Muitas
vezes estamos fadados a encontrar respostas que nos surpreendem, quando a nós
mesmos pegamos inquirindo questões para as quais nem mesmo formulamos bem, ou
quando as inquietações que nos surgem dizem respeito a coisas que não queremos
cometer, como quando nos questionamos o porquê de algum vício, quando
racionalizamos uma doença, ou quando justificamos uma falta que pode estar
sento grave, perante nós mesmos acima de tudo... Perguntamos acerca de diversas
coisas, e os “acidentes emocionais” nos colocam a recuperação de toda uma
questão de estarmos agindo para não entrarmos na roda viva do vício em xeque,
pois a pulsão de morte é forte deveras, a pulsão do desejo, aquilo da
recompensa dopaminérgica, ou algo parecido, no que sentimos a ilusão de que a
vida seria mais simples se não tivéssemos esse tipo de compulsão, pois sempre é
hora de que, mesmo sabendo de duras respostas, saberíamos mais se na ação
pudéssemos ter a coragem para resistir ao vício e mudar os hábitos, escolhendo
a saúde e a vida a cada novo dia. Acontece que quando tomados por algo que nos
aflige a toda hora, os pensamentos se dirigem a esse tronco, como se fosse um
eixo em torno do qual girássemos todo o tempo, um tipo de motor que nos
impulsiona a que voltemos a nos tentar a algo que não será bom para nós, e temos
que fazer o movimento contrário para evitar a qualquer custo voltar o
pensamento a esse tipo de desejo citado, e voltamos e voltamos, e devemos estar
esquecendo, e escrever sobre o tema ao menos nos deixa incólumes, pois conhecer
a Natureza de uma dependência é estar no controle que temos que possuir em nossa
mão. A possibilidade de sairmos vitoriosos dependerá do tempo, esse elemento de
convenção dos homens, que surge na claridade da manhã e termina na noite, em
nosso sono. Desde as sete horas da manhã, já são 12, fiquei 5 horas sem fumar
um único cigarro, já não bebo há dois anos e quatro meses e algumas 24 horas
atrás, mas certamente o vício do tabaco tem sido a coisa mais difícil que
encontrei na minha vida, a tarefa mais árdua, já possuo um enfisema, e não
posso mais fumar. São condições que acabam nos limitando, mas olho para a
oração da serenidade e vejo que a vida pode até mesmo simplificar o processo...
Estamos falando sobre libertação, sobre a liberdade de um grilhão que nos
escraviza, e o fato de prosseguir tentando nos faz mais capazes de dirimir as dúvidas
sobre as perguntas que inconscientemente fazemos em torno de nós mesmos, para
elucidar a obra que a fé nos impõe diante de Deus, e como faremos para nos
exercitar, dia a dia, para fugir da citada escravidão.
terça-feira, 29 de setembro de 2026
AS PERGUNTAS QUE NOS FAZEMOS
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