terça-feira, 1 de março de 2022
A CONSEQUÊNCIA DE UMA ATITUDE TÍBIA
Haverá sempre uma luz que assombre as
trevas da ignorância no palco em que o retrocesso anímico, de ordem
espiritual aninhado entre as tibiezas de um milênio que se desgasta
paulatinamente... Essa luz será sempre possível posto se aproximar da claridade no contraste natural das coisas em si. Nesta performance
incrivelmente paradoxal e, no entanto, dentro de uma previsibilidade
corrente enquanto utilização da latência de forças opostas,
aponta a dualidade própria que faz recrudescer apenas o radicalismo
e a intolerância entre essas mesmas forças. Torna-se por vezes
quase compulsório termos que assumir posturas, pois a neutralidade
neste caso não é muito aceita em questões dessa ordem. Em
consequência desse fato a mentalidade beligerante arrasta bolsões
de adeptos das circunstâncias, clamando por vezes à anuência de
mais e mais forças opostas, gerando mais e mais o moto-contínuo das
contendas, que passam a ser e fazer parte dos desfechos quase
imateriais e tíbios enquanto sem a criatividade e total ausência de
uma sensibilidade diplomática. Essa questão aparentemente complexa
apenas revela um escape de geringonças de guerra que as sociedades
vertem por encima dos panos quentes de toda uma existência em que
certos objetos calcinam sua validade e criam a oportunidade de vencer
refugos. O uso obstinado da obsolescência dos materiais em certos e
críticos lugares ou fronteiras revelam sem tréguas que se mostrem
as relações de Poder incauto e generosamente fraudulento, na farsa
sem medida desse tipo de concretude.
Fartamos em nosso caráter
de um imo forte e necessário para vencer obstáculos em nossas
frentes com relação – principalmente – ao nosso entorno
imediato. Derivamos por vezes em não cumprir com a inventariante
obrigação de espelharmos a nós mesmo o nosso caráter, para que –
como um observador sensato – façamos o mea-culpa de nossas
atitudes, mesmo dentro de um fraquejar de nossas ações dentro do
escopo social e dos contextos críticos que encontramos em nossos
caminhos, mesmo que estes estejam obscuros com a dúvida e o
retrocesso moral. Esta não é uma condição relativa, porquanto
indispensável a que vislumbremos a estrela guia em nosso fundo de
poço, quando este por ventura possa ocorrer. Jamais pode haver um
espaço a que soframos tanto que não suportemos, pois uma mão pode
estar onde menos se espera, e é obrigação existencial de um homem
ou uma mulher abraçar a possibilidade de se doar, se entregar a
exercer a possibilidade de ajudar o próximo, sem olhar para quem e
dentro das limitações impostas. Assim como, em um gesto de
releitura se possa ver aquele que não existe e trazê-lo para a
cena, ou verificar cabalmente que o ser e o nada não são os mesmos,
nunca! Soframos sob os aspectos da senda a que nos propomos, pois
assim é um pouco a solidão dos sentimentos, mas que sejamos felizes
mesmo sob esse sofrimento, e atenuemos nossa cruz que carregamos, por
vezes quando vemos nosso próximo a sofrer, quando presenciamos que a
miserabilidade se torna real a cada dia que se passa. Assim como, em
um projeto qualquer enunciamos a meta linguagem que nos resida no
peito, e que a consertemos para que se torne uma fala inteligível,
acessível modestamente e verdadeira. Nada do que um bom teórico da
linguística analise a provável correção de uma linha, posto não
estarmos dispostos nem mesmo a análises da ciência perscrutadora
daqueles senhores que prezam pelo mundo tomado através do
empoderamento tíbio e circunflexo.
Apesar de sermos o próprio
existir consubstanciado com proximidade a outros seres, estes não
podem registrar no leito que lhes chega na verve da inteligência em
se portar, um registro de palavras salutares e com a discrição do
retrato que queremos de nós mesmos quando nos vemos dentro da esfera
destes detalhes que circunscrevem o pensamento racional. Por mais que
soframos em determinadas camadas de nosso ser, espiritualmente
sejamos felizes, pois encontraremos dentro da Divindade a
possibilidade concreta de nos relacionarmos com o Altíssimo e seus
ministros… Não precisamos de uma escada longa para alcançá-Lo,
mas apenas de uma fé inquebrantável que torna a atitude progressiva
o mote de mais um dia apenas pela nossa frente, em questão de paz,
honra, e vitalidade com a atitude que remonte os nossos afazeres e
nossas obrigações como cidadãos do planeta que somos!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
domingo, 27 de fevereiro de 2022
GUERRA E NATUREZA
A incompatibilidade entre o ser é o nada em ser
ninguém… Quando achamos um material bélico como símbolo de uma
resistência ou em contrapartida de uma ofensiva derivamos ao achismo
de espectadores distantes da realidade nua e crua da covardia. Esse
limiar que engaveta acordos que mal saem de papéis de semânticas
orquestradas, as mesmas que encampam a Natureza e seus animais,
incluídos os homens. Quando estes se comportam como asnos em suas
devastações, mas não, o que pesa é a guerra contra eles mesmos, a
guardiã de um luto profundo contra a espécie. Enquanto estiverem se
divertindo com emissões cáusticas, tanto noticiosas escondendo a
verdade ou de gases sinistros na atmosfera, tanto visível quanto
invisível. Passa a não importar tanto os horrores que se passam com
guerras de monta mais “tradicionais”, como as do Oriente Médio e
da África, nos golpes ao redor de um mundo de terceira mas, quando a
guerra é um embate direto a grita se passa a acontecer. Não, a
guerra não é natural e a natureza não é virulenta, posto nossa
espécie não ser nada com relação a uma mera vizinhança com um
formigueiro, em menor espaço e, no entanto, holisticamente mais
inteligente, posto encontrar soluções e táticas funcionais tão
significativas antes do sapiens se estabelecer por aqui como um elo
distinto! A exposição da grande arte seria uma solução a uma
grande guerra. E a paz: vocabulário quase indizível, porém
necessário.
Se uma nação é sobremodo rica e funciona dentro
de seu próprio mercado interno, se comercia com outras no sentido
mais honesto da palavra, há que se respeitar, posto o livre mercado
seja livre, por suposição. Agora, haver restrições de cunho
logístico para encanecer uma contenda mais antiga do que o milênio
passado é coadjuvar com o chumbo e a pólvora. Não se espere isso
da humanidade, mas concórdia e paz, e que essa paz seja como os
nossos santos de outrora tanto se dispuseram a lutar por ela, nas
plataformas da austeridade e do sacrifício. Se muitos homens
sofreram martírios para defender o cristianismo, por exemplo, quem
não dirá fazermos o mea-culpa de que isso seja vão como ir ao
mercado comprar um fuzil de assalto, ou, o que é pior, estabelecer
leis que o permita… Se tornarmos isso corriqueiro e cotidiano, como
faremos para elucidar uma investigação mais detalhada a respeito
mesmo da condição humana? Seríamos sábios mesmo com Voltaire e
Montesquieu, ou de nada valeu o Iluminismo para tantos e tantos na
esfera tíbia de nosso planeta? Não estamos falando da matança de
animais, mas de seres humanos… Não, falaremos da matança em
nossos abates de porcos, bois, aves e experimentos no mínimo assaz
cruentos por si, e falaremos do destino de nossa Era que se avizinha.
Justo, alimentos violentos geram seres por natureza predadores, mas
desprovidos da razão, e outros que dispõem de sua predação por
estranhos treinares e estranhas hierarquias, quando mandam seus
soldados para o abate, ou abastecem civis com armas para combater
homens assaz treinados e truculentos. Mas que, no entanto, esboçam
seus esforços para dirimir dúvidas através de conspícuos
tabuleiros no xadrez com destino certo, qual alocução de recursos
para tornar o mundo – que não tem mais espaço para refugiados –
um grande campo onde se concentram a solidão e o desespero. Isso é
vida que se tenha, será que caminharemos para uma guerra total, ou
será que a comunhão resulte em
alguma primavera que travista de flores o quintal anunciado de cada
qual?
Abaixem os comandantes, pois destes não precisamos
quando na linha da guerra, e sim quando estes comandam algo que
frutifique as questões que não precisam estar fundamentadas em
cartilhas antigas. De despóticos gestores ou administradores estamos
de caos cheios, e que na vanguarda de serenas atitudes possamos ter a
coragem ao menos de nos permitirmos ao amor, seja ele na plenitude ou
em um pequeno vaso.
sábado, 26 de fevereiro de 2022
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
QUASE SE NOS DITE A HORA
Quando o estar-se de um lado se nos parece uma
redonda estrofe
Em um outro, estaremos quiçá em uma linha
equidistante
De um tipo de espaço que não nos verta na
verossimilhança.
Nada que não respeite-se algumas, as
distantes questões se quedem
Com a pertinácia de estarmos de
bem com o direito inalienável
O qual não nos impeça de
pedirmos ou manifestarmos bons sensos!
A queda aparente de
nossos muros internos se nos ditam horas
Naqueles minutos que
não apagam nas tintas que não conhecemos sequer…
A
vida se nos leve com a ternura que demanda certo esforço com sua
lida
Quando nos reportamos na ação das ruas, com um certo
demandar outro
De apenas se ver a paisagem corriqueira quando se
dê a certeza da mesma hora.
Quando se começa um dia a
outro, o mundo encerra a surpresa de um quase console
Ou, na
medida do possível, o braço que domina o game da persuasão
Em
não ser mais concordante com nada que não seja a sensatez.
Em
colóquio por vezes com a fama, o episódio de uma estrela fugaz na
cenografia
Dista um ano-luz de quantas vezes o adicto surpreende
por um segundo em um trem.
A vertente inominável será um
tipo de princesa secreta, um diamante feito canivete
Do sonho da
mesma estrela com um gosto de apimentadas recordações de cerne
cru.
Assim como o dia vai se dando ao ar dos ventos, um
pássaro pousa no fio e muda
A sua posição antes que a sua asa
dê sinais aos tempos de sermos relativos nos mesmos lados.
Com
o embate de verdades que são emitidas quase seriamente em seu
histrionismo,
Veríamos a vida sem a vida em si no ser vívido
em viver, postado no hedonismo
Que se recria no rutilar dos
desejos, não apenas do prazer mas, principalmente, do Poder!
Não
se recriam as fronteiras por si, não se engaveta uma nação na
algibeira de um ladrão,
Posto que na vértebra mais forte de
uma coluna está na região lombar,
Quesito indispensável ao
nada de um recrudescimento que não leve mais adiante a farsa…
E que
nos requisite a chance de sabermos um porém arborizado em um lote
quantificado
Nas esferas que não nos chame muito a atenção em
que recusamos as ajudas de importância
Quanto ao ser que se dá
uma chance sequer a que um bom aluno seja igualmente aprendiz.
Nas
gavetas do mistério reside a chama de uma vitória que se encontra
em cada peito
Quando a razão ensombrece a vida do próximo
distante de um relicário encontrado
Nos esteios que não nos
frature quaisquer boas intenções de permanecermos em paz!
A
reverberação de um requisito de um modo fraterno em leal prosperidade
Pode requerer palavras novas realmente, e não
apenas um jargão de século passado
Mas, em um contraponto, a
vertente inominável das crateras obsoletas de um vulcão extinto.
E
que não padeçamos com a tirânica aparência das cores e materiais,
sujeitas ao léu
De não nos surpreendermos com a ameaçadora
flâmula de pesadelos falsos.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
domingo, 20 de fevereiro de 2022
A REVERBERAÇÃO INCONTINENTE
Depois de um dia sem a conformidade de uma
ilha pessoal
O individual rege a liberdade sem conta de um quase
parecer
Que seja, no algoritmo de uma taba, uma reserva quase
fútil
Que entende ser o mesmo dia um dia a mais, que fosse um
apenas.
No entanto, mais do que um dia se passa além dos
mares
Que jamais foram-se na navegação singrada com métodos
E
práticas quase desconformes na aplicação de leis e laudos…
É
de se suprimir os erros cabais em direito e fato
Que transcendam
as coisas que nem sempre se admitem
Nas vertentes dos
sentimentos urgentes por si e de si!
Qualquer foto de um
encontro, qualquer silenciar de uma tribo,
Qualquer fofura de um
jogral brincante,
Seja que fosse, um dia a mais, depois de tudo
o que se passa.
Não, que a poesia não se afaste da
vertente do Cristo
Que se revela no gesto de uma Igreja ou de
uma casa
Onde porventura se renegue a desunidade que perpassa no
sal.
Posto que valemos um ouro que se nos alcance no
brilhar
De um olhar trigueiro e lindo de uma mulher
Quase
estrangeira na sua emancipação de brotar o terno outro.
O
sentimento que se nos aflore, e se peça a união de todos
Nas
plataformas várias de um planeta onde não se deva
Consumir o
que quer que seja a não consecução de qualquer poder.
A
falta de uma reserva moral no andamento de uma longa caminhada,
A
esta se mostra um passo que vai em outro, o lembrar-se budista
Em
uma contemplação que vem a dar no outro caminho, mais sereno!
Do
que se dizer de algo que nos monte uma equação ao quadrado
Em
que nos observamos, por vezes, a nós mesmos, qual função
De
um segundo grau em que remontamos outra equação ulterior.
A
mais do que seja um filme de recursos variados, o mundo
Reza
melhor a cartilha de vértices quase inominados
Quando se porta
a coisa que não seja de algum modo factual.
O lado
cenográfico de um texto que descreve uma cena
Reverbera o lado
de uma gananciosa vida que nos quite
As dívidas de outrora, das
veredas em que esquecemos da luz!
Quando vemos um passado
meio turvo, que não nos qualifique
Uma razão primeva de
estarmos consonantes com nossas metas
A vida pode reverberar de
modo incontinente qual sentido vão
Que recorra a uma vida mesma
facilitada por uma igualdade pacífica.
sábado, 19 de fevereiro de 2022
OS PANOS QUENTES
Fiquemos atentos a uma cláusula qualquer de um
contrato do absurdo em nos propor qualquer tipo de herança de século
passado, em se tratando de se conflituar a paz e o carinho que
deveria ser a parte mais importante de nossos passos… Em se trilhar
fronteiras, denominamos o caminho que regula frentes e mais frentes
do algo incerto, duvidoso, quase frontalmente corriqueiro, na
conformidade com regras de um jogo fechado entre tabuleiros de vinil,
sonante e riscado. Em um tipo de atitude desconexa, onde o teatro
vira metaforicamente o cerne de um significado sem som, anódino e
inconcluso. Esse cerne que não possui a vituperação dos inocentes,
mas a inocência da culpa. As regras humanísticas dentro do escopo
hipocritamente – a se dizer de uma franca repetição – humana
reserva na teoria de Huizinga o entrever-se ao critério quase
remanescente de faltas que não nos dizem deveras, mas transigem com
a regra máxima que não capitula nos erros de seus ensaios de farsa,
na denominação crível que suportemos ao viés da determinação e
zelo…
Nas questões de qualquer critério que demande
plataformas de qualidade, pontuar ferrenhamente as entranhas de
nossos espaços arquitetônicos oferece como saudáveis nichos e
exemplos do design de criteriosos profissionais. Na realidade que
sobre como fontes e águas de remanso em nossa cultura, à vida não
se oferece muito daquilo que o mundo possa merecer, depois de tantos
e tantos erros em relação a Deus e Sua criação neste planeta. A
perspectiva se torna mais próxima em um tipo de vanguarda da
catástrofe, e o mundo mais rico se torna revisor necessário dos
erros cometidos ao longo dos séculos. Nessas questões, a forma do
mundo não mudará jamais, e trataremos de uma esfera que na verdade
simboliza uma pequena nata! A esperança não será o ato da espera,
mas justamente a ação de diálogo que, em certas questões, se
torna imperativa. O único modo de contemplar um futuro melhor para a
humanidade é evitar a diáspora dos povos que sofrem por vezes uma
opressão atávica, na realidade de em muitos casos terem como
alimento o lixo, enquanto outros exibem um obus de mais de um milhão
de dólares. Esses fatos se
tornam a mesma obra que jamais cessa, porque o recado de um tipo de
informação rebatida ao revés da lida de cada qual comporta a cepa
que a farsa da educada bondade por vezes é uma tradução de um
totalitarismo invejavelmente corroído pela mediocridade.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
TUDO DO VIVER
A
senda espiritual é como uma longa meditação
Onde um homem se
debruça em seu próprio regaço
Pensando ser a revelação da
vida algo digno,
Respeitando dele a compulsória, por vezes,
solitudine!
Um respeito àqueles que cumprem sóbria
e austeramente
Seus papéis que não rasgam as intrigas que
outrem
Diretamente ao imo que não transgrida os sonhos
Em
que esperamos que tudo seja uma troca cavalheira.
Em todas
as circunstâncias, episódios de rancor
Por todas as razões
civilizatórias de um poder Superior
Atinem-se ao diálogo
necessário e suplementar
Quando de um tempo a outro soubermos a
essência de um dia.
Nos episódios onde a primavera custe
um tempo a mais
No encontro de mais horas em que as flores
passem a brotar
Onde os caminhos até que nem sempre se
cruzem,
Mas que o real se predisponha a ser mais do que apenas a
busca!
Importa sermos lúcidos, sóbrios, ternos, sábios
e serenos
A qualquer que se pese na balança de uma rara
Justa
Que, a qualquer momento não nos fira a veia de uma
corrida
Posto será melhor nos anteciparmos, aprumar o leme e
deixarmos…
Em uma verdade única e abençoada, os homens
e mulheres
Partem em uma voz que será sempre em uma
retórica
Que não negaceie sobre questões relativas a uma
História
Em que não nos furtemos, posto seus quadros
importantes importam.
Quando se retoma um tipo de
cenografia absurdamente fundamental
Ao andamento de um filme que
jamais foi visto, inédito e virtual
Dentro das possibilidades
de um sentimento sempre renovado:
Um filme que não repassa
apenas as possibilidades, mas encontra a luz.
Nas
vertentes de um passado quase molecular, de antanho,
Por vezes
nos encontramos com uma força solar
Que se via nos escudos
incaicos, ou na civilização
Que encontramos melhorada dentro
da possibilidade técnica.
E o que se diria de uma poesia
mudada, progressivamente positiva
Quando de pensarmos que,
apesar de um clima tão falho na falta
De estarmos com trágicos
desfechos em uma calota planetária
Seremos melhores se
pensarmos que o mundo é muito antigo!
O caudal de um
rumoroso rio que nos refaça a vida mesma
Em seu tudo, em seu
Todo, no clamor daqueles que sofrem
Nas velhas querências de
todos os sertões do mundo
Que não distem das esteiras que nos
urgem por incluso sucesso...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
O JOGO E A FORMA
Na
virtude indômita
Não carecemos da intencionalidade
Mesmo
que, por pressupostos outros
A vida se desencontre por vezes com
a arte…
O caudal rumoroso de nossas frentes
Exige
uma permanência dos dias
Em que, por pressuposição vária
A
tese não se coadune com a prática.
Não encontramos o
jogar-se a um dado sequer
Mas formalmente haverão todos os
jogos
Exclusivamente históricos e sagazes
Em uma –
infelizmente – astúcia informal.
O melindre de nosso
jogar com os significados
Mostra a forma de Tai Chi: o chi, a
essência.
O grito vira apito, a camiseta, bandeira,
O
mar fica bravo sob a ponte,
A bola reside na brevidade de 45
minutos…
Enquanto a caravana diste ainda uma hora
Os
plantéis noturnos embebedam as noites
Com suas luzes
artificiais, posto sabermos
Que o trago perigoso pode se juntar
ao carro
E navegar, como uma arma, ao longo das avenidas!
E,
no maior entorno de uma superveniência,
No estudado jogar de um
homem e no gesto feminino
Relativiza-se a forma que não suporta
a si mesma
Quando a verdade hábil a encontra de
supetão.
Dizermos a nós mesmos que a ingerência ao
assunto
Que já seja questão pronunciada há milênios,
No
mínimo é sacrificar toda a experiência humana
Com um
despertar silencioso da penitência de alguém.
E se, por
um acaso do destino, a austeridade não vigorar
No cerne, no
âmago do ser que presume um devoto fiel
Não haverá mais a
menor possibilidade de coexistência
Dentro daquilo que se
queira na pronúncia gratuita do amor…
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
UMA HISTÓRIA SEM FIM
Quando pensamos que os homens seriam melhores se
fossem de tal modo, de acordo com um pressuposto de ideias já
formadas, ou adquiridas com suas melhores intenções, pensamos
estarmos com uma razão inabalável. Vencemos, deste modo, certas
barreiras mentais com certezas que por vezes podem ser nefandas. Se
alguém crê que outro homem ou mulher pensa com mais clareza quanto
tomado pela argumentação espiritual, pode ser que seja um equívoco,
pois a ideia principal de uma vida corretamente espiritual é
sabermos que só temos um espírito, que somos atma, alma, e isso
corrobora pensarmos que nem toda a manifestação da arte é obra de
fantasmas. O que se pode afirmar com mais atinência é que possuímos
um inconsciente muito poderoso, e é deste que podem sair as maiores
obras de nosso século, entre elas uma poesia, ou mesmo um texto de
ensaio, filosofia, literatura, enfim… Se crermos piamente que, em
pleno novo milênio, o que venha da arte, da cultura, da ciência,
são obras atinentes a entidades quaisquer, visto desse ângulo
estaremos desprezando as novas frentes do pensamento contemporâneo.
Uma escritora como Virgínia Woolf não necessariamente seja fruto de
algum espírito obsessor, mas justamente de uma luz que emana da
literatura com um brilho ofuscante, por ser a própria literatura,
assim como em uma pintura de Van Gogh. Ambos enfermos mentais, ambos
gênios em seus estilos, uma na literatura e outro na pintura e
desenho. Se tomarmos a medida da capacidade de um órgão como o
cérebro humano, teremos um praticamente infinito universo conectivo,
e a arte, nem com o maior e mais tecnologicamente computador será
capaz de ser uma mera sombra daquele… O que se prescreve aos loucos
ou simplesmente aqueles que são acometidos por uma enfermidade
psíquica são remédios que apenas podem torná-los mais sensatos,
mas muitas vezes em sua maior abrangência não devem ou não
conseguem – em muitos casos – controlar as sinapses, ou
atrasá-las na conformidade de algum controle. Geralmente isso se
revela nos píncaros do pensamento, e freá-lo não deve ser a função
da medicina, e sim, dentro do contexto de uma maravilhosa ciência,
amplificar a potência sem perdas ou consequentes desgastes da
psique, buscando preservá-la até o mesmo infinito de
possibilidades. Deixando correr solto o expressar, mesmo que – no
exemplo da música e da pintura – os ícones expressivos revelem o
imo do autor, seus medos, seus sonhos e a sua utopia, quando houver.
Desde o crivo da crítica, que a pintura não deixa de ser o mesmo
suporte de sempre, já que o que antes se pintara não se repete
jamais, e a dialética da arte passa a ser nosso reboque estrutural
da psique, e seus desenvolvimentos artísticos consignados pelo
gesto, razão e força espiritual, aí sim, a reboque de duras
conquistas de fé ou similares que resguardam zelosamente o artífice,
artesão, pintor, poeta, escultor e etc.
A fé ponteia a vida
de um homem através de sua coragem, isso é a determinação da fé,
conforme pregou Jesus, o Cristo. Vários outros homens e mulheres de
coragem, no exemplo cabal de Joanna D’arc, por exemplo crível,
vemos a força espiritual centuplicada na coragem em libertar algo ou
alguém, um real exemplo, assim como Zumbi, Mandela ou Malcom X, na
vicissitude de lutar irremediavelmente por seus povos, por suas
nações, por suas resistências. Assim como aqueles que defenderam
suas ideias frontalmente, sem considerar entraves ou obediências a
cartilhas pretensamente e zelosamente absolutas dentro do contexto de
qualquer hierarquia sutil ou declarada. Obviamente, no Apartheid Sul
Africano, as leis protegiam o branco e segregavam o negro, e foi a
resistência heroica de Nelson Mandela que pôs termo nesse tipo de
Estado atrasado e despótico. Como disse Miguel de Cervantes: conhece
a tua aldeia e serás universal. Mandela conhecia seu povo e, como
tal, sabia como combater essa tirania estrutural. No continente
Americano, como um todo, alguns lideraram para saírem vitoriosos em
inúmeras lutas nas cidades, nos campos e nas florestas, nas águas,
nos rios, no sul e no norte. É como foi Stalingrado, em torno da II
Guerra Mundial, que passa a virar o jogo no Leste e põe fim na
tirania Nazifascista em torno do globo. Essas questões são
factuais, e o papel da imprensa mundial sempre será mostrar a
verdade do que ocorre, seja nas páginas policiais, na política ou
na economia, na cultura e na arte, quando não se torna um negócio a
mais a ser comprado por grupos que, hegemonicamente, vituperam contra
a verdade e a imparcialidade tão necessária em tempos de crise que
por diversas vezes acometeram o andamento das sociedades mundiais, no
exemplo claro da Guerra Fria e seus dias.
domingo, 13 de fevereiro de 2022
O LÉXICO DA TRANSFORMAÇÃO
Procuremos conter o incontável, qual não
seja
O tempo mesmo em sua eternidade de um segundo…
Saber-se
em tempo, qual plêiade de fotografias
No grafismo inominável
de um outro dia
Que seja, mais um no entardecer do verão!
Qual
seria o termo sabível e correto
Na vida que não encampa o
ermo
E saúda a uma primavera encantada
Nos particípios
passados em um idioma qualquer.
O anunciado de um outro
verbo aparente
Se aloca no principiar de um vivente
Na
mesma proporção em que uma semântica
Nos aufira a dimensão
própria do viver.
A versão que auspiciosamente nos
alcance
De algum modo sempre será a vez e a voz
Que ao
menos pretendamos a ser uma luz
Transparente no caudal de uma
correnteza.
Ao pensarmos em uma motivação nada
errática
Performamos um nada por vezes na farsa de um modo
Em
que, ao menos por um sempiterno abraço
Revela-se uma ternura
que porventura teimamos a negar.
A modalidade do querer
por vezes assombra o signo
Do simples desejo de sermos quem não
somos
Ou acreditarmos que estamos em um lugar perfeito
Quando
o tempo e o lugar não se escreve na TV.
Por maior que
seja o filme, por mais óbvia a legenda,
Estaremos alheios ao
que se monta dia a dia na adicção
Ou em outros prospectos que
nos aduzem na referência
Que um acaso não escreve por um dia
que seja, sóbrio!
Essas questões que por um
prejulgamento nos torna maiores
Por vezes nos encontram, na
verdade, em uma farsa com pilares
Ainda não avançados
totalmente, no que se prediga que, atentamente
Venhamos a
triangular os alicerces, mesmo que a água que se dá
Demande um
suporte mais fixo e forte para abrir frentes de mais
outros.
Estranhas arquiteturas respiram grandes vãos, a
se sentir o Masp,
Na orquidácea vertente de um espaço de vozes
que sentem
A sua expressão quase notívaga em períodos
férteis
Quando sabemos de uma notícia alvissareira e
atenuante
No critério exemplar de apenas sermos quem sempre
fomos!