sábado, 19 de novembro de 2016

NÃO SOMOS AQUELES QUE DESEJAMOS QUANDO NOSSOS ROSTOS NÃO POSSUEM MAIS FACES A NÃO SER NO BOOK.

AUTOMAÇÃO ARTESÃ

            Há modos de se fabricar em certos contextos um produto alienado de sua natureza primordial... Como gadgets em que não se encontra o contexto este em que sua função seria algo menor do que um tipo de embalagem que contém, a título de amostra atrativa, seu teor quase infantil em trajar para o consumo. Trajar em amplo sentido, de “vestir” os produtos industriais com tudo o que vem por adiante, antes de descobrirmos que muitas peças, como as de carro, por exemplo, são feitas com materiais que simulam visualmente outros que porventura, na ideia de impulso de compra, acabamos por não darmos ciência do que adquirimos. Amassada a lata: funilaria; amassado o plástico: moldagem. Troca da peça de plástico, exorbitância... O que abre espaço, dentro desse estranho mosaico, a que estejamos comprando um descartável por algo mais sólido. Destarte, quase sempre se vai para uma loja que reconsidera a restauração, por vezes por vias quase artesãs. Em uma confecção que não sabemos muito para que serve, surge a miríade de produtos que encerra em sua variedade uma espécie de fauna de especiação variada, com tipos ou classes, seus objetos e uma programação orientada em seu contexto. Essa especiação revela que nas fábricas o que se orienta é algo em que não estamos mais comercializando algo em si, mas o seu pressuposto, onde o que ponteia o holístico possa ser o comércio banalizado da cosmética onde esta, literalmente, perfaz o ideal do hedonismo societário. Onde cada qual “brinca” de ser agente do belo, mas atravessa com dois gumes o bom senso daqueles que necessariamente devem ter na redução dos lucros acessos mais viáveis e conexos com o produto per si. Essa fauna de objetos nos tornam igualmente passivos diante dos estímulos e respostas a que nos submetemos, onde passamos a nos rotular enquanto seres, onde cores de roupas, por exemplo, se tornam significantes de proposições diversas, por exemplo cabal, e igualmente nos tornamos predadores para competir em um dito “livre mercado”, em que cada qual se torna a fera de si mesmo. A ausência de diálogo entre os que se tornam rivais em interesses ou negociações que quase sempre, a exemplo de grandes monopólios, se tornam usualmente desonestas, faz com que alguns se tornem tipos de glebas ou clãs que os unem para a preservação dos mesmos acordos societários referidos com relação ao hedonismo agora raro em consecução que começa a atingir classes mais “possuidoras”. Por possuírem, estão certas que seus desejos serão satisfeitos, e essa ante mão muitas vezes leva que fracassem quando os mitos de suas bagagens caem por terra, no mais das vezes por uma razão de estarem dissociadas na especiação de seus grupos, com seus links existenciais, e o grande gadget das informações lhes falta, na sua mesma falta de conhecimentos fundamentais quando se ausenta a identidade cultural do indivíduo isolado ou coletivizado. Referenciar-nos dentro de gadgets que somatizam sistemas como alguns portais gigantescos passa a nulificar nossos anseios enquanto cidadãos em vozes jamais ouvidas, dentro de uma nulificação tornada concreta, quando ao menos se contestasse o pão, e outro, que se ouvisse mais os anciães...

NÃO TENHAM MEDO DE SOFRER, COMPANHEIROS, POIS ÀQUELE QUE SOFRE LHE É DADO O CÉU, POIS QUASE SEMPRE O SOFREDOR NO MUNDO DE HOJE É VITIMADO POR UMA CIRCUNSTÂNCIA PESSOAL OU DE INGERÊNCIA DE OUTRO/S.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A VIDA MAIS SÓBRIA NOS ELEVA A UMA PLATAFORMA DE COALIZÃO COM AS FORÇAS DO HUMANISMO, POIS QUANDO ESTAMOS SENHORES DE NOSSOS ATOS TEMOS MUITO A MERECER POR NOSSOS CRÉDITOS E DEIXAMOS OS ACIDENTES PREVISÍVEIS NO MEIO DA FAUNA DE LADO!

TODAS AS CATEGORIAS QUE PERDEM COM O PEC DO IMPACTO SOCIAL DEVEM DEBATER AS CAUSAS DO IMPACTO E BUSCAR SAÍDAS NA TENTATIVA DE UM DIÁLOGO NAS ENTRANHAS DA SOCIEDADE.

QUANDO SENTIMOS NA CARNE O DESCASO OU O PRECONCEITO, É ÓBVIO QUE SENTAMOS NOS MESMOS LUGARES DO COLETIVO, ENQUANTO IRMANADOS PELAS MESMAS AÇÕES NEFASTAS QUE ACABAM POR NOS UNIR EM CAUSA COMUM, LOUCOS, NEGROS, IMIGRANTES, POBRES E CONSCIENTES: QUE SOMOS TODOS NÓS!

A LINGUAGEM HUMANA ESTÁ TÃO PRÓXIMA DA MAESTRIA DA ARTE QUANTO PENSARMOS QUE DENTRO DA LEGALIDADE NOSSAS CONQUISTAS DE ORDEM EXPRESSIVAS ALCANÇAM A TODOS E INCLUEM AQUELES QUE AINDA QUEREM SER INCLUÍDOS, NA MARCHA PARITÁRIA DA DEMOCRACIA POPULAR MAIS REPRESENTATIVA E JUSTA SOCIALMENTE.

A DEIXARMOS POR SI NÃO CONSEGUIREMOS, POR SI, POR NÓS, POR TODOS... NÃO QUEREMOS UMA FACA DE FERRO DE UM PERDÃO QUE FERE, POIS SE ASSIM FOREM OS PERDÕES, ASSIM TÃO DE DESCARTE, TUDO ESTARÁ SEM VOLTA NO MUNDO COMO O CONHECEMOS AGORA, OU SEJA, DESPREZANDO AS NOSSAS QUESTÕES DE HISTÓRIA.

A LUA E O SONHO

            Lúcia de Sarmento vira a lua por acaso. Não era a lua que lhe prometeram todos os dias daquela primavera primeira e no entanto atualizada pelos calores recentes. De um frio que sentia, na verdade, em uma parte do corpo em que sabia haver: carente de  um toque, carente de um carinho a que deixasse o fremir de lado, pelo menos por uma pausa... Sua cabeça parecia que explodia. Todos os homens que passavam... E que não encontrasse nada, c’est la vie! Aquelas figuras conformadas, um seio de carcinoma que nunca existira nela, mas que sabia estar presente em muitos sítios, do muito se comer, dos celulares e suas radiações, do sol que não se podia mais, de uma água amarga de se beber, do ponto existencial, da literatura que lia, por não encontrar fora o dentro que observava existir desde há meses, em suas descobertas introspectivas.
            Ah, o lugar comum da literatura! Aquilo que nós nos permitimos ler, a auto ajuda, que ajuda a autoria... Não seria mais isso, posto por um realismo crítico! Sim, uma prerrogativa... A mais não saberia, era uma mulher e sabia disso, saberia abraçar sua vida com a coragem de poucas. Nisso de autoria era igualmente fêmea, no seu traço de criar que não coadunava com as mesmices de suas contemporâneas. Nela mesclavam-se a lua e o sonho, de forma que uma era luz em exposição, o sonho em nos encontrarmos sob o astro, e o outro a luz da noite que nos tece companhia, ou o vagar de uma estrela em nossos olhos quando estamos de sonhar acordados! Lúcia não distinguia muito, só saberia deles mais de perto, quando de se tornar matéria viva, lúcida, coerente, no altear-se de suas escaladas pelas intempéries dos sentimentos dos tempos...
            De luas e sonhos, era um sono escalar que entorpecia os mesmos sentimentos que destarte lembrariam quiçá uma vigília que esperasse o bem portar-se. Essa antiga questão de bem portar-nos, que abraça a civilizada forma de viver, trazendo aspectos positivos quando sempre nos adaptamos a um meio que podemos usufruir de certos modos, no que oferece de bom, sendo de uma televisão, quando apenas de seus cenários, se for a única vantagem no usufruir dessa estranha – ainda – máquina de entreter, vista como tele-visão os computadores igualmente, posto a diferença crucial é não sermos tele-guiados, um fator de alienação contemporânea, em um modal cada vez mais consentido como única forma de estarmos com a nossa pretensa – nessa visão – tecnologia ou tecnocracia em dia. A lua não contemplava isso na vida de Lúcia, bem porque conseguira ainda jovem ler toda a obra de Shakespeare em espanhol, a lógica de Hegel, o Capital de Marx, o Elogio da Loucura de Erasmo, entre literaturas clássicas, com autores diversos como Eça, Lima Barreto, Euclides da Cunha, Balzac, Zola, Dante, este em idade um pouco mais avançada, já beirando os trinta anos de primaveras que se tornavam pouco a pouco a experiência de vida intelectual paritária com a média de uma bagagem de latino américa do nível de Chile, Argentina e Uruguai. Por isso os computadores não faziam tanto sentido assim, de serem a suas únicas referências tecnológicas, já que para ela um bom coador de pano ainda passava o verdadeiro e insubstituível café, que fazia mais parte de sua vida do que uma máquina que sofre manipulações diuturnas. Muitos eram as pensadores, muitas eram as intelectuais. Aquelas que haviam por vezes casado e tiveram tempo para a leitura e que aproveitaram, mesmo em casamentos fracassados, possuíram estatura moral e intelectual de monta suficiente para ao menos existirem como expressão cabal de mulheres libertárias mesmo sendo de gerações onde os papéis eram desiguais ao olhar chauvinista de toda a sociedade, principalmente em certos colonialismos típicos do terceiro mundo...
            Lúcia de Sarmento escrevia como Marguerite Yourcenar, com a paixão pelas letras, mas com a experiência de agora, com mais de sessenta anos, uma profundidade quase titânica. E assim passava seus tempos, muito de observar, de onde colhia seus materiais na mesma sociedade que agora se transformara, em que os papéis não invertiam tanto, mas novas formas de dominação machista assumiam novos perfis, um tanto de modal genérico em que as pessoas se transformavam em classes e objetos, cada vez mais, com a integração dos sistemas e suas relações mercenárias. Porquanto fossem intelectuais, homens, mulheres, etc, essa variedade do pensar sofria o véu da inalcançável fama construída, com a expressão mais sincera talhada nas suas ainda raízes, no que não foi fincado e, com o poder das palavras na ponta de lança das sociedades, a admissão de frentes de nascentes intelectualidades teriam de ser abafadas pelo status quo do imperialismo, quando esses ensaios ou peças de filosofia ou literatura despontem a leitores alternados. Assim era a humanidade... Assim se processa a humanidade, e a lua é algo real, assim como o sonho concretizado por palavras deixadas em uma garrafa em mar de revelações, posto a posição de uma escritora ou de um escritor é sempre escrever aquilo que vem de seu imo: da profundeza de sua vivência cotidiana e de seu conhecimento pregresso, a se acompanhar nas ações do presente.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

SÓ PRA DAR MAIS DE TRINTA E FECHAR COM DEZ...

O MEIO DIGITAL É O QUE É, COMPA, HORA DE DORMIR SIMPLESMENTE É DURANTE ALGUMAS HORAS. À BENÇÃO, LOGUNEDÉ!!

O PEITO INSUFLADO POR MEDALHAS, QUAIS LATAS EM UM CAPIM VERDE DE UM SOL EM QUE AS PALMAS DESCEM DOS COQUEIROS: SERÃO LATAS APENAS, OU TEMOS QUE REVISITAR AS HONRAS?

Q QUE SERÁ QUE NASCE À FLOR DA TERRA E NUNCA SERÁ, O SER DE UMA LAGOA VIRADO MONSTRO, O QUE SERÁ, O PANORAMA DE ROSAS DE CHUMBO O QUE NÃO É, MAS SERIA, COM OUTROS QUE SÃO ELES, QUE NÃO SABEMOS MAIS AO CERTO DE OUTRAS CERTEZAS...

SERÁ QUE NÃO PODEMOS PENSAR QUE UM SIMPLES PESCADOR PODE SER MUITO MELHOR ADMINISTRADOR DO QUE UM DEPUTADO QUE TRAI SEU POVO, POSTO NA MESA O FATO?

SERÁ MUITO PEDIR A UMA AMANTE QUE NÃO PRECISA OFERECER SUA RETAGUARDA, SE DE AMOR QUE SE AME UM POUCO TAMBÉM O GENITAL?

SERÁ QUE O FASCISMO SUBSISTE EM SUA NOITE DE NÚPCIAS COM ODORES DE ROSAS DE PLÁSTICO EM MEIO A CONFETES E SERPENTINAS DE FUTUROS ATRASOS?

SERÁ QUE MANDELA NÃO MOSTROU UMA ALMA GIGANTE AO DORMIR EM UMA PEQUENA CAMA E POUCOS LIVROS DENTRO DE UMA CELA, DURANTE UMA VIDA?

O NOVO REMONTA LIVROS EM PDF, PRONTOS PARA UM NOTEBOOK, MAS SERÁ QUE ENCONTRAR UM "BRASIL: NUNCA MAIS" OU BUSCAR DE PORTUGAL O LIVRO: PALESTINA, PAZ SIM, APARTHEID NÃO DE JIMMY CARTER, NÃO SE TORNA MAIS CÔMODO POR OS TERMOS NO PAPEL?

HOJE ENCONTREI TORTURADORES, QUE TORTURAM COM O OLHAR, QUE QUEREM DESFECHOS MAIS E MAIS TORTURANTES, POIS BUSCAM DENTRO DE SI O MESMO IMEDIATISMO DO RANCOR QUE A CADA MINUTO DA PARCA EXISTÊNCIA VIRA UM ÓDIO NÃO APLACADO QUE REFLETE NOS OLHOS.

"BRASIL: NUNCA MAIS" - Um relato para a HISTÓRIA

... O que mais me impressionou, ao longo dos anos de vigília contra a tortura, foi porém o seguinte: como se degradam os torturadores mesmos. Esse livro, por sua própria natureza, não pode dar resposta plena à questão.
   Advertia um general, aliás contrário a toda a tortura: quem uma vez pratica a ação, se transforma diante do efeito da desmoralização infligida. Quem repete a tortura quatro ou mais vezes se bestializa, sente prazer físico e psíquico tamanho que é capaz de torturar até as pessoas mais delicadas da própria família.
   A imagem de Deus, estampada na pessoa humana, é sempre única. Só ela pode salvar e preservar a imagem do Brasil e do mundo.

Paulo Evaristo, CARDEAL ARNS
Arcebispo Metropolitano
de São Paulo

documentos "BRASIL NUNCA MAIS" - 1985 ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

    Houve situações em que as torturas não conseguiram romper o silêncio a que se impôs a vítima. O último recurso era tentar fazer com que um prisioneiro convencesse o outro a falar, como o comprova a carta do juiz-auditor de São Paulo, escrita por Marlene de Souza Soccas, de 35 anos, dentista, em 1972:
(...) Supunham que eu estivesse ligada a Marcos Sattamini Pena de Arruda, geólogo, que há mais de um mês vinha sendo torturado. Levaram-me à sala de torturas e um dos torturadores, Capitão do Exército, avisou: "Preparem-se para ver entrar o Frankstein". Vi aquele cidadão entrar na sala com o passo lento e incerto, apoiando-se numa bengala, uma das pálpebras caídas, a boca contorcida, os músculos do abdômen tremendo constantemente, incapaz de articular bem as palavras. Ele havia ficado hospitalizado entre a vida e a morte, após o violento traumatismo que sofreu nas torturas. Disseram: "Obrigue-o a falar porque a Gestapo não tem mais paciência e, se um de vocês não falar, nós o mataremos e a morte dele será de sua responsabilidade". Não falamos, não por heroísmo, mas porque nada tínhamos a falar. (...)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

EM SÍNTESE, É DESSES HOMENS QUE PRECISAMOS EM TODAS AS NOSSAS FILEIRAS EM QUE LUTEMOS POR LUTAR, POIS É ESSE O NOSSO DEVER, ENQUANTO PATRIOTAS QUE DESEJAMOS O MELHOR PARA A NAÇÃO!

A TÍTULO DE COMPREENSÃO MAIS IMEDIATA, SERVE UM HOMEM QUE SERVIRIA À PÁTRIA EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS?

VRNDAVANA É UM LUGAR DE LUZ INTENSA, REFULGENTE, COM ERVAS QUE NASCERAM MILHÕES DE NASCIMENTOS PARA ESTAREM LÁ, JUNTOS COM OS AMIGOS DE KRSNA E AS GOPIS, EM SEUS PASSATEMPOS MARAVILHOSAMENTE TRANSCENDENTAIS!

SEMPRE HAVERÁ ESPAÇO PARA O PERDÃO, MAS NOS PERDOEM AQUELES QUE FAZEM DISSO UM TRUQUE PARA BLEFAR INJUSTAMENTE NO JOGO ENTRE RELAÇÕES UNILATERAIS DE PODER!

SÓ SE FARÁ UM BOM GOVERNO NO PLANETA AQUELA POTÊNCIA QUE ENVIDAR TODOS OS ESFORÇOS PARA RESPEITAR OS POVOS DE TODAS AS NAÇÕES E CESSAR O FOGO CONTINUADO E BÁRBARO DAS GUERRAS.

SÓ ESTAREMOS NO CAMINHO DA PAZ SOCIAL QUANDO A VOZ DO POVO TIVER UM ALCANCE TÃO JUSTO QUANTO AS VOZES QUE OUTROS FALAM POR AQUELE, NO SENTIDO DE COLOCAR VERDADES EQUIVOCADAS EM SUAS FALAS RETICENTES PELO OFUSCAR DA MÍDIA EM CÂMERAS QUE ALTERAM A MENSAGEM POR ALTERAREM O EGO E A CONSUMAÇÃO DO STATUS.

HÁ QUE SE REVER OS TREINAMENTOS DAS ORDENS ESTABELECIDAS POR SEUS AGENTES NO SENTIDO DE BUSCAR CONTINUAMENTE A HUMANIZAÇÃO NECESSÁRIA PARA QUE NOS TORNEMOS UMA SOCIEDADE QUE, ALÉM DE RESPEITAR O PROCESSO DEMOCRÁTICO, ACEITE AQUELE QUE É PRÓPRIO DA CIVILIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA.

UM CIDADÃO PODE FALAR COM QUEM QUISER, PODE ESTAR ENSINANDO A UM MENDIGO, PODE COMPRAR PÃO A UM POBRE, PODE DENUNCIAR O PRECONCEITO QUE É GERADO PARA SI MESMO POR AQUELES QUE POSSUEM UM ÓDIO NÃO APLACADO PELAS DIFERENÇAS...

SÓ PODERÁ HAVER CAMINHOS SINCEROS SE ALGUM SER QUE SE APRESENTE EM ALGUM LUGAR DER ESPAÇO PARA AQUELE "OUTRO" A QUE ESTRANHAMENTE AGEM OUTROS SECTARIAMENTE POR QUESTÕES DE ORDENS IMPOSTAS PELO MODAL CONFORTÁVEL E EXTÁTICO DO COMPORTAMENTO PERMITIDO PELOS SISTEMAS DE VIGILÂNCIA E DOMINAÇÃO EXTERNA.

AS CLASSES DIRIGENTES TÊM POR DEVER ESTAR MAIS DESAPEGADAS DO NÍVEL DE CONFORTO DÍSPARE DA REALIDADE DA GRANDE MASSA, POIS CREIA-SE QUE OS LÍDERES QUE VEM DO POVO SÃO DE MAIOR VALIA DO QUE AQUELES INVESTIDOS POR REDOMAS BLINDADAS DOS INTERESSES PESSOAIS OU CORPORATIVOS.

O ÚNICO CAMINHO PARA A PAZ NO SEIO DE QUALQUER SOCIEDADE PASSA PELA REFORMA DE SUAS INSTITUIÇÕES NO SENTIDO DE REDISTRIBUIR MAIS EQUITATIVAMENTE AS RIQUEZAS NACIONAIS DE UM PAÍS.

A PROPÓSITO, NÃO HÁ OUTRO CAMINHO, CONFORME CITA O PAPA FRANCISCO, QUE NÃO SEJA PREFERENCIAL PELOS POBRES, NA CONSTRUÇÃO DE SOCIEDADES MAIS JUSTAS E NA CESSAÇÃO DAS GUERRAS SINISTRAS QUE OCORREM NAS ENTRANHAS DOS PODERES BELIGERANTES.

O MANDO DE UM PODER NÃO PODE DAR VOZ A QUE SE PROÍBA A MANIFESTAÇÃO QUE FOI PERMITIDA EM CIRCUNSTÂNCIAS SIMILARES PELO GOVERNO UNICAMENTE LEGÍTIMO DE DILMA ROUSSEFF.

QUE SE ARREGIMENTEM FORÇAS DE UMA DEMOCRACIA MAIS PARTICIPATIVA E POPULAR PARA CONTERMOS O AVANÇO DA PLUTOCRACIA ENTREGUISTA DENTRO DAS SUAS TECNOCRACIAS DE CORDÃO SEGMENTADO.

QUAL SERÁ O MODELO ATUAL DA REPÚBLICA BRASILEIRA, DO QUE APENAS UM CONSÓRCIO FECHADO DE POLÍTICOS VENAIS ONDE SE CRESCE APENAS OS SEUS GANHOS, E A POPULAÇÃO BRASILEIRA É TALHADA EM SEUS DIREITOS?

domingo, 13 de novembro de 2016

QUE A JUVENTUDE SOCIALISTA MOSTRE AO POVO BRASILEIRO E LATINOAMERICANO QUE NÃO É SUPRIMINDO LIBERDADES DE MANIFESTAÇÃO QUE O PODER PODERÁ EVITAR O CRESCIMENTO DE SUA CONSCIÊNCIA POLÍTICA, POIS QUANDO SE PROÍBE ALGO A NATUREZA HUMANA TRATA DE IMEDIATAMENTE REDEFINIR OS RUMOS DE ATUAÇÃO, NO PROGRESSO DAS MUDANÇAS E DO PENSAR COLETIVO.

QUE PAPEL A MÍDIA ASSUME AGORA? SERÃO TANTOS OS PAPÉIS EM SUAS NOVELAS QUE NÃO SABEM MAIS A QUE RECURSOS DE IMAGINAÇÃO CONTAR, A NÃO SER DEBATER FANTOCHES EM CIMA DE LINHO MOFADO DE SEUS ESTÚDIOS?

O POVO BRASILEIRO HAVERÁ DE DAR UM BASTA NA QUESTÃO QUE ENVOLVE A SUPRESSÃO DE SEUS DIREITOS, E ESSE BASTA TEM QUE SER DADO POR TODO ELE, EM TODAS AS CATEGORIAS DE SEUS TRABALHADORES QUE SOFREM E SOFRERÃO CADA VEZ MAIS SE NÃO ACORDAREM A TEMPO DE PODEREM FAZER ALGO POR SI.

BASTA DE CAPITÃES DO MATO NOS COMÉRCIOS ONDE AQUELES PEQUENOS DÉSPOTAS VÃO POUCO A POUCO DESCOBRINDO QUE SÃO ODIENTOS ENQUANTO PEQUENAS E NEFANDAS CRIATURAS.

O HOMEM QUE SERVE A INTERESSES MESQUINHOS NÃO DEVE TER EM SEU LUGAR A TRANQUILIDADE QUE DESFRUTA, SE TIVER UM POUCO DE HUMANIDADE EM SEU CORAÇÃO, MAS ACREDITEM, ALGUNS SE TORNAM MAIS FELIZES QUANTO MAIS TIRANOS CONSEGUEM SER CONTRA O POVO OPRIMIDO.

AQUELA VIDA QUE SE PRETENDE OFUSCAR A CHAMA DO ENTENDIMENTO ENTRE AS CLASSES OPRIMIDAS E O PODER CONSIGNADO PELO VOTO POPULAR MERECE QUE A SUA PRETENSA CHAMA MOSTRE QUE É APENAS UM PAPEL COLORIDO ABANADO POR BOBOS DA CORTE.

SÓ HÁ UM CAMINHO NO CORAÇÃO DE NOSSAS PÁTRIAS, E ESSE CAMINHO É O SOCIALISMO DEMOCRÁTICO E PARTICIPATIVO, ONDE O POVO E SEUS COMITÊS DEVEM DECIDIR O SEU FUTURO, AQUI OU EM QUALQUER OUTRA NAÇÃO DO PLANETA!

NÃO HÁ MAIS ESPAÇO PARA O EGOÍSMO CAPITALISTA NESSA DIMENSÃO NEFANDA QUE SE ABATE SOBRE O MUNDO, POIS SÓ SERÁ NA BASE DA JUSTIÇA SOCIAL QUE A TIRANIA DEIXARÁ DE AGIR COM A HIPOCRISIA NADA VELADA COM QUE ESTÁ AGINDO EM FAVOR UNICAMENTE DE SI PRÓPRIA.

O TÍTULO DE HONORIS CAUSA SÓ PODE SER DADO ÀQUELA EMINENTE PERSONALIDADE HISTÓRICA QUE FAZ PARTE DA MESMA POR TER SIDO JUSTO COM O SEU POVO, TORNANDO MAIS HORIZONTAL A RELAÇÃO DO PODER, QUE DITA DE SEU POVO E DELE DEVE SER EMANADO.

O TITULAR DE UMA CONTA POSTA NA MESA DE UMA HONRA SEMPRE SERÁ AQUELE QUE DIVIDE A CONTA DE SEUS ORÇAMENTOS IGUALMENTE PARA TODOS...

MOTIVAÇAO CONSCIENTE E DESCASO

            Uma conversa com um analista talvez facilitasse a inquietação de Neusa. Ela não sabia o que se passava com o grande corpo social, considerando que fosse ele de sua percepção pessoal, e não propriamente do que ela requeria a si própria, de querer ou achar que estava questionando em uma investigação frenética o funcionamento do cérebro humano. Seria algo meio pretensioso, mas não a ela, e cada qual que esperasse a sua vez, o seu modo de saber algo. Mas a que pretender exatamente? Para ela, os vínculos de maior parte dos humanos com a realidade eram meio previsíveis, aliás, totalmente. E que ela fosse uma criatura adaptada, não o sabia direito, pois à mesmice teimava não pertencer, e tinha seus motivos... Justo que a ela se passava essa palavra: motivação, pois no seu entender certos fatos e certos comportamentos eram claramente motivados em sua raiz, mas os membros inferiores por vezes não acompanhavam. Seria talvez a questão sexual ou não, a tibieza dos idosos, a lucidez de certos velhos, pelo menos gigantes experiências da geração mais antiga, e o espelhamento de estranhas ignorâncias do que viria pelo mundo, com uma sociedade aparentemente – no seu entender – cada vez mais totalitária em sua parafernália e controle social. Essa motivação por coisas e objetos, levaria a que certas e “outras” coisas se passassem despercebidas, por descaso, por negligência. Ter afeto por uma árvore se tornava mais complicado do que por um aparelho de informática. Posto de um ser vegetal e outro mineral, mas este último um subproduto de petróleo e afins, como areia, metal e energia. Não se passava mais que a árvore possui seiva e vida, dá suporte a outros seres e não é apenas um relaxar-se na hora em que Neusa pensava que o cérebro descansa, enquanto as motivações chamadas conscientes davam margem para que adormecêssemos em um braço de ilusão de um Orfeu em descaso. Em deixarmos para trás a luta que agora seria importante que travássemos no mundo, virado apocalíptico não pelos erros do homem e suas perdições e sinais, não, por questão do simples descaso.
            No entanto, queria conhecer o cérebro... Esperaria a humanidade que ele funcionasse em sua totalidade? Ou só no que a evolução permite que usemos? Em quantas sinapses a mais seríamos. Voltava a pensar na motivação... Uma agenda, por exemplo: dia mês, hora, minuto, função, encontro, ganho, tabelas de perdas e ganhos, ganho afetivo, medidas, números. Em síntese, um algoritmo simples em sua lógica, e poderia encerrar na medida o perfil existencial que motiva a realização de um ser, seu território, seu circular-se, mesmo que em torno do planeta, a monitoração, uma agenda e suas complexidades existenciais não seriam de importância mais cabal, agora. Função-exposição-encontro-tempo-sentidos-pausas... eteceteras e pau na máquina, que esta gira. Lera um artigo sobre sair dos eixos, ou seja, deixar-se sentir, deixar-se se apaixonar! Obviamente destinado a um público algo leitor. O problema seria como sair de um eixo e entrar nas bielas do motor, desfrear-se, re-produzir algo se, na verdade duas rodas só giram com um eixo, e isso seria um exemplo de relação. Quando uma para a outra igualmente, e a palavra eixo já não remonta a farsa de que estejamos repetindo certas histórias pois, pensava ela, o divisionismo remonta a motivação de antigas contendas, e não sobra muito para aqueles que se utilizam de eixos lógicos sedimentados por comunicações integradas para obter seus propósitos, políticos ou não. Seguindo a orientação de sua pequena mas logicamente leal investigação sobre o cérebro, chegava a certas conclusões de que apenas uma mídia não é um eixo, mas o próprio motor de centro que o movimenta em todas as direções, pois é evidente que regimes autoritários surgem dessas vasões, como mostrara a direção a própria imprensa. Mas o caso dela ia mais além, não apenas questões de empregados dos jornais que escrevem como papagaios por repetirem muito certas contradições de pensamento, o que acaba por permitir o descaso de questões cerebrais importantes, mais importantes!
            Em sua situação existencial estabelecera um critério imparcial de conduta para dirimir dúvidas sobre o que é um mapa, o que é uma sinapse linear, o que é um flash fotográfico, o que seria – se existisse – uma sinapse em três dimensões, quais os territórios do cérebro e a que par estão os estudos sérios e acadêmicos sobre o assunto. Haveria contestação a que se prosseguisse fora desse âmbito a taxa de normalidade de alguém tomar assento e se dispor a conhecer de algo fora do padrão científico, baseada apenas nas suas impressões e especulação empírica. Afora essa sublocação ignorada pelos bastiões, na verdade talvez interessasse a alguém prestes a se tornar um médico psiquiatra, talvez, que ela partilhasse de suas opiniões, pois, apesar de ser secundarista, possuía esse talento crítico para compartir com seus colegas essas questões existenciais. Mais do que tudo, optara pela computação, mas conhecia a história da filosofia, pois recebera orientação de sua família, com livros e tudo o mais, e não representava a realidade do nível das escolas nacionais, que tendiam a piorar brutalmente o seu nível. Fora isso que a motivara a investigar a motivação consciente, depois de ver tantos representantes do povo brutalmente ignorantes, com os únicos motivos anódinos de enriquecer... Quis ir mais profundamente na questão. O cérebro humano. Depois de suas anotações empíricas, notou que algo estava vago na noção de que o homem é o animal mais inteligente. Empacou no verbo ser como uma mula que não anda mais. E ficou pensando, o que seria a inteligência senão, como um espelhamento de si mesma, ter as condições necessárias ao conhecimento pleno e sem fronteiras. Mas chegou a essa conclusão dentro de seu próprio bairro, a verificar na Natureza uma resposta que lhe chegava aos borbotões, nessa mesma Natureza inclusa a construção humana, e suas respectivas percepções. Dessa análise, filtrou mais um pouco e reteve um simples dado que identificou uma parte crucial de sua pequena verdade encontrada: quais formigas, a espécie humana é diferente pelo seu físico, mas com a diferença de não ser nua a andar pelas ruas, e desse modo a motivação principal que observou é que muitos mais jovens parecem querer que estejam nus fazendo o que sempre os motivou. E tudo o mais, as relações de poder, abraçando igualmente os mais velhos, em uma grande energia em que o cérebro humano passa a perder para as sinapses de um formigueiro em sua organização simples e força física de seres muito mais amplos...
            Mas a coisa não seria muito reducionista, e teve que observar melhor o sapiens: a si mesma, como ser enquanto pensamento vertido. Não obteve resposta, pois este pensamento se sucedia e parecia ou tinha a impressão de que mudava a cada classe de percepção, as influências de seus sentidos. Voltou à velha questão do Gita: os sentidos como uma parelha de cavalos... Bastaria direcioná-los? Não, não caberia discutir a religião, pois fumara um cigarro e alguns já olhavam meio atravessado, estava em rua. Propriamente, em frente ao mar, as costas a uma rua do bairro... Parou um pouco, talvez estivesse encontrado alguma resposta: o que a motivava talvez não daria as respostas. Queria investigar o cérebro humano. Olhou para as suas mãos, lembrou-se do Macaco Nu, de Desmond Morris, um livro importante para conhecermos a nós mesmos. Como outro, A Dimensão Oculta, de Edward T. Hall, livros que seu pai possuía e que ensinavam coisas distintas do que as escolas tradicionais colocavam à disposição, haja vista Neusa ser muito precoce intelectualmente. No filme 2001 via que a ferramenta-osso se tornara a nave, mas sabia do fracasso da espécie humana em encontrar meios para desfrutar de um planeta ao menos razoável... A sede de ganância do cérebro de muitos homens e mulheres estava cravada sobre a Terra e essas garras titânicas eram o símbolo dessa relação de poder, uma motivação inerente a que se destruísse a liberdade de outros para desfrute das riquezas dos países vitimados por grandes potências. Talvez fossem grandes cérebros que pensassem por outros menores, garras menores, armas menores, talvez algo que remontasse um cérebro com uma inteligência superior, mas com a intenção de usar essa ou essas inteligências para exercer o poder que mal e mal se equilibrava com outros contendores no planeta.
            Chegava Neuza a infinitas conclusões, mas nenhuma delas lhe daria um encerramento de uma tese, visto ser apenas uma investigação que considerava paralela, pois talvez a ciência estivesse apenas estudando a questão para fins médicos ou de pesquisa vária e necessária ao andamento da ciência. A seara era muito extensa, e nada a preocupava mais do que saber que tantos e tantos filósofos haviam contribuído para o pensamento dos homens, influenciando a história e que hoje se falava em fundamentalismo religioso como se fosse algo natural, e na verdade muito da cultura dos povos continuava, por descaso, omissão ou motivos torpes, a ser massacrada no seio de muitas sociedades antigas, gerando mais e mais guerras e fundamentalismos religiosos, incompreensão, racismo, intolerância, violência, crimes e etc. Era bom para Neusa que ninguém soubesse ao certo para que reservara durante aqueles dois últimos meses um tempo para pensar a respeito. Mas aprendia muito, chegando a uma conclusão inevitável que iniciaria uma outra questão recorrente. Só saberia encontrar uma verdade mais sólida sobre a motivação consciente e o descaso se descobrisse igualmente o que seria o descaso consciente e a motivação involuntária. O labirinto se tornava tão amplo que chegava à conclusão de que as sociedades dos seres humanos sofrem continuamente de suas próprias contradições. Negá-las é um imenso descaso, e debatê-las para melhorar sistematicamente a vida de nossas populações torna-se uma motivação não apenas consciente, mas igualmente saudável para que se melhore a questão de como utilizarmos nossa massa cinzenta para viver melhor com o próximo, e esse direito é a razão que aproxima Neusa de sua realidade e seu desejo de muda-lá!!!

sábado, 12 de novembro de 2016

SABERMOS DE NOSSA POSIÇÃO ESPIRITUAL VERDADEIRA POR VEZES DEPENDE DE MUITOS E MUITOS NASCIMENTOS, MAS NO SIMPLES SACRIFÍCIO DE CANTAR OS SANTOS NOMES DE DEUS, SAIBAMOS QUE JÁ ESTAMOS LIBERADOS EM NOSSA VERDADEIRA CONSTITUIÇÃO ESPIRITUAL.

NÃO HÁ MAIOR AMIZADE DO QUE COM O VAQUEIRINHO DE TEZ AZULADA, OU A ENCARNAÇÃO DOURADA DE BALARAMA, COMO É O SOM DA MRDANGA QUE SOBE AOS CÉUS E SE ENCONTRA COM AS NUVENS NEGRAS DA MESMA TEZ DE KRSNA.

BASTA DE VRNDAVANA SENTIRMOS A POEIRA DE SEUS CAMINHOS, POIS GOSTARIA DE SER UMA ERVA ONDE KRSNA PASSOU EM SEUS PASSATEMPOS MARAVILHOSOS.

KRSNA PASSA A SER O FOCO IMENSO DO SERVIÇO EM DEVOÇÃO DE TODO BRAHMACHARI IMACULADO EM SEU CELIBATO, POSTO AS RELAÇÕES DE AMOR COM DEUS SEREM TODAS TRANSCENDENTAIS, SEJA UM DEVOTO INTERNO OU EXTERNO: ISSO ESTÁ NOS SASTRAS, AS ESCRITURAS REVELADAS HÁ MAIS DE CINCO MIL ANOS.

TEMOS EM NOSSOS OSSOS TODOS OS ELEMENTOS DA CRIAÇÃO CÓSMICA.

HÁ SERES QUE MEDITAM DURANTE MILHÕES DE ANOS, COMO EM UM ANO DE BRAHMA MILHÕES DE UNIVERSOS SÃO CRIADOS, APENAS NOS CÉU MATERIAL, ONDE NOSSOS CICLOS SE DÃO, QUANDO NÃO NOS LIBERAMOS.

COMO TODO HOMEM NORMAL, LEVO ADIANTE, DENTRO DE MEUS LIMITES, A FRAÇÃO DA NORMALIDADE QUE OUTROS ACEITAM, DENTRO DO PRESSUPOSTO QUE NÃO REVELO O ÍNTIMO DE MEUS SONHOS, ASSIM, COMO PÉROLAS DO ENTENDIMENTO REFLEXO QUE NÃO NECESSARIAMENTE TEREI QUE COMPARTIR COM ALGUÉM DESTE MUNDO, POIS NÃO ME IMPORTA NEM UM POUCO QUE AS ESTRADAS ESTEJAM CHEIAS DE GENTE AUSENTE.

AS PROPOSTAS QUE NOS RESIDEM EM NOSSO PEITO POR VEZES VEEM APENAS O QUE RECEBEMOS DE NOSSOS OLHOS, E NISSO AS PORTAS DA PERCEPÇÃO SE OFUSCAM POR VEZES, QUANDO PASSAMOS A REFLETIR COM OS DEDOS, APENAS.

FALARMOS MAL A ALGUÉM É COMO DESVIARMOS A ATENÇÃO DE UM PÁSSARO EM SEU VOO MIGRATÓRIO A UM BOMBARDEIRO EM PLENA MISSÃO!

AGORA É HORA DE SABERMOS QUE A HUMANIDADE TEM EM SI UM PROCESSO DE REDENÇÃO NECESSÁRIA E PREMENTE, SENÃO NÃO SAIREMOS DA DESESPERANÇA ENQUANTO HOMENS E MULHERES DE DEUS.

CONSIDEREMOS QUE O DIÁLOGO PODE CONSTRUIR MONTANHAS QUE HÁ MUITO TEMPO PERECERAM NA HISTÓRIA DE NOSSOS SÉCULOS.

EM TUDO NO MUNDO EXISTE UMA INEQUÍVOCA RELAÇÃO UNIVERSAL DE APRENDIZADO. DESDE A CIÊNCIA ATÉ A RELIGIÃO.

A MELHOR RELAÇÃO QUE PODE HAVER NO MUNDO É A DE UM MÉDICO COM SEU PACIENTE, JUSTAMENTE QUANDO AQUELE ENSINA ESTE COMO SE DEVE PORTAR O SER PARA QUE SEJA CURADO.

O ENSINO SEMPRE GERA UM APRENDIZADO NA ALMA DO PROFESSOR, POIS ESTE JAMAIS ESQUECE OS LAÇOS HUMANOS QUE SÃO O CONHECIMENTO QUANDO COMPARTIDO, PRINCIPALMENTE NAQUELES QUE SEQUER IMAGINAM ESSA CIÊNCIA...

A COMUNIDADE DA VIDÊNCIA

Teçamos reverências ao Brasil, pois este é nosso, e leiamos de nossa literatura, pois quanto mais nacionalistas formos, igualmente levaremos adiante o conclusivo debate de erguermos algo dentro de nosso território. Que leiamos das nossas histórias, pois agradarmos a faces repaginadas em books não dá a visão do sincretismo necessário a que possamos perceber a dimensão de nossas culturas, por aí na compreensão máxima do que significa a América Latina em nossos maiores contextos. Aí sim, podemos escrever com propriedade, pois a partir do momento em que nos inibamos no processo de tomada de consciência, tudo pode crescer, e a comunidade se perde em seus princípios, posto quase não sabermos mais igualmente crescer enquanto cidadãos nas ruas e nos bairros, de onde os trabalhadores vêm para nos ensinar a nos portarmos como humanos que devemos ser, dentro do pressuposto algo libertário de termos de ser mais duros com relação às realidades que se nos apresentam e apascentarmo-nos com o fato de que, se assumimos um religare religioso, pelo menos devemos levar a fé adiante, mas respeitando todos os credos. Devemos sempre crescer em progresso pensando nas populações que realmente necessitam de amparo social, e é a construção de uma comunidade nacionalista e democrática, com suas reformas de cunho popular e com justa participação que encontraremos nosso caminho para nos tornarmos independentes.
Pode parecer difícil esse caminho, com uma crise internacional sem precedentes históricos, mas colocarmos nossas riquezas à disposição do capital internacional pode vir a ser arriscado, pois todas as maiores potências do mundo hoje se fecham combatendo as livres fronteiras, se estas lhes prejudiquem as suas riquezas internas, e teremos agora um governo mais conservador no EUA, ou seja, vai se fechar a porta de um livre comércio que dentro desse país vai ser blindado quando afete a seguridade econômica sua e interna. Mais do que tudo, a tecnologia é necessária, e o pressuposto de que os celulares se tornem a realidade de maior população também é importante, mas haveremos de unir o diálogo entre as classes menos favorecidas e a burguesia que, dentro de uma composição civilizatória, ou seja, no encontro amigável e solidário do diálogo, essa coexistência de forças deve como nunca unificar a nossa nação. Devemos igualmente respeitar nossas forças que prezam pela segurança, pois os homicídios já ultrapassam 60.000 casos por ano no Brasil e a grande maioria de seus crimes são arquivados pela justiça, o que devemos esperar é que se puna os culpados pelo maior crime da sociedade, que é o assassinato. Devemos esperar que os agentes das polícias recebam melhor e que haja um cuidado para que não fiquem isolados em um contexto tão grave político que atravessamos como agentes de repressão, pois não é isso o que ocorre no nosso país, já que são obrigados a acatar as ordens de seus superiores, como no caso de São Paulo Estado e seu Governador. O diálogo passa a ser importante. Obviamente, um jovem que é viciado em algum estupefaciente ilegal passa a ver a polícia com um olhar virtualmente às avessas, o que nos deixa obrigado gerir o fato de darmos atenção para que nossos jovens não caiam nas drogas, sendo o álcool em excesso a porta principal para a sua entrada nesse submundo. O ilícito começa pelo ato ilegal no comportamento, quando de violência, na ingestão de tóxicos, em se acreditar que pelas vias mais desconexas se encontre algum tipo de verdade que, creiam, irão encontrar nas escolas, se estas obviamente forem respeitadas como ambiente livre, passível de ser partidária e militante, para que desde cedo o estudante não se aliene de sua realidade e de seu país e passe a lutar de modo atuante para a mudança igualmente política e seus debates saudáveis decorrentes. O que está posto está posto, o que se posta na verdade é uma bela picanha na brasa, quando comemos carne: por vezes o que há. Não adianta tentarmos nos associar com tudo e todos sem o mínimo de algum traço realmente mais sincero, e a educação apenas será melhor se se der o encontro de culturas, se os estudantes souberem de nossa verdadeira história, se souberem do mundo como processo civilizatório e igualmente suas vertentes históricas. Igualmente, se gostarem da matemática como algo belo, e não seja todo o processo da educação o preparar-se para o Enem ou o Vestibular, pois o aprendizado nunca é um processo de competição, mas de solidariedade, convivência cotidiana, e desprendimento social. Quando soubermos da necessidade de nossos filhos enquanto cidadãos da segunda célula social, que é a escola, pensaremos que as instituições de ensino a eles pertencem, e que o Estado tem a obrigação de dispor desse serviço às inúmeras crianças que dele necessitam, sejam ricas ou pobres: igualmente! Esse é o único bom senso existente, o único norte a que devemos estar cientes em nossos pressupostos humanos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

TEMOS TANTO A CONTAR QUE OS NÚMEROS POR VEZES NÃO SÃO SUFICIENTES QUANDO MESMO AQUILO QUE NOS ENVOLVE DE MANEIRA VERAZ NÃO É TALVEZ TÃO VERDADEIRO QUANTO UM SENTIMENTO - A QUE NÃO PENSEM QUE SEJA POR QUAISQUER - QUE SIMPLESMENTE É APENAS UM TIPO DE NIRVANA DE QUE NÃO É...

LEMBRO-ME DE TANTOS COMPANHEIROS QUE ESQUEÇO QUE ESTAMOS NO MESMO BARCO HÁ MUITO MAIS TEMPO DO QUE NOSSOS NASCIMENTOS, POIS SOMOS FRUTO DE UMA COMPOSIÇÃO INEQUÍVOCA QUE CONVOCARÁ SEM QUALQUER DÚVIDA UM ARCHOTE QUE NÃO REPRIMIRÁ A CONCESSÃO QUE SE FAZ - AÍ SIM - VERDADEIRA PELA CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA.

NORMALMENTE ACREDITAMOS QUE OS SENTIMENTOS SÃO ALGO ESQUISITOS QUANDO SINCEROS, PENSAMOS QUE TALVEZ SEJA LOUCURA OU INGENUIDADE. SE PASSA QUE POR VEZES A DEMÊNCIA É A VIZINHA QUE NOS ADOÇA TODOS OS DIAS COM O AÇÚCAR QUE GANHAMOS SEM TERMOS QUE EXTERNAR - POR TEMERIDADE - QUALQUER TIPO DE AFETO!

SÉRIA SÃO AS CALMAS DOS MUNDOS, SÉRIA É TALVEZ A TRISTEZA, MAS RISÍVEL É DEIXARMOS DE SER QUANDO SOMOS JUSTAMENTE O QUE TEREMOS QUE SER.

NÃO HÁ O QUE TEMER, COMPANHEIROS DE TODA A VIDA, POIS SE VOCÊS NÃO TEMEM GUARDAM UM ESPAÇO NAS FILEIRAS JUSTAS DOS BRAVOS COMBATENTES.

QUANDO A SUPERFÍCIE DO COMPORTAMENTO TORNA-SE ALGO QUASE ABERRATIVO ENQUANTO CIÊNCIA EM SUA ANÓDINA PROFUNDIDADE, SAIBAMOS QUE É ATRAVÉS DELE QUE NOS CABE O VIÉS REVOLUCIONÁRIO.

A MELANCOLIA NÃO DEVE SER UM SENTIMENTO RESILIENTE, POIS AS RUGAS QUE GUARDAMOS EM NOSSAS EXISTÊNCIA A REVELAM IGUALMENTE, E SOMOS MELHORES QUANDO REVELAMOS AO TEMPO QUE VIVEMOS.

ENCONTRAR-SE SOZINHO PASSA A SER UM NÉCTAR QUANDO PASSAMOS A FASE DOS VENENOS EM QUE SUPOSTAMENTE ENCONTRÁRAMOS OUTROS, QUE NÃO SÃO AQUELES QUE ENCONTRAREMOS EM UM FUTURO, BEM MAIS APROXIMADO DO QUE IMAGINAMOS...

O LEVANTAR-SE DE ALGO SENTE-SE MESMO NA PRIMAVERA DE NOSSAS ATITUDES, NESSE LEVANTAR-SE DE UM AMOR GIGANTE QUE TRANSCENDE AO QUE NÃO HÁ PORQUE NÃO SUPORTA AS SUAS PRÓPRIAS CONTRA ADICÇÕES, POSTO O ADICTO PASSA IGUALMENTE A SER CONTRADITÓRIO, QUANDO NÃO ENCONTRA FORTALEZA EM SUA CONSCIÊNCIA.

PERSCRUTAR-SE

A se seguir em jornadas que imantamos quiçá com uma sombra pungente
Não por ausência da luz, mas por proteção de olhares que nos perscrutam
A que soubéssemos mais de nossa vereda, ou que o olhar não nos alcance!

Desse olhar sóbrio e louco de fantasias quiméricas, a uma ilusão pertencida
Qual veste que nos sobra em panos rotos quando o fato é ignorar o tempo.

Teríamos tempo algum, se dele fossemos mais um pouco do que não agimos
Quando a serpentina voz que nos chama pode ser apenas um capítulo a mais!

Afora os descuidos do mesmo manancial do nosso tempo igualmente roto
Acima as responsabilidades que tenhamos nascido para tantas darmos
Ao não saber em quantos portos teremos que amarrar os barcos
Se um gesto pode ser suficiente a que nos traiamos ao imaginar um beijo...

Pele crua, que nos sobre, calcária como um crocodilo ausente de chama,
Algo seca, ausente igualmente do Eros que dialoga com Tanatos
Nas versões mais presentes do que sequer sabemos depois de minutos.

Não vertamos nossa tristeza em um papel de alcachofras, em cada pétala
Ungida com o óleo de um olival de Espanha, em que Franco
Desmontava as pétalas de outras tentativas na outra face do mundo.

Quem dera fossemos irmãos, e não apenas um grupo consonante a nada
Que não seja o apanágio numérico, ou apenas mais uma vértebra caída
No solo de uma enfermidade que se mostra grande na periferia dos ricos.

Ambiental mensagem: leve-nos, como o meio que temos mais não o possuímos,
Posto de permissões apenas, ao que temos que pensar ao menos algo simples
Naquilo a que façamos parte sempre: em que não façamos o nada produtivo!

A conviver com os espaços, saibamos que a única libertação crucial
É darmos a luz ao espírito e cuidados redobrados aos nossos templos,
Pois sem essa prerrogativa não encontraremos nossas colunas em nosso corpo.

Assim vertemos os mesmos sais daquilo que Gaya nos permita que sejamos
Um só corpo e um só espírito, no contrito veio que nos assombre muito
Por residir no que pensamos enquanto seres libertários no planeta!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

UM FATO REFLEXO

            Sempre haveria algo a se dizer das caminhadas de Paulo Antônio. Talvez fossem sempre fatos consumados aos que o acompanhavam, pois que ele não deixava passar nada: do essencial ao particular, do que via e sentia, em sua percepção gigante, que por vezes o assoberbava, mas sempre a luz e seus diferenciais... Mas seu olhar por sobre a sua própria superfície era em uma vigília solitária que a muitos poderia parecer excêntrica, se devidamente externada. Mas que a expressão de alguns de seus atos era apenas o perscrutar-se naquilo de referências cabais a título de rever o natural das coisas. A materialidade de um som de cachorro, por exemplo, a luz da lua e das ruas no principiar das noites. O que era objetivo cabia mais à sua atenção, mas que o subjetivo ainda fizesse uma parte do onirismo, porquanto igualmente divagasse, como mola que o movesse nas madrugadas em que por vezes despertava, em um não ser que muitas vezes o assoberbava em longos e longos minutos, até se dar conta, como uma reflexão de um espelho, que o objetivo, a matéria lhe ocupava a mente na forma de conhecimentos... De pequenos reflexos, Paulo Antônio consagrava quase de modo alquímico o que não se previa tanto em uma mente dentro do espectro de abrangência da normalidade, mas no seu caso um cotidiano de rotina maravilhosamente amplo que suscitava certezas algo na infinita dúvida, esta o sol nascente de todos os dias, e aquelas – a princípio – frutos do nascimento do próprio astro, como fato de reflexo, e não da realidade ausente. Essa crítica do realismo se diria mais do que necessária em um panorama onde a fusão da própria realidade em seu reality show de ensaios casava-se nos tempos com a fantasia e explícita imaginação, tornadas praticamente reais nos seus apelos da computação em si, quando do entretenimento, quando do diálogo algo pulverizado por comportamento exposto, ou mesmo a alienação de fatias populacionais importantes para o sistema. Essa alienação era passível de atos reducionistas com relação a comportamentos, onde críticas sem nomes passavam a ser ignoradas. Talvez fosse isso tudo realmente factual, mas no pensar de Paulo Antônio a mesma e dura realidade por vezes tem abraçada sobre ela um véu ilusório, debruçado sintomaticamente nos tempos modernos do novo século, ao contemporâneo que passa por relativos e efêmeros sentires, enquanto a Natureza perde a razão humana e seu bom senso peculiar, porquanto raro, mui raro...
            As pegadas de Paulo Antônio podiam ser sentidas mesmo no mar, de onde provinham encontros nada furtivos, posto a anuência da atmosfera marinha constrói a fibra dos pescadores. Pegadas registradas com tecnologia, mas teria que abraçar sempre a competência de boas paisagens pois, para a existência nesses tempos era de se situar que havia o ser. Fora da imagética não haveria tanto do ser, e nesse destempero o conforto era justamente se sentir registrado, como algo de não se esquecer, pelo menos enquanto havia a imagem que sucedia a anterior, em um presente de eternidade, enquanto tripas de informações sem substância, mas anuentes a um ego em todas as classes que retinha essa preocupação, não desistindo dessa ferramenta de modal duvidoso a própria política, que deixava a rua apenas como frase de grupos reunidos e diálogos entrecortados na cidadania simples em novos conhecimentos pessoais. Algo da pegada de Paulo Antônio talvez fosse distinto, mas partia do pressuposto do coletivo mais animal e mineral do que propriamente humano. A apropriação indevida era de se sentir, a cada árvore em bairros necessária, cortada, ignorada, a predação para erguer, o erguer-se para derrubar os polens maravilhosos que significam as folhas, o verde, os matos, o mar, as águas. Apropriações indevidas, que sublocavam o viver das gentes à condição numérica, partindo da mesma lógica em que nossos gráficos de ego têm que estar associados com números ou cifras, produções ou resultados, popularidades ou afetos consentidos pelo comum nada comum, posto ser diferente seria improvável! Alguém saberia dizer o que falar-se de uma caminhada, mesmo em reality? O behaviorismo seria a única saída para o registro? Em tese, no reality, em outra no pensamento linguístico de frases curtas curtidas no cruzamento de bancos de dados? Talvez fosse necessário encampar empresas pessoais que lidassem com essas relações de poder, aqui, nos EUA, em qualquer lugar. No entanto, o que sabemos é que se filtra o que cada um cria em seu perfil, quais as suas preferências políticas ou não, qual a ingerência de cada particular ao seu contexto, para posteriormente criarem, no atual sistema neoliberal, ações sectárias, remontando a regimes fascistas de controle e supressão da liberdade do cidadão poder ser quem quiser na sociedade, estar com quem quiser, e falar com quem quiser, em nome de um coletivo ou não. Esse é um fato reflexo, onde a origem reside no poder equivocado da cosmética, que veste o lábio para ver onde borrou o batom.
            Enquanto não nos permitirmos a uma contestação progressiva, a um diálogo sincero sobre esses e tantos outros fatos importantes em nossas sociedades, nunca compreenderemos que não é através da força-pressão que conseguiremos algo, mas no embate de sabermos lidar com a guerra das informações que se deve dar através de pensamentos mais robustos, e práxis civilizatórias no modal urbano, como no aumento da consciência de cada um, regado na raiz da questão e na fortaleza de quem possui coragem para uma vereda que nem sempre possui estrelas...

domingo, 6 de novembro de 2016

UM DIÁLOGO PRIMEIRO

            O dia respirava um tempo morno. Elisa e Flávio estavam finalmente juntos e íntimos. No caso, sempre estiveram de parceria saudável, nada que remontasse rancores de especulação e nunca houvera um desencontro, pois partilhavam de uma vida juntos, ao menos na amizade presencial, o que era raro no novo milênio já atravessado por uma lâmina de aço de mais de década... Fazer o que, o mundo era assim a ambos e se gostavam desse modo, o que não importava a classe, gênero ou condição, ainda mais se a situação que dificultasse os unisse, por um saudável combate no dia a dia que solidifica a relação companheira. A questão era essa, não tanto a hedonista, a mítica, o ego que nos sobra sob crítica por vezes algo sincera, mas que nos sobra tanto falsamente quanto ignorarmos o que realmente somos no mundo. As questões espirituais de fala são fáceis, a enganação de que somos altos ofuscam, pois é na vida pragmática e concreta que vemos quem é quem em nosso entorno, e Elisa e Flávio estavam juntos há muito: de se olharem, de trabalharem juntos, enfim, daquele amor que não se constrói com relações de poder, com jogos ou ensaios, e nada seria passível de remover uma vida tão justa e igual entre eles, como um homem e uma mulher gostam de se amar.
            O novo se tornara distante em seus repertórios, pois sempre, em cada respirar de angústia, em cada inquietação, sempre haveria um ao outro um rebatimento das estrelas que igualmente em mesma magnitude residiam em ambos! Era já uma vida a dois, uma relação consolidada, a única possível, predestinada e de fato. Não havia mais apenas a atração física, mas a atração histórica, posto serem de boa posição de caráter, ímpar entre tantos e tantos da sociedade, mas apenas mais um casal que se dá bem em justeza de vida a dois, nessa mola que move em consonância dois seres: no caso, um homem e uma mulher. Flávio estava feliz, tremendamente feliz, ou obviamente realizado, posto em sua ardente verdade, que na realidade sempre ardia por ela, ter permitido a um egoísmo que por vezes nos alcança na vida e na inquietação desses novos tempos, um amor ao seu lado, que era de si para ela, e no olhar da mulher, de fora para ele, generosamente, como é o olhar da mulher.
            Abria-se espaço para um confortável diálogo nos seus encontros, e a face desse diálogo participava da abertura sincera de sermos quem somos, de não haver máscaras, da fraqueza ser compreendida tanto quanto a fortaleza, de ambos erguerem um ao outro, da solidez de um encontro germinado em muito outrora e consolidado no mesmo olhar cúmplice de um poeta com uma camponesa, de um artista com a musa, de um ser com outro, de uma árvore e seus ventos com os pássaros, a bem dizer, uma paixão que rescendia a flores, um carinho sólido em boa hora, um alimento fecundo em uma vereda de luz! Seria simples demais, e a mulher era a terra, o húmus, o mundo em sua mesma e feminina Natureza. Talvez um homem algo intruso, mas que a Terra o permitisse, posto ainda semente algo de unir o fogo e a água, a semântica e a tradução, o verbo com o Eu, o consonante, o dissonante, o completo, o cosmos, e tudo o que nos relacionasse com seres humanos que possuem o poder de viver harmonicamente, com o amor silencioso e por vezes inevitável em nossas vidas, pois não há porque falar desse sentimento, já que brota da mesma terra, feito alimento de nosso corpo.
            Assim seguiram, e o diálogo veio primeiro, viera a primavera, e deram-se as mãos calejadas para si em ambos, se fazendo a comunhão necessária, a se permitirem, que muitos olhassem para o amor entre duas pessoas como algo lindo, e a poesia ressuscitava os seres que partilhavam do encontro inegavelmente concreto da vida compartida. Sem as meias palavras, sem o método, sem a parafernália que não seja a concernente a Deus, como um sino tibetano que anuncia um novo dia no alvorecer do mundo! 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

UM RECURSO SEM SUCURSAL

Que se pontifica um grau de compreensão no vértice do imaginário
É como algo que não saberemos mas no entanto temos certa certeza
De fatos que ocorram dentro de nós mesmos, estimulados em vida
Na vida que é e que nos pertence, mas as respostas precisam de tempo...

A ver, que na suposição de um diálogo encontramos um reflexo
Do que somos nas palavras, no que ditamos em um breve olhar cruzado
Pelas chispas que não nos pertencem, a cada pausa em que nossa luta
Por alguns se dispõem a que encontremos pelo caminho uma flor de aço!

Qual mina terrestre em um campo de trigos morenos no entardecer
Somos seduzidos ao mesmo tempo com a semeadura, e em outro tempo
Por aqueles que no mesmo local globalizado via satélite e suas armas
Pressupõem que às minas caberá segredo de quem não saberia...

Não precisamos da covardia do mundo inteiro em seus confortos de sofá
Quando sabemos que nem todos os estofos casam com nossa inteligência,
Mesmo no pressuposto de estarmos em inequívocos esforços por vezes,
Mesmo sabendo que no ignorar a um ser esquecemo-nos dos espelhos rotos.

Espelhos e cristais, peças de estofaria, semânticas nas cerâmicas, tudo
Nos espera enquanto objetos, e nossas mãos se plugam nos botões
A negociar nossas sinapses que as comandam, e que se evanesce no tempo
Quando comerciamos com pessoas o que esperávamos da fama frouxa.

Carregamos um caudal de informações que nos pulam nos olhos
Quando queremos que sejamos livres não propriamente no que creem outros
Do que escrevemos, posto fetiche nas mãos de um enfermo que não possui
Ou que possui o que escreve, assustando com luz forte o fremir da noite!

Se passa que a arte não é propriamente a coisa em si, a fábrica aos montes,
Se passa que teremos sempre na arte a concordância com a expressão,
E não o significado de só podermos conhecê-la não através de sua história,
Mas apenas na substância dos recursos que paradoxalmente nos desviam...

Não existe poesia sincera com rancores e nem orgulhos, o poeta assombra-se
Com a gigantesca felicidade em fluir um criar que encontra seu reflexo
No que vai do além mar, posto que a musa não mais se torna mulher,
Mas a de todas a maior, uma deusa de muitos nomes que se chama Natureza...

Nela está a amplidão, dela recolhemos o mar, pousam as embarcações,
Retraem-se macacos na floresta preservada, descansam vales sobre os rios,
Enumeram-se inconscientemente aos índios seus deuses pagãos,
Recrudescem as fúrias dos ventos em suas horas de Deusa Irada...

O mundo é a sua própria forma de Gaya, não da forma que gostaríamos agora
Posto a musa ainda proteger a poesia, pois esta tem algum tempo ainda
E firma seu destino como recurso de um método inexistente, pois ambos
Prosseguem em seu navio de tempo-espaço na temática de Bertrand Russel...

Assim que não compliquemos a poesia prosa dos ventos, que o poeta morre
A cada segundo, a cada minuto da existência, e seu corpo muda com as pedras
Que por vezes encontra mudadas mesmo em meio à latitude inumerável
Consorte ainda o mesmo com uma Natureza que mutante igualmente a cada dia.

A poesia caminha com o mar, anda nas selvas e seus labirintos, veste na manhã
Seus olhos d’água que choram para alimentar seus veios serpentinos da floresta
Quando uma touça de bambu apenas balança seus nós para acompanhar
Os pés do guri descalço que tateia as folhas em seu rumo em busca do destino!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A NOITE CHAMA, CLAMA, FINDA A POESIA, MAS A TERRA JÁ TEM RAÍZES, E A ESTAS, NUNCA HAVERÁ TRATORES SUFICIENTES PARA DESLOCAR DE NÓS MESMOS AS NOSSAS VIDAS!

PARA FALARMOS DA PAZ TEMOS QUE TOCAR NAS FERIDAS QUE GERARAM OU AINDA SÃO CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DAS GUERRAS PELO MUNDO AFORA, DE SEUS GOLPES, DE SUAS INTERVENIÊNCIAS E DOS APUPOS ÀS FAMAS INVENTADAS A SE CRIAR CLIMAS DE UM MORAL INSÍPIDO.

A PRÓPRIA HILARY CONFIRMOU QUE A GUERRA NA SÍRIA FOI RESULTADO DAS AÇÕES DA CIA.

TODOS AQUELES CANDIDATOS QUE OLHAREM MAIS PARA O POVO DO QUE PARA SEU PRÓPRIO UMBIGO VERÃO QUE O ALCANCE DO SEU OLHAR É REFLETIDO PELO CLAMOR DAS MASSAS...

OS ELEITORES ESTADUNIDENSES TEM QUE ARCAR COM A RESPONSABILIDADE NOS CONCEITOS MAIS DUROS PARA SI PRÓPRIOS, OU UM BURACO ESTARÁ ESPERANDO O IMPÉRIO NAUFRAGAR DE VEZ.

AQUELE CANDIDATO ESTADUNIDENSE QUE AFIRMA QUE NÃO DEVERIAM TER SE METIDO NO IRAQUE E NO ORIENTE MÉDIO COM SUAS GUERRAS, MERECE O NOSSO RESPEITO!!

É HORA SEMPRE DE DEBATERMOS AS QUESTÕES DO PAÍS, NAS ESCOLAS, NAS RUAS, NO CAMPO E NAS CONSTRUÇÕES...

DIGAM ALGO À NAÇÃO BRASILEIRA, PROFESSORES, POIS NÃO BASTA QUE OS JOVENS TENHAM QUE SE SUBMETER ÀS ATROCIDADES DOS DÉSPOTAS DAS TREVAS...

A PARTIR DO MOMENTO EM QUE UM HOMEM TRAÇA UMA ESPERANÇA NA LOUSA DE UMA AULA, PODE CRER QUE O DIRETOR DA ESCOLA, A MANDO, PODE APAGAR A FRASE DIZENDO QUE POSSUI CONOTAÇÃO POLÍTICA!

RESSENTIR UM OBJETO É COMO ESTIMULAR UM RATO DE LABORATÓRIO E FICAR FELIZ COM UM GRANDE INSIGHT QUASE SEXUAL POR TER INVENTADO UM SEXISMO DE HORMÔNIOS.

QUE DEMOS O EXEMPLO, COMPANHEIROS. CREIAM QUE A FAMA QUE PERSEGUEM ALGUNS É A MESMA AQUELA QUE CREEM MUITOS QUE PARA VIRARMOS HERÓIS NACIONAIS OU MUNDIAIS DEVEMOS ESTAR PRESOS OU MORTOS PELO SISTEMA QUE NUNCA A COVARDIA CONSEGUIU MUDAR, MESMO COM TODOS OS MÁRTIRES DA HISTÓRIA!

O APREÇO QUE TEMOS POR UM CÃO REVELA QUE A ELE PROTEGEMOS, POIS NOSSOS FILHOS SE PREOCUPAM MAIS EM SE DROGAR E IMITAR A IGNORÂNCIA A QUE DEMOS TODA A OPORTUNIDADE QUE NÃO ACONTECESSE, E AGORA O PRÓPRIO GOVERNO TRATA DE INSTITUCIONALIZAR NO PAÍS.

QUANDO SOUBERMOS QUE UMA ÁRVORE QUE FOI CORTADA É COMO MATAREM UM SER HUMANO, SABEREMOS DA SANGRIA DO PLANETA COMO PRINCÍPIO DE HECATOMBE SEM FIM, POIS ESSE CORTE DE FÚRIA SÓ ACABA POR GERAR MAIS TENSÕES NO MUNDO!

GOSTARÍAMOS QUE O MUNDO FOSSE MELHOR, MAS MELHOR SERIA SE MELHORAR O MUNDO FOSSE MELHORAR A NOSSA PRÁTICA DIÁRIA EM RELAÇÃO COM O MÍNIMO-MÁXIMO EM TORNO DE NÓS MESMOS, POIS NÃO PRECISAMOS VIVER NA PATAGÔNIA PARA CONHECER MELHOR OS SERES QUE ENCONTRAMOS EM NOSSOS JARDINS, MESMO CALÇADOS DE PEDRAS.

AO AMAR NÃO SE PEDE PERDÃO, POIS ESTE QUE NÃO PERDOA O NOSSO PERDÃO, A TÍTULO DE PRÓPRIA EXCLUSÃO, ACABA NÃO INCLUINDO A SI MESMO NO AMOR PRÓPRIO OU PESSOAL.

NÃO SE PAGA UM PREÇO DAQUILO QUE AMAMOS, POIS AMAR É VERBO GRATUITO, MAS PAGA-SE UM TROCO DE BONDADE ANTES DE PROSSEGUIRMOS QUIÇÁ DE ENCONTRAR UM AMOR MAIOR, POIS À BEIRA INSANA DE NOSSOS CONFLITOS INTERNOS SÓ ENCONTRAREMOS RELAÇÕES MEDIDAS E CASUAIS, IMPRÓPRIAS PARA AQUELES QUE JÁ ENCONTRARAM A SABEDORIA EM VIVER.

HÁ QUEM DIGA QUE DIUTURNAMENTE SE LERMOS AS PÁGINAS QUE A NATUREZA NOS OFERTA REALIZAMOS DEUS TODOS OS DIAS, EM TODOS OS SEUS MILÉSIMOS DE SEGUNDO, MAS O VÉU DE MAYA QUE NOS ENCOBRE NÃO NOS DEVE OCULTAR NOSSA REALIDADE QUASE OU TOTALMENTE INDÍGENA.

NO ESTUDO DOS VEDAS, MAIS DE DEZ MIL PÁGINAS ATENTAMENTE CONTEMPLADAS E REFLETIDAS SÃO UM COMEÇO ALVISSAREIRO PARA TENTARMOS REALIZAR DEUS DENTRO DE NÓS.

NOSSO CORPO É COMO UMA CIDADE, COM ENTRADAS E SAÍDAS... QUEM NÃO TRANSCENDE ESSA REALIDADE NÃO TERÁ AS FORÇAS NECESSÁRIAS PARA MUDAR O MUNDO PARA MELHOR, QUANDO SEMPRE É NECESSÁRIO NOS FIXARMOS NO MODO DA BONDADE, POIS ESTE É O ESTADO QUE NÃO DIVULGA GUERRAS E NEM BATE DE FRENTE COM A INTENÇÃO DE FERIR, POIS TODO AQUELE QUE FERE É CULPADO AOS OLHOS DE DEUS, E DE SEU AGENTE, O PODEROSO YAMARAJA.

NÓS NÃO SOMOS CORPO E SIM ESPÍRITO: AQUELE É NOSSO TEMPLO, E NO CORAÇÃO EXISTE A SUPERALMA QUE TUDO VÊ E TUDO SENTE, AO LADO DE NOSSA ALMA INDIVIDUAL, POIS ASSIM ESTÁ ESCRITO NOS SASTRAS REVELADOS.

NÃO TEÇAMOS JOGOS PARA SABERMOS QUEM É FORTE OU FRACO, POIS QUEM DEPENDE ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE DOS NOVE PORTÕES DE SUA PERCEPÇÃO POR VEZES E MUI COMUMENTE ERRAM POR DEIXAR OS CAVALOS DOS SENTIDOS DOMINAREM NOSSO EFÊMERO CORPO E SUA MATÉRIA EVANESCENTE.

MAS CONVENHAMOS: O ROUBO NÃO É PRÁTICA ILÍCITA SE TODOS OS COMETEM, POSTO AQUELES QUE REPETEM ERROS DE OUTROS CAEM NOS GOLPES DO MUNDO SEM TEREM PARADO PARA PENSAR EM SUAS PRÁTICAS, E A CONTESTAÇÃO AO ENCONTRO DISSO É UM FATO IRREVOGÁVEL

DUAS PARTES E UMA AO TRINO, UMA TRÍADE, UM TERCETO, OU MESMO O EQUILÍBRIO QUADRILÁTERO DE UMA CERÂMICA SIMPLES NA CASA DE UM TRABALHADOR BRASILEIRO!

DE UMA PARTE QUE SEJA O PULSAR, QUE NOS PULSE A VEIA AO NOS ENCONTRARMOS COM ALGUMA FLÂMULA QUE SE APROXIME AO MENOS UM POUCO DAS VERDADES RARAS, POSTO EMARANHADAS NAS REDES DA HIPOCRISIA QUE OBSCURECEM A SINCERIDADE DE NOSSOS ATOS...

TODO O PÃO HÁ DE SER SAGRADO NA MESA DOS JUSTOS, E AOS MERCENÁRIOS DA JUSTIÇA SOBRAM FRUTOS DO TRIGO JOGADOS FORA DE SEUS MODOS DE VIDA.

A CANOA, POR VEZES, É UM AVISO SOLITÁRIO, VIA SATÉLITE, OU COLORIDA ENTRE AS ROCHAS...

UM BOM ALMIRANTE AGREGA A FROTA, E NÃO DEIXA NENHUMA EMBARCAÇÃO AFUNDAR...

A MÃO QUE NOS ADORMECE POR VEZES, O FAZ POR UM CANSAÇO DE ESTARMOS OBRANDO POR SÉCULOS SEM SABERMOS DE TUDO.

SÃO FRANCISCO NOS ENSINOU QUE O NOSSO PAI TAMBÉM MOSTRA QUE SOMOS IRMÃOS DO SOL E DA LUA, E AS ESTRELAS NOSSAS ETERNAS COMPANHEIRAS!

A PARTIR DO MOMENTO EM QUE ALGUÉM QUER ADMIRADORES OU SÉQUITOS POR FAMA CONSTRUÍDA, BASTA QUE OLHEMOS AO OLHAR PARA VER A SEDE DO PODER NO FALSO LÍDER.

CARREGAR UMA PEQUENA GARRAFA D'ÁGUA NA ALGIBEIRA NUNCA SERÁ EGOÍSMO, MAS PRÁTICA, ESTA DE NÃO BEBER NADA QUE NÃO SEJA O MELHOR, E FUMAR UM CIGARRO DO BOM TABACO AOS POETAS LHES SENTE BEM, COMO QUANDO URGIMOS POR UM SINCERO BEIJO INEXISTENTE: QUE É FATO, PAUSA É BOM.

SAIBAMOS QUE NADA SE COMPLETA QUANDO CARREGAMOS UM COPO EM MOVIMENTO, TEMOS QUE DAR ALGUM DEDO DE SOBRA PARA TRANSPORTARMOS OS VÍVERES NECESSÁRIOS.

A VERTENTE DA VIDA PODE NÃO SER FÁCIL PARA ALGUNS, MAS O SOFRIMENTO DAQUELA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À SALVAÇÃO ESPIRITUAL...

NÃO PODE HAVER ALGO MAIS HIPÓCRITA DO QUE O PRESSENTIMENTO EM QUE SE OCULTA A RAZÃO PARA RESPIRAR UMA CERTA ROTINA QUE SABEMOS NÃO ESTAR CERTA.

UMA VEIA DE ALGO PODE PRESSENTIR TALVEZ RIQUEZA, PRESSÃO OU ÁGUA, MAS O VEIO DE UM COMBATENTE SABE MAIS DA PAZ QUE O SUBSTRATO DA GUERRA.

COLUNAS REMONTÁVEIS

Abre-se a mão ao desfecho, destes inumeráveis em que suporte um
No que não suportam muitos, mas que suportarão ao grão de arroz
Quando se aperceberem que burlam a carestia do se comer
Em que o alimento concreto não é o plugar-se a algo, mas de alimento...

Uma rosa perspicaz engana um pássaro se abrindo em pétalas rubras
Quando ao lado pesponta um pequeno botão de sua índole crua
Ao ver-se que na predação consubstanciada em meio à Natureza
O diálogo contemporâneo assaz frequente ignora quaisquer movimentos.

Erguem-se colunas anônimas que jamais serão descobertas na visão
Daquilo que não se vê em um pixel, posto este ser um único tom e cor,
Em que todas as cores residem por outros canais não canalizados
No gargalo de geometria do quanta-espaço, no quanto que é, a mais de dito!

A poiésis vem forte, e a prática dos livros se impõem no social que nos deem
Quando nos aperceberemos que os professores apenas ditarão aos alunos
As linhas que na sua profana lei contra a tirania são lidas com a liberdade
Do curioso do ser humano consciente na sua busca inequívoca ao saber...

E outras colunas se formam, e horizontalizam o espaço das vigas e tijolos
Quando apenas uma formiga cresce em suas caminhadas a avisar a outras
Que há sede na superfície nua do conhecimento e suas superfícies
Nas formações sociais cada vez mais consolidadas em pátrias soberanas!

Apáticos, seguem fragmentos do não ser que se estabelecem em outros
De outros quesitos que não residem nas questões pragmáticas e concludentes
Quando nos apercebemos que se um tijolo falta na construção inegável
Outras mãos nos apercebem mais fortes quando concretamos vazios...

E forma-se a linearidade entre as colunatas dóricas, entre os papiros leves,
Entre encontrarmos luzes dentro da sílica, no mais das vezes expirando ondas
Imantadas com a sobriedade de alguns poetas que sobrevêm no olhar
Ao nada que não falam, mas dizem algo ao mesmo nada para ver brotar a flor!

E o ilógico de personagens urticons que não há de saber posto inexistentes,
Dão margem a que imaginemos dentro de uma realidade cabal de pensadores
Que o seremos sempre, e que as nossas mãos fluam dentro de nossas penas
Que um pássaro deixou cair quando se debateu no vento morno das tempestades.

A sabermos, a tecermos odes aos engenheiros que erguem construções
Seria uma honra que acompanhassem dentro de seus cálculos sólidos e belos
Que é nas derivadas que se integram os números, e que nunca há em uma linha
Apenas a conclusão de um significado maior do que a solidez de um edifício!

A se pregar do prego um martelo, este com a mão obreira da habilidade,
Sabemos que o seu som vem de longe, do ferro com ferro, deste com cimento,
Um andaime conquistado, um ser que come do feijão e dorme com a companheira
No doce calor de um leito breve e consonante do que é viver em respeito...

Em todas essas inumeráveis obras da vida, Krsna olha com o olhar de fogo,
Um fogo plasma que constrói a olaria de todos, e que erguerá sempre outra coluna
E outra e mais outra, pois quando precisamos saber que largamos uma estrutura
A Natureza já fez crescer com toda a generosidade infinita todo o nosso material!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

UM OLHAR À NATUREZA

            Quiçá triste é vermos que não vimos a Natureza... Mas Ela está presente sempre, em nossas veias, na matéria do concreto, no seio das águas, pois nunca seremos os mesmos quando acharmos que Dela não fazemos parte. Passa-se em nossa cabeça tudo da virtualidade, toda a genética de um sistema, tudo aparentemente mapeado, mas não há mapa nem registros naquela onda solitária que se transforma em milhares, e vem salpicar os barcos pequenos com as marolas, ou irromper em um casco de grande calado em suas vagas oceânicas. A onda não é uma, a onda por vezes é uma amplitude, por outras resultado de verdadeiros abalos, e não é empírica e nem virtual, posto não querermos alcança-la em sua plenitude, filha de sua mãe, a própria Natureza. Quem dera soubéssemos da força Desta, quem dera A partilhássemos com todos, mesmo os incautos, mesmo os de sobrecasaca tecnologicistas. Falaremos da natureza em minúsculas, posto agora veremos um inseto que galga rente às folhas de um arbusto, sob uma câmera oculta multicores em HD e em grande profusão de detalhes, mas que não abraça a sombra onde está o ser. O ser de onde somos o inseto, o ser que somos vida e não objetos, a câmera humana que não há, a imagem que não controla o infinito da finitude consciente... Esse é um leve olhar, e não é um olhar de varredura, não abarca nenhuma área, e sua profundidade de campo é maior do que todas as produções cinematográficas, posto fato, circunstância, realidade e Verdade! Que possa a poesia abraçar um pouco, talvez, mas que seja, a poesia é linda como a vida da arte em que alguns ainda acreditam que exista na ciência de nossos espíritos.
            Algo de olhar nos olhe, mas que não necessariamente possuamos todas as lentes, posto a mosca ser multifocal em sua geodésica íris em sua permanente visão de quase trezentos graus de alcance. Um grande olhar da águia: que a águia não é um símbolo de poucos, apenas um animal a mais, nem superior nem inferior, mesmo em sua magnitude imperial, a um lambari de lago. Posto não possuir ego, pensa distintamente, em seu voo, e é rápida, não como o mergulho do falcão peregrino, mas como um lambari dos ares, se arredondarmos os meios em que se encontrem. Que o olhar da natureza nos olhe, por nós, abusada espécie desavergonhada, espécie de si mesma desavergonhada... A crítica serve a que nos tornemos mais humildes, pois a lesma está sabendo muito de vida e, lenta, já está percorrendo por sua consciência mais do que o homem. Hominis vici, vindi, hommus perdue! Perdoem a conversa errada, mas a paz é sobremaneira importante, e fazer uso de um latim algo saudosista de fato ausente é um brincante algo a se permitir de uma cidadania um-pensante... Um de vigília, quem dera, mas há conformações médicas, e precisamos da medicina social para sabermos o diagnóstico de nossos erros, e pensar em medicina brasileira seria muito salutar! Não queiramos correr aos negócios, apenas se negociar de forma saudável gere melhores condições a todos. Como um fato: o tratamento da água, o saneamento dos dejetos, e a busca fremente de outros recursos energéticos. Creio que é chover no molhado, pois quando falamos de negócios nos vem à cabeça o ganhar-se, e para ganharmos temos que competir, e para competirmos temos que igualmente perder, e se perdermos muito, não há contemplações maiores para um looser. Usarmos de uma lógica de predadores em seus quintais ou zoos que os estudem para aplicar nos sistemas compartilhados na imensa globalização microexistencial no mínimo é sabermos que sem neologismos não poderemos defender com exclusividade onde residem os erros infelizmente já diagnosticados, mas como doenças degenerativas, ou cânceres de genoma – auto explicativos. Poderia se dizer algo de derivado, um derivativo, mas as pessoas não os podem compreender, quanto menos diletantes autores.
            Passemos por olhar melhor a natureza, esta, em capitular maior ou não em seu sincrético tipográfico. Justo que não haja hierarquias verbais, pois o que demanda ao poder será melhor se houver a sabedoria de não hierarquizar o pensamento, já que este, quando conectado ao planeta, se distancie, por graça, do que seja melhor ou pior, do maniqueísmo imposto, das feras em suas guerras: declaradas e concretas, ou inibidas por rancores isolados ou coletivos... Partir-se para uma luta insana já faz parte de uma cartilha desconexa, e o social felizmente já é tão importante quanto o afeto de um ser humano a um bicho, já que a consagração do amor está se tornando rara como encontrar um casamento autêntico, ou pessoas que não se achem mitos ou super-heróis. Um problema importante em nossa sociedade é vermos que existe um ator social que prediz ao sistema econômico de muitos lugares que a arte não existe mais, que o que há é o design, que o surrealismo já é obra do passado, e que o realismo do horror, espionagem e da guerra é o que nos resta como manifestação do cinema de nossos tempos.
            Repetirmos nosso olhar à natureza, à arte e à contemplação. Essa é uma das vias de paz interior. Mas preservar torna-se o sentido da vida, já que qualquer tipo de combate ou luta em nossos tempos tem se revelado de forma a mais vil possível, quando se trata de utilizar as comunicações e informações em paralelo com regimes totalitários que devemos prescrever que jamais nos alcancem. Essa é a síntese, o teor da questão. Viva quem contemple a paz, pois qualquer guerra é, como uma música andina fala, um monstro grande que pisa forte toda a inocência das gentes...

sábado, 29 de outubro de 2016

A TRANSPARÊNCIA É REATIVA

            Falávamos em outros tempos da privacidade, esta que seria em tese protegida legalmente, em virtude dos Direitos Humanos Internacionais. A discorrer sobre a tese da mesma privacidade ainda necessária, temos por aqui e em todas as partes onde a mídia digital alcance, desde que os gargalos não sejam controlados, a exposição do que faz o cidadão diariamente, seu pensamento, seu engajamento em quaisquer posições e ações, suas preferências culturais e, principalmente, a rede de amigos, conhecidos, grupos ou em outras palavras seus contatos de amizade, de política, de trabalho, etc. Ou seja, estamos alimentando – com nossos diálogos de dados – um feed back que vem como resultado ao objeto-gente, e não recebemos nada que nos seja dado do sistema, posto o observador maior apenas nos coloca o sistema à disposição, e quem dispõe realmente dos nossos dados são aqueles que fatalmente estudaram mais a fundo a ciência da computação, quando por vezes somos espionados, principalmente se pertencemos a grupos que apoiem justamente a contestação do status quo do planeta, e os interesses geopolíticos dele decorrentes. Passa a não ser mais uma questão de posição política, esquerda, direita, mas dos filtros impostos economicamente se a investigação por empresas procede – isso é fato – para se admitirem novos quadros em trabalho. Além disso, entre empresas há uma competição baseada em informações em que, na ótica macroeconômica, governos que detém esses sistemas em vantagens espionam empresas de países como o Brasil, no exemplo claro dos EUA em relação a empresas estatais brasileiras. Certamente, as administrações que se sucedem em nosso país alternam poderes daqueles mais nacionalistas e patriotas e daqueles que primam por entregar as nossas riquezas e abrir para o grande capital internacional a economia fragilizada de nosso imenso Brasil. Não adianta vermos maiores luzes em países desenvolvidos e assumirmos a postura de que somos inferiores por termos bolsões de miséria ou favelizações, quando defendemos a extrema desigualdade, alicerçando nossas riquezas pessoais ou corporativas ao capital externo.
            Na ingerência de agências de inteligência como a CIA, que predominam no território latino americano, as coisas estão sucedendo como uma transcrição simples através de bancos de dados inteligentes, integralização de perfis e câmeras urbanas com cenas gravadas, ou micro objetos (pessoas) que, mesmo talvez de modo ingênuo, estão fornecendo quase on line, gravações, imagens e filmes, não apenas no espaço externo – este sempre mais amplo como forma de liberdade consignado pela Natureza – como igualmente nos lares onde esses celulares estão presentes como objetos de vida quase própria, gadgets inteligentemente servindo ao propósito da ingerência de seus idealizadores.
Em outras palavras, quando dizemos um fato, é justamente o que ocorre em um país que agora é lancetado na proposta anterior de continuidade democrática e nacionalista, quando previa que poderíamos, isto sim, desenvolver nossos próprios sistemas sem depender de toda essa instrumentalização externa, já que possuímos ampla capacidade de profissionais. Convenhamos, ser conivente com agentes externos em uma hierarquia apátrida só confere a nossos próprios atores da vida deste imenso e promissor país uma imagem que nos nulifica e nos entristece como nação que sempre poderá se tornar independente e desenvolver seu próprio modal de atuação. Posto a crença de inumeráveis pessoas em um único livro como meta, seja religioso ou ideológico, põe por terra a nova luta de classes que se processa no âmbito de uma sociedade de informações, com a parafernália tecnológica cada vez mais corriqueira, mas estacionária em limitações que o sistema que nela se apoia integralmente não expõe, como o fato de imagens serem limitadas, e muitas informações são processadas em processos lineares como a natureza das rotinas de linguagens de programação. Pois sim, o que ocorre é que recebemos o feedback do homem-objeto, conquanto algo em termos genericamente informacional, e a presença in lócus no tocar, no planger, no se abraçar de modo sistêmico, no afeto ensaiado, na energia amorfa de um encontro quase sempre decepcionante, a não ser que estejamos profundamente vinculados a toda a ilusão da parafernália referida. Isso diferencia-se do homem-trabalho-rua-casas, que está vivenciando as pedras da rua, ou o homem-camponês, que gera o alimento, sustentando o provisionamento necessário, ambos dando continuidade ao Lavoro, ao Trabalho mais sustentável enquanto realidade, mas ainda assim vinculado ao caudal das TVs abertas ou fechadas.
A aproximação das tecnologias se dá quando estas começam a entrar em um processo em que aqueles que gerenciam de fora perdem o fio que une tudo, e se dão conta de que o fio se rompera em algum lugar do caminho, quiçá por erros cometidos atrás, dentro de um processo histórico de civilização onde o messiânico fim dos tempos assusta um contingenciamento reflexo dentro dos mesmos países que deflagraram estranhos estopins que de preferência inequívoca jamais deveriam ter sido acesos. Esse processo civilizatório caminha não apenas com os seres humanos portadores de sua “ilustre” massa encefálica, mas é o viés em que – saibamos – deixamos claro no colo da Verdade em que no século XXI os que detém mais poder do que outros (belicamente, bem entendido), não são donos do território de ninguém, ou seja, um país não é dono de outro. Nem de suas riquezas minerais e naturais, muito menos de seus homens! Essa é apenas uma declaração do respeito que os países devem ter em relação com outros, e que nem todas as preparações, nem todos os fantoches, nem todas as manobras de usurpar poderes e colocar outros darão certo no mundo, pois este já está minorando a importância de atos que colocam a espécie em xeque evolutivo pois, se há uma revolução ao nosso lado, o ser humano já é apenas um mero partícipe, apesar de sua extensa e muitas vezes inútil parafernália tecnológica.      

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

UMA LEVE HISTÓRIA

            Pois sim, que uma história pudesse ser contada sem qualquer refrão, sem repetirmos quaisquer gestos, a não ser aqueles que são ou signifiquem... Mas esse problema de ser shakespeariano seria tão fantástico a não caber tanto no próprio significado. Vai que a história não possua foco, que seja mais uma linha de palavras seguidas por outra e outra, preenchendo de quase pensamentos algo que possa valer talvez para um estudo aprofundado nas questões cerebrais, apenas! Quem dera que esse campo de atuação fosse amplo, mas será melhor sabermos que o cérebro encerra quase um infinito de mistérios. Pois quando estamos em atividades, quiçá não haja precisão de que tenhamos que analisar sempre as atividades cerebrais, nem mesmo em consideração aos anos tecnológicos da atualidade...
Um encontro com forças espirituais não é propriamente um jargão usual, ou de profundidades previsíveis, mas é justamente o Mistério que nos alcance, já que possuímos no nosso continente uma cultura mesclada, indígena, negra, europeia, oriental, enfim, somos muitos e todos, e tudo permeado por fusão e mesclas culturais que nos permita a razão a que se dê ao misticismo um lugar de importância, pois este já faz parte de nossas vidas, com a ligação importante – quando se é de perfil de alguns, por escolha – entre o homem e a divindade. Nisso toca-se profundamente o mistério do Espírito Santo, a sua comunhão com o Pai, e o Filho que se descobre comungando através da relação quase cósmica em sua eternidade igualmente com o Pai. Isso de Natureza, que a parte feminina, a mãe, a Terra, o nosso planeta: Gaya... Haveremos de saber que somos parte, o côncavo e o convexo, a intromissão e a proteção, o átomo e o Universo, a comunhão e a diáspora, o conflito e a Paz. Enfim, um diálogo, pois se não o soubermos desse modo abrimos espaço para uma visão tão dogmática que exclui o indivíduo com tal religião, o ateu, o árabe como etnia, o judeu como diferente, o gênero e seus preconceitos, o comportamento, enfim, do que se dita, no que dista a referirem ao perfil da insanidade mental, que abraça todos as latitudes em seus rótulos: gêneros, etnias, religião, ideologia, pensamento, em um reducionismo que atravessa todas as fronteiras e isola o enfermo aquém de todos os processos previstos no direitos universais humanos, na gigantesca e determinista questão genética...
O que se quer é a paz. Paz agigantada. Paz em uníssono, maior do que a paz de espírito individual, ou a logicamente rudimentar paz produtivamente positiva coletivizada. Desse coletivo, o rudimento é que haja o diálogo. Um embate é justo, o negativo igualmente é justo. Sabermos lidar com situações de stress emocional ou afetivo é termos consciência de que a que ponto somos influenciados por coisas plasmadas em ilusão, pois quando muito imersos nesta o encontro e ubiquação com a realidade pode ser traumático, ainda mais quando temos em nosso entorno pessoas que inconscientemente são agentes observadores de nossos comportamentos na previsibilidade de nossas atitudes ao seu ver concomitantes, em uma lógica de massa competitiva pela indústria cultural que nos treina a ver desse modo desde a infância da civilização contemporânea. Seremos mais inteligentes agindo dessa forma? Será que essas linhas que traço não incluem alguma rota aproveitável em singelas existências de aço escovado em seus treinos? O melhor é melhorar, isso é indelével, é tinta sobre o papel. O significado hoje teima em debandar para respostas cada vez mais prontas e, o que é pior, apreendidas nas lições de novelas caseiras, repetidas pela mesma repetência, seja afetiva e dramática, ou afetiva e dramática bíblica. A questão é que nos apercebamos da realidade, de como é reprogramada a noção que dela temos, e que saibamos que nada programado mostra a sua profundidade de percepção, se nosso canais se fecham e abrem para aqueles que outros usam para nos definir... O que está em jogo não são as réplicas ou tréplicas, mas a impossibilidade de um diálogo nas massas mais ignorantes, nisso incluso reticentes classes que bebem da mídia televisiva ou virtual, pois nada se toca, nada das imagens geradas, não temos o poder de dar replay em nossa percepção, pois por mais que repitamos a cena apenas aprofundaremos mais a superfície em detalhes de frequência ondulatória que só aumenta a frequência mas não a amplitude dos sinais das ondas que nos afetem.
A teoria das cordas só existe para quem fez pós graduação em física e conhece a matemática, não apenas newtoniana a fundo, como a abordagem filosófica da relatividade de Einstein. Não será essa a profundidade que irá nos saciar, pois basta que simplifiquemos melhor a cadeia produtiva da mídia de massa, para que encontremos nas mídias digitais e seus gadgets inseridos profundamente na indústria cultural a releitura do que vem a ser a relação do sapiens com ele mesmo: do ser produtivo com relação ao seu próprio corpo, do que imanta seu espírito, da relação onde não precisamos mais treinar para sermos melhores do que outros, pois isso só é irmanamente justo quando as oportunidades na sociedade se tornem mais igualitárias. Nunca se deixa um filho com maus bocados e se dá apenas a iguaria a outro. Espelhemo-nos em nossas famílias, já que queremos que toda a nossa prole estude, se realize e atinja os objetivos, e o mais factível é que os pais disponibilizem seu afeto e seus recursos igualmente para cada um dos seus filhos. As escolas são filhas da sociedade, sendo que as universidades são mais velhas um pouco e demandam roupas um pouco mais caras, um pouco maiores... Não há porque termos uma escola para pobres e outra para ricos, posto não existir um filho menor mais pobre e outro menor mais rico, dentro de uma mesma família. A compreensão do exposto reza que só teremos condições de ler um livro de teologia se houvermos estudado bem para tal, ou seja, não é o caminho de um ser que o capacitará em uma escola ignorante ou parca de recursos, mas sim uma boa escola que capacitará a que o ser encontre o bom e justo caminho. É uma questão tão óbvia que até mesmo as vestais do que supõem conhecer saberão, pois teoricamente tiveram recursos para crescer. Esta não é uma questão jurídica, longe disso, pois ninguém por cá pretende ser um gênio como Napoleão. Pelo contrário, pois se continuarem a fazer – sem nossa luta – o que estão fazendo com a educação de nosso país, muitos Napoleões retintos desfilarão pelas avenidas do nosso carnaval, parafraseando um poeta que diz que sempre os negros e os loucos sofrem o preconceito daqueles “sanos” branquelos de casaca que estão no poder de nossa República!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

SE UM SER HUMANO POSSUI ALGO DE LUZ EM SEU TUTANO, MESMO QUE AOS TRANCOS E BARRANCOS, É NATURALMENTE SAUDÁVEL A ELE E AOS PRÓXIMOS E QUIÇÁ DISTANTES QUE FAÇA COMPARTIR DA MESMA LUZ.

QUANDO NOS APERCEBERMOS QUE AFINAL É JUSTO QUE UMA NAÇÃO SEJA BEM EDUCADA, SABEREMOS, COMO NO EXEMPLO DO INVESTIMENTO NA CORÉIA DO SUL, QUE A EDUCAÇÃO, EM TODOS OS MODAIS PROFUNDOS E LIBERTÁRIOS E TECNOLÓGICOS, É A ÚNICA SOLUÇÃO PARA FAZER DE UM PAÍS EMERGENTE UMA POTÊNCIA MUNDIAL.

NÃO HÁ POR QUE TEMER QUANDO FALAMOS EM SOCIALISMO, POSTO TODOS SABERMOS QUE UM GOVERNO QUE FAZ MAIS PARA O SOCIAL DENTRO DE UM REGIME DEMOCRÁTICO É ALGO QUE DAQUELE SE APROXIMA EM UM DIÁLOGO SAUDÁVEL, E SAIBAMOS QUE ESSE É UM CAMINHO PARA SE VENCER BRUTAIS CARESTIAS DO POVO: APENAS UMA QUESTÃO DE SIGNIFICAÇÃO QUE UMA PALAVRA NÃO PODE TRADUZIR TUDO.

A ARTE CONSUBSTANCIA-SE NA DESCOBERTA EM QUE BUSCAMOS NA EXPRESSÃO A PRÓPRIA NECESSIDADE ATÁVICA DE SUA EXISTÊNCIA!!

NÃO DEVE HAVER MUITA NEUROSE EM UMA SOCIEDADE QUALQUER, DEVE-SE GIRAR UMA SAUDÁVEL RODA DE UM TIPO DE FORTUNA ONDE TODOS SE HARMONIZEM POR UM BEM COMUM, E A SOLIDARIEDADE É UMA DAS MELHORES FERRAMENTAS PARA TAL.

A VIDA DE ALGUÉM PODE PASSAR POR DIFICULDADES EXTREMAS... QUANDO UMA AUTORIDADE COMO UM CANDIDATO PROMETE ALGO, TEMOS QUE ENCONTRAR UM MEIO DE PENSARMOS SE ELE POSSUI MESMO VONTADE POLÍTICA OU NÃO.