sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
UM CHEGAR-SE COM DISCRIÇÃO
Como a renitente questão dos modos da
vida
Nós preenchemos nosso tempo em navegares
Quiçá em
um leito digital, ou talvez em rumores
Na inconclusa tarefa de
realizar o possível na arte…
Essa paisagem quase
cenográfica das letras
Remonta a que pensemos nos barcos
felinianos
Quando partimos para encenar o falso
teatro
Dentro das circunstâncias atenuantes da
dúvida!
Chegamos a um limbo de primavera pueril
Ao
esteio dos renovados, à súcia da floresta,
Ao amor consignado
propriamente em contratos
Onde a locação de nossa vivência
passa pelo outro.
Vivemos em um passado que em outrora
possa ser
Uma turbulência em alto-mar, um sufoco paritário
Com
os gestos de sufragar memórias claudicantes
Quando o que se
espera ao menos seja um afago.
Por vezes triste é
a canção cancioneira em um lago
Quando o que nos espera é o
som de um relâmpago
Onde, na circunspecção de nos
encontrarmos em um dia
A notívaga vertente luminosa nos aprume
o suficiente.
Os benefícios da alma nos aprumam, a força
fica crua
Na solidez da suficiência necessária, com a
ternura
Que porventura vemos no coração dos aflitos…
Essa
aflição demoradamente precisa e derradeira
Não possui um
término determinado pelas circunstâncias,
Mas denota a
compatibilidade de um ser que caminha apenas!
Seríamos
falhos se não apresentássemos um tipo de fase
Onde a
colaboração com o inaudito tempo eterno
Não revelasse que se
marcaria por um dia de ajustes.
Essa vertente de algum
conhecimento palpável
Sempre revela a maravilhosa capacitação
solidária
Porquanto fôssemos algum tipo de indústria
eterna.
No verso a ciência que não nos ajuda, na
verdade,
Pode se revelar parâmetro incontestável em toda a
nossa vida
Que, por uma razão primeira e particular, traz o
nexo e a ventura.
Aquilo que esperamos do próximo e do
distante
Apropria-se do distanciamento ou da aproximação
Quando
sabemos que as vertentes de algum sentimento
É uma verdade em
que nos sobre a revelação
De algo que fosse crível, mas de
somenos importância.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
LASTROS DAS PRIMAVERAS
Nos escutares de toda uma vida, quase no ciclo
derradeiro,
A questão de sermos quem somos nos capacita
Ao
menos de respirarmos mais aliviados nas esteiras
Onde
depositamos as flores de entardeceres
Quando o orvalho não
subentende a totalidade industriosa.
O pão que por vezes
evitamos a que Deus nos conceda
Será sempre o amálgama da
ventura a que nos passemos
Ao menos na equação de que o
alimento do espírito
Passa por vezes na carne que devemos
evitar a todo o custo!
Não que seja a bendição algo que
venha a nos tolher prazeres,
Mesmo que
inegavelmente o mar não esteja muito para peixes
Mas que, por
conveniência de passados conturbados,
O mundo possa encontrar
suas próprias primaveras
Sob a influência de que aqueles
despóticos senhores
Esqueçam ao menos de que seus poderes são
finitos!
E que não nos esqueçamos que o sofrimento
humano
Depende de uma postura humanística que reverbere
Os
casos mais influentes na nossa acepção mesma da vida…
Que
muitos possam ler as palavras que porventura
Possam encanecer
nas longas veredas da vida
Os pelos em que Krsna por vezes
esquece na beira dos Himalaias.
À terminação das linhas
de fogo, algo nos entonteça de prazeres
Exatamente nas mesmas veias
que nos suportam
Com ferramentas da veracidade cabal que
enfeixam a vitória.
Na razão própria da poesia, e que
ela nos permita navegar
Ao menos por um onirismo surreal, para
que toquemos
O cerne mais profundo de nosso Eu, que seja,
sejamos!
Outrora fossemos mais condescendentes com
aquilo
Que não seja uma solidão compulsória, posto com isso
O
olhar mesmo de Deus nos enfeixe o quadrante do amor!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
domingo, 6 de fevereiro de 2022
POR VEZES TEMOS UM ENCONTRO COM O VERBO
No tanto de compreendermos quiçá
uma simples sílaba, o caminhar silencioso de um escritor possa nos
redimir que depois de um período confortável de entendimento,
igualmente silenciamos todo o parágrafo, na falta inenarrável que
nos dê alguma reticência, ou uma exclamação no final da frase que
encabece um grande significado. Escrever é algo tão mágico que
transcende aquilo de possuirmos o poder da digitação e da impressão
digital quando postamos na relação univitelina com o nosso próprio
Ser! Quando chegam as horas mais confortáveis, quando cumprimos mais
uma missão de um dia, iremos ter a noite como confidente secreta de
amores em que Orfeu nos abre os braços ao menos para que possamos
descansar o sono dos justos. Não há amarras apenas, há um caldo em
que mulheres partem em navios a assombrar os mares sem a
justificativa de encontros na cabine do capitão, sem as reservas dos
amores possíveis, mesmo que o navio traga, em seu movimento, as
visitações de outros barcos. Nada se torna secreto dentro de uma
semântica que existe confabulada e crua dentro do pressuposto de uma
razão trigueira que nos traz o sabor de colheitas no recôndito de
nossos lares, sejam estes barcos, praças, mares, terra, uma nau
atravessando o céu, sem sabermos exatamente o que nos espera nessa
aventura que erra e que espaça o próprio tempo, a quem saiba ver e
crer na questão…
Seria muito dignar-se a escrever as linhas
em que navegamos por orlas infinitas nas sombras de cada
particularidade de seus desenhos no quebrar nas areias? Somos ondas
infinitas, mas os nomes de Krsna são inumeráveis, como tanta é a
dimensão de Deus, o mesmo Krsna Todo Atrativo, como de cada qual
seremos melhores, por tanta acepção crua de sabermos que nem tudo é
um máximo como Isso, esse isso que reitera por vezes uma
ofensa velada se considerada apenas a palavra, peremptoriamente.
Nesse mesmo passo contínuo vemos uma estrela em forma de mulher a
recriar o nosso amor, vemos a galhardia de uma atleta no vôlei da
vida, dando um saque de guerrear nas mesmas estrelas, quando por
ventura a bola se choca na manchete. Sim, seríamos maiores do que o
simples jogo, ou que sejamos virtuosos na senda de uma imaginativa
chance de abarcarmos uma visão surreal, e externarmos
competentemente nas letras, sem nos preocuparmos do atraso semântico,
ou se não temos a preocupação cotidiana de um cotidiano
integralmente compulsório, seja de que lado estejamos, ou quiçá,
que porventura estarmos cônscios de que esses lados isolam a vereda
de nossa visão para um axis ou outro. Questão dialética da
geometria, e, sem por causalidade, interrompermos uma ingerência
externa, quem sabe a mesma possa catar na inteligência recriada da
escrita uma fonte mais confiável na lógica hegeliana do essente,
do ser em ser… Não que sejamos tão partícipes de uma longa
filosofia, mas que esta se revela ser mais forte do que um homem pode
transudar verdades, posto não engatilharmos nossas propostas do
livre pensamento naquilo que uma cartilha quase infundada nos queira
resgatar do limbo presente para colocarmo-nos no limbo ausente.
Essa
veemência do contraditório nas leis que pensamos existam cabalmente
vertem no casco da embarcação cracas tão oceânicas que por vezes
as línguas estrangeiras são ternas quanto de sairmos de um entrave
onde ternamente as coisas possam não permanecer, pois as modas de
hoje são tão heroicas quanto as pedras que permanecem imóveis sem
a premência em sofrerem a modelagem de milênios, enquanto o mar que
as castigam sofrem da interferência lodosa dos sonhos de maré
invadida pela farsa… A quantidade das águas soletra suas
qualidades, e será óbvio afirmar que a motivação de que estamos
ausentes do sentido máximo da justiça é ver que o mesmo lodoso
fundo de um mar condenado estará presente no lodo que abraça o
pensamento da diáspora humana. O poeta sua uma notícia baseada nas
flores, e não descansará jamais seus braços e pernas quando
carregar a cruz mais pesada que o espera no fim de sua vereda. Até
que os sonhos e o onirismo destes descambem a acertar os ponteiros
mais distantes de uma hora propícia, em que os pombos ensaiem seus
erros na acepção de estarem conformes com seus achados do alimento:
tipo um pão que brote de uma lixeira ou de uma casca de ovo com
pedaços cozidos de claras, quiçá encontrando, o pombo de sexo
humano, o ser que não encontraria jamais pegando seus restos.
Ver-se-á a latitude do regresso, ou será que a plataforma da
filosofia não encontre mais argumentações, ou mesmo uma
especulação sadia por interveniência das palavras, posto que estas
vertam, que tudo é progresso…!
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
A VIA DOS DESTINOS
Com o tempo pensei ser o caldo imaginativo
Uma
esfera pensante, microrgânica, de bendição,
Talvez
mental, talvez espiritual, de non sense,
De não
sabermos mais o que seríamos sem o fluir
Onde nossas veias
alimentam o nosso coração
Naquilo de se chamar o próprio
estamento da alma!
Quando o tempo exaure suas
possibilidades
Amamos como a uma peça de jardim japonês
A
areia entrelaçada com o bambu ancinho
Na vertente de um Vivaldi
e seus violinos…
A espera das companhias que sabem
mais
Do que seu próprio verbo, sem mais,
Nos verte no
peito a escala dos homens inquietos
Sobre espaçando a silhueta
dos ventos.
Quem dera fossemos os números cardeais
A
fremir na bússola as mãos mais cálidas
Do que aquela aldeia
onde se chega caminhando
E onde ruminamos o próprio tempo do
engatinhar…
Onde, crianças somos, a mais do se
dizer,
Chegando igualmente sobre as alfombras
A que nos
remetem visões do paraíso!
Que um vate nos ajude na
tessitura das semânticas
Quando, a se perceber a latitude
quadrática do tempo
Escolheremos a areia mais nobre da
crisálida
De neve onde a ampulheta navegou o passado…
Triste
ode de himeneu nos assombra uma paixão
Que da vertente inquieta
se relaciona com o celibato
Na verve inocente daqueles que,
sorrateiramente
Entubam o vórtice do prazer em estranhos
treinares.
Quanto de se redimir a que se pergunta do
tempo
O mesmo temporal se anuncia na palavra episódica
No
que saibamos que a maior loucura de uma viagem
É
psicodelicadamente estarmos lúcidos para
sacá-la!
Saberíamos todos que a vertente que encampa a
intenção
Nos abrem serenas nuvens de um algodão
adocicado
Pelos nimbos de se decifrar histórias surreais…
Tudo
o que a poesia pode revelar transcende a ilha
Convexa de nossas
ilusões: o mote sincero
De estarmos prontos
para o despertar ao diálogo
Constante da arte que parte para
uma armadura
De tal consciência onde o fogo não se apaga.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
AS FALHAS DO CARÁTER
Se, por um lado, nos dispomos a ter a
compreensão mais verdadeira de como certas instituições navegam
pelo mesmo lado da hipocrisia, observando-se o falar paralelo – e
não propriamente a ofensa frontal –, teremos a falha do caráter
acentuada pela soberba de – imersos em ilusão, a Maya – acharmos
que disputaremos interna ou externamente a questão de vencermos uma
batalha por crermos fielmente que o “outro lado” estará,
certamente, mais fragilizado por circunstâncias diversas de nossas
atitudes. O mel não se encontra distante do favo, e sabermos disso
renova uma esperança – aí sim – de não estarmos sozinhos, não
pelo fato de nosso engajamento grupal, seja em que medida ou
circunstância for, mas a ausência do mel tornará a nossa vida mais
amarga, com toda a certeza de quem o experimentou ao menos uma vez na
vida. Disso passamos ao amor, que nos digladia a certos homens e
mulheres, em um tipo de hierarquia afetiva quase intelectual, mas que
não passa de palavra jogada aos pombos, ou na dureza de um
depoimento de fantoches, ou seja, empombado. A aversão ou a simpatia
por sistemas totalitários é um reflexo permanente e cabal desse
tipo de miudeza de caráter. Não há como frearmos as rodas da
história, se no coletivo organiza-se uma arapuca covarde para
retirar um tapete de panos rotos sob os pés de quem possua a
fortaleza. Precisamos, sim, denunciar o monstro em que nos tornamos
por vezes sem sequer termos a consciência de quem nos tornamos, ao
assumirmos essas posições de mesquinhos procederes. Sob a batuta
régia de uma pretensa hegemonia de grupo, essas locuções ensaiadas
podem pretender retirar do imo de um ser suas qualidades humanas mais
profundas mas, se estas estiverem realmente presentes, não há como
afugentar a pureza de espírito do mesmo ser, mesmo quando somos
aparentemente histriônicos na ventura de nossas proezas ensaiadas em
algum cortiço existencial, mesmo que este seja um faustoso palácio
de um mármore sintético, mesmo que alguém se pretenda mais lógico
dos lógicos, sem saber que a aranha ao mesmo tempo tece a geometria
de sua teia viscosa e traiçoeira. Saibam os pretensos fariseus
arraigados em suas velhas e antigas empresas, sejam estatais ou de
livre iniciativa, em seus predicados mais ricos e prósperos da fama,
pompa e circunstância, que o ego não escapa de ninguém, posto ser
falso na plataforma de uma simples inveja, ou da impotência perante
alguém, ou algo. Não há – repito – como silenciar a história
de cada qual, mesmo que na onipotência sem clarividência
necessária, os atos, as ações e as mãos não estejam vinculadas a
uma ajuda real, mas apenas verificando – com um olhar mais atento –
a atinência na pretensão inquieta de sermos quem somos.
Essa
lauda trata de um necessário e quase completo inventário moral,
como um guia que a quem vos fala ajuda pelo menos a encontrar as
jaças em uma pedra filosofal, ou um diamante materialmente concreto.
Perante esse jogo por vezes indigesto na exposição de uma atitude
coletiva e regressa, saberemos com quem lidamos, quem somos e nos
furtamos abertamente ao perscrutar atento da força que emerge de
cada homem ou da ternura que brota do olhar sereno de uma mulher mais
verdadeira e mais digna de atenção. Tanta é a covardia que se
esconde sob panos quentes, que um dia de derrota, frente a um dia de
vitória, para um sábio, será sempre o mesmo dia, e planejar outros
dias é de vital importância, mesmo que o cavalheirismo esteja
perdendo lacunas para a tirania. Ao menos temos por pressupostos
indeléveis caminhos que nos levem à luz, mas infelizmente para a
maior parte dos homens e mulheres neste planeta os caminhos estão se
tornando cada vez mais obscuros, tal a ignorância trágica de quem é
ilustrado pela verve dos ganhos materiais, ou de posições
relevantes em relação ao poder que já exerceram ou que ainda
exercem, em um tipo de lógica reversa que admite a brutalidade como
benfazeja ordem de caráter. Por vezes, verdadeiros companheiros,
pensaremos que a derrota é iminente, mas não há a derrota quando
estamos plenamente associados com Krsna, a Suprema Personalidade de
Deus. Nesse ponto deveremos estar cientes de que a vida de prazeres,
a lida dos familiares, passa a ser importante, mesmo quando passamos
por dias em que nossos atos estão sendo julgados pelo mesmo Poder
Superior supracitado, e amplamente difundido em literaturas realmente
perfeitas.
É de vital importância que muitos, quando quebram
os segredos do próximo para serem utilizados como informações,
certamente por vezes creem que será de bom alvitre ser utilizada a
argúcia como ferramental indispensável para uma recuperação
apenas de uma substância, e não propriamente do encontro com uma
vida realmente mais espiritualizada, anímica, cultural, ou o que
quer que seja. O caminho do perdão é longo, mas a tirania repetida
não deve ser perdoada, e o expurgo desses seres peçonhentos pode
vir, dentro de uma paz necessária, através do ignorar-se a
presença, ou do escutar suas lamúrias travestidas de arrogância ou
joguetes da veracidade ausente, porquanto em um fechamento de suas
próprias saúdes dentro de possíveis e até previsíveis
sobriedades, pois quando perdemos o controle, ao retomarmo-lo o ego
falso se pronuncia inúmeras vezes, e se perde um contato permanente
com a bondade na intenção de tentar fazer fracassar aqueles que –
aparentemente – são os mais fracos, mas que na realidade são
verazes, verdadeiros guerreiros, e possuem uma coragem de titãs.
Não
será por desmerecer atitudes críveis de piedade sobre uma face da
ignorância ou da falta de estratégia em estratificar certos membros
da coletividade que andaremos sobre um mar de latas enferrujadas, mas
certos galhos secos devem ser retirados do mato para aqueles que
urgem por oxigênio possam respirar mais livremente. Essa questão de
recobrar informações dentro de uma sociedade controladora faz
afugentar de se pronunciar franca e sinceramente aqueles que são ou
prezam pelo humanismo: qualidade intrínseca ausente de muitos e
muitos homens e mulheres no planeta, portadores de doença ou não,
posto ficar renovando invectivas cruentas é um dos caminhos da
perdição intelectual e espiritual. Não adianta sermos respeitados
por termos certas habilidades, de residirmos em um lócus bem
situado, de nos taxarmos de sãos, ou de possuirmos a crença algo
equivocada de que uma família pode ser um bem da coletividade ou,
melhor dizendo, no que transcenda a consanguinidade.
Um tesouro
ignorado não irá para as mãos de quem houvera cobiçado, mas se
manterá incólume ao desfrute do merecimento… Por essas razões, o
que houver tratado em qualquer grupamento humano refletirá no futuro
os erros cometidos, por ausência, por falta, ou por omissão. Todo o
entusiasta, quando decepcionado com um território incompetente,
revelado por invectiva e ensaios de orquestra mal afinada, já saberá
traduzir behavioristicamente o comportamento de cada qual e, como diz
um companheiro dileto, revelar-se-á mais, através do silêncio
perscrutador do vitimado, com o auxílio de força responsável e
confiável na sua estatura moral imperturbável.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
A VOZ DA DUALIDADE
Sintamos o vento em nosso eu, o verbo que sua a
flores,
A vertente de uma poética caudalosa, em que teimemos
Em
servir de auspiciosos dias o vão que não desprezemos
Quanto de
resguardarmos nossos tempos a mais de dizer!
Quando dizemos algo,
os que nos escutam sabem do saber
Em que residimos no introito
de estarmos com fé no Senhor
Dos senhores que todos nos dizem
que são da obra e do prumo
Quais caracóis maravilhosos de
extrema e avizinhada lucidez.
Que melhores coisas em
projeção do nosso ser consciente
Se reflitam em nossas
reservas do eu gigantesco nosso e interno!
Não que não
sejamos muitos, somos quiçá suficientes
Em nosso coletivo e
no respiro de tantas as suficiências…
A maravilhosa
concepção do mundo ombreia com o sistema
De planetas
multifários, e estrelas de outras galáxias,
Assim como nas
letras pode residir a galáxia do entendimento
E o seu lado
sereno e lúcido de transmitir as pérolas do conhecer…
Quiçá
a humildade do poeta torne a sua poesia mais próxima
De um
começo de se engatinhar em busca de outros significados
Que não
partam do cansaço em não nos deixar redimir promessas
Que, na
verdade, não podem jamais perder para a insensatez.
O
carinho do olhar de uma mulher, seja nova ou anciã,
Traz ao
homem seu próprio olhar de perscrutador
De uma vivência
conforme com o amor de descobrir
Que por vezes a incerteza não
passa de um despertar espiritual!
Aquilo parte para um
ressentir diário, moedas de César,
Deduz um algoritmo que não
queremos querer de tão gasto
Pela incongruência de que as
palavras em estudo diário
Nos veste uma semântica de um
progresso cabal e festivo.
Não que não percamos de vez
por vezes uma sagrada paciência
Ao ruminarmos ditos e mais
frases que fogem de um período
Que, por sua inconsequência,
reduz o léxico a uma gramática apenas.
Não queiramos
ver o mundo por dualidades, senão seremos apenas
Um atacante
contra o outro ensanduichando toda uma terra
Em que, por detrás
de nosso conforto, hão de verificar
Que o mundo não é apenas
a construção de um war game.
E se, no
reducionismo de nossa parca experiência,
Verificarmos que a
queda de braço revele o torque
Quanto de sabermos que ninguém
jamais saberá
Que a flor que nasce do diplomático perdão não
fenece jamais!
sábado, 29 de janeiro de 2022
UM SINTOMÁTICO PROCEDER
Quantos da humanidade carregam um tipo de cegueira existencial, nas horas de não querer ver ou se sentirem condoídos pelo sofrimento de um ser qualquer, seja humano ou da própria Natureza e seus outros seres? Existe um embasamento cabal que funciona dentro de engrenagens de ramos silvestres, dentro do movimento dos ventos…Fazer da vida uma ferramenta de hábitos saudáveis e construtivos talvez seja inviável na grande e sistêmica selva de sucessivos resultados, negativando ou positivando, ganhando ou perdendo no que, dizem, os centros a si relativizados desempatam o jogo ou o conflito de interesses. Nas escolas televisivas e tendenciosas com suas mais variadas linhas que se entrecruzam há uma relação com as massas de quase catarse, posto é o que resta de cultura nos países pobres… Um sintoma visível é presenciar um país pobre de outro: patronal, intransigente e significantemente luxuoso, nos que possam proceder assim. Um sintoma triste é o mito da superioridade humana sobre os animais, seus amigos de genética mais próxima. Enquanto não se souber de uma Verdade Absoluta, digamos – desculpe o trocadilho –, a Terra e sua superfície imensa revela ao mundo dos homens e mulheres poderosos que o que se espere deles é apenas um tipo de qualificação: de estarem no limbo, recolhendo os estragos que Gaia irrompe dentre os destroços, ou causando mais destruição!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
SACRALIDADE
Enviemos
ao altíssimo modo de ver a vida
Como um respirar que não seja
alterno
De outras questões onde a circunflexão
Torna o
entendimento popular uma escola
Tão necessária para que a
funcionalidade
De uma estrofe não se esgote de
significados.
De toda uma parafernália filosófica não
somos
Os agentes inevitáveis do que jamais seja
Uma
cartilha de caráter, mas que este evite
A mesma corruptela
daquele, quando o que se pensa
É que justamente, pensem, o
poeta é muito feliz
Dentro de sua penitência pétrea e, no
entanto, necessária!
Enquanto o que é de material
realmente se unir
Com o espírito dos corpos que são
aparentemente
Materiais igualmente, o teor, a qualidade e a
semântica
Ver-se-ia em um padrão em que talvez estejamos
Por
questões de hierarquias capitais, mas que prossigamos
Posto um
bom soldado não abandona seus deveres!
A rotina espartana
a que todo o nosso oxigênio alimenta
Nas questões de não
contaminarmos de más intenções
A veia mesma do progresso
contínuo, pensemos mais
Em que a pacificação de um ser requer
a habilidade
De uma vida sóbria e serena, mesmo quando em um
combate
Em que por vezes estamos em contenda conosco
mesmos!
Algumas obras são necessárias, precisamos
pavimentar
Os caminhos para depois sinalizar a Ordem
Que se
avizinha na mão de várias vias
E que, por ocasião do destino,
remeta ao parecer
De um quinhão de merecimento que verte no
ser
O ser que não deixaremos sofrer pela banalidade.
Não
possuiremos frases feitas com uma intuição
Que seja de todo
apenas um recrudescimento
De uma face ou duas, no que nos reste
o merecimento
Que atue dentro de uma conveniência cabal
O
ressurgimento da glória de uma promoção
Ou a mesma dita
escola que requer atenção redobrada…
A via Ápia está
dentro de nossas vidas, como veio
De um caminho antigo, onde
bons legionários
Detinham, em se falar de Roma quase
anunciada
Uma disciplina férrea, de se esperar que a
conquista
Nos tempos de outrora era dura como uma rocha
Que
Sísifo tinha que carregar em sua jornada eterna!
terça-feira, 25 de janeiro de 2022
NAS VIDAS PRÓXIMAS COM LIDAS DISTANTES
Requerer um processo cabal de
proximidade com caminhos libertários, nos faz saber de antemão que a
relativização da liberdade passa pela equação com lidas
necessárias ao andamento regular e paulatino das versões que temos
sobre uma recuperação de distâncias e proximidades. Nessa
regularidade onde um gesto solidário e sincero nos encaminhe as
verdadeiras faces da realidade, sabemos que não vergaremos ante
dificuldades aparentes, onde um olhar distante não corresponde às
pontualidades dos fatos. Sentimos crises abrangentes que nos engolfam
qual tempestades que nos chegam à porta de nosso lar, mas de passar
adiante nos colocamos qual vigilantes sobre o movimento quadrático
de nossos atos que não nos coloquem em palpos de aranha, como se diz
de perigos, algo como externos ou internos, qual salada que nos
envolve nas cores das folhas, e que não experimentamos com larvas
que esquecemos de lavar… Como farnéis enferrujados nas rodas de
uma carroça, não esqueçamos de carregar com os ajustes
necessários, com os cuidados nas trações animais e na consecução
do provisionamento. Tudo isso, em um grande território é longo e
demorado, afora, um quase continente, não de ser de ilha, mas de um
grande e diverso país. As coisas acontecem pelo acolhimento onde o
olhar de uma contenda de vulto pode funcionar como uma manivela
importante e azeitada ao recolhimento da paz, ao andamento de uma
garça que nos atraia maiores atenções, posto o treinar ausente de
tudo é como apenas uma alavanca quase miticamente ilusória!
Tudo
haveremos de aprender, como por osmose que divide um cromossomo igual,
e como a Pfizer possui o segredo de hospedar toda a ciência e toda a
esperança, que nos faz vermos quão importante é a ciência aliada
ao progresso. Como diria uma mulher ao homem, porte-se bem, não
remexa bobagens e besteiras, que estamos nós dois fartos de nossa
guerra fria e particular. Não, não há possibilidade de havermos de
modo exangue procurar trocarmos nossas vestes para verificar tempos
tão enormemente transformadores nesta contemporaneidade. Não –
por favor – queiramos admitir que por um acesso de boa ventura
estaremos nos comportando apenas por amor, posto sermos como as
presas da águia quando esta se lança ao bote para se alimentar. Que
não vejamos nunca, jamais, pedras que os Roling Stones tanto se
esmeram no nome da banda, mas escutemos das músicas maravilhosas dos
ingleses de sessenta e setenta, mas de nossa bossa Vinícius é diplomata de todos. Recusemos óbices fora de nossas propostas, e
veremos que – pontuando mais uma vez – esperar por dias melhores
é uma questão proeminente, idealmente e igualmente cabal!
Por
Deus que veremos dias melhores, veremos a gestão do próprio ser,
seja humano ou animal, seja de todas as frentes da biologia, como as
araras de Belém soltas do cativeiro preparatório para a liberdade
na selva. Saberem como se alimentar, e sua plumagem amarela e verde,
tão linda como um país, revelará aos povos que tudo se ajeita no
grande jazz improvisado de nossas lideranças e nosso povo.
Recrudesce a falta por vezes, mas no leito digital nunca um ser foi
tão feliz por poder escrever palavras de acaloradas impressões de
nossos entornos. Floripa encanta, Rio de Janeiro encanta, e os versos
que o poeta deixa perdidos sobre a colunata do periodismo se dá como
um ofício como qualquer outro, apenas com a maravilhosa atividade de
polir um diamante bruto, redesenhando a gema, e aproveitando as jaças
e suas impurezas da vida...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
domingo, 23 de janeiro de 2022
ANTES DA EXISTÊNCIA DE UM SER
Assim como uma cápsula efervescente,
Assim
como uma música de um vivente,
Assim de se sentir apenas um bom
sentimento
Que não, que não nos baste sermos bons
Quando
o que se espera é uma batalha
Quase quadrilátera, posto o
carro
Já esteja da cor da guerra, que a guerra
Dá um
tesão na maldade, assim como
A loucura de um pobre vitimado do
sistema
Esboça um ricto na face do algoz
Como em um
verdugo não há sofrimento em matar.
Que seja colocada a
palavra e que não seja vã,
Pois o que se sente é sempre uma
conotação dual
Entre lados opostos, entre polos
energéticos
Entre o negativo e o positivo
Ou entre o que
se nega e aquilo que é da certeza.
Não, não há
possibilidade de libertarmos o ser
Que nasce ontem de um mundo
sem clima
Como não há clima entre a loucura racional e a
normalidade insana!
O que importa é que o território da
poesia é único
Dentro de suas particularidades, posto não
haver condena
Dentro da verdade e seus propósitos de elucidar
O
crime da censura em um duro olhar
Que não educa o próximo
evadindo-se do critério salutar.
Quando tocamos uma
avenca em um matinho
Verte-nos a ternura do acolhimento
Assim
como um ser que volte a ver a vida
Dentro do escopo de
maravilhosa biologia.
Nos critérios da vida saibam que a
poesia não engana
Pois mergulha profundamente na sabedoria do
inconsciente
Depois que este recebe em seus leito de areia da
profundeza
Os cascalhos informativos que o mar recebe em sua
superfície
Nos dias em que as farsas são ou não aceitas pela
consciência!
Como o carinho que o homem faz brotar nas
pernas de uma mulher
Quando tece a ternura de seu ventre e
prorroga antiga razão
De não querer mais provar nada a si
mesmo a não ser a companhia
Indelével do verdadeiro
significado da palavra amante…
Quando não se vê em
torno de um nada um ser que não remete
Ao considerar-se uma
escala em um outro tornar-se a ser
A existência nos remeta à
fé que temos em nossa salvação.
Tudo teria um
significado mais afetuoso se nenhuma culpa
Fosse obtida de
referências relativas, daquilo que prepara ou conclui
Ou do
antes citado por próceres, e remediado na manipulação do fim.
A
finalidade mais óbvia da linguística é descobrir antes a primeira
impressão
Para, com base em questionamentos mais complexos,
encontrar linques
Que entranhem, qual medusas oceânicas, seus
tentáculos dentro
De mentes que por dureza por vezes vencem por
serem totalmente inocentes!
E a métrica matemática do
ritmo nos encaminha à música da poética
Quando encontra muros
em olhares duros, ou incertezas pétreas
Na arguição serena da
qual o vertiginoso e atávico analisar
Perpetua mãos furadas
que vertem o ouro de novo para o aluvião...
sábado, 22 de janeiro de 2022
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
O DESPERTAR DA CAUSALIDADE
Há tempo que não sabemos relacionar a
saudade com o término de um sentir, dentro do espectro de não
termos a causalidade suficiente para crer na fé que haveria de ser
inquebrantável, o sentimento que não nos falte, este mesmo, de
acalentar um gesto que tenha uma interpretação sincera de se
possuir a força que esteja dentro de nossa própria e citada fé, em
algo que reside em nosso coração. Essa presença que não deixa
ocos de esperanças, da ordenação própria e particular à qual nos faz não
nos esquecermos que a falta desse pressuposto não é mais uma
questão preferencial, mas parte de uma idiossincrasia do anímico,
da espiritualidade que sentimos tão logo sintamos essa mesma
presença… Algo a ser do mundo inteiro como comungar com a boa
intenção, como prolongar o bem e como engatilhar as flores para um
lançamento de afetos reencontrados, realmente é de excelente
estimar quando o que se alcança em cada pequeno mundo revela-se
por vezes um detalhe inegavelmente notável, dentro da conotação
universal. Não que necessariamente se pressuponha um contexto que
diferencie muito essas categorias de vivência cotidiana, mas que
devamos urgir pela união de todos nas caminhadas mais diversas do
mundo em cada vida e sua coletividade, seja nacionalidade, gênero,
etnia ou cultura como um todo.
Muitas coisas são paradoxais
neste planeta, e aquelas que possuem o mesmo paradoxo da lógica que
as une nos parece que cristalizam seus cernes como um conteúdo de
ciclo em torno de uma axis apenas… Na geometria cartesiana o corpo
pode se localizar em um espaço, teoria desmontada na matemática da
física de Einstein, mas sob o escopo verdadeiro da ciência mais
utilizada no padrão em que nos habituamos. Esse mesmo padrão que
nos remonta a roda ou as esferas da balística, e seus cilindros
decorrentes. A ponta de uma ogiva nada perde para a flecha de
madeira, e o arco, para o fogo… A origem dos utensílios de defesa
podem estar, como uma extensão do braço, em um símio, qual, assim
é a tecnologia. Um pássaro constrói seu ninho, come, acasala e se
defende, assim como muitos seres no planeta, conferindo a essas ações
seu caráter, e que pensem, pois, em análises humanas mais acuradas,
posto o homem ainda desconhecer sua própria realidade, em essência
e precisão, haja vista suas buscas em favor do lado espiritual, que
justifica sua existência de forma cabal, felizmente. A religião vem
para “re-ligar” o homem a Deus, ou qualquer coisa que seja
superior neste mundo, com relação ao materialismo imperante, onde,
por mais que se busque, a própria Natureza desconstrói as certezas,
em uma dialética onde a nova descoberta sofre suas mutações, e
onde a evolução do pensamento desmonta coisas do passado,
reinventando a mesma roda supracitada. Evolui-se e, no entanto, a
roda fica como conquista, como patrimônio do pensamento e
criatividade humanos, e Sócrates ainda é atual, assim como os
Evangelhos, assim como toda a história de nossas civilizações e
culturas. Por isso, há que se respeitar cada qual: a origem da
ciência, a religião, o fruto da ciência como tecnologia, as
centenas de etnias, os idiomas, a cultura aborígene australiana, a
cultura dos índios como um todo, os movimentos de reivindicação
que versem sobre a justiça social na Terra e, acima de tudo, um
respeito gigante à nossa mãe Natureza, que nos concede, de graça,
coisas que tiramos sem permissão, quando ignoramos Sua capacidade de
reagir, frente aos descasos humanos como a devastação, a poluição,
etc. A forma da terra é em si a mãe, que dá os frutos germinados
com coerência e não adianta pensarmos em índices de
desenvolvimento humano se não há índices de bem portar-se com a
terra, nossa mãe, a Natureza, sempre citada com capitular, posto o
que existe naturalmente sobre a nossa esfera mãe é a versão dela e
da sua exploração desenfreada pelo homem, através de nosso
Processo Civilizatório.
Parece-nos evidente
que desejamos montar no mundo esteiras de rendas, de orçamentos, que
planejem sempre almejar mais poder, e os sistemas se batem como cães
e gatos… Essa busca derradeira para ver quem destrói mais revela
que a busca por religiões que pregam a tolerância e a Paz Mundial
são medidas, ou saídas necessárias para o caos em que os Governos
se tornaram.
Apenas em uma sociedade livre se pode auferir o
ganho maior espiritual que é a expressão, e a continuidade
libertária daquela... Posto: quando há grilhões, que estes se
rompam!