quarta-feira, 30 de março de 2022
segunda-feira, 28 de março de 2022
O VIÉS DA SAUDADE
Um abraço não dado, um beijo
mascarado,
A vida que não ultrapasse tudo
Do todo que não
sejamos um quase nada
Ao que a poesia se não ressente por não
incensar
Algum erro incontornável, posto que nos perdoe
Quando
a questão se mostra qual esquecimentos
Daquilo que porventura
temos amado
Na vertente de mais uma família adquirida
A
que se chegue termos saudade a cada vinte e quatro
Das vinte e
quatro horas que temos, em cada período
Em uma verdade que
temos de dar a razão
Espiritual em seu renascer, sem por via
das dúvidas,
Estabelecer criteriosos pareceres de
criticismo
Quando – na realidade – ficamos mais sóbrios
Em
cada um dos passos de nossas realidades.
Assim, a saudade
de novos companheiros e companheiras
Das sendas da virtude que
nos abarca sempre e sempre
Quando, o que parecia nos
apetecer
Eram os vínculos sem parecença, e nem nexos
outros,
Qual não seja, que não precisemos divulgar a nossa
história
Ao que não seja por que estejamos com a vida
gloriosa
Nas nossas pequenas e, de qualquer modo, sólidas
vitórias
Sobre a ignomínia de pensarmos não termos errado
E
que, no entanto, vertemos em nosso parecer pessoal
A noção
concreta de passarmos a ver uma vereda de luz!
Conformes
com a nossa linha temporal
Pensamos por vezes em nossa história
particular
Sem estarmos necessariamente coparticipando do
viés
Em que a saudade, nas questões da sinceridade
Guardamos
a sete chaves a compreensão de nós mesmos
Restaurando dentro
da consciência coletiva
A unidade que faz já parte de nossa
consciência individual!
A compreensão da vida esta mesma
que nos conduz
São verdades que revelam a cada um que participe
de um processo
Da existência, esvaziem o ego falso que se nos
infla por vezes
Sem sabermos que mesmo a fama verdadeira não
significa mais
Do que outros seres em nosso planeta, posto cada
qual vive seus dias…
A vida que nos encerra o viés da
saudade de fraternos gestos
Ressalta a coragem necessária de
mudarmos o que podemos
Quando a vida tem a outra forma que
formamos o nosso plantel
Quanto de sabermos que o mesmo quadro
dos que participam
Sejam todos os amigos que irmanam nos outros
gestos
Os mesmos gestos que desejamos ter na amizade solidária.
domingo, 27 de março de 2022
AS GUERRAS DOS QUE NÃO SÃO
Fomentar desavisados casos que
não aparecem com os conflitos que – se espera – apareçam não
faz uma parte coerente com as correntezas relacionadas com o Todo e
seu significado. Quando o
movimento das estrelas é rápido como as cadentes, a própria, como
não dizer o oposto, cadência dos átomos soletra o mesmo verbo…
Assim procede o planeta, seus seres caminhantes, não que não
possamos estar mais rápidos ou mais lentos, mas o grau de sobriedade
releva possíveis erros quando não existe uma fé serena que
encoraja nossas atitudes e nossos gestos perante o Altíssimo. Quando
São Francisco ergueu sua morada não importa tanto, mas as pedras
certamente eram assaz pesadas para os seus braços de Santo. A fé
demove os mesmos erros que consubstanciamos em nossas jornadas,
quando no factual aprendemos a não repeti-los na casualidade ou na
causa e efeito. O que se posta a reagir será a mesma palavra que
enunciada por muitos não há de ser vestimentas de carapuças
outras, e as guerras ou conflitos permanecem na consciência do
primeiro projétil e na inexistente história de fato do último,
pois estes não cessam desde que descobriram a pólvora e o chumbo
para tal “proeza”. Dos que não são, basta dizermos, aqueles que
possuem as ferramentas coercitivas jamais deverão usá-las para
denegrir a imagem de um inocente, e que isso fique registrado como
ação imperdoável pois não se tornou um erro, mas um covarde
artifício que demandou apenas algumas frases vaticinadas por uma
justiça cabalmente equivocada e parcialmente certa, como não dizer,
um ato arbitrário que reduz essa parcela de certeza ao zero do
poder que não retorna, mas apenas tenta justificar um anseio das
elites.
Posto o erro,
há que se fazer uma revisão na completude histórica de nossa
nação, pois, se provada a inocência de fato, o fato é devolver ao
ostracismo da ausência longa de danos na ausência da sensatez, o
retorno do Poder a quem o merece por ser melhor, mais democrata, e
não proceder negando ao povo o que este sempre quis: a justiça
social, mesmo que isso fira a própria vertente da justiça
farisaica, dentro dos padrões aceites da revisão e reconhecimento
de erros internos a serem reformados na questão principal de suporte
mais transparente – dentro de um sólido tronco – a delimitarmos
ações de forças que se aglutinam para o mal, qual seja, o Poder
quase secreto da hipocrisia e da força bruta, a que tenhamos um mar
de remanso para que o outro lado das forças possa navegar em paz,
corrigindo sua intencionalidade errática.
Essa motivação que deve se
tornar titânica certamente não significa condições de ganhos, ou
discursos de revisionismos históricos, mas apenas a colocação das
peças dentro de um tabuleiro onde cada qual assuma as suas funções
de glória, obedecendo hierarquicamente que aquele do fim da fila
mereça tanta atenção ao primeiro que guarneça uma força qualquer,
e que lhe seja dado um título de relembrar os bons tempos em que as
espoletas não significavam empecilhos, mas apenas o quinhão
merecido da infração, digno de culpa e punição, para que não se
desmoralize o plantel que possuímos em forças maiores, bem
intencionadas e um requisito máximo do retorno a uma normalidade
cabal em todo o nosso país, a se dizer, o nosso querido Brasil!
Retornarmos a um jogo onde só
há um tipo de peça no quadrante existencial de nossos campos de
atuação só reservará mais e mais um ostracismo burocrático onde
a informação vira nosso maior ministério, e a máquina assume as
coisas como na verdade a ilusão tem revelado nos entretenimentos
nada mágicos, porém fomentadores do caos e vergonha da educação
remota de nossas crianças. Agora podemos nos dar as mãos, e fazer
de nossos territórios nacionais lugares mais decentes para se viver,
remontando eras onde o nosso país era motivo de orgulho
internacionalmente, onde nossos líderes não precisavam comer em
insalubres “sujinhos”, quando requisitados a fazer parte do
panorama dos estadistas mundiais. Esse orgulho que ressalta as vozes
mesmas de ilibação do caráter nacional, um retorno a pontuarmos
novamente como uma economia no caminho do restauro institucional,
onde a carestia já crônica atualmente dê lugar à esperança e a
atitude correta de todos os cidadãos, e não revelada apenas aos
interlocutores que interferem no nosso andamento correto amparados
por questões de ordem egoísta na tentativa algo burlesca e caricata
de lutar ou se utilizar de estranhos e anódinos recursos de ordem
escusa para defender apenas seus pífios e sectários interesses.
A
verdadeira comunhão não depende apenas de que sejamos iguais ou distintos nos templos,
mas que o povo que queira exercê-la o faça em qualquer lugar que
entender por nobreza espiritual, e do modo que queira, com seus ritos e crenças de caráter simbólico ou universal...
sábado, 26 de março de 2022
MEDALHAS DE CHUMBO
Fatos de um outono quase inverno se nos aguardam
nos dias ilusórios de nossos consentimentos, talvez uma medalha de
um verniz escovado nos espere no final da raia, mesmo que o pódio
não seja largo o suficiente para cinco e quem sabe o quarto e o
quinto consigam receber lauréis atrasados, porém cunhados com
chumbo, ao que a alquimia pudesse ou quisesse recriar a substância
anímica do ouro, em seus aspectos de vitória falsa… Fatos que nos
relembrem os dias de doenças terminais, de uma África solapada pela
miséria, de um negro ocupando um lugar em meio a selváticos e
ignorantes brancos, em sua completude de corpos fabricados. O receio
não seja ocupar a mente total e irreparavelmente, posto em uma
tentativa de xeque os peões mais inteligentes cobiçam as suas
posições com cautela, e geralmente conseguem obter o mate no final
do tabuleiro, com aquela rainha que do nada se pronuncia e resguarda
a investida do nada, pois estamos apenas jogando. O que se joga no
mundo? O que se joga no muro? Tentativas, talvez, não mais do que
pressuposições de um atavismo em que não nos apercebemos que no
império da ignorância a técnica geralmente prevalece sobre as
leis. Não há contenda e nem adversários à altura do que se espere
seja a redenção dos inocentes, posto a culpa existir sempre de
algum modo, nos dias de truculência da atualidade, onde os monstros
já aparecem sem as máscaras que de um jeito ou outro, outros
desfizeram na base do descaso e da imprudência, quando efetivamente
necessárias em uso e condição própria para tal.
Essa falta de
discernimento ao menos alimenta pensamentos recorrentemente lúcidos,
independentes de quaisquer referências históricas, posto sejam eles
apenas para elucidar o aparentemente caos em que se governa o planeta
como um todo, em seus focos pontuais… Uma das leis que podem ajudar
a saber sobre o que ocorre na realidade é ver que a plataforma das
coisas que são gerenciadas por observadores sabe melhor do que há
por trás da efetividade harmônica do que se espera seja o berço de
um processo de civilização. Essa quase compulsória veia
integradora se torna moeda corrente naqueles meios onde o furor que
deseja hedonisticamente o planeta se vê transformador através da
exploração quase tântrica da sexualidade humana, tornando o prazer
algo como predação, ou ilusória manifestação dos sintomas de
normalidade aceites pela sociedade, apenas comparado ao deleite
histriônico que os mais velhos e ditos sábios da sociedade requer
que seja o jogo do ou ao poder, e similares. O poder pelo poder
torna-se a semântica aceita, quase como a maior referência
histórica, enviesando no viés do que um processo efetivador de
transformação da sociedade perde lugar para os histriônicos
players da hegemonia planetária, derivando a libertação
para períodos eletivos, na construção sistêmica de uma rodada de
negociações sinistras a cada pleito, coadjuvando com forças tão
poderosas quanto sem efetividade, na mesma lógica de romper o bambu
para depois esperar que nasça, e não deixar que o vento apenas o
mova naturalmente, em um movimento de resiliência onde nada do que
se tem de real venha a fenecer, o que remonta na consolidação de um
Estado progressivo e permanente, sem depender da ilusória concordata
em que se transformou a democracia nos tempos contemporâneos em
países vários de nosso mundo. Em outras palavras, evitar o
enriquecimento dos extratos sociais através de velhas receitas de
exploração, onde a catástrofe natural e humana seja a razão
primeira da melhoria social com a dívida impagável nos estragos que
exercemos sobre as reservas naturais e intocáveis de nossos países,
a começar – como sempre – no que ainda resta nas Américas,
África e Ásia.
sexta-feira, 25 de março de 2022
A PREPARAÇÃO COLETIVA E AS SUAS ALAVANCAS
Nos seios de um recuperar-se
no dia a dia pressupomos
Certas alavancas do destino, esta que
escolhemos
Sempre que denotemos um cruzamento de escolhos
Quais
não conhecêramos no seu próprio andamento.
Saber é berço do conhecer, posto sabemos um know how...
Mas, em virtude de proceder
ao aprofundamento
O tempo é assaz companheiro: um tempo de
décadas,
De séculos, de milênios, o bastante para se
resolver
Uma aparente e complexa equação no território
insetívoro
No nosso experimentar a certeza de que a formiga, se
não retorna,
Veste ao seu companheiro a trajetória da certeza,
trazendo-o
A um lugar que nem o ferormônio conhece, posto sua
luz
É-lhe tão tremenda que nem uma fissão nuclear no
planeta
Reitera a sobrevivência do que antes disséramos serem
inferiores!
Nada como a previsibilidade do visível.
Nada
como a imprevisibilidade do invisível..
Nada como a
construção aguda da reticência…
Com palavras um
verdadeiro escritor faz o amor
Com o cheiro da chuva na terra,
com a folha do outono,
Como o seminal olhar de uma mulher
Que
nos olha de cima de seus quase séculos de vida!
Posto a
história não seja uma narrativa, a história brota
No aluvião
inconsequente e inenarrável de um átomo,
De uma lousa de um
analfabeto que descobre o giz
E o apagador de feltro que lhe
anuncia a escola amazônica
A saber, que seu pai não bebera o
que lhe ofereceram na aldeia
Enquanto o xamã redescobrira o
vento quente na cabana da floresta.
Não há pátria dos
enjeitados, posto haver apenas um dito cujo senhor
Que caminha e
olha não para a sua solidão de rocha,
Quando encontra uma
borboleta branca que lhe ensina a paz…
A grandeza do
amor é compartir o sofrimento por vezes inevitável
E
transcendê-lo pela atitude mágica da ternura que não é segredo de
um que se foi
Mas, na confluência dos rios Negro e Solimões
encontra o mistério
Em que Moisés tenha dividido o Mar
Vermelho
Reencontrado na mão de Deus onipresente quando não
mistura
As águas abundantes de uma selva em que abraçamos a
única esperança
De que os homens não queiram destruir Gaya, pois Deus pode se voltar com fúria
Peneirando com cuidado seu
trigo e, finalmente, ofertando a Obra ao seu Filho!
Algo já está nas
veredas do pensamento, e isso não trai a boa vontade que deva ser
A
razão máxima da concretude humana, pois nosso país a muitos
ressentirá
Quando o virmos de longe qual espetáculo, na única
chance, virtual, de tocarmos algo...
quinta-feira, 24 de março de 2022
NA SITUAÇÃO EM NOSSA JORNADA
Acima do mais alto está a recuperação
voluntária
Naqueles médicos sem fronteiras,
Nas vertentes
indômitas de cavalos baios
Em trincheiras e muralhas
Dentro
de nós mesmos
Que nos temos por si
E viemos por bem
Assim,
de se falar seguramente
Nas cabeças alargadas em aberturas
Em
que poesias brotem de esperanças
Em verdade e brotares de
flores verdadeiras
Qual consultório que mantém a tradição
antiga
No vértice de uma qualquer superfície de geometria
Em linhas de luz que
independem de seus flashies
Postos nos acentos de um
vinho que não se beba,
De uma cachaça ignorada no balcão de
ébano
Por melhores subterfúgios que ressurgem no espaço
Em
estrelas que não se coadunam com o tempo
A se dizer da
cinturada silhueta de um poema
Que nos verte por encima, qual
onda
Que não interfira em qualquer plataforma
Onde, por
mais que sejamos como uma cidade
Em torno da
nanotecnologia
Escoamos letras pelos poros
Onde, por
matemática milagrosa
Encerramos a ode das nossas próprias
vitórias!
quarta-feira, 23 de março de 2022
terça-feira, 22 de março de 2022
VEZ OUTRA NA VOZ DO OUTRO
O outro que nos encontre
Na paz do Criador
Que
criou sempre e recria
Nos nomes nem de toda a importância
Pois
a serpente é um nome
E não ofertamos a maravilha desse
ser
Mesmo quando sabemos!
Todas as vezes em
que erguemos do chão
Que seja, uma pequena pilastra de
palitos
Conformes com o movimento de outro ser
Que evade da
escalada, mas não criva
De flores ausentes da vida
E que,
distantemente, deixamos
A esperar a espera, sem claudicar
Nossos
sonhos mais gigantes
Em propor a subsistência
De um ser
humano igual
A outro que não o seja igual
Mas que sempre a
igualdade abraça
Para soltarmos a cobra dentro da
temperança
Que retorna ao mato sem justificarmos
A atitude
cordial de sermos tolerantes
E perseverarmos a nossa lida de
sempre
Nas vertentes de um barco que só soçobra
Dentro do
escopo de uma manutenção
De um estaleiro alcatifador
Nas
mesmas manivelas do tempo
Que ao menos permita a direção do
leme
A passarmos por penedos e tormentas
Sem sequer
soltarmos as cracas do casco!
segunda-feira, 21 de março de 2022
OS FILMES DO PODER
Se tanto não nos bastasse o controle dos
dispositivos que temos em mãos, há câmeras que se indispõem
contra um cidadão que possua um pouco mais de massa crítica, ou uma
instituição, um ativista, um cidadão qualquer. Isso nas mãos de
um poder qualquer é significativo no sistema em que se encontra a
população deste milênio, seja esta de direita, esquerda, centro,
ou neutra dentro do precitado sistema mas que – obviamente –
almeja uma ingerência e um controle quase total, o que nos remete ao
totalitarismo e a importância da informação neste tipo de regime.
As façanhas da ciência permitem antes a busca pelas modalidades do
poder e, bem depois, as da generosa solidariedade que nem sempre é
autêntica, mas possui intenção disso, mesmo com interesses por
detrás. Essa dicotomia entre privado e público torna-se equação
inativa, porquanto o falecimento de doutrinas ultrapassadas só faz
emergirem quais fantoches gases e gases, sejam de pimenta ou
similares, remontando até mesmo aqueles que não possuem sequer o
cheiro. Na razão bem fundamentada segue o leque de possibilidades,
segue a coluna correta que sustenta nossos argumentos, e não vai ser
um tipo de agraciamento em meio à tragédia que nos tirará a
esperança em que as falas busquem a verdade em torno de si. Essa
mesma Verdade que é apenas única, meio 1, ou seja, nada de meios,
ao 1 inteiro, quando remontarmos que o zero é a própria negação
desse quesito. Quando um agrupamento de gente, nos dias de hoje, se
propõe a estabelecer limites, mas obviamente dentro de uma estrutura
sólida, sói saber muito de ignorância ou debilidades intelectuais
que residem nos estamentos de dito cujo. Igualmente, assim acontece
com partidos, agremiações, federações ou quaisquer outros
esforços de estabelecer, por conseguinte, certas hierarquias que
demandem, por através da dita democracia forjada, uma certa
disciplina. A única instituição que rege a nossa defesa e treina
por soberania de suas táticas e estratégias abertas, mantendo uma
hierarquia aberta é ou faz parte das forças armadas. Isso se dá em
qualquer país, seja na defesa de um sistema ou outro qualquer, seja
um regime fechado ou aberto, seja ele tirano ou democrático.
Acontece que a mesma forma que o poder exerce sobre um indivíduo, ou
mesmo na obscura coletividade gera modos por vezes em que a tirania
prevaleça mesmo frente a lideranças cruciais, como no caso de
Robespierre e Danton, no reinado do Terror da França após revolução
de 1789.
No entanto, apesar de que a história apresente fatos
irretocáveis, não procede crermos que tais situações se nos
repitam dentro do escopo em que a tecnologia passa a demonstrar que
acabamos por nos tornar meras peças de um jogo, se assim o
quisermos, ou seja, se militarmos a jogar, ou simplesmente vivermos
nossas vidas assim como é e assim como podemos, dentro de nossas
pífias limitações. Não precisamos funcionar como meras
engrenagens sistêmicas, posto termos a liberdade tão avassaladora
que nos é dada a faculdade de expressão na devida ordem em que
residem os fatores do viver em sociedade. Muitas designações de
antanho, antagônicas e anacrônicas tentam por vezes mapear o status
social, sem o esteio da inteligência cabal e necessária a que
possamos compreender realmente o nosso mundo, em que por vezes
confundimos ilhas ou meritocracia política e seus vieses de
ideologias arcaicas... Podemos ser apenas agentes de nossa felicidade, sem o falso moralismo de que quem possua mais seja culpado, dentro de uma atmosfera odienta e regressiva, quando se tem a pretensão de que estamos ou enfrentaremos mudanças capitais em nosso país, por exemplo. Essas mudanças realmente viriam a termo se colocássemos em brio a situação alimentar com terras feitas minifúndio, se não dependêssemos tão enormemente dos países ricos e se – principalmente – cuidássemos efetivamente de nossa mãe Natureza. Agir não significa sermos ou fazermos parte de um grande movimento mas, justamente, a partir de pouco respeitar o que nos signifique seja a nossa contribuição voluntária, sem falsos Egos que atrasam sobremodo o nosso pensar, o nosso sentir, o nosso existir. O filme é longo. Portanto, façamos com competência. O fato é que nas nossas frentes de atuação, por vezes um simples caminhar, um gesto qualquer, uma cor de roupa, podem ser diferentes formas do Apartheid em que nos tornamos, ou de um estabelecer de guetos que são como certos locais de Gaza ou Golan. O que se vê em muitos sítios é uma incansável busca pelo poder, uma corrida famélica ao gozo, seja químico ou sexual, ou uma carnificina contra povos que sequer possuíssem a consciência do branco invasor. As vertentes que dão nome aos bois sequer citam alguns deles e prosseguem no apoio moral aos possíveis detentores da vitória para depois puxar os tapetes sob inglórias e covardes tarefas… Assim funciona o sistema, e a apatia vira non sense da aflição, e a violência remete a períodos reptílicos. É o oceano que temos: nada seria melhor do que não compactuar com esse circo que monta seus cavalos de fogo no jogo fatal, por vezes. E o problema se torna egoísta, pois um que quer está bem e estar bem nem sempre é para aqueles que querem, e os que sabem que estão não querem que sejam, pois os incomoda verem um pobre sentado ao lado, nos bancos da aeronave!
.
domingo, 20 de março de 2022
A REPRESENTAÇÃO DAS CORES
Era uma questão de moda, entre outras, as
cores, menos um pouco ao gesto, quiçá vestir algo menos rubro, ou
verde, quem sabe a moda muda, quem sabe o que mude seja o homem. Se
ainda possuirmos o vernáculo, vai-se na amplitude: homem, raça
humana como um todo… Soubéssemos disso tudo, o problema talvez não
fosse tanto, qual, de se encontrá-lo como na textura de um vento
morno, na serra de algum país quente sul-americano. Um corpo que se
encontrasse com a forma mesma, uma árvore torcida, um gemido
fremente, uma piada no corpo outro, uma mulher reencontrada em seus
aluviões de esperança concreta. Vai, sim, de uma resposta, vai sim
de uma equação, e que a vírgula não se encontre com um filme de
ação que desmonta a chance de algum lado ganhar, pois sempre há a
concordância – na previsibilidade desses filmes mais comerciais –
de que algum lado ganhe, na maior parte das vezes. O que há de
quebra nessa action movie é apenas um entreter-se que quer
realmente beirar mais o realismo. Como a bala viajando em slow
motion extremado, vertemos a ação para o hiperrealismo, na
exposição, nas mega-estruturas e nos filmes-catástrofe. Há de se
perceber a nuance crua da computação gráfica que atua nos tempos
de hoje com a retaguarda de botões recriados, e dos encontros
virtuais em salas ou territórios dos games… Haja a vista, real,
consonante, haja a vista, haja o botão, simples, input e output.
Zero e um. Simples: positive vibrations…Alocações
pertinentes, quase vulgares, e que nos perdoe o vulgo, se não dá
para descrever como o já descrito antes, rompendo o zero, rompendo o
um que sucede, ou que virá. Já estava escrito o modo como
permissões de servidores, na plêiade informacional, e o que se
combate é o extremo e não a Fortran! Na tentacular vascularização
dos sistemas de informática, tentamos compreender aquilo que é
interativo: what do you see is what do you get. Instalar,
especialista, manter, especialista, consertar, especialista. Para que
negar se o mago está na berlinda, se as pessoas podem interpretar a
título de se conversar sobre. O que a guerra predispõe, por que
usar o supersônico, qual a próxima façanha do ensaio, se quem quer
jogar que jogue, pois o jogo é de adversários e de observadores,
funcionando um pouco nesses termos. Vale a pena uma vida que seja? Se
as regras do jogo permitem dissuasões a respeito de quem ganha é
quem tem poder, vale o poder para se ganhar, não importando se o que
vem depois é a destruição, é a anormalidade, é a causa
circunspectamente errada, é uma perseguição pura e simples de
pensamentos e cartilhas, é a adoração compulsória de algo ou
alguém, é permitir que a ignorância se torne apenas a tentativa da
humildade, ou propriamente a vantagem conspícua da arrogância.
A
, acima… Teremos outras abaixo, esta linha está reservada a uma
simples pausa em si...
Não.
Podemos querer mais, e não apenas uma conclusão precipitada de uma
estrofe simbólica; mais, um tipo de parágrafo curto na aparência
mais distante de uma emancipação consagradora, um mote de
sensibilidade, uma versão mais condizente com as circunstâncias;
estarmos perto e distantes de quase tudo da aflição, mas estarmos
dentro dela por vezes, e quem dirá agora que não estaremos
surtando no próximo século, se
não nos aproximarmos da vida em si e para si? O itálico apenas
obedece uma palavra ou expressão pouco usual, como estaremos
surtando, substituída pela: surtaremos, em que a de cima não se
considera, de acordo com a correção do AI, uma boa norma de
sintaxe, mas semanticamente e de acordo com um autor humano, cabe a
compreensão do diálogo que se comporta na veia do editor de texto,
este software. Assim sabemos que, na vertente do conhecimento, a
compatibilidade com o que queremos de versão mais assimiladora
desses todos pressupostos não nos faz refém de laivos semânticos.
Sendo uma terapia em que um médico afirma com todas as letras,
dentro das possibilidades: o poeta continua a sua terapia de
expressar-se, apenas isso, com esse pingo a mais nos is.
Longa pode ser a frase e curto o período, mas que
necessitamos de períodos mais longos, isso deva ser condição sine
qua non. O tom é que harmoniza um sloka. No sânscrito
talvez tenhamos a maior dificuldade, visto não ser mais linguagem
convencional. Mas não seja por isso, tenhamos uma paciência de Jó
para sabermos que as linguagens compatíveis com os nossos sistemas
religiosos podem encerrar a si não uma mitológica aparência, mas
uma aparente verdade de fato. O poeta agora só possui mais três
linhas, para que o ininteligível para alguns não beire muito o
cansaço e que, de fato, a miríade de nossas conclusões seja a
vertente de nossa crueza.
sábado, 19 de março de 2022
sexta-feira, 18 de março de 2022
A SUPERFÍCIE DO VENTO
Assim se diria
De se supor que há
Maior
concomitância
Em uma esfera que não diste
Daquilo do
querer-se
E pouparmos forças
Em uma simples verve
Que
não silencia o som
Do fator causídico
No sem causa de não
supormos
Que o telégrafo nos abrace
Em cinco linhas que
sejam
A ausência de espinhos noturnos!
A se
notificar um relatório, verificamos os óbices claudicantes
De
uma vertente onde o vento hardest torce rabo
Na busca
incessante de um tempestuoso alfarrábio.
O estudo
incessante em dimensions que se sucedem
Na diamantina e
operativa dimensão em que o tempo
Supera por vezes a temperança
do que não houvera…
Fala um gole
Dita um
fone
Ressai a vítima
Verte a mina o cobre
O cidadão
vai e ordena
A uma autoridade
Como qualquer um
Que não
seja apátrida
Mas que não rechace
Uma cachaça que
baste
Ou a luta de um remanescente
Na luta que não
vence
Por não estar, simples e claro:
Pois não, não
estar.
Nada, absolutamente,
Nos demove de uma
posição
Em que os lobos aparecem
A apanhar as vezes
Que
não se emprenham
Do aprendizado básico da defesa
Nas
questões de não desguarnecer
A vida que sugere-se
pouparmos
Por questão de vida, apenas,
Posto não é
através de conflitos
Que se obtém a vantagem cabal
De se
situar em uma paz contada e recontada
Mesmo no panteão dos mitos.
quinta-feira, 17 de março de 2022
NOS CICLOS QUE REGULAM OS NÓS
Vai-se o tempo que vacila
Na
propriedade quase escusa
Do desculpar-se suntuoso
Nos nós
de uma alfombra
Sem as têmperas do asfalto…
Desde
que uma poesia ruidosa requer a simpatia do leitor,
A aparência
de uma vírgula pode receber um vagão
Onde em seus contêineres
a viagem longa tenha tração!
De fronteiras em fronteira
se decide uma margem
Em um território estrangeiro ou não
Quando
recebemos imigrantes que não se ressentem
Em solo que não seja
pátrio, mas referenciado
Por uma imensa gratidão em serem bem
recebidos.
Por um lapso haver-se-á ao inventário de
moralidade
Quando o poeta finamente decide interromper o
cigarro
Na vertente de uma questão absolutamente urgente
Que
a versão imanente de sua dependência recria grilhões!
Será
sempre uma tentativa em que se poste um veio
Qual não seja uma
parábola cristã que não receie a fé.
A força, que
acompanhe uma vida sem vícios
Na condição que não condiz o
que aparenta ser
A redenção de uma saúde que não perca para
todos
No momento em que estaremos mais justos do que o imo.