Quanto
de máquina não seremos, acadêmicos de musculaturas de carne ou intelectuais?
Por que procuramos tanto, livros e mais livros, matéria e mais matéria, corpo e
mais corpo? O som etéreo ecoa nos ruídos mais sutis... Não serviria a crítica
contumaz, mas quando queremos conhecer Brèton, não se nos é dada a mais singela
chance, mesmo que para isso a recuperação de um enfermo da alma encontrasse
realmente um remédio apaziguador para suas fronteiras existenciais. Porque o
espírito humano encontra nos escritos automáticos algo a menos de se abalizar o
que de fato o assoberba, escrevendo livremente, como por associações livres do
pensar. Mas não podemos e nem queremos saber mais do que nos é concedido pela
moeda. A troca, simplesmente, invertendo os signos dos meios, aquilo que reluz,
o metal, a peça, a engrenagem, algo mais forte do que nós mesmos... Algo é
realmente superior, afora o conceito de Deus, algo que muitos eruditos começam
a descartar de suas vidas, por não encontrar mais a razão de viver fora da
dimensão de suas substâncias químicas, de seus cigarros, de seu álcool. Ou de
seu materialismo e de seu egoísmo, o que dá quase no mesmo, pois o “ismo”
também não é idôneo no hedonismo.
Não se
escrevesse tomos sobre a liberdade, pois só quem sabe que Jesus nos concede
essa bênção saberia de tudo, mesmo quando – livre – foi supliciado até a
morte... Não levamos a termo a Nova Aliança, e nem tudo o que esta significa,
mas Israel também não levou a termo a antiga, e negou a nova, onde o Novo
Testamento é revelado para todos: fiéis e infiéis. Nem só de perdão vive o
homem, mas este não vive sem aquele. Este estado de graça é obtido na comunhão
dos santos, e na consecução da palavra de Deus. Mesmo que saibamos que tudo que
obtemos dependerá da nossa luta com relação aos trabalhos que desenvolvemos
perante o que existe na esfera civilizatória, sabermos que o trabalho é uma
vocação que nos leva ao caminho da Santidade é simplesmente coadunarmos para o
princípio de que a vida não espera para que a saudade de algo ou alguém que
passe em nossas vidas seja o princípio da frustração, pois apenas aquele ou
aquela que se dispuser a servir ao próximo como a si mesmo, mesmo que atendo-se
ao fato de que a realidade se nos disperse ao ponto de sabermos que uma vida
inteira por vezes não será suficiente para sermos mais felizes e realizados
plenamente, roga-se a Deus que tenhamos ao menos um amor agigantado por Ele,
que tudo fica mais fácil de carregar pela vereda: as nossas cruzes. Ao menos
que nos dignássemos sermos mais fieis a Ele, posto será na reunião de nossos
iguais, que encontraremos pressupostos espirituais em que a Grande Igreja,
esposa e corpo de Cristo, nos encaminhe para que sejamos mais cordatos, mais
íntegros, mais educados, que não façamos a guerra, e que sejamos firmas na devoção
da ciência, esse dom maravilhoso do Espírito Santo, quando crermos no que seja
possível por esse viés, e não apartando-nos de sua realidade, na conformação da
perfídia, da inveja e do crime.
O que
existe muitas vezes é uma simples inversão do valor humano, inversão essa que
não encontra caminhos outros que não seja paradoxalmente esteio de divisões
humanas sobre o planeta, onde encontraremos desde fascistas, comunistas,
socialistas, democratas e ditadores, e todo um séquito de grupos e mais grupos
que defendem cada qual a sua ideia, e permanentemente argumentam historicamente,
com o rigor científico-materialista, em uma dialética que nada tem a ver com
coisas mais naturais, onde severas ondas se revestem de chumbo sobre a
atmosfera, enquanto o pensamento rumina mais e mais onde encontrar manifestos
ou práticas relativas a atos reflexos, ou não, sobre essas citadas questões. O
mundo divide-se e a xenofobia, a homofobia, a misoginia e o racismo passam a
imperar como moeda de troca. E os capitais se multiplicam, novos empregos são
criados e extintos outros... As relações de trabalho se perdem, e a humanidade
quer ter por vezes ao menos um perfil de democracias mais arejadas, menos
conservadoras, mas parece que e tendência mundial passa a ser outra. Nesse introito
civilizatório o homem busca consolidar com seus pares e damas de honra, perfis
com várias versões, utilizando máscaras e personagens onde toda a mídia busca
alicerçar um sonho volitivo de primar pelo que idealizam ser melhor, dentro do
contexto de vários setores do comportamento e de como se comportar dentro do
capitalismo contemporâneo. A nova Rota da Seda promete incrementar enormemente
a fusão desse novo capitalismo com a quebra das barreiras comerciais impostas
pelos EUA no governo atual, permitindo a que povos mais pobres tenham acesso a
mercadorias mais acessíveis e a adquirir máquinas computacionais mais baratas,
como celulares e etc. A democracia comercial adquire um fôlego sem precedentes,
e o resultado disso é a guerra em vários locais do planeta. O surgimento do
crime em todas as Américas revela que as máfias das drogas avançam para territórios
antes jamais imaginado, e o que se preserva sejam mais para as
Tradições da Antiga China, e seu modelo de regime fechado, mesmo que tão somente para preservar uma nação inteira do fracasso do Ocidente.
A
inversão se dá no escopo da história, e antes o que seria simplesmente a crença
em Deus vira palavra viva dentro do contexto do planeta, pois muitos seguem
desesperadamente urgindo por uma hecatombe final, e na realidade é o instinto
de Thanatos, ou instinto de morte, que amplamente alcança o escopo da
humanidade, em cada gesto, em cada fração de vivência, em cada credo, em cada
molécula, pois a Criação faz algo sobremodo importante: para continuar
preservando o planeta, cria impérios que se sucedem, historicamente, para que
outros povos possam continuar a obra de desenvolvimento da acima citada
ciência, ao que a consciência de que somos filhos de Deus alcance mais
generosamente milhões e milhões de pessoas dentro dessa pequena esfera azul que
se chama Terra.
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