quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A GEOMETRIA POÉTICA


Nem que os vértices nos inundassem de provérbios
Nas semânticas de lagos inermes, de tal monta que – de pronto –
Seremos mais idênticos ao oval de nossas faces de alabastro
Qual inúmeros espelhos côncavos no reflexo cabal dos dias...

Distemos da simples estrela, esta que encontro em um olhar de Vênus
Ou na tessitura de seda de uma perna, quando esse tato sem velcros
Ou atitudes insanas e ásperas, não corrói a ventura de prosseguirmos sem jaças
Que, sobremodo, nos inundem a face de ventos que porventura nos tragam a primavera. 

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