terça-feira, 25 de agosto de 2026

O ATO REBELDE DO VÍCIO


                Seremos melhores se formos menos dependentes de relações tóxicas, se no tocante à amorosidade que pensamos que nutrimos pela humanidade, não fôssemos na realidade tão rebeldes quanto a hipocrisia que por vezes nos reveste no corpo e no espírito. O que cremos ser uma humanidade falida, é a falência de nós mesmos perante o outro, e diante de nós mesmos, quando simplesmente não podemos sequer aceitar nossa vulnerabilidade em que nos encontramos perante alguma dependência de um vício, uma mera substância que nos escravize, e que supomos, em nossa vida ativa perante isso, sermos intelectualmente superiores, posto afeitos a pensar que estaríamos em posição de superioridade, o que nos remete apenas a um ato de rebeldia, pura e simplesmente, contra um mínimo de humildade que se aparta de nosso comportamento e de nossa existência. No caso recorrente do alcoolismo, muitos psiquiatras, conforme a literatura de AA declara no segundo passo do livro “Os doze passos e as doze tradições”, creem que algumas pessoas bebem em um puro ato de rebeldia, e isso é extensivo a qualquer droga. Por isso, esse método dos passos em AA é tão utilizado por outras irmandades, além da Alcoólicos Anônimos, como a Narcóticos Anônimos e etc. Esse segundo passo é tão importante para os adictos que na realidade o ato rebelde seja apenas com relação ao álcool, mas na realidade pode ser por vezes contra a religião, a medicina, a psicologia, ou contra a própria irmandade de recuperação, quando não se leva a sério seu programa. O ato rebelde contra Deus, quando na realidade o adicto quer se livrar da droga que o acorrenta, ou clama a Deus que o ajude sempre em questões de desejos quaisquer, como em relacionamentos, como na saúde, finanças, ou em questões tão variadas que na falta de Deus remediar as situações onde se encontra, não haveria a menor possibilidade de se crer em seu Poder, se na realidade o adicto pensa como uma criança que deseja algo e pede, simplesmente, uma solução aos seus problemas...

                Quando ingressa em uma irmandade de recuperação, passa a ver que toda uma programação lhe ajuda a compreender seu problema, que seus companheiros – que encontra nas reuniões – passaram por coisas semelhantes ou piores do que seus dilemas, e que muitos já estão sóbrios, alguns há décadas, por vezes. Isso por si só já preenche um vazio muito grande que a compulsão à droga, ao álcool, etc, lhe causa, quando está abstêmio, quando a relação de dependência ainda é grande, e será na crença real a Deus, ou seja, quando souber que a simples relação com Ele em níveis de que possui uma doença mental, em que a dependência coloca a questão simples de que a humildade é necessária para se ter uma noção evidente de que algo maior do que nós mesmos poderá nos fazer nutrir uma vida melhor baseada na fé verdadeira em Deus, assim como o concebíamos, assim como o concebemos, melhor colocada a questão, é que nos tornará permanentemente aptos, conforme a Sua vontade, de estarmos vencendo a dependência ao álcool, ou qualquer outra que nos aflija. Essa boa vontade necessária em que a latitude da compreensão da espiritualidade como esteio para a recuperação do alcoólico ou do adicto, é a pedra de toque de sua recuperação, e antes o que tínhamos de reserva com relação ao poder de Deus, cai por terra, assim sendo, pois se esse imenso e poderoso ser pode com essa problemática tão recorrente no seio das sociedades, tudo poderá na existência de cada ser humano, e n'Ele finalmente poderemos nos fortalecer, a cada dia que passa em nossa existência. 

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