quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
SUPRESSÃO DA LIBERDADE?
Quantas questões ainda hão de aparecer para
que se entenda a paradoxal forma da liberdade? Quantos parâmetros
incertos acabam por fazer perecer as boas condutas, frente a brutais
e por vezes veladas ofensas a que somos obrigados a fazer vista
grossa e, na palavra de um bom religioso, perdoar, mesmo sabendo que
reiteradamente as ofensas são disparadas como uma metralhadora
giratória que subentende não ser possível, ou ser muito complicado
exercer plenamente o direito da cidadania… Uma sociedade que
polariza a existência, em que todos se arvoram um “direito” a se
permitir participar politicamente nas questões sociais em que,
porventura nenhum homem com opinião de cerne mais autêntico possa
exercer seu direito de livre expressão, seja de esquerda ou direita,
ou que sublime certos paradoxos que ocorrem no cotidiano da
humanidade.
Como pode uma nação querer conflitar com outras
ou mesmo padrões coletivos e internos buscar tiranicamente conter um
cidadão? Ou não aceitar um resultado de eleição, como foi o que
ocorreu com a vitória de Dilma Rousseff aqui no Brasil, e como
certos membros de organizações faltantes com a verdade se engajaram
em um golpe branco que remonta a facilitação da emergência da
doutrina neoliberal que grassa em diversas nações, capitaneando
toda uma massa falimentar de “bons alvitres” com a intenção
funesta de dividir o país e fomentar a desordem política e social,
que por vezes vem a culminar com o despotismo e a ausência de
saudáveis lideranças que levem-nos à paz social, almejada por
todos os países mais ricos de nosso mundo. Essa necessidade atávica
de estabilidade social e psíquica no planeta é uma das vantagens de
boas relações comerciais e ausência de truculência desnecessária
com relação à realidade do terceiro mundo e afins. Uma descoberta
lógica e generosa é sabermos que – independentemente de posições
políticas – sempre será mais saudável aquela vertente da boa
vizinhança, como acontece na realidade de uma rua, em um exemplo
clássico. Assim como, mesmo com diversas idiossincrasias na
sociedade de um bairro, de uma cidade, a liberdade canta mais justa
quando as pessoas em geral tomam atitudes de respeito umas com as
outras, evitam beber em excesso, não sejam beligerantes e não se
tornem fanáticas ou cegas para com a liberdade cidadã do “outro”.
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
UMA BREVE REFLEXÃO
Como na era de uma ciência em que nos encontramos quase nulos perante a vida de muitos que dependem da mesma ciência em que citamos por altos vieses em que não encontramos justamente o que a vida mesma seja aquela em que sabemos tudo o que viria de nefasto, se não colocássemos término em suas próprias origens. O fascismo é uma questão que se torna como uma semente que alguém planta no caminho do regresso… O ser que se cria a partir disso é sempre sombrio – literalmente – em suas atitudes e modos como se tivesse a noção atávica de que uma sociedade autoritária e totalitarista seria a melhor forma de se exercer certo poder. Esse poder que pode ser vascularizado por forças externas no mais das vezes ou como um tipo tentacular de forma vertical e tirânica. Esse ponto é por vezes inevitável: a ingerência externa, ou seja, um embasamento dos sem pátria, no seu sentido mais venal. Essa venalidade sem razão de ser, algo de se ser mais factível de se acreditar em que o estrangeirismo e suas vanguardas de silicone seriam de modo acentuado quando se aceita a lógica do investimento em derrubar democracias… Esse tentar com certas certezas quase insofismáveis participam de um movimento praticamente pendular de observação – nisso se colocando níveis de percepção e outros artifícios – e ação aliados ambos com a frieza de agências de inteligência internacionais, visando salvaguardar para si e seus interesses as riquezas de países considerados por elas como mais “vulneráveis”. Essa atitude, esse comportamento supranacional é considerado uma modalidade factual, ou seja, não há segredos que são ocultados, a não ser, obviamente, pelos órgãos de mídia de natureza nativa. Isso é evidente, posto apenas as grandes fortunas anunciam em certos órgãos de imprensa de rádio, papel e TV. Enquanto certos relatórios são provas evidentes de que a razão que não impere naqueles que não a conheçam passa a ser inequivocamente necessária como forma de desmascarar a hipocrisia.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
O INVENTÁRIO DO CARÁTER
Por que enfrentaremos tantos reveses quando
falamos
Do alto de um ego inflado pelas vertentes da ilusão
se,
Porventura não fracassássemos no próprio imo, no
cerne,
Na algibeira que mantemos a sete chaves em cima do
burro…
Não, seríamos melhores ao apontar nossos
defeitos de caráter
Quando, na acepção do conforto, dela
sairmos a desvendar
Nossos mais íntimos segredos, o de ser
exemplar dando o exemplo.
Roguemos sempre a Deus, nosso
Senhor, seja qual for seus domínios,
Posto ser através de sua
humildade do caráter uma face que temos
A admitir possuirmos
dentro de nossa espiritualidade adormecida
E que desperte de uma
lava de embriagues rumo à sobriedade!
Na história
recontada de nós mesmos possamos admitir
Que muito da vereda se
suplanta a nós em nossa atitude
Quando remontamos o espectro de
nossas faltas
Assim, a se dizer que os objetos que tecemos por
vezes
Igualmente faltam nas assertivas do bom proceder.
Nada
que nos peque sejamos do alvitre do pecado
Posto, em relembrar
possamos, na continente frase
Que, por mais que relembremos o
passado
Este continua vivo apenas em nossa memória falsa.
Os
sentidos imperfeitos nos ditem uma esfera luminar
Quando, apesar
do volume do ofensor em pretender ofender
A reprimenda vem
embalada com o perdão
E, a mais não seja, retirada da
embalagem com cautela!
Acautelemo-nos, pois, a sermos
maiores do que um gigante
Que, no achaque da brutal idade de
maiores tempos
Revela-se no ponto equidistante do oceano de
mármore…
Nada do que se possa dizer seja dito, ou do
encerrar-se um verbo
Na tentativa incauta de sabermos quem somos
e a que viemos
Na missão indelével de um proeminente ato justo
e próprio
Quando, a esteira de uma pretensa e franca
ideia
Venha da suposição algo necessária com chinelas
ocas.
Venham a nós mesmos os reinos da temperança
Posto
a situação possa não ser a mesma da espera
Consuetudinária
em seus direitos de manteiga
Quanto, a se reverberar possam, os
ditos mareados
Naveguem pelos oceanos bravios da embriagues
Que
traduz a pena incauta da inocência infantil.
Palavras
sejam ditas, que o disforme seja uniforme,
Que a bonança surja
depois das tempestades
E que, dentro do aspecto da serenidade a
lógica ilumine!
domingo, 5 de dezembro de 2021
RETIRANDO UMA TEIMOSIA
Vestimos por vezes a peça do vestuário
Que
emana de um teatro invisível
Teimosamente recorrido, desde que
atuamos
Sempre na arte do encontro e do desencontro,
Na
arte de viver, do viver na arte
Quando, de se propor novas
vidas
Nós temos por onde se ter a fonte
De qualquer modo
onde nos deparamos
Com carros igualmente teimosos
Naquele
painel quase imaginário
Quando, no que se pretenda
A
fortaleza da expressão se torna surreal.
Em outras linhas
não teimamos sempre
Quando, ou sempre ou nunca
A verdade
de ser sempre se recoloque
Uma dimensão que requeira uma
aptidão
Que, na vertente de um encaixe
Quebramos o nosso
juízo
Nas horas – repetindo – teimosas
Que
possivelmente vemos
A saída de um termo que esquecemos
Quando
encontramos um óbice
Que muitas vezes não corresponde
Ao
real de querermos um certo poder!
No que porventura não
seja grave
Algum desejo de se ter algo
E, no entanto, o que
chega até nós
Seremos maiores se tanto de se ser
Que o
sejamos realmente algo a mais…
Vertemos a esperança que
não retiramos
De um tentar-se melhorar nossos dias
Sem o
quê de um destinarmos
Outros e mais rumorosos períodos
Que
seja a mais e mais uma boa fortuna
Em se experimentar um século
ao menos
Nesse intencionar o que nos torna felizes.
Essa
diferenciação entre nossas tribos
Remonte uma tapeçaria de
florestas
E rios por entre: cálidos como a primavera.
A
vertente que nos torna inocentes
Pelas palavras de um mote
Que
encerre um monte claro e verde
Como no dia ensolarado em seu
sopé
Ou mesmo uma penumbra fresca
Por entre árvores e
suas raízes seculares.
sábado, 4 de dezembro de 2021
UM DIA DE IMPORTÂNCIA
O dia de outras gentes se aloca na virtude
quando,
A se sentir a empatia entre os opostos
Encontramos
que o “outro” pense diversamente…
A realidade de um
outro dia, no entanto,
Remete o endereçamento da
tranquilidade
Quanto, no percalço de alguns momentos
A
fortaleza de um dia seja a diferença mutual.
Nas
prerrogativas de início, término e entremeio
Seja a voz de
compartir a bondade sem receios
Na dimensão de uma saúde
imensa a todos…
Embora tenhamos por vezes profundas
inquietações
As vicissitudes nos ensinam sempre
Que, à
revelia de nos afastarmos da fé
Reencontramo-la nas faces
diversas do amor.
Esse reencontro com a atividade da
bondade
Onde, por mais que se renove uma simples atitude
Esta
que nos refira a que sejamos no mínimo sensatos.
Estejamos
em uma vereda de luz, rumo a uma paz mundial
Que sempre será
possível para a consecução de nossos objetivos
Quando será a
vida mais de esperanças do que de fracassos.
Essa luz que
nos ilumine de graças que alcançamos a cada passo
Sendo que,
como não nos limitemos ao que nos ilude
Nas vertentes de uma
existência que seja melhor do que tudo.
Saímos a
caminhar dentro de expectativas correlatas
Com a solidez de
certezas partilhadas dia a dia
Em que encontramos a Verdade que
seja a única coisa boa.
Esse promontório de vitórias
diárias, por um dia apenas
Seja a virtude supracitada de sermos
mais sóbrios
Do que aparentemente temos por advir de uma
missão
Que nos encontre no braço amigo que tende a dirimir a
tensão.
Um simples insight tecnológico nos remeta
ao trabalho
Em que Bhakti nos seja como um bom serviço
Na
Yoga que nos remeta a uma vida de contemplação.
Seremos
mais importantes quando estamos sendo
Algo além da vida que
retiramos no caudal rumoroso
De quaisquer paixões que são a
causa dos impasses!
Seríamos melhores se tivéssemos a
crítica mais leve
Com relação ao que se nos aconteça de
maior
Quando, a bem parecer seja, conseguir andar mais calçado.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
O LAPSO E A CONCRETUDE
Andar sobre superfícies côncavas nos faz
deslizar para o centro quando não encontramos o limite da geometria
em suas bordas no anel algo conceitual do referido objeto. Nada do
que não nos permitamos salva-nos deste contexto, assim como estarmos
sobre uma calota mediana e convexa nos traz abrigo nas fugas ao
centro, pois se não fora deslizaremos para as bordas de sua outra e
oposta geometria. Passamos a ignorar a concretude dos limites, o
equilíbrio que há nesses dois pratos, onde quiçá duas torres
ajudassem a equilibrar a paródia contextualizada! Estarmos sobre
essas formas de modo solitário nos remonta um lapso, e sabermos
equilibrar essa oposição nos leva à concretude, a sabermos como
comportarmo-nos perante os níveis em que o stress do objeto que não
se mova nos remeta a uma solução qualquer, assim como viver em
sobriedade nos dá o espaço necessário a que dispusermos a essência
diuturna do conhecimento para democraticamente elucidarmos a
importância da assertiva qualidade da atração entre os seres e
seus processos. A existência passa a ser consuetudinária,
tradicional, vergada sobre a protensão que suspende um vão na
engenharia, uma convexão da esperança no mundo inteiro. Sabermos
desse supracitado processo – entre tantos outros – nos faz
conformes a divergir sobre uma escola em que Saturno se depreende em
seus anéis. Saber do sofrimento que nos perpassa a vida nos
entorpece do mesmo sofrer de quem amamos, e ser da esfera mais
solidária remonta um perfil quase nulo quando a nossa ação não
nos recorre a ser mais sensata. A visão complexa de que estaremos em um
ensaio de erros e acertos empíricos refaz estruturas que
consolidamos na esfera de um pensamento onde o côncavo e o convexo
possam estar alinhados com uma dinâmica de diálogos, ou mesmo da
expressão em sua mais ilimitada possibilidade, sem conferir ou
significar ameaças ao status social ou sistêmico. Do que saibamos
ser a vertente de algo mais esporádico do que esperamos revela o
nível paradoxal, posto a escrita possa ser de vanguarda com todas as
suas letras e, no entanto, os signos nos mostram a perplexidade da
classe que não negue pertencer a si mesma. Se tudo fosse de ordem
classificatória estaríamos em uma situação onde não estaríamos
nem aptos a navegar entre tempestades de amor e ódio. No que um
traduz a bonança, e o outro a semântica dos opostos no absurdo da
poluição da certeza sobre tudo, o que nos deixa mais órfãos com o
coração repleto de rancores. A esse ruído pertencemos – aí sim
– à classe que exclui, que segrega, que contamina a bondade com um
sentimento ruidosamente sinistro, e essa questão torna possível as
contendas pessoais até os limites quebrados entre a paz mundial.
As
nações do mundo que não retaliem, mas construam, que não sejam
despóticas, que encontrem seus variados caminhos pois, se assim não
fosse, seria impossível sequer viajar, posto a guarda de nossas
idiossincrasias particulares por vezes entram em uma vibração de
única amplitude: geralmente a causa da ruptura de mais variada
estruturação tanto material como espiritual. Há que se negar esse
tipo de lapso em nossa existência, pois quem gosta do conflito
obviamente não é o soldado raso: sem seus coletes, sem suas
proteções e, muitas das vezes, sequer armado. O que naturalmente
ocorre em nossos seios sociais é aquilo que muitos dos seres humanos
se aproximam, um pensar unificado em um cerne tipicamente único,
absorto no nada, esses seres em que nos tornamos quando sequer
sabemos a dimensão do que somos e sequer sabemos a dimensão do que
seremos, vivendo em uma decrepitude de tempo ociosamente trabalhador.
Nem todo o aspecto produtivo significa todas as sentenças capitais
do mundo, ou todo o embasamento de quaisquer sistemas onde nos
encontramos… Digamos, nem toda a ciência tem escalas inegáveis.
Ou, melhor dizendo, os degraus seriam mais altos se soubéssemos que
por vezes é melhor nem erigi-los para um lugar que não chega a
lugar algum. Necessariamente, precisamos ter melhor dirigida a nossa
consciência dos fatos e, na melhor das contas, aventar a
possibilidade de que a vida honesta é a melhor parte do ser, quando
na esfera material. Um ser de algo mais sólido, nem que
aparentemente seja excluído, mas que lute diuturnamente para obter
apoio de um merecimento maior, insistindo, bem portando-se, tentando
seu melhor, não se tornando uma esponja etílica, ou fatores tão ou
mais graves quanto. Basta não tornar toda a História pessoal um
lapso, uma lacuna, pois todos nós a possuímos, e o passado vem a
nos ensinar que errar múltiplas vezes apenas nos encaminha ao
fracasso. Essa é a Lei que porventura está escrita na civilização
deste novo milênio, pudera!
terça-feira, 30 de novembro de 2021
POR MAIS UM DIA SEREMOS
A cada dia, a cada passo, seremos tantos
De
melhores passagens pelo trem da vida
Que esta reflita igualmente
melhor
Na religação com Deus, o Poder Superior.
A
cada um, a cada vivência de sobriedade
Conjuntamente no
respirar da tranquilidade
Saberemos mais do despertar de uma
vertente
Quando, a mais do se dizer, seremos sempre
melhores!
Na verdade não encobrimos alguma receita
Que
nos oculte um verbo a mais
Em torno de uma ação que não seja
consciência
Mas que se torne algo a mais do que seja são.
A
mesma sanidade nos acompanhe no ato segundo
Quando preservamos a
outra questão que não havia
Em perspectiva de esperanças e
progressos
A mais do que se dizer que seja realmente
concreto…
Quando temos a guarida de sermos mais
inteiros
Não seríamos apenas o nosso festim de caráter
Posto
a diferença entre sermos mais autênticos ou não
Nas
correntezas onde pousamos nossos pés a navegar.
Nessas
pequenas orlas de nossos reconheceres
Não percamos a nossa
posição e latitude
Com nossos predicativos em razão e
sentimentos
Enumerados como uma plataforma
solidária.
Enumerarmos nossas faltas ou defeitos
crassos
Regulamos a mola de nossa intenção
Quando
admitimos prontamente a nossa fraqueza
Na miríade de estrelas
que guarnecem o espaço.
Nessas fontes claramente audíveis
em esforço
Quando alguns se reportam de modo positivo
Nos
caminhos em que encontramos o certo
Ao pensar que a vereda possa
não ser a mesma.
Nos trocos que demonstramos como a
superfície
De um tapete sólido com a frente nada inóspita
Na
forma que possa não a entendermos em pleno
Mas que, afora
contratempos, falam alto à razão…
Algo dispare não
deixa de ser recurso humano
De trabalharmos a visão que não se
turve
Mas que, dentro do vaticínio previsível
Demonstre
que a recuperação seja visível.
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
FACES DE AMIANTO
Estejamos com um acordo na algibeira
Que nos
recupere no dia a dia, por mais um
Quando nos relembramos
daqueles
Que nos guarnecem no raiar de nossa esperança.
As
vertentes de quaisquer faltas
Não nos acometam como destinos
incertos
Ou a referência que não mais possuímos
Nas
vigílias que nos tenham como predicados.
Quando nos
apercebemos dos quilates
Em uma azáfama de ouros e joias
Não
sabemos ao certo o tesouro
Que não verte sempre da matéria…
A
questão que nos dite coisas melhores
Será sempre com a
ressalva aramada
Qual escultura de forma perdida
Na coragem
de se esculpir uma peça!
Posto a arte se dedique mais do
que sempre
No que antes não nos dizia mais as frentes
Em
que todos os dias reiteramos que o mesmo dia
Nas cortinas que
nos carregam sob alfombras de gelo.
Quanto mais mandamos
as tarefas que sobrecarregam
Nas condições em que nos situamos
as pedras
Sabem mais do que algo que colocamos no vazio
Em
que se torne mais alto o nosso poder espiritual.
No que
nos claudiquemos o parecer da História
A cada qual temos a
nossa particular e íntima
Mesmo tendo a certeza de que a vida
não se resuma
Com os parâmetros iníquos de toda a
vicissitude.
Nas retaguardas de um giro no
escapulário
Vemos chegar um ícone como um retrato
divinal
Onde, por de tanto nos assaltar fora a nossa versão
Seja
sempre a versão da rotina saudável da superação!
Essas
superações em busca de recuperação de nossa índole
Que seja
esse o caminho que não se estende totalmente
Na outra busca de
uma virtude seja a Verdade por Si
Sendo sempre a virtude que vem
a ser o fator existencial…
Quando este ser se encontra
com a exponencial qualidade
A veracidade de seus atos remonta a
vida mais experta
Na função de ser por si a quadratura de uma
vivência
Onde – por subterfúgios da fauna – recorramos ao
céu!
sábado, 27 de novembro de 2021
LÁTEGOS DE ORDEM NEUTRA
Perfis transparentes invadem certos
sítios
Quando enumeramos as conquistas da ciência
A
saber, na miríade quase oclusa do conhecer
Quanto
de gabaritos sem conta e sem réguas…
O aprumar-se
sustenta um verticilo
Quase de se abrigar uma teia ao vento
Que
promete passar de um tempo ao outro
E que, na redondilha, os
versos respondem!
Não
seremos algo além da simples iniciativa
Quando respirarmos de
uma empresa
Na particularidade de seu empenho
Em que, por
todos os lados, há conquistas.
E que a tecnologia venha
de roldão
A alicerçar mudanças na ordem produtiva
Quais
látegos de algodão sistêmico
Elevando a democratização do
consumo.
Essa mesma plêiade de novidades
Passa a
parecer um lote de maquilagem
Quando na verdade Fortran ainda
exista
Na experiência consuetudinária de uma máquina.
Os
objetos do sistema de objetos narrado antes
Revela os gadgets e
suas preferências
Seja em um display retórico e coligado,
Seja
em um repente cru de um sertanejo!
Existe uma aurora
boreal, há um fogo fátuo
Que reservam ambos as novidades do
universo
Este, na extensão da nanociência
Assim como nos
nossos colegas de tamanho.
A que se dizer possa, um beijo
pode ser um selo
De alguma promessa futura na veia de uma
esperança
A que o amor valha quando não se pese o necessário
E
rudimentar equilíbrio da espada da Justiça.
A
neutralidade de nossas metas compõe
Um cenário onde
encontramos outros perfis
De filamentos quase ocres, em uma
sabatina
Frequentemente aleatória, com causa justa!
Derivando
algo de falsetes na clave de sol
Que a primavera não se
ressinta jamais
De contestar o poder da Natureza
Onde
navegamos em barco correto e íntegro.
quinta-feira, 25 de novembro de 2021
UM SORRISO OCLUSO
Na esteira de qualquer arrependimento
Navegamos
por retalhos quase ausentes
De um cetim colorido e adiado por
ano
No veio de que estaremos por um dia
A mais do que vem
por credo ou Lei.
Nessa questão de se relembrar algo
forte
Nos dê a fortidão que se remonte
Nada do que não
foi construído de forma vil
Quando na vertente de mais um
tempo
Se nos repõem os óbices de mais vida.
A vida
que não nos falte, apesar de muros
Que contém passos não
dados em suas alturas
Na interposição de um caminho algo
reto
Que, logicamente, transmuta em suas veredas…
Um
dos dias solitários de mais correntezas
Vem como um tapete de
cristal e sua novidade
Quando o que se espera é uma verdade
única
Que, em um si mesmo da razão, verte no peito
A
veracidade de estarmos na completude da veia.
Nas
vertentes que surjam de cada passo a mais
Seguiremos nos
períodos que – igualmente –
Nos ventilem caminhos mais
sóbrios e iguais
Mesmo que não estejamos acordados ou
notívagos
Nas horas da tarde que remetam ao vórtice
De
uma fração que remonte a continuidade de estar bem.
Esse
estar-se bem é condição primeva de todos os que vivam
Com a
tenacidade de prosseguir com intenções justas
Que remetem a um
bom senso e equidade de visão
Com o parecer da razão a
anunciar as muito boas novas
Que, com o passar dos dias, nos
lembram vitória a cada dia
E a cada passo, na questão da mente
e do espírito, sempre!
quarta-feira, 24 de novembro de 2021
SOMOS O FUTURO?
Quem sabe o que nos reserva algum desnivelamento
de ordem progressiva, como a falta de comodidade nas vertentes do bom
proceder, ou mesmo desse conforto que nos engana às vezes na folia
abrupta da ociosidade… Como se não bastasse o horário dos
intervalos, e nos pegamos na vez e na hora em que um ser produtivo
pode, apesar de estar em descanso, partir para uma ação
construtiva, no mais das vezes. Mas que, peça por peça, estaremos
caminhando para aquele tom futurístico que já fundiu certos bronzes
de Boccioni ou nas suas pinturas da rapidez de uma máquina em que se
torna até mesmo o cacoete humano quando nos deparamos com o como e o
porquê das intenções em nos permitirmos viver dentro de nosso
escopo: criado, projetado e executado com a maestria da tecnologia.
Esta mesma com certos padrões que universalizam Ocidente e Oriente
com o mesmo passaporte da ciência, mas com dissenções de ordem
econômica, na diuturna luta pela hegemonia do mercado. Na bonomia ou
na falta de apetite vanguardista, os lados cada vez mais
conservadores apenas depositam a mesma vanguarda nas ações de quem
detém melhor as ferramentas, lutando a luta inglória de fazer da
nação algo sem sal, inerme, aquém e dependente ao mesmo tempo das
matrizes, os países de primeiro mundo. Essa dependência conta com o
envase de muitos tipos de técnicos que trabalham financeiramente
para a entrega das riquezas nacionais para o capital estrangeiro,
tornando a nação algo cada vez mais distante do nosso ideal de
pátria.
O requisito indispensável ao desenvolvimento de uma
nação é justamente a premissa de sermos racionais e nacionalistas.
A razão que respeita a nação, a nação que respeite a razão
primeira, o que nos move, não obstante uma lógica funesta possa
parecer a solução e, no entanto, nem todo o pensar lógico pode ser
a solução, pois o poder pelo poder jamais carecerá dos silogismos
das lógicas sem cor. A questão não é apenas planetária, mas este
que vos escreve garante que ao menos os países sensatos estão
protegendo suas economias e instituições. Seus patrimônios, suas
riquezas, suas empresas e seus trabalhadores. A vanguarda supracitada
é justamente o know how de conhecer as coisas como sempre se
faz com tecnologias independentes, sabendo-se construir o mesmo
conhecimento e investindo na ciência com o merecimento ajustado às
necessidades de toda uma Nação. Não basta apenas termos armas se
na verdade pecamos por não saber fabricá-las, ou também pecamos
por não saber fazer nem um smartphone, ou
outra ferramenta eletrônica… Antes, devemos ao beabá industrial
todas as nossas reservas, posto tornar a Amazônia árida ou
“produtiva” não pode e não deve ser a solução, pois trocamos
igualmente – no sentido de sermos celeiros – um contêiner
de soja por um chip. Em
termos de inteligência fabril estamos mais atrasados do que grande
parte do planeta. Não temos inteligência tecnológica e não
investimos no conhecimento como se deveria, pois apostamos cem por
cento de nossas estratégias econômicas à perpetuação do poder,
seria o mesmo se dizer que o país promete ter muitas riquezas, mas
será mais preciso se dissermos que essas almejadas riquezas são
finitas. O saber como, o conhecimento a gente herda para outros e
outras gerações, e assim caminhamos para o futuro sem a defasagem
de uma monolítica ignorância que nos impele a importar produtos
caros devidamente manufaturados, e exportar toneladas de cereal na
modalidade de exaurir os solos e destruir biomas. Não adianta
sacarmos por um ano a miserabilidade do cenário se, depois de outro
ano perdemos o poder, sem nem ao menos o ter aproveitado para fazer
reformas estruturais na Nação. Sem tirar nem por, sem democratizar
os meios de comunicação, sem mudar – realmente – a maneira de
se fazer política, pois não será dando que se recebe, posto para
receber temos que trabalhar a nossa boa vontade que deve ser baseada
na honestidade acima de tudo, pois o que ocorre é transformarmos um
pleito em um balcão de negócios, onde quem lucra mais será aquele
preferencialmente vitorioso, nesse jogo sem tréguas.
Aparentemente,
tudo não passa de conservadorismo versus liberalidade, democracia
versus fascismo, esperança versus agonia, concentração de rendas
versus salários mais justos… Coisas da idade contemporânea,
apesar de estarmos ainda engatinhando pelo novo milênio, com
recursos amplificados e, no entanto, na vigilância necessária e
permanente. Todos nós temos ouvidos para escutar e olhos para ver, e
todos respiramos o mesmo ar, ou ao menos temos a Constituição para
tal.