domingo, 2 de janeiro de 2022
QUE O ENCAIXE SEJA BEM-VINDO
Nada do que nos
apercebemos – em um ano que se inicia – será de uma vã
tentativa de nos relacionarmos com aqueles que merecem todo o afeto,
ou todo o carinho que podemos dispor, como um serviço devocional –
bhakti yoga –, o serviço de amor a Deus. Tudo é
consequência desse ato, transcrito nos Vedas, em uma fonte
maravilhosa onde estas escrituras nos revelem a questão mais
importante, que é a tolerância que um devoto tem com relação a
seus semelhantes. Temos que ser mais humildes do que uma palha na
rua, termos uma fé inquebrantável, e escrever sobre isso é como
encaixar uma peça importante que vai de encontro à compreensão da
Natureza… Uma peça que, de início, é quase oculta por extremas
dificuldades, onde por vezes sucumbem os melhores geômetras frente
ao desafio, no olhar que a nossa racionalidade pode nublar esse
tentar, essa maneira de resolver questões aparentemente impossíveis
mas que, por vezes, uma criança consegue uma solução, o que mostra
um encontro de gerações em que envidamos horas, ou conseguimos em
minutos. O encaixe é uma questão a que me refiro seja anímica,
espiritual… Quantos dias passamos por vezes a nos sacrificar, a
termos que disciplinar-nos, a estar presente em uma reunião onde as
atmosferas podem rudemente se altercar veladamente, ou quando
encontramos pessoas que, apesar de suas idiossincrasias particulares,
podem voltar o olhar – extremamente focado – no que é de
tradicional, no que compreende a lógica que emane do encontro, e não
da diáspora. Essa lógica que existe no olhar do Supremo Senhor,
traduzido pela Sol e seus encarregados, como Vivasvan.
Acaba-se por criarmos certa engenharia copista para encaixarmos peças
materiais, e isso funciona dentro mesmo do projeto, a não ser que
seja externo esse engenho. Por sabermos um pouco mais, existirá
sempre o interesse da ciência, não apenas através da matéria, mas
igualmente o que vem a ser religare, religação em latim,
emanando daí a palavra religião: o que ata, o que une.
Não
há transversalidade no pensamento religioso que não seja coerente
com o Senhor Supremo, ou seja, que seja ganancioso, na vã tentativa
de prosperidade material usando a palavra como pano de fundo, como
entrave, como comércio. Essa assertiva não é propriamente crítica,
mas reside no domínio mesmo de que a lógica pontua a favor dessas
questões, em que os Testamentos igualmente nos revelem o fato
consumante de uma Ordem maior do que a dita ganância e especulação
cristã a respeito de qual escritura seja mais evidente ou superior
do que outra. Não se deve pensar na religião como algo afeito a um
grupo etnicamente “escolhido”, uma razão pura ou coisas
similares em essência. Esse pensar que eleva soberbamente
verdadeiras multidões por vezes recriam coisas parecidas com as
Cruzadas, ou estigmatiza o aspecto do colonizador como ideia premente
na intolerância, desrespeito à cidadania no que se refere à
preferência religiosa, quando se trata de um totalitarismo ou
fundamentalismo cego. Sempre é bom e auspicioso encaixar as peças
com um olhar espiritual, e esse animismo, esse estado da psique
revela-se um modo de atrair a Verdade ao mesmo olhar: sobre o outro e
sobre nós mesmos. Esse querer da verdade por vezes carece de uma
estratégia existencial como ferramenta indispensável para
conseguirmos os objetivos pretendidos, no que o tratado Homo
Ludens, de Huizinga nos esclarece, assim como todos os guias onde
se aprende essa ciência. Um exemplo simples é o jogo de xadrez,
onde temos de estudar as aberturas, o desenvolvimento e a
finalização, pois sem esses conceitos ajudaremos nosso próprio
fracasso, quando o rival por vezes desequilibra o entreter-se, quando
de mais ajustado ao processo do jogo. Assim também ocorre com o GO,
jogo este deveras antigo e tradicional mas que, aparentemente mais
simples que o xadrez, suplanta este nas infindáveis possibilidades
matemáticas em seu tabuleiro, em termos de AI.
Em resumo
temos, por hora, questões que não podemos resolver, mesmo estando
em um único contexto, assim como podemos, dentro de uma esfera
reducionista, resolver outras que transcendam a própria
contextualização, o que vem a dar nos costados espirituais, posto a
receita milagrosa pode estar em uma escritura sagrada, seja esta de
qualquer religião ou credo. Assim como podemos teimar em sermos
reticentes conosco, podemos, por outro lado, abrir nossa visão no
viés libertador, conferindo o ganho maior, tanto espiritual como
materialmente, com união, com mudança de paradigmas e com o
crescimento para nos tornarmos frutos exemplares de uma árvore com
raízes no conhecimento e no bom proceder.
sábado, 1 de janeiro de 2022
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
SOLIDÃO SÓBRIA E ACOMPANHADA
Por todas as
latitudes do mundo, seja em qualquer paralelo
Existem versos do
reencontro, dias melhores e mais sensatos
Mesmo quando certos
elementos urgem por denegrir
A causa sem causa de um homem que
elegeu a si mesmo
Para praticar o bem sem o casuísmo de rebater
resultados.
A sobriedade passa a ser razão primeira,
equação
Por vezes difícil mas sempre na progressão
De
aprendermos que a matemática se resolve por vezes
No perdão de
se perdoar um ser e ganhar um tempo
Que pode ocorrer de uma
negativa, ou mesmo pontuar um pouco…
De se recrudescer
pensamento claudicante em fala quase fechada
Algum estigma pode
ter sido processado em vias frequentes.
A verve da
inocência é a longitude da sinceridade pela qual se é
E, portanto, não
importa em gênero e grau o sistema vocabular!
A questão
do andamento da correção é quase subterfúgio
Quando
metaforicamente abraçamos uma linda arte da poesia.
A
sobriedade participa com um quinhão maravilhoso na poética
Na
sua limpidez de costumes e na sua óbvia diversidade.
O
estudo bíblico nos ensina a comprovar a ciência de Deus
E as
literaturas de suporte nos ajudam a caminhar para a compreensão.
Não
importa a escritura, posto o Bhagavad-Gita remonta tanta história
Que
um que o siga dará um exemplo de postura de caráter
maravilhosa!
Deus reside no coração de cada um, seja que
criatura for,
Dentre as enumeráveis espécies de vida neste
planeta…
Incontáveis seres compartilham sua existência
com as gentes
Invariavelmente se são domésticos ou não:
diversos e completos.
Ambientalistas possuem, junto com a
medicina e biologia,
Suas qualidades heroicas, frente à
devastação covarde e irresponsável.
O Partido Verde nos
serve para ensinar o quilate da experiência
De ativistas que
estão na linha de frente para defender a Terra.
Essas
ações são louváveis, porquanto a humanidade já sente os
efeitos
Do desastre climático em curso, este que transcende a
Economia.
O planeta ainda é grande, e o ócio de quem
deve se responsabilizar
Por vezes beira um descaso e descalabro
com os poderes como um Todo.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
FLORES E IDEIAS
Na
modalidade da questão do novo e da própria novidade
Seremos
grandes ou gigantes no nosso próprio modo de viver
Quando a se
ressentir que não se resume, na vida de um
Quanto seja na
existência de muitos a que se pretenda
Um quase detalhe na
essência de um ofício que se dá na ação!
Um
procedimento usual nos faz verificar
Algo de registro que não
seja oco ou nulo
Na verdadeira questão de um mundo
melhor…
Quando verificamos assaz raramente as veias
Que
não suplantam nossa seiva sagrada
Na frente de todos aqueles
que temos por companhia.
Estivemos sempre esperançosos
com o fechar-se
De lacunas de luz que nos teça a presença
Maior
de um dia que seja a vertente dos períodos longos.
Assim
se proceda a vertente de nossas veredas
Em que o espírito seja
alongado nos sentimentos
Quando esclarecemos que o fator da
dificuldade não nos toque.
No entanto, a clássica noção
que emane de nossas atitudes
Seja de plenitude e evidente
sobriedade calçada em nossos tempos
Quando, a se propor possa,
nossa querência seja em toda a vida…
A trilogia de
nossa posição reside em uma recuperação
Que não nos
assombre, mas sim de uma questão solidária
Que passa a ser um
segredo da vida em sociedade.
Na face de um dia que seja,
que sejamos fruto da via
Em que o dia seja melhor a cada batida
em nosso peito
Quando, no quesito do otimismo viramos a frente
ao revés.
Quando, novamente no uso do termo, temos o fiel
da medalha
Emplacando missões em nossos destinos em que, por
suposição
Sejamos melhores na medida de uma engrenagem
serena!
Nos supostos e insustentáveis modos de aparente
clareza
Seria ver um desejo a frutificar na disposição da
leveza
Depois de tantos e tantos anos de dificuldades
inebriadas.
Seguiremos em linhas férreas em cujos
níveis
Levamos os estoques de riquezas
Nas possibilidades
de transportes
Quando, por si de si e para si
Seremos
sempre o orgulho de um esperançar
Nas atitudes, e na serenidade
própria
Do despertar da vida onde,
Por incrível que possa
parecer, flexibilizamos o bem!
terça-feira, 28 de dezembro de 2021
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
DEBATES DO COTIDIANO
Quando estamos por resolver problemas
operacionais de cunho emergencial, podemos crer que podemos conseguir
auxílio na solidariedade, em contarmos com a ajuda de nós mesmos,
independentes das idiossincrasias particulares do indivíduo, e em
prol da vontade coletiva. Essa é uma das funções inerentes, ou
melhor, necessárias ao cerne do ser humano, no quesito da utilidade
frente a consecução em resolvermos os problemas de maneira salutar,
como o diálogo e entendimento conjunto, haja vista as questões de
diferenças de ideias que não se parte a um reducionismo ou
preconceito visível, passamos a resolver diplomaticamente, seja na
parte oral ou escrita, seja em uma ata, seja em um discurso. A defesa
de uma posição por vezes não agrada a uma tribo que está em vias
de altercar-se por se achar indefesa no sentido precorroído
nas entranhas de cada história pessoal. Se temos ou aventamos a
possibilidade de colocar um neologismo dentro de um período, cabe ao
redator explicitar que é necessário por encaixar sufixo ou prefixo
no significado latente da expressão humanística, em seus aspectos
vários, dentro ou fora de uma lógica côncava ou convexa. Assim
dita a ciência das palavras e suas semânticas: a linguística
moderna, desde a época dos serviços de inteligência, em que muitos
espiões, em sua parte britânicos, se esmeravam no conhecimento das
linguagens, como Richard Burton, e sua habilidade de conhecer dezenas
de idiomas do mundo, em especial as línguas árabes. As atitudes de
coragem podem conceber possibilidades que, em épocas remotas, faziam
os mais inteligentes se infiltrarem nos processos civilizatórios
mais antigos e conservadores, em disfarces altamente competentes em
audazes missões, no exemplo óbvio do que é hoje a roupagem dos
serviços de tecnologia comparada em instrumentalizações de
programações as mais variadas, desde a linguagem do DOS até o
UNIX, FORTRAN e etc. No entanto, não significa a realidade posta na
mesa, nua e crua, mas, sim, a empáfia e arrogância de se jactar
normal quando pensa ou cogita ser uma engrenagem do sistema
posicionada estrategicamente em uma atividade de escol, elite ou
similar. Obviamente, os órgãos de inteligência como a CIA possuem
muito mais competência do que a falimentar estrutura da inteligência
de um país de terceiro mundo como o Brasil, quando copia linguagens
que jamais foram desenvolvidas aqui na nossa nação. Esse tipo de
toma lá dá cá é uma especiação lógica que não transcende a
vulgaridade de nossos plantéis de profissionais nesse campo,
pontuando que se torne mais premente e justo que um país altamente
desenvolvido em matemática, como a Índia desenvolva algoritmos mais
complexos, soerguendo seus conhecimentos na área no mesmo patamar de
Japão, China e EUA. Essa é uma diferença crucial, posto muitos
exercem sua atividades mais no modal da burocrática forma de
resolver os próprios bicos, apontando estes para sorver as novidades
dos países mais desenvolvidos. Não que se dispense esse tipo de
profissionais, mas em termos gerais, pecamos erroneamente quando
cremos piamente que somos mais inteligentes do que todos, quando a
ausência de humildade intelectual nos absorve dentro do pequeno
fosso de nossa arrogância, por vezes acadêmica, por vezes trilhada
em conformes e outras trilhas, outros frutos, ou óbvios insights…
Na realidade, muitos homens e mulheres com esforços além do normal,
por vezes são recrutados ao redor do planeta para exercer suas
inteligências em países do primeiro mundo, não bastando apenas o
engenho qualquer e provisoriamente correto para ser da escolha
seletiva, mas toda uma vivência que se dedica prontamente ao severo
e inevitável treinamento para poder servir a uma nação mais
prodigiosamente superior, em se tratando de inteligência e
capacidade que se pode transcrever que faça parte da rotina das
ciências humanas, biológicas e de engenharia, seja de sistemas ou
não. A integração desses perfis de genialidade permite recrutar
nativos em certos países de terceiro mundo a serviço dessas
agências, dentro do pressuposto de hierarquia, o que se faz de beber
a água da fonte na própria fonte, ou já engarrafada e pouca,
conforme a posição de cada elemento nessa funcionalidade, por vezes
ou quase sempre preparando a guerra ou mesmo a grotesca brutalidade
que emana das intenções de controle e subtração das riquezas,
principalmente do ouro negro. O fato é que quando um país de
terceiro mundo começa a emergir para uma situação de
desenvolvimento pleno como nação coesa e unida, vertem-se padrões
de destemperança, e as intenções das agências internacionais
acabam por fazer ruir os sonhos daqueles poucos e medianamente
inteligentes que ainda continuam trabalhando por aqui por desavisados
e destituídos.
Quase sempre
esperamos da realidade que governos sejam democráticos e evitamos
que certas doenças se nos mereçam respeito, como as nações mais
civilizadas aproveitam a sensibilidade daqueles que possuem um mal
mental, no sentido de aproveitar por vezes a exemplar inteligência
que dá as cordas para um futuro de serviço nas instituições
investigativas e de serviço internacional, como a CIA, o FBI ou
mesmo em países que possuam a abertura e visão nada reducionista
com relação à autenticidade dessas questões. No entanto, quando
se fala em paz, esses recursos humanos postam nas guerras, sejam
frias ou quentes, a insalubre questão da chamada hegemonia, tão
toscamente presente em ideários já perdidos nos alfarrábios do
tempo, quando experimentamos explicar um lado teórico de uma nação
sobre um sistema, e passamos a ignorar o sistema de informações
que, por si só, já possui os filtros dos softwares estrangeiros, em
especial, da CIA e do Mossad. A questão é que ainda podemos
desenvolver mais pontualmente uma mudança de paradigmas nos
conceitos inversos, posto possuirmos referências mais expertas na
própria forma de vida indígena, que certamente possui mais
independência do academismo que já destrói o planeta há séculos.
Convencer os órgãos de segurança nacionais a não se dobrar ao
investimento estrangeiro, a tentarmos desenvolver um submarino
nuclear, a importar supersônicos na FAB e fabricarmos exemplarmente
no retorno a uma indústria brasileira por excelência, nos dará a
esperança necessária de que, quem sabe, possamos – mesmo com
ajuda estrangeira – começarmos a pesquisar no campo dos chips, da
nanotecnologia e da plataforma 5G. Basta o desmonte de peças
importadas para criarmos as condições para tanto, e não deixarmos
submergir a indústria nacional frente aos desmandos dos leilões que
nos sacam essa possibilidade de acenarmos para um desenvolvimento
capaz e soberano! Não precisamos necessariamente da ingerência
externa mas, se um outro país qualquer quiser investir pesado em
infraestrutura, com capital e trabalhadores brasileiros, não
haveremos de não aceitar essa grande escala, posto seria muito
ignorante aceitar que a Odebrecht não era uma grande e pujante
empresa do Brasil. Nossas máquinas são nossas, alguns tratores são
nossos, o Tucano, bom avião, é nosso. O ITA é nosso. Basta que a
nossa agência de segurança alimentar seja criada, basta que não se
aceite ordens de generalatos externos, basta pensarmos em um país
nosso, para nosso povo, com as nossas vacinas todas, o cuidado
necessário, a construção amorosa, e não a venda e a entrega do
nosso ouro tecnológico. Zona Franca de Manaus, USP, centros de
tecnologia brasileiros, pão que nos é dado a cada dia se não nos
falte em nossa mesa, pois, se pontuarmos uma nova visão para o
Brasil poderemos sempre aceitar os estrangeiros que queiram
participar da construção do mais lindo país da Terra.
domingo, 26 de dezembro de 2021
UMA DIMENSÃO OUTRA
No cenário indistinto da matéria
Que sejamos
ópera construída
Sem nos atinarmos na mitologia
Em que
uma dimensão seja outra
Daquelas que podem entorpecer
Mesmo
o destino mais avisado…
Assim de se dizer que
sejamos
Igualmente verbo decassílabo
Na construção de
uma estrofe
Que alongue mais o conhecer
Dentro de uma
possível limitação
Que nos mantenha resguardada a nau.
Nada
que se forme, o barco se mantém
Discretamente evoluído em suas
mantas
De arraias submersas no caudal rumoroso
Onde mais a
não se poder possa algo
Convictamente necessário ao lapso
Em
que permaneçamos silentes ao léu.
Gostar da poesia é
como amarmos
A mais não poder, posto este é possível
Dentro
de uma pretensão de retórica
Na veia transparente da
verdade
Irretocável e bela em sua intenção
A se fazer
crer que o cidadão seja ser…
A seis de toques, a treze
de somas,
A matemática inconsútil repara
Naqueles
consertos mais sutis
Como o vazamento informativo
Ou mesmo
o encontro com algo
Que nos remeta a uma informação
única!
Quantos de nós seríamos mestres do ar
Ao
respirarmos aliviados depois do tempo
Em que dirimimos as
dúvidas covardes
No pequeno detalhar-se equações onde,
A
quem se dignar a tentar resolver
Encontrará apenas a dialética
crucial e breve.
Porquanto não sejamos sempre tão
leves
Quanto o diametral oposto da vida
Que a outra
brevidade construa
A saber, que se toque o alaúde
Por
encima de velhas bugigangas
Nas vertentes indeléveis de cada
caso…
sábado, 25 de dezembro de 2021
O ENTARDECER DO ANIMA
Que se nos aferrolhe a alma
Aquilo que não
supomos
Na questão de uma simples vida
Em que trocamos as
vestes por vezes
Na escuta de prosseguirmos
Conformes
navegamos em nau profunda.
A poesia segue por vezes
relutante
Na outra conformidade dos parênteses
Com que se
desdisse a vida em prol
De uma proficiência quase de escol
Por
vezes na verdade que não é reativa…
O sentimento se
nos nubla por vezes
Na vida em que sedimentamos
A vereda de
que estamos por ainda
Na confluência dos rios e risos
Naquele
sarcasmo de um sardonismo
No parâmetro de um gabarito
Que
surpreende até mesmo o desaviso!
Naqueles surpreendentes
dias em suspenso
Quando o coloidal de nossa anima
Se
surpreenda igualmente que não façamos
A tempestade relativa em
nossas almas.
A filosofia do bem-estar se remeta
A
uma disciplina estonteantemente linda
Quando, no disforme de
nossas veias
Outra questão nos relembre uma veia
Que salta
aos olhos do remendo
Quando, no que relembremos
Que se
aproprie uma estranha via.
No estranho que não nos
nuble
O salgado sabor que no auge nos tenta
Quando mesmo a
tentativa se reforce
No esteio de uma alternativa de
lembranças…
Quantos éramos de supetão de reforços
Nas
veredas em que supostamente vigiamos
A nós mesmos em cada passo
vertiginoso
A parecer que se surpreenda um dia.
Na
mesma outra quem sabe, veracidade
Encontramos um refúgio
solene
Quanto de escurecer o tempo a si possa
No sim de um
si mesmo a tempo do dizer.
Uma esfera relutante, nada do
que se faça
Pode dizer mais do que uma impressão
Que
reveja os nossos parâmetros
Na direção algo imprecisa do
diametral
Circunflexo proceder no prumo de um céu.
Assim
de se dizer se possa a verdade que em si nua
Um mesmo proceder
que se veste de aparências
Quando o serviço mesmo se revista
de sombra
Quando de retornos a vida se vire de um sem lado.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2021
O SERVIÇO ESSENCIAL
A partir do momento em que estejamos aptos a
misturar um suco, a cozinhar uma batata, a ver mais sobre o nosso
próprio olhar, estaremos aptos a prestar qualquer serviço básico e
essencial. Todos eles possuem a plataforma da querência, todos
demandam um esforço, todos são factíveis de serem aceitos na
sociedade, não importando muito o como ou porquê, nem mesmo a
intenção, quando disto subentenda-se ser ou fazer parte da
sinceridade e da assertiva colaboração. Melhor dizendo, uma ação
em consciência de Deus, um serviço devocional, seja ele a partir de
Cristo, Moisés, Abraão, Maomé, ou mesmo entalhado pelo pensamento
divinal da filosofia. Os resultados são certos, como pérolas
ensartadas em um cordão! O Todo Atrativo, ou o Poder Superior nos
demande que seja Krsna também, em síntese, não importarão tanto
os nomes… O nome Krsna é O Todo Atrativo, é o Senhor Supremo,
Deus, que eternamente nos guarde. Afora a questão espiritual, que
nos mova e proteja, o serviço – qualquer que seja – está,
quando para melhorar, como tarefa essencial, à moda e escopo do
trabalho, não propriamente convencional – posto alguns terem
limitações quanto a isso – faz parte da evolução igualmente
material e existencial humana.
O aferrolhar uma peça, a
construção granítica, a poesia indelével, a inteligência
sumamente necessária sempre serão dádivas quando estiverem
presentes, devidamente guarnecidas pela razão. Essa mesma e pungente
notícia que recebemos através de um veículo, ou melhor, na atenção
de uma atmosfera límpida, ou de uma película transparente de um bom
filme. Não se alterca mais fora do diálogo, sendo as palavras uma
eterna fonte não residual de informações que, quer tratar-se de
sigilo ou não, busca em outras o embate – aí sim – saudável na
quimera de nossas vidas. Quando temos uma boa caixa de ferramentas e
aprendemos a usar apenas uma bem, calçaremos ao menos as sandálias
de um bom sapateiro para mais tarde calçarmos suas botas, em
necessárias aquisições!
Em uma música barroca, a se falar
das ferramentas temos, como coadjuvantes de seus instrumentos, um
Bach que remonte algo que a poesia geralmente admira, que são os
contrapontos, ou linhas harmônicas na sincronia, como melodias
entrelaçadas. No viés existencial, enquanto caminhamos por uma rua
– seja de onde for – as pessoas estarão presentes e, para quem
está apto a desenvolver a aptidão e sensibilidade para tal, há um
tipo de moto continuum que prescreve cotidianamente as direções,
sob a batuta de intuição, haja vista as mulheres consigam nesse
quesito mais conquistas do que os homens, pois são de mais
assentimentos nesse aspecto da persona que somos…
Passamos
por fases de integralização de modais os mais variados, e é nessas
horas que estarmos coligando arte e ciência nos aflore o caudal da
cultura como jamais estaremos em falta no milênio pelo qual
atravessamos com nosso barco, ou com nossas asas por vezes famélicas
de uma pedra por onde descansar. Descansamos sim, ao largo de nossas
vidas, turbulentas ou não, mas o ferro é característica de um
possível robô: somos de carne, de vísceras, muco e sangue, e o
espírito que anima essa maravilhosa máquina como noviça espécie
no planeta, tão inatingível que sobremodo está presente na
eternidade, mas não sabemos quem seremos depois ou o que fomos
antes. Talvez seja apenas a esperança que nos reserva a sabedoria,
esta que nos remeta mesmo à certeza, e a prática aponta o agir,
mesmos sem contar com muitas letras, pois aquele que remonta sua
enxada é capaz de carpir, e aqueles que de modo feliz possam alugar
um trator, possuindo mãos, são capazes de semear. Essa caixa de
ferramentas encerra os ensinamentos de diversos profissionais, como
há um canivete que se aproxima do corte, e há um bisturi que se
aproxima do tentar salvar uma vida. Em si, um Victorinox são
várias ferramentas em um, desde a tesoura ao saca-rolhas. Na hora de
decidir algo com relação a uma técnica, temos que usar uma
ferramenta que se encaixe, como na hidráulica é tão importante o
alicate de pressão e, para instalar um varal é necessária uma
furadeira, e de preferência Bosh ou Black & Decker.
Citar marcas na sociedade de consumo pode virar uma mania de
oficiosos trabalhadores mas, na verdade, podemos muito bem fabricar
nossas próprias ferramentas, ou construir uma ferrovia com nosso
próprio know how. É bem esquisito falar em ferrovias sem
podermos crer que isso é um passado que já vem de longe, desde
Juscelino, em nossa História.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
terça-feira, 21 de dezembro de 2021
OS FILMES DO PODER
Se tanto não nos bastasse o controle dos
dispositivos que temos em mãos, há câmeras que se indispõem
contra um cidadão que possua um pouco mais de massa crítica, ou uma
instituição, um ativista, um cidadão qualquer. Isso nas mãos de
um poder qualquer é significativo no sistema em que se encontra a
população deste milênio, seja esta de direita, esquerda, centro,
ou neutra dentro do precitado sistema mas que – obviamente –
almeja uma ingerência e um controle quase total, o que nos remete ao
totalitarismo e a importância da informação neste tipo de regime.
As façanhas da ciência permitem antes a busca pelas modalidades do
poder e, bem depois, as da generosa solidariedade que nem sempre é
autêntica, mas possui intenção disso, mesmo com interesses por
detrás. Essa dicotomia entre privado e público torna-se equação
inativa, porquanto o falecimento de doutrinas ultrapassadas só faz
emergirem quais fantoches gases e gases, sejam de pimenta ou
similares, remontando até mesmo aqueles que não possuem sequer o
cheiro. Na razão bem fundamentada segue o leque de possibilidades,
segue a coluna correta que sustenta nossos argumentos, e não vai ser
um tipo de agraciamento em meio à tragédia que nos tirará a
esperança em que as falas busquem a verdade em torno de si. Essa
mesma Verdade que é apenas única, meio 1, ou seja, nada de meios,
ao 1 inteiro, quando remontarmos que o zero é a própria negação
desse quesito. Quando um agrupamento de gente, nos dias de hoje, se
propõe a estabelecer limites, mas obviamente dentro de uma estrutura
sólida, sói saber muito de ignorância ou debilidades intelectuais
que residem nos estamentos de dito cujo. Igualmente, assim acontece
com partidos, agremiações, federações ou quaisquer outros
esforços de estabelecer, por conseguinte, certas hierarquias que
demandem, por através da dita democracia forjada, uma certa
disciplina. A única instituição que rege a nossa defesa e treina
por soberania de suas táticas e estratégias abertas, mantendo uma
hierarquia aberta é ou faz parte das forças armadas. Isso se dá em
qualquer país, seja na defesa de um sistema ou outro qualquer, seja
um regime fechado ou aberto, seja ele tirano ou democrático.
Acontece que a mesma forma que o poder exerce sobre um indivíduo, ou
mesmo na obscura coletividade gera modos por vezes em que a tirania
prevaleça mesmo frente a lideranças cruciais, como no caso de
Robespierre e Danton, no reinado do Terror da França após revolução
de 1789.
No entanto, apesar de que a história apresente fatos
irretocáveis, não procede crermos que tais situações se nos
repitam dentro do escopo em que a tecnologia passa a demonstrar que
acabamos por nos tornar meras peças de um jogo, se assim o
quisermos, ou seja, se militarmos a jogar, ou simplesmente vivermos
nossas vidas assim como é e assim como podemos, dentro de nossas
pífias limitações. Não precisamos funcionar como meras
engrenagens sistêmicas, posto termos a liberdade tão avassaladora
que nos é dada a faculdade de expressão na devida ordem em que
residem os fatores do viver em sociedade. Muitas designações de
antanho, antagônicas e anacrônicas tentam por vezes mapear o status
social, sem o esteio da inteligência cabal e necessária a que
possamos compreender realmente o nosso mundo, em que por vezes
confundimos ilhas ou meritocracia política e seus vieses de
ideologias arcaicas.
Podemos
ser apenas agentes de nossa felicidade, sem o falso moralismo de que
quem possua mais seja culpado, dentro de uma atmosfera odienta e
regressiva, quando se tem a pretensão de que estamos ou
enfrentaremos mudanças capitais em nosso país, por exemplo. Essas
mudanças realmente viriam a termo se colocássemos em brio a
situação alimentar com terras feitas minifúndio, se não
dependêssemos tão enormemente dos países ricos e se –
principalmente – cuidássemos efetivamente de nossa mãe Natureza.
Agir não significa sermos ou fazermos parte de um grande movimento
mas, justamente, a partir de pouco respeitar o que nos signifique
seja a nossa contribuição voluntária, sem falsos Egos que atrasam
sobremodo o nosso pensar, o nosso sentir, o nosso existir. O filme é
longo. Portanto, façamos com competência. O fato é que nas nossas
frentes de atuação, por vezes um simples caminhar, um gesto
qualquer, uma cor de roupa, podem ser diferentes formas do Apartheid
em que nos tornamos, ou de um estabelecer de guetos que são como
certos locais de Gaza ou Golan. O que se vê em muitos sítios é uma
incansável busca pelo poder, uma corrida famélica ao gozo, seja
químico ou sexual, ou uma carnificina contra povos que sequer
possuíssem a consciência do branco invasor. As vertentes que dão
nome aos bois sequer citam alguns deles e prosseguem no apoio moral
aos possíveis detentores da vitória para depois puxar os tapetes
sob inglórias e covardes tarefas… Assim funciona o sistema, e a
apatia vira non sense da aflição, e a violência remete a períodos
reptílicos. É o oceano que temos: nada seria melhor do que não
compactuar com esse circo que monta seus cavalos de fogo no
jogo fatal, por vezes. E o problema se torna egoísta, pois um que
quer está bem e estar bem nem sempre é para aqueles que querem, e
os que sabem que estão não querem que sejam, pois os incomoda verem
um pobre sentado ao lado, nos bancos da aeronave!
domingo, 19 de dezembro de 2021
CONVIVENDO COM O COTIDIANO
Os carros revelam uma força qualquer, o óleo,
o combustível, assim como os motores de um modo geral, como de outra
geração, pois quiçá já devessem ser elétricos há mais tempo. A
corrida tecnológica, vista mais de dentro, é, em si mesma, um tipo
de esperança de que venha a ciência nos facilitar certas coisas do
cotidiano. Como, por exemplo, cuidar da saúde com mais recursos,
remédios mais eficientes, genomas devidamente mapeados e ulteriores
tratos, células-tronco, a se citar avanços na medicina
contemporânea. De fato, tudo passa por variedades de sistemas que
perfazem a ciência como um todo, citando o exemplo de sistema para
termos conhecimento da informática que permeia todas – ou quase –
as variedades do saber científico. Principalmente na modalidade
civilizatória de nossas metrópoles e na portabilidade da internet
como conexão premente no meio em que nos encontramos. Esse afã que,
para muitos, é motivação de diversos insights na aldeia
global, faz-nos sentir com poder, mas isso é um viés um pouco
ilusório, mesmo que se suceda uma performance exemplar em algum
treinamento com máquinas ou técnicas quaisquer, mesmo quando
estamos em uma chefia, comandando certos homens ou mulheres, mesmo
quando – e isso não é falso – em uma posição política de
destaque. Posto que o ego se nos atravessa pelo caminho, nos puxando
com seu cabresto e, quando perdemos a máscara, sequer nos
reconhecemos depois…
Uma engrenagem pode traduzir o que
porventura seja a escala de valores deste milênio, em similaridade
com outros tempos de transformação tecnológica. Somos como que
peças, por vezes devidamente ordenadas, em outras confusamente
dispostas. A capacitação de se auto ordenar pode sempre ser uma boa
saída para que prossigamos com a sobriedade indispensável à
consecução de nossos deveres ou missões. Nem sempre encontramos
tempo para nos capacitarmos, então o melhor a se fazer é trabalhar
concomitantemente com o mesmo tempo, guardando os apetrechos em seus
devidos lugares, para se ter uma noção concreta de sempre arrumar
as primeiras coisas, sempre ter em devida conta a organização e o
método, a disciplina e a confiança, a esperança e a fé. Nisto de
meio que organizarmos nossas coisas, darmos valor a tudo que nos
serve como coisas, pessoas, bichos, o importante afeto e tudo o mais
que queremos do mundo.
Em outras palavras, relembremos que o
instinto da vida – Eros – é o que deve nos reger nestes tempos
algo obscuros quando lembramos do poder e seus séquitos, que tanto
fazem por minar e fazer com que pensemos que o instinto da morte
prevaleça, em nome de um deus falido por sua inconsistência. Deus é
vida, é o amor, são os bons sentimentos, nada tem a ver com
vingança, não fala atravessado sem sinceridade, e é mais justo do
que o mais justo dos homens. Esse mesmo Deus consorte da paz, não da
discórdia, do afeto, não do ódio, da bondade e não da maldade. Se
há uma criatura no mundo que pensa ser necessário um regime de
autoritarismo em uma nação qualquer, não está tendo acesso às
dádivas divinas e será, através de um país livre que amarraremos
um cavalo heroico sobre a superfície do continente americano, que é
nossa pátria: livre e forte! Independente dos sistemas variados que
temos na Terra, aquele que pensa em sua nação a que seja soberana é
um patriota, e aqueles que querem entregar nossas maiores riquezas a
preço de capim são entreguistas, nada mais do que isto. Tenhamos
dó: sejamos mais nacionalistas, mais patriotas, pois isso não
remonta atrasos, mas progressos em nossas vidas. Se aumentamos o
consumo interno reaquecemos a economia… Como? Através de grandes
obras de infraestrutura, com parceiros internacionais que tiverem
interesse, como os EUA, China, Japão, Alemanha, ou o que estiver com gana de ajudar
nessa necessária parceria. Alguns prometem, outros simulam, e ainda
há os que dissimulam. Trilhar uma noção atávica de que unidos
seremos mais fortes é apenas reiterar o básico do básico. Tentemos
viver melhor, apenas isto e, vivendo melhor há que se saber que
aqueles que não trabalham em favor de um mundo melhor para se
existir jamais merecerão a confiança de qualquer cidadão do
planeta!
sábado, 18 de dezembro de 2021
OS LOTES DO RESSENTIMENTO
Assim se nos partam nossos caminhos, ou
seja, no urgir de um consenso em favor da humanidade, no sentido do
humanismo, na razão da justiça social, independente do território
de nossa América do Sul, palco, cenário e atores, com direção por
vezes inequívoca. Sigamos frente a que seja melhor a todos, e não
nas frentes da concentração extrema, não somente dos ganhos e seus
valores, mas literalmente àqueles que necessitam de um olhar mais
atento, e cuidados redobrados. Com destreza e com coragem não
enfunemos as velas que distantemente nos levem aos rochedos, posto em
alto mar não possuímos por vezes nem uma embarcação de
sobreavisos.
Que o ressentimento não nos venha bater à porta
com a edificação sumária em lotes recalcitrantes, pois não é
através da angústia de uma população que vimos por melhorar o
significado de uma boa democracia. Que nos enquadremos em mudanças,
que as notícias do dia de amanhã, que começa à meia noite, não
nos verta em um copo abundantemente ébrio, quando a função da boa
ventura é pensar sempre que um gestor geste como a uma criança,
limpo de ventre, cálido como a maternidade… Esse parâmetro de
conduta que seja exemplar, e não adianta pontuarmos discursos clementes se a vida seguir na plataforma da maldade ou do
egoísmo.
Saber o que se discutiu em uma mesa redonda relembra
os cavaleiros que não ignoram o fato de sermos quem somos depois que
Artur sacou a espada da rocha! O Conselho quando é imposto nunca
demanda que seus conselheiros possam agir de modo coerente, posto a
democracia participativa sempre foi e sempre será o melhor caminho.
Por essas questões coerentes passemos a escrever nossas histórias
com padrões de progresso, paz, ciência e cultura, com o pensamento
voltado para a arte, para a filosofia, para a religião e para a
suficiente segurança alimentar de todos no mundo, haja vista não
podermos pensar com clareza e inocência se não salvarmos os povos
mais vulneráveis da calamidade e da dramática carência que a turba
esclarecida já toma consciência, e por vezes sequer se sensibiliza
com atitude de compaixão.
A simples ação de um tipo de
resgate da cidadania daquelas populações que nem sequer possuem
escritura em seus barracos vem a nos revelar que não poderemos
jamais resolver problemas de ordem social se não ativarmos novamente
nosso mercado interno, com MEIS em profusão e treinamentos técnicos
e humanos para uma retaguarda intelectual assaz importante, no nosso
estágio atual, de desesperança e luta inglória ante forças já
dispostas para minar a democracia. Nossos irmãos chilenos passam por
uma eleição jamais tão polarizada em história pós Pinochet,
sendo que um dos candidatos apoia esse que foi o maior monstro dessa
nação que se torna uma nação em crise desde um tempo atrás, com
Piñeda. Por padrão esperemos que não vença um candidato do
retrocesso popular, posto será com um voto esclarecido que veremos
amanhã a vitória da oposição. Essa grande página revelará que o
povo latino americano como um todo vislumbra sempre a esperança de
que um candidato que cuida de sua gente pobre recomece uma nova
versão da grande empreitada que nos reserva o caminho da vitória!
AS PÁTINAS DO TEMPO
Se assoberba em nosso coração um ato
decassílabo
Quando nossos versos se perdem na métrica
De
um metro escalar ou vetorial, dependendo
Do tipo de técnica e
do tipo da engenharia da arte!
As equações ferruginosas
perdidas pelo sonar
Translúcido do tempo, indicam apenas
Que
hoje nada do que tínhamos sera por herdar
Dos que eram
história, à História Atual.
Páginas de patinetes se
criam, no alfarrábio
Que vence dentro da clausura de
museus,
Mas que fora destes não soam mais como
testemunho
Inconciliável das pátinas enumeradas nos
registros.
Tudo o que se lê, independente da
migração
Histórica ou geográfica, tudo está catalogado
Na
espera de que seja interpretado e, no entanto,
Nada do que
criamos bem sofrerá análise dos ignaros…
Nada do amor
que salva será guardado em uma pasta
De chumbo onde não se
sabe onde estaria
A chave que abre uma portinha do passado
Na
reminiscência ocre dos covardes fracos de espírito.
O
que se retenha em contradições louváveis
Sua o suar dos
leitos, sejam conjugais ou hospitalares
Quando, no nosso sentir
possamos, que o pensamento
Verterá sobre a superfície
conservadora de naftalina.
Que se remonte um tipo de
sociedade não secreta
Onde a arte tenha seus tempos justos para
manifestarmos
Tudo aquilo que perpasse o próprio tempo
Levando
as pátinas para a arquitetura das almas que somos!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2021
A SERVIDÃO DOS ENJEITADOS
Por quanto verte a versão dos
que se anistiam dos problemas
Na vertente tecnocrata de uma
sociedade onde consumir
Passa a ser benção de alguns, enquanto
outros
Ruminam seus lixos do ser a ser ao dia seguinte?
Estas
equações da existência colocam as letras na vanguarda
Quando
alguns sequer pensam que pensam algo, se, na verdade,
Estarão
engrossando as fileiras do desacato moral à cidadania
Quando se
auferem lucros desmesurados e, no mínimo, suspeitos!
A
servidão reside onde não há lares conexos
Onde, por encontro
do empoderamento apenas
É usado todo e qualquer
subterfúgio para alcançar um goal…
Há
verdadeiras escalas dos inocentes, há jugos, julgamentos
Em uma
sumariedade de propósitos onde – nem na maior burocracia –
Se pode auferir os
ganhos de uma simples e dita informação.
Em que muitos, aparentemente, se digladiam para obter…
Os que se usam de
traduções reducionistas de uma grande obra
Não e jamais
poderão reduzir sua grandeza, posto a arte chega
Onde é
chamada em qualquer circunstância, no ferro e no fogo.
Uma
tendência natural é adorarmos a douta cultura, aquilo que foi
Um
tipo de resguardo ou retaguarda onde os veículos de
comunicação
Pousam diretamente o sucesso: fator onde se ganha,
objeto ou contents.
Menções são fabricadas em
fábricas de execução venal
Quando o prêmio nos atrai qual
lamparinas na escuridão
A lembrar que uma labareda amarela sem
capa
Ao menor sopro se apaga!
Dito por não dito, e
aqueles que pensam sem letras no passado
Pensarão apenas que
sabem discernir um aspecto do outro,
Saindo esfomeados por
saberes que não se conformam, no toque
De uma máquina que
transfere a outros a mesma ação.
Esse tipo de
empoderamento fala aos enjeitados de espírito
Se não sabem
realmente usar a seu favor a tecnologia
Desde a sua origem que
remonta às rodas de rocha.
Não seria suficiente afirmar
que nenhum treinar sucinto
Será de utilidade se não for para
ajudar os que necessitam
Dentro de si mesmos com humildade na
persuasão
Que não invade, mas oferece a mão em
solidariedade
Sem a presunção dúbia de utilizar
casuisticamente o ato
Em prol do obscurantismo do saber
concreto
Em que, como já citado: não basta tentar o mesmo
orifício
Para reencaixar outro parafuso espanado.
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
RETROAÇÃO
A
forma iníqua de alguns modais de construção pessoal
Segue
sendo ou vindo de um caractere que não encaixa
Em qualquer
puppet show,
mesmo que a marionete
Seja em outra face de uma vida que
recorrentemente
Revela
que a voz da personagem não parte do boneco.
Algum dia o
ato retroativo de um palco decorado
Com pinturas espatulares de
uma tela do Norte
Seja na verdade o
expoente quase quantitativo
De um cordel exposto em fortes
varais
Na fonte mesma de continuarmos silenciosamente bons.
Dessa
bondade que transcenda a maliciosa serpente
Em suas presas
peçonhentas que suplantam a mesma
Daquelas tão difíceis de
adquirir, quando a vida
Nos mostre quão por vezes é
difícil
Enfrentar os óbices sem o devido guarnecimento
Que
nos dá uma espiritualidade sem fronteiras
A par do merecimento
de um qualitativo front
Onde não há guerra, mas a luta pela
paz
Na ausência de armas, que reslumbre a todos
Os que são
citizens of the
world,
cidadãos de Deus!
Nisto
de sermos desertores do nada, de não compactuar
De nenhum
apartheid, de não sermos nada que não comporte
O represado e
sufocante sentimento da impotência perante a pena
Em que por
vezes nos colocamos de um eu compulsório,
Seja enveredando pela
ebriedade, não seja isso propriamente lentidão.
Apesar das pechas que somos algo de covardias, na
verdade
Covarde é aquele que deseja insurgir contra todo um
sistema
Os caminhos que trilham pela ignorância no inverso de uma
realidade
Que compõem mais do que antigas e proscritas
receitas
Que não nega a direção holística em direção à Gaya
ciência…
Seremos
melhores se não retroagirmos às cartilhas nefandas
Que
circunscrevem corroídas estruturas, a sentirmos todos
Que a
transformação não vem do ato do voto apenas
Mas de um boicote
interno contra a maldade e a mesma malícia
Que compõem um
outro e recriado sistema, com engrenagens
Oleadas e, no entanto,
na exata posição daquelas antigas!
domingo, 12 de dezembro de 2021
O QUADRILÁTERO DAS IMAGENS
Remontemos
na visão de um cidadão
Que a sua área em que porventura ele
esteja
Possa estar próxima de uma equação
Em
que não se diga que nossas imperfeições
A princípio passem a
ser da nossa percepção.
Quando estamos afoitos na ordem
quase desfeita
Em partir para uma ofensa, tenhamos em mente
Que
essa atitude não seja propriamente uma ofensa
Qual um
ressentimento sob nenhuma causa aparente
Mas objetivado com o
uso escorreito de uma falha
De um caráter que
emprega a visão de uma palavra.
A partir do instante em
que dispusemos uma veia
Que não esteja muito cáustica por sua
aparência
No rumor de uma cláusula esquecida, em um
processo
Que caminha no furor do ócio, em um burocrata
Que
jamais tenha apertado sua fivela do cinto…
No despertar
de um simples sentimento alheio
Por vezes o sorriso se estampe
na qualidade
De um dote que remonte a doação mesma
Do
valor que não se diga a ninguém do número!
E de
numerais trabalhamos os dígitos quase
ocultos
Na medida em que a vida se nos apresenta
A dimensão
da validade quando os dias
Vertem um respiro que evitamos
perante o céu
Em sua vertente de pureza de bons ares
Na
propriedade que não nos exclua a lida de um réu.
Se
espere da inocência de um mártir não se dê
Apenas na
vertente de seu passo a mais de hora
Quando a história revela
que no mais das vezes
A existência mesma de um heroísmo
Que
possa perdurar naquela por todo o tempo…
Se
a presunção aconteça de ser ao menos urgente
Essa atitude não
remonte um escapulário
Onde o pingente pendurado não vire
ícone
De algo que não perdure tanto que iluda.
Nesse
pontuar de vigílias escorreitas igualmente
Seremos muito mais
vigilantes quando permitimos
Que o pensamento democrático se
torne premente
No funcionar social, na busca incessante de
justiças.
Quando as engrenagens sistêmicas nos
enferrujam
Veremos uma área quase um quadrilátero que verte
A
imagem onde por vezes o controle é ilusório.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
O INVENTÁRIO MORAL DE UM HOMEM (II)
Seguimos na senda de relacionar coisas
que não são muito boas para um cidadão e outras que facilitam de
qualquer modo o caminho da recuperação. Uma coisa muito importante
e um pouco rara na era contemporânea é a humildade. Se por ventura
cruzamos o caminho de gente extremamente arrogante, é sempre bom
mantermos aquela qualidade do bem portar-se para que não recrudesçam
possíveis desavenças, naquilo em que por vezes precisamos olhar
para o chão a ver, não propriamente ser espinha mole, mas prestar
atenção nos lugares onde pisamos nossos pés. Desse
modo, as possíveis e reais ofensas seguem seu curso natural e o
veneno da serpente não nos é inoculado, literalmente, pois o animal
não faz nada – salvo exceções – quando não provocamos um
litígio que, quando estamos sem o controle de nossos atos, acontece
frequentemente. Essa
humildade é muito rara quando estamos tomados por substâncias psico
ativas, tais como o álcool e outras drogas.
Um dado outro
importante para se ressaltar é a vontade de poder na vida
materialista em excesso. Carl Jung já colocava em xeque esse desejo
que a humanidade carrega dentro de si tão arraigado, expresso no
Príncipe de Maquiavel, onde nada se limite a obter
algo que possa ser ruim para outro ser, mas que egoisticamente
desejamos para nós, independente de quais artifícios o obtemos. Que
o ser humano queira tão somente viver na paz do anonimato, aliás, a
melhor saída para exercermos plenamente a cidadania, distantes de
tudo o que nos seja nocivo e, novamente, a sobriedade se torna sempre
necessária. Por quantas mesas de bar já passamos crendo que
poderíamos ser senhores de uma rua, de um bairro, da cidade ou mesmo
do mundo? Essa vontade de Poder abraça a ganância, a hipocrisia, a
falsidade e outros modais do comportamento humano como característica
que não estamos muito bem com relação à realidade, espelhando a
mesma dentro de um processo ilusório. No entanto, vemos que há
muitos que realmente são poderosos, e no mais das vezes retrocedem
os atos sem saber ou ter consciência do que fazer para melhorar a
vida de sua empresa, seu país ou seu povo. Essa
vontade extrema de poder resulta de conceitos onde relações entre
as pessoas possam estar vinculadas a uma ebriedade emocional
igualmente, como uma outra forma de dependência que possa acometer
ou surgir a partir de adicções que nos nuble a mente com o manto da
ilusão: uma outra face da ilusão, mais sutil e mais prejudicial,
enquanto “justificável”… Obviamente, este é um inventário
moral de quem vos fala, ou seja, já foi prejudicado por todas essas
questões enquanto
ativamente portador de uma doença chamada alcoolismo, e que agora
começa a fazer uma releitura de seu próprio caso, onde a
complexidade desse ato remonte a humildade necessária para assumir
erros ou falhas de caráter.
Não
é preciso estar em recuperação mental para testemunhar que a falta
da humildade está presente em muitos e muitos indivíduos da
coletividade, ou mesmo quando situados em funções de
responsabilidade perante grandes conglomerados, empresas ou funções
políticas. O fato de termos o exemplo de Jesus e seus apóstolos
retoma a posição espiritual como necessidade de rebatimento
fundamental – ou quase sempre – na recuperação da enfermidade
do alcoolismo ou similares. Essa vida ou crença em um Poder Superior
nos torna mais humildes com relação a Ele e portanto fica mais
fácil de se encontrar uma grande força interior que nos guarneça,
guie e ilumine, para que o nosso caminho seja mais de luz. Quando
nosso ego crê que tudo gira em nosso entorno é que ficamos para
trás na relação que temos com o planeta e esse egoísmo fatalmente
nos leva a cometer desatinos e nos torna mentalmente vulneráveis
para se ingerir quaisquer substâncias que nos tirem do prumo. Quando
o problema com o álcool se torna inevitável e chegamos ao fundo do
poço é a hora de assumirmos nossa impotência frente ao descontrole
de nossas vidas ocasionados pela adicção. Sempre é bom
investigarmos nossos erros, mas tudo começa na nossa entrega ao
Poder Superior para que voltemos à sanidade. Esse é o requisito
essencial para começarmos a ter esperança em nossa fragilizada
situação. Seguir os passos é fundamental e a literatura também
tem seu valor e importância capitais em nosso contínuo processo de
recuperação, além da frequência às reuniões do
AA.
FIM
quinta-feira, 9 de dezembro de 2021
O INVENTÁRIO MORAL DE UM HOMEM (I)
Por vezes, usamos as mesmas armas que um
cidadão sugere, com seus atos.... Como a hipocrisia, a intolerância,
o despotismo, o poder rude ou grosseiro de palavras e seu emprego, a
covardia em massacrar aquele que é vulnerável perante toda uma
população, o racismo, a misoginia, o preconceito contra gêneros,
igualmente contra portadores de doença mental, nisso de se enumerar
igualmente a covardia contra adictos de qualquer substância. E, na
face inquieta desse prejulgar, a informação que é usada para essas
ofensas quer e por vezes consegue confundir a mente da vítima. Esse
é um dos defeitos de caráter que reside na oração do Pai Nosso,
esta que nos ensina a ver a dimensão mesma da ofensa e do ofensor,
perdoando, pois quem ofende está equivocado. A vida de um ser não
está compulsoriamente diagnosticada ou predestinada a que ouçamos
esses pequenos ou grandes equívocos. Se temos um rádio com uma
frequência basta desligarmos esse canal e passarmos a ficar em
silêncio, para não entrar na mesma vibração. Essa questão não
seja de obrigações maiores do que estarmos realmente resguardados
em nossos nichos existenciais quanto de sabermos que isso pode
consertar ou ajudar a reparar nossos defeitos, ou mesmo abdicar de
compartir com defeitos de caráter alheios.
A função de
fazermos um inventário moral é simplesmente tentar revisarmos
nossos egos sobretudo com a mesma ideia de termos um alicerce
espiritual como uma estrutura de arrimo junto àqueles com quem
compartimos nossas veredas na forma mais carinhosa quando na medida
do possível. Com a dita compaixão extremamente necessária nos
mantemos mais ou menos receptivos com relação à vida de todos
aqueles que participam de nossas vidas, sendo que os erros de caráter
possam ser especificados nos nossos cotidianos. Essa enumeração de
nossos erros seria ter de longe a mais afamada questão a respeito de
nossos segredos, e a reforma importante de cumprirmos com a reparação
moral e compulsória com antigos entraves em nossos sentires ou
agires. No cumprimento de um inventário moral as frentes de nossas
fragilidades existenciais se tornam algo mais absorto na esfera da
compulsão em dizer demais as nossas preocupações, os nossos
processos existenciais, e os nossos afazeres complexos com relação
à confissão paulatina, desentravando psiquicamente nossos laços
com a irrealidade em que tornamos por vezes os resultados nas nossas
incursões materiais ou espirituais. Essa face de perscrutar a nós
mesmos resulta igualmente no foco que estabelecemos diuturnamente
para a aurora do lento e necessário despertar.
Fim da
primeira parte.
IMPRESSIONAR-SE
Temos
o condão de nos impressionarmos
Quando se nos toca algo de suma
importância
Como o futuro que se descortina na cidadania
Ou
mesmo o leque de possibilidades da ciência.
Tirante a
Ordem necessária
Temos de um Progresso que reascender a
chama
Quando somos impelidos por alguém
Ou um fato que nos
relembre nossa História…
Impressiona a vida sob ela e
seus jargões
Quando que, por aventurar possa,
Um deletério
homem passe a ser uma farsa
E o que sobre não nos diga
respeito!
Não, seria melhor não saber do Todo
Que
transcende o melhor do que seríamos
Na rede transacional de
quimeras
Onde por vezes esquecemos o bom senso.
A
atitude correta não significa o alheio
Quando nos impressiona
tal personagem
Como um caractere que não navega conosco
Ou
como recurso de um método ofensor…
Gastáramos nosso
tempo em colher os louros
De pressionarmos um irmão em si e por
si
De dentro para fora, com rancores desmedidos
Para aí
sim festejar derrotas alheias à nossa.
O que
verdadeiramente nos impressiona
É sentir um sentimento em
alguém, um ódio
Que não esmorece em pensamentos de
ardil
Quanto, no que seja, é apenas ebriedade de caráter.
Esse
mesmo néctar na bile de excrescer
O odiento sentir pelos
próprios poros
A fim de prejudicar alguém que se expresse
Em
caminhos que em nosso Eu carecem da certeza!
O íntimo da
farsa presente nas palavras
Que, tal como metáfora pobre, nos
revele
Não traduz a verdade sonante dos cristais
Posto
serem estes de gelo sob o calor derretido.
Teríamos nós
a certeza de sermos concebidos
Como uma fronteira impressionante
pela grandeza
Que abraça outras plagas, remontando
Um
painel gigantesco de uma real esperança!