segunda-feira, 5 de outubro de 2026

A RAZÃO DA FÉ


              Deveremos pontuar algo sobre como pensar a fé, mesmo quando suplicamos que a tenhamos, sob a égide do Espírito Santo, a mais do que seja suficiente, ou quanto a sua luz ainda é tíbia para vermos a Cristo em sua pessoa, mais do que uma aproximação imaginária, mas de fato, quando queremos d’Ele nos tornar seus amigos. Existe uma súplica possível, e isso faz parte de uma razão que não nos nuble o pensamento, igualmente, pensar que Ele pode nos libertar, que podemos lutar para melhorar nossos dias, imantados pela fé que d’Ele emana a luz que nos alimente, pois a vida sempre será melhor se estivermos com o pensamento n’Ele voltados, para todo o sempre. Jesus se fez carne, se fez homem, se fez nosso Salvador para que meditássemos em sua pessoa suprema, pondo-nos à prova das tentações que nos assoberbam o espírito, mesmo que saibamos que diante do Deus vivo as coisas não poderiam ser diferentes. Quando temos uma vida de adictos, por exemplo, no mais o que temos que fazer é desviar o nosso pensamento obsessivo perante a substância e transferir uma razão maior para, conforme uma oração: “Deus, concedei-me a serenidade para aceitar a vontade de fumar que às vezes surge, sabendo que ela é passageira e coragem para resistir ao cigarro e mudar meus hábitos, escolhendo a minha saúde e a minha vida a cada novo dia.” E assim prosseguimos, em busca dessa razão que nos traz um controle: “E sabedoria para reconhecer que o controle está nas minhas mãos, um dia de cada vez...” Por essas e outras você pode ao menos fumar bem menos, controlar mais o seu vício e prosseguir na redução de danos. Racionalmente, essa faculdade, a razão que nos faculta o Espírito Santo, nos fará pouco a pouco parar com a compulsão do vício, uma simples forma de equacionar, através da razão vinculada com um propósito diante da vida em se prosseguir, conforme a orientação do médico.

              A fé nos coloca diante de desafios que antes julgáramos impossíveis de superar, e isso nos faz mais fortes, e a razão nela embasada nos traduz mais do que o verbo, senão uma palavra sagrada... Nessa palavra está a chama da fé, na palavra que clamamos ao Pai para termos uma luz maior, instrumento de nossa fé citada, e que isso seja o clamor principal para enunciarmos a boa nova de termos dentro de nós a credulidade necessária ao que nos propomos obter em nossas jornadas diárias. E afora isso há a questão de termos ciência dos fatos que nos incomodam, que são coisas que vão além de nossa razão da fé, ou seja, em que acreditamos no íntimo, qual a Natureza particular de Deus, e o que Ele significa para nós, que porventura no Vaishnavismo pode ser o Brahman Impessoal, e para um católico pode ser a manifestação do Espírito Santo, enquanto que para um indígena a mera manifestação dos elementos da citada Natureza, esta dos seres, das águas, dos rios, do mar, e das pedras, além de muitos outros elementos. Essa profusão de significados culturais está contida na realidade de etnias, tribos, civilizações e da religião como um todo. Aventando-se a possibilidade de que Cristo vem para nos salvar, e se salvou da morte, na ressurreição, saberemos mais a respeito do que vem a ser a mesma palavra religião em sua raiz mais profunda, que é de religarmo-nos, de restaurarmos nossa relação com Deus. Sabermo-nos crédulos desse fator nada secreto, Jesus se torna o emblema mais próprio de tudo, o Todo, Deus, como O concebemos, e teremos n'Ele o silenciar silencioso de nossas palavras, quando tivermos adquirido a fé necessária para com Ele travar o nosso contato, e manter finalmente uma relação de amizade a mais pura que existe na face tão conturbada de nosso planeta.

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