terça-feira, 24 de agosto de 2021
domingo, 22 de agosto de 2021
UM SONO FUGAZ
Uma
qualidade do homem é sua têmpera, seu codinome calcado na firmeza
de caráter, seu não negaceio, a protuberante qualidade de
empresariar sua vida como uma existência ampla e irrestrita. Seu
sono é o seu sonho, e dorme, tanto para preservar a sua lucidez
escorreita e sincera. Por vezes pode lhe faltar o dito sono, torna-se
um tanto leve, mas recupera em outro momento o seu descansar… E
quando lhe falam de rancores responde com o carinho que concede a
outros, de caráter tardio e desfocado. Quando apanha madeixas de uma
mulher, é na questão da beleza ou da nobreza igualmente, do caráter
de sua querida companheira. Mas pode o homem estar mais só,
desvirtuar-se de qualquer companhia, justamente quando sofre a
rejeição previsível à sua grandeza. Os tolos resguardam mais
atenção à aliança que o homem faz de sua reputação aos seus
iguais, e reiteram cuidados maiores nos processos quase duvidosos da
farsa dos sentimentos que não geram certezas, mas apenas nublam seus
processos e tramas ardilosos. Assim como na liderança que sacrifica
seus propósitos, querendo botar nos vitupérios a parte de se
resolver questões que aparentemente são simples e
escorreitas!
Quando sofremos as agruras de tempos inquietos,
temos que ser mais complacentes e generosos conosco mesmos, posto ser
nessas fases as tensões decorrentes de equações mal resolvidas.
Como aquelas que conferem um falso orgulho por se ter posição,
inibindo o cidadão comum a reter desconfiança por esses homens de
falso ego, que subentendem uma grande parte dos seres abastados ou
investidos da autoridade, muitas vezes faltantes com a normalidade e
humildade necessárias para prosseguirem no caminho íntegro dos
homens de bem. Basta sermos amantes da verdade, nua e crua, para que
tenhamos no mínimo a isenção da culpabilidade por nos
portarmos bem em sociedade, esta que demanda como nunca a democracia
tão sublime quanto sublime é a nossa pátria. Essa vestimenta –
qual uma toga – que perfaz as instituições de um país imenso com
o seu maravilhoso povo estima que engrandeçamos a consciência
daqueles que são pífios nas suas idiossincrasias, a tudo vendo com
o andor de inimizades e contendas. A ameaça às instituições de
uma Nação, seja qual ela for, empobrece o diálogo e gera uma
miríade de mentiras, como se essa ocorrência multifária fosse algo
de um perfil normal, remontando um tipo de estratégia que não joga
um jogo com decência, posto baseado na covardia e inépcia. Um jogo
sem regras, um blefe sem contendores, a vida em si que pede uma
passagem mais escorreita é o que se espera para mudar esse estigma
fraudulento. Seguiremos sensatamente, ainda mais quando o panorama da
saúde depende da capilaridade tão importante de nossos órgãos de
atuação, onde certos atrasos fizeram muito estrago, e esperemos que
o bom senso impere como uma regulação para o caminho correto de
tudo aquilo que tentam manietar para se manterem no
contrassenso.
Tudo aquilo que vem de encontro ao amor, à
bondade, à caridade, à solidariedade entre os povos do mundo
inteiro nos faz ver que não estamos isolados, mas fazemos parte de
uma grande comunidade global, em que se pretenda coexistir com as
suas fraquezas, mas lutar pela fortaleza e a correção, não apenas
das ações mas da atitude de nossas lideranças, sejam elas quais
forem. Essa é a única premissa em que podemos subsistir como uma
irmanação planetária, posto infelizmente estarmos passando por
etapas que vêm a nós como alcances principais das novas
tecnologias, mas de atrasos na questão da preservação da Terra. As
contradições em momentos como estes são inerentes e conformes com
o que se espera de um século ao mesmo tempo tão desenvolto e em
contrapartida tão atrasado. Será buscando soluções de cunho mais
imediatista que devemos conter a opressão contra as minorias do
planeta, e a nós mesmos quando investimos contra a nossa mãe
Natureza!
sábado, 21 de agosto de 2021
sexta-feira, 20 de agosto de 2021
A VEIA DO VERBO AMAR
Na concepção das atuações de uma palavra estão
Os
significados de algumas frentes,
Os estandartes do que
significaria tanto e tanto
Que a mais não pudéssemos
classificar o belo.
Que tanto e tanto seria o verbo amar,
a mais
Do que tudo a que parecêssemos no agora
Do tando do
amares que seremos a serenidade
Pura do sentimento maior que
forra a terra…
A cada planta, a cada ser e a um
pássaro,
A cada formiga ou besouro, a cada boi,
Em cada
emancipação que se verte no chão
E aos direitos de dar sombra
e raiz quando quiser!
A ver, cada veste de calcário em
uma rocha marinha
E ao sustentáculo do ferro nas emancipadas
guias
Aonde amarrar o barco nas escotilhas esmaecidas
Mas
que se nos vertem as escolhas aprumadas.
De uma marina que
não se espere tanto,
A uma escala maior que amarramos os
barcos
Na convexa desarticulação dos ferros
Quando
ancoramos os animares dos sentimentos.
E ainda como se
soubéssemos as latitudes dos assuntos
Qual miríade circunflexa
das letras sagradas
Estaríamos necessitando de muitos
auxílios
Para aprumar a nave na direção do carinho.
E
o padrão que se faz presente dentro do estilo
Reveste a pátria
de uma tez que se pretende mulata
E, vertendo cálices de
cristal sagrado
Ensimesma a população que perfaz grande
maioria.
É dessa montanha de dizeres que se perfilha o
amor
Como filho único de doze progenitores
Quais os
apóstolos de Cristo que vertem sabedoria
E o mesmo sentimento
que embevece o devoto.
A saber que o tanto que queremos de
um bom sentir
Se roga na atitude do bom procedimento
Em uma
Verdade nada encoberta, posto única
E, mais do que tudo, o
progresso de todo um afeto…
Em se relevar o sentimento
pátrio, a hora é a do amor
Que subentende sublimarmos o ódio
e suas fronteiras
Inóspitas por causalidade, e referenciadas
pelo nada
Que nada mais é do que a anulação de qualquer
propósito!
quinta-feira, 19 de agosto de 2021
OS PÍNCAROS DA BRUTALIDADE
Melhor de se fazer é o não fazer
Quando
se exclui o excluído
E passa-se a nomeá-lo louco.
Dos
poderes investidos muitos são normais
Na sua alfombra de mato,
no seu cerne
De quase instrução, na sua certeza
De que a
família possa ter uma maçã podre.
Aí se passa como uma
vendetta, uma antemão
De um processo ardiloso, de um
redil
Marcado para depois, das palavras ofensoras
E de todo
o contexto da máxima preconceituosa.
Segue-se a tristeza
de não se saber como
Perfilar coerência com hipocrisia
Nos
tempos em que esperamos mais
Do que aqueles em que estamos
menos.
A loucura e os surtos passam a serem reais
Não
naqueles que se tratam, tomando medicamentos,
Mas nos ditos
“normais” em que levam suas vidas
Em ciclotímicos viveres
do alto e do baixo.
Se não houver compreensão de uma
palavra
Não haverá compreensão de nenhum pensamento
Que
possa existir sem a perseguição
Daqueles que portam
vulnerabilidade ou fraquezas.
Adiante levamos a termo a
justiça dos justos
Quando empunhamos a bandeira dos
oprimidos
Quando levantamos o moral dos guerreiros
Que
enfrentam dificuldade de adaptação ou similar.
Que se
tente a brutalidade, que esta encontre uma família
Onde passem
as propostas do orgulho falso,
Uma quimera do bem material como
escopo
E a inveja a um que bem ou mal se porta bem.
Esse
modo bruto, na base o ódio, é que faz fronteira
A uma questão
dissolutiva, é o que destrói o mundo
E solapa pequenos
bairros, desmonta estruturas antigas
E desfaz o carinho que deve
existir entre irmãos.
À parte disso revelamos um metal
de primeira grandeza
Quando reiteramos o bom proceder, quando o
estigma
De algum homem ou mulher remonte uma vanguarda
Onde
o tanto do querer não seja o mesmo do amar.
quarta-feira, 18 de agosto de 2021
terça-feira, 17 de agosto de 2021
UMA POESIA INFUNDADA
Requer será uma poesia infundada quanto
menos espera dos acertos
Ou dos erros eventuais que possam
acometer
algum discurso,
Mesmo que este esteja acometido dos piores
óbices
Que reiterem a mesma plataforma dos excluídos.
Não,
que não nos requeiram uma frase
maior
Além daquelas que requeiramos no convívio
Algo
silencioso nas plataformas do sentir
Ao que – convenhamos –
não será um acordo
O que esperamos dos façanhudos de
litígios…
Estes todos os homens e suas consortes
Que
nublam a visão equiparante na vez
E na voz de um ente maior que
seja o tom
Mas que na vinha de um mesmo acorde
Não nos
ressintamos do viés da poesia!
As vezes de nenhum
descarte que seja a vez
De nada o que acrescentar na palavra
proferida
Que, na verdade, consola o litigado de viés
profundo
Sem sabermos exatamente onde depositar a esperança!
Ao
sabermos o que vamos encontrar na veia poética
Não se funda
uma estrutura maior do que a simples compreensão
Naquilo que
esperamos faça-nos sentido ao menos
Do que uma fundação
equivocada, onde caibros não encontrem função.
Datiloscópica
é a função de todas as equações ligeiras,
Quando, por
motivação algo de manias equivocadas
As sociedades vergam seus
ferros e seu concreto
Em estranhas tensões onde a latitude dos
sentidos vibra.
Na mensuração de uma plataforma de um
ideário
Pode ser que se entenda melhor o ser de cada
qual
Quanto o ser de um ser coletivo, a se perceber,
Encaminha
um significado em uma própria semântica.
De uma poesia
sem fundamento muito cabal
Se extrai um novelo difícil de
resolver
Mas que, em cada linha da dissolução
Encontra-se
a métrica e o rumo certo para a solução
De um enigma de certa
forma dogmático
Mas que aponta
para um ermo necessário
Onde a nossa solidão se encontra com
nossa razão!
segunda-feira, 16 de agosto de 2021
DAS FORÇAS DA NATUREZA
Poderíamos argumentar que a espécie humana é
um símbolo de combatermos para melhorar seu status social…
Poderemos versar uma poesia de redenção de nossa espécie, até
sabermos melhor sobre a sinistra e poderosa hospedeira que tem se
tornado de um vírus letal a todos os viventes humanos. Uma diferença
cabal é que o genocídio vem de um proto ser, de um RNA, de uma
linha de genomas mutantes, onde o mais leve erro de logística e
atitudes correlatas nos deixa de pires na mão com relação à saúde
e seus quartéis de linhas de frente, onde os verdadeiros combatentes
não estão empoderados com armas, mas com seringas, tratamentos
complexos, máscaras e álcool, além da serenidade e precisão nas
qualidades necessárias a um bom trabalho. Redivivos estaremos depois
desses surtos e suas variantes, mas qual não foi a surpresa deste
que vos escreve quando soube através de um médico conceituado como
Drauzio Varela que as duas doses de vacina já servem para combater
bem as variantes mutantes do Covid, como a variante Delta e etc. O
que voga é também o estado de saúde do paciente, quando apresenta
comorbidades sérias que comprometam a situação clínica do
paciente. O problema é fazer da doença uma esfera inferior quando
sujeiras políticas começam a afetar e desprezar o inimigo número
um que é o vírus que deveríamos estar atacando sem tréguas e
otimizando um boa e sensata organização que recebesse mais e mais
auxílios do Estado, como é o caso do SUS, em sua grande
capilaridade que revela sua máxima importância.
O caráter de
uma nação não se faz com arrogância e raiva, ou com orgulho cego
para se manter quem não se deve no posto indicado. Na base da
tentativa e erro, sem nenhum planejamento não conseguiremos derrotar
esse inimigo e resta saber que nem mesmo hospitais como Albert
Einstein ou Sírio-Libanês são suficientes para operar verdadeiros
– aos olhos da ciência – milagres. Precisamos de uma gigantesca
tomada de consciência de que talvez ainda enfrentemos mais e mais
surtos como o supracitado. Na verdade precisamos igualmente de uma
tropa de choque que fiscalize com mais sinergia as aglomerações, e
que dê um exemplo que parta do indivíduo e no seus coletivos, ao
invés de obedecer hierarquicamente o descalabro e a incompetência.
O que se sabe é, se não dermos vasão a premissas básicas de como
evitar a proliferação desse proto ser mais e mais humanos serão
afetados, qual a resposta da Natureza, qual rebelião invisível dos
estragos que a ela já foram e estão sendo imputados como se aquela
tivesse culpa por existir. É esse O PONTO DE VISTA que merece a
compreensão dessas ocorrências. Se tivéssemos a noção exata de
que vivemos em um planeta que deve ser respeitado em seu hólos ou
totalidade, veríamos que a teoria das cordas seria mais simples do
que essa equação sem pé nem cabeça que significa acima de tudo o
egoísmo e o egocentrismo da maior parte dos homens. Vemos horrores
serem cometidos sem arrependimento, que nem a mais devotada confissão
limparia a sujidade de nossos espíritos, que significa mais do que
um gasoso poluente, revelando o equívoco de nossos pares.
A
Natureza tem suas próprias veias, e nós, como macacos nus, estamos
sendo simiescos ao imitar algumas autoridades igualmente equivocadas
em seus inóspitos temperamentos e atitudes que refratam a sensatez,
repetindo não apenas a tentativa equivocada individual, como um
estranho censo de ações coletivas, alçando-nos a uma categorização
risível de nosso comportamento.
É por essas e outras que
devemos acreditar no crescimento da esperança como mote fundamental
da espécie em que somos mais inteligentes, ao menos na aparência
pois, se não interrompermos a cadeia de estragos na nossa ecologia,
mostraremos a Deus que ele provou a sua intensa superioridade e que a
serpente do paraíso não passou de fantoche de Adão.
domingo, 15 de agosto de 2021
sábado, 14 de agosto de 2021
ALTERNÂNCIAS
Vigília
boa é a do nada, o nada em se fazer,
O comprometimento que não
existe,
A tarefa que não se conclui, a ficha
Que não
depositamos no jogo,
Ou o tempo equinocial de uma
temperatura.
A que saibamos, o tempo verte uma
estrutura
Que não demanda muito esforço
E estabelece
continências
Que, na verdade, vertem as páginas dos
recursos…
Recursos esses que são maiores do que o
previsto
Quando por uma questão menor
Parafraseiam
próteses de amianto
Nas vértebras de uma coluna rasa.
A
antítese do reverso pode elucidar um crime
E estabelecer um
panorama achacado
No acinte de se manter claro, reto e íntegro
O
verter-se a mais no caldo da razão.
A vida com
subterfúgios nos parece
Nem tão vívida assim, de se
dizer,
Que o parâmetro dos inocentes de alma
Possam
escrever páginas melhores.
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
VEIAS DO SUFOCO
Têmperas soem traduzir algo maior do que um
patíbulo inocente
A mais do que, a partir de algo de pátria
maior, resiste-se
Em um registro a intenção nua e crua de se
fazer uma ordem
Em que a um retiro de vanguarda as peças viram
de latão…
Carros e carros, montanhas de ferro desfilam,
já ocas
De tantas ocasiões relembradas, que há feltros
moles
No apaniguar dos uniformes, onde a força é
tíbia!
Sereno é o padecimento dos horrores, horror é a
causa
De um nada que padece igualmente, posto generoso é o não
A se lembrar de uma palavra o que vem na mente é o nada…
No
ressentimento de uma variedade genericamente dita
O chão por
vezes nos falta e o preconceito parte a pontuar.
Nos
ligamentos de uma forte ossatura, vem a nós a vertente
Que
encabeça boa coluna, pétrea e sólida como a vida
Nos trajes
de formosas vidas, na vanguarda de nossa latitude.
Quando
soubermos da infinita verdade saberemos como portar-nos
No
minguar altamente possível de nossos troncos, mas que o concreto
Nos
erga com sua armação de ferro, e protenda na horizontal
Que,
por si só, encabeça a vertente em que adormecemos à sombra.
A
se repetir mais uma vez na vanguarda que estaremos
Sem nos
esquecermos da retaguarda sólida que parafraseia
O título do
excelente general, a luta em se não ensaiar
Posto o militar de
qualidade há que ser verdadeiramente patriota!
Não
haveremos de saber da ABIN atualizada, nem do antigo
Sistema de
informações que a paráfrase não previu no artigo,
Mas
haveremos de saber mais sobre o ferramental
Que desponta nas
mãos algo severas de bons trabalhadores.
A Verdade é nua
e crua, e só por ela nos demos conta
Quando por sabermos de
antemão o que ela revela
Saberíamos tratar do assunto sem
prenunciar o quanto
Deveríamos ter por conta, desde que o
pressuposto
Não nos tire da casinha até que se resolva o
oposto.
Em uma quimera estamos quase sufocados por um
tanto
Das news que nos chegam quase fakes, ditas por mídias
Que
atacam ferozmente, novamente, na sucedânea
Dos governos que
estavam antes e aí estão
Por uma covardia pré Olimpo, no
conforto de suas salas
E no gigantismo assoberbado de seus
curiosos estúdios.
Em um embate furioso, obrigam ao
desfile carros e mais carros
Sendo que um carro vertia uma
fumaça errada, posto o mecânico
Ao menos revisasse o motor
para ver da compatibilidade do desfile!
Uma miríade de
coisas se atravessam, cada bairro é uma sentença,
A carne
falta na mesa de quem trabalha, e restos dos restos alimentam
Os
alcoólatras por sua posição escolhida na indigência, por
vezes.
Os homens que se refiram a terem uma vida dura,
sufocante,
Não sabem muitas vezes a que depositaram sua triste
esperança
Se, na verdade, acordam de madrugada e voltam noite
alta
No trabalho de sua condução: trem e metrô e ônibus.
Por
fim, a consonância dos sem trabalho refaz filas
Fiadas no
exército industrial de reserva
Onde muitos querem mais, mas os
poucos de muitos
Aceitam o achaque e seus achatamentos no ganho.
quarta-feira, 11 de agosto de 2021
VIDA E TEMPO
Poderíamos passar infinitos tempos debatendo
causas, ou casos em questão, mas isso não seria quiçá producente.
Uma vida instantânea seria mais fisiológica talvez, seria mais
rápida, sem os contratempos da razão, em uma lógica rápida, mas
com sentimentos um tanto atravessados e avassalados pelos caldos da
intuição brotada à flor da pele… Os instintos seriam chefes e a
certeza o imediatismo, e isso nos leva à reflexão: mesmo que o
imediatismo nos leve a conclusões precipitadas sabemos que isso só
pode gerar conflitos internos e arrependimentos rápidos como um
relâmpago. A vida tem seu tempo melhor, e as veias da contemplação
são o caminho mais rápido para tomarmos decisões acertadas. Para
vermos melhor um problema temos que nos debruçar sobre ele e estudar
suas variantes, pesar soluções e verificar melhores equações que
o resolvam. O comprometimento com o imediatismo só conclui
precipitações nos fatos e nos remete a um despotismo na arguição
do que por ventura possa ocorrer na manifestação de qualquer ordem.
Esse imediatismo conclui antes de uma conclusão mais racional,
antecipa conceitos e reitera erros de medição e deformações
equivocadas do caráter nas decisões importantes.
Vemos o tempo como
medida, mas, na verdade, o tempo mais longo ou mais curto pode ser
apenas a necessidade de um caminho mais longo, como nossos passos,
medidos ou não entre minutos ou segundos… E não necessariamente
medidos, pois, como tal, a eternidade nos alcança dentro de qualquer
átimo ou mensuração. Temos o tempo eterno, relativizado ou não,
newtoniano ou einsteiniano. O conceito nos alcance, dentro das
possibilidades do cru pensamento, dentro mesmo das propostas
inquisitivas de pensarmos, como na limitação de um gomo de laranja,
como uma fatia concreta, existente, o próprio nome que o diga: o
conceito, o paradigma do pensar! Esse seria o tempo da vida, aquilo
que passa a ser real por medições, ou na virtual realidade, nenhuma
mensuração, apenas a existência do sopro vital. Essa existência
cardíaca quase, isso de se respirar que nos deixa vivos e que não
percebemos instantaneamente, mas apenas quando estamos mais
contemplativos. Como o tempo de uma palavra, antes, uma letra e uma
sílaba depois de se refletir um pouco: um livro ou mais, um texto,
um excerto, uma manivela que nos faça o cérebro trabalhar.
Tradicionalmente a rocha mais premente da filosofia, algo que nos
remeta ao sem tempo do passado e a uma projeção do futuro, dentro
da mesma frase, locada no presente! Algo útil que nos faça refletir
ao menos, uma concatenação lógica, um arremedo de significado, um
puxamento simbiótico frasal.
A partir do instante supremo em
que se faça o trabalho do escritor com galhardia, tudo de nefasto
perde o sentido, pois as letras remetem à lucidez do mesmo trabalho…
Não há mais lugar para rancores e o solitário trabalhador das
mesmas letras prossegue isolado dos viventes no seu trabalho, ele e
sua máquina que escreve, ou ajuda, ao menos, imprimindo suas ideias.
Como em um exílio solitário o escrevinhador trabalha em meio a uma
pandemia que o faz publicar para um pequeno mundo, como um padre a
seus fiéis devotos. E, portanto, que faça o padre seu trabalho,
arregimentando forças em sua igreja, comungando em suas missas,
passando o credo e dando suas orientações pertinentes ao clero que
vem de longe, espelhando no Vaticano suas orações mais solenes…
Assim reza a sociedade boa, assim vem ao largo das vertentes dos
inocentes um tempo eterno em que os do bem não precisem se preocupar
com futuras faltas. O coro canta alto uma peça de Bach chamada A
Paixão Segundo São Mateus, e isso é de um tempo antigo que
prenuncia o ontem no hoje e no amanhã como registro indelével de
música maravilhosa.
Estes tempos idos que por vezes não
recuperamos por vezes vêm de fracassos que o homem tem cometido ao
longo de sua vida, vidas por vidas, e por gerações a se fazer
circunflexo o erro humano. Por essas tantas, por todos os seus erros,
não pode haver capitulação por parte da Natureza, pois esta apenas
vê no tempo dos erros os ajustes dos resultados das estultícies. E
por aí vão os requisitos em que tenhamos uma noção dos erros e
acertos com relação ao planeta, por não nos preocuparmos com os
estragos a longo prazo cometendo atrocidades repentinamente, como se
o que nos alcance não alcançará mais tarde a outras gerações,
deixando para depois o que podemos fazer na atualidade. O tempo da
vida está minguando para várias espécies, incluso a nossa que
passa a sofrer a consequência dos abusos que comete contra si mesma
e seu habitat: a nossa Terra.
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
VÉRTEBRAS
Óh
coração, órgão supremo em seu influxo e refluxo
Arterial e
venoso, suspenso por alcaides genuflexos
Num átomo de nossa
poeira renitente não por atraso
Mas da condição suprema que
se possa sentir e ver
Através da oscilação da pressão
interna e externa
Que vem de roldão em todo o sistema
circulatório!
Não pensem tão abertamente o non sense
do sem sentido.
No que o paradigma
se retenha em uma frase qualquer
Que pousa as suas folhas sobre
os cristais do solo…
Diamantes que aguardam
silenciosamente o carinho
Das pétalas verdes que se aninham sob
o vento
Acariciando o ar com sua presença de quedas.
Assim
vamos à mais uma poesia entrançada
Daquele vime antigo que
víamos à beira da estrada!
Os tempos em que largamente
se funde com as estrelas
Com a lua como capitã que se levanta
sobre a cumeeira
Procurando alentos sob os vestígios de
pássaros silhuetados…
Das nesgas de lanças adormecidas
sobre espinhos
Encontramos similitudes com ásperos tonéis
onde
Sancho Pança tentou suavizar as espadas de Quixote.
No
de sempre navegamos por mares tempestuosos
Onde a Capitania
alicerça rumos cortando pela proa
Os vagalhões onde não se
encontra muita esperança.
Dobra-se o cabo e os penedos
não encontram o aço
Quando sua intenção é rasgar como
pergaminhos de seda!
Nas questões relativas a um atraso
capital
Há homens que navegam pelas bolsas
Com fracos e
irrisórios rendimentos
Prevendo que hoje pode ser fracassado o
investir.
Grandes embarcações cruzam o oceano
Em
rotas inimagináveis, em busca de riquezas
Lá pelas plagas
orientais, em um Leste pujante.
Por vezes um escritor
falta com a verdade
Quando soçobra seu barco e há de conversar
com o destino
Dito como frase construída sem o arrimo do
calafate.
Palavras consonantes hão de ser ditas,
Mesmo
quando a mentira que serve de sobrevivência
Da própria verdade é
consubstanciada pelo tudo
Que encerra em si mesma a eternidade
do zelo.
sábado, 7 de agosto de 2021
COISAS DA CIÊNCIA
Relembramos coisas de nosso passado que nem
sempre são aplicáveis no presente, mas encerram em si um tipo de
transição que só apenas algumas gerações acompanharam essa linha
tênue de um tempo anterior em que o futuro já nos aguardava, como
profetizaram alguns escritores e filósofos. Um autor como Aldoux
Huxley e outro como Orwell já previam algumas coisas concretas que
passaram a ocorrer nos tempos presentes. Igualmente, podemos pensar
em Os Jetsons como um desenho que já no século vinte poderia ser ou
lembrar uma paródia da robótica, e filmes como Terminator ou
outros anteriores como 2001 Uma Odisseia no Espaço já previam
coisas como androides e a Inteligência Artificial. Com a descoberta
das células-tronco teremos quiçá como “vestirmos” as máquinas
no futuro? Será que países como a China estão descobrindo coisas
que vão além da automação pura e simples? O que se sabe é que,
na medicina, várias descobertas estão se realizando no sentido de
cirurgias remotas e mais e mais órgãos biológicos humanos estão
em vias de serem construídos e, com as máquinas em 3D novas
próteses surgem. Estamos pincelando um futuro de alta complexidade e
tecnologia de ponta…
O homem está em processo evolutivo, ou
seriam os displays que estão por fazer evoluir o ser humano?
Surge sempre as duvidosas quebras de paradigma, enquanto em questão
da filosofia ultimamente o que se vê mais amiúde em termos de
acesso são os livros de autoajuda e infinitos materiais altamente
descartáveis nas redes sociais, como a fabricação da mentira e as
futilidades que, com a aprovação da audiência aumentam a
popularidade de inocentes ou maliciosos. Resta saber como a ciência
política, por exemplo, vai fazer – aos olhos da ciência –
transcender ajudas externas escusas para leiloar as riquezas de um
país em desenvolvimento e por aí afora.
Parece-nos que o
Poder vai além até mesmo de grupos mais patriotas que desejam o
desenvolvimento da Nação como um todo. Não seria ousadia afirmar
que os setores estratégicos de nossa economia estão sendo
subtraídos de nossa soberania por grupos que deveriam proteger a
nossa independência a se repetir o Grito do Ipiranga como exemplo
histórico que uma vez na vida poderia ser autêntico nos tempos de
hoje, com as forças brasileiras a favor de seu povo. O legalismo é
importante e a Democracia é o seu símbolo maior. Não será
desmontando estruturas consagradas que se fará a construção de uma
sociedade mais fraterna, justa e não violenta. Precisamos de menos
crimes, menos armas e menos intolerância pelas nossas frentes, e
mais forças de reforço dessa ideia por nossa retaguarda. Nos
flancos, há que se desmontar a venalidade e, por encima, respeitar o
credo que respeite a todos, sem os ardis que vão tentando selecionar
boas e ruins religiões, em um maniqueísmo medievo.
A partir
do momento em que se consagre uma Nação e todos se unam para firmar
pé em um consenso aceitável, científico e solidário é que
podemos dar visibilidade a quaisquer grupos que fazem parte da Pátria
Brasileira… Se reduzirmos a representatividade das minorias
estaremos colocando mais uma pá de cal sobre o arremedo de
fenecimento democrático. É justamente com honestidade, pão,
educação, saúde, trabalho e moradia que vamos caminhar para um
país melhor, mesmo que estes quesitos sejam apenas o princípio,
pois não bastarão esses itens se não forem de boa qualidade. Nada
disso se dará se a ciência não for apoiada generosamente e que não
seja necessário a evasão de nossas melhores inteligências por
falta de insumos nacionais. Não existe a menor possibilidade de
alfabetizar uma criança ou um idoso se não houver a batuta da
ciência. Não existirá uma população feliz se não houver um
compromisso com a saúde pública e gratuita.
Que essa pandemia
sirva para esclarecer nossos erros e nossos acertos, pois o que é
exato e correto dizer é que os profissionais – TODOS –
relacionados com a saúde e a ciência tem lutado muito para não
deixar cair o sistema: de todos, sem exceção no de se falar
igualmente dos usuários. A coisa mais importante a se revelar é que
os profissionais das forças armadas deveriam ter sido mais
competentes ao obedecer apenas e não cumprir suficientemente
situações como o que ocorreu em Manaus e em outros confusionismos de
outras ordens.
Tomar ciência é tomar tento, é se tornar mais
consciente, e não revogar medidas boas em detrimento de propostas
equivocadas que só geram atritos internos, dividindo a Nação
Brasileira, no sentido de achacar a proposta sempiterna de
construirmos um país para todos os brasileiros!
sexta-feira, 6 de agosto de 2021
PRELÚDIO EM SI E MI MAIORES
Uma nota si e uma nota mi, quais serão as
maiores
Tônicas progressivas para o andamento musical
suspenso
Em um novelo concatenado em acordes meio
dissonantes
Até que se prove o contrário de que uma breve
marque silêncio!
Em uma nota se escreva toda a tonalidade
que reja a orquestra
Assim no si mesmo ou no nosso coração que
embale o ritmo…
Em consonância e união dos tons
abertos em mi que se faça
Uma prosopopeia a respeito dos tons
da crença
Que não se desfaz facilmente e que seja bom que
dure
Posto o crente revela por vezes a fé inenarrável em
Deus.
Não se poste a mentira pois essa não é ferramenta
Dele
E, o que antes era um percalço do destino,
Torna-se
tools os mais variados em bom inglês.
Dê-se tempo
ao atemporal, pois a relativização na Física
Desafia o
próprio corpo em uma prova olímpica
Onde a beleza do Discóbulo
encerra a estatuária antiga
Ensinada pelos gregos, desde a
origem do pensamento!
Reiterem-se esperanças de dias
melhores
Depois de toda a luta de expertise da Medicina
Como
disciplina universal em todos os modais
A que nos refiramos como
um exército
Onde o oxigênio e os tubos são armas do bem.
As
vacinas entram como munição preciosa
E a logística correta
como panegírico concreto
Mesmos que ventos tornem mais
turbulenta a nave.
Retornaremos mais fortes e
sobreviveremos mais lúcidos
Mesmo em meio de tormentas nada
leves que prometem
Dias vincendos em meio a tantas contas em que
Eros
Na melhor das hipóteses promete ressurgir com
fortaleza.
Assim caminha a humanidade, por vezes
belicosa,
Por vezes dramática e cômica, sem falarmos tanto
Dos
trágicos episódios que acometem o gênero humano.
O
justo se faz justiça, a força se faz força, e as reservas
Dos
quinhões de merecimento nem sempre estão presentes…
Muitas
vezes florestas inteiras sofrem por descaso
Daqueles que se
envolvem em suas negociatas
Sem se darem conta do mundo que
legam aos netos.
Mas há da humanidade fincar pé no
progresso das espécies
Como um continuum onde a
razão pousa seus pés diamantinos!
terça-feira, 3 de agosto de 2021
TELECINE
No
tanto de sermos coadjuvantes de um espetáculo funesto
De tantos
e tantos filmes de segunda e de terceira
Aparecemos gastos pelos
tempos da megaexposição
Que resguarda em si a audiência mas
não perfaz qualidade.
Batemos sempre na mesma tecla de um
fora ou de um dentro
Que na verdade o vocabulário da cultura
empobrece
Não no sentido de classe social, mas na demanda de
dizermos
Algo que vá além de uma mesmice nem tão
merecedora…
Os signos acabam sendo sempre os mesmos, e o
que antes
Se chamava companheirismo, hoje é fábula rasa
De
evitarmos sequer a expressão que seja correta!
De
expressões equivocadas a humanidade se exaure
Na tentativa de
ensinar os mestres que se jactam
De saberem verdades que quase
nunca se enunciaram
Sem o contraponto ou o benefício da
dúvida.
Investigando os paramentos do descaso
Descobrimos
por fim pistas de acesso
Ao meio desalentado motivo
Ou ao
parâmetro que elucida os rancores!
É rápida a
consonância com a lógica
De que dois mais um será sempre
três:
Um na frente e dois na retaguarda…
Dessas
táticas em se viver melhor, centrado
Em um foco peremptório
onde o melhor
Não é apenas um medalhista olímpico
Mas
aquele que – apesar das vicissitudes da vida –
Consegue
emparelhar os cavalos
Na similitude pétrea da cavalaria.
Resta
ainda um sinal que aponta para o cais
Que verta o possível
dentro de um andamento
Qual pêndulo no movimento de andar o
relógio:
Essa máquina que não substitui o tempo.
O
que não é fator de risco que se anuncie
Dentro da ingerência
daquilo que se deseje
E que seja bom em todos os sentidos
Seja
para aqueles que são inimigos
Ou, principalmente, que se tornam
amigos…
A Verdade jamais será relativa e, se antes,
Um
cidadão público enlevou alianças
E, hoje, parte ao infinito
do engajamento
Resta saber se isso é mancomunado com seus
ardis.
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
LÁTEGOS DE EUFORIA
Pingos sem sorte avançam sobre a tempestade de
dois mundos:
Um, eufórico, capaz, renitente, produtivo.
Outro,
desforme, inválido e inconsequente, fanático e dependente
De
esferas tais que o mundo quase passa a ser planificado…
Outros
mundos quiçá versem, quiçá se apresentem como sustentáculo
De
um quase senso comum do que não é, do que apresentamos
Em uma
esteira de vaidades com a conformidade do que pensamos
Ser
exato, de uma precisão milimétrica, científico e executor.
Outros
mundos surgem, de terceira escol, de primeira escolha!
Surgem
paradigmas sem preconceitos neonatais, sem o vórtice
Em que a
devoção demandaria mais cuidados, em que a palavra
Não fosse
vertida tão gratuitamente em nome de Deus.
E que a remissão de nossos pecadilhos não fosse infame…
Como
se na próxima tarde do outro dia estivéssemos ausentes
Daquele
frio que atravessa os ossos do indigente
Para quem não olhamos
a não ser com o esgar do desprezo.
Estes são grandes
pecados, evitar conversar abertamente
Com aqueles que são
considerados párias por não ter ocupação
Ou ser de raça
diferente, se considerarmos que na ignorância esclarecida
Ainda
se busquem conceitos relativos a esses erros antropológicos…
No
que se tanja a um circunflexo proceder, o amigo do amigo
Pode
estar vinculado a espécies de armadilhas
Onde os melhores e
maiores ursos
Sentem a ferroada do metal em suas patas!
Na
escolha dos inocentes não há maiores escolhas
Do que aquelas
de arapucas montadas
De onde os maiores pássaros atravessam
montanhas
Para serem enredados em planícies vultosas.
Passa-se
o tempo equinocial de nos vincularmos
Com a sobriedade dos
nobres de espírito
Quando aclamemos que nas noites de
inverno
Um sobretudo pode ser questão de vida ou morte.
Não
se toca o paramento de um sufragista universal
Quando soubermos
que o voto do celibato
Não deixa de ser uma roupa que,
clássica,
Vestimos sem a pecha de não sermos idôneos.
A
quem vestisse o paramento pétreo de que uma tumba
Encerrasse o
véu da poesia, escarnecemos dessa proposta
Pois o poetar-se
aclara mais e mais com a luz da vida…!