Nos
ditames da vida, convenhamos, seremos mais estranhos à fé quando não conheçamos
a Natureza daquela, mesmo que confiemos em Deus no sentido que cremos ser
pleno, mas a certeza não nos é dada neste mundo conforme prédica onde temos que
congraçar em termos de súplicas a possibilidade de ver a Verdade, de escutar a
Cristo, de estar perto de sua chegada entre nós, ao vislumbrarmos uma centelha
de Sua presença, posto na fé de que possamos ter o contato com Ele não podemos
desperdiçar a consagração que se faz diante de nossa vida atribulada por vezes,
na esperança imorredoura de que possamos tirar o véu da cegueira que nos
entorpece a compreensão divina. A obra da fé, tenhamos nas orações e nas
súplicas não as palavras derradeiras, mas um caminho devocional imorredouro,
posto serão tantas as tentações que nos tiram da senda espiritual, que por
vezes estaremos quase que nos sufocando com o plano terrestre, no lusco fusco
de vislumbrar por encima Deus que nos alimenta, mas na maior parte das vezes
estaremos vivenciando o plano material, esfera que nos nubla tanto na visão de
feixes de coisas, impulsos eletrônicos, imagens, informações, e tudo o mais, e
como encontrar o Senhor, se para tudo isso nos seria como que uma transformação
in lócus, nada experimental, mas de fato o encontro com a realidade da fé
supracitada, em se confiar no Poder de Deus acima de tudo e todos, conforme com
a religião em que nos encontramos, mesmo que tateando o mistério da Igreja e
seus labirintos históricos, seus monumentos, seus sacerdotes e ministros, o
Papa, os sacramentos e a questão de encontrar-nos com a presença d’Ele em uma
comunhão onde se roga a participação dos Santos, como reflexos de Jesus Cristo,
nosso Senhor, na consecução da grande vocação da Santidade, baseada no trabalho
em devoção, na família e na união dos povos nessa grande seara ecumênica de
redenção da humanidade.
A
súplica em se fazer presente nossa voz, nossos pensamentos, diante de um Deus
onisciente, não condiz com apenas orar pela unção que nos proteja de todo o
mal, mas que nos reja a questão mais humana perante aqueles que necessitam, e
que a maldade seja retirada dos farnéis da sociedade, em uma história que
remonte o Salvador presente na Terra há mais de dois mil anos atrás, em uma era
onde a pena capital era a crucificação, abrindo caminho para santos que
ilustram seu motivo de se prosseguir salvando a humanidade, na memória inata de
suas imagens, na forma inequívoca de sua participação na Grande Religião
Apostólica Romana, e na consecução de palavras e atos milagrosos que fizeram da
Igreja o corpo de Cristo, algo que consolida e nos dá a direção correta para
professarmos nossa fé diante de uma missa sagrada, ou mesmo diante daqueles
que, perdidos nas ruas da amargura, não pensam sequer que em uma simples
paróquia haverá a presença de fiéis que se irmanam todos os domingos para
reunirem aquilo que não passa por um quilate da indiferença dos que não creem
sequer na Palavra. Aquela súplica que Deus se nos revele, é exercício diuturno,
posto na palavra que proferimos com fé diamantina, isso se torna possível cedo ou
tarde, depende do ardor com que dirigimos a súplica, e como se processa o nosso
entendimento com algo que nos remeta à divindade celestial. Algo de novo no ar
remonta o citado entendimento, esse dom do Espírito Santo, mesmo que saibamos
que a linguagem seja apenas um meio de estarmos fiéis a um movimento onde a
nossa relação pessoal com Cristo de torne possível, dia a dia...
Não
quebremos nossa fé nem a nossa união perante o Altíssimo, pois sob as razões
intempestivas da dúvida, um mar que retorne à calmaria sempre será aquilo onde
antigas embarcações históricas depositarão nos seus calados a urgência de
atracar em porto seguro. Apesar de tudo, possivelmente não nos encontraremos
com Cristo face a face, mas conforme a vida de muitos santos, isso foi
plenamente possível, já que suas vidas se refletiram na cessação da dúvida
citada, e na sua fé imaculada em Deus, nosso Senhor. A busca do caminho da
Santidade passa por veredas que sequer imaginamos, mas não será através de
troncos empedrados de obscurantismos reflexos que poderemos nos permitir chegar
até um ponto da espiritualidade que nos remeta a um destino que possa dar cabo
de resultados de êxtase transcendental, com relação ao mundo da fé e da
imortalidade da alma. Mesmo que a morte nos leve, o amor a Deus há de ser gigante,
pois esse amor maior se torna a única garantia de que não estaremos sozinhos
perante a vida em terra, já que olhando para o alto poderemos sentir a
plenitude da vida, e rogaremos diante de todos os que nos cercam, esses seres
animados pela vida, que a definição mais imediata da santificação de um ser
humano passa infindavelmente por atalhos ou caminhos mais longos, e o
importante é estarmos na jornada, dia a dia, não colocando nossa fé à prova,
confiando em Deus, pois a passagem para a imortalidade e o resultado
supracitado já darão mostras de que uma vida dedicada à religião é uma vida que
passa a ter sentido, nada mais do que isso...
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