segunda-feira, 14 de março de 2022
SERÁ IMPORTANTE UMA QUASE LETRA
Nos pegamos por vezes dentro de um redil, um barco mal alcatifado, uma trama ausente de significados concludentes, um veio de marmóreo procedimento com uma retaliação por vezes quase vital, o que não signifique a liberdade não venha ao sinal de um tempo em que reverberamos por vezes algo que talvez não seja o caminho mais correto, mas que saibamos que as derivações podem nos levar a qualquer lugar, desde que bem encaminhados e bem posicionados estejamos. A posição mesma de algum tipo de circunstância que nos coloque na situação de mais conforto espiritual, mesmo que tenhamos que dispor da austeridade nas nossas vidas e no nosso caminhar dentro da plataforma da serenidade e da confiança em Deus. Esse ponto no início pode parecer turbulento, principalmente quando estamos isolados, mas em casos de estarmos reunidos com pessoas de cunho e objetivos comuns, relega as dificuldades na orientação esmerada do passo a passo, do dia a dia, por mais um que seja, na remissão da inicial derrota declarada e assumida. This is the question, this is time and the tips… A bem que avaliar possa, as letras tanto são belas e importantes, que a literatura nos remonta, nos recria e nos dá o leme de nossa navegação, mesmo em águas extremamente turbulentas, mesmo nos estreitos mais abissais e assustadores, em uma vereda em que as estrelas prudente e renitentemente apontem para as nossas metas pessoais e de alcance progressivamente salutar. É um longo caminho a ser percorrido, mas ao mesmo tempo são de vinte e quatro em vinte e quatro horas, contando com um sono reparador desde o início mesmo da jornada, a se reconhecer a progressão da recuperação, tanto física, mental e, principalmente, espiritual. Nas vertentes da sabedoria, encontramos em nossos próprios painéis mentais a inteligência controladora e regedora de nossos desejos, sejam eles pronunciados ou mais sutis… Esse carismático encontro entre mentes e modos de ver o mundo seja compartido em uma coletividade que encontra em sua razão de existir, dentro de uma unidade sólida, a percepção necessária ao andamento correto em qualquer tipo de estrutura originalmente sempre escorreita. Ao parágrafo extenso este, rendamos a consideração de que a quase letra que não foi pronunciada nos eleve à compreensão de nossas próprias latitudes, e do rumo que aprumadamente tecemos em nossos guias, como a doutrina que emerge dos princípios que demandam o conhecimento, o bom sentimento e a civilidade em que se objetiva o respeito a tudo que nos envolve, principalmente no que tange à preocupação com o próximo e sua possível recuperação com a atitude que devemos ter em relação aos problemas de cada qual. Assim sendo, o serviço e a recuperação de e com o nosso caráter nos eleve moralmente para que edifiquemos um sólido edifício alicerçado com a lógica imanente de boas e estáveis pilastras. Subentenda-se que o vigamento vem junto com a ordem da construção e sua hierarquização, para não nos submetermos a qualquer problema de falha na organização e na consecução da obra!
sábado, 12 de março de 2022
O REPOUSO INDELÉVEL
Quantos seríamos nas páginas do
tempo, quais, sejamos o quase sempre, será que sim, será que não?
Os escritos de um escritor navegando por um mar imenso, quase
intransponível, e que abracemos o tempo, posto na vivência
cotidiana de uma sobriedade, seis meses de navegação ainda não são
suficientes, haja vista haver maiores e muito maiores tempos na
superfície diamantina de outros heróis. A abstinência começa a
ser tarefa menos difícil, e o Cabo das Tormentas já foi
esquadrinhado, mesmo que na história de um, de dois, de um milhão
de homens e mulheres… O repouso, mesmo que não se durma o
suficiente, torna-se viável, torna-se normal, mesmo com outros
acréscimos, mesmo que padeçamos de outros males: tal qual cuidarmos
de quem amamos, um sacrifício diamantino da vereda, uma situação
inegável da tarefa a ser cumprida! A
árdua tarefa que no início é gigante e depois se torna maior
ainda, visto o moral estar agigantado, e o ego há que ser
desinflado, conforme o inventário mais puro e mais importante nessa
questão serena de expormos nossas vidas perante o Altíssimo, nosso
Senhor, o Cristo Rei. O que antes era apenas o Seu sacrifício hoje
ponteia sob Jesus Alegria dos Homens de Bach, o grande compositor do
Barroco, que incluso pode ser tocada a melodia para quem não possui
maiores ouvidos, ou maiores habilidades musicais.
Visto
ser predileção da poesia o “Inverno” de Vivaldi, há de se
acrescentar que aquele homem que goste de escrever
para quem houver que leia, e que possua essa sorte, que escreva o que
lhe der de gosto, pois estamos em uma sociedade livre e aberta para
as artes, incluso a arte do pensamento vivo, daquilo que esperamos
acontecer desde priscas eras, ou mesmo desde tempos um pouco atrás,
em nossa história, muitas vezes não relatada em sua profundidade,
mas que guarda em si o enaltecer de nossos caminhos rumo à
sabedoria, rumo à coragem e rumo á serenidade. O
equilíbrio que guarda o cadarço dos nossos pés remonta ao
sincrônico e mimético tom da simetria, coisa que não nos
apercebemos com a variante mesma do que existe nessa vereda de
grandes luzes. Apesar de alguns adultos se comportarem como crianças,
na realidade essa é uma versão que
equidista do previsível posto nos anais das desavenças já
encontramos na história essa infantilidade que faz um ser humano ser
predador de outros, fato confirmado em vários complexos da
psicologia, ou mesmo da necessária e pungente psiquiatria. Um homem
como Franco, na Espanha do século passado revela isso, como a
contundência do seu comportamento revela para todo o sempre, e que
guardemos em nossa memória que isso pode voltar a recrudescer em
qualquer república, principalmente naquelas onde grassa a
ignorância.
No entanto, o supracitado equilíbrio nos dá o
gosto da revelação de um Ser Supremo que é Krsna, e suas variadas
formas, incluso a divindade de estar citado em escrituras já há
muito consagradas na Índia, desde antes da civilização tal como a
compreendemos no imo do materialismo que é o que nos revela a
contradição inerente da não aceitação do fato de sermos seres
espirituais, como nos mostra
o semblante da
espiritualidade mesma, tal qual é! O fator revelador da religião é
o religar-nos com Deus, o Senhor de nós e de todos, a fonte de
inspiração, o fazer crescer da montanha de cada qual que somos
unos, a plataforma do bem querer a todos, a superfície tênue de ser
exatamente como somos, em nossa essência…
sexta-feira, 11 de março de 2022
quinta-feira, 10 de março de 2022
A ANIMOSIDADE DO NADA
Nada do em si signifique tudo do que
paulatinamente somos
Quando, nas vitórias do dia a dia, se
apresentam desafios irreais
Que, em uma questão mais
agigantada, nos perguntamos qual será
Um platô que signifique
a alma mesma da humanidade que está!
As aparentes
dificuldades e suas escalas de uma fala inconsútil
Veríamos
mais do que estarmos na mesma medida do utilitarismo
Que
vem, por vezes, em torno de uma peça, por vezes no dente engrenado
Ou
mesmo, por suposição singela, na couraça que sempre reveste a
razão…
No entanto, por mais que achemos a graça de a estarmos alcançando,
Outras graças se apresentam de modo a
darmos por sermos mais seguros
Na contingência mesma da força
de uma máquina que acaba por funcionar!
Essa máquina por
vezes pode remontar a falhas de ordem mecânica,
Fusíveis não
posicionados, plantéis que suportem nossas falhas humanas
E
outras, porventura quase infinitas que supõem as estrelas
Que
esquecemos sobre um lindo regaço feminino…
Nada do que
se vê sabe melhor a
uma aura de medidas
desconhecidas,
Como quando reservamos nossas forças acima de
todas as cautelas necessárias
No quanto de redarguir que seja a
forma de uma querência decente
Ao nos depararmos com a
existência inalienável do indivíduo e seu coletivo!
Não
há argumentação contra um libelo de libertação que
floresce
Sempre, em cada primavera de nossos dias, nas vinte e
quatro horas
Que nos acalente de modo a suar as flores com a
ternura da bondade.
Toda a estimativa do ódio e do desejo
de prejulgamentos
Fenece a cada tentativa estoica daqueles que
primam pela liberdade
E não será através de uma dureza de
caráter renitente
Que estaremos aptos por outros a respirar de
forma absolutamente vital.
No que o verso possa redimir a
esperança das gentes novas que chegam
Estabelecemos o
criterioso e formal modal de não criticarmos
Coisas que não
são criticáveis, pois não pertencem ao injusto proceder
Como
a retaliação contra toda uma sociedade que busca se libertar de seu
jugo.
Como na verdade o nosso caráter depende de nosso
bem-estar
A poesia pode reencontrar-se com o verdadeiro panorama
belo e fértil
Ao que
resida na reprimenda não encontrada do ser para si e para o
próximo...
Que nesta ocasião não reservemos mais as
forças que vêm para o bem
Quando não nos ressentimos mais do
que saber que a vida vem para melhorar
Dentro da superfície
tênue e na verdade pétrea dos segredos da democracia!
No
ensinamento mesmo de que não residamos no conflito permanente do
saudosismo,
Revisitemos nossos conceitos que fazem por denegrir a plataforma do que é
Quando acidental e
ofensivamente queremos que a força bruta impere no planeta.
terça-feira, 8 de março de 2022
A RENITÊNCIA CHAUVINISTA
Das pérolas ensartadas em um cordão
Vestimos
a história de ser um ser o qual do quê
Sem o ressentimento das
palavras vãs
Qual não seja a hipocrisia de se falar as
tabelas
Que não se encontra de modo difícil
Posto sermos
algo que remonta a vida quase feita
Na ante mão de paradoxos
anunciados
Nos gestos que revelam a truculência da
cobiça
Dentro de um critério da ganância pelo poder
A
que não se reserve o critério do justo
Mas apenas um acerto de
meras conjunturas!
Nas forçadas de se almejar um
chauvinismo hedonista
As faces da libertação passam por
critérios de importância
Que nos revelem as páginas da
história que se pronunciam
Justamente quando as questões de se
acreditar
Que o proselitismo parta a não quebrar fronteiras
Mas
sim, de unirmos as frentes no sentido de sabermos
Que qualquer
injunção dos males – no sentido inumano –
Dista da
condição de females no correr in saecula saeculorum.
I want to see my signature…
Quem sabe
a vida seja sempre essa visão de acordarmos
Sem a vida outra
que nos dite os padrões de aceitarmos
As questões mais
pertinentes, dentro de sermos quem somos
Nas versões mais
clementes dentro de uma contextualização
Onde tecer capítulos
com base em estrofes apenas agiganta
O ofício de uma
jornalística ideia baseada nos fatos
Onde a inteligência,
mesmo fora de agenciamentos consoantes
Não voga propriamente no
índice e no ícone de simbologias
Que tratados de Peirce, além
da lógica
Apenas consomem tempo e esforço a que retornemos no
alvo.
Essas continentes de vestimentas nos realocam dentro de
um grupo
Que reduzem a via dos crédulos onde mais sempre dita
A
performance dos ditos intocáveis no padrão mais consumado
Daquele
olhar de uma criatura meio corvo, meio abutre,
Devidamente
encontrado com sua companheira-propriedade!
As vertentes que
estão sempre com a meia verdade
Serão sempre o que não tem a
verdadeira face
Que não transuda, como uma garrafa de um
champanhe
Na viela que não se enganem os dias pertos de
outros
Que não registrassem as primeiras ordens do sufrágio
Ao
não remontarmos peças anódinas em uma redoma
Quase como um
cristal sereno onde adormecemos os anos.
Will you get
my signature, however I’m not prepared! C'est la vie?
I think no...
segunda-feira, 7 de março de 2022
O DESPERTAR DA CAUSALIDADE
Há tempo que não sabemos relacionar a
saudade com o término de um sentir, dentro do espectro de não
termos a causalidade suficiente para crer na fé que haveria de ser
inquebrantável, o sentimento que não nos falte, este mesmo, de
acalentar um gesto que tenha uma interpretação sincera de se
possuir a força que esteja dentro de nossa própria e citada fé, em
algo que reside em nosso coração. Essa presença que não deixa
ocos de esperanças, da ordenação própria e particular à qual nos faz não
nos esquecermos que a falta desse pressuposto não é mais uma
questão preferencial, mas parte de uma idiossincrasia do anímico,
da espiritualidade que sentimos tão logo sintamos essa mesma
presença… Algo a ser do mundo inteiro como comungar com a boa
intenção, como prolongar o bem e como engatilhar as flores para um
lançamento de afetos reencontrados, realmente é de excelente
estimares quando o que se alcança em cada pequeno mundo revela-se
por vezes um detalhe inegavelmente notável, dentro da conotação
universal. Não que necessariamente se pressuponha um contexto que
diferencie muito essas categorias de vivência cotidiana, mas que
devamos urgir pela união de todos nas caminhadas mais diversas do
mundo em cada vida e sua coletividade, seja nacionalidade, gênero,
etnia ou cultura como um todo.
Muitas coisas são paradoxais
neste planeta, e aquelas que possuem o mesmo paradoxo da lógica que
as une nos parece que cristalizam seus cernes como um conteúdo de
ciclo em torno de uma axis apenas… Na geometria cartesiana o corpo
pode se localizar em um espaço, teoria desmontada na matemática da
física de Einstein, mas sob o escopo verdadeiro da ciência mais
utilizada no padrão em que nos habituamos. Esse mesmo padrão que
nos remonta a roda ou as esferas da balística, e seus cilindros
decorrentes. A ponta de uma ogiva nada perde para a flecha de
madeira, e o arco, para o fogo… A origem dos utensílios de defesa
podem estar, como uma extensão do braço, em um símio, qual, assim
é a tecnologia. Um pássaro constrói seu ninho, come, acasala e se
defende, assim como muitos seres no planeta, conferindo a essas ações
seu caráter, e que pensem, pois, em análises humanas mais acuradas,
posto o homem ainda desconhecer sua própria realidade, em essência
e precisão, haja vista suas buscas em favor do lado espiritual, que
justifica sua existência de forma cabal, felizmente. A religião vem
para “re-ligar” o homem a Deus, ou qualquer coisa que seja
superior neste mundo, com relação ao materialismo imperante, onde,
por mais que se busque, a própria Natureza desconstrói as certezas,
em uma dialética onde a nova descoberta sofre suas mutações, e
onde a evolução do pensamento desmonta coisas do passado,
reinventando a mesma roda supracitada. Evolui-se e, no entanto, a
roda fica como conquista, como patrimônio do pensamento e
criatividade humanos, e Sócrates ainda é atual, assim como os
Evangelhos, assim como toda a história de nossas civilizações e
culturas. Por isso, há que se respeitar cada qual: a origem da
ciência, a religião, o fruto da ciência, como tecnologia, as
centenas de etnias, os idiomas, a cultura aborígene australiana, a
cultura dos índios como um todo, os movimentos de reivindicação
que versem sobre a justiça social na Terra e, acima de tudo, um
respeito gigante à nossa mãe Natureza, que nos concede, de graça,
coisas que tiramos sem permissão, quando ignoramos Sua capacidade de
reagir, frente aos descasos humanos como a devastação, a poluição,
etc. A forma da terra é em si a mãe, que dá os frutos germinados
com coerência e não adianta pensarmos em índices de
desenvolvimento humano se não há índices de bem portar-se com a
terra, nossa mãe, a Natureza, sempre citada com capitular, posto o
que existe naturalmente sobre a nossa esfera mãe é a versão dela e
da sua exploração desenfreada pelo homem, através de nosso
Processo Civilizatório.
Parece-nos evidente
que desejamos montar no mundo esteiras de rendas, de orçamentos, que
planejem sempre almejar mais poder, e os sistemas se batem como cães
e gatos… Essa busca derradeira para ver quem destrói mais revela
que a busca por religiões que pregam a tolerância e a Paz Mundial
são medidas, ou saídas necessárias, para o caos em que os Governos
se tornaram. Apenas em uma sociedade livre se pode auferir o
ganho maior espiritual que é a expressão, e a continuidade
libertária daquela... Posto: quando há grilhões, que estes se
rompam!
sábado, 5 de março de 2022
A DIMENSÃO DA LINGUAGEM
O
que comporta essa água represada, que verte por vezes seca, em
outras, abrange áreas imensas, qual não seja: a comunicação? Uma
página de outros tempos, um detalhe semântico, a complexa e simples
paradoxal contextualização, a moda de se falar um nada de que
comparado, a linguística que se perde na análise sem a crítica, no
ferramental por vezes duro em que encontramos apenas o significado de
uma questão mais importante e necessária que outras... Se a
vertente é falarmos ou escutarmos, estaremos substituindo por vezes
nas leituras da dimensão de um quadrado a letra que não diz tudo,
ao que um neurologista recomendaria um quadrado livro que é mais
amplo, pois não raras vezes abraça as vozes mesmas do tempo!
São
os tempos de uma gramática que a possuímos, um dizer a outro de
bons tempos idos, e que outros surjam para anunciar boas novidades, e
que um otimismo floresça, pois não será através de um rancor algo
sem superfície que dataremos a vida com farnéis de dramas
anunciados. Não, porque o tragicômico já faz da sua mostra em
revelar um magistral teatro de fantoches antes da apresentação
final das marionetes. Nada está em jogo, pois tudo é um jogo, quiçá
um jogo que quer subjugar ao sub judice...
Posta
a linguagem das cores, a semântica delas, vemos por agora então,
que o vejamos, um cidadão queniano com uma roupa colorida, enquanto
um red neck veste o preto das suas malhas, talvez com um tom
de cinza que reitera a moda sem Benetton. Vistam-se as cores do
mundo, e que estas aconteçam, a bem dizer, que algumas já sofrem
demasiado, e o que era branco, sem amálgama, hoje é negro, mulato e
índio! E é mescla, não da brancura europeia, mas, mudando de
assunto, até chegarmos no azul da ilha teremos percorrido o verde
das colinas e montanhas: através de um asfalto quente, de uma
caminhada em tipos e tipos de veredas, quiçá por barcos que
costeiem a marinha maravilhosa, quem sabe ou saberia que dentro de um
ônibus haverá poetas que amem o mar. Nesse caleidoscópio não
houve qualquer cristal metafórico, mas apenas o intencional de dizer
a riqueza que podemos fazer alçar voo para outros céus sob as asas
da compreensão humana... Nesse panorama de cores variadas haveria em
outros tempos, em uma praça, dentro de um estúdio, em um centro
cultural ou museu, artistas em busca de uma linguagem que não fosse
apenas a que aparece, mas algo intimista ao extremo, uma necessidade,
um reflexo de suas impressões, a consubstanciação do plasmar a
matéria concretizando o subjetivo ou a vertente do realismo.
Supõe-se que sejamos não tão primatas, e que o capitalismo não
desande ao selvático preceder de se evitar a sensatez, pois é
através da sensibilidade do homem e da mulher, de quaisquer gêneros,
e de todas as cores do mundo que se obtém uma plataforma de
compreensão semântica mais profunda em relação às linguagens
deste tão conexo mundo contemporâneo.
sexta-feira, 4 de março de 2022
O OLHAR SOBRE ALGO OU O OUTRO
No referenciar de algo que não compreendemos
totalmente
Estará sempre uma visão que não se torna uma coisa
concreta
Quando nos sentimos na queda de um episódio
Que
remonte o objetivar de uma atitude que não coleta
A experiência
que temos sobre um outro que por vezes
Não se torna melhor nem
pior que o acaso…
Se a peça não se encaixa na versão
mais rudimentar de um manual
Resta observarmos a equivalência
dos complementares
E o uso correto das ferramentas que temos à
mão sempre sem objeção!
Caminhar com sobriedade é como
fazer do chão um legado de rochas
Como em cada passo que
pisamos, na história própria de leis
E faces com a energia
que precisamos no verbo que nos reduza os danos.
Versejemos
os versos do futuro, no esperar por dias mais felizes
Quando na
comunhão do algo sobre a esfera de um outro dia
Em que nos
situemos na escala que nos leve ao menos a um despertar
sereno.
Continuemos, pois, na caminhada para realizar
qualquer projeto
Que nos apeteça na vertente de mais outros e
mais dias
Que, além dos projetos, reside nas veredas de um bom
tempo!
Esse contato com os objetos, esse reencontrar-se
com o outro,
Nem que seja tempo a um outro tempo que
relativamente observamos
Com uma atenção redobrada na questão
que se alevante na circunstância da era.
Em um gesto de
mensagem alvissareira, como na chegada da boa escrita
Seja o
olhar da vida que não nos encerre a jornada que chega em um
minuto
Para contarmos com a sobriedade somada das horas,
perfazendo mais um dia.
Um notívago seja a esperança de
outro, quando se torna um toque a mais
Na versão mais enamorada
de uma história a outra, quando no depor
Ao dispor da verdade
mais clássica e remontada – que seja – no tempo certo.
Quando
se tornar o olhar menos consonante ao outro que nos ensombra um
pouco
A existência de um foco quase inevitável nos resgata a
um centro de nós mesmos
No quê de um temperamento torneado com
a máquina mais perfeita da física moderna.
quarta-feira, 2 de março de 2022
terça-feira, 1 de março de 2022
A CONSEQUÊNCIA DE UMA ATITUDE TÍBIA
Haverá sempre uma luz que assombre as
trevas da ignorância no palco em que o retrocesso anímico, de ordem
espiritual aninhado entre as tibiezas de um milênio que se desgasta
paulatinamente... Essa luz será sempre possível posto se aproximar da claridade no contraste natural das coisas em si. Nesta performance
incrivelmente paradoxal e, no entanto, dentro de uma previsibilidade
corrente enquanto utilização da latência de forças opostas,
aponta a dualidade própria que faz recrudescer apenas o radicalismo
e a intolerância entre essas mesmas forças. Torna-se por vezes
quase compulsório termos que assumir posturas, pois a neutralidade
neste caso não é muito aceita em questões dessa ordem. Em
consequência desse fato a mentalidade beligerante arrasta bolsões
de adeptos das circunstâncias, clamando por vezes à anuência de
mais e mais forças opostas, gerando mais e mais o moto-contínuo das
contendas, que passam a ser e fazer parte dos desfechos quase
imateriais e tíbios enquanto sem a criatividade e total ausência de
uma sensibilidade diplomática. Essa questão aparentemente complexa
apenas revela um escape de geringonças de guerra que as sociedades
vertem por encima dos panos quentes de toda uma existência em que
certos objetos calcinam sua validade e criam a oportunidade de vencer
refugos. O uso obstinado da obsolescência dos materiais em certos e
críticos lugares ou fronteiras revelam sem tréguas que se mostrem
as relações de Poder incauto e generosamente fraudulento, na farsa
sem medida desse tipo de concretude.
Fartamos em nosso caráter
de um imo forte e necessário para vencer obstáculos em nossas
frentes com relação – principalmente – ao nosso entorno
imediato. Derivamos por vezes em não cumprir com a inventariante
obrigação de espelharmos a nós mesmo o nosso caráter, para que –
como um observador sensato – façamos o mea-culpa de nossas
atitudes, mesmo dentro de um fraquejar de nossas ações dentro do
escopo social e dos contextos críticos que encontramos em nossos
caminhos, mesmo que estes estejam obscuros com a dúvida e o
retrocesso moral. Esta não é uma condição relativa, porquanto
indispensável a que vislumbremos a estrela guia em nosso fundo de
poço, quando este por ventura possa ocorrer. Jamais pode haver um
espaço a que soframos tanto que não suportemos, pois uma mão pode
estar onde menos se espera, e é obrigação existencial de um homem
ou uma mulher abraçar a possibilidade de se doar, se entregar a
exercer a possibilidade de ajudar o próximo, sem olhar para quem e
dentro das limitações impostas. Assim como, em um gesto de
releitura se possa ver aquele que não existe e trazê-lo para a
cena, ou verificar cabalmente que o ser e o nada não são os mesmos,
nunca! Soframos sob os aspectos da senda a que nos propomos, pois
assim é um pouco a solidão dos sentimentos, mas que sejamos felizes
mesmo sob esse sofrimento, e atenuemos nossa cruz que carregamos, por
vezes quando vemos nosso próximo a sofrer, quando presenciamos que a
miserabilidade se torna real a cada dia que se passa. Assim como, em
um projeto qualquer enunciamos a meta linguagem que nos resida no
peito, e que a consertemos para que se torne uma fala inteligível,
acessível modestamente e verdadeira. Nada do que um bom teórico da
linguística analise a provável correção de uma linha, posto não
estarmos dispostos nem mesmo a análises da ciência perscrutadora
daqueles senhores que prezam pelo mundo tomado através do
empoderamento tíbio e circunflexo.
Apesar de sermos o próprio
existir consubstanciado com proximidade a outros seres, estes não
podem registrar no leito que lhes chega na verve da inteligência em
se portar, um registro de palavras salutares e com a discrição do
retrato que queremos de nós mesmos quando nos vemos dentro da esfera
destes detalhes que circunscrevem o pensamento racional. Por mais que
soframos em determinadas camadas de nosso ser, espiritualmente
sejamos felizes, pois encontraremos dentro da Divindade a
possibilidade concreta de nos relacionarmos com o Altíssimo e seus
ministros… Não precisamos de uma escada longa para alcançá-Lo,
mas apenas de uma fé inquebrantável que torna a atitude progressiva
o mote de mais um dia apenas pela nossa frente, em questão de paz,
honra, e vitalidade com a atitude que remonte os nossos afazeres e
nossas obrigações como cidadãos do planeta que somos!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
domingo, 27 de fevereiro de 2022
GUERRA E NATUREZA
A incompatibilidade entre o ser é o nada em ser
ninguém… Quando achamos um material bélico como símbolo de uma
resistência ou em contrapartida de uma ofensiva derivamos ao achismo
de espectadores distantes da realidade nua e crua da covardia. Esse
limiar que engaveta acordos que mal saem de papéis de semânticas
orquestradas, as mesmas que encampam a Natureza e seus animais,
incluídos os homens. Quando estes se comportam como asnos em suas
devastações, mas não, o que pesa é a guerra contra eles mesmos, a
guardiã de um luto profundo contra a espécie. Enquanto estiverem se
divertindo com emissões cáusticas, tanto noticiosas escondendo a
verdade ou de gases sinistros na atmosfera, tanto visível quanto
invisível. Passa a não importar tanto os horrores que se passam com
guerras de monta mais “tradicionais”, como as do Oriente Médio e
da África, nos golpes ao redor de um mundo de terceira mas, quando a
guerra é um embate direto a grita se passa a acontecer. Não, a
guerra não é natural e a natureza não é virulenta, posto nossa
espécie não ser nada com relação a uma mera vizinhança com um
formigueiro, em menor espaço e, no entanto, holisticamente mais
inteligente, posto encontrar soluções e táticas funcionais tão
significativas antes do sapiens se estabelecer por aqui como um elo
distinto! A exposição da grande arte seria uma solução a uma
grande guerra. E a paz: vocabulário quase indizível, porém
necessário.
Se uma nação é sobremodo rica e funciona dentro
de seu próprio mercado interno, se comercia com outras no sentido
mais honesto da palavra, há que se respeitar, posto o livre mercado
seja livre, por suposição. Agora, haver restrições de cunho
logístico para encanecer uma contenda mais antiga do que o milênio
passado é coadjuvar com o chumbo e a pólvora. Não se espere isso
da humanidade, mas concórdia e paz, e que essa paz seja como os
nossos santos de outrora tanto se dispuseram a lutar por ela, nas
plataformas da austeridade e do sacrifício. Se muitos homens
sofreram martírios para defender o cristianismo, por exemplo, quem
não dirá fazermos o mea-culpa de que isso seja vão como ir ao
mercado comprar um fuzil de assalto, ou, o que é pior, estabelecer
leis que o permita… Se tornarmos isso corriqueiro e cotidiano, como
faremos para elucidar uma investigação mais detalhada a respeito
mesmo da condição humana? Seríamos sábios mesmo com Voltaire e
Montesquieu, ou de nada valeu o Iluminismo para tantos e tantos na
esfera tíbia de nosso planeta? Não estamos falando da matança de
animais, mas de seres humanos… Não, falaremos da matança em
nossos abates de porcos, bois, aves e experimentos no mínimo assaz
cruentos por si, e falaremos do destino de nossa Era que se avizinha.
Justo, alimentos violentos geram seres por natureza predadores, mas
desprovidos da razão, e outros que dispõem de sua predação por
estranhos treinares e estranhas hierarquias, quando mandam seus
soldados para o abate, ou abastecem civis com armas para combater
homens assaz treinados e truculentos. Mas que, no entanto, esboçam
seus esforços para dirimir dúvidas através de conspícuos
tabuleiros no xadrez com destino certo, qual alocução de recursos
para tornar o mundo – que não tem mais espaço para refugiados –
um grande campo onde se concentram a solidão e o desespero. Isso é
vida que se tenha, será que caminharemos para uma guerra total, ou
será que a comunhão resulte em
alguma primavera que travista de flores o quintal anunciado de cada
qual?
Abaixem os comandantes, pois destes não precisamos
quando na linha da guerra, e sim quando estes comandam algo que
frutifique as questões que não precisam estar fundamentadas em
cartilhas antigas. De despóticos gestores ou administradores estamos
de caos cheios, e que na vanguarda de serenas atitudes possamos ter a
coragem ao menos de nos permitirmos ao amor, seja ele na plenitude ou
em um pequeno vaso.
sábado, 26 de fevereiro de 2022
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
QUASE SE NOS DITE A HORA
Quando o estar-se de um lado se nos parece uma
redonda estrofe
Em um outro, estaremos quiçá em uma linha
equidistante
De um tipo de espaço que não nos verta na
verossimilhança.
Nada que não respeite-se algumas, as
distantes questões se quedem
Com a pertinácia de estarmos de
bem com o direito inalienável
O qual não nos impeça de
pedirmos ou manifestarmos bons sensos!
A queda aparente de
nossos muros internos se nos ditam horas
Naqueles minutos que
não apagam nas tintas que não conhecemos sequer…
A
vida se nos leve com a ternura que demanda certo esforço com sua
lida
Quando nos reportamos na ação das ruas, com um certo
demandar outro
De apenas se ver a paisagem corriqueira quando se
dê a certeza da mesma hora.
Quando se começa um dia a
outro, o mundo encerra a surpresa de um quase console
Ou, na
medida do possível, o braço que domina o game da persuasão
Em
não ser mais concordante com nada que não seja a sensatez.
Em
colóquio por vezes com a fama, o episódio de uma estrela fugaz na
cenografia
Dista um ano-luz de quantas vezes o adicto surpreende
por um segundo em um trem.
A vertente inominável será um
tipo de princesa secreta, um diamante feito canivete
Do sonho da
mesma estrela com um gosto de apimentadas recordações de cerne
cru.
Assim como o dia vai se dando ao ar dos ventos, um
pássaro pousa no fio e muda
A sua posição antes que a sua asa
dê sinais aos tempos de sermos relativos nos mesmos lados.
Com
o embate de verdades que são emitidas quase seriamente em seu
histrionismo,
Veríamos a vida sem a vida em si no ser vívido
em viver, postado no hedonismo
Que se recria no rutilar dos
desejos, não apenas do prazer mas, principalmente, do Poder!
Não
se recriam as fronteiras por si, não se engaveta uma nação na
algibeira de um ladrão,
Posto que na vértebra mais forte de
uma coluna está na região lombar,
Quesito indispensável ao
nada de um recrudescimento que não leve mais adiante a farsa…
E que
nos requisite a chance de sabermos um porém arborizado em um lote
quantificado
Nas esferas que não nos chame muito a atenção em
que recusamos as ajudas de importância
Quanto ao ser que se dá
uma chance sequer a que um bom aluno seja igualmente aprendiz.
Nas
gavetas do mistério reside a chama de uma vitória que se encontra
em cada peito
Quando a razão ensombrece a vida do próximo
distante de um relicário encontrado
Nos esteios que não nos
frature quaisquer boas intenções de permanecermos em paz!
A
reverberação de um requisito de um modo fraterno em leal prosperidade
Pode requerer palavras novas realmente, e não
apenas um jargão de século passado
Mas, em um contraponto, a
vertente inominável das crateras obsoletas de um vulcão extinto.
E
que não padeçamos com a tirânica aparência das cores e materiais,
sujeitas ao léu
De não nos surpreendermos com a ameaçadora
flâmula de pesadelos falsos.