Houvera
um tempo em que os víveres eram trocados em rotas de mulas no Brasil, onde os
peixes se compravam diretamente da pesca, e hoje, um átimo de tempo mais tarde,
um robô já é comercializado para fazer sexo com o humano, ou simplesmente para
encarnar a alma da inteligência artificial... A nova geração de uma cosmogonia
onde o Todo começa a encarnar as partes, e seus fragmentos se encontram nas
gôndolas recriadas sob o apertar dos botões de um celular, em linhas de tempo
costuradas, ou em linhas de valores e itens sobrepostos. A agonia de querer se
ter algo a mais, a sociedade de consumo vem a calhar com produtos os mais
variados e deuses se formam a partir do imaginário dos desejos recriados.
Fala-se de Jesus, o Cristo, e em nome dele vota-se em fascistas ou em homens
que declaradamente são facínoras, com partidos que mormente apenas vão de
encontro com o nome de um deus falido que usam para que creiam que exista de
fato, e jamais será o Cristo que realmente liberta... Personificar satanás como
se ele fosse um inimigo não é mais o jargão que se caiba na humanidade, senão
sabermos que sequer existiria o mal se não fosse algo melhor o bem que não cabe
muito mais na sociedade de consumo, onde seus deuses não comportam mais sequer
a vida em que muitos se metem, por vezes em vícios que amarram outros, tentando
abandonar a ponta do iceberg enquanto a lama lava as suas profundezas. É a
realidade de fato, e pequenos diabinhos são tão graciosos como a vida pulsa nos
íncubos e súcubos das trevas...
Muitos
deuses surgem do nada, e na plataforma do descrente estarão aqueles que louvam
sua fé na catarse de uma multimídia encampada pelos estadunidenses políticos em
suas estratégias de fé vendida, que sói ruminarem verticalmente a países subdesenvolvidos
que, na realidade aumentada, a umbanda seria muito mais autêntica em seus
rituais, do que propriamente o carisma de alguns cânticos de louvor: da boca
para fora. Afora em se falar de rancores, há homens de Estado que mal sabem que
seus poderes são mais podres do que seus rostos brancos como ratos de laboratórios,
e que alguns movimentos messianistas, não passam desvairadamente de conjunções
de apóstolos do regresso. Um movimento libertário que verte na humanidade algo
cristão – de fato – não pode compactuar com movimentos fascistas, ou de
pretensões a que se espelhem nas elites aquilo de salvação, se Jesus optara
pelos pobres até a sua crucificação, e salvou inúmeros miseráveis de sua
condição.
Um
mínimo de contrição deve residir na alma de um pecador, mas há daqueles que
pecam por convicção, por maldade pura, por estarem com seus espíritos empedrados
pela ganância que esboçam até nos mais pequenos atos o seu modo egoísta de
abrutalhar seres humanos, mesmo que para isso saibam no fundo que irão queimar
no inferno. Talvez por isso, por serem incapazes de se confessar diante de Deus
e da humanidade, estarão queimando o resto de seus cartuchos cruéis na vida que
lhes resta aqui na Terra...
Esse
consumo desenfreado de drones, drogas, atos criminosos, formam plêiades de uma
nova teogonia, dentro do espectro onde nem sempre os aflitos e arrependidos
serão os primeiros a cair, senão toda uma parafernália onde a transparência de
sua própria hipocrisia, ou a opacidade de sua ignorância vão se transformar em
uma rocha a ser explodida pelo mesmo poder divino que tentam usar, sem
conhecimento do que seja esse Poder, realmente... Muitas coisas abjetas surgem
com a nova sociedade de consumo, muitos párias se refletem nos lucros
desmedidos, e pessoas sem preparo e que se dizem até mesmo religiosas colocam
seus lucros na ponta de uma lança, como um despojo de guerra. Até que ponto
saberemos aonde encontrar harmonia dentro das possibilidades humanas, vem daí a
sabermos que nem todo o deus adorado em relação ao comércio será a viabilidade
de sermos empreendedores, ou gestores de nossa ganância supracitada.
Em
termos de geopolítica internacional, e da diplomacia inerente às nações ainda em
progresso humanitário real sobre o planeta, o fato de querermos o melhor para a
maior parte da humanidade parte do pressuposto ideal de que ainda há tempo para
se melhorar o status quo de cada habitante do planeta, mas a cada qual há a
oportunidade de fazer um movimento favorável para isso, nem que se tente praticamente
o impossível para que se tenha algo que comova as populações mundiais, até que
se deem conta de que a ascensão dos movimentos da extrema direita no planeta
nada mais é do que um retrocesso histórico neste nosso milênio, onde o que
desejamos no fundo é a consecução perene e dileta da paz mundial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário