quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

NA NOBRE ARTE DE VIVER ENCONTRAMOS UMA SEDE DE ESTARMOS EM CONFORMIDADE COM A SITUAÇÃO MAIS PARADOXAL, QUANDO SABEMOS ONDE, QUEM E POR QUE.

A PARAFERNÁLIA DOS APLICATIVOS PODE SER REALMENTE INVASIVA NA COLETA DE INFORMAÇÕES OU DADOS QUE AS GEREM.

A TECNOLOGIA NÃO VEIO PARA FICAR, POIS JÁ NASCEU ANTES DO HOMEM ESTAR NO PLANETA.

QUANDO DIALOGAMOS COM A MÁQUINA, O DISCERNIMENTO SÓ VEM DE UM LADO, E A CONCLUSÃO É INCONCLUSA.

O USO INDETERMINADO DE CERTOS RECURSOS COMPUTACIONAIS DÃO MARGEM A QUE A ILUSÃO IMAGINATIVA TOME CONTA DO CONTEÚDO SISTÊMICO, ESTE QUE É UMA CONQUISTA DA CIÊNCIA A DURAS PENAS.

SE UMA INFORMAÇÃO FOSSE FACTÍVEL DA REALIDADE, SERIA MELHOR COSTURAR CERTAS ARESTAS.

MAUS DADOS SÃO INCOMPLETOS QUANDO A INFORMAÇÃO POR ELES GERADA NÃO POSSUI O NEXO DA COMPLETUDE.

OS DIÁLOGOS E A VIDA EM SI

 

Contam-se no quadrado quatro vértices,
Em um tanto de esquinas que paramos ao falar
Com outros, haja vista por vezes ser pequena a área.

Atuamos em nossos quartos ausentes de espelhos
Mas que, na verdade, sabemos desta ao ruminar pensamentos…

Quartos em segredo, ou porventura ocultos do vulgo
Que pensaria que estranha forma contínua possui o corredor!

A vida nos surpreende quando a estiva é longa, e o alimentar
De palavras remete àquela do qual por vezes descrevemos
Uma frase que possua endereço quase fixo em sua tábua
Onde guardamos os signos com uma formalidade presente.

Segue a poesia com indiferente preocupação, posto
O seu frear não dá continuidade de cabresto
E o foco da comunicação por vezes dá de falar ao mundo!

Que estrile nas ruas o verbo banal
E que o salpico das paredes úmidas se banhem
Em uma água posterior de palavras vãs
Quando não se tem uma proficiência cabal.

A vida de cada qual encerra a promessa da frase
Onde, no que se dê quaisquer respostas,
Haverá sempre um olhar sobre invectivas tais.

Não necessariamente seja a poesia hermética, fechada,
Posto que apenas tece um viés de comunicação
De modo a ser uma ponte para um todo
Que remonta seu meio de ser a ligação concreta.

No jogo da existência por vezes duro e reservado
O painel de nossos atos verte um diálogo aberto
Mesmo quando nos encurralam com ofensas
Que partem de palavras encurtadas por tabelas.

Por tantos e tantos veios dialogados na História
Que nos perpassa tanto a correnteza de tristes fatos
Quando pensamos que tudo o que havia era esperar
Algo que viesse a construir um mundo melhor, ao menos.

Em que por vezes a linguagem dos ignaros criam mitos
Com alicerces tíbios na farsa, pois esta desaba cedo ou tarde
E a consequência que fica é um vácuo na progressão
Histórica que remende ao menos a maré dos vaticinadores.

Na brasilidade em que nos encontramos, seria muito dizer
Que a realidade dos fatos encapsula o bom procedimento
Nos costados de uma razão ausente da imparcialidade
Em que não nos acometa novamente a crua injustiça.

Isso dos diálogos inacabados, das vertentes que fecham
Quaisquer possibilidades do encontro com a Verdade
Em que reis e rainhas se digladiam pelo poder
Mal sabendo que do Absolutismo herdamos apenas o véu…

Manto sagrado do dialogar, se monte em uma pradaria verde
Com as louças de um piquenique que saiba melhor o amor
Como um facho de luz nas falas, e que o entendimento
Possa finalmente cruzar as fronteiras em se reconhecer algo.

Não temamos o que não é ameaça, não queiramos o que não há
E que a cada palavra proferida ao tanto se dê uma compreensão
Que seja da razão sem silogismos falsos, ou proselitismos gastos
De tanto serem usados pelos uniformes da falsidade.

Tudo bem, falemos da esperança, com todos os seus vieses
E jamais nos esqueçamos que para irradiá-la nas vestes do acaso
Nada do que a gloriosa ternura seja mais necessária do que o ato.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

SIGAMOS ADIANTE NO FARNEL DE UMA EXISTÊNCIA REPLETA DE UMA INFÂNCIA GENEROSA QUE ALGUNS POSSUEM A FELICIDADE DE TEREM PASSADO POR ISSO.

A PONTA DO PÉ É COMO UMA PRAIA QUE TEM SEU TÉRMINO NA ÚLTIMA ROCHA.

MAS, NO EXCESSO DO NUMERAL ESTÁ UM PREDICATIVO QUE DESARMA OS FALSOS ENSAIOS DA VENTURA.

E, EM TERMOS NUMÉRICOS, A CADA MANHÃ PODEMOS ESTABELECER VERSOS DE SERENIDADE NA TRANQUILIDADE QUE VERTE NA VIDA DE CADA QUAL.

EM TERMOS DE NÚMEROS, A POESIA VERTE-OS POR UM ACASO DO DESTINO...

A TRISTEZA DEVE SER UMA CAPA EM QUE NÃO ATUE NOS ÚLTIMOS ATOS DE UMA PEÇA TEATRAL, POIS A AUTORIA É MAGNÍFICA!

EM UMA REALIDADE AUMENTADA ESQUECEMO-NOS DE ATERMOS AOS DETALHES QUE NOS REVELEM LUZES QUE NÃO SE EXTINGUEM...

A VERTENTE DOS INOCENTES DE ESPÍRITO É A FORTALEZA ONDE A MALÍCIA NÃO RESIDE.

NÃO ADIANTA A EMPÁFIA SOFREDORA DA IRONIA CÁUSTICA, MAS O BENFAZEJO VOTO DE UMA REAL LIBERTAÇÃO.

ERIGIMOS TODOS OS DIAS OS ALICERCES QUE NOS MOVEM OU MOVERÃO, DEPOIS DE BEM CONSTRUÍDOS, PARA UM TETO SEGURO.

ETTORE PAIS REVELA UM ESTRANHO E NO ENTANTO PREVISÍVEL DESTAQUE NA LITERATURA ITALIANA.

A VERDADE NÃO DEPENDE DO INDIVÍDUO OU DA COLETIVIDADE, MAS ESTÁ INTRÍNSICAMENTE BASEADA NO DIÁLOGO E NA PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA E SAUDÁVEL.

COMO SE DIRIA NOS TEMPOS DE ANTANHO, A MOLEZA DITA O CERNE DA PREGUIÇA, E ISSO É E ESTÁ DENTRO DE UMA BOA POSSIBILIDADE.

SEMPRE AGRADECEMOS O MAL QUE INCONSCIENTEMENTE QUEIRAMOS DESFERIR NO PRÓXIMO, INFELIZMENTE.

SERIA MUITO DIZER QUE QUEREMOS O SAL DA TERRA, SEUS ALIMENTOS SAGRADOS E LONGE DE PERFÍDIAS E CALÚNIAS.

A CENTRALIZAÇÃO DO PODER PODE SER NECESSÁRIA QUANDO O CAOS PARADOXALMENTE ATINGE SUAS RAÍZES E EXPANSÕES.

A VIDA NEM SEMPRE É OCRE OU CARMIM, ELA POSSUI AS CORES QUE EMANAM DE CADA PRIMAVERA!

O QUE SE SEGUE A ESPERANÇA É E SEMPRE SERÁ UM RESULTADO CONCRETO QUE A ALIMENTE DE UM BOM ALIMENTO.

AS MARIONETES POSSUEM A ESTRANHA FACULDADE DE VESTIR CARAPUÇAS ODIENTAS.

MUITO DO QUE SE DESEJA SER NÃO PERTENCE À VERDADE DO MERECIMENTO EM SER...

domingo, 16 de janeiro de 2022

OS SIGNOS DA INDIFERENÇA

 

Deste imenso xadrez algo da Grécia, antes de existir a monarquia,
Caem peças de um tipo de jogo já com seus métodos e campanhas,
Um mate que se avizinha ferrenhamente de ambos os lados,
Onde os contendores simpatizam com luvas de cetim negro
Que causam furores no alisar das têmporas do sexo
Quando, na independência relativa, um hospital psiquiátrico toma a forma
Em que, dentro da farsa pretensamente cerceadora da realidade
Remonte onde não se trate a doença, mas que seja um fim de mundo!

Quem sabe os hospitais sejam a acolhida daqueles que precisem e,
No ponto de acreditar na medicina, seja qual for o Governo
O estigma do internamento parece assombrar aqueles que desconhecem
A necessidade de amparo médico para quem precisa do mesmo amparo
E que revejam que o tempo não é de esperança, posto as Intensivas
Unidades de Tratamento não darão espaço para que, dentro das invectivas
Dos temores como arma de coação urjam que seja o melhor para aqueles
Que possuem uma crítica veraz de tudo o que ocorre nos pretensos circuitos de Poder…

Os hospitais superlotam, a crise se avizinha em plena crise, e a poesia contente
Faz urgir do mesmo modo, com a amizade amparada por boa medicina
Que se complete o ciclo de vida seja como for, posto respirar hoje é chique!

Na retaguarda de muitos o que se espera é uma refração da cobrança
Alicerçada por um patrulhamento ideológico que beira o ridículo
Naquele mesmo exercício de nos quererem uma participação pífia.

A medicina, seja ela psiquiátrica ou não, não tece ardis como ponta de lança
Haja vista que alguns próceres da dita mente arejada e tida como progressista
Lança seus sinais tentaculares em todos os espaços, estão em todas as partes.

A invídia prega que aquele que conhece o idioma escorreitamente
Perca para outros que dentro de seu analfabetismo funcional
Tentem colocar a educação como pano de fundo para marketing político.

O temor de ser escutado dentro de uma opinião faz o vitimado falar
Até evacuar suas tripas pela boca, dentro do espectro espectral…

No entanto, por mais invectivas, seja de situação ou oposição, no sentido
De derrubar a Verdade, esta permanece limpa como um cristal
Nos significados mais profundos onde a participação de um é ignorada
Quando a possibilidade de Poder navega pala ilusão primeira da economia.

O poema é tão longo quanto os anos que o precederam, e encaminha
Para terras de além mar o que ocorre dentro da alma do poeta:
Algumas inquietações existenciais, mas uma paz profunda que ateia a chama!

Algumas classes lutam na intimidade de famílias vulneráveis
Para despejar a pá de cal na propriedade dos desavisados
Ou invadem tetos alheios como uma forma de burlar o sistema.

Mas há outro sistema ignorado pelos signos da vida cotidiana
E devidamente traduzida por algumas cartilhas canhestras
Que se forma no voo de um pássaro, no canto de um violino,
No saber verdadeiramente erudito, e não nas matracas
Que repetem jargões anacrônicos, tornando fantasmas líderes!

Estamos muito distantes do México, mas cada vez mais somos
E fazemos parte da realidade cruenta em que esse país se torna
No dia a dia das fugas para o território estadunidense.

No entanto, estamos tão próximos da Europa, como em uma apertar
De um toque no smartphone, coisa que se parece com um correio de luz
Que se evola ao surpreendermos não tendo como nos comunicar
Por que nos falta a linguagem universal como ponto de partida.

Seríamos melhores se os nossos erros não se traduzam em inveja
De possuir mais fama ou riqueza por estarmos longe ou perto
Dos que são e dos que se tornam poderosos, na razão direta
De um ser que – pensando estar isolado – é mais feliz que uma gema
De esmeralda que colhe ao cascalho que sabe à cachaça mais do que uma.

Esse diluir-se uma esperança é tarefa quase fatídica nos tempos de hoje
Onde alguns digitam dois botões pensando estar no comando
E uma poesia feita de quatro mil caracteres exatos, faltantes apenas 51,
Mas não fiquemos nesse número, sobram 12 e mais uma!


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

HÁ QUE SE CONVOCAR AO BOM SENSO A TOTALIDADE DOS GRUPOS DO MUNDO QUE SE APROXIMAM DE UMA BOA CAUSA, PRINCIPALMENTE QUANDO EXISTE PARA A SAÚDE E BEM ESTAR DE SEUS PARCEIROS E PARCEIRAS.

A ÁGUIA, QUANDO EM VOO, MUDA SEU CORPO MAS, DEPOIS QUE POUSA VOLTA A SER A MESMA, TAL A SUA RESILIÊNCIA.

O CARINHO QUE POSSUÍMOS POR UMA FLOR NOS DÁ A CAPACIDADE DO TOQUE FRATERNO...

A QUESTÃO DA OPORTUNIDADE DEVE SER SEMPRE DE UM ALÉM FRONTEIRAS, OU SEJA, INTERNACIONAL.

A CUNHA REVERSA DA HISTÓRIA VEM A NOS ENSINAR QUE ALGUMAS COISAS SÃO REPETIDAMENTE ERROS DE RÓTULOS ENVIESADOS PELO FERRUGINOSO CAMINHAR DE UM TEMPO.

A PANDEMIA TEM SACRIFICADO ALGUNS PELA INGERÊNCIA DA FALTA DE CONSCIÊNCIA DE OUTROS...

DEPOR A FAVOR DA CONCÓRDIA E DO ENTENDIMENTO ENTRE OS PARES É QUESTÃO DISCURSIVA DO BOM SENSO!

ABUSAR DO ÁLCOOL NÃO É UMA QUESTÃO DE OPÇÃO, MAS DE GENÉTICA E ALERGIA, NÃO NECESSARIAMENTE NESSA ORDEM.

SERIA DE GRANDE VALIA CRERMOS QUE UMA POPULAÇÃO E SEUS AGRUPAMENTOS SE TORNE POSSÍVEL NOS ACORDOS E NO DIÁLOGO.

UM RESFRIADO NOS COLOCA À MERCÊ DE ACHAR QUE O VOLUME DE GRIPE RESIDE AO LADO.

O CAMINHO DA PAZ EM NAÇÕES MAIS ATRASADAS ECONOMICAMENTE É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À AQUISIÇÃO DE ARMAMENTOS PARA CIVIS.

NÃO QUE NÃO TENTEMOS O AMOR, MAS ESTE SE TORNA RARO QUANDO O SER COLETIVO ASSUME UMA POSTURA CONFLITUOSA.

UMA RETÓRICA DO ATRASO NAVEGA PROPORCIONALMENTE POR PENEDIOS QUE EXISTEM PERTO DA COVARDIA DE NÃO SINGRAR O ALTO MAR.

A DIMENSÃO DA LINGUAGEM

 

          Estivemos em todo o tempo, quiçá nos remontando a História, com a pecha de vários assuntos discorrendo sobre, como rótulos, em linguagens as mais variadas, que por vezes não nos encontramos em um lócus cabal e transigente… O dinamismo da linguagem, nisto de beirarmos o absurdo, torna mesmo o mais intérprete, o mais cabal, peça de uma máquina que não discerne bem o universo das letras, mesmo na cátedra mais severa e influente em termos intelectivos. O que surge como artigo, mesmo pertencendo a uma gramática implícita na semiótica vai além, como cita a mesma disciplina, da lógica tal qual a conhecemos, e a comunicação se faz com uma simplicidade e imprevisível semântica. A questão do discurso como bem a entendemos remete a uma antecipação do espaço significante, mesmo que por vezes o objeto direto nos guie a locais do período em que altercam-se pequenos veios de concordância. Isso de se falar na instância de um objeto nos sistemas, quase parafraseando algo que vá além da consecução de um pensamento linear, como a prescrição de Baudrillard. Que se encontre as reais motivações em que um escritor pode – e deve – não se ausentar de suas temáticas, de seus conteúdos, quando explicar a maneira correta dos interstícios da escrita. Na modalidade da linguagem acontece muito de explanarmos uma simples e breve opinião e esta é submetida a interpretações onde verdadeiros medalhões da ciência da linguística desmembram-na para emitir seus pareceres e informar setores de inteligência que muitas vezes são alicerçados por agências internacionais. É um toma lá da cá, conforme o andamento político dos países onde a democracia é ameaçada durante todo o tempo.
          A vertente da linguagem pode ser objeto de comércio, visto aprenderem as gentes todo o tempo que vivemos em um sistema onde a informação com relação a algo ou alguém pode valer ouro. Em um exemplo explícito, quando algum geólogo sabe de jazidas ou algo similar, pode valer-se dessa informação para entregá-la a um capital que permita comprar a preço baixo as propriedades e explorar ditos minérios… Como igualmente na política, e aí sim as possibilidades são inumeráveis, posto os objetos passíveis de manipulação são homens e mulheres, onde para cada qual o poder pode ser progressivo ou regressivo, em termos de linguagem e comunicação. Destarte, no caso da poética, esta reside em um lugar onde não há interpretações maiores, no que não seja tão crível que possa haver metaforicamente vários sentidos em cada verso, e onde o contexto da sub ou sobre sequência não há um parentesco e nem genética similar, na sua verve e proposição, já que aí entramos no território da arte: inexpugnável, visceral, autêntico. Leonardo da Vinci afirmava ser a pintura superior à poesia posto de um hermetismo mais sutil, mas Dante e Cervantes provam não ser essa assertiva tão pertinente. Não precisamos de material para sermos poetas, basta uma lasca de tijolo e uma parede e, se for da falta, basta a oralidade, interna ou externa, expressa ou pensada…
         Não nos baste jamais crer que a inteligência artificial vá prosseguir rumo a uma expressão literária própria, automática, pois pensar criativamente depende de uma atividade cerebral e não um mero processamento com referência em dados, o que se prevê que sempre a máquina participa de algoritmos técnicos, no que se infira ser impossível repetir a fantástica atividade dos neurônios nas manifestações da arte. Desde que a linguagem tem caminhado através dos tempos, a sedimentação de seus complexos processos e idiossincrasias remontam a uma larga e maravilhosa experiência da expressão humana!  Nada há de tolher a liberdade de expressão desde que esta não discorra ou incite à violência, e preferencialmente se alicerce na verdade factual… É lógico supor que, dentro de uma sociedade civilizada, aquelas notícias forjadas com o sentido de manipular os fatos e induzir o povo a tomar atitudes de acordo com fakes devem ser reprimidas com veemência, pois o jornalismo em sua essência é levar a verdade para o seu público, e não falseá-la com intenções sinistras e suspeitas. Quando há uma ameaça ao livre pensamento não significa a permissão de montar farsas com cunho eleitoreiro e esconder ou ir contra os avanços da ciência, estes que são progressivamente os meios que temos para erigir a saudável discussão de uma linguagem e processo acadêmico saudável e recorrentemente correto para a existência humana como um todo. Como dizia um grande artista das letras: “livre pensar é só pensar”.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

O RETORNO DE UM CIRCO MAL ORQUESTRADO POSSUI UMA GAMA DE ANIMAIS PROIBIDOS..

A CADA PÓLVORA DEFLAGRADA NAS GUERRAS UM TIRO É ENCAMINHADO PARA UM "SUPOSTO INIMIGO".

AUMENTAM OS PROVÉRBIOS, DILATAM-SE OS AUTO AJUDAS E, NA VERDADE, FALTAM AINDA VACINAS QUE PERTENCEM À REALIDADE DAS FALTAS.

UM HOMEM PODE NÃO TER MUITO TEMPO PARA ESCREVER, MAS QUE SE SAIBA DE SUA VERDADEIRA LATITUDE.

A AUDIÊNCIA SE REFAZ DO ANTIGO E BUSCA O NOVO EM CADA PALADAR VERNACULAR.

TANTO A VIDA SEJA MELHOR, QUE PARA ALGUNS O NOSSO REFLEXO CONTAGIA.

A NINGUÉM REJA O DISPARATE DE CALAR A VOZ DA LIVRE EXPRESSÃO EM UM PAÍS DEMOCRÁTICO, OU QUE AINDA SE PRESTA PARA TAL.

ASSIM COMO UM HOMEM DESENCONTRA UMA MULHER, UM POSSÍVEL ENCONTRO É PAULATINAMENTE PROVÁVEL.

COM TODOS OS PERCALÇOS E TODAS AS DIFICULDADE A NOSSA ESPERANÇA É A LUZ DO ARCHOTE QUE NOS MOSTRA A VEREDA!

A VIA INTRANSPOSTA DO BOM SENSO PODE SER O CAMINHO MAIS ÁRDUO, MAS É O CAMINHO CORRETO.

QUANDO UM LUTADOR DESABA NO RINGUE, DEVE PENSAR QUANTOS ROUNDS AINDA O ESPERAM PARA O FATÍDICO TENTAR-SE O GOLPE DE MINERVA, MAS FATALMENTE DEPOIS DE DOIS ESTARÁ MAIS FRACO.

EIS O QUE SE PENSE, MAS EIS QUE SE PENSE DE FORMA TERNA, EM TODA A GUERRA FRIA, PARA RELOCAR A PAZ EM SUA POSIÇÃO.

EM TODO O PERÍODO EM QUE ESTAMOS PORVENTURA EM NOSSAS ESCOLHAS, SEJA FEITA A VONTADE DO ALTÍSSIMO.

UMA QUESTÃO DE REFERÊNCIAS

 

          Quando acontece de não possuirmos mais alguma e necessária referência em nossas vidas, quem sabe nos perguntemos sempre se já houvera de nascermos sem a linha da progenitura, dos pais, dos irmãos, da sociedade, da escola, do trabalho e etc. A esperança de não estarmos sozinhos é nada como uma falsa mácula nas vezes em que sequer olhamos para a edificação, mesmo precária em seus alicerces, de nossa existência. No entanto, nas questões de vermos mais adiante, sempre na dianteira, quando olhamos para trás por vezes vemos erros quase irreparáveis, mas no momento presente, no dia do agora, podemos recuperar ao menos a recuperação da lucidez, e esse é o trabalho de uma tomada de consciência que nos mova para um progresso, no início material ou espiritual, porque ambos andam de mãos dadas… As referências de algo sólido serão o construir-se ou reconstruir-se mais alicerces, o conserto que demanda a própria edificação de nossas vidas, as vertentes que nos chamam para um ofício, a mesma construção e sedimentação da qualidade que sempre possuímos em nossas personalidades, a opinião a respeito de algo, uma música qualquer, um sopro na atmosfera, mesmo que as dificuldades aparentemente não apresentem uma solução compatível com nossas forças. A diferenciação que nos mova com ímpetos de melhora são o caminho plausível e lógico para que saiamos de uma situação com os bons ares de crer, ao menos em algo além do nada, posto há tantos universos, mesmo em um tipo de hermetismo do cimento, que nos fale que o horizonte está por ali, mesmo que não percebamos essa dimensão.
          A própria ciência de estarmos existindo nos veste de roupas que podemos acreditar sejam o que nos sirva, sempre, de um calçado, de um ponto de acolhida, de um banho bem tomado, de uma vida em sobriedade, na possibilidade de evitar-se o primeiro gole! Não adianta fugirmos sempre de nós mesmos na adicção com frequência de insalubre atitude, pois não é através dessa fuga que seremos ou podemos alçar voos mais agigantados dentro do pressuposto de que achemos impossível sairmos dessa condição. Se em um acaso porventura temos em nossa lide a recaída diária, se na verdade a vida é uma queda contínua, urge precisarmos de ajuda, urge tentarmos um trabalho, urge adaptarmos nossos sentimentos e atitudes a um progresso que deve ser visível, passando a evitar ações em que não ocorra bons frutos. Sempre pensando adiante e, se for de possibilidade concreta, há várias instituições que porventura podem nos alimentar, só depende de nossa iniciativa, que deve ser premente, concreta, sólida e com boas doses de esperança, ou seja, uma esperança que não deva jamais concorrer fora da realidade em que vivemos, mesmo dentro de um panorama algo cruento, mas que nos torne mais fortes, quando nos tornamos guerreiros de nós mesmos, quando crescemos juntos, quando tomamos tento, pois um teto por vezes é muito dentro das possibilidades naqueles que nos fortalecem dentro da ventura e da concórdia.
          Estarmos limpos não é questão de classe social, de crença ou ateísmo, de opiniões não compreendidas, ou de idiossincrasias particulares. Pensar em uma melhora de um pode ser de dois, três ou mesmo de uma coletividade. Para arranjarmos nossas vidas dentro do espectro da possibilidade factível e concreta, nos fará vermos o mundo inteiro com outro olhar, e as dificuldades serão desafios em que teremos que participar para vencer algumas equações por vezes complexas mas que, em uma vida simples podemos vencer com segredos que se revelam a cada dia…
          Finalmente, os mistérios da existência podem nos sacrificar deveras, mas a cada respirar sereno teremos condições de evitar qualquer substância, na companhia de outras pessoas que possam compartir e ajudar no processo. Essa é a questão de nos referenciar a nós mesmos em que passamos a uma outra dimensão que pode ser a razão de encaixados na verdade em uma recuperação livre de quaisquer ilusões que possam ter nos afligido na longa caminhada dentro de um si mesmo de recuperação de uma vida nova e exemplar!


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

O VIÉS DO TROCADILHO

 

Quando um si mesmo se encontra com um outro
O andar do andor se mescla na vida vital do ser
Que, em detrimento de qualquer maestria
Não temos por que discernir a anestésica questão
De conjugar o consorte com a esposa, que seja,
Algo do erro que não confirma e nem comanda
A um que não esteja sempre do ardor de uma lide
Que resolva as contendas lá de um continente
Que bem pode ser com relação a uma ilha distante
Ou mesmo os oceanos continentais em sua espessura
Que por vezes não verga nas artimanhas da verdade
Que segue na clausura de cada qual que se permita
Um dia que seja na dimensão da vida qualquer que seja…

As letras são maravilhosas em seus signos, em suas veias,
Que a permanência da semântica não esteja oculta
Por vitrais com o chumbo a isolar os vidros coloridos
Qual rede de encontros formais dentro da equivalência
Em que despejamos a esperança de visualizar ao menos
A tentativa santificada de um santo, o viés de mais letras
Conjuminadas com a reunião de palavras nos dias
Mais tenros de nossas vidas no sobretudo que nos seja
Algo de vivermos mais na vida que não seja muito
Nas plataformas que urgem estarmos sem nos dar tanto
A que não vigiamos o restante de mais um que seja no ter-se
Quando não se tenha mais uma crença que padeça a versão
Que não nos sinta mais sozinho no outro viés do outro
De uma modalidade esquentada e aquecida pelo inverno
Quando sentimos o verão no calado calor de mais rotinas!

A ver, que não esteja o próprio dentro do significar
Mas, que não se diga um oposto que seja tão próximo
Onde não encontramos a posição mais silenciosa
Em que a existência seja a relação mais próxima
Da proximidade mesma, qual parreira e sua mão que colhe
Nas vindimas do Eu que quer aquilo que o Ego quase negue
Mas, na conjunção esta, aditiva, seria melhor um and
Quando andamos pelas uniões de rivalidades
Em uma espécie de game board que revela
Quem sabe, mais um Sherlock esquecido na algibeira do processo!

Assim que sejamos, hora neutros, hora convexos, outrora na concavidade
De uma calota polar que não ensombre muito a própria sombra do ser
A se reiterar que sejamos, ao menos, no ser ou não ser
E que saiba a questão própria do benestare de estar no idioma
Que a poesia desconhece, mas que signifique ao menos uma tentativa
Nas paráfrases neurolinguais a parecer, neste neo neologismo
Que a vida não encontre mais sinapses do que as suficientes
Quando a vereda nos reencontre mais vezes do que outrora
Saberíamos a sapiência melhorada de retocar a pintura surreal.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

A CRÍTICA SEM CRITICISMO

 

           Na vida de um ser, seja humano, seja outro, estaremos sendo extremamente hipócritas se a crítica não alcance o verdadeiro significado de um estar-se navegando sobre um espectro de uma realidade que seja a Verdade em si, sem subterfúgios… Por vezes, o raciocínio lógico fere a si mesmo na contradição de uma frieza que reside mesmo em caracteres que sejam alicerçados por uma imutável criação, uma cristalizada educação, que não permite nenhuma mudança substancial, engessando o próprio ser, assim se falando do humano. Não adianta sermos empedernidos com relação a tudo ou todos os pontos de vista, posto ninguém, a não ser a Verdade Suprema, é o único fator de sobrevivência saudável de uma opinião que jamais se torna uma fraude, em que a deusa História revela a nós com o tempo. Cristalizar a repetida verborragia dentro de um criticismo sem crítica cabal não refere a ninguém o que seja ao mínimo aproveitável dentro do contexto do processo de uma civilização que reja o próprio e correto coexistir, ou seja, existir dentro de uma sociedade, instituição ou organização. Isso demandaria a etapa posterior do ultimato dentro de um aspecto individual totalitário, hermético e dogmático, o que nada tem a ver com a mente aberta, ou com a abertura mesma em relação à existência.
          Esse pressuposto existencial se chama ferrugem, como se a engrenagem urgentemente precisasse de óleo, e este vai pouco a pouco faltando da prateleira. Em uma relação que dependa de uma questão que seja de ordem quase política, as gentes entram em certas galerias sem a forma que demande compreensão ou que outras ordens possam advir da onda circunscrita a uma geometria de simplicidade reativa! Não, o que se dite na memória seja em meio a circunstâncias quase quiméricas, reações previsíveis, ou faltas na progressão de uma luz que reside em um túnel absurdo e surreal. Faltantes ou não, os paradigmas que invertem uma posição ou outra revelam em si outros absurdos, que pipocam vez ou outra em pensamentos vãos e crus como uma semente mal germinada.
           O mundo passa por transformações cabais, e saber desse mote nos traz uma referência que sua não muito a flores, mas transcendem ao faltante petróleo em sua monta de piora em valores ao povo que sofre com carestias pregressas por total falta de planejamento e contendas de ordem geopolítica. Nada disso diria respeito ao que se chama equilíbrio necessário e a intenção primeira de cada qual no processo de vida. Cada um de nós trabalha no sentido de mostrar por vezes uma ignorância latente em seus próprios modais, quando ignora que as forças que irrompem da Natureza nos fazem crer que não há saídas para certas tragédias, quando a boa vontade por vezes é rara em pessoas que gerenciam suas vidas com propósitos sem muita equivalência, na medida de egoísmos renitentes. Independentemente de características próprias, a vertente que resguarda nossas retaguardas espirituais seja de tal modo particular e própria que nos revele sempre uma esperança de que caminhemos pela luz, mesmo em panoramas cáusticos como o que o mundo passa por esses truncados e turbulentos tempos.
           Seria muito afirmar – talvez – que tentamos eximir uma expressão, um pensamento, um apanhado filosófico, quando este retrata por vezes fielmente o que ocorre em um contexto mundial… A retração ao novo vem com reflexos que não nos adiantam muito em uma temática abordada, e todos os problemas que enfrentamos não vogam muito nas vezes em que temos a vida em certos falsetes, ou verdadeiras farsas embaladas para “bons propósitos”. Esse obrigar-se a tentar mudar totalmente um comportamento que se torna mais rebuscado reflete algum tipo de coação reflexa e tirana do ponto de vista do direito cidadão a que todos devem possuir, seja em qualquer sociedade em torno do mundo!



domingo, 9 de janeiro de 2022

GRATOS E COM FÉ PROSSEGUIREMOS ATENTOS A QUALQUER ÓBICE QUE POSSA NOS ACOMETER.

QUANDO A DESESPERANÇA NOS PERDE NO CAMINHO, PAREMOS PARA DISTINGUIR SE NÃO SERÁ MELHOR DESCANSARMOS PARA - DENTRO DE UMA SOBRIEDADE - RECUPERARMOS NOSSA LUCIDEZ EM SUA ESSÊNCIA.

AOS TRANCOS E BARRANCOS, FINALIZAMOS UM ANO VELHO E SEUS PERCALÇOS, INGRESSANDO PELA ESPERANÇA DE UM ETERNO RECOMEÇO.

UM RETORNO À VIDA ESPIRITUAL É SEMPRE A LUZ QUE EMANA DE UM PODER ALTÍSSIMO QUE NOS ABRE UM CAMINHO ESCORREITO.

GRATIDÃO É COMO A MÚSICA, GRACIAS A LA VIDA POR ME HA DADO TANTO, LOS LUCEROS, EN PRINCIPAL.

O DEPOR-SE EM CONCLUSÃO SAUDÁVEL SEMPRE É UM BOM INÍCIO DE SEMANA!

A VERDADE POSSUI A ESTRANHA MAGIA DE NOS TIRAR A VENDA DA IGNORÂNCIA DE NOSSAS PERCEPÇÕES QUASE IMPERFEITAS...

A TÍTULO DE COMPROVARMOS CERTA VERACIDADE DE UM FATO, BASTARIA TIRARMOS UMA CONCLUSÃO SERENA E RACIONAL SOBRE TAL EVENTUALIDADE.

NOS É DADA SEMPRE A GRAÇA DE VERMOS UM COMPANHEIRO LÚCIDO COMO UM FAROL QUE ORIENTA NOSSAS EMBARCAÇÕES!

A VIA MAIS RÁPIDA PARA UM DESVIO DE CARÁTER SEGUE SEMPRE A FACILITAÇÃO DA IRRESPONSABILIDADE.

TERMINADAS AS FÉRIAS ESCOLHIDAS PELO DESCASO, TORNAMOS A USAR DO TRABALHO QUE, EM UNÍSSONO, NOS VESTE NOVAMENTE A FACE.

sábado, 8 de janeiro de 2022

A VASTIDÃO DO MUNDO

 

         Cresce em todo o planeta a vastidão de seus eventos, em que a Natureza – antes coadjuvante – passa a ser atriz principal… Na medida em que dela nos apropriamos mais e mais, na medida em que a fragilizamos em todos os seus lados, a reação que dela emerge pode e deve ser motivo de real preocupação. É como dissuadir-nos que o desenvolvimento humano fica à parte, que a riqueza de valores, que mais e mais carne seja consumida no planeta, que grandes monoculturas que crescem à razão da devastação de grandes áreas sejam fundamentais para salvar bolsões de miséria, passamos a coexistir com o fato de que algo se passa de forma equivocada, com a receita anacrônica de antigos alfarrábios e ferramentas de ideários que não correspondem à extrema necessidade em que os humanos possam frear esses processos exploratórios. São poucas as palavras sobre, e tentar estimular a violência em certos sítios do mundo com a busca pelo poder ou sua manutenção prescreve em pouco tempo, ou se torna o câncer terminal, porém eterno… Esse mal é de tal modo pertinente a uma crítica preexistente que o botão de start rumo ao conserto fatalmente deve estar posicionado ao de uma conflagração qualquer, como a atômica, em busca do primeiro fundamentalista que inicie o fim, regido pela volta de um Cristo que já está, em muitos homens e mulheres!
          Presencialmente estamos conectados até mesmo com o invisível, visto a olho nu à classe dos sábios, que paradoxalmente são ignorados pelos folhetins de cartola. Não se diga jamais que o mundo não é tão frágil, posto sua esfericidade revela às dificuldades encontradas apenas uma pequena superfície frente do que seja a sua vastidão e, no entanto, a nossa espécie e tudo o mais que conhecemos como seres vivos residem nessa película, nessa atmosfera. Acabou-se para a ecologia a escolha dos lados, o ideário, os ideais de se comer de modo coeso, pois não há partilhas de mesa, os pobres andam à busca de restos e, como um fruto podre que resulta de sistemas incompatíveis com a preservação, continuarão miseráveis, mesmo que os próceres continuem a trabalhar incansavelmente para tentar demover essa pecha, esse rótulo: os displays do moto continuum da desesperança e das desavenças armadas com a faca cega da hipocrisia. A não ser que quebremos certos paradigmas arraigados no extremo da servidão, da escravocracia e da hiperbólica mácula do Poder, jamais poderemos agir com uma pureza de caráter.
         A sede de se ter uma performance sexual traduz preocupações primevas da nossa natureza humana, no ósculo indecente de minutos de gozo, em todos os seus modais de perversão e fetiches. Acabando por poucos gerarem prole com amor sincero, no que verse que imensas quantidades de substâncias anestésicas com relação à realidade grassam no que não é permitido ou, no máximo, no álcool ingerido de forma doentia, o que nos torna mais e mais frágeis perante o sistema. O mundo é vasto e de sistemas humanos não há como nos isolarmos dos sistemas ambientais, pois a realidade há de ser, conforme texto de Fritjof Capra, em seu “O Ponto de Mutação”, holística. Ou seja: cardume aniquilado de um lado, cardume maior aniquilado do outro… Peixes grandes comem os pequenos e viveiros maravilhosos como os corais tendem a ser engolidos pelos tsunamis ou, o que é pior, por testes atômicos. Parece-nos que o messianismo às avessas transfere a responsabilidade do retorno de um Cristo que vem para nos salvar, mas para provar que é Ele os cânones exigem que ande sobre um lago, ou arregimente pescadores que, em várias áreas do litoral já não estão presentes. Resta saber se o pastor, ou a plêiade de pastores de todas as igrejas do planeta já não configuram a desejada salvação, principalmente orçamentária de grande família que somos. A tudo se deva o respeito, incluso a liberdade religiosa, seja semita, maometana, cristã, hinduísta, kardecista, de matrizes africanas e tantos e tantos credos. Se há paz entre religiões, se respeitamos os indígenas como os únicos humanos que coletivamente fazem a Natureza subsistir sem agressões, ou seja, harmoniosamente com o bem da coleta e pesca não predatória com seus dias contados pelo sol, com suas noites contadas pela lua. Como irmãos, caros, o remédio ainda não encontrado pelo xamã que já o conhece, o cacique que voga como autoridade, o pajé que ritualiza as ofertas… E vemos o fogo que a tudo destrói, vemos a noite não silenciar a cachaça, vemos uma nação perder sua soberania, e o fogo que emana de uma arma noite a dentro, em várias noites, em múltiplas áreas, em um incandescente buscar por territórios, que quem ama fica desatento em sua cama enquanto entram pelas portas nas comunidades infladas pela miserabilidade. Imensas máfias se sucedendo, enquanto o gigantesco planeta é subtraído e espezinhado.
         Esperava-se uma reação à altura, e chega até nós um vírus que veio do morcego, esse rato voador, que abrigou como em seu corpo as dificuldades que enfrentamos com os milhões de mortos, em pleno e certo milênio, de onde devemos esperar que saibamos agir, com todos os chefes de qualquer coisa que o valha, que têm a faculdade de combatê-lo. Sinteticamente saibamos que a performance mundial oscila, e que as comunidades de favelas, por serem mais vulneráveis sabem melhor do sofrimento pelo qual passamos. O mundo está vendo que o que ocorre de descontrole faz parte de insanidades de ordem espiritual. Se fizermos crer que a mesma espiritualidade tem tudo a ver com a preservação da Natureza, estaremos dando o primeiro passo para a compreensão do mundo e sua posterior ação individual e coletiva para sanear os problemas que demandam urgência para a sua solução.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A VIOLÊNCIA OU O PENSAMENTO QUE LEVA A ELA TEM UMA MENTALIDADE VICIANTE EM QUE MUITOS AFIRMAM QUE SEJA ALIMENTADA POR ALGUM HORMÔNIO, QUIÇÁ A ADRENALINA.

A PEÇA FUNDAMENTAL DO EQUILÍBRIO DE FORÇAS É SABER QUE DESARMADOS SOMOS MAIS PODEROSOS.

LUTAR É PRERROGATIVA DE COMBATENTES, E QUANDO SÃO BONS DÃO UMA BOIADA PARA NÃO SAIR DA LUTA!

QUANDO O ÍNDIO FOI PARA O CATIVEIRO, E DE LÁ CANTOU, COMO DIZIA A GUERREIRA CLARA.

SE UM TRATAMENTO RIGOROSO NOS CONSERTA A VIDA, TENHAMOS PACIÊNCIA PARA NÃO PERDER ESSA FICHA QUE NÃO É DE JOGO ALGUM, MAS DE NOSSAS SOBRIEDADES!

O SIGNO DE TODO AQUELE MÍTICO SENHOR QUE FALA COISAS ININTELIGÍVEIS PELA DUREZA E FRAQUEZA DE CARÁTER, É DE TAL MODO INVERSO QUE NÃO SUPÕE HAVER VIDA INTELIGENTE NA TERRA...

JETHRO É COMO UMA LUZ GIGANTESCA EM SEUS ARRANJOS GENIAIS.

VERTENTES DOS SEM HORAS

 

Cabe a um facho de tíbia luz
Arrefecer os ânimos de escaladas
Onde o gelo não solidificou totalmente
Ou onde – bem quiséramos – se torna breu…

Não, a cada minuta das investidas dos sem horas
A poesia toma as rédeas em posição nunca vista
Sob o umbral que alguns pensam ser de pedra
Mas que de plástico seja mais palatável a estrutura!

Do que o poeta pense não importe tanto,
Pois o âmago dos sem horas não revele muito
Nos olhares concentrados em realizar o lavoro
Na imensa corrida sem largada e sem pódio.

O ósculo de traição que nos espera seja ao menos
Salutar sem ser do selinho pro forma dos anjos
Nem algo melífluo similar a uma mesa de jantar:

Onde os copos não se erguem da copa
E nem caminham sobre o piso inquebrantável do concreto.

Seria, sim, algo de temores escondidos em reminiscências
Na cor lapidada de reforços em naus trigueiras
Ou na vida daqueles que não escondem o intrincado jogo
Onde os mananciais da certeza se perdem nas razões de cristal.

A cinco e tanto e mais um pouco erigimos uma meia ponte
Em que se somam mais e mais dias para confabular a veia
Com a outra que se encontra em pulmão salutar
Quando de sabermos que nem todo o cigarro é proibido!

Assim seguimos, ao prumo de contendas secretas
Na voz e no infortúnio de estarmos atentos ao nada
Quanto do merecimento de cada escala, dentro da possível ordem
Que nos remeta ao vocabulário estendido por questões
Em que tecer limites na desforra é descalabro da ignorância.

Seríamos factíveis de saber que nossas vidas são geradas
A princípio na inocência do amor, e que essa premissa
Não seja guarnecida pela insistência da hipocrisia
Onde julgares são cometidos a cada instância antes da primeira…

Nisso de sabermos quem somos e onde estamos, lembremos
Que na versão do ser ou não ser, onde ficaremos no nada
Quando de cada passo em cima do cimento e dos pequenos matos
A vida não encerra em si um término, pois antes seja merecedora
Das questões próprias de um tipo de acaso e de promessas
Não cumpridoras do afeto que sabe melhor às frentes
Mas jamais poderá dizer o que é melhor para a luz de ré!


quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

ALGUMA PALAVRA

 

Entre o si e o nós teremos
Uma troca que nos vem na serenidade
Que verte a ternura sempre
Quando saímos a acertar ponteiros
Nas famigeradas horas em que escrevemos
Outras histórias que nos esperam a caneta!

No de acordarem-se as horas
Outros acordares se nos ditem
Que não haja faltas nos desdizeres
Que a própria e concreta falta nos revela…

A poesia tem a veracidade de uma arte
Que nos acompanhe sempre na desdita
Ou em algum infortúnio onde se escale
Algum viés reservado em alguma força.

Na vida se torne a vida melhor
Quando a querência do viver nos urja
A saber que os períodos de sobriedade
Tecem um manto de cristal em nossa superfície.

Algures o teimar fosse apenas ilusório
Na troca de cenas em que o cenário não há
Como em um teatro improvisado
Quanto do importar que a arte mereça mais fé!

O desaviso dos esquecidos não suplante
O que nos é negado quando do jugo
Em desplantes de memória, em verves
De vaticínios antes regados no perfume
Que não possui fixador, mas apenas emoliente.

Quanto ao apagar-se do mundo
Uma borracha se mescla na atitude
Que não nos verta a mecha da lanterna
Em um breu da falta do fogo
Na serpentina inquietude de nossos versos.

No que nos tentemos sermos dos melhores
Reza a cartilha que os passos sejam paulatinos
Mas firmes e seguros em nossos caminhos
Que de rochas sejam Ápias quase desconstruídas!

Quando a esperança florescer nos corações
A vida pede que se dê a passagem no planeta
Na vereda de um qualquer que se doe
Sem os estigmas que por vezes nos nublam
De ofertas generosas do viés de más famas
Em que se retorne o quinhão de um crer infinito.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

A ARTE NÃO NEGOCIA PROCESSOS, NEM DE APRENDIZAGEM E NEM COMO EXPRESSÃO LIVRE, SEJA UM POUCO POÉTICA, SEJA UM POUCO FILOSÓFICA.

SEGUIMOS UM AUTOR COMO AUGUSTO CURY, COMO PALAVRAS REAIS DE AUTOAJUDA. PODEMOS RECRIAR OUTRAS ESTRUTURAS NESSE TEMA.

QUE MAIS PÁGINAS DE FORÇA ESPIRITUAL NOS REMETA AO CONHECIMENTO NA HISTÓRIA DAS RELIGIÕES, SEJAM QUAIS FOREM.

PLANEJAR UMA PROGRAMAÇÃO SIGNIFICA FAZER FUNCIONAR ALGO, E ESCREVER UM PARÁGRAFO PODE SER APENAS UM ASPECTO SURREAL DE UM ARTISTA...

QUANDO INGRESSAMOS NOS TERMOS LÚCIDOS DE UMA ASSERTIVA LÓGICA, DESCOBRIMOS A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO INTELECTUAL, SEMPRE SALUTAR!

UM TÍTULO QUE REVERBERA UMA LUZ NOBILIÁRQUICA VEM POR VEZES DE UM PRÊMIO DE LITERATURA EM MOÇAMBIQUE.

TODO O TREINAMENTO DE UM SER REVELA A ALGUNS QUE JÁ NASCEM, COMO AS FORMIGAS, ORGANIZADOS.

A VERTENTE INDÔMITA DE BONS GUERREIROS SE TRADUZ NA CORAGEM DE SER FRANCAMENTE HUMILDES COM SEUS PRÓXIMOS.

TODA A FLOR SEJA LEMBRADA NA PRIMAVERA DE NOSSO CARINHO PELA NATUREZA!

NÃO SE RESERVA CULPABILIZAÇÃO NO ATO DE UMA CÁLIDA E PROMISSORA ATMOSFERA DE BONS AFETOS, POIS REFAZ OS BRIOS DE SERMOS QUEM SOMOS.

TODA A AUDIÊNCIA DE UM ESCRITO SEM CAUSAS PROVÁVEIS É APENAS UMA SATISFAÇÃO DE ALCANÇAR UM INTERESSE QUE EMANE DA CULTURA DOS POVOS...

SE FALAR DO AMOR SEJA ALGO RUIM, ALGO DE MAIOR SERÁ SEMPRE O FRUTO DESSE MESMO SENTIMENTO.

QUANDO NÃO HÁ UM ROMPIMENTO REAL, SERÁ A VERDADE QUE RELEMBREMOS SEMPRE, EM TEMPO DE ESTARMOS SEMPRE MAIS LÚCIDOS.

NA PUBLICIZAÇÃO DE UMA PRETENSA LIDERANÇA HÁ UMA VERTENTE INÓSPITA DO DESCASO, E PODE SER APENAS UMA LIVRE EXPRESSÃO: DIREITO INALIENÁVEL DO SER HUMANO.

OS DIÁLOGOS URGENTES

 

          É muito importante desenvolvermos a faculdade de contemporizar, de equilibrar as coisas que se altercam, e não raramente vemos que estamos em meio a uma tempestade e que nossos sentimentos por vezes desabam com a falta de esperança. E eis que descobrimos – como despertares – continentes de nossos próprios sacrifícios, de nossas próprias penitências que não devem jamais ser relegados a segundo plano. Cada um possui a sua própria história, e é na vivência coletiva que aquela se expressa como a história de uma cidade, de um bairro, de uma rua, ou de uma família. Do maior para o menor, ou vice e versa, é como se dá um processo histórico, que pode culminar em uma nação ou um continente geográfico. E assim segue a história, sem contar que a maior parte de nossas famílias são anônimas e circunscritas a problemas de ordem financeira com extrema dificuldade nesta carestia atual. Todos hão de escrever e por diversas razões, pois isso é normal quando o apreço pelas letras e sua escrita, mas muitos sentem atração especial pela fala, comunicação oral, vogando a gestualidade e seus estudos estritos de interpretação, quando no teatro ou arte, até na questão judicial.
           O toque a que nos damos a atenção necessária chama-se diálogo. Sem este as coisas não funcionam de acordo, e sem ensaios a vertente da comunicação sincera vem a tona com qualidade, mesmo que muitos errem do outro lado. O erro pode ser recorrente e, a um homem ou a uma mulher, e isso acarreta enormes faltas, podemos todos incorrer nesses citados erros – que podem ser vários – quando de não querermos aprender a lidar com acertos, logicamente fundamentados, e que por vezes dependem do treinamento e habilidades diversas. Esse treinamento citado pode ser realizado um pouco de modo lúdico, igualmente com relação às habilidades, e ambos fazem parte do caráter do diálogo, não apenas com o circunvizinho, mas igualmente com nós próprios: um diálogo interno, necessário, fundamental. De acordo com o que dita a coisa certa, ou seja, dentro de uma sensatez quase universal, se pensarmos que as atitudes errôneas jamais podem estar se repetindo com relação ao respeito e à manutenção da dignidade de todos os povos que compõem uma nação, ou mesmo internacionalmente falando. A se repetir, sempre: sensatez, o que confere validação e suporte a um tipo de sobriedade humana, tão necessária nos tempos da atualidade. Esse sentimento de caráter em que se cria um carisma real, e não uma farsa aleatoriamente teatral e burlesca. Esse pontear um diálogo verte nos parceiros um entendimento entre si, no companheirismo dos acertos e dos vínculos de amizade que se criam, no mais das vezes quando em si são encontradas algumas dificuldades, isso se dá paulatinamente...
           A questão de necessidades mais urgentes por vezes ocorre, em se tratando de contextos mais pontuais, na paridade de não se omitirem as opiniões a respeito de cada universo particular, posto o ponto de vista depende, para ser verdadeiramente democrático, do se poder expressar, falar livremente, não importando a classe social a ele pertencida, falando e se fazendo entender. Escutar por vezes é o mais importante, haja vista a coletividade ter seu direito individual, mas há que respeitá-la como uma entidade social, ou grupamento, com suas próprias leis e regras. Nisto voga sobremodo a vantagem da oratória, posto um x de tempo qualquer por vezes é insuficiente para quem não tem jeito com a palavra. Não deve ensimesmar-se aquele que por vezes é ignorado por razão de alguma fragilidade, ou pelo rebuscado comportamento que subtrai por vezes a compreensão humana em sua falta paradoxal do humanismo. Todo o diálogo urgente em algumas situações atinge mesmo os mais poderosos do planeta, pois as guerras, sejam frias ou não, acabam por registrar sempre nos diversos sistemas existentes a incongruência dos que se dizem “estadistas”!

domingo, 2 de janeiro de 2022

O TRABALHO DE COMUNICAÇÃO ENTRE O OFICIALATO E AS GUARNIÇÕES DAS FRENTES CABE AO CAPITÃO.

A VANGUARDA NOTIFICA SEMPRE A RETAGUARDA PARA ENVIAR REFORÇOS A TEMPO HÁBIL.

MUITOS BICHOS SÃO SOLIDÁRIOS ENTRE OS SEUS, O QUE NÃO NOS TORNA SUPERIORES A ELES, MUITO PELO CONTRÁRIO!

JUNG JÁ DIZIA QUE A VONTADE DE PODER É UM EQUÍVOCO PSÍQUICO HUMANO.

TODA A INVESTIDA EM NOME DE SE ALMEJAR O PODER É CARACTERÍSTICA DO TRÂNSITO DE CADA QUAL.

QUALQUER FORTALEZA RUI, POR MAIS FORTE QUE SEJA, AO SINAL DE UM CONFLITO, SENDO A PAZ ESSENCIAL PARA QUEM OU PARA OS QUAIS QUE NELA RESIDAM OU TRABALHEM.

EM UM SER AMBIDESTRO NÃO HÁ A IMPORTÂNCIA FUNCIONAL DE SUA SIMETRIA, NA VERDADE QUE SUBTRAI ATÉ MESMO UM RÓTULO DE DIFERENCIAÇÃO.

UM PONTO NÃO DELIMITA UMA LINHA NO ESPAÇO, MAS DOIS DEVIDAMENTE SITUADOS DEFINEM COM PRECISÃO A LINHA INFINITA, PELO MENOS ONDE ALCANCEM AS COORDENADAS.

TODA A CAUTELA É IMPORTÂNCIA AO AFIRMARMOS A EFEMERIDADE DOS PAINÉIS QUE SE TORNAM MERAS REPETIÇÕES DA HISTÓRIA.

NADA DO QUE PENSAMOS OU DEIXAMOS DE PENSAR DEIXAM OS INTÉRPRETES DE FORA DA QUESTÃO, PORTANTO, QUEDEMO-NOS EM BUSCA DA VIRTUDE E DOS BONS PENSAMENTOS, POIS NÃO SERÁ O VELHO E ANTECIPADO JULGAMENTO QUE ESTARÁ AUSENTE DOS SUPREMOS VALORES QUE NOS CERCAM.

TODA A CONCRETUDE DE UMA CASA RESIDE EM FORTES ALICERCES ESTRUTURAIS.

KRSNA, DEUS, REMONTA NO MEU IMO TODA A EXPECTATIVA DO MEU MELHOR, AO MENOS AO TENTAR SÊ-LO.

SÓ O AMOR CONSTRÓI, E SEUS ALICERCES SÃO COMO FLORES DE DIAMANTES LAPIDADOS.

O AMOR ERIGIU PELAS PALAVRAS DE CRISTO A REFERÊNCIA EXATA DA VIRTUDE UNIVERSAL DE SEUS DEVOTOS!

SUBSISTIR POSSUINDO E DEFENDENDO UM IDEAL DE VIDA PODE POR VEZES NÃO SER UMA TAREFA MUITO FÁCIL.

PUBLICAR PODE SER UMA ATIVIDADE MUITO GRATIFICANTE, EM CUJO CERNE RESIDE UMA OPINIÃO, QUE PODE SER BOA PARA MUITOS, NA MEDIDA PROPORCIONAL DA SINCERIDADE.

A CARESTIA ESPIRITUAL SEGUE A REBOQUE DA MATERIAL.

QUE O ENCAIXE SEJA BEM-VINDO

         Nada do que nos apercebemos – em um ano que se inicia – será de uma vã tentativa de nos relacionarmos com aqueles que merecem todo o afeto, ou todo o carinho que podemos dispor, como um serviço devocional – bhakti yoga –, o serviço de amor a Deus. Tudo é consequência desse ato, transcrito nos Vedas, em uma fonte maravilhosa onde estas escrituras nos revelem a questão mais importante, que é a tolerância que um devoto tem com relação a seus semelhantes. Temos que ser mais humildes do que uma palha na rua, termos uma fé inquebrantável, e escrever sobre isso é como encaixar uma peça importante que vai de encontro à compreensão da Natureza… Uma peça que, de início, é quase oculta por extremas dificuldades, onde por vezes sucumbem os melhores geômetras frente ao desafio, no olhar que a nossa racionalidade pode nublar esse tentar, essa maneira de resolver questões aparentemente impossíveis mas que, por vezes, uma criança consegue uma solução, o que mostra um encontro de gerações em que envidamos horas, ou conseguimos em minutos. O encaixe é uma questão a que me refiro seja anímica, espiritual… Quantos dias passamos por vezes a nos sacrificar, a termos que disciplinar-nos, a estar presente em uma reunião onde as atmosferas podem rudemente se altercar veladamente, ou quando encontramos pessoas que, apesar de suas idiossincrasias particulares, podem voltar o olhar – extremamente focado – no que é de tradicional, no que compreende a lógica que emane do encontro, e não da diáspora. Essa lógica que existe no olhar do Supremo Senhor, traduzido pela Sol e seus encarregados, como Vivasvan. Acaba-se por criarmos certa engenharia copista para encaixarmos peças materiais, e isso funciona dentro mesmo do projeto, a não ser que seja externo esse engenho. Por sabermos um pouco mais, existirá sempre o interesse da ciência, não apenas através da matéria, mas igualmente o que vem a ser religare, religação em latim, emanando daí a palavra religião: o que ata, o que une.
          Não há transversalidade no pensamento religioso que não seja coerente com o Senhor Supremo, ou seja, que seja ganancioso, na vã tentativa de prosperidade material usando a palavra como pano de fundo, como entrave, como comércio. Essa assertiva não é propriamente crítica, mas reside no domínio mesmo de que a lógica pontua a favor dessas questões, em que os Testamentos igualmente nos revelem o fato consumante de uma Ordem maior do que a dita ganância e especulação cristã a respeito de qual escritura seja mais evidente ou superior do que outra. Não se deve pensar na religião como algo afeito a um grupo etnicamente “escolhido”, uma razão pura ou coisas similares em essência. Esse pensar que eleva soberbamente verdadeiras multidões por vezes recriam coisas parecidas com as Cruzadas, ou estigmatiza o aspecto do colonizador como ideia premente na intolerância, desrespeito à cidadania no que se refere à preferência religiosa, quando se trata de um totalitarismo ou fundamentalismo cego. Sempre é bom e auspicioso encaixar as peças com um olhar espiritual, e esse animismo, esse estado da psique revela-se um modo de atrair a Verdade ao mesmo olhar: sobre o outro e sobre nós mesmos. Esse querer da verdade por vezes carece de uma estratégia existencial como ferramenta indispensável para conseguirmos os objetivos pretendidos, no que o tratado Homo Ludens, de Huizinga nos esclarece, assim como todos os guias onde se aprende essa ciência. Um exemplo simples é o jogo de xadrez, onde temos de estudar as aberturas, o desenvolvimento e a finalização, pois sem esses conceitos ajudaremos nosso próprio fracasso, quando o rival por vezes desequilibra o entreter-se, quando de mais ajustado ao processo do jogo. Assim também ocorre com o GO, jogo este deveras antigo e tradicional mas que, aparentemente mais simples que o xadrez, suplanta este nas infindáveis possibilidades matemáticas em seu tabuleiro, em termos de AI.
          Em resumo temos, por hora, questões que não podemos resolver, mesmo estando em um único contexto, assim como podemos, dentro de uma esfera reducionista, resolver outras que transcendam a própria contextualização, o que vem a dar nos costados espirituais, posto a receita milagrosa pode estar em uma escritura sagrada, seja esta de qualquer religião ou credo. Assim como podemos teimar em sermos reticentes conosco, podemos, por outro lado, abrir nossa visão no viés libertador, conferindo o ganho maior, tanto espiritual como materialmente, com união, com mudança de paradigmas e com o crescimento para nos tornarmos frutos exemplares de uma árvore com raízes no conhecimento e no bom proceder.