Demover
modos de se ver a fé pode parecer algo estranho, mas estarmos em comunhão com o
alto continua a ser importante, de uma importância capital... Não se pode
colocar em xeque o poder da Natureza diante de suas forças imanentes, como se
um lado pagão ainda regesse o ser humano e sua mítica, como se as forças do
vento, seus seres, seus pássaros, ainda que não fôssemos indígenas em origem,
fossem coisas sobremodo alimentadoras de uma fé que suplantasse antes qualquer
dúvida, a consagração mesma da orientação que um ser humano sempre buscara, na
citada Natureza, seus seres, seus pesos e medidas. Na verdade, bastasse uma
oração: o Pai Nosso, que um homem retornasse de suas antigas crenças e visse
que diante de si reside o Nosso Senhor Jesus Cristo, como grande amigo, o
principal, seu consorte, na ordem mais silenciosamente certa que demovera
antigas crenças que o subjugariam em um ato apenas, uma ação incorreta, e que o
fez voltar para o seu sagrado lar, para que pensasse bem que não deveria sequer
pensar no ato de dita orientação, pois Deus é maior quando dele nos
apercebemos, em toda a sua plenitude e santificação. O simples ato de estancar
uma semana de provações, distante de um vício severo, sair para comprar, como
se a Natureza citada acima fora, em alguns momentos, cúmplice e protetora, para
que esse homem não perdesse o juízo, ou como se uma “entidade” dele tomasse o
seu corpo para que o tirasse da retidão comportamental interna, de suas mais
profundas demandas existenciais, e saísse, conforme a orientação de seres que vislumbrara,
como se o cosmos fora de seu lar o demovesse da resiliência de que tanto
necessitava para não sucumbir ao vício. Um marco importante, estaria o homem
sabendo em boa hora que rezando uma simples oração que Deus nos ensinara, voltou
seu carro para casa e desistiu de comprar o maço de cigarros... A libertação
provisória, a sensação de angústia, mesclada pela inquietação espiritual ainda
persistia, pois não tinha certeza integralmente de sua fé! Descobria que a
Natureza ainda passa suas mensagens, contém ainda a sua grande metáfora, como
descoberta de que possui a sua dialética, a sua história, os seus contextos e
mais puros cenários de descobertas espirituais, mas não em questões onde por
vezes quiçá na proteção inconsciente da projeção do ser, o Salvador tem as
respostas que a consciência toma na realidade sua dianteira para ditar ao ser
humano a hora certa em que devemos ter a sapiência espiritual necessária a andarmos
com nossas próprias pernas.
Os
amigos pássaros, os amigos insetos do homem, continuam sendo seus diletos
companheiros, mas a fatalidade de certos fatos a fazem ter que construir um
juízo onde o Filho do Homem seja a pilastra fundamental de seus atos, e tudo o
que foi criado, todas as manifestações da vida foram criadas por Ele, no ato da
Comunhão. A sacralidade do Criador, em seu Poder Trino, revela que, antes de
tudo, em meio à soberba do homem achar que encontrou a referência maior naquilo
da azáfama dos seres diversos, no cãozinho que emerge com um gesto, no latir de
outro que o avisaria, no voo inquieto de um pássaro, no caminhar rápido de um
inseto, em um tipo de nagual, o “espírito da Natureza”, como se de algo
budista ou similar suplantasse tudo e todos, a reencarnação, o fator quase
psicodélico desse grande delírio existencial, existiria como um grande teatro
onde o ato, per se, estaria em pegar o carro, comprar um maço de cigarros e
ceder a tentação, onde a oração predizia: ...e não ceder às tentações, mas
livrai-nos do mal, amém. Pai nosso, que estais no céu... O Pai, o Filho, o
Espírito Santo, assim seja, eis que o milagre foi formado, e não ceder à
tentação é um enigma da fé. Quais não seremos todos se o grande milagre da
existência não seja aquele que sequer supúnhamos, sequer colocamos nossa vida à
prova, não estaremos mais silentes e taciturnos se não ocultarmos de nós mesmos
esse citado enigma, aquele de que nos orgulhamos por vencer os obstáculos que
nos colocaram à prova, e que, depois de uma aula de religião, acabamos por
colocar os pingos nos is?
A
sintaxe passa a ser outra, e a performance de um dito sofredor, continuará
sendo passar por desafios que coloquem sua fé à prova? Creiamos que agora as
coisas são um pouco distintas, pois a ciência espiritual nos indica que novos
caminhos de luz nos encontrarão um pouco mais refeitos daquilo que antes
críamos piamente, e que agora fazem parte de nossa realidade, mas não nos
emblemáticos veios da lucidez, ou na enigmática parte que pertença à sombra de
nós mesmos.
Seremos
sempre melhores se pudermos simplificar a questão, pois a questão é colocarmo-nos
em guarda, como São Miguel Arcanjo, ou Santo Expedito, o santo das causas
urgentes, posto rezando um terço, estando em dia com nossas obrigações
religiosas, estaremos na causa principal, que é podermos comungar sempre com o
corpo de Nosso Senhor. Algumas direções estão dispostas, a Natureza ainda
poderá nos conduzir como um espírito de luz, pois suas criaturas são de Deus,
mas crermos que em momentos onde nossa fé há que se agigantar sobremodo sobre
decisões cruciais a serem tomadas, será nessas horas que devemos orar com fé e
pedir as bênçãos do Cristo Salvador sobre nossas ações e relembrar que será
nesses momentos que contaremos essencialmente com a Verdade.
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