Sós ficamos por vezes, no encontro e na paz de Deus...
Sentimos dores reflexas, a dor de sabermos que estamos diante de um Poder maior
Que nos torna substância de nós mesmos, algo a se propor fosse mais um grau
escalar
Do que apenas uma proposição existencial, um remontar episódico de faltas e
presenças,
Ou, quase isso, a vivência de se saber consciente do muito em que nos diria uma
simples lembrança...
Nos meios, na cidade e nas serras, no puro cristal de nossos olhos, qual não
seria, encontrar
Uma sonante melodia que nos contasse a história de nossas vidas, posto a mesma
vida
Se nos encontrasse mais refeitos de uma ordeira questão de passarmos nossos
cadernos e registros da memória, ela mesma,
Um átimo, um intervalo de se crer que fosse meramente o tempo mais de pureza
espiritual
Qual, não fora isso, não haveria ruído mais plenamente justificável, se não
fôssemos
Adiante o tempo que, consorte do mar e das rochas, não fosse da mutabilidade
Que por vezes trabalha os seus resultados em duras ou sempiternas superfícies.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
EM QUE FICAMOS MAIS PUROS
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