Como leigo,
eu não saberia dizer da dimensão em que um sacerdote conhece a teologia, como
estudou seu ofício para exercer o sacerdócio, mas como um curso de catequese para
mim é excelente para que eu possa me aprofundar nos temas da religião,
principalmente o da entrega a Jesus Cristo, o mistério da Santíssima Trindade,
e o enigma da Criação do Universo, em Genesis. Mas a prática diária do
exercício da fé, sua obra, ter a misericórdia que Ele nos ensinou, ser melhor
ou tentar ser um pouco melhor, dar de si mesmo, o ato do perdão, tudo isso eu
já encontro na preparação para poder comungar um dia, poder daqui a um tempo estar
praticando o sacramento da Eucaristia, sabendo-se que é no Sacrário que está o
corpo de Cristo, e que os fieis comungam dele principalmente aos domingos, na
Santa Missa, e estar na presença pura e simplesmente eu Sua frente, na Igreja,
é crer que nossa comunicação com Deus é praticamente infinita: e eterna... Toda
a parafernália eclesial me fascina, todas as imagens dos santos, as vestes dos
padres e ministros, os canais tais como a Rede Vida, os livros cristãos e,
acima de tudo, os evangelhos e parte do Antigo Testamento, pois assumo a minha
ignorância de não conhecer a maior parte dele. Mas aprofundar-se na religião é
algo de suma importância para conhecer a doutrina da Igreja, as escrituras, os
rituais, e a Natureza da fé.
A busca
pelo sagrado pode ser algo de suma erudição, com um conhecimento grande da
teologia, e esse estudo, esse aprofundamento no citado território do sagrado
intui que sejamos mais responsivos quando isso ocorra, pois na realidade
estaremos lidando com uma coisa séria, que é algo objeto de um conhecimento que
nos levará adiante, não apenas no nosso aprofundamento espiritual, como nos
dando as ferramentas necessárias para poder praticar no dia a dia com os seres
que necessitem de um amparo dessa Natureza.
Algumas
pessoas afirmam que nada encontraram nas religiões, mas disso se tenha a certeza
de que não buscam mais senão quiçá o conformismo ou a preguiça de citarem a
espiritualidade como algo mais pagão do que propriamente teísta no sentido de
se crer em um Criador de todas as coisas, inclusive de seu único Filho, primogênito.
Há diversas crenças, mas creio que não se deva invalidar os mestres de algumas,
ou mesmo se ter divergências religiosas, pois isso infere desavenças e
possíveis retaliações desse cunho, posto no diz que me disse das religiões
acabam por se desagregar, já que o bem comum que as deva unir é a harmonia
entre os povos do planeta e o respeito a cada uma delas, inclusive a aceitação
de que exista o ateísmo como particularidade existencial e escolha de cada ser
humano, em sua busca na vida. O problema é a crítica, o desmonte a que alguns
queiram solapara as religiões, ou mesmo a intolerância contra aquelas de
matrizes africanas, ou mesmo as que possuam imagens, como a católica, que já teve
episódios de depredação por parte da intolerância de outras religiões que as
atacam, por vezes igualmente cristãs, crendo que não se deve cultuar uma
estátua, ou um símbolo religioso.
A
palavra religião vem do latim religio, ou seja, respeito pelo divino,
pelos deuses, pelo sagrado, enquanto em Agostinho, a palavra vem de religare,
que significa ligar novamente, com relação a ligar novamente ao divino, no que
subentende-se que não estamos sozinhos, se não quisermos, e essa é a proposição
de Deus, já que certas angústias e martírios pelos quais passamos encontram
justificativa no sofrimento e no cerne do próprio sacrifício do Salvador, por
nós, em seu fato histórico da crucificação e ressurreição, quando vence a
morte, mesmo que muitos neguem a história e os feitos do Filho do Homem. Quando
vence a morte, em meio ao Império Romano, o maior de todos os impérios da história,
e o derruba simplesmente por meio de seus santos e da questão máxima de fazer
jus à contradição do gigantismo romano, seus séquitos beneficiados, como os
fariseus e saduceus, ao povo que negou a Nova Aliança e tudo o que esta significou
vindo das palavras e do coração do Salvador, isso tudo merece que se preste
mais atenção, repetindo, ao fator histórico de tão grande personalidade, de tão
grande merecimento de que tenha, sob a égide do Espírito Santo e Pedro, erguido
tamanha Igreja, que vem a ser o centro universal da religião nos tempos da
atualidade. Esse fato histórico, os milagres, tudo isso, pois a civilização
romana possuía seus registros, suas urbes, sua organização, e Jesus não passou
anônimo diante de próceres e políticos da época, sem que soubessem exatamente o
que fazia nas terras ocupadas pelo citado império. Por mais que se negue a
santidade de Jesus, o aprofundamento na religião apenas nos oferece a
oportunidade de sabermos mais do que se trata o assunto da mesma santidade, os
preceitos regulatórios da Igreja, seus ritos e sacramentos, e como caminhou a
humanidade para erguer uma estrutura tão solene e maravilhosa capaz de agregar
tantos devotos a essa causa comum...
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