O pão da vida, a pedra que mói o cereal, a moeda que compra o grão,
Tanto seja da lavoura, da produção da terra, quanto da água que infiltra o
húmus
E o consolida no substrato da vida, fincando raízes por sob o entorno da aurora
Ou mesmo tecendo cestos onde os peixes são armazenados depois de fartarem nas
redes...
Qual não seria, o véu que não encobre tudo o que imaginamos diante do farnel
das emoções
Quanto a nós não seria ver que na autossuficiência do camponês algo de grande
Montaria no primeiro celeiro erguido em silos de esperança
Para que o alimento chegue, incólume, no regaço de quem tem fome.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
POESIA ALIMENTAR
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