quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

UMA TERNURA DE UM CORAÇÃO EMPEDRADO

 


Acordo no meio do nada, de um sono alto e quase breve, e respiro…
Minhas pernas claudicam, já não sinto uma parte, a que a medicina
Seria tanta se não fora a imagem que não possuo dela…
Pois sim, são quase oito e tento o desenho, mas colaterais me invadem,
Com a força quiçá de uma postura, quiçá empenhar-me na literatura.
E aí sinto-me sentado, e me dizem, deveria tentar as artes, pois que
Escrever expõe-me as vísceras a um veneno nada clemente, de fel,
Daquilo que trama contas a pagar, ao que não creio que seja sempre
Um algo que não haja na quase expressão de um homem e sua fortaleza.
Nasço a cada dia, de um útero febril que me espirra com força
Para um claro em que busco o escuro da noite, mas espero que o tempo
Dure mais por cada segundo, assim como a poesia que não economiza
Quaisquer linhas que não sejam os versos longos que deixo por encima
De um asfalto quente que é a ausência de solidão de minha película!
Descubro a poesia maior, remeto versos ao mundo, vivo o próprio ser
Que passo a encontrar em mim no agora de um décimo sexto verso…
Por hora que descubra mais um verso em nossa latitude, em longilínea
Das longitudes em sabermos se estamos no leste ou no oeste quando vamos
Para navegar a qualquer distância em que o rochedo não se pronuncie.
Mas de cristal, verta para nós que o sol apareça solar no diamante
Este, que não possui existência cabal, mas sabe ao sono a luta da cura
Em que a enfermidade qualquer saberá um dia que há boa medicina
Quando tangenciamos o velame de nossa proa, e os lemes dirigem o nó
Com a velocidade ímpar da consciência de estarmos navegantes...

RETOQUES AFINS COM PARAFUSOS VELHOS

 


Claudiquem rumores de palavras tortas
Como nos ventos entre as frinchas escalavradas pelo tempo eterno
Que dite, qual não fora um dia sem sermos tantos que não fôramos
A mais do se dizer de tanto, que aflora a sombra do vaticínio…

E a culpa impera dentro do sacrifício de uma mão
Que reverbere luzes no quinhão dos inocentes vitimados
Por uma estranha plêiade de certos lugares
Onde se pesa uma balança com dois dedos vulgares!

O iracundo sentimento toma o lugar do sermão inquieto
Porquanto seja um dia a mais de tormentos, a justa inversa,
O golpear-se sereno e anacrônico
Dentro das possibilidades em que se realoca a virtude
Com a empáfia dos títeres de ocasião em sua empáfia.

Há que se ter o mea-culpa, há que não transigir com o tentar
Das veias entupidas pela charla de uma frase inócua
Quanto de apercebermo-nos que estaremos mais distantes
De um perfil quase absurdo de não sermos mais quem somos...

domingo, 25 de dezembro de 2022

não há porque saber se a liberdade existe dentro da possibilidade de se caminhar, mas a denominação que supõe a drogadição, quando tão às claras, pode infelizmente haver tido a ingerência de capitais internos de poder que inferem corrupção endêmica, colocando em risco um jornalismo investigativo, no que se saiba, de um cunho que se aproxime factualmente do simples serviço cidadão, ou seja, sem ameaça aos seres de bem.

a abordagem de um serve para perscrutar o território, e a questão fechada revela apenas que o efetivo por vezes está distraído, mas é nessas horas que as coisas se misturam, onde o pano ideólatra oculta sob o manto do sonho a verdadeira organização que permite aos cabeças cruentos suas participações sem efetividade punitiva, evidenciando que, mesmo quando revelado o perfil carrasco, a presença notória demonstra a liderança da organização, ou seja, gente de altíssima periculosidade com ingerência de poderes.

não se abraça uma boa investigação pelo hólos, mas pela cabeça, há que se estudar os grafos da turquia, diretamente, onde as conexões são para o continente americano, especialmente a ilha e o rio grande, onde possivelmente a conexão é forte perto da fronteira com o uruguai.

infelizmente o dea talvez não esteja com oxigênio suficiente para poder juntamente ao fbi investigar as questões das rotas da heroína no sul do país.

o reveillon em uma ilha se dará perto das pontes, onde o acesso por mar reserva entregas de encomendas, quiçá, mas talvez uma confraternização, caracterizada por ação de marketing via youtube, e link com o perfil investigativo de agentes, por conexões reflexas, o que coloca a comunicação em risco, e a possibilidade de gente do cartel mais próxima do que o agente supõe.

toda a investigação pontual deve ser feita no selo digital do estabelecimento, nos menus, nas saídas das câmeras e nas panorâmicas externas, geralmente a aproximação facilita ao cartel a distribuição e a logística de fachada.

nada temas, minha amada, estaremos sempre juntos onde quer que estaremos e viveremos em trabalho ou não aqui na terra e placidamente e como quisermos com a nossa íntegra e total liberdade e conforto, e nos amaremos em qualquer superfície, especialmente aquele tapete de flores em que nossa doçura se revele e, por favor, nós não precisamos de coroas nem de dossel, pois somos filhos de nossa terra pátria, e católicos praticantes irmanados em cristo, nosso pai.

o bom do pensamento místico é o poder que emana de uma mão de conhecimento milenar, em cultura védica ou chinesa, tanto faz...

quando um velho tenha praticado a forma do tai chi em sua prática diária, nada supera essa sabedoria.

na arte marcial do shao lin, os dedos podem ser o mais exato punhal.

há mulheres que não sabem de suas vidas e o que viverão, mas há homens que já se conhecem e sabem para onde ou quem são e estão, no planeta ou no átomo, na dimensão ou no gelo, no fogo, ou no éter, no mar, na terra, no vulcão ou na ficção, que seja, qualquer coisa que de se pensar se permita, desde que a censura não analise muito, querendo cerrar os sentimentos da vida, coisa impossível, posto já tentada e fracassada questão, ou seja, não se enclausura nada que seja espiritual, muito menos o que brota da mão.

minha querida princesa, você já tem de seu o maior devoto de Deus, que é uno com Ele em madhurya, ou amor conjugal, segredo revelatório nos Shastras sagrados, há mais de um milhão de anos por vivasvan, o deus do sol, ao planeta em que vivemos agora.

será uma hora em que um homem encontrará a mulher e seus olhares trocados bastarão para fazer ou ajudar a brotar o amor no planeta, e é desse amor, minha princesa, que o materialista desconhece por ignorância, e eu afirmo porque desta ignorância também me alimento.

a partir de certa data, a mulher deve ter a coragem de caminhar serenamente em direção à sua libertação, ou dar um passo para trás para seguir um chouvinista que lhe dê ao menos a segurança necessária, pois há homens que são inconquistáveis, pois fazem parte daquele crânio já queimado nas fogueiras do cromagnon.

as ferramentas dos velhacos não enganam mais as novas e altíssimas sintaxes de tecnologias que a própria semântica ainda não revelou aos povos.

se uma mulher deseja demais com seu sexo, é hora de saciar esse desejo, nem que seja com seus dedos, e que estes se tornem sedentos em sua solidão de fêmea, pois de outro modo talvez tenha que usar pernas em ruas que tremem, e isso às vezes não procede bem.

nem todo o aparelho funciona e nem toda a instalação não se desinstala, posto o vento seja o único que passa por através do tempo.

é preciso ser mais lúcido do que o maior insano mental para sacar a razão do que ocorre na questão de transformações conceituais da existência da espécie no planeta neste milênio onde o cabo de usb é apenas uma veia entupida pelo reflexo da rebeldia sem causa.

um texto nada mais é do que um espelhamento sereno de algo que pode tanto enobrecer quanto ser sensatamente deslocado para outro léxico, dentro de um alfarrábio sistêmico, algo maior do que derrota ou vitória, ou o combate sereno do dia a dia, sempre, como o caminhar tácito de uma formiga noturna.

quando pensamos que a era luminosa está começando é quando o sol se põe e vem uma noite que pode durar um milênio, testando a mais inquieta paciência, é aí que as coisas se fecham e os paradigmas da cultura se revelam.

não creiam que venham a achar que estarão dando festas particulares para comemorar o reparte de sinistros quinhões da pátria aos apaniguados, negando ou não se aproximando com os demais.

um legítimo exército deve proteger seu litoral em terra, e a marinha deve dar cobertura em toda a orla da ilha, para a proteção do correto andamento de nossa história e conquista diária.

creio que aumentar o poder da PM em santa catarina e real e efetivamente implementar e integrar o sistema de monitoramento vai acabar com as festinhas de muita gente que quer estragar com nossas tradições e nossa cultura, o nosso patrimônio não se chama organização criminosa, nem propina e nem corrupção.

no novo governo estadual vem aí um secretário que dará o que falar para botar a ordem em santa catarina e preservar suas tradições, sejam italianas, germânicas ou em seus índios, negros, e etc, com toda a qualidade de libertar nossas crianças das drogas e seus tentáculos, é isso o que esperamos...

quando a PF começar a recolher e datar, vistam-se de novo e troquem as fraldas de seus bebês, pois deixá-los desprotegidos para fazer seus aviões faz apenas perder suas guardas, bons conselhos familiares não fazem falta, recado a toda a ilha e suas máfias.

maconha aqui não compensa, não achem que vão passar batido com a drogadição agora no natal, pois nem todo aquele que matou cristo se diverte na noite de natal, brother.

nosso serviço secreto está bem servido, obrigado pela atenção da noite, e saúdo os que vão para casa em boa hora ou estão aqui de passagem brincando de resistir ao balançar atávico e eterno de nossas eternas palmeiras...

apenas não se atrevam a querer qualquer ingerência contra as forças militares de coqueiros, que aqui a área já tem sua circunscrição territorial, posto de ordem e fato, ipsum factum, nada mais, deutchland!

nasce jesus, meus caros, e vocês ainda prosseguem se reunindo.......>>>>> pra que????""""" <<< m)__+=== it's a single code, open the mind, brothers.

em síntese, apenas elucubrações.

todos desconhecem a ciencia de ho, que nada tem a ver com outro qualquer, nem mesmo com o napalm fracassado.

há que se aprender com o bambú, quem sabe dessa arte mal sabe que o punhal malaio já é coisa dos anos setenta.

só se quebra uma madeira bruta pela sua diagonal, tudo que é encaixe antigo se vai com o tempo como estrutura obsoleta.

àqueles que temem a verdade, apenas rezem a oração da serenidade, posto há coisas que realmente não podem mais ser modificadas.

afora o sânscrito, que não está mais em uso, os ideogramas facilitados chineses já fazem parte da transversalidade comunicacional em sistemas de computação ocultos ao redor do mundo, ou seja, a grande central já existe sem a necessidade sequer dos satélites.

nenhuma luta é mais sábia do que a milenar arte marcial chinesa, em todas as suas modalidades, pois seus frutos brotaram de observação primorosa e praticada culturalmente desde a primeira dinastia nos movimentos dos seres naturais, entre eles o louva deus e o tigre.

finalmente agora o oriente engolfa a parte que lhe faltava na consciência coletiva do globo terrestre!

nada do que se afirmou foi dito, e nada do que é já o foi, e o que se espera está além de qualquer expectativa, posto estejamos sitos e bem vindo ao ponto de mutação.

nada retrai a velocidade da história, pois tudo já estava escrito e muito há de ser revelado ainda, é apenas um dia entre bilhões de segundos, ou como queiram, o átimo que não se mensura, posto não ser o convencionamento do ponteiro que nada indica.

enquanto a saliva é gasta em seu próprio tempo de exposição, há uma mão que trabalha na velocidade da luz.

o poder de destruição de um arsenal não mede o poder humano de uma nação.

a china já é a primeira nação mais poderosa do planeta Terra, a partir desta data.

cristo perdoou aqueles que o levaram ao martírio e mao conseguiu reeducar aqueles que conseguiram se reeducar, pois os que não cumpriram, bem... tenham dó!

uma entidade que aceita como membro emérito um monstro que ofende brutalmente uma mulher maravilhosa realmente sequer é uma organização, não passa de um blefe ultrapassado.

é chegado o sinete da ordem, é chegado o momento de uma libertação de todo um planeta, enquanto o chauvinismo ensaia uma orquestra, mas que se respeite a troca legítima.

se uma mulher quer salvar um homem, que salve um companheiro que a esteja amando, e não aquele que a esteja usando...

por vezes, uma mulher tem ódio de tentar ao menos querer ser mais autêntica, talvez pelo fato de nunca ter sido sequer alentada por uma alusão a isso, desde a tenra idade, posto seja uma questão existencial, nada tendo a ver com nações ou similares.

sábado, 24 de dezembro de 2022

o homem não está preparado para respeitar a nova mulher que ressurge como a figura mais importante do mundo, o sexo de gaya.

a pedido, tracemos caminhos em torno da arte, pois as coisas enveredam por vezes nos viéses de tortuosas pedras que não nos encantam, portanto não se ressintam, eles sempre são assim, a maldade não é e sempre existirá não sendo, como um vácuo existencial, uma bolha do nada que no entanto ocupa lugar no planeta, naturalmente, ou seja, dentro da incerteza dos chauvinistas, quase sempre.

basta, seremos mais nobres se pensarmos, antes de pontuarmos sempre essas questões que querem ao fracasso da politicagem barata, nos reservarmos ao menos de comemorar o nosso natal com a tranquilidade dos justos e serenos e sãos da cabeça, com amor no peito.

se um cidadão é ameaçado, em geral isso é feito dentro de uma escaramuça de dolo encapsulado pelo disfarce da covardia, pois homem é aquele que o faz de frente.

a pílula azul é a arma mais letal da luxúria de quem deveria ter se aposentado nesse campo, um comandante que não tem mais a capacidade de trepar que se reserve na caserna de suas atitudes já desfeitas pelo tempo em que não houve a possibilidade de consertar erros que querem cometer antes, durante e depois de seus próprios vetos.

se quiserem calar uma voz, deem em sua língua de serpente o corte peremptório nas presas que a embebem de seus venenos pífios e brochas.

o que se queira é conviver fraternalmente, mesmo que venhamos a conhecer enfermos mentais que foram mais fracos do que a opressão da brutalidade.

se a intenção de um governo é implantar uma ditadura de esquerda ou de direita, isso não é humano e nem correto, pois que cada qual possua a sua mansão, assim manda a lei da propriedade, que é a lei dos homens, e está previsto na constituição, o resto é casuísmo barato de tomada de opinião ou patrulhamentos dessa ordem.

ninguém é obrigado a prestar serviço e nem continência a ninguém, pois a vida não se resume em um regime militar.

a alocução de um verbo trará candura àquela mulher que queira respirar do amor, dentro mesmo de uma sala que queira, na plataforma que queira, a beijar os ventos e ler um neruda independente de quaiquer datas que nos remetam a festividades algo conclusivas ou simbólicas, pois liberto é aquele que já nasceu com a alma libertária.

quando se corta uma unha, é hora do braço se expressar nas latitudes as mais desconexas e profundas, com a felicidade e a serenidade mais verdadeira, que só a poesia concede aos homens, em que os vermes só alcançam de dentro do seu cadáver que criaram sobre seus vitimados.

um porco espinho só é daninho para suas vespas inquietas, enquanto os pássaros riem em seus voos pelos céus da liberdade, coisa que o porco espinho jamais conhecerá, pois não faz parte de sua natureza, mas apenas se resfolegar no futuro prometido de promessas do futuro que virá efêmero, porquanto tempo curto e sobriamente sóbrio, e no entanto limitante.

a voz que se tem em uma ingerência interna por vezes ecoa de outro modo pelos rincões mais remotos do planeta, na forma de um vento que abranda e que traduz e que verte e que seduz a bondade, com o real poder de abrandar mesmo a mais severa e covarde coação sobre o peito daqueles que praticam o bem sobre a Terra.

tudo bem que se inicie uma censura sistêmica e antecipadamente velada, mas a associação com o crime nunca será salutar para o andamento de uma nação.

certas criaturas teimam em ameaçar um modo de vida livre, temendo que a possível ingerência de certos ruídos existenciais ventilem sob o manto da verdade.

NATUREZA MATERIAL

 

          Havemos de ter em conta que a pedra não é nossa criação: a criação, nossa, é que sejamos pessoas de pedra. A quem contar com algo, entrega-se um ser humano por questões quase políticas, a quantos não podem mais lerem uma revista que recria no mesmo homem a proteção aos mais fracos? Que injustiça será essa em que toda uma parafernália mostra ao mundo o recrudescimento dos bem alimentados e fortes pelos confortos àqueles que lutam por viverem melhor, enquanto estamos preocupados com os efeitos inóspitos dos desencontros… Se a pedra não é nossa, não o são os seixos, ou o ouro, e desprezam o outro. Talvez fosse bom encontrar alguém, mas – como se diz – a grana fala mais alto, pois um cidadão de bem possa externar suas preocupações dizendo que nem tudo que não podemos comprar, como um smart phone, possa ser ausente de estarmos cidadãos!
         Seremos cidadãos de São Paulo, ou esta cidade se volta contra a cidadania, pois nela ser homem de bem em suas ideias vira sinônimo de ser corrupto, em uma cidade que teve em Paulo Maluf todas as esperanças da extrema direita em se perpetuar, como efetivamente ocorreu. Se é de natureza material, prossigamos roubando e explorando, pois a exploração do homem pelo homem já foi muito do que se contasse a parcelas do que dizem terem roubado nesta última década, pois tornamo-nos escravocratas e traficamos órgãos há um tempo relativo não muito remoto. Praticamos verdadeiros horrores com nossas populações, e não é com proteções escusas de práticas em que reagimos ao crescimento da consciência de nossos povos que vamos entender sequer uma vírgula do processo em que queiram alcunhar como queiram, pois revolucionária é uma palavra assaz usada, em que mesmo na sua presença já gastamos seus significados. Sei que estamos vivos, e pela vida respiraremos de nossos ares, pois não é de encontros fortuitos que se tece algo de concreto, aliás, modelando a palavra esta da pedra, em que empedramos algo que na concepção destes escritos bastaria que fosse a Criação. No teor religioso encontraremos a não propriedade do homem, mas a administração de seu imo no cerne de sociedades em que encontremos solidariedade, mesmo ao menor gesto em que um irmão tenta entregar o outro à sandice da barbárie…
         Se é de natureza material, seremos ao diálogo, mas que um espírito me bata forte, no que possuo do próprio, para que saibamos que as luzes estão em todas as partes, mesmo na saudade que não somos capazes de expressar, quando vemos que aqueles que estavam ausentes na derrota de um homem sabem de outros que estiveram na mesma derrota unidos em um nível de compreensão histórica destas e outras personagens que vivenciam o grande filme de verdade deste mundo em que a ilusão de certos displays mostram o estertor da mentira. A verdade religiosa é um fato, estamos em algo de bruto, em que muitos seguram suas vantagens no caudal rumoroso de suas crenças, e há muitas que elevam realmente, pois no mundo fantástico de nossa América saibamos que a religião tem sua extremada e necessária importância nesse igualmente diálogo fantástico que mantemos com a matéria. O pressuposto é que não lancemos mão que temos a terra como donos, pois esta existia antes da espécie habitá-la, e não é lançando mão da industrialização de amplas áreas de cultivo com seus imensos motores,, ou campeando gado em profusão às custas da devastação que vamos construir melhores países. Que tenhamos segurança em nossos alimentos, que nossos grãos floresçam como vieram do princípio, e que a indústria petroquímica atente para os riscos de perdas em ecossistemas. Vai da competência, irmãos, pois nesta saberemos mais inclusive das limitações produtivas que hão de nos impor as restrições a melhores equilíbrios na povoação das cidades e dos campos. A vida tem que ser melhor para todos, e saibamos que a educação tem que ser o foco de todas as nossas planilhas de base e cúpulas administrativas. Oralidade, conhecimento, reconstrução de histórias milenares e antropológicas de nosso próprio quinhão a sermos descobertos em culturas, a preservação de antigas religiões, de paganismos maravilhosos, a restauração dos costumes indígenas e negros, a valorização e manutenção e reconstrução de nossos patrimônios históricos, a revalidação da arte, a crítica ao digitalismo sem freios, concomitantemente à integração por vias operacionais de nossos sistemas exemplares de segurança, a força em manter o país unido pela grande questão patriótica de nossa democracia, apesar de uma cunha reversa, a luta contra um sistema plutocrático, são apenas questões inumeráveis em que saibamos fortalecer este governo que está tentando o melhor, mas faltando nas questões trabalhistas. A revisão é premente, e porque não quadricularmos melhor a relação das estruturas verticalizadas, saltarmos de uma plataforma a outra de baixo para cima, com suas respostas, desburocratizando e restaurando acessos que de outro modo seriam invalidados no engessamento dos sistemas que possuímos já, e de competência?
          O foco está no conceito do que já foi criado em matéria, mas esta não funciona sem a geratriz da energia, e a tomemos quase como uma questão espiritual, a provarmos que a fé de um povo, é força motriz a termos na ética religiosa uma coluna importante de nossos pilares, não apenas no conteúdo de propostas, mas na existência mesma de doutrinas que se entrelaçam… Revisão e revisão, propostas e propostas. Que teses mais se aprofundem nas questões e que teçamos resultados dinâmicos e certeiros dentro de seus próprios erros e contradições se quisermos pontuar bastante nos setores de orçamento, gestão e funcionalidade desse motor em que temos que forçar o leme, pois estamos agora em um único e, no entanto, indestrutível navio feito do cristal da mesma pedra em que o construímos das estrelas, e que estas nos guiem como luzes indivisíveis a cada rota que tracemos para o nosso país, maiores que o silicato – necessário – mas que, no entanto, se mal seguro, este, no convés, desliza sobre o salitre e acaba sendo destruído pelas profundezas de nosso mar. Nosso, riquíssimo e profundíssimo mar! É nesse mar que se respira o próprio teor de nossa mesma democracia em que basta sabermos o sentido de termos a riqueza preservada, incólume, temos estaleiros, fabricamos, e temos tudo para incrementarmos nossa indústria com a mão de obra que vai desde o conserto de um vaso sanitário até uma sonda ultramarina… O olhar do mesmo mar vai ao nosso encontro, companheiros, quando quem vos escreve agora escreve com a paixão de ter visto no olhar de um pássaro não o desespero de um pobre pombo no Pátio do Colégio, a ver outros seres humanos – adictos – mas que esse olhar outro na gaivota em plena liberdade leve do mar que reside em nosso peito de esta ilha a outros voos, na semântica cristalina de seus aparecimento por sobre e além das linhas do horizonte.
          Veja, operária do comércio que me atende no balcão onde trabalha a noite toda, e que possui o sorriso e a ternura que aflora em uma trabalhadora. Veja que te amo, por seres uma mulher que não abandona o seu propósito de seguir com a liberdade de sua própria consciência, pois do trabalho seremos maiores – se me for concedido um texto – em que reivindicamos as conquistas que radicamos em raízes profundas no seio desta Pátria. Sei do lamento de um tempo por vezes impróprio, mas saiba que meu coração é pleno de existir, pois a ti servirei com minha luta de empreender esforços para que construamos uma sociedade livre, com suas idiossincrasias, seus propósitos, até mesmo as perfídias que se insinuam em outros olhares, pois todos são irmãos perante a Lei, e é nela que reergueremos o Brasil, para que o olhar cansado de um pobre dirigente veja que além a carreteira é longa e, se nos desviamos, é porque outros nos orientam a que prossigamos a trazer dos insumos em que somamos, apesar dos pesares em que pensamos ilusoriamente que estamos sozinhos, por vezes.

o fascismo de esquerda é menos autêntico e verdadeiro dentro da hipocrisia de sua ignorância a respeito de Roma e seu verdadeiro império.

a aquisição da imposição casuística de um poder impetrante não aceita lideranças fora do escopo tirano das intenções eufemísticas do interesse em se corromper, pois o barraco quer se transformar no palácio de uma cona mais justa.

dependendo da atitude de uma presunção, qualquer corte sofrerá a oposição de forças contrárias, é questão de ação e reação, uma das táticas mais elementares, para aqueles que ainda insistem em condicionar inocentes servidores sob a égide de poderes mesquinhos!

por vezes a guerra infelizmente se apresenta quando temos que almoçar em um restaurante e comprar remédios, logo, a paz se torna luta e ação a liberdade de ir e vir, senão não sairemos mais de casa.

quando a força policial militar se revela mais ágil, forte e preparada, o desfecho da noite se torna pontual, sob o comando da investigação precisa...

quando a soldadesca missionária desfila com suas namoradinhas na orla a ação rápida os pega de pernas curtas, ensinando-os o que é serviço militar obrigatório e desmoralizando o oficialato nos pontos previsíveis.

quando a ofensiva se debate sob a ofensa que orquestrou a identificação apenas atenua o ódio externo e o estômago acaba ulcerando no amargo retorno, sabe-se lá para aonde, aos castelinhos do condomínio de alguma barra: é barra!

a repescagem das dezesseis horas apenas espera o despertar do retorno do efetivo exato da tardinha...

por vezes é necessário educar um adulto infantil com severidade.

toda centopeia possui uma cabeça..

neste mundo, por vezes um bom homem fica no ponto de ônibus esperando chegar para guarnecer mulheres para que sigam bem para suas casas, em circunstâncias, pois a anuência de certos homens com seus comportamentos provocativos podem gerar conflitos e, portanto, é dever de um agente proteger e servir.

o sul é como um tabuleiro que se retrai em certos riachos turvos, mas a ingerência carreirista aponta para a tentativa de dominar um norte que não está na bússola de um soldado verdadeiro.

a estratégia dos passos é seguir passo a passo, mas por vezes reiterar o quarto e insistir no décimo relampejando a circunstância, quando alimentado pelo moral da bondade protetiva à humanidade, no bom e necessário serviço à irmandade!

por vezes certas equações não são muito fáceis, mas a territorialização do mal não encontra refúgio em suas tocas perante o mesmo inseticídio de orquestra.

nova iorque é uma cidade incrível, mas não é o único cenário da liberdade ou do cosmopolitismo, pelo contrário, por vezes na baixada estará majorada a liberdade de um mahatma que ninguém conhece e que é baixo, de carne e não empunha tocha de pedra...

onde estará a nossa música popular brasileira, se os antigos tambores da matriz foram substituídos por cuícas eletrônicas do rap, e suas drogadições recorrentes?

a bem dizer, não esqueçamos que a vida não se aprende nos antigos e saudosos festivais da bossa nova, pois edu fora maior do que o lobo, logicamente falando...

o tradicionalismo proprietário de nosso próprio eu por vezes transcende a própria e recorrente psicanálise de tronco variado, pois o vocabulário dessa natureza perscruta, mas por vezes não observa no verdadeiro e essencial imo mais particular, pois jamais alcançará o espirito humano.

a reclusão de uma questão facilitadora sempre é bom, mesmo que estejamos cegos dentro de nós mesmos, quaisquer que sejamos em nossas circunstâncias ou de outrem...

a virtualidade de uma questão de ordem por vezes é ordenada pelo ordenador, ou seja, a metalinguística questão dentro da programação mental exógena a nós mesmos.

O SAL MARINHO

 


Tantas são do salitre, do sol, do sal em mar que não deflagremos
A voz que pressupõe o poeta em via de um tanto maior que contenta
O não parecer de nexo, posto visto de fora das embarcações de ouro
Ao que se revestem na ideia consubstanciada e própria da multidão
A uma totalidade de sal no provento dos dias deste grande navio vital.

O mar de naufrágio, em se prosseguir, ditará a um ermo distante
Os istmos de corais na fachada de um oceano que tempera, cru, a veia.

Que não é mais do verso, que não se trata de águas, posto sílica
Os ventos desnudam das montanhas, traçando o perfil de uma fera…

A crítica de uma gota na Fossa Joaquina, abissal, de um Everest do mar
Mostra as ondas de um Cracatoa irrompido pelo semblante de Netuno.

Vagas imensas mostram o sal quando as cracas engolem o beijo
Em que languidamente o barco singra quando encontra a tempestade.

Que do barco em mares navegados vá para outra rota que não seja
De um profundo azul em que a intempérie claudica o passar dos anos…

Mas que não seja de uma escuma breve, perto das dunas onde adormecem
Águas outras que não passam por sob estrelas de calcário virgem.

O sol despe em um charque de véspera tardia um remanso onde o marujo
Mistura ingredientes em seus descanso, quando sobram pães na embarcação.

E a mescla farta de uma liberdade de saber ao pão, sindicar com fatos
Que a cura de um casco roto passa por vezes na atenção atilada da vida
Ao que se deve, como em ferida, atadura terna no cicatrizar-nos
Posto traumas também nublam os corações fraternos dos de bom entender.

Assim, posto o canto em suas naus, por vezes em tremendas procelas,
Em suas silenciosas reclusões da matéria, no espírito versado sob céu
Que, de nublado em seus quadrantes, mostra as cores dos astrolábios
Que emergem das luzes em rumos que distam menos tempos às estrelas…

dentro de um projeto de uma cidade está o cad ou um pequeno bloco de papel o executa em uma simples folha, assim como em uma rede ou grafo formal.

MATEMÁTICA

 

Dois em um verso, mais três em seu término,
A que um começa o outro, mais um somado na existência
Mesma de saber que há outro, e quatro distam em geometria.

Traçam um plano em linha curva de infinitos pontos,
Que na semântica do vetor brinca com a física…

. um ponto a mais não seria maiúsculo, e isso soma
A que seja por cima da arquitetura da letra A.

Triângulo infinito da lógica de uma catedral,
Onde pedra sobre pedra tece a equação da gravidade.

No mais, tanto se fala em dividir, que subtraia o tempo
Algo de vermos o ano luz de uma estrela
Que pode ser extinta por si mesma na história desse tempo.

Que multiplica-se o nada, que o vértice seja geômetra,
Que a cúpula gere geodésicas, ensimesmadas em vinte faces.

A reta perpassa nesta ideia, que se mostre a profundidade
De uma nota a mais dentro da música da sílaba.

A um pronunciar correto, o estudo significou no dia
Um dia a mais numa conta de meses, em que a resposta
Não seria tão exata, pois alguns segundos viriam primeiro
No que seria depois de tudo, já no terceiro ponto…

EMBALANDO CONDUTAS

 

         A falácia infantil de se ler embalagens… Lê-se tudo, com um tempo longo e duro, que não precisemos chegar ao ponto de sempre termos que ler pernas, sexos ou nádegas nas letras fofas de um produto de indústria. Lê-se o tempo, imorredouro ou não, por suposição que não dure mais do que minutos de despedidas ou horas do desencontrado encontro que não se realiza sem planejamento cabal. Embala-se um papel com plástico, avisando que há mais rolos a se limpar, da higiene, que sabemos, dilui-se e vai como um dejeto duplamente: orgânico e sintético, de um descarte, de um material em que na China Popular parte vai para o biodigestor. Não adianta, pois a classe operária sabe mais do fabrico do que o consumidor apenas relutante em comprar de cores mais digeríveis…
         Que a conduta se embale, com o embalar-se de um ninar pouco confortável, a ver, que todos permaneçam conscientes, o mínimo, minimamente, que a mente refresque, não em plataformas essencialmente produtivas, mas em tomadas de contestação que revogue a atitude hipócrita de trotskismos que mantém outras estruturas questionando processos históricos em que esses cacoetes têm a aprender do novo, e não remontar casuísmos vingativos em jornal – sentimos muito – incompleto. Há que se não remontar a origem de uma indústria: os pães de Stalingrado, por exemplo, indústria que se mostra apenas como a batalha mais resistente que se tem notícia, obviamente antes da Guerra do Vietname. Seremos mais pela paz, amigos, pois de guerras e batalhas todos se cagam, essa é a verdade, a não ser os que não possuem saída e nelas estão, como acontece em vários lugares do mundo, em que resistir passa a ser moeda de troca, corrente, única vertente. Saiamos, falemos de se embalar condutas. Pois sim, que sejamos cavalheiros, na luta, obviamente, de querermos ser melhores, pois aqueles que alimentam a anarquia geralmente erguem suas lupas do tabuleiro quando veem que estoura para cima. As condutas não são embaláveis, pois há sempre que respirarmos como tronco, com nossas raízes, mesmo sabendo que podemos ser peões de boiadeiros da Bahia de todos os santos, mesclar Masaharu Taniguchi com Tai Chi, pinçarmos letras onde antes víamos sinais, compreendermos mão como ferramenta, e abelha como a primeira palavra do alfabeto, pois tudo isso é progresso, e que falemos mais disso, como pátria educadora de fato, de consonância. Não há outro processo no país em que vivemos, com tantos e tantos e tantos Brasis, graças a Deus!
          Se estamos com uma mulher, engraçado (valendo também para os gays), parece que nos dispomos a sermos uma metade, na visão deste que vos escreve, e a parte inteira meio que mutila com a saudade que sempre encerramos no peito… Mas paciência, não se pode estar em muitos lugares, e que as mulheres e os homens encontrem seus/suas/suas/seus – caramba! No átimo de termos a compreensão de que essa metade seja interessante a quem queira, que a mim o propósito é apenas me juntar com o meu próprio processo, em que há um diálogo permanente que teço com verdadeiras multidões em que as sinto, mescladas com as montanhas que as sinto mais adiante do mar, em que este se coloca como escudo, em que os panos e os livros tomam outras direções, em que uma abelha me dita a sentença derradeira do próximo e irrequieto minuto do meu espírito, em um jogo, ao que meu fogo se limita com o enredo de um jogo muito maior, uma estratégia escrita, um desígnio, uma atenção. Para se denotar quiçá que eu tenha estabelecido uma linha de pensamento em que a lógica se transfunda com algo de referência, que transmute, que verta na superfície um quê de absurdo, pois roçar a pele na pele morena de uma mulher já me basta a uma dose de um parágrafo complexo pela quantidade de carinho. Mas que me baste, o carinho, me basta! Assim que me sinta, mas peço não embalarem as condutas, pois que, saltando do ônibus, procurava os cigarros na mala e me chamaram de maluco, assim no soslaio apressado de um carro, e me senti satisfeito a ver que a sociedade sabe que erra, pois o carro apressadamente acelerou, em uma típica atitude embalada, no padrão errático do desatino, do desrespeito, ao que erram muito mais se um se mostra mais fraco, pois aí são capazes de sair do carro…
          A necessidade de um jornalismo pungente nessas horas torna inevitável que a mesma peça literária passe por uma ótica filosófica, lógica, teórica. Creio que a união inequívoca da prática em sua memória vital una a escrita nessas vertentes. Quando não sabemos mais onde está descrita a filosofia ou por andar na prática ao mesmo parágrafo, não separemos onde reside a verdadeira práxis literária! É nesse condão que seu autor humilde sente o prazer que transcende o gênero, pois é como uma grande – imensa – hélice a mover um navio em que estejamos todos, individuais e coletivos (quando pensamos e quando agimos) a um espaço que foge à compreensão lógica do que seria a restrição apenas do olhar digital: moroso, lento, superficial, quando apenas veículo sem conteúdos maiores.
         As personalidades anteriores sempre relataram conduta, embalaram o que havia, por ser de praxe nos processos históricos, mas só há progresso efetivo quando compreendermos que para um analfabeto, um parágrafo é uma revolução, em que passa a olhar para as letras de maneira mais propícia em se evitar apenas a tele visão, seja ela console, display ou aparelho em geral, pois passa a traçar as linhas com mais qualidade em sentir que existe a expressão, o pensamento, a condizente organização das ideias. Para um acadêmico das exatas, o pensamento pode se traduzir em maravilhosa equação lógica em que a satisfação pura da inteligência o convença. Para um professor, a dialética cria o rebatimento necessário à plena distribuição do fator da história em que os pensamentos possam refletir mares maiores na compreensão de um texto, da estrutura nada travada ou oligárquica de uma versão. Por isso, não embalemos muito, não veremos das embalagens o que querem impingir, evitemos contaminações ideológicas ilusórias, revisitemos a questão do imaginar ao que tenhamos no onírico mais transformações do sonho em realidade, pausando a verdade em concretude, pausando na hora do remando das marés…
          É nesse contexto que paragrafo um pensamento fora de qualquer ilhós, fora do contexto cabal de estruturas de organização mental, pois move-se a roda que é apenas roda para alguns, se passando para outros que seja mais do que isso apenas: uma roda. Há que saber das pedras que travam os trilhos, com centenas de rodas de um trem, por um exemplo cabal de funcionamento de motores naturais. Há que se saber que uma avalanche destrói qualquer exemplo de superação de uma formiga que escala, e das escalas, há que se saber igualmente das formigas… Nos grandes homens não há vocações de zangão, e nas grandes mulheres, nada de teias, se há a consciência de ambos, pois um gesto traidor nos dias de hoje passa ao largo das populações trabalhadoras, em se saber, do ganhar o pão, de fremir olhar lúcido e terno ao servir de um café, no encontro em que o homem também está ao seu serviço, independente do tipo de trabalho, pois qualquer esforço a se conseguir um resultado é fruto de um trabalho, remunerado ou não. Quase uma preparação tática, a se comunicar ao que depende de uma luz a luz que sobra em outras fontes… Pois que se perdure a Verdade e que o pensamento veraz sinta na mão de uma obra o obreiro que tece e salvaguarda de saber mais um pouco, de seu trabalho e de outros. Um homem de meio século de existência dura não modifica se não for através de fontes que o ensinaram nas suas quedas, e aprofundaram a questão mesma da sobrevivência de sua lucidez. Das estrelas vê-se a noite se aproximar de uma embarcação, do azul do mar, mais em trevas, da mesma noite em que as estrelas igualmente navegam no espaço, seria mais do que o suficiente que a ciência se tornasse a própria poesia, pois as separações das idiossincrasias culturais não cabem em nosso século das luzes, se assim o preferirmos. Não há sequer vestígio de posse espiritual, pois que apenas a experiência de um homem que se considera feliz por ser um tipo de agente de todo o processo de mudanças, coloca-o como mais um no imenso edifício, já que jamais reportará mais importância em sua vida do que qualquer ser que habite este mundo, no reparte que vê, no reparte que sente…

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

OCASO DO NASCENTE

 

Acordo no meio do nada, de um sono alto e quase breve, e respiro…

Minhas pernas claudicam, já não sinto uma parte, a que a medicina
Seria tanta se não fora a imagem que não possuo dela…

Pois sim, são quase oito e tento o desenho, mas colaterais me invadem,
Com a força quiçá de uma postura, quiçá empenhar-me na literatura.

E aí sinto-me sentado, e me dizem, deveria tentar as artes, pois que
Escrever expõe-me as vísceras a um veneno nada clemente, de fel,
Daquilo que trama contas a pagar, ao que não creio que seja sempre
Um algo que não haja na quase expressão de um homem e sua fortaleza.

Nasço a cada dia, de um útero febril que me espirra com força
Para um claro em que busco o escuro da noite, mas espero que o tempo
Dure mais por cada segundo, assim como a poesia que não economiza
Quaisquer linhas que não sejam os versos longos que deixo por encima
De um asfalto quente que é a ausência de solidão de minha película!

Descubro a poesia maior, remeto versos ao mundo, vivo o próprio ser
Que passo a encontrar em mim no agora de um décimo sexto verso…

Por hora que descubra mais um verso em nossa latitude, em longilínea
Das longitudes em sabermos se estamos no leste ou no oeste quando vamos
Para navegar a qualquer distância em que o rochedo não se pronuncie.

Mas de cristal, verta para nós que o sol apareça solar no diamante
Este, que não possui existência cabal, mas sabe ao sono a luta da cura
Em que a enfermidade qualquer saberá um dia que há boa medicina
Quando tangenciamos o velame de nossa proa, e os lemes dirigem o nó
Com a velocidade ímpar da consciência de estarmos navegantes…


os níveis de investigação mais acurados encontram na repetição dos trejeitos que se repetem por vezes por cacoetes comportamentais induzem a certas e subjetivas pistas que mais tarde evidenciam possíveis erros gestuais.

UM LONGO ANOITECER

 

          Anoitece sempre – ou quase – quando as luzes dos postes anunciam em seu próprio despertar. A mesma energia que vemos no sol, nas plantas, em nossos mais íntimos segredos. O que há sempre é uma transformação da energia, pois o Energético, o Criador, sempre vai ser a causa de nossa vida, e razão enquanto a manutenção da esperança nesta passagem Terrestre. Esse ser imenso que nos dite, posto quando alcançamos todo o conhecimento em que nos situemos enquanto suas ofertas… Essas linhas que tenuemente nos distanciam das crenças mostram-nos que, se há pontes, há que se provisionar as ilhas que somos. Se somos realmente algo a mais do que se espera do nosso ser, se há uma mística que nos envolve e fala ao espírito, talvez que fosse inclusive a que nos encerre no conceito do divino, da divindade, do próprio Criador, não importando seus Nomes, mas que suportemos os fardos quando estes encerram as lutas que jamais travamos, por serem fora da correção do ideal revolucionário: de novo uma palavra recorrente, mas vejamos que melhorar a vida dos povos pode ser assim chamado, pois o teor do que pensam pode ter a dose em que Maquiavel despeja seus principescos preconceitos… O que seja antigo antes não seja apenas referência do novo ou neo algo, visto ser ponteira de lança antes mesmo de pararmos para respirar nosso processo histórico.
         Os castelos ou seus encastelados se comunicam: ambos, os espaços e seus habitantes. Serão os neoliberais liberados para o desfrute dos gozos do mundo? Serão apenas eles ou levam nas tocaias contra os de bem os lacaios que arregimentam em muitas situações em que a delação premiada derrama sobre seus súditos nativos a podridão da ausência de caráter? Falemos no palavreado medieval, absolutista, pois eis que – good news – voltamos a uma era em que não fora prevista, mas que há casas sem sistemas que caem a olhos vistos e casas fechadas para outras ferramentas de “utilidade”… Fruto das doutrinas das doutrinas neo algo mais moderno que os liberais? Sim, creiamos, pois não há termos em que possamos sequer ensaiar algo que não remonte a retrocessos em que teremos que dirimir agora no dia a dia, no mano a mano, quem sabe a compreensão que a luta de classes, no que tem sido a fachada mais aberta nos chavões, possa acontecer em que surjam realmente melhores dias, se quem decide será o Governo, com suas outras prerrogativas e outras questões passarão em branco com mais funis ou gargalos de carestias, quando somos quase obrigados a dizer amem a certos “ajustes” da economia?
        O que se passa em um país continental como o Brasil é ver uma separação entre a cúpula e as bases, inquestionável a quem quer que seja que esteja acreditando fielmente na estrutura burocrática, em que o “Processo” de Kafka encontraria mais aval do que o próprio Grande Irmão ou a Revolução dos Bichos, de Orwell. A reconstrução desse grande pavilhão quase psiquiátrico só se consegue arrumando nossas sociedades, nossas associações, os fundamentos e manutenção dos princípios de nossa atual República e os modelos – com a revisão necessária – que incorporam o funcionamento de nossas (e que as resguardemos) instituições. Não há ação sem seus contraponto, não há como existir uma única voz, a não ser que falemos sozinhos em um grande megafone. Há sempre um rebatimento, um diálogo, um acordo. Não há ação sem seus contrapontos, não há como existir uma única voz, a não ser que falemos sozinhos em um grande megafone. Há sempre um rebatimento, um diálogo, um acordo. Não há esquerda sem a direita, centro-esquerda, a que saibamos menos cada vez mais a respeito desses rótulos, incluso aqueles que adoram as forças armadas, sejam de quais lados forem, e me pergunto: balas, para que? Granadas, tanques, etc, o que o nosso país tem com isso, agora, em que estamos em diálogo pacífico, agora, enquanto me leem vocês, enquanto leem outros autores, enquanto estamos com uma nação tão presente no continente, com boas relações com outros países, como – repito – um barco que avança pelo mar, escorreito, leve, peremptório!
          Nada é melhor do que as diferenças, a liberdade de opinião, obviamente, em que possamos dizer com orgulho: eu visto a ideia de um ideário de minha preferência, seja esquerda ou direita, pois enquanto surgirem reações contrárias e intolerantes a que nos manifestemos, aí sim, torna-se uma cidadania ameaçada e, ao menor gesto desse fato, desses ódios, temos que ter a cobertura da consciência dos que são humanos… Quatro gongos batem à porta… Aonde quer que estejamos, sabemos que há pessoas dentro e fora e, saibamos, nesse sair e entrar, na paz de uma ilha, no ir e vir cidadão, será sempre um dia a mais, vívido em intensidade, a que nos sintamos bem no modo em que sabemos viver: no bom costume, como cavalheiros, em respeito a tudo, a gêneros, etnias, religiões e espécies.

A PARTE DE UM QUERER QUADRADO


No dia do querer que um se passe
Ao passar por outro que não diste muito
Em um passo claudicante, qual não fosse
Em vias de se prosseguir, a infame do golpear
Quase o tronco que o outro revidaria
À uma nuca vertebral que frágil se revelaria…

Mas por assim dizer, que não se diga tanto que não seja
O ser do per seja sempre quase, do querer que não anteponha.

Verter a mácula de um ventre incerto, não porque não fora isso, não mais!

Nada mais do que fosse mais do que não é, o orçamento quebre se não seja o quê,
Mas a vida não pretende o maior dedo do ouro que esvai no cofre de knox ilusório
Na vertente de um dia que seja, algo do triplex de um morumbi de zarabatana no largo…



há interferências que cometem brutalidades de cunho pornográfico em salas de reabilitação de enfermos, isso há de ser punido severamente krpyt, ou coisa parecida, há que se identificar o id da máquina e proceder a verificação.

O ACORDO

 

         Ramos era iletrado… Sua voz tinha timbre, seu tronco altitude, as pestanas ágeis, casado com Marieta. Ela, formada professora na década de setenta e autora de desenvolvimento na educação. Uma guerreira do ensino fundamental. Desde a época em que recordava tanto de um pouco, que fosse, do tudo a si encerrado, a si limitado. Seu esposo, mais baixo do que ela, era altivo, de um orgulho pétreo, de ego sempre a construir… Não gostavam outros da ideia de serem tão distintos, quando mais tarde, antes do que nunca traçavam modos de convivência que às pessoas que sabiam das uniões não lhes pareciam corretas. Essa palavra correta entre os pares, a correção, a atitude, um padrão, nada disso pontuava a relação, a não ser que a luta diária era grande: ela como professora, ele como confeiteiro. Moravam em um lugar que no México seria chamado villa miseria, tal periferia, na cidade de São Paulo, padaria e escolas distantes, quando não, lotadas aquelas e falidas estas. Fugia a vida desses habitantes, como se dizer, um povoado na metrópole, que fosse, à compreensão dos que habitavam fechados nas clausuras de seus confortos. Talvez, sob uma modesta ótica, estariam sempre separadas as realidades das gentes das cidades, em uma luta em que os abastados também empreendiam. *1. Tudo bem, o escritor sai de sua plataforma de expressão e diz: não se trata apenas dessa luta, mas da compreensão, desta linha errada, agora, em que tracemos novos painéis perceptivos para sabermos mais um pouco da palavra solidariedade, do se somar… Dito isso, retomemos no caldo literário de um pobre latino-americano.
          Uma questão de relevância na relação, ou melhor, um modo em que será dito agora, no fato de um ser mais iletrado, não importasse tanto, mas que um tempo seria importante para acrescer mais entendimentos dessa ordem para Ramos, que despertava às quatro, sem sol ainda, perto da Lapa de Baixo, o trem, o metrô, o ônibus, tudo reportando à sua esposa inquieta, trabalhava como um mouro, e a encontrava em casa depois de uma noite exaustiva, em que ela, também exausta – ambos sem filhos – traçara uma Ápia para conseguirem do sustento, no que era, como citada em 1, uma luta. A luta não apenas deles, a dela mais cáustica, a ser diplomada professora em uma década em que houve fracassos na educação, como as ações e atos que retiraram da massa crítica brasileira esse direito da mesma crítica, retirando os dormentes dos trilhos da continuidade saudável do pensamento brasileiro. Em que ela por vezes ressentia-se, a ter vivido, no entanto, sorte:… sem nunca ter precisado provar isso…
*2. Talvez esse seja o breve acordo em que, porventura algumas feras sejam mais afeitas à gratuita agressão, nas suas defesas, nas ofensivas humanas diuturnas das ofensas, que seja um libelo, nenhuma citação encerrando, mas abrindo as vertentes da mesma compreensão que me faz viver intensamente e a outros, tudo o que se é de viver, e que, repito, a questão da luta seja salutar e venha para melhorar, no amplo debate e em uma democracia plena em cada atitude. Vale e ressalva?
         Mas há que se traçar a história, pois Marieta, nesta ficção, traçara um acordo válido com Ramos, cabível, inclusive, nas nossas ficções, nem tão científicas. Mas foi o tácito acordo da poesia. Empreenderiam esforços para aprender um diálogo mais rico através da linguagem poética e disso aprenderiam com algo… Um dia ela traçava uma metáfora com seu marido, e ele buscava nas palavras encontrar o mesmo em seu meio, mas não possuíam no entorno quaisquer árvores, os pássaros eram muito raros, o que o faziam vivenciar intensamente, a ambos, seu próprio amor, nas frutas e legumes que compravam, nas cores que evidenciavam, como em um cenário de Cèzanne, os cinzas coloridos, obviamente sem traçar comparações muito contíguas, mas um pouco do barro, os tapumes, os latões, as pedras. *3. Nem que o seja, peço perdão por invadir a periferia com uma arte, pois tem certas vezes em que é difícil da vida imitá-la…
          Reportando: a história aos poucos vai se fazendo conclusa, e é nessa ótica que a poesia se fez presente na história dos dois, enquanto em uma ilha do Brasil saí a caminhar por onde passam todos os que apenas caminham, e os tons cinzas invadiram o colorido da paisagem, como uma moda de disfarce, em estar de acordos com algo que seja mais forte do que a simples saia indiana, ou uma camiseta da Jamaica. E se repensa, onde estarão os coloridos das palhetas de bons artistas, será nos escombros de países que querem se erguer? Pois, onde os impérios montaram suas braçadeiras de aço, não teremos uma África livre, o outro Haiti, ou mesmo o Brasil onde não querem que o vivamos qual seja como está: maravilhoso ainda, recebendo estrangeiros, dando de sua casa, seu abrigo, sua solidariedade. Porque infelizmente há acordos que desfazem, e o acordar poético de um povo mostrará que através dessa voz teremos mais letras onde estas fenecem e mais paz onde urgimos por ela.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

eu seria mais feliz se tivesse a liberdade de ao menos estar com a mulher que amo, apenas isso, simples como o encaixe das flores ou os lírios do campo.

os orçamentos existenciais, quando imputados pela tirania que nos acomete involuntariamente, parte da existência de cada um em seu existir e fremindo o amor que nos negam nos dias e nos dias, por desamor e ódio e coação real.

nenhuma maldade tem sua justificativa, pois imputa em seu próprio crime aos olhos da lei, dura lex sed lex.

a insistência demoníaca é algo como uma placidez em meio a futuras e graves taquicardias involuntárias, por inserção de raves ou outros questionamentos hedonistas das festas dos pretensos mercenários de oferta barata.

a parada por vezes é mais distante do que a corrida...

a taxa da normalidade é paga quando não se azara sempre uma mulher alheia, mas se azara a si mesma ingerindo o tóxico, como sempre, na velha discussão de que apenas se ficou no álcool, naquelas raves de rio que todos já conhecem, e quando um sai do estado de graça acaba se fazendo valer da própria contravenção depondo contra o serviço honesto do policial.

é nos momentos de aparente crescimento do moral que se revela o anima mais oculto...

a revoada das latas por vezes é mais caótica do que as regras elementares do bem portar-se tranquilamente no trânsito das cidades.

é curioso que certas empresas funcionam melhor com playgrounds sob as alfombras da tecnologia, isso realmente é veramente criativo.

a questão da adicção a substâncias nocivas ao ser humano, na sua ilicitude ou não, é um problema de monta e gravidade planetária!

companheiros, o rótulo para os bons sentimentos é a bondade!

nunca será necessário falar sobre algo que nos cause danos, pois a função da bondade de Deus, o nosso pai, é estarmos vigilantes para que todos teçam a sua libertação de substâncias que podem nos levar à insanidade, e o álcool é apenas uma delas, infelizmente.

quando os cartéis já esboçam seus movimentos do lado de sua casa, as coisas não serão tão verdadeiras no sentido de uma questão de ordem...

erdogan está presente cada vez mais com cartéis inumeráveis ao redor do planeta, na questão da heroína e seus tentáculos, como um quebra-cabeças e suas criaturas que não respondem mais sequer a um laivo de humanidade, e isso influi na veracidade do bem estar de nossos filhos, e impõem sinistras formas de coação que devem ser debeladas, o ideário que vem a partir dessa pressuposição não reserva o direito dessa ingerência criminal.

please, god, save the good people of all the circunstance of life and soul, about the human beings and another creatures of the planet, please!

never forget the health of your equal members, men, because don't built your own experience under another and circunstances, of the mistakes of hell.

nem todo o treinamento dá suporte a que se atinja a meta que se pretende, pois por vezes o seu repertório é insuficiente porquanto não dinâmico e previsível dentro de seu pequeno escopo.

não há sequer a menor possibilidade de ler o pensamento e muito menos censurá-lo ou corrigí-lo.

a crítica é apenas uma manifestação saudável do pensamento racional, logo, humano...

o sarcasmo é uma atitude anti terapêutica, e só tem a ver com a maldade encoberta pela ignorância de venalidade e incompetência.

a invasão indiscreta de um sistema que preza pela recuperação e admissão da bondade entre enfermos é uma manifestação no mínimo imprópria e covarde.

a forma de uma pata não reduz a arte no andamento de sermos a própria evolução do que seja uma frase ao menos, a consciência do movimentar...

os flashies ilusórios não encerrem uma questão que por vezes é apenas de uma conotação espiritual, quando há a intenção primeira.

nada é mais perfeito do que a liberdade de se estar realmente e efetivamente seguro dentro do corpo, que é o templo de nosso espírito.

o iracundo modo de um chiste por vezes oculta o olhar lancinante da cegueira!