domingo, 20 de setembro de 2026

AS SÚPLICAS FERVOROSAS A DEUS


                Nos ditames da vida, convenhamos, seremos mais estranhos à fé quando não conheçamos a Natureza daquela, mesmo que confiemos em Deus no sentido que cremos ser pleno, mas a certeza não nos é dada neste mundo conforme prédica onde temos que congraçar em termos de súplicas a possibilidade de ver a Verdade, de escutar a Cristo, de estar perto de sua chegada entre nós, ao vislumbrarmos uma centelha de Sua presença, posto na fé de que possamos ter o contato com Ele não podemos desperdiçar a consagração que se faz diante de nossa vida atribulada por vezes, na esperança imorredoura de que possamos tirar o véu da cegueira que nos entorpece a compreensão divina. A obra da fé, tenhamos nas orações e nas súplicas não as palavras derradeiras, mas um caminho devocional imorredouro, posto serão tantas as tentações que nos tiram da senda espiritual, que por vezes estaremos quase que nos sufocando com o plano terrestre, no lusco fusco de vislumbrar por encima Deus que nos alimenta, mas na maior parte das vezes estaremos vivenciando o plano material, esfera que nos nubla tanto na visão de feixes de coisas, impulsos eletrônicos, imagens, informações, e tudo o mais, e como encontrar o Senhor, se para tudo isso nos seria como que uma transformação in lócus, nada experimental, mas de fato o encontro com a realidade da fé supracitada, em se confiar no Poder de Deus acima de tudo e todos, conforme com a religião em que nos encontramos, mesmo que tateando o mistério da Igreja e seus labirintos históricos, seus monumentos, seus sacerdotes e ministros, o Papa, os sacramentos e a questão de encontrar-nos com a presença d’Ele em uma comunhão onde se roga a participação dos Santos, como reflexos de Jesus Cristo, nosso Senhor, na consecução da grande vocação da Santidade, baseada no trabalho em devoção, na família e na união dos povos nessa grande seara ecumênica de redenção da humanidade.

                A súplica em se fazer presente nossa voz, nossos pensamentos, diante de um Deus onisciente, não condiz com apenas orar pela unção que nos proteja de todo o mal, mas que nos reja a questão mais humana perante aqueles que necessitam, e que a maldade seja retirada dos farnéis da sociedade, em uma história que remonte o Salvador presente na Terra há mais de dois mil anos atrás, em uma era onde a pena capital era a crucificação, abrindo caminho para santos que ilustram seu motivo de se prosseguir salvando a humanidade, na memória inata de suas imagens, na forma inequívoca de sua participação na Grande Religião Apostólica Romana, e na consecução de palavras e atos milagrosos que fizeram da Igreja o corpo de Cristo, algo que consolida e nos dá a direção correta para professarmos nossa fé diante de uma missa sagrada, ou mesmo diante daqueles que, perdidos nas ruas da amargura, não pensam sequer que em uma simples paróquia haverá a presença de fiéis que se irmanam todos os domingos para reunirem aquilo que não passa por um quilate da indiferença dos que não creem sequer na Palavra. Aquela súplica que Deus se nos revele, é exercício diuturno, posto na palavra que proferimos com fé diamantina, isso se torna possível cedo ou tarde, depende do ardor com que dirigimos a súplica, e como se processa o nosso entendimento com algo que nos remeta à divindade celestial. Algo de novo no ar remonta o citado entendimento, esse dom do Espírito Santo, mesmo que saibamos que a linguagem seja apenas um meio de estarmos fiéis a um movimento onde a nossa relação pessoal com Cristo de torne possível, dia a dia...

                Não quebremos nossa fé nem a nossa união perante o Altíssimo, pois sob as razões intempestivas da dúvida, um mar que retorne à calmaria sempre será aquilo onde antigas embarcações históricas depositarão nos seus calados a urgência de atracar em porto seguro. Apesar de tudo, possivelmente não nos encontraremos com Cristo face a face, mas conforme a vida de muitos santos, isso foi plenamente possível, já que suas vidas se refletiram na cessação da dúvida citada, e na sua fé imaculada em Deus, nosso Senhor. A busca do caminho da Santidade passa por veredas que sequer imaginamos, mas não será através de troncos empedrados de obscurantismos reflexos que poderemos nos permitir chegar até um ponto da espiritualidade que nos remeta a um destino que possa dar cabo de resultados de êxtase transcendental, com relação ao mundo da fé e da imortalidade da alma. Mesmo que a morte nos leve, o amor a Deus há de ser gigante, pois esse amor maior se torna a única garantia de que não estaremos sozinhos perante a vida em terra, já que olhando para o alto poderemos sentir a plenitude da vida, e rogaremos diante de todos os que nos cercam, esses seres animados pela vida, que a definição mais imediata da santificação de um ser humano passa infindavelmente por atalhos ou caminhos mais longos, e o importante é estarmos na jornada, dia a dia, não colocando nossa fé à prova, confiando em Deus, pois a passagem para a imortalidade e o resultado supracitado já darão mostras de que uma vida dedicada à religião é uma vida que passa a ter sentido, nada mais do que isso...

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