quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A INVERSÃO DO VALOR HUMANO


                Quanto de máquina não seremos, acadêmicos de musculaturas de carne ou intelectuais? Por que procuramos tanto, livros e mais livros, matéria e mais matéria, corpo e mais corpo? O som etéreo ecoa nos ruídos mais sutis... Não serviria a crítica contumaz, mas quando queremos conhecer Brèton, não se nos é dada a mais singela chance, mesmo que para isso a recuperação de um enfermo da alma encontrasse realmente um remédio apaziguador para suas fronteiras existenciais. Porque o espírito humano encontra nos escritos automáticos algo a menos de se abalizar o que de fato o assoberba, escrevendo livremente, como por associações livres do pensar. Mas não podemos e nem queremos saber mais do que nos é concedido pela moeda. A troca, simplesmente, invertendo os signos dos meios, aquilo que reluz, o metal, a peça, a engrenagem, algo mais forte do que nós mesmos... Algo é realmente superior, afora o conceito de Deus, algo que muitos eruditos começam a descartar de suas vidas, por não encontrar mais a razão de viver fora da dimensão de suas substâncias químicas, de seus cigarros, de seu álcool. Ou de seu materialismo e de seu egoísmo, o que dá quase no mesmo, pois o “ismo” também não é idôneo no hedonismo.

                Não se escrevesse tomos sobre a liberdade, pois só quem sabe que Jesus nos concede essa bênção saberia de tudo, mesmo quando – livre – foi supliciado até a morte... Não levamos a termo a Nova Aliança, e nem tudo o que esta significa, mas Israel também não levou a termo a antiga, e negou a nova, onde o Novo Testamento é revelado para todos: fiéis e infiéis. Nem só de perdão vive o homem, mas este não vive sem aquele. Este estado de graça é obtido na comunhão dos santos, e na consecução da palavra de Deus. Mesmo que saibamos que tudo que obtemos dependerá da nossa luta com relação aos trabalhos que desenvolvemos perante o que existe na esfera civilizatória, sabermos que o trabalho é uma vocação que nos leva ao caminho da Santidade é simplesmente coadunarmos para o princípio de que a vida não espera para que a saudade de algo ou alguém que passe em nossas vidas seja o princípio da frustração, pois apenas aquele ou aquela que se dispuser a servir ao próximo como a si mesmo, mesmo que atendo-se ao fato de que a realidade se nos disperse ao ponto de sabermos que uma vida inteira por vezes não será suficiente para sermos mais felizes e realizados plenamente, roga-se a Deus que tenhamos ao menos um amor agigantado por Ele, que tudo fica mais fácil de carregar pela vereda: as nossas cruzes. Ao menos que nos dignássemos sermos mais fieis a Ele, posto será na reunião de nossos iguais, que encontraremos pressupostos espirituais em que a Grande Igreja, esposa e corpo de Cristo, nos encaminhe para que sejamos mais cordatos, mais íntegros, mais educados, que não façamos a guerra, e que sejamos firmas na devoção da ciência, esse dom maravilhoso do Espírito Santo, quando crermos no que seja possível por esse viés, e não apartando-nos de sua realidade, na conformação da perfídia, da inveja e do crime.

                O que existe muitas vezes é uma simples inversão do valor humano, inversão essa que não encontra caminhos outros que não seja paradoxalmente esteio de divisões humanas sobre o planeta, onde encontraremos desde fascistas, comunistas, socialistas, democratas e ditadores, e todo um séquito de grupos e mais grupos que defendem cada qual a sua ideia, e permanentemente argumentam historicamente, com o rigor científico-materialista, em uma dialética que nada tem a ver com coisas mais naturais, onde severas ondas se revestem de chumbo sobre a atmosfera, enquanto o pensamento rumina mais e mais onde encontrar manifestos ou práticas relativas a atos reflexos, ou não, sobre essas citadas questões. O mundo divide-se e a xenofobia, a homofobia, a misoginia e o racismo passam a imperar como moeda de troca. E os capitais se multiplicam, novos empregos são criados e extintos outros... As relações de trabalho se perdem, e a humanidade quer ter por vezes ao menos um perfil de democracias mais arejadas, menos conservadoras, mas parece que e tendência mundial passa a ser outra. Nesse introito civilizatório o homem busca consolidar com seus pares e damas de honra, perfis com várias versões, utilizando máscaras e personagens onde toda a mídia busca alicerçar um sonho volitivo de primar pelo que idealizam ser melhor, dentro do contexto de vários setores do comportamento e de como se comportar dentro do capitalismo contemporâneo. A nova Rota da Seda promete incrementar enormemente a fusão desse novo capitalismo com a quebra das barreiras comerciais impostas pelos EUA no governo atual, permitindo a que povos mais pobres tenham acesso a mercadorias mais acessíveis e a adquirir máquinas computacionais mais baratas, como celulares e etc. A democracia comercial adquire um fôlego sem precedentes, e o resultado disso é a guerra em vários locais do planeta. O surgimento do crime em todas as Américas revela que as máfias das drogas avançam para territórios antes jamais imaginado, e o que se preserva sejam mais para as Tradições da Antiga China, e seu modelo de regime fechado, mesmo que tão somente para preservar uma nação inteira do fracasso do Ocidente.

                A inversão se dá no escopo da história, e antes o que seria simplesmente a crença em Deus vira palavra viva dentro do contexto do planeta, pois muitos seguem desesperadamente urgindo por uma hecatombe final, e na realidade é o instinto de Thanatos, ou instinto de morte, que amplamente alcança o escopo da humanidade, em cada gesto, em cada fração de vivência, em cada credo, em cada molécula, pois a Criação faz algo sobremodo importante: para continuar preservando o planeta, cria impérios que se sucedem, historicamente, para que outros povos possam continuar a obra de desenvolvimento da acima citada ciência, ao que a consciência de que somos filhos de Deus alcance mais generosamente milhões e milhões de pessoas dentro dessa pequena esfera azul que se chama Terra.

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