domingo, 24 de fevereiro de 2019

A CONVERSA SUBLIMINAR



De tantos seríamos quase francos, quanto de sabermos o que há
Por decência em dizer o que os linguísticos primam por um diálogo
Quando de modo eloquente enquadram seus conhecidos na selva
Em que muitos exigem a resposta cordata que ninguém quer ouvir.

Pois que a verdade prevaleça, a saber, que aquele que é do bem
Não ensaia palavras em treinos em que as teles educam ao nenhum!

Basta ser sincero em uma palavra ou outra, que a tirania bem se espelha
No dedo que apenas aponta aquele que é vitimado em sinistra entranha
Sabendo que todo aquele que possui vulnerabilidade pode ser agredido
Pela questão simples de apenas possuir a autenticidade conforme e justa!

Nesse estranho inquérito onde inocentes são tornados culpados, onde 
A tragédia consonante com a ignorância perfaz sinistros registros,
Onde o volume de averiguações e informações colhidas faz parte
De uma eterna colheita onde negar boas ideias vira moda em se copiar.

Quem diria que fôssemos ausentes da crueldade, aqueles tantos que desconhecem
Que o gesto quase ensaiado da bondade na verdade clama por prêmios pífios
Como uma posição a mais na hierarquia de um minúsculo dente da engrenagem.

A saber, no que toque quaisquer inteligências, há muita cidadania ainda no mundo
Que deseja o melhor para todos aqueles que inundam o planeta de real carinho
Quando se tem certeza de que um pretenso amigo no mais das vezes é inferior
Do que o que se chama o conhecimento, ou seja, do verdadeiro amor entre partes.

Mas quem nunca soube de nada, e rotula como quem vê em seu passado
Apenas a memória inconsútil de frágeis escadas, onde quem tem brutalidade
Passa por ser um ente do próprio fracasso quando prega o respeito e não o aplica.

Apetece a um bom homem uma companheira, e disto ninguém o retira desse sal
Que é da vida, mesmo que as cabeças rolem por baixelas de prata no nascente
De sociedades desconformes ao menos na intenção, e que isso não corra assim...

A poesia não morrerá com o poeta, pois mesmo que um mundo que já faz a parte
De uma vida dedicada ao bom senso, seria correlato pensar que qualquer erro
Tente carregar o amor para o lado da contenção na inveja da empresa equivocada.

Não, por suposto que tentemos algo de juventude, mas esse sem alma e sem nada
Se alastra pela questão do estímulo e resposta, onde palavras subliminares e ofensoras
Partam a inibir certa coragem de apenas estarmos querendo viver em um mundo de paz
Onde não será a ascensão da ignomínia que terminará com o pressuposto da justiça.

Que essa justiça seja real, seja social, que teimemos em não conter os enfermos
Por serem enfermos da mente, posto em muitos casos terem sido vitimados
Por uma adaptação forçada, ausente da ternura e da arte, ausente de vida...

É fácil achar que há um restolho da humanidade, é fácil encontrar na ciência
E na tecnologia facilitações de repressões desmesuradas e ensaiadas para logo,
Mas o que é difícil é calar uma voz universal de humanidades, caros amigos, posto
A vida não se ensaia em coitos rotulados, ou à falta de amor na intimidade.

Que se saiba que os grandes homens e mulheres encontram na companhia de pares
Aqueles que por eles são escolhidos, com suas idiossincrasias, seu respeito mútuo,
Sem necessitar de orientação ou qualquer admiração pelo fato de sermos íntimos.

Pois que a intenção de conflitos não supõe que sejamos mais ou menos valorosos,
Pois não será adorando o gesto de qualquer arma, seja de que lado for,
Que venceremos a carestia por melhores homens e mulheres, sejam de qualquer lado!

E há lados desconformes, há respostas em que subliminarmente querem denunciar,
Mesmo sabendo que a escola que implantou a denúncia das palavras, não pode
Negar o maior gesto que não se apaga jamais da superfície da existência: a sensatez!...

sábado, 23 de fevereiro de 2019

DIVERSIDADE E OBSERVAÇÃO



            As partes de um espaço, construído ou não, se equivalem, pois justamente os objetos da Natureza complementam as construções humanas. Justamente onde a observação mais acurada busca a relação desses dois parâmetros: onde a lavra humana alcança a Natureza e vice e versa. As diferenças entre observar uma rocha marinha se dão quando o barco se aproxima, exatamente no contexto de se saber pela carta náutica se parte dessa rocha está por baixo da água, e que, portanto não se torna apenas observável pela questão superficial de sua aparência, mas de um substrato anterior de conhecimento, fruto do estudo da própria carta que embasa a navegabilidade em mares mapeáveis. Queiramos crer que os navegadores antigos que aqui pousaram eram mais ousados, certamente! As rochas são as mais diversas e talvez possam ser representadas por primitivas geométricas dentro de uma simulação em um software de 3D. Dentro desses softwares pode-se aplicar a física e suas leis, e a boa notícia é que alguns nada custam, sendo livres para o uso. Como em uma pintura: pode-se chegar a uma abstração para se fazer a releitura dos próprios materiais, sua expressão e seus diálogos com o suporte e as tintas... As pinturas inacabadas de Leonardo da Vinci mostram a velocidade em procrastinar as finalizações de suas obras pela estranha mutabilidade de seus conhecimentos a respeito das leis da Natureza em suas relações intrínsecas com as manifestações do Humanismo nascente do Renascimento. A Igreja Católica na Europa permitiu o florescimento de grande parte do acervo artístico internacional, podendo ser visto até hoje em museus ou na arquitetura sacra. Isso une o mundo cristão até hoje com maravilhas como a Capela Sistina ou mesmo as obras de Fra Angelico, Bellini, Bernini, entre tantos outros que não são tão conhecidos no mundo atual. Tão diversa é a mostra do engenho humano que, depois do advento da imprensa industrial e da sociedade de informações, demos um salto tecnológico gigantesco para ficarmos com nossa memória cultural erudita ou popular anestesiada pelos novos meios de comunicação, onde o fato de existir a diversidade se mostra superficial e gigantescamente veloz, e a observação sofre um treinar de modalidades únicas de teor funcionalista, sem a contemplativa vantagem existencial quando paramos para ler um livro: conexo e linear, dentro de um bom engenho de nossa imaginação, se é que o termo possa ter validade nesse contexto.
            Nada se repete ao correr dos segundos, onde uma superprodução de qualquer área pode ser enviada ao outro lado do mundo nesse átimo de tempo, bastando ter o recurso suficiente, quando se é de um meio altamente profissional com performances quase ilimitadas nesse campo informacional. Talvez um retorno da produtividade industrial com o antigo homo faber em um continente como a África possa vir a surgir, dentro da infraestrutura desejada, uma escalada de desenvolvimento sem precedentes, mesmo com a história de todo o desvario imperial a que os países ricos do Ocidente fizeram submeter essa região do planeta. Com uma boa observação talvez contemplemos o mundo e suas diversidades dentro de processos civilizatórios onde conceitos como liberdade assumem igualmente diversos significados, posto se um milhão de pessoas não a possuem enquanto um par emerge através de oportunidades excludentes, a relativização do ser social enquanto livre depende exclusivamente da hora em que não estiver exaurido – quando empregado – e ganhando uma miséria. Isso faz com que aprendamos a utilizar uma mão de obra com o objetivo de pagar melhor o trabalho, pois não é excluindo que se vai relativizar o problema, conforme constatação lógica, apenas no viés da imagem que possuímos de ante mão do povo mais sacrificado de um planeta que começa a assumir um perfil ilógico.
            Criar oportunidades para a população global não será o viés do fechamento das fronteiras, posto delas dependamos para fazer jus ao nosso comércio. Todos os países possuem a sua integridade territorial, mas em uma economia global não seria um bom negócio passarmos a escolher nossos parceiros comerciais, pois essa é uma questão que fere o próprio cunho nacionalista de nossos governos. Temos mãos para isso, e a infraestrutura de uma nação não se resume apenas ao que se pode tirar da terra para riquezas minerais, mas sim o que fazer dentro do próprio país com a riqueza que invariavelmente se está prospectando. Há que se observar mui detalhadamente o que podemos fazer para alavancar uma economia para muitos, e não para poucos signatários de pífias contribuições. Só quem nada no dinheiro é o Tio Patinhas, posto a caixa forte deve ser melhor equalizada e, desse modo, continuarmos com as contas e os compromissos em dia.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

SATISFAÇÕES DE ENTREMEIOS



A parte que se toca, assim do toque, uma palavra consorte do carinho,
Que venha a mais, das partes amplas, de um leque com a primavera
Ensartada em seus desenhos, da ventania do leque de um Deus,
Posto decisão a que se decida, e que não se venha a dizer que um é mais!

Um mais um é maior, mesmo que se sentem os dois para discutir Jó
Na mesma paciência em redescobrir palavras onde antes seria breu.

Ah, mas fraco o diletantismo de dizer a ofensa, ou estar apto a agredir
Quando o que se espera de uma sociedade qual seja é estar no respeito.

Mesmo que em entremeios nos vejamos por frinchas, por detrás de muros,
Pela questão de ser justo que respiremos por encima de barreiras
Haja vista muitos terem colocado em xeque a própria sobrevida humana!

De uma vista de um sobrado, o gesto do pano pendurado em suas cores,
A grade de linhas para proteções nos andares de prédios, as ervas nascituras
Em vasos, com a cor verde como sustentação da clorofila em seu milagre
Que supõe a existência de um inseto que escalara por quase vinte metros.

O amor que rescendemos a partir do sentimento de um animal, um gato
Qualquer, remonte ao amor maior por tudo, que é do alimento que damos
A tudo que nos diz que somos de um corpo que ao menos tem a providência.

É esse corpo sagrado que ainda pode ser alcunhado de evolutivamente maior
Quando sabemos que somos capazes de amar em virtude de quaisquer
Das circunstâncias em que os humores e o stress tangem a turvação da vida!

Sendo ou não sendo, a questão é maior – quase paralela – na mesma rua da procela
Em que navegamos pequenos barcos de rodas por rios de calçadas até chegar
A portos seguros depois de comprar víveres frescos: um naco de algo e do beber.

Não se cogite que extinguindo provisionamentos seja de inteligência maior,
Pois mesmo em extrema dificuldade logística a manutenção do trânsito
É sempre melhor, de forma ordenada, a sedimentar a mesma ordem citada.

A sociedade vive um longo prazo quiçá de muitos erros, e no entanto
Cria um ente solidário mesmo no descaso que permita tragédias brutais
Em que o conserto passa a ser quase impossível, e outro longo prazo está!

Nas vivendas estagnadas de vilas miseráveis, incrivelmente vemos homens
Saindo para sacrílegas lidas, a troco da torpeza por vezes em conseguir gás,
E quando não, cozer o alimento com um fogareiro improvisado com álcool.

Passa-se que o entremeio é como um certo limbo, como um versículo a mais
Na incompletude da continuidade, pois a ação evangelizadora passa a ser
A velha questão da multiplicação dos livros aos olhares da sede do saber!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

RELACIONAR-SE



Entenda-se que a pedra pode estar em qualquer lugar,
Mesmo no dentro e no fora, um acidente de escala,
Uma vida que seja pedrisco, de não entender-se
E a outros que subentendem ser o chão um misto de tudo...

Solo dentro e solo fora, o chão acima dos pés da casa,
A terra por sob a laje, o supor-se que há vida nas contas
A partir do que se vê ou ao pão contado que se compre!

Que se suponha o quadrado de uma viga, o que havia antes:
Um riacho, muitos anos antes das quadrigas, antes mesmo
De algumas pedras rotas em que não se dava a conta mesma
De que conheçamos outro além de um relacionamento fácil.

Não, por vieses de outros terrenos, quiçá vejamos do planalto
Uma breve visão dantesca de uma árvore secular sendo cortada
Na intenção antimilenar de se fazer um pasto no entremeio da raiz.

Não se veja o que não vimos, posto de se ver um soldado a si
Vem por vezes a entender a não tornar precárias boas ordens
Quando o que se há de ter é uma cela no quartel na insubordinação
De algum descaso posto em erro, em seu entendimento de correção!

Só há dentro e só há fora, só há uma formiga em trabalho com equipe
Quando se saiba que a formiga é inseto dinossáurico, ou mais,
Quando sabemos que é smart no gesto de suas patas, e smart mais
Do que o mais que seja em acelerar aquela velha questão da árvore...

Não que se saiba, mas o relacionamento de uma raiz arrancada
Sabe ao mato amigo que não se desdenha a hipervalorização
De uma questão imobiliária que sedimente o concreto onde pulsa a vida!

Seremos torpes ou desatinados, a propor que o inseticídio da raça humana
Venha a ser um espetáculo de perfis honestos na velha questão de que ganha
A força de quem a tem, e que ser desumano para a Natureza é mister tanto
Que se ganha mais do que jamais se ganhou o inseticídio do bom senso.

Os porcos sabem muito mais do que os humanos, haja vista que quando
Porventura são tratados com higiene, não demandam que sejam apenas
Um bom pedaço de carne suculenta na preparação sinistra de seus torsos.

Que se acompanhe o relacionar-se ao Todo, que ao si se complete algo
Quando muito ao que a filosofia vã e torta ao menos tente compreender
Que em um épico reside por vezes a história que o contemporâneo jamais lerá.

Vão e torta são duas palavras, nem vãs, nem tortas, pois dentro da luz tênue
Podem ajudar a que um vivente que possa humano ser reaprenda que na letra
Não precise apenas de um versículo Bíblico, mas da ação que se espera daquele.

Não torçamos o causídico que não falte, a saber, que as leis não são tão fortes
Quando as temos em nossas posses para a aplicação delas, já que o justo mais justo
Permanecerá na acepção crua do Universo das Leis Supremas, onde a formiga
Seja participante, visto ser ela mesma uma boa culminação evolutiva darwinista...

Se tendes a hierarquia como mestra, se faz necessário uma releitura daquela
A partir do princípio de que não é apenas a relação de um desastre com a falta
Dos homens que teremos por respeito ao não olhar para o micro cosmo da Criação.

Apenas que sejamos quanto maiores mais humildes, e dobremos nossas frontes
A olhar que na Terra precisamos saber onde pisamos, pois a máquina só confere poder
Àqueles que a usam para o universo da compreensão, e o anonimato da concórdia!

Pois que sejamos ao menos piedosos com nossos animaizinhos, para termos a noção
Quase imediata que não é por escalas de visão de tamanhos vários, que não podemos
Vislumbrar o grande Espírito que canta em cada criatura do universo de nosso Deus.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

DEGRAUS DE DECÊNCIA


           Porventura qual seja o mundo, é – talvez – uma parte daquilo que se nos apresenta… Talvez uma parte, pois a existência humana, posto ser isso um mistério, acaba por nos distanciar dos nossos “colegas” de outras espécies. Haja vista a designação espécie, tomada ao pé da letra de nossa ciência, ou seja, que nos permitamos saber que temos sentidos imperfeitos, e que muitos dos nossos juízos devam ser relativizados, no foco portanto do Mistério que nos envolva, e na sublimação que pode ocorrer no plano psíquico, ou que tenhamos a fé naquilo em que nossos limites nos coloca, frente a frente com o próprio Mistério. Qual não seja, um patamar decente de humildade na nossa existência, ao menos ao nos colocarmos em pé de igualdade com os seres e objetos, pois até mesmo os objetos possuem ações no nosso entorno, e instrumentalizá-los bem, a fim de que não causem rejeitos funestos, ou frutos nocivos, é dever de cada cidadão: dentro do que promete um mundo civilizado, ou mesmo no seu processo de crescimento humano, pois é a nossa espécie que tem o poder de destruir ou construir mundos melhores para o próprio planeta. Nessas questões predomina uma certa hierarquia do bom senso onde, se se pensar em conturbar qualquer status de bons diálogos e respeito ao próximo, isso, naturalmente, trás reveses na questão de uma paz permanente que já teve como enunciador o Filho do Homem. Anunciar boas novas deve ser um compromisso latente no modo como vemos certas maravilhas da Criação, como uma refeição e o simples desejo de que todos dela partilhem. Eis como pensemos ser um milagre viver. Nosso peito possui um coração que bate involuntariamente, qual seja o espírito que o embala, o move, o toca, dando a nós algo da vida e seus inúmeros sinônimos, e que queiramos, que seja… Esse amém é imenso, como tanta é a Eucaristia que nos une em comunhão: como o fato de agirmos com a bondade e o perdão na plataforma de instituições fortes e consonantes com a Lei, que vem desde priscas eras até tempos algo conturbados como os nossos, no que nos constitua a Verdade de saber a respeito, e caminhar na trilha do conhecimento, a saber, da filosofia e de bons livros, na boa graça de ótimas edições.
         Saiba o ignorante que quer saber bastante, que aquele que busca, que deseja subir a escada que nos reserva a nossa curta existência neste mundo, basta não ignorar a honra que supostamente um bom livro nos enseja. Saber que todos devem buscar a oportunidade, que a leitura é fundamental, e o estudo um sacrário. Basta saber igualmente que quando alicerçado pelo estudo, o ato, a ação concreta em direção ao bom senso se torna um progresso efetivo de nossas vidas. O que seria de um poeta se não fossem as letras? O que seria do mundo se houvesse apenas um livro para ler e estudar? Não, a voz é mais profunda do que isso… Teleologicamente, o mundo não deve começar apenas com uma palavra. Quem sabe se a filosofia grega nos ensinasse um pouco, pois não seria suficiente parar por ali, visto a inquietação fazer parte da conquista de mais um degrau, de mais uma lição, de mais escolas, de mais estudo, mais vivência, mais trabalho. Conhecer algo supostamente faz-nos ampliar a visão sobre o aspecto em questão, e quando remonta a díspares assuntos, fica mais confortável conviver com o contraponto, a condição humana. Pois sim, pois muitos nem começaram a discutir questões antes de começarem a aprender, sem subir ao menos um degrau, e já dispõem da vida do próximo, com a facilidade de se assassinar alguém por motivações torpes e nulas. Em realidade, quando o fator social chega ao ponto nulo, ao núcleo insolúvel de um sistema qualquer, é hora de pensar criteriosamente em valorizar qualquer atitude que disponibilize a um cidadão ao menos poder galgar um par de degraus. Ao menos que sejamos mais decentes… Essas questões fecham com o propósito de podermos ver quem somos, de encontrarmos quiçá na literatura e nas artes um personagem e a criação da vida nas mãos de um bom artista. E que saibamos, acima de tudo na arte a escada é longa, mas tão importante é aquele que não precisa de degraus, com outro que se esforça para dizer algo, pelo menos a si mesmo, pois o encontro com o todo parte de um si mesmo, e por vezes o esforço individual toca ao todo, na própria semântica onde antes se expressaria a tristeza o resultado é o alívio que a livre expressão permite nas manifestações artísticas, que sempre transcendem o próprio belo natural! Essa beleza que buscamos que pode ser um ato, uma linha, uma reta, um quadrado, uma pintura, foto, ou mesmo um cúbico de uma casa…  

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

AS PLANTAS AMIGAS


De um lado respira um vaso com uma e outra, plantas
Que no de não se plantar não se vê a amizade distinta
Mas que se respire o mesmo ar, mesmo no que distrai
Onde a mesma raiz trair seja a razão do homem moderno.

Que traem todos, assim manda o conforme do nexo
Das existências que amam o falso e triste combater
Quando veem em um uniforme um inimigo ou não
Naquilo que uma simples cinematografia faz emergir…

Que material tolo é esse tanto que faz com que todos
Os quase todos assim por dizer façam tudo por fazer
No que não fazem nada e seguem tentando divorciar
O ato elemento único de um pensar quase íntegro.

Posto em um tipo de selva de concreto agem muitos
Em espécies de retaguardas perante os panos quentes
Colocados sobre feridas inexistentes, qual redenção
Que nos coloca frente a frente com amigo tornado não!

Assim que se dista tanto, na diálise do reencontro furto
Que uma palavra mal escrita talvez signifique um contexto
A que seja apenas isso, o furtar-se do afeto inexistente
Quando muito a conquista sexual de uma aposta entre meios.

De uma planta em um vaso, que seja, de viço algo melhor
Do que outra que – murcha – enaltece o recrudescer da sombra
Que vemos no semblante de incansável luta, sem sabermos
Sequer o significado racional de passadas e futuras contendas…

A ver, que passando o bastão na prova de corrida, quando sente
O corredor que aquele que chega por trás se adianta, firme,
Mal vê que por vezes haveria de voltar o prumo de uma passada
Para não errar no disparate que já apresenta mesmo, quando perde!

Esse sem rumo, esse plantar inequívoco de ervas daninhas deva
Ao fim de um solilóquio pertencer ao defrontar maiores danos
Por saber-se perante o erro que já o tem errado desde o início
Na causa que não exista, posto mesmo de ser o inseticídio do ideal.

Mais que a aranha teça o claudicante e flexível cordão por entre
As jazidas que são as plantas que sobrescrevem o tanto a perder
Ou que se ganhe um pequeno inseto que não sabe da transparência
Quando o cordão entre as plantas tece a versatilidade da calúnia.

Assim, que as plantas relembrem o ato desconforme do erro,
Quando por sinal erram por onde erraram muitos do injusto
Prejudicando outrem no mesmo modal de práticas anteriores
Na busca incessante da cosmética na própria fábrica da cultura!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

COSTURAS DO SEM NOME


            Como são grandes as superfícies... Afora vermos tudo nelas, o trabalho não é tanto quanto um mergulho maior, uma averiguação mais apurada daquilo que oculta seus próprios interstícios, naquela profundidade que não se alcança, mesmo sabendo que brotam flores lindas dos corais. No entanto, não signifique que o fato de se querer conhecer as profundezas oceânicas seja algo finito, posto seus seres migram para lócus em que as limitações humanas – que são inúmeras – não abraçam essa envergadura, mesmo com toda a tecnologia contemporânea. Esses lugares no espaço das águas são tão vastos como um grande todo onde a mera especulação mundana sequer descreveria a beleza, mesmo ao ver nosso planeta na estratosfera. Quem diria que – ao voltarmos ao pequeno mundo do poder de um país –, mesmo assim a gigantesca forma dos oceanos continua com a sua ciência da eternidade. Os retalhos de algo como a mineração continuam a ser uma proposta cabível, dentro do pressuposto da não aceitação do fracasso. As costuras continuam em um sem nome, na representação de algo que revele algum interesse mais comum à limitação de tempos prescritos. Os poderes se sucedem, e tantas são as manifestações da força da Natureza quanto ao infinito das ondas que aparecem sobre os mares. Apenas que se cite esse detalhe, pois não basta uma simples onda de um período qualquer sobre o planeta para fazermos disso um status peremptório. A vertente que anuncia um bom tempo é a mesma de onde jorra a água límpida e cristalina... Por que não citar ao menos a questão da água? As costuras são feitas no mundo, e o Brasil peca por não cuidar bem de suas águas. Resguardá-las apenas é a questão máxima da segurança alimentar e existencial, se é que alimento e existência residam separadamente. Uma grande motivação a que prossigamos íntegros é o cuidado que temos que ter com o meio ambiente: enquanto isso não for nossa principal bandeira, não teremos a vida tal como ela se nos apresenta desde a nossa origem como seres, algo intrujões agora, infelizmente. Essa máxima de sermos humanos não deverá partir do pressuposto de termos apenas os direitos fundamentais, mas igualmente os deveres os quais partem de cada um de nós. Esse alinhavar com as obrigações que temos, vai além da união da família, porquanto tece mais e mais a condição humana em sociedade.
           Ao costurarmos bases de interesses, vemos que nas extremidades há acordos paralelos, do que remonte o quebra-cabeça das vozes que são mais ativas, no que é estranha a assertiva de parecermos iguais sempre, pois o tipo que nos toca depende tanto do estilo quanto do caráter. E na resposta da integridade do tipo o estilo não é tão importante, mais lembrando um rótulo que carregamos como uma fachada. Nada é tão semelhante com o nulo quando nos deparamos com a carapuça que porventura nos façam vestir, aparentemente sem saber dos inúmeros perfis algo raros em diversidade atual presente de outras máscaras do ser equidistante do hábito de modas efêmeras. Em síntese, antes de se vestir o próximo com as roupas imaginárias, que estas ao menos trilhem por terem sido costuradas pelo bom senso. Assim manda que façamos o próprio, o consequente: sabermos que para onde vamos temos que deixar caminhos de civilidade e hegemonia daquilo que esperamos que seja uma boa sociedade. Saberemos mais se formos melhores? E onde reside a questão de ser melhor, qual não fosse muitas vezes a projeção que fazemos para que a nossa voz se escute além de muros que construímos à nossa volta? Não, que a suposição dessa simples palavra negativada perfaça a construção dos mesmos espaços que deixamos por habitar à nossa volta. De um pássaro em voo aprendamos seus movimentos, e que as rochas façam desabrochar a riqueza de suas passagens, posto ser de ninhos duradouros e estáveis que implementamos a qualidade do existir… A ser de muito, ou a ser de pouco, não importa, que a palavra ser nos diga alto – naquelas alturas em que subsistimos com a arte e a expressão de nossos atos – o que realmente queremos de uma pauta quase cinematográfica da civilização contemporânea. A que não distemos do fato, a sabermos que os sistemas de controle infelizmente são a solução para um desgaste sistêmico nas relações humanas, apenas que confiramos a parcela quase indissolúvel de nosso viver que se chama liberdade. A saber, que um quando tem ciência de suas limitações, sabe que não há um poder em supremacia absoluta que não venha do Criador. Nada a ver que saibamos mais em poder de um Livro, pois o segredo de sermos mais humanos é crer que em uma frase de um leigo pode estar residindo o universo de um costurar-se, ou de uma amálgama que perfaça a liga de um metal nobre que resiste a todas as eras... Mesmo que nesta em que estamos a adaptação de um ser humano não condiga com a universalização do conhecimento que vai sempre de encontro às descobertas inevitáveis dos instrumentos da tecnologia. Saibamos, pois, que na educação formamos muitos e ótimos pesquisadores, necessários, portanto! No quilate indissociável de um tesouro que revela a muitos a ciência destes duros tempos enfrentados na cena de nossos mundos.


domingo, 10 de fevereiro de 2019

A NAVEGAR EM PROFUNDEZAS


Do mar sabemos de Simão, seguidor do Cristo, que atinge no seu auge
Em seguir um pobre, um caminhante, do que houvera a si ser maior
Porquanto a riqueza de um Fariseu remontasse a ferramenta do orgulho…

Mas que a vida não encerre o rico e o pobre em caminhos díspares,
Pois que apenas se redistribua melhor o que não se refaz de credulidade
Na ausência ou desumanidade que passa a ser um critério de erro que jaz sem paz.

Não, que o não seja apenas uma palavra do nada, pois o sim que pertença a si
No si mesmo de estarmos cientes de que muitos de nossos erros dependem
Das circunstâncias de os termos cometido no próprio alvorecer de nossos filhos.

Assim quem saiba, que a mantença da máxima do ferro que fere quem fira
Não se deve aplicar, justo quando muitos não possuem a noção exata
Das intenções de seus pares quando esquecem que perdoar é sempre o caminho.

Não nos iludamos, pois há jargões de vinganças embutidas, há rancores do mal
Em que muitos se permitem pensar na ação das mesmas, na questão presente
De se imaginarem em lutas que na verdade são a mesma ilusão que se dá no injusto!

Da paz do Senhor se dá a questão da máxima das máximas, e que essa paz retorne
Sempre ao caminho dos peregrinos, a saber, que quando desferimos um golpe
Ou algo assim torpe e sem o nexo primordial, passamos a não entender o existir…

Da paz sem a necessária perspectiva, sem horizonte, que venha na esfera, dentro
Ou fora que não importe tanto, dessa paz que Jesus concedeu aos Apóstolos
Mesmo tendo a certeza de que seria crucificado por gentes que não O aceitaram.

Leiamos mais as cartas dos Evangelhos, roguemos por um clamor de verdadeiras e sãs
Ordens que se passem no cerne das sociedades, que não deixemos soçobrar esperanças
Na vã atitude de que a palavra não seja aquilo que acaba por não nos deixarmos permitir.

Pois esse permitir-se a si mesmo e a outrem revela a sacralização de todas as Igrejas
Que sejam consortes da Verdade, e que a luz intensa de um mundo cheio de compreensão
Nos conceda o itinerário claro e límpido de vermos adiante distante da resignação!

É no mar que içamos as velas, é neste que saímos a singrar nossas veredas na superfície
Por vezes tão conturbada que temos que estar quase à deriva, e no entanto saibamos
Que quando recebermos as graças dos ventos talvez cheguemos a atingir o rumo das estrelas…  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

QUESTÕES DE VIVÊNCIA COTIDIANA



            Quem dera fosse substância algo consolidada a nuance do amor: um olhar, não um olhar duro, não um gesto de carinho ensaiado, mas a sinceridade que seja sempre a substância desse amor citado, profundo e não modificado... Nunca ausente, autêntico, mesmo que a mescla desse estranho paradoxo dos humanos não se encontrasse tão dificilmente em termos de confiança, que fosse dada a pontuação necessária e inversa à mensuração, que seja, um voto, um sorriso, um beijo, uma data ou uma esperança.
            Todos querem mudanças profundas em torno daquilo que seja insumo humanitário, e redarguir pura e simplesmente com a falsa atitude baseada na falsa representação do argumento inválido porquanto mentiroso – em qualquer quesito – é faltar a uma verdade que seja consagradora enquanto razão, em vieses acadêmicos ou não, mas no sentimento assumido em tese que une a casa de todos, onde aquilo que se acredita inimigo no ludens sense remonta a que esperemos toda uma evolução que se dará em andamento, pois espiritualmente estamos faltando com a rigorosa verdade...
            Porquanto de um imaginário de riqueza, porquanto se pensar que é benção explorar outros, em um enquanto de espera que a humanidade se refira ao consenso dos seus pares, reflete um si mesmo de algo que não signifique mais do que um mero e quase introito ao parágrafo, na profusão de certas simplicidades cáusticas, pois regressivas. Tudo bem que se chegue a um fracasso total, tudo bem que não se encontrem mais tão facilmente referências de ordem social e econômica, tudo bem que parta-se a criticar cegamente; e esse tudo vai mal quando o trem, em sua bifurcação de rumo, não pode mais andar, pois tanto um como o outro já estão encrencados. Voa-se? Solta-se um drone ridículo nas alturas para poder ver-se o estrago e o sem rumo, mesmo que o trem tenha andado por séculos? Pois então: corta-se o aço como import/exportação, ou algo similar que se proponha, em um começo de um travamento ao menos de uma ordem qualquer, que seja, material! Pois sim, que a cátedra dos idiotas não existe, mas há gente querendo propositar questões onde a cátedra deva atingir seus alunos, mesmo que estes nunca o foram... Sem formação, sem lei, sem ordem, no que achávamos os tontos serem os próceres sempre salvadores de uma pátria.
Mas ainda há chance, sempre haverá chances enquanto houver matas, cidades, homens, bichos, ou melhor, o mundinho pequeno em que vivemos, a ver que pode ter-se tornado pequeno, mas que quando revela algumas sinalizações mostra forças de verdadeiros enigmas... Isso por que não se dizer, que o sol, a mata, aqueles totens maravilhosos do norte, as zarabatanas do Amazonas, nada disso ausenta o que crê não propriamente o povo brasileiro, mas as diversas nações que compõem este país. Não se deve imiscuir nisso tudo, nesse ecletismo, pois ninguém é melhor do que outro por questões de posição ou poder. A vivência cotidiana deve ensinar ao gestores de algo, aos presidentes, diretores, gerentes, ou qualquer estatura sobrescrita em códigos de conduta, que o mesmo código deve respeitar outros que são tão importantes quanto, como tanta é a jurisdição dos costumes jurídicos de um povo indígena, na igual defesa dos direitos dos grupos excluídos da sociedade, pois este foco é fundamental para que a questão de vivência cotidiana não se torne algo oco na lógica da relação entre os membros – relação justa, bem entendido – de uma sociedade, grupo, Estado, nação ou país. Essas questões humanitárias são a rocha mais bem estruturada, mesmo a que chamemos templo, ou intenção do bem estar do mundo!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

GÊNEROS DE CONHECIMENTO


          A um tipo de saber, pode-se argumentar dentro de uma gama de possibilidades, mesmo que esse saber verse sobre uma rocha, um pedaço de fio de cobre, algo inanimado, algo estático, posto ser a ciência, esta mesma, geradora do minério e da eletricidade, conforme usos e aplicações as mais diversas. Esses tipos de conhecimento, são o domínio em que se perscrutam as possibilidades, dentro de arcabouços testados e experimentados, ou nas razões matemáticas puristas que geram mais e mais comprovações dentro das academias de ciência. O conhecimento científico retém dentro de si a própria crítica, o debate, os discursos lógicos e seus rebatimentos… Obviamente, a opinião do leigo, como quem vos escreve, não merece um crédito acadêmico, mas reserva a observação cabal de que investir na pesquisa científica é tarefa de qualquer país que seja capaz de um mínimo de autonomia no plano de suas atividades intelectivas e tecnológicas. Vale-se de alguma opinião conforme, o que se pretenda dizer para acrescentar: encontrar saídas, ou ao menos respostas às inquietações cotidianas que sempre vão fazer parte daqueles que buscam pela visão crítica e construtora em uma sociedade plural e dinâmica como a da atualidade, mesmo dentro de um país pouco desenvolvido como o Brasil. Não se poderia rotular dessa forma, mas o fato é que a tecnologia mais avançada está em nações do chamado primeiro mundo e se um dia o nosso país fizesse parte desse mundo primeiro, com bons destaques tecnológicos e sociais, veríamos muito menos carestia e problemas sociais decorrentes da nossa condição de subdesenvolvimento; apesar de sermos potencialmente maravilhosos, tanto o povo quanto nossas riquezas materiais e culturais.
         Talvez a se tratar academicamente o tema, o conhecimento pode surgir de várias espécies e tipos, como na simbologia de uma programação orientada a objetos, onde a natureza do estudo versa sobre a existência daqueles conforme comportamentos ou funcionamentos – obviamente em uma retórica altamente reducionista – e as classes que caracterizam genericamente seu grupo, também dispondo de naturezas funcionais desiguais. Essa analogia remete a uma dedução de algum tipo de disposição em que os objetos pertençam a um sistema, conforme já prediz a semiologia. Já o que se diz que o entorno seja mais do que o suficiente é uma assertiva válida porquanto faz com que o cidadão preveja a sua linha de atuação dentro da conformidade de seu trânsito, sua norma e sua lei imediatas. Ou seja, na abordagem de um processo de andamento previsto na constituição de uma superfície regular, é improvável que se encontre problemas quando do reconhecimento da mesma superfície e da necessidade de, por vezes, se aprofundar em temas que venham a reconhecer a importância do cadinho humanístico do cerne da nossa espécie. Jamais será uma motivação que nos reduza à especiação, visto sermos nós – a humanidade – correlatos com toda a realidade que move nosso planeta, incluindo seus seres animados, inanimados e minerais. Talvez seja essa abordagem algo até certo ponto ingênua, porém os processos que animam a matéria passam pela confluência da ação que atinge qualquer modal existencial, nos diversos casos motivados pela mesma matéria e sua transformação, ou seja, a partir da abordagem humana pode surgir uma transformação gigantesca na interação com seus processos reflexos.
          No entanto, mesmo em comparações específicas do aspecto objetivo ou externo dos objetos, suas interações com outros ou dentro de um contexto coletivo, temos que focar igualmente em seu aspecto espiritual, subjetivo. Por um exemplo na história da arte moderna, temos como objetividade a escola do cubismo, e como subjetividade o surrealismo, esta, como expressão da vivência onírica, do imo mais profundo e do sonho como matéria plasmada e expressa. Na verdade a distância em que a arte e a sociedade vem formando entre si tem aumentado muito na mesma direção da aparente modalidade de expressão dos aparelhos eletrônicos. Justo que a eventualidade do aparecimento e da vulgarização dos gadgets computacionais, torna o mal conhecedor dos recursos usuário de uma superficial funcionalidade operativa, o que faz apenas aprofundar coletas quantitativas de dados, sem se aperceber que é na qualidade e veracidade da informação que reside um bom uso de qualquer máquina informacional. A mesma qualidade que faz de um bom pesquisador ir de encontro a uma verdade científica, por exemplo, ou uma evidência constatada por fonte razoável, em se saber a diferença fundamental entre o virtual e a realidade embutida nele. Como modalidade sistêmica de uso e o correlato embasamento necessário intelectivo para tanto… Se o tronco da veracidade parte de constatação material, quando o aspecto necessário parte desse ramo, é de suma importância dominar a matéria em questão do que reinventá-la a partir de um Criacionismo que não compatibilize um domínio de fato que o conhecimento específico há de ao menos sugerir, quando, além disso, não expuser seus rudimentos e regras básicas. A peça isenta, ou seja, uma hélice de um helicóptero, funciona acoplada, e a engenharia mecânica aplicada sabe da questão, pois já existe como ciência, assim como apenas Einstein poderia na época relativizar as leis de Newton, este que sobrevive no vaso adiabático, que se saiba que seria utopia, mas que é válido mecanicamente. Assim como o sistema de gravitação universal é inequívoco, no pressuposto que é uma dedução científica, assim como como colocar um foguete em órbita, a partir daquela mesma gravitação newtoniana, na precursão dos astros, de Kepler, Galileu e os mapas de navegação pelas estrelas. Assim como o Vaticano e São Pedro, com sua primeira pedra. São edifícios construídos pelo saber, e a contestação da ciência faz por vezes a primeira estrela a origem cósmica e crística universal, assim, no alcance crístico, na teologia e teogonia remodeladas, a origem mesma do saber, anteparo de fé na aparente fraqueza de nós, crentes… Mas que Einstein fora um grande homem e seu precursor, ou melhor, quiçá os australopitecos, chegando a uma Origem, cabal, intrínseca, do genoma e suas mutações, de suas elucidações para investigações de primeira grandeza! É isso, ciência do conhecer, do perscrutar, da crítica, da contestação; pois, caros amigos, há livros que não podem ser queimados em Alexandria atualizada e criteriosa, postos serem luzes como estrelas onde a suprema engenharia se tornaria um mero apêndice. Desse modo, que se proceda à investigação da ciência de Deus, maior do que o nosso imo: importa, cresce, infla dentro do espaço, dá margem à origem, mas que se abra a noção evidente de que, em termos de interesse em energia, na isenção de um caudatário, ainda o óleo fóssil reserva verdadeiros exércitos para a sua venda ou exploração. Por isso saibamos sempre que seres gigantescos como os répteis habitavam por aqui e que um grande meteoro mostra a quintessência da fragilidade da superfície terrena, e o gelo passa a ser tórrido como uma promessa incauta. Mereceremos mais créditos na base de um respeito universal, ou seja, creiamos que em outras esferas não apenas do saber pontual e geográfico, mas de um teor gigante como uma árvore repleta de bons frutos, que tudo é válido quando agimos com a bondade e o amor no peito: acima, com esperança, vertendo os ventos do leque do conhecimento da matéria e do espírito para aqueles que estão nas sombras. Com educação iremos mais longe, a premissa que deva ser a primeira em sala de aula…  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

GRAMÁTICA UNIVERSAL



Se tantos são os nomes, os substantivos, verbos e seus modos
Que se digam sem serem tortos, na confluência do significado
A que uns sejam mais que outros, e o todo benfazejo não seja vão!

Do que dizer que queiramos, em todos os idiomas, que se veja
Algumas palavras comuns a aqueles, algumas em construir o chão
Que não verta sinistra amálgama silenciosa, de se juntar a vida...

To be or not to be, nada, que a questão não se parece mais com fontes
Porquanto o idioma do ocidente revisse que o poeta maior se diz
Com maiúsculas esquecidas no topo de um jornal que ninguém leu.

Ou, quem sabe, haveria esperança no topo de um morro, sem algoz
Natural ou não, mas que o sedimento de um grande cálice da terra
Emborca gentes que jamais souberam da dimensão de algum ato.

Na pertinente gramática do Universo, com todas as gentes que vemos
Na superfície de uma mera quadratura de signos borrados por mãos
Em algum ermo lugar, no olhar de um comportamento, isto se dá!

Em uma esteira de ilusões sem o tamanho de suas envergaduras
Possuímos tanto a se dizer que os vértices de uma complexa rede
Talvez algum dia nos traga a boa nova de se voar através dos ventos...

Nada do que se fosse tanto, do binóculo ocular de dois olhos tremendos
A visão viperina nos revela o fato de que jamais haverá um ressentir-se
Quando a humanidade se aperceber que fala toda a língua de todos.

Nossa própria margem de erro em conceituar a proposta algo infinita
Demonstra a arguta pesca de que muitos se jactam por participação
Mesmo quando a incógnita reside como uma isca em um anzol vazio.

Nada do saber-se lógico do ilógico residente, nada da parafernália crua
De quiçá uma frente ou um abjeto lado em que não se sabe onde estará
Na proposição de que apenas se aceita uma opinião no universo turvo.

Ah, quem dera, em dantesca era, quem era o muito do que não se veja
Quanto o de se recrudescer o injusto, e a impotência de se travar o mal
Quando se utiliza o próprio de mesmo modo a se profetizar o passado!

No que se deriva a nau, na ordem em que o motor dá seu sinal de cansaço,
Eis que inumeráveis seres buscam se locupletar de um vivente triste
Por estar manifestando uma tristeza em um terreno alterno modificado.

A vida de muitos se cria a pretexto de viver apenas, mas o sufoco da roda
Gira na questão das perdas, o que por si seria já um tipo de analfabetismo
Onde se prevê justamente aquelas, e na superfície chamamos por ajudas.

No auxílio de mais merecimentos em torpores oclusos na vista de todos
Rezam as pátrias desunidas que jamais se contestasse a via irreligiosa
Na pressuposição de que a gramática universal esteja em apenas um livro!

Por Deus que não se mereça essa retórica da cor pífia do chumbo desferido,
Pois na palavra surda de que se faça jus a todos os habitantes do mundo
Não cabe à banalidade supor que o poder tenha o poder do empoderamento!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O MEIO E A MENSAGEM



            Não é tão importante pensar em algo que nos faça crer na comunicação ensaiada por novas formas da tecnologia, pois em questão de gerações não há como separar muito o sentimento que abarca essa questão. Ela veio como um panorama que vemos de cima e de baixo, um pano de fuga de perspectiva alinhado com o horizonte na ampliação e no encurtamento das distâncias, como algo natural com base no uso, na visão e nas razões existenciais que muitas vezes às quais não nos damos conta. O meio passa a não ser a mensagem, pois uma mensagem toca mais um pouco na profundidade, tornando-se o meio mero meio, já que na mensagem falta aprofundamento, capacidade de dizer, ou a independência de se fazer notar acima do quilate barato e vulgar. O caminho extremamente linear acaba por delimitar em uma linha de tempo o tempo mesmo contado para diluir mensagens anteriores, onde o que se perfaz de controle é sugestão do aplicativo, em tempos onde não guardamos mais o estranho diário que nos compromete até a medula se queremos possuir aceitabilidade, e porventura dependemos desta mesma aceitação quando nos situamos no velhíssimo aparelho de celular, retrocedendo a tempos primatas onde repetimos a comunicação primeira de acertos e erros, ou da dependência de afetos gratuitos na acepção crua de clicar botões e na grandeza de tornar a mensagem um vírus. Pode-se remontar a tecnologia como algo microbiano: a mesmice das bactérias e suas existências gigantescas em número, e com valores profundamente agregados no que se dista, na confluência do postar-se algo distinto em essência e fundamentos.
            É distinto falar-se que o meio é a mensagem, pois tanto o meio não é mais um artifício de se chegar a algum lugar, como a mensagem vem muito mais profunda ainda no papel, com arabescos quaisquer que revelem a velocidade em que a associação com o lápis ou a caneta mereça a atenção de rediscutir o alvo e contestar a linguagem fácil impelida pelo ego, onde a criação retoma seus merecimentos de ser sempre a válvula por onde escapa o vapor da pressão dessa imensa panela. Logicamente, é impossível negar que as contestações que revelam posicionamentos verdadeiros sobre os aspectos dessa ciência onde os homens e mulheres ensaiam seus erros de expressão, sejam a virtude e o cometimento cabal de estarmos passando atualmente por uma espécie de orgia ególatra, onde o próprio ego passa a rediscutir seus valores, e a expressão é filtrada por objetos onde se alcança a massa relativa, mas na suposição mais válida, as massas não alcançam o objeto. O botão torna-se melhor amigo do homem, e que as verdadeira conexões acabam se pronunciando no alvorecer de melhores usos das máquinas. Nessa letargia onde o afeto se pronuncia dormente com respostas corretas de seus próprios andamentos, a ciência perscruta dentro de imensas corporações o que de fato vai gerenciar a corrida ao mercado, e a globalização vira moeda corrente e forte na corrida às riquezas do planeta pelos países de alicerces econômicos sólidos. De fato, são as últimas investidas nas riquezas globais, onde a mensagem passa a ser verdadeiramente não mais tão hipócrita, pois revela a intenção mesma de se sacar a riqueza e o óleo de uma nação, em um tipo de xadrez geopolítico, não importando se houver declarações de governantes, expondo sua própria maldade como fator relevante de entusiasmar seu povo, na declaração evidente de xenofobia e brutalidades semelhantes, onde pensar na esperança vira um espelhamento pífio de retóricas da ingenuidade, consentida apenas pela religiosidade onde igualmente boa parte desta também compactua com modos de brutalidade, em um deus vingativo e cruel. Permite-se dissuadir as riquezas minerais de um solo na vastidão inominável de um esgotamento que gera a plastificação social e na derradeira retomada do óleo mineral como ressalva de um mundo esgotado onde, por mais que se viva regulado, a matéria continuamente revela suas contradições.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

MOVIMENTOS PERPLEXOS


          Mesmo andando de viés, mesmo soçobrando em busca da arte, que se saiba que esta permanece sempre na quadratura de um espaço onde os barcos não soçobram… Nas vidas que temos a viver, contudo, nas de todos os que amamos, será quase certo que não sabemos o que seja suficiente para consentir dentro de nossos maiores sentimentos na espiritualidade, seja lá o que se entenda, no que possa haver suporte. Disto de suportes sabe-se um pouco, mas a questão fica em aberto no que se entenda de compreensão e solidariedade humanas. Esse vasto panorama em que a arte reside como expressão máxima do espírito humano faz com que a beleza natural àquela seja comparada. O belo natural e o belo artístico, faces de um diálogo que pode até certo ponto tornar a humanidade perplexa pela similaridade de um realismo gigantesco, ou burlar a imaginação com fantasias dóceis. São muitos os movimentos da expressão do homem, e seu lavor remonta a uma época de ouro em determinadas frações de tempo durante a história em seus intervalos. Como se em Paris do Impressionismo não se tivesse a noção imediata em nosso tempo do que representou o fantástico quilate da dimensão artística. Vem a foto, com ela o cinema, tecem-se as décadas, e o que mais faz agora a veia do criador é justamente reler o próprio Pós Modernismo com o viés da disponibilização de bibliotecas prontas que oferecem ao criador uma criação já realizada, conforme demandas estruturantes no pensamento que aparentemente, em sua cosmética, se diz de vanguarda. Não há muito de se contestar, pois há muitos que se aproximam da arte por um tipo de osmose, ou seja, vendo trabalhos que até mesmo alguns algoritmos resolvem em termos de design. Haja vista as cores complementares e suas derivações serem equações dentro da ciência computacional, com as combinações possíveis e aleatórias, e as regras de composição aos iniciantes serem de fascínio fácil e imediato. Três, seis ou oito colunas: um jornal – a grosso modo – pode ser resolvido dentro do computador, com as respostas que a máquina dispõe em seus recursos de diagramação na probabilidade. Os recursos contemporâneos são os mais diversos, mas em virtude de grandes empresas, a facilidade em se abrir um negócio em certos ramos de atividade esbarra em megaestruturas, no que acaba facilitando a mera cópia de algumas iniciativas, pois quem investir mais em banco de dados e informações que gerem projetos prontos assume a dianteira, na proporção da capacidade de investimento e de alicerçar uma grande empresa. Esses temas muitas vezes são o contorno visível de dificuldades ainda maiores em seu cerne para que uma empresa decole e se mantenha através da iniciativa de uma ideia apenas, ou da transferência de conhecimento a partir de concepções produtivas externas. Alguns desses movimentos possuem em si a perplexidade que existe quando vemos um pião girar sem sair do ponto, tornando o período em que gira a duração do tempo desse mesmo movimento.
          Quando vemos que um pão possui receitas fixas, e que ademais preparar para uma padaria obedece um critério de qualidade, com mais ou menos fermento, sabemos que o diferencial está no atendimento e no ponto estabelecido no comércio. Assim, se assumirmos que tudo o que temos no mercado a uma disposição imediata já foi inventado, vai-se ao funil de opções que por si, se comparadas a anos atrás, já são soluções que foram encontradas antes, em que uma adequação ao mercado nativo apenas faz por restringir a variedade como a qualidade do serviço ou produto. Essa é a questão de se movimentar esforço em um movimento quase pendular para dentro e para fora, que também exaure, nessa pesquisa por vezes intensa, a energia despendida pelo trabalho, seja de prospecção, análise, etc, igualmente dependente do montante gasto para tais empreitadas. Essa questão – outra – se resume na velha equação de que a melhor investigação é de dentro para fora, onde o critério de isenção inibe e filtra dados e informações que não sejam pertinentes e focais, posto dever-se ir mais profundamente em todos os processos produtivos, e finalmente alicerçar fortes conhecimentos na área em questão, mesmo para se evitar que um algoritmo seja um segredo auto sustentável, posto na sustentabilidade não linear e dinâmica é que se revelam os processos produtivos compatíveis com a evolução e compartilhamento de bons resultados. Portanto, é na esteira do conhecimento – a partir-se de premissa básica – que conheceremos os movimentos mais remotos e isentos da perplexidade do desconhecido, das brumas, nas vertentes de uma educação que forneça o material necessário à compreensão da matéria, seja no ensino básico até as esferas mais desenvolvidas do saber. Do mesmo modo, a arte auxilia, dando ao aspecto frio da tecnicidade a garantia do aspecto subjetivo atinente ao mesmo saber…  

domingo, 27 de janeiro de 2019

REGRAS SIMPLES



            Valeria muito mais à sociedade se revelássemos a quem não saiba o conhecimento. De fato, compartir não é o modal de como funciona a iniciativa do mercado. Se antes de cobrar uma informação que seja, se for democratizada a mesma informação, ao menos podemos – como exemplo cabal – dar o reboot no celular ou no computador para atualizar ou dirimir problemas de ordem técnica. Se algum país tem em seu escopo produtivo alguma máquina avançada e queira compartilhar seu uso no nosso país ao menos deveríamos tentar produzir a mesma máquina, para não termos que pagar toda vez que a utilizarmos: isso é mercado. Mas, se assumirmos que é melhor um mercado onde se paga para se obter um manual de instruções, teremos um país incapaz de ter ao menos a incipiente indústria que agrega valor no dispositivo, conforme reza nos países desenvolvidos. Temos que saber o know how, saber como usar, como fabricar e como desenvolver a indústria brasileira. Se temos um produto avançado como um avião, ou se podemos desenvolver mecanismos de defesa compatíveis com o primeiro mundo, porque a questão que nos envolve sempre de parecer que queremos estar no terceiro? Se o país não ultrapassar certas barreiras, se não investir no conhecimento interno, dos cidadãos trabalhadores e empresários que aqui operam suas atividades produtivas, de que vale contratar estagiários de montes, enquanto um profissional com experiência pode oferecer incluso o treinamento conforme, e alavancar o processo produtivo em escala progressiva? Por vezes se leva um aparelho celular para se verificar as pastas internas, e o cidadão dono da empresa de manutenção se sente confortável ao dizer que cobra por esse serviço. Nisso da falta de uma escola livre, de um balcão gratuito de informações, o usuário pobre fica restrito a um atendimento que não pode pagar, e por vezes seu rendimento na empresa onde se emprega decai pelo motivo de que não há um serviço público que o atenda. Recai na questão da saúde, na educação onde a preocupação passa a ser como restringir, e não como estruturar mais e mais escolas, recai nas tragédias anunciadas que pasmam a população não pelo acontecido, mas pela ausência de se evitar tais ocorrências, A evidência de um fato se traduz como preto no branco. Seja na notícia, no texto, na foto, no vídeo e nas respostas que por vezes não se encontram com a sensatez. Em todos os casos, seja na segurança jurídica, judicial, institucional ou das catástrofes climáticas e de origem humana, há que se propor quase um mutirão nacional, regional ou municipal, na questão dos territórios, no compartilhamento das informações, na efetiva rapidez de tomada de decisão, ou seja, em tese, na construção de um edifício não centralizador e inteligente para sanar os casos mais simples e gerenciar positivamente os mais complexos. Essa urgência põe em xeque a crítica que sempre vem a responder negativamente, como que um corvo que se apresenta perto da carne para comê-la quando fraquejar. A crítica é necessária, mas deve se posicionar no âmbito de se construir soluções, de se irmanar positivamente à uma intenção fecunda, quando esta se dê. As regras são algo que um leigo estranha, mas a extensão da cidadania a uma abertura de que uma opinião possa valer ao menos na intenção, pelo menos aventa a possibilidade de não se estranharem contendores criados pela ilusão do processo ideológico, como se reinventasse o muro de Berlim entre cidadãos do mesmo país. Roga-se que efetivamente se crie a condição para que as informações, os dados, o conhecimento, tudo esteja ao alcance da população, posto a transparência ainda é o que dá acesso ao eleitor aos status de seus representantes.