Fazermos
de nossas vidas algo bom, nem sempre é coisa em que nossas emoções creiam ser
possível, tais muitos dissabores que nos acometem em determinadas circunstâncias
de cunho existencial. Mas a possibilidade de fazermos algo é como prestarmos
atenção nas primeiras coisas, é termos por que lutar pela dignidade de nós e
nossos iguais, se é que por vezes sejamos tão solitários que ainda que tenhamos
nossos animaizinhos, eles serão os diferentes que nos guardam e fazem toda a
companhia do mundo. Os casais por vezes se entendem, por vezes se separam, há
muitas mães solo por aí, muitos casos de drogas e álcool, muita gente querendo
se livrar do próprio trabalho, essa vocação que, se a tivermos, poderemos arrumar
a casa de nossa ambição saudável, dedicando-nos à máquina, essa engrenagem
maravilhosa que significa a sociedade. Mas temos que preparar-nos, fazendo das
primeiras coisas a serem resolvidas um motivo a mais em não procrastinarmos com
os deveres, sair ao ofício, talhar duramente a pedra bruta de nós mesmos, em
busca de nos lapidarmos ao menos para que nos vejamos nas faces de uma joia.
Mesmo que alguns obstáculos de qualquer natureza nos impeçam, é na questão da
ação perante nós mesmos, de obediência a certos princípios, aos mandamentos de
Deus, essa coisa que não nos mentiria moralmente a partir do início, quando
damos um start alvissareiro para que tudo possa melhorar, pois se a questão é
morrermos a qualquer momento, que saiamos da cena com dignidade e sobriedade.
O ser
humano tem um apego inominável pela vida, e ninguém suporta a ideia de estar
caminhando perto de seu passamento... Se temos alhures um grande desafeto, se
nossas emoções estão tomadas por uma enfermidade psíquica de gravidade, será no
espectro de nossa equalização baseada na saúde mental ou mesmo na pacificação
de pensamentos no sentido de colocar curativos que busquem o oclusivo, a ação
que permita esse fechamento, quando a contenda que se apresenta é grande e o diálogo
não sirva para o entendimento entre os pares. No caso das patologias mentais,
segue-se sempre a recomendação de que não se misture medicamentos com as drogas
ou o álcool, e na disfunção familiar se roga tentar fazer o melhor possível
para equalizar as diferenças entre graves e agudos nos relacionamentos
parentais. Em um rebatimento similar, vemos a medicina, por vezes, vinculada à
crença em Deus, e médicos e sacerdotes irmanados pelo bem comum da fé e da
profissão que cura ou ao menos tenta manter muitos pacientes sob o controle de
enfermidades que se tornaram crônicas.
O
andamento do bem portar-se em sociedade, condiz com uma vigilância que havemos
ter para que nos sintamos sem conflitos por necessidade atávica da busca
pacífica de comportamentos elaborados para uma vida melhor, sem os contratempos
da discórdia e de discussões sem sentido. Por isso a vida em direção ao pacifismo é algo melhor do que estarmos em luta, mesmo que essa luta seja no sentido de nos aproximar da nossa vida interior, seus paradoxos, seu modo não coerente de ser, pois seremos mais anacrônicos se estivermos de acordo com as modalidades de luta por questões de contendas ou resolução de conflitos, pois apenas dentro da esfera da lei, ou em questões beligerantes de defesa nacional a coisa pode ser creditada nesse sentido, mas não em situações onde nações invadam ou partam no lado da agressão pura e simplesmente, por questões de interesse econômico ou geopolítico, pois será apenas através da implementação de sociedades mais fraternas e que respeitem politicamente a realidade de cada nação que será possível se caminhar mais solenemente para uma paz transnacional.
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