sexta-feira, 28 de agosto de 2026

NO PENSAMENTO FUGIDIO


Nos incorra algo que lutemos por vezes para alcançar,
Como no mar lançam redes, os pescadores em avidez da pesca,
Ou no andamento de um gesto intempestivo, de fuso e de roca,
A se amealhar a matéria-prima de uma malha, tecido sulfuroso,
Ou mesmo a velha ordem em que um editor traça letras em seu lar...

Venha a ser uma palavra bendita, venha a ser um Espírito Santo, o calor da chama
De uma luz que não se apague com facilidade, outrossim, nada de nódoas
Que acalente ressentires ou rancores espirituais, mas a virtude de possuirmos forte
A mesma fortaleza candente de Maria Imaculada, o perfilhar-se de um soldado
Na pompa e no aparato: funções quase permanentes de um olhar cismado.

No bom alvitre, nem sempre somos harmônicos, pois reivindicar melhores dias é justo
Mesmo quando sabemos que os barcos são construídos de madeira trabalhada,
Mesmo sabendo da necessidade de erguermos uma edificação com ótimos alicerces
E que o martelo trabalha não apensa na urbe quanto no campo,
Assim como o trabalhador agrário que vem para a cidade jamais deverá passar fome.

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