar, logicamente. Se, por exemplo, um míssil teleguiado fosse ter como alvo um lugar de uma floresta, certamente a destruição seria na carne da selva, ou seja, a paradoxa questão de se atingir um alvo humano e levar a Natureza em suas feridas abertas pela guerra. Portanto, nesse quesito, devemos virar a página e esquecer esses tipos de traumas em selvas há muito tempo tidas como patrimônios da humanidade.
        Cabe observar, no entanto, que por incrível que pareça a destruição vira já o grande padrão da humanidade, ou de uma parte dela que decide a bel prazer o destino de toda uma gente, de muitas cidades, da desigualdade extrema e das efetivas guerras e suas tensões decorrentes ao redor de nosso mundo. Que costumeiramente dizemos nosso, mas parece que há nuvens que caem do céu e carregam os pertences de muitos, e há paraísos na Terra que são engolidos pelos tsunamis. O nosso já não responde tanto por propriedade, e é de A mais B que quando estivermos aqui daqui a trinta ou cinquenta anos quiça tenhamos que viver nas montanhas, com rios esgotados por minerais, e a água da chuva como vaticínio do bem! Se é que a humanidade não possa retroagir com sua crítica, antes de investir pesadamente com o hedonismo global, a busca incessante pelos píncaros do prazer, ou a criteriosa e simples questão de ser aceito como se não fosse, um perfil atraente, ou a modalidade máxima do consumo.
          Que se tenha em voga ao menos um olhar mais curto, que saia do espectro de natureza muito ampla, e que revisitemos as notícias de vanguarda, em seu paradoxal oposto, que seriam aquela que dão a sustentação mais imediata de nosso entorno, casa, rua, bairro e cidades. A cada um o seu trânsito, sem nos preocuparmos muito com pressões verticais, posto o emergir opinioso construtivo dentro da própria comunidade onde se habita reflete um jardim sereno que gostamos de cuidar, e tecnologicamente podemos ainda construir com inteligência os recursos para se ter a segurança necessária a esse mesmo resguardo, ampliado por várias outras comunidades mais carentes, repetindo, na dialética da expressividade alternativa com os meios que tenhamos às mãos, como uma caneta e um papel, ou mesmo a substância da tecnologia de ponta, mas sem esquecermos que nada tenha que ser um substituto anulador de outro meio mais antigo, pois a habilidade mental traça no papel o mesmo triângulo que está contido dentro de um plano, restando a compreensão de que tudo o que teve origem em um papel também está contido dentro da mente cognata, apesar de às vezes não sermos muito estáveis com certas definições do que seja a educação, e esperarmos as garantias da medicina e da segurança pública.

terça-feira, 2 de abril de 2019

RUTILANTES JORNADAS


A que se soubesse, a queda que fora de um homem apenas, na jornada
Que se não distasse muito, mas a cada célula de seu corpo, o mundo respira
A vida que pede a passagem sem importar se os códigos numerados vertam
Aquilo que não se deseja nem ao menos para o pior inimigo, veja, que criam!

Não, nada que se não bastasse, apenas uma palavra a mais, que seja luz que chama
A chama do luzeiro que não se apaga, nem quando uma joça entre em um carro
Na cabana do ignorar-se e peça mais uma quadriga em batalha da Índia tornada hoje…

Não, que não se chame o dia de bastardo, que não se ofenda um mal psíquico,
Pois na fortaleza da superação vemos que alguns destes são melhores ao se recuperar
Em uma sede de se fortalecer e dar ao mundo a notícia que não se sabe o que enfrentar
Quando se suporta a verdade de que ao ignorante basta um verso, e ao sábio o infinito.

Sempre é o dia de hoje, e se voltamos, a bem dizer, ao que pensam ser a derrota,
Basta que referenciemos nossas costas para aqueles que dizem que a frente sem demora
É apenas uma questão relativa, e certamente seria bom para o nosso país que ao menos
Os ricos que tem a oportunidade do estudo saibam corretamente a equação de Einstein,
Não propriamente na matemática, que seria tarefa de gente mais culta do que tal,
Mas um pouco de física sem o lugar-comum da empáfia da autoajuda, com certeza ajudaria!

Não que não se perceba a tecnologia, mas sempre será percebida, quiçá o fosse na entranha
De seus alfacódigos, de suas rotinas maravilhosamente lógicas, a saber, que as centrais
De inteligência mundial utilizam braços nativos, mas raramente fazem uso das cabeças
Onde andam os prospectos no que jaz perpétuo criador da vida, que seja, o Criador!

Passam os seres, e as ruas viram outros panoramas, a noite veste de breu as vestes, como
Em Poe os corvos crocitem mais do que outros pássaros diurnos que encontram na luz
Propriamente outra questão que não seja gastar sêmen em vão na tentativa de um gozo
Em que os sentidos investem toda a juventude para encontrar as caras que se agradam…

Mas tudo possui sua beleza, não há o critério de dúvidas insolúveis, posto a previsível
Tecla smarteada denota que já se encontram os tribais de nome registrado nas sociais redes
A sentirem que igualmente a reunião se faz presente em todo o seu modal de algum litígio.

Talvez a poesia seja mais longa do que o costumeiro tinir das letras, no entanto, diz-se
Por outras questões que a crítica não embasa todo o conhecimento, quando o diálogo
Revela outra mostra das gentes que possuam todo o figurino para serem aceitas na farsa
Onde se prediz que o ensaio da orquestra por hora perdeu-se em não adquirir o piano…

De antemão, saibamos que a verticalização de algum propósito quase inexistente, rege
A câmara escura de desditas, onde o diafragma passa a luz e imprime em nossos cristais
A reticência em sabermos que toda a imagem que temos por imprimir de nós mesmos
Acaba sendo o retrato fiel de uma desconjuntura que perfaz dias sem sairmos sequer
De um ponto em que nossas pernas não condizem mais a que sejamos controlados por botão.

Longo verso de jornada em busca das letras, longas linhas a serem percorridas com os olhos,
A alongar a quebra das mesmas linhas, na felicidade tremenda do poeta em se saber agindo
Com a arte, em se saber ao menos no escape expressivo, que isso baste como sua ciência.

No que se refira ao brilho da luz, que esta invada o olhar de quem só acredita em um porão
Com posição circunflexa de ação e trabalho algo suspeito, pois só quem dita o que se fará
É justamente a arquitetura nua de uma edificação onde a sua construção por vezes é tal
Que condiz com a funcionalidade em que não se espere muito de humanidades, mas denúncias.

O obreiro que trabalha em uma boa obra é como um anacoreta, um single, um padre franciscano,
Um monge, uma freira, que são seres humanos que vivem com missões de desapego, sem versões
Ditadas por regressos fantasiosos de soberba religiosa de outras frentes, tais como alguns
Que tecem dissensões de credo e querem impor uma verdadeira fonte de regressão e ódio
Alicerçada em um velho atestado que não atesta senão a máxima de que a guerra existe…

Não fora assim, se um dia invadissem nossa pátria, seríamos muitos soldados a resgatar
O respeito constituído pelas vertentes de nossas forças, mas arguir possibilidades de lutar
Contra o próprio povo no mínimo é dar voz a qualquer ameaça de desabastecimento
Em que o desafio à nossa inteligência propõe a brutalidade de faltar medicamento ao bebê.

sábado, 30 de março de 2019

AS BELEZAS IGNORADAS DA PAZ



           Estar em paz em qualquer lugar é a razão de existência. Quando dois seres humanos se altercam por qualquer motivo, propriamente essa motivação guarda em si um sinal de atritos que poderiam ser resolvidos amigavelmente, na intermediação do diálogo, do entendimento, e não na plataforma que muitos creem inequívoca da imposição quase normativa do comportamento, uso e costumes dentro de uma sociedade que sempre deve primar pela excelência da compreensão e da tolerância. Esse giro compreensivo tende a ser questionado por aqueles que possuem em suas mentes o dogmatismo maniqueísta de pretensamente crerem no bem e no mal de modo equivocado, pois criam essa escala de valores onde as atonalidades não são sequer compreendidas. A pintura da vida passa pela diferença, complementaridade, ou dissonância das mesmas tonalidades diversas da Criação, fato que gere alguma ordem que não interfira no andamento da paz que se quer de todos, a paz que se deseja no mundo. Essa forma algo dissonante de ver que a alguns pareça, mas que de qualquer modo pode ser a felicidade justa do enternecer uma pessoa simples, pois na visão de Deus não apenas somos iguais porque seremos sempre iguais, conforme seu Filho tanto pregou. Não há criteriosamente a necessidade de expormos a falsa humildade quando queremos saber de inflar o nosso Ego enquanto carapuças que nos tornem pessoas consideradas sábias pelo vulgo, mas sim a necessidade de expormos nossas opiniões ou ideias, ou a vivência de uma percepção da vida tão singela como a existência da grama, de uma planta qualquer, que seja. Tornarmos mais simples a nossa vida é tarefa do pensamento solidarizador do homem e da mulher, doutores ou não, no diálogo a respeito do clima, na conversa escolarizada ou não, pois é tarefa da educação sermos educadores e educandos, e não será fremindo ódios contra a paz interna de cada cidadão que passaremos a cumprir a missão que outros nos ditam, seja de livros centenários ou milenares, seja de doutrinamentos já anacrônicos. A vida pede passagem pelos caminhos íntegros de cada qual, e essa é uma Verdade que seja dita, antes que nos aproximemos do temor de ao menos respirarmos, quando se apresenta a venalidade e a loucura consentida pela maldade que nos cerca e coloca antes da paz trincheiras preparadas para infelizes combatentes!

sexta-feira, 29 de março de 2019

AS SEMÂNTICAS DE UM GESTO


          Não se espere muito de algo com certo movimento descontinuado, impróprio, ilógico, ou até mesmo de certo modo movido por curiosidades que sejam a volta de uma peça que não encontre em sua base o que não seja de movida e circunstância atenuadora de um sofrimento do eu, do self, daquilo que porventura merece atenção por cuidados e responsabilidades. O legado do conhecimento jamais deve passar por trilhas descontinuadas, a saber, que é bom estacar, não perder a posição e continuar em seu justo tempo. Folhas secas se acumulam, e é de importância pertencer ao domínio do respeito em relação à sua existência, pois a fertilização do saber está na história das árvores… O modo em que se pensa a respeito de toda uma existência onde as plantas florescem ou não, onde suas folhas repousam suavemente no solo, a dureza deste e, no entanto, com afago as recebe, vem a significar o gesto da Natureza tão simplificador quanto complexo, pois em seu princípio pode ser recusado o aprendizado por mentes obtusas, ou de vertentes mais toscas na busca, ao que o oposto pretende saber a razão e o sentido lato da circunstância que ocorre para bem, ou seja, resulta na compreensão e justeza de caráter, haja vista a humildade ser tão importante em nossos dias… Mesmo quando investigamos mais atentos a estrutura societária, ou menos, que seja, em menor importância, as micro relações que não dependem da atitude em si e para si, mas na própria origem tão crucial do diálogo como atenuador de ruídos que possam impedir a arguição dos fatos. O significado semântico está para a palavra assim como a formação mais erudita rege na nossa sociedade o ganho desigual, no que se equalize o mesmo conhecer.
         O pensamento tem origem em variados modais onde a equalização de vibrações motivacionais repetem por vezes padrões em que o repentismo pode ser uma variação quase infinita de conexões cerebrais, refletidas pela cultura naquilo em que a letargia em passivamente preencher o tempo com canais prontos remete em dormência e inatividade cerebral. Justo quando o filme passa a não ser lido a partir da sua nuance, a principiar pela fotografia, culminando com as mensagens e posições gestuais que jamais serão compreendidas em sua magnitude, tanto é o território das artes. Na literatura se dá algo parecido… Infelizmente, o Brasil nunca ganhou o Nobel nessa área artística, e nem por isso não possuímos grandes literatos, históricos e contemporâneos. A descrição geológica e botânica de Euclides da Cunha em seu Os Sertões remonta a algo tão maravilhoso que nos faz, no mínimo, extremamente felizes com a profundidade de sua verve. O gesto serve para enaltecer, o gesto do escritor, e que muitos escrevam, mas com o objetivo de serem best-sellers não há tanto de literatura nisso. O artista deve ser a expressão de uma época, mesmo no desatino de um rubor absurdo, no sentido do absurdo, no teatro de vanguarda, e na possibilidade em que se crie um verdadeiro teatro, com bons dramaturgos e a preparação necessária para esse feito. Posto ser a criação obra de gênio e de engenho, de estudos profundos, a que não necessariamente tenha que partir de uma elite, pois há muitos impostores e controladores da cultura em meio aos mais diversos rincões do planeta. Nessa pretensa dominação cultural alicerça-se a indústria de entretenimentos, onde toda uma cosmética, toda uma embalagem de marketing arrasa com tentativas menores de expressão artística, e reduz a poesia a um clube seleto e fechado. Resta, em um país ou continente como o nosso, e aí incluídos os EUA, buscar uma cultura que se faça realmente diferente do que se propõem a falsa vanguarda, em que os carrilhões da história se façam presentes em todos os lugares, e o gesto se torne espontâneo e invisível de tão belo e expressivo!


DO ESPÍRITO DA MATEMÁTICA


Resta na letra o encontro com o numeral, posto crescente ou não
Do progressivo que se diga lucro, ao que se diga distribuir conformes
A cada lugar que não se entenda, da parte que cabe a uma sequência
Numérica ao quadrado, no que não se poste mais o nulo enquanto ser.

Ah sim que a matemática é material sério, e versa sobre vantagens
De nações que por ela investem suor e esforços, além da escola
Que seja sempre de vanguarda a verter do conhecimento a agilidade
Que faz de uma boa lógica o assento de um aluno de mente consagrada!

Não se faz a conta certa quem apenas se forma distintamente no átimo
De uma individualidade não compartida, pois sabem os maiores cientistas
Que tudo depende das equações que perfaçam o essencial como essencial
Na virtude de se descobrir ao menos um gesto que no público se torne via.

No de ressentir-se que a oportunidade é constitucional, quiçá a letra viva
Também seja o lugar onde se apronte a formação continuada, pois o pobre
Não é mais despreparado do que o rico, e saber-se dono de conhecimento
Permite ao Estado salvaguardar a verdadeira economia das riquezas das nações!

Não que se minta, pois a matemática difere hoje como utilidade número um,
A saber que de um algoritmo de uma taba se acresce no mesmo e rico dual
Partir-se ao compartir da programação maravilhosa que pertence ao reino
Que Deus concede a todas as populações, e dizer o oposto é antilógico.

Pois que tudo o que se vê tem sua entidade matemática, esta que por vezes
Não é exatamente linear, que se acrescenta aleatória, que veste o loop por signo,
Que referencia um versículo Bíblico, que canta as cento e oito contas da japa,
Que constrói as pirâmides do Egito, ou tece gráficos gigantescos da realidade.

Aquém da pressuposição do tempo, temos o ritmo de uma música, seus tonais,
Os acordes da matéria, a versatilidade dos tempos literários de ficção, a métrica
E a rima quando há a intencionalidade da música na palavra, os sons inaudíveis
Da inércia do sem atrito em que a causalidade a interrompe na reação de Newton!

O tempo-espaço de Einstein, a expansão dos átomos, o buraco negro de Hawking,
O jogo na Amarelinha de Cortázar, a existência do passado e suas verdades inauditas,
A presença do futuro em um bom planejador, a Democracia e seus Poderes, a vida,
Enfim, na folha de um ramo e seu desenvolvimento que gera uma áurea seção!...

quinta-feira, 28 de março de 2019

A PROSPECÇÃO DE RIQUEZAS


          Tal seria não reconhecermos o que vem a ser riqueza, na realidade. Quem sabe um sorriso em um oceano de angústia, quem sabe darmos uma cédula para alguém saciar a fome, quem sabe até mesmo sabermos que a mineração vira riqueza quando não oferece riscos a toda uma gente… Haveria portanto uma palavra que não denote a separação, mas tudo o que é a riqueza em seu sentido lato, geral, positivo. Essa procura por ambientarmos um cenário de beleza, rico, não quer dizer que não podemos ser feios, pois a beleza também assume o caráter da harmonia entre as diversas formas de pensar, os trajes, o comportamento e suas idiossincrasias, as diferenças como versatilidade do padrão humano, caráter essencial do aprendizado em coabitarmos humanamente nosso mundo. O pressuposto oposto, segregacionista, de favorecimento à desigualdade social estanque, a venalidade instituída da ofensa a autoridades, ou às pessoas de origem humilde no tocante á cidadania ampla e irrestrita, a destilação de um veneno já anacrônico, remetem a um atraso que só quem seja responsável direta ou indiretamente pode tomar – ou não, por questões de ignorância – ciência desse fato. Já houvera percepção de que a riqueza pode se tornar uma ordem de princípios fundamentais, baseada no direito constituído a qualquer cidadão. Afora isso, não se obtém uma democracia justificada pela sensatez, e nem o reconhecimento de faltas a que todos devem se acostumar, pois o aprendizado de qualquer lição demanda uma certa humildade, uma posição em se reconhecer que o Estado não caminha fora dos princípios de se tentar um bem estar a todos, sem exceção. Ausenta-se a palavra ideia e realoca-se simplesmente a lógica, apenas isto. A bem dizer, como em um jogo de xadrez, para se ter um bom contendor não se abandona jamais a posição de qualquer peça, pois todas possuem a sua função, e por vezes o acordo é fundamental para o desenvolvimento central seja de qual jogador for, quando o jogo ao menos for responsável e disciplinado, como qualquer esporte.
         Prospectar a relação entre partes por vezes antagônicas é encontrar mais possibilidades do que reiterar diferenças e altercações quase sempre desnecessárias. O mérito da paz vem com a compreensão do outro e de si mesmo, e na parte comercial é tão crucial para o andamento da riqueza econômica sendo o conhecimento mútuo citado de vital importância. Acaba pela riqueza ser dada ao titular de alguma empresa ou gestão no bom andamento e na possível aceitação dos parceiros, a partir do momento em que amplia-se o leque relacional, subentendendo que a inteligência emocional nessa medida possui uma grande e latente riqueza. No entanto, a aproximação com instituições galgadas na tradição histórica deve ser através de representações mais inteligentes, no sentido da diligência e presteza em tomar as atitudes certas no tempo correto e com algum aprofundamento e planejamento estratégico. Essa é a relação que deva ser multilateral, pois a articulação é feita de múltiplas esferas de atuação. A riqueza de toda a gente vem da questão da Democracia, e essa é a conquista tão presente que se fez na história recente de muitos países, outros obviamente no Velho Mundo com tradições mais antigas, como o parlamento e a realeza britânicos. No sentido amplo não se discute jamais uma democracia como a dos EUA, e jamais estes tiveram que buscar saídas totalitárias, haja vista que, se tivermos que tomar de seu exemplo, a Democracia Brasileira continua como condição sine qua non para o andamento do nosso processo de cooperação com a paz e a diplomacia internacionais. Apenas envidar esforços para solucionar problemas com prazos reduzidos não servirá a que se equacionem problemas estruturais de longo prazo.

quarta-feira, 27 de março de 2019

A VERSATILIDADE DO VERSO


Vai-se o tempo dentro de um tubo que desconhecemos em nossa diversão,
Um tubo que remonte a prospecção das letras, como na extração do óleo
Em que o óleo negro seja a razão em que a poesia adormeça eternamente
Quando todo o pensado seja em função de uma retórica de fracassos.

Nas frentes os games de guerra são a razão da violência cometida por sempre
No sempiterno modo em que essa motivação quase insana apenas justifica
Quando se vê confortavelmente as cenas de bondades esquecidas em sofás
Onde os familiares torcem para que alguém acene com possibilidade bárbara!

Na razão do verso que se desconhece, no dito algo popular de semântica outra
O mesmo verso abraça a versatilidade de transpor barreiras onde a crueza
De certos atos não compartilham com a expressão autêntica e quase surreal.

A um propósito fechado de braços invisíveis, sabe-se no entanto de mentes
Que não regridem para o aquém do céu, na vertente de chuvas de final
De mais um verão que recrudesce a intemporalidade tênue de águas
Que invadem as ruas com seus lençóis onde se vê a diferença climática.

Versa-se sobre um planejamento faltante, sobre uma flexibilidade imprópria
Quanto de afirmar-se que o que se dista de um mundo tornado país em crueza
Possa-se pensar que a vida não encerre seus dias em um jantar de fim de semana
Onde isola-se um problema ao não se perceber que muitos jantam a ausência!