domingo, 5 de março de 2023

O IGNORAR-SE HISTÓRICO

 

                Talha-se por vezes uma embarcação de garapuvu para se aprender algo, e a história é para quem entende, mesmo que por vezes o que se venha falar parte de experiência relativa, da vivência cotidiana, que seja, a história de um período, semana, mês, ano, ou um minuto, pois as caravanas de formigas exercem certos trabalhos e se organizam em questão de segundos, por vezes... O que se apresente por vezes... Não fora exatamente o quê em questão, mas as gentes em um restaurante possuem gestos, faces, sorrisos, curtem, estão querendo fugir de algo, de uma tristeza, todos tem a sua história, nem que seja por razões momentâneas, ou por questões de direito e herança, de ganhos, de separações, de política, de crimes, ou mesmo gentes que caminham fora do restaurante e possuem sua outra história, para não se citar que todos possuem essa outra história, que pode ser coletivamente similar, dentro de uma programação, ou mesmo um contexto que foi visto em uma notícia, algo que uma imprensa tenha revelado, ou o atavismo do processo histórico mais complexo daquele acadêmico que se debruça nos livros e vê a questão única onde a história assume o perfil necessário para explicar não apenas o surgimento das nações mas seus processos de civilização. Ou seja, de fato, existe a história, e esta depende do tempo, possui suas linearidades, mas também acontece em paralelismos, em desenvolvimentos outros, dentro de pequenos nichos, ou mega continentes, dentro de uma marcha civilizatória, ou no simples nascimento de uma criatura, seja um bebê ou um bezerro, e o símbolo anui que seja algo de fato, o que remonta que a alguns o fato mais importante, o foco seja mais a tecnologia, no exemplo cabal de nossa Era, e as rotinas, as programações, os sistemas informacionais, intentam até mesmo subverter processos históricos que passam a ser inevitáveis, pois no andamento da própria história e sua dialética o que estará por vir não é questão do ato em si, mas é em si mesma geratriz dos resultados da ação...
                Não há não certeza na Natureza, e a sua dialética não pressupõe as falhas, posto por questões da mesma história, que por diversas questões de agenciamento reflexo urgiam por ignorar, acaba por reciclar a si mesma, e seus seres, porventura, remetem a um andamento tão sucinto que os próprios indígenas passam a conceituar de sua forma ao homem branco como são as coisas, e como a mesma Natureza em vias de recuperação ajuda estrutural e humanamente a reconstruir toda uma nação, incluso a mesma e gigante em essência nação indígena que foi duramente castigada, a ponto dessa barbárie extrema ter sido o mote transformador que conclui historicamente na tomada de consciência das estruturas do poder no sentido de recriar valores que, de forma fria e matematicamente pretensamente exata, obtinha de seus pressupostos algo de comandos que falharam no viés até mesmo de se descobrir que a mesma dialética da Natureza é a verdadeira e inexpugnável inteligência do homem, porquanto ser que parte através da compreensão da existência dos outros seres a existência de uma Verdade, que justamente a um exemplo cabal de uma pessoa importante, se fala em uma Casa Comum, encerrando na plêiade dos que – não compulsoriamente – creem, a união da espiritualidade dentro de um contexto latino americano onde a religião se torna algo inevitável e âncora transformadora dos sistemas de ordem lógica, ressaltando que a própria lógica infere-se seja algo como fragmentária dentro do escopo em que, mais profundamente, a própria literatura a respeito desses assuntos abordados, a história em questão, vai revelar a premência de que não há mais a menor possibilidade de um ser, por pior que seja, rejeitar a reconstrução natural e, sendo assim, a roda dos diálogos que mantemos com a Natureza são mais giros nos ciclos que compreendem etapas sucessivas e de valores onde quem ganha mais é o homem, na comunhão necessária e na ampliação da bondade sobre a Terra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário