domingo, 11 de dezembro de 2022

A DISPOSIÇÃO DE UM PLANETA

 

Seguem-se inumeráveis dias do sol que possa ser reticente ou feroz
Em linhas de tempo onde a Natureza prediz mais do que o costume
Ao sabermos que além das transposições do espírito está grande lote
Do arcabouço da matéria que tanto nos ensina ou nele desaprendemos.

De sabermos pronunciar do sagrado, quando este mesmo possa ser mais um
Dos ventos que alicerçam outros saberes não pronunciados a mais do que
Possam ser anátemas da mesma Natureza onde recriamos uma gota de ser.

Que sejamos, talvez na Svarupa, no conteúdo mais elementar do imo,
Em nos predizermos que tudo o que tentamos de humano no seio do mundo
Por vezes acreditamos estar longe dos ditames de uma requerida paz…

Oh Krsna, oh Cristo, Alah, Buda, oh Davi, seremos tantos fatores em si
De alguma discórdia que, por fim, acoberta os ditames do interesse?

Ou será que no alto de uma cordilheira ouve-se os rugidos de Meru,
Ainda que os Himalaias sejam tão distantes ou mais do que as fronteiras?

Sabemos de per si o que nos surpreende mais, a não ser do que não há.

Mas haveremos de dispor de forças do planeta que nos ajudem a encontrar
Talvez o mesmo modo de atuar enquanto seres do universo manifesto
A algo que há por vir dos bilhões do que não se manifestou ainda…

O planeta apenas é palco, de infinita dimensão, pois nesse cenário
Postam-se outros em que a viagem entre eles é inequívoca e certeira!

Sua superfície mostra que o mais simples abalo de uma tíbia camada
Tece a catástrofe de formigas que se entrelaçam por mesmos escombros
Que encontramos no tecido de uma espécie talhada a não sobreviver
Se não for com um simples fragmento da disposição única do mesmo mundo.

Encontrar caminhos é o que queremos, se para tanto esquecermos que nada
É um objeto mudo que não se ressente quando saca de si mesmo o sentido.

quando se defende a paz, a questão é se ter a inteligência militar suficiente para evitar possíveis invasões, em incompreensões da falta de esteios humanos.

uma cunha de três homens à frente de quatro em formação aleatória e com pernas ágeis, magros, confere mais precisão na artilharia.

sistêmicamente, um drone é mais objetivo na defesa, em razão da sua invisibilidade possível e noturna.

dois homens municiados com boa eletrônica e operacionalização são suficientes para desarmar toda uma tropa que atua nos antigos modais.

o exército deve possuir o tento ou a atenção de não entupir - jamais - seus tubos de ventilação ou expiração funcional.

quando se descobre, em sistemas pátrios de segurança, o root invertido dentro de um drive blindado por vezes com labirínticos firewalls, o sistema todo pode desabar, considerando-se sua função a que se destina.

quando a velocidade da informação transcende o imaginativo projecional, o loop aguarda, e as variáveis assumem flutuações, nessas horas as rotinas se tornam mais céleres e objetivas.

um bom general sabe que quando posiciona algo em um lugar, a tendência é permanecer desapercebido, quando de apenas uma unidade...

a luta em si é prática, mas quando se senta um combatente em seu descanso, há de pensar na própria estratégia, pois o inimigo se aproveita do cansaço.

kubrick revela em seu filme a transformação da ferramenta osso em nave espacial, quando lançado para cima, no gesto febril da descoberta do espaço, a se considerar a proporção, no caso irrisória em termos de tecnologia e tempo.

a descoberta do fogo é algo translúcido onde a Natureza apaga em si mesma esse prodígio da descoberta de nossa espécie em sua ancestralidade mais primeva, posto considerar evolutivamente que o homo sapiens é um resultado de uma linha evolutiva não isenta ou não separada.

quando o primata descobre o osso e seu braço em alavanca se dá a ferramenta inicial que desenvolve o princípio da extensão e dureza, da precisão e do encaixe ao golpear um crâneo, por exemplo cabal.

as ferramentas necessárias para a consecução de um simples trabalho pode se tornar complexas quando não são as indicadas.

se o projeto de um sistema operativo se dá em questão dinâmica, as variáveis assumem o título de funções, e a matemática alicerça melhor, consolidando sistematicamente o uso e o andamento da performance do trabalho.

QUADRANTES DO TEMPO

 


          O quadrado de nosso templo se traduz em que este seja sempre quiçá algo que parta de uma casa para o próprio tempo… Será da fé uma comunhão mais verdadeira quando soubermos que a tradução da vitalidade é sabermos de nossa realidade espiritual. Que se ritualize algum sacramento, nem que o seja na consecução da compreensão de uma ideia. Esse insight é algo memorável por muitas questões, e que nos abrace a ideia mesma de sabermos algo a mais consubstanciado sob uma fortaleza pétrea de nossos princípios. Não se trata de atitude conservadora, mas algo a se ampliar quaisquer quadrantes de nossa compreensão aos limites em que nos dispomos a aceitar em nossas existências enquanto adultos que pretendemos ou que cronologicamente esperam que sejamos… Possa parecer este um segredo, mas é apenas a visão de um devoto, nem que sejamos certeiros em atitudes, pois que isso traga a solenidade em nossos atos, independente de credos, cor, ou ideário… Trata-se de afirmarmos que não separemos os crentes dos ateus, e nem sejamos soberbos em classificarmos de justos ou injustos dentro de uma realidade que porventura pode ser outra em outro contexto.
           Apenas queremos fazer crer que vivamos fora dos quadrantes de entendimentos impostos, ou regras assinaladas sobre outros tempos, ou mesmo a retração histórica de repetirmos alguns processos que já foram revistos e atualizados, onde houve juízo, mas que este mesmo juízo é dinâmico como as chuvas, que nunca são as mesmas e que possuem a água como substrato de seu princípio… Por vezes a água é excessiva e não necessariamente farta; em outras falta, mas nada é como a ausência do zelo, ou o excesso do carinho, este que não precisa ter medida. É como se vivêssemos em filmes que versam sobre a natureza humana dentro dos quadrantes que pensamos que são permitidos, mas que o aval de nossas conquistas cidadãs nos faz crer que as fronteiras sejam vistas de uma vez por todas como meros artifícios de interesses geopolíticos. A partir desse imenso território que se chama Gaya, ou Terra, nossa mãe, saberemos que qualquer atitude que remonte a uma paz concreta entre os povos, sempre da iniciativa dos mais poderosos com relação aos mais vulneráveis enquanto nações que ainda dependem de quase tudo, é que saberemos no construir dessa crítica que isso ocorre entre homens.

CAMINHO DAS SERPENTES

 


Doido varrido é o caminho que não serpenteia e vai em linha reta…

Caminho de esquinas factuais, caminhos que nos envenena com seres
Que mais sabem do não saber-se tanto, que no mais o tanto é de ser
Pregando um prego a mais de uma obra, que se sabe mais um tanto.

Saber-se do caminho que não encontramos com ninguém a mais que seja,
Ou que sejamos mais um verbo na verborragia trágica das verdades…

Será o destino do caminhar-se a paráfrase oculta do que interpreta,
Quando sabemos que comerciam informações como quem se dá ao luxo
De privar pessoalmente com certos hedonismos tardios, a se prosseguir
Tateando em busca do que se quer como companheirismos de escalas.

Saber do caminho é como ocultar o fato remotamente ocluso em destinos
A se prosseguir se possa, que as palavras voam no vento e falam
Muito a que se nos digam que o homem e a mulher nem signifiquem
Um pouco a mais do que um banco de sêmen, a se predizer que a genética
Saberá mais um pouco de um veneno consentido pela serpente que deixa
O ósculo de seus dentes firmadas na canção que se propõe e é libertária!

Dessa proposição conota o tempo em suas veredas de marfim de plástico,
De um dente perdido no viés de um cigarro, de um bom charuto que fumam
Outros que filmaram antes do que ocorre nas plataformas do descaso,
A que se vê que tantos deixaram suas memórias, que outros as apagam
Com a facilidade de torniquetes do regresso, a que se venha possamos
Dizer com toda a exatidão de nossas lufadas de vento dos alísios,
Que nossos barcos perdurem em nossas odisseias pelo mundo, a saber,
Nem sempre o que remetam de verdade, na verdade não passa da ignota
Face cruenta de verem desabar as suas tentativas cruas e desnudas
De uma veste intensa de recursos covardes na remota possibilidade
De um dia tomarem o poder de um modo vago, inconsequente: criminoso.

sábado, 10 de dezembro de 2022

PLAY E STOP

 

A se desligar se sente o quesito de uma ternura antiga
Quando distamos de muito a se predizer os ligamentos
Que não se ligam máquinas, apenas lideram os corpos
Suados na grande corrida a que treinemos para o nada…

Há um ruído que se ouve, ruído intenso de escamas cruas,
Como se parasse o tempo para que coçássemos as nossas virtudes,
Em ritmos no que stop não para o mesmo tempo, já que dizemos
O que já é novo no alvíssar de uma estação primeira…

Demos mais stops encapsulados por multidões e seus players,
A um pouco do inglês que se lide para se montar o show,
Da apoteose indiscreta que acompanha uma sílaba de três quartos
Perante a vida de um tribunal constante no júri das profecias.

Virá um onipresente telegrama, que se diz que o fato seja futuro,
Mas que na obsolescência de nossas marés não há quem prediga
Quando muito, apenas o viés de crermos estarmos superando a si,
Quando na verdade o tempo sem profetas dita no presente os erros!

qual não fosse o sentimento que floresce, a partir do instante em que relembro um olhar no intervalo de uma linha de voto sincero.

a faculdade inerente de uma mensagem não faculte ideia de que não estejamos coerentes, quando a ideia possui o conteúdo em se dizer, seja o que for.

a circunstância de uma derrota de meia hora é a certeza de um dia posterior na vitória serena da certeza e de paz, depois do saudável combate!

TELÉGRAFO DE LUZ


Um apito apita o trem de um verso consentido na estrela,
A um navio com três tons de cinza pálido no correr da aurora,
Talvez uma sombra revestida de um quinhão que não soçobra
Quando pensamos que as cordas com velames estão cheias de ar.

Quantos ventos, que são tantos e partem a alicerçar nossas âncoras
De um painel irrequieto de destinos, como quem sua o braço
Quando ergue de profundezas abissais o sonho de outra âncora…

Sabe-se, querido vento, que passas sobre uma aldeia de mármore
De um Carrara em que Miguel sonhou em sua Pietá de outrora,
A mesma veia talhada no cinzel do artífice em Renascimentos
Que partem a contenda da não aceitação de que isso venha a emergir.

Que a compreensão do mundo seja uma ciência, em suas totalidades,
Sabermos que o cipó está ileso na árvore, que o planar de um pássaro
Reveste de sonhos o ardor de uma nuvem por não poder voar mais rápido.

Que a luz forte de um poste na sua acepção de foco seja o olhar do sol
Quando lembremos a todos que o próprio sol é um olhar do Criador…

Quando um simples mosquito passar à nossa volta, pensemos que nós
Não somos capazes sequer de sintetizar um genoma ou compreender
A total e infinita mescla entre o que se é de gene com os costumes.

Podemos tentar análises combinatórias com o instrumento do computador,
Mas sequer aprenderemos em qualquer escola como compreender o infinito!

E é nesse campo de saber que sabemos, conforme Einstein, que os dados
Não são jogados nem na criação, nem na manutenção ou na dissolução.

Seria ótimo que o nosso século – parodiando Carpentier, fosse de luzes
Que brilhassem mais do que todos os displays, voltando a um tempo
Em que víamos no olhar de uma mulher o imenso destemor de se saber amada,
Em outras luzes de um cristal diamantino a pressupor nenhum joguete...

QUE TAL SERÁ O MUNDO EM QUE VIVEMOS…



Triste era se apresentar, de se ver, que tanto também se sente.
Era de lutas desiguais, de conflitos, de preconceitos e desavenças.

Melhor seria se não fôssemos de Eras, mas a informação e variantes
Segue pontuando como se Eros não existisse, e a qualquer florescer
Thanatos e seus poderes subsiste, infecciosamente no tecido social.

Será muito se dizer que haja um armistício entre nossas frentes?
Se caem quatro por minuto, e ficamos parados como se nada houvesse
A se apresentar por outras coisas em que nem sequer reclamamos.

Um periodista pode prescrever o que vê, mas a reação olha serpentina
Por sobre nossos ombros com seus óculos escuros, disfarçada.

E dizem barbaridades, afrontam, manifestam seus ódios pequenos burgueses,
A ponto de suas iras não aceitarem sequer uma leve conquista popular.

Há que se fazer um jornalismo declaratório, pois os mitos se dobram
Diante de certas mídias que, mesmo alinhadas, se equivocam no tempo…

Não é simples exibirmos apenas nossos saberes, mas ampliarmos terreno
Na medida em que por vezes apenas um homem mostra a insana coragem.

Onde estão os companheiros, se sequer travam contato com guerreiros
Que estão nesta luta há muito tempo, e depois são dispensados
Como quem diz, perderemos, ou ganharemos a qualquer custo, mesmo
Que para isso tenhamos que nulificar as maiores lideranças…

Chega da hipocrisia inválida dos falsetes de toda uma esquerda
Que se inibe dia a dia perante espelhamentos incorretos
Do que se passa realmente na face de nosso mundo, pois globalizamos
Do que já estivesse montado há muito tempo, e a não assertiva
Impera no império de bancarrotas morais, do que se trate:
Jamais tentem negar que se há uma resistência, a reação vem contra ela!

a inadequação de palavras negativas por vezes é um recurso reducionista.

colocar términos no livre pensamento exterior é limitante no cerne e no conteúdo, pois significa não permitir a libertação do ser, o que remete a um tipo de coação quase involuntária, dentro do suposto comportamento corretamente cabal.

a recuperação de um adicto por vezes passa por fingimentos quase compulsórios, mesmo em boa intenção.

a dor que cresce não seja necessariamente a dor voluntariamente exógina, porquanto não necessária que seja.

O NÚMERO SE BASTA

 


De sabermos que o número significa muito da própria ausência,
Quando distante do bom senso de não se estar presente nem mesmo
No que desfalca de critérios, no que dista dos objetivos da pátria,
Quando versa – mesmo em um milhão – os bilhões que querem por imperativo
Subtrair de todo um povo um preamar de sal que dita o horizonte
Em que de dois a dois bastaremos por elucidar novas consciências…

O que possui várias faces carece muitas vezes de verdadeira ordem,
Posto que já sentimos nos quinze a intenção de outros doze números
Que enumeram o retrocesso em nome de uma posição pretensiosa e fútil
Na mesma medida em que a ignorância esclarecida, em sua elite de cartel,
Mantém o monopólio a sacrificar o estado trabalhista na precariedade.

Basta, que se baste o número a eles, que travem contato consigo,
A verem que se não são de paz nunca, se não são nem um pouco
Da tolerância e diálogo que devem pontuar os méritos da questão,
Que partam ao menos a refletir por algo em que se deve considerar
Uma força que os impele em não refletir o andamento da democracia…

Revejam eles essa mola que inibe os direitos populares e sua razão,
Em que não há razão na verdade quando o que querem é o impedimento
Irracional de não aceitarem o resultado das eleições que empossaram
O líder de um país continental como o nosso e suas vertentes verazes
Do que se entende de muito do trabalho, e que lideranças contrárias
Mostram nas suas faces um retrocesso abissal frente aos interesses
De nosso Brasil, a terra que consagrou na história homens grandes
Em suas lideranças capazes, em que o número torna-se importante agora
Com sua qualidade em força que mostremos, ao mundo que nos acompanha,
A bravura em defendermos a soberania e a coerência da compatibilidade
De um progresso em defendermos o nosso solo das infelizes criaturas
Que, através de protestos insólitos em seus discursos intolerantes
Tentem dar o aval, através de seus milhares de equívocos de orquestra,
A uma usurpação inconstitucional, baseados em sua total ignorância
Em toda uma mídia que os serve como uma lacraia de infinitas pernas!

A VIGÍLIA

 


           Uma noite insone, como uma questão não pronunciada, algo de se valer do nada, por vezes é substância requerida… No algo em que nos buscamos quase sempre, inconscientemente, nas vigílias mesmas de nossas próprias traduções. Em um olhar recriado no contemporâneo da vida, regem os rios de calcáreo em conceitos que por vezes empedram nossos pensamentos. Noite insone, ,esse quadrático não se permitir, quando se critica qualquer modus vivendi, uma palavra que seja, aliás, quão bela é uma conformação de uma letra, uma própria letra, que seja: o I. Pois a letra se torna algarismo, a frase podendo culminar em uma data jurídica, a remontar-se Roma e seus outros algarismos, no entanto sabemos de ante mão que o computador se transforma em massa encefálica depois de todos os seus números… A questão é saber de um toque terno em uma tela digital, e se isso vai fazer parte realmente do cotidiano das gentes. A qualquer dado mal ensaiado, um erro que seja, por vezes não dá para revisar o contexto de uma mensagem, por exemplo. O endereço IP, quando não volátil, fixa a exposição desmesurada quando convém.
           Nas noites insones algo se guarda para que saibamos nos ligar a pressuposições de muitos trabalhadores das madrugadas, e muitos que catam o refugo deste nosso modelo civilizatório, e sempre impositivo. Saímos de casa e há códigos de conduta muitas vezes distantes do contexto do nosso lar. No lar, há possibilidades de viver em comunhão, uma comunidade, quando seus membros anuem o fato. Se há uma pessoa de fora que traz sua bagagem reativa do externo, passa-se a casa a não ser mais um foco libertário, na acepção simples de viver bem entre os pares, em clima ameno e lúcido. Do mesmo modo, uma televisão pode se tornar um ente da mesma família ou comunidade, se considerarmos seu aspecto invasivo e igualmente impositivo. Pois é recorrente que muitos nem saem de frente das telas, grandes ou portáteis, de onde vem a palavra tele – de tela, superfície – para visão, estendendo o fato de vermos e ouvirmos. É um fenômeno neste país a dependência extrema desse veículo, onde os polos culturais cada vez mais se integram nesse suporte de mão única, quando o termo ligar seja usado como se funcionássemos da mesma forma que máquinas. Abre-se espaço para filmes com ficções que pintam o cenário do futuro apenas sob o prisma mecânico. Há sempre algo a ser aproveitado, como em uma engrenagem que gira e, por fim, acabamos aprendendo um pouco do metal e suas funções. Da vigília de uma noite insone para outra bem dormida, e que não sejamos sempre na mesma vigília… De qualquer modo, exercer uma atividade intelectual quando estamos insones pode ser um modo de acordarmos para a nossa verdade interna, que se passa dentro de um imo, e predispõe a que esvaziemos, dentro da expressão, nossa tensão por demanda em dizer, na própria expressão – que seja – escrita.

O HOMEM CHEGA

 

Chega o homem por detrás de suas próprias dúvidas, a que lhe assoberba
O espírito contrito em não saber-se mais se tanto a lhe faltar
Lhe basta em sua senda de convicção profunda, mesmo que esteja no ato
De não entregar mais suas lástimas por saber finalmente que entende
Aquilo que jamais saberiam outros que não fosse por veredas similares.

Os garranchos brotam de seus dedos, a tentar escrever no caos
Uma ordem que remete ao quase nada de mais um tanto de poucos,
A que estes remetam de sua importância, pois seu peso é de muitos…

Uma arroba de intenções, uma sacola de feira, um propósito de água,
Os pequenos tesouros que pertencidos foram a muro que não separou.

De tanto que sabemos até mesmo que a poesia volta a florescer
Depois de um século de horas angustiantes, onde o que era certo
Priva o rancor de sua nudez imprópria a saber que tenhamos vivido…

E que o façamos, a vida em viver, da paz a se consentir no diálogo
Que permanentemente tecemos com nós mesmos e outros, no coletivo,
No individual compartido, no voo inquieto de uma abelha, nos cantos
Que haverão de alicerçar de poesia o rumor dos ventos em noite frias
Em que um beijo de salitre não acoberta apenas a ilusão de um prazer.

Pois que as ondas se beijem, que beijem os rochedos imóveis,
Que se torne beijo o encontro do sol com as estrelas em um paraíso
Onde a luz remonta o século de um antigo quebra-cabeça titular e puro
Com a dimensão maravilhosa de uma pungente e fraterna na Verdade.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

APRESENTAÇÃO DOS FATOS

 


          Há que nos resguardarmos, ou sentir que a aproximação da plutocracia não seja um modo de Estado, mas reflexo das tentativas incansáveis do nazi-fascismo tomar o poder? Travestido de outros cenários, obviamente, com outros atores, com outros modos de atuação… As indústrias belicistas querem as contendas, e esse é o mote que dá suportes às guerras de ocupação, os golpes de estado, as invasões, a coação de liberdades, o tráfico de armas, drogas e seres humanos, e é aí que reside a intenção da produção gigantesca de armamentos que alimentam a morte, os crimes, a desestabilização de democracias em países emergentes, com a conivência hipócrita de suas mídias em seu controle sistemático. Mesmo porque, tratando-se de governos autocráticos, é de se saber que, enquanto engordou os cofres do governo dos EUA, o crescimento do nazismo na década de trinta recebeu o apoio do mesmo país este. As máquinas parecem que sempre orbitam em seus próprios ou outros eixos. Tristes por vezes são os fatos, e dura é a mesma constatação de história que se sucede com o profundo tom oxidado com que se dá ao reverso as moedas dos lucros. Ou seja, infelizmente constatamos que para o lucro explica-se tudo, inclusive motivos religiosos para lutas inglórias, a remontar o freio na mandíbula de um animal de tração… Raros são os líderes como Obama, que ainda conseguiram diálogos pontuais, no entanto importantes, pois a era Bush mostrou o que é o fundamentalismo em um país tão carente de uma democracia mais abrangente, como é o caso dos EUA, com vários presidentes assassinados, em virtude de suas posições. O diálogo e a abertura dos EUA com Cuba mostra uma nobreza de caráter digna de bons estadistas, inegavelmente. Esperamos que isso gere mais luzes sobre todas as relações internacionais e que ajude a preservar democracias com mais justiça social e equanimidade entre os povos, dentro de propostas progressistas e coerentes, apesar de erros cometidos, como no caso do Brasil.
           Existirão melhores luzes no pensamento das sociedades quando suas populações encontrarem grandeza em ricos fatos históricos, beleza na arte e seu diálogo com o velho e o novo, fundamentos em seus laços étnicos e raízes culturais, justiça na igualdade de oportunidades e direitos, e a consciência de que a ganância não deve ser a mola do mundo. Jamais pensemos que o mundo se move bem através desse neoliberalismo que já dá sinais trágicos de gestão, senão cômicos, pois tudo parece um grande teatro em que as barbaridades acontecem a olhos vistos e televistos, vivenciados, testemunhados, em que a triste realidade deles se participa, se é possível o absurdo dessa ordenação de sintaxe… A tecnologia da informação é anterior à Mesopotâmia, já existente nos dinossauros, no cantar de uma cigarra, nas profundezas do moto contínuo em se viver dos peixes abissais. É uma simples razão, e o fracasso da nossa espécie aventa possibilidades em códigos bíblicos, no correr do esclarecimento de fatalidades apocalípticas que já eram pregadas no florescer da renascença italiana, apenas estas com a diferença de luzes mais soberanas, mais capazes, mais gigantescas do que a facilidade de sermos apologistas do fim do mundo. Há necessidade de elucidar alguns fatos, e estes são sumariamente claros, simples e pontuais, dentro do espectro da grandeza assustadora e tentacular de suas fáceis divulgações. A ponto de grupos gigantescos terem aceitado as bombas de fósforo como sinais justificados. Enquanto se alicerçam essas doutrinas de antemão fracassadas, enquanto países como a Índia remontam seus milênios de história, como pátria espiritual de muitos povos incluso no Ocidente, e a China desponta como um país com o maior potencial de energias limpas do planeta, já revisitada a sua situação de grande poluidora mundial.
           A quem não percebeu ainda, parece que algo nos observa de longe e de perto, como planares ao fundo e pixels ao lado… As armas são como utensílios domésticos, a palavra treinamento assume diversas famas nas fotos, e grupos e mais grupos tem dentro de si apenas subordinados a outros, igualmente, incluso um pouco menos ou mais, subordinados. O hambúrguer não é de fácil digestão, mas de execução febrilmente ágil. A poesia não reside mais no coração de uma poesia outra, que não seja desaprender o idioma para se expressar nos zaps. O lado positivo disso tudo é que o diário de um escritor seria nos tempos de hoje uma salada tão imensa que nem Borges daria conta… Torna-se divertido o cenário desse grande teatro: batem na sua porta – enquanto espectador que seja -, clicando em uma mensagem e recebendo-a em uma velocidade imediata, de qualquer lado do mundo… Nem que para isso tenhamos que entrar em outra exibição, bloqueando nossa própria lucidez. E no entanto nos alimentamos com as favas plantadas de outros, todos esses camponeses que nos alimentam e merecem todo o nosso respeito por terem ainda um amor maior à terra do que querer viver neste nosso mundo tão complexo aos olhos não apenas do leigo como de uma pessoa com mais maturidade. Maravilhosos são os países produtores de alimentos, que fornecem os grãos, frutas e legumes par o coração de nosso ser, pois o fato que remontaria uma linha mais antiga e serena como esta reside em um grão de milho na semeadura, na tulha, na vida...

alguns homens das armas são imbuídos de certas misssões que os perdem em seus ruminares, quando a orientação da semana foi o equívoco de seus superiores.

apenas passemos a mensagem aos algozes nao utilizar a ignorancia para remeter seus textos nefandamente ensaiados

a cristalização, quando empedra, não serve mais para nada, nem para uma forma de escultura pétrea.

por vezes me cansa ser tolerante com relação aos torturadores...

are you a man?

everything i know u circunstances my friend

code code code, nonsense code non farai nothing layer brother

o joguete gramatical pode ser um desafio infinito... pense e ame de uma vez"""""""""

ter a obrigação não me compete, mas muito obrigado!

o choque das geraus oi de ser i bo ienl nekisis.

cedo a ternura treina, noite foge o bruto.

já se recolhem aos seus ninhos os corvos eternos.

goiás por vezes é um recôndito indomável de um cavalo pangaré.

não se ressintam de falsos arrependimentos e, querida, nos vemos depois.

agora, findo o dia, tudo seria de uma previsibilidade plausível de todas as faces encontradiças no mundo.

o reconhecimento de um capital é apenas uma mosca sobre um excremento, quando de egoísta uso.

desculpe, minha flor, se hoje não pudemos nem ao menos nos ver, mas nada nem ninguém nos derrota, pois não nos conhecem...

os que observam muito por vezes não sentem que a vida não se ressente dos mesmos, sem os senhores do próprio ressentimento.

o fascismo é o atalho mais "nobre" dos elípticos da ignorância.

todos os participantes que se arvoram participar de algo que pensam ser uma organização não incorrem na mesma falta de faltarem com o pensamento do andamento lícito e democrático da nação brasileira.

à noite todos os gatos são pardos.

tudo não passa de um estigma quando a hipocrisia se torna maior do que a verdade, porquanto a intencionalidade funesta crê ainda vencer a libertação de um povo mais pobre.

OS TEMPOS IDOS


Observe-se o nó
Que o nó observa também
A ser do ser que há
E que o poeta semeia no deserto
Quando infere o if do close
Na performática situação reversa
Da perversidade do atraso que não se vê
Naquilo que não é história, mas lascívia informação!

O SER E A ABSTRAÇÃO

 

          Já se disse do ser que nada fosse consubstancialmente significativo se este não mostra conteúdo ou ideia que se amolde na forma em si, onde se una o princípio e a finalidade, onde se ligue ideia e ação, ou prática. O ser abstrato é entidade existente em conceito, como seria de modo algo assustador reportar realidade que não esteja ao alcance de nossa compreensão, ou seja, melhor será a abstração do tema, a prosseguirmos nos conceitos a reconstruir a compreensão tijolo por tijolo, nem que para isso tenhamos que refazer a própria alvenaria. Tecer a urdidura de cordões conceitualmente amarfanhados pela existência do conceito em si dará sempre a mostra da inexistência de um padrão humano nas bases desse conhecimento. A abstração só haverá de dar a sua voz quando acompanhada da iconografia que paute por significados, ou seja, teremos que partir a descontextualizar muitos conceitos de fachada, ou casas onde nada reside, a não ser a ilusão de que estejam construídas, pois apenas o formão e seus toques no concreto dão o sinal desta possuir boas fundações. Por isso o grande tema de pensarmos que este mesmo pensar volte a ser liberado dentro das novas amarras tecnológicas, quando há de prosseguir nos meios: este como a talhadeira, o cinzel, a pá, e o martelo, além obviamente do frescor intangível de um celular, ou bom computador, em etapas harmônicas no desenvolvimento de uma massa mais propriamente inteligente no país, este nosso que sofre a falta de educação mais consagradora, onde a leitura deve vir precedida não apenas de não zerar no teste, mas que seja educar – ao menos – posteriormente para que não nos tornemos um povo de analfabetos funcionais.
          Essas questões vêm precedidas de certos temores em que as gentes preferem estar mais no aspecto externo da comunicação, ao invés da relevante e necessária introspecção, em que os sentidos se refreiem um pouco no seu ímpeto ególatra e recomecem na acepção da contemplação e questionamentos mais acertados em suas origens mesmas, a que não expusermos muito apenas nossas faces… Assim se dita uma regra fundamental: em que ensinemos, mesmo fora das escolas, a pontuação a que o diálogo com os nossos/as companheiros/as de trabalho permita embasar e florescer a própria filosofia em se viver e lutar por melhores dias. Sairmos da ilusória abstração que não nos acompanhe, e que cambiemos por atitudes mais sólidas, como quando o faz um operário ao obrar o cimento, ao rejuntar as letras de sua parede, ao se estruturar na totalidade enquanto cidadãos que somos, a perpetuarmos a própria construção de nosso ser sem a ausência de bons planejamentos, pois cotidiana por vezes é a vivência do futuro, seja no individual compartido, seja no coletivo em seus saudáveis rebatimentos. O futuro pode ser projetado, e há desse projeto que se prever por vezes a sustentabilidade de meio século como, a bem dizer, na despoluição de um rio importante ou na recuperação de um imenso manancial. Justo, se um rio como o Tâmisa foi despoluído, há que se rever completamente a situação do despejo de dejetos orgânicos ou químicos nos nossos rios, e a preservação coerente de suas margens. Isso não é abstração, posto algo de se dizer, uma proposta evoluída, que parte de um ser, e não de um nada que sobrevoa uma ausência consciente do que é uma riqueza à revelia do sofrimento do mundo.
         O ideal é que tenhamos um mundo a salvo, pois se Cristo nos concede a salvação espiritual, obviamente – sempre respeitando a quaisquer religiões – teremos que caminhar sobre um planeta igualmente salvo, a quem quer que se salve, qualquer religião, ou no – que se respeite igualmente – ateísmo. É no panorama dessa comunhão que partiremos para a igualdade entre os seres, incluso os humanos, partilhando da premissa inviolável de uma melhor distribuição de riquezas, pois não é justo haver tanta diferenciação nesse campo das sociedades em que aqueles que se nutrem por um determinismo econômico mereça viver melhor do que outros que são considerados mais fracos e vulneráveis. O apoio salutar deve ser dado aos governos que respeitam as frentes populares, pois agora é a única chance que temos em ver melhor justiça social, ética e humana no cerne de nossas sociedades, pois a competição desmedida peca pela deslealdade. Mas que abrandemos, pois que se traduza a efemeridade dos fantoches como se víssemos descartáveis folhetins. Aí sim, com um ser abstrato que nos alcance aonde estivermos com o rumoroso destino dos excêntricos e comportados invejosos, onde o que dizem é script desnecessário...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

ESPELHO INVISÍVEL


O nulo não seja, o neon, o gás, o éter
Qual o idioma teutônico e sua precisão caligráfica
A ver, do saber, do desejo ao revisto
E remodelado em foco de ser, ao ser
No amplexo, a guerreira, o feitiço de Áquila,
O Jonas dentro do peixe,
Uma sombra de fagulha na selva, tupi!

Motores em avanço, o que sua o suor, tisnado
De montes claros, do cisne da morte
Que verte nos condores o sacrifício daquele
Que não cai por cair, do cimo, que olha, do baixio
E um mar oriental soletra um canto de odeon.

No marasmo de uma turba inquieta, a corda desata
Na Desatadora dos Nós, na Igreja, a guerra fora daquela!

ESTAÇÕES DO VENTO

 

A pecha não nos exclua, sem a dissidência de um tom
Qual seria o quilate de uma fúria que não era
Mas que é o resultado, em um outro exército existencial
De sermos a vida de ser o viés do outro que não seja
Quando um homem de rua pede de tomar a água
E você percebe que ele ainda lá se encontra…

Perdoe rainha, mas a confecção de te encontrar
É estar no final do tabuleiro para te encontrar inteira
Independente se o xeque se dá na torre ou no cavalo
Enquanto o rei assombra os dias de outras primaveras!

A VIDA SERIA LONGA…

 

           As inquietações recorrentes quando falamos de sentimentos, qual, se me lembra dias no hospital da mentes inquietas. Não, que recorrera a mim que, quando estávamos entrando em nossos claustros, a existência se sentia acompanhada, éramos vários, vários e nossas diferenças, e hoje estamos em um espaço com uma tela, e várias micro telas, e amostras de uma conversa distante, em que por vezes um escrito se torna uma veia a mais, um recurso, uma viela nada turva porquanto via expressa em consecução pura – ou não – de uma linha de pensares. Esse discurso de método, esse viés filosófico, qual não fora assim, mas que encontre na flor o seu desabrochar, que a flor desabroche e não turve mais o caráter, que não turvou, pois o homem ama todas as flores e sente prazer no prazer de um dia tocar uma, na finalização da escalada de uma montanha onde alguns não se sentem muito confortáveis, pois os penedos são ásperos, mas no topo a erva é tépida e o fulgor feminino se nos alcance em sua superfície de veludo e carinho! Assim de se amar as mulheres, como não seria, a vida só cessa onde termina o sopro vital, e a saúde é por vezes a tessitura do tato, a vascularização do ato, o decassílabo de um beijo e o hálito compartido nas vestes dos seios… Mas que seja independente a mulher, que todas as suas crenças e toda a sua mítica de mulher forte e guerreira deixe brotar a ternura que infunde em seus antigos gestos certeiros de diana, a plataforma da fêmea e os encaixes serenos de seu espírito na carne e no cerne, no ato e na vírgula, onde o homem a possa esperar sempre, na declaração livre do sem comprometimento, pois a palavra o liberta, o pensamento não claudica, e não será a plêiade algo convexa das tramitações deliberativas acerca das possibilidades afetivas do ser que despontará a libertação de uma mulher que ame, posto se não fora, passa a reclamar, tornando-se fraca, insalubre, murcha, e o homem se torna impotente perante a fraqueza da mulher, ipsum facto, declarante o fato, assim se sucede na vida de alguém que considera o sexo uma atitude libertária, tanto quando a libido revolucionária que impulsiona o tônus de prosseguirmos, recriando prazeres para proporcionar a atmosfera independente de nossos pares que somos, sempre e sempre.

mas o fascismo tem se revelado um bom contendor, ou seja uma revelação à altura.

incrível a faculdade quase coprofágica que thanatos possui em seduzir certos homens e mulheres.

quando estamos cercados de um enxame algo = a um menos, o mais se revela na subtração de nós mesmos, é só ficar sabendo de que se fizermos as coisas no viés do eixame, estaremos mais dilapidados como um convés onde o canto das sereias é um pouco mais sedutor para quem gosta da maldade.

as palavras são duras como durga, em seus recriares de matar os piores demônios.

o lado concreto é a força do antagonismo que se revela sempre dentro de um escopo mais sujo do que o normal.

quando estabelecemos critérios comparativos, há daquelas negras que são darkmoniosas e alisam seus cabelos de chumbo.

as xurumelas da autopiedade invadem da mesma forma, com suas palavras trágicas, os subterfúgios da covardia em se acharem donos de vitórias sempre derrotadas, nos limites, repetindo, em que a cia se vincula à ss em seus últimos estertores do império e sua derrocada.

do que esteja terminando é apenas algo de um retorno que nem níti previra em seus teoremas dos superomens de antanho, renatos de cinzas do esquadro!

devagar com o andor, posto a ss possui seus artifícios artificialmente muito certeiros e sutis.

a ciência é a efetividade do espírito, pois constrói seu próprio elemento, e reduz por vezes no leito digital a plataforma do conhecimento humano.

mas que nada nos faça crer que a luta por um mundo melhor não seja apenas o florescimento da rega de uma certeira primavera!

todo o renascimento pressupõe a morte anterior, e a morte pode ser o verdadeiro nascer, fora do contexto de um planeta de trevas.

não há datas, não há números, apenas corretos acasos que geram o universo dentro do universo falso.

o que era antes era o agora sem o subterfúgio que remonte o dia de um requisito de uma questão que não se pareça com o quase!

O TEMPO QUE SOBRE AO SOBRE TEMPO


Divagar é como esculpir estrelas
Sob dosséis prometidos nas alfombras de pretensas virtudes
Quanto ao que seja ao dia um único ser que ponteie, trôpego
A outro trabalho mais e mais longo, no de se dissuadir os ventos…

Aladas são as mesmas alfombras que esquecemos no cenáculo lunar
Quando de arremedos de função, na escatologia transigida
Por motes incoercíveis, nomeando-se irmãos
Em outras escalas, outras vertentes…

Em uma turgidez infinita os fantoches falam como as ondas de través
No incauto modal de preservar os nomes que creem pássaros em queda
Mas que, em operações do condor não andino e anódino
Recriam as possibilidades de não se ganhar mais o tempo já perdido!

E a justa promete arrumar os ponteiros, que de antemão já se diz algo
Nas entranhas dos algozes aquartelados em porões sem uso…

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

as evasivas às vezes se repetem na ideia da consecução da ameaça de dolo.

a anuência de uma palavra sem a troca desnecessária não traduz a verdade em um depoimento sem ensaio, o que confere inocência relativa enquanto tentativa sincera.

toda a organização sem a metodologia operativa e cabal não funciona fora de sistêmicos canais de procedimentos e trabalho dia a dia sem os erros dos descaso ou descanso desnecessário.

a filosofia é a faculdade infinita de conexões quase absurdas do pensamento e suas construções, independente dos argumentos causados por suas conveniências de setores consensuais.

quando se espere que os tempos sejam fáceis, por vezes não há pareceres a fusel, na contribuição aparente dos fatos.

a vida não se conhece em festivais, e enquanto estiver compulsões erráticas a vida prossegue em seus erros compulsoriamente tardios.

quando se pretende prosseguir, o descanso só termina depois de um dia de trabalho, e é assim, pela graça de Deus.

a série inequívoca de um dia espera que não comemore-se o ontem.

não importa que uma casa tenha sido erguida, enquanto a maioria está embaixo das pontes.

de um primeiro dia a outro, um dia é de vinte quatro em vinte e quatro horas, sem a exclusão mesma desse tempo, em que a dimensão recorre de ser a si de por si.

ESTUDO DO DEVIR OU DA DUALIDADE

          O que é não passa e o que não é não passa, ou passam a um e outro em seus opostos, anulando, mesmo em forças de devires maiores, como a dualidade, o sim e o não, o zero e o um. 000001, ou 01110001, numericamente um código lido, passante na negação, anulatório em si mesmo em se condicionar que algo seja algo e outro não. O zero é o nada, como o não ser, o um seria o ser, mas impossibilita convencionar o limite, a quantidade não passa, tanto o nada como o zero ou o um, posto dentro do contexto da dualidade, a convenção comemore quebras. O álcool como substância é, o ser essente, matéria composta, química, infere resultado, funciona como motor, disto, motor que um outro que não é porquanto ingere um tanto do que também é, porquanto funcional, funciona na negação, anula e não passa, do devir que é depois, a cachaça que soletra um nome, e a náusea do não ser mais o que era. Disto todos, em superlativados modos, tais: 0001, onde 1 é a substância, porquanto logo, 0011, meio dita: substrato, e logo mais, concluso: 0111, sobrante o 0 que salve a vida ao menos, do que em outra premissa 1111, reduz-se a 0000, antes vida, depois morte. Não há devir e há devir, morte e vida, o ser do nada e o nada do ser, no fluxo de algo que subentenda outro ente não comparativo, enquanto ser e não ser não compara sendo, apenas, o algo de não se saber, e saber é vida, portanto, não é mais o mesmo devir, outro rio perpassa ao largo, e outra correnteza acalma com água, no que antes fosse veneno. Kalya, a serpente de Garuda, com seus capelos, a envenenar a água, e Krsna dança sobre seus capelos, esmagando-a, sendo Aquele o Todo Atrativo É apenas, e o fluxo é concreto, posto Deus, a Verdade, e não a substância do não ser. Passamos à esfera de uma dialética onde a Natureza veste-se com a semântica da revelação, assim compreendida e concebida, na razão matemática de uma ausente lógica usual, mas da relação imperativa com o Atma e com Paramatma, dentro do ser que ingere ou não mais, tomada a ciência, e do Ser que reside no ser.

DE UM ESTUDO PRELIMINAR 01

         Quando nos perguntamos sobre um processo civilizatório e os direitos, separamos o humano de outros seres. O atma – palavra sânscrita que significa alma – significa o que move, centelha presente no ser, o ser do espiritual, residente em uma gramínea, em uma formiga, em uma bactéria, na vida por em si do si mesmo, como ente factualmente, na participação credora do conhecimento espiritual a respeito do direito em que todos os seres hão de possuir de se ter esse quinhão, afora o ser humano, apenas um coadjuvante dos outros seres do planeta. Quanto do conhecimento védico, sua anuência é condição preliminar na assertiva posição do diálogo constante da Natureza enquanto real e espiritual, dentro do contexto amplo, não sintético, porquanto vida...
          O nada em não ação é o ser enquanto ser do nada, mas existência perene, porquanto sentidos, cavalos indomáveis, as portas que nos entram por órgãos – na questão humana – como o olfato, o paladar, a visão, a audição, o tato, quiçá mais imediatos, sem a percepção mais sutil, onde a sensibilidade não aflore tanto, mas a compreensão do espaço combinando sentidos, e o estímulo na reversão de algo mais de tecnologia crua e silenciosamente plausível de tecer comparativos com outros seres, em que a Natureza oferta, seduz, com o recurso material na aparência produtiva, mas reserva com o quinhão da questão de ser valor, o valor do produto e a transformação da madeira, depois de estar com a verdade em ser o nada para se transformar na mesma matéria. Na questão de se ter a profusão de acréscimos de substâncias, no caso das carnes,  o viés hormonal por vezes produz déficits na saúde de crianças que precocemente desenvolvem a sexualidade, em exemplo de prejuízos que vão resultar em uma via extremamente grave, porquanto influente no desenvolvimento da vida em família e decorrentes desejos antes do tempo, acelerando alguns sentidos mais instintivos, como os de ordem sexual e tornando a questão da progenitura indesejável uma realidade recorrente onde o valor inicial da carne se torna contraditório pelo prejuízo que se torna um problema emblemático e silenciosamente estigmatizante, quando a intenção é fazer a carne se tornar mais produtiva no uso desses hormônios, o que se torna - em granjas sinistras - uma modalidade fabril, o que vem a dar igualmente em amplos prejuízos espirituais igualmente no abate desnecessário.

dê-se tempo ao tempo, pois não há mais julgares irrisórios porquanto o pensamento hegeliano já encontra a sua consorte na vida que se dá antes da virada...

a título de estudos mais aprofundados dos idiomas não latinos, o aprofundamento filosófico do por si pode obter alicerces, ao alcance do instransponível meio da compreensão pragmática, o uso do anglicismo na substituição da língua germânica hegeliana, para a transliteração combinatória com uma língua latina em duas frentes >>> o espanhol, como tradução continental no cone meridional, e o português na frequência mais própria de ser de domínio maior do em si da autoria anônima.

A DIALÉTICA DA NATUREZA NO CONTEXTO AMPLO

Considerações iniciais:


            1. De uma premissa única se pode arguir que, do ser e do nada não há contraposição in ou out, quando do anglicismo que se tenha por razão de se tornar esteio a questão onde a filosofia alemã consiga, através do pensamento hegeliano, sustentar um pináculo vernacular similar, qual não seja, o acesso às assertivas deste preâmbulo inicial a muitos que se tenham, em um estudo já citado como preliminar para construir os primeiros alicerces deste livro que se tornará eterno, porquanto já no escopo espiritual de uma Gaya ciência, quanto de sabermos que a dimensão do planeta apenas abre espaços para a compreensão quase abstrata da manifestação também limitante da nossa massa crítica.

            2. Procurar-se-á fazer do livro em questão um sólido esteio modular, para que, mesmo na inconclusão de um dia, fique ciente o leitor de que desde já são oferecidos ao andamento dos aspectos dinâmicos a possibilidade de este livro ser palco de debates, portanto questão de percepção e experiência de autoria anônima, conferindo ao excerto uma configuração que foge do escopo essencialmente experienciado sobre a questão da vivência do mesmo com relação à Natureza.

@apenso à continuidade em diálogo, o que, nesta data, faz-se mister a continuidade dos estudos da lógica de Hegel e a posterior e no entanto dinâmica feitura dessa obra.

 

Brasil, 06 de dezembro de 2022.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

a vida não está circunstante com o viés do sem acordos com corriqueiras questões existenciais, mesmo que para isso não se faça a questão de se ter o viés do inquisidor meio ensaiado de palavras quaisquer que não sejam críveis de verdade.

toda a circunstância histórica do estertor de um império revela a muitos a fascinação de estar participando dessa questão tão importante no alvorecer das mudanças, e retirada dos alicerces já carcomidos pelo tempo.

sob a ótica de um sistema ósseo fraturado, o joelho ou entraves orgânicos mais complexos demandam intervenções mais cabalmente precisas.

a maldade personificada e seus fantoches partícipes com as falas simoníacas da espiritualidade, repõe em parcerias escusas onde a vida não se torne com a confusão de se ter a torturante modalidade do fracasso que culmina na automutilação do caráter.

a amostragem reativa do inócuo tentar golpear indecentemente a equação da normalidade democrática é ilícita e permite-se na imputação do crime internacional.

a cada plug semântico a ortografia sináptica quebra os sinais comunicacionais de grafos já registrados nos grandes sistemas.

sampa é mais sampa na periferia do que no morumbi, meu!

fantoches armados com pistolas de festim sem alvo consonante, ou seja, alicerçados pela maldade, tendem a errar as missões.

havia sempre a predição de que segunda a tentação segue no apanágio das tentativas em se tentar vencer depois de fremir um pequeno e jovem gozo.

tudo em que pensamos na vida seja feita a vontade de uma prática que seja diária em lutas de vitórias que se sucedam dentro da plataforma da bondade, subterfúgio dos bons e dos fortes, independentemente de fazerem parte de uma elite que tenta o caos inquietamente vão.

quando se crê que se crê não se criu que as coisas não eram de vez em quando.

sempre rendamos cada gol da vitória da seleção ao bravo e sofrido povo brasileiro!

quando aparentemente o arcoíris da ilusão não revela o prêmio em seu final, a brincadeirinha da adolescente se torna aborrecida.

a qualidade de uma vida mais sóbria é ver que por mais que se tente se tenta a tentação da tentativa que se frustra sempre, quando se torna a noite o fiel da medalha.

por vezes extirpar um câncer se torna uma cirurgia onde o bisturi há que se tornar preciso, e os miasmas não estejam presentes na equipe de apoio.

a justiça não tem diversas faces, mas apenas dois pesos que revelam o seu fiel da balança.

o abolicionismo é algo recorrentemente atual, no sentido da segregação racial como amálgama funcional de uma sociedade poluída por germes que adoentam.

quando o parecer do relator transige com a veracidade da mentira a assertiva passa a ser propriamente a expressão máxima da máxima da libertação, premissas do primeiro mundo.

em virtude de querências de monta informacional não sejamos críveis de obsolecer a razão.

de tanto auscultarmos corações alheios mal percebemos nossa própria taquicardia.

por vezes o gesto engessado revela fraturas morais.

a doença em si é a doença em si e de per si, e a cura não é mais tanto do controle quando a aparência da serenidade é apenas externa.

nada a ver a coisa em si com a coisa que pensa inverter o processo inevitável das serenas recuperações.

toda a fuligem de um dia ferruginoso arvora por vezes o silêncio das serpentes.

a sobriedade é condição sine qua non para estarmos serenos em situações de vulnerabilidade psíquica, e a sabedoria é saber dessa questão pela prática diária.

nem tudo que se tem se toca e nem tudo que se toca se tem.

o remédio mais amargo da difusão do estômago pode ser a vida sem termos do sem querer que seja.

o viés de uma letra não prossegue sendo aquele que antecede uma linha qualquer quase conforme de um precoce entendimento, mas possibilita-o desde um princípio cabal e provável.

o enigma dos tempos de um dia enigmático do per si, não perpasse um momento que seja do trabalho em se perpetuar o ir e vir consonante do mesmo trabalhar, e viajar pela estrada de um tempo maior do que nós mesmos...

para se tratar de questões existenciais da alma feminina, por vezes a alma camponesa conhece melhor a terra do que a cidade, por questões de ordem natural e de ciência e suas particularidades.

o manicômio para alguns homens pode se tornar uma escola onde se aprende, com o quilate do sofrimento humano, como participar arduamente e com torpores que subtraem nosso tônus da vitalidade, onde poder recuperar aquele que está em sua situação mais vulnerável.

o estigma dos instintos pétreos nos reduzem ao andamento dos répteis que navegam por dentro de nossas veias, por vezes.