terça-feira, 17 de dezembro de 2024
ANTES DE TUDO, UM DEVOTO EM "MADHURYA" NÃO DEVE ESQUECER DA SUA RASA TRANSCENDENTAL DE AMOR CONJUGAL A DEUS, E MESMO QUE AME A OUTREM, JAMAIS ESTARÁ LONGE DO SEU GRANDE AMOR, QUE É ALGO MAIOR DO QUE A SUA PRÓPRIA VIDA E A SENDA MATERIAL E ESPIRITUAL NESTE MUNDO, POIS TUDO DE PRESENÇA JAMAIS SE IGUALA AO TODO QUE ESTÁ PRESENTE ATÉ MESMO EM UM INSIGNIFICANTE SER...
RETIRAR UM BOM TEMPO DE UM NOVO DIA NÃO SERIA APENAS A VISÃO MARAVILHOSA DO CÉU DE BRIGADEIRO, MAS IGUALMENTE VER QUE NO SOLO MAIS SECO NOVOS SERES PIPOQUEM NA VIDA DO HOMEM QUE GOSTA DE ESTAR EM BOA COMPANHIA, E NÃO APENAS AO OLHAR DAQUELES QUE GOSTAM DE COMER ALGO COMO IDEIA DE CHISTES, OU VER NA GARRAFA QUE TAMPARA MOTIVAÇÃO PARA SUBTERFÚGIOS DA OFENSA...
NÃO IMPORTA ONDE ESTAREMOS GEOGRAFICAMENTE NO AMANHÃ, O IMPORTANTE É DEIXARMOS NOS LEVAR PARA ONDE SEJA, MESMO QUE PENSEMOS EM DISTÂNCIAS E FRONTEIRAS, NO MAR QUE POR VEZES NOS SEPARA DE OUTROS CONTINENTES, ESSE MAR QUE POR VEZES TOCAMOS, QUAL ÁGUA QUE TRANSPORTA A NOSSA ALMA, PARA ONDE O NOSSO OLHAR SE ENCONTRE COM NAVEGAÇÕES ÀS CENTENAS, MESMO QUE NÃO AS VIRMOS...
FLORES NEGRAS
Flores negras de um chão moreno
Qual perfaçam a trajetória de uma formiga
Ao dia que vem de roldão, a se predizer uma terça
Nas vestes serenas de um orvalho, logo de manhã cedo.
Flores rubras, aljavas de ombros nos sótãos soturnos
No que vêm igualmente nos pés das flores outras
Como na grama pintadas as flores amarelas e as brancas
Como quiçá fossem outras, no verde do mato que verte a cor da esperança.
A estrela do dia anterior, vênus, já dera mostras da presença no céu negro
E trilhou o seu caminho para esconder-se por detrás da arquitetura do homem
Qual não fosse, uma grande companhia que não perfaz os dias apenas
Mas que, na próxima noite, estará em algum lugar do céu sinalizando a direção
do olhar.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
O NACIONALISMO NÃO DEVE JAMAIS SER CONFUNDIDO COM NADA, MAS DENTRO DO ESCOPO DEMOCRÁTICO, SIM, COM SUAS CONQUISTAS E AMÁLGAMAS DENTRO DO ESCOPO DA RIQUEZA DA NAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO MAIS IGUALITÁRIA DAS SUAS RIQUEZAS, OU NA PROPORÇÃO EM CONCEDER ACESSOS MAIS FACILITADORES, PRINCIPALMENTE NA SAÚDE E NA EDUCAÇÃO, E AO TRABALHO, PROPRIAMENTE BEM DITO.
O ESTAMENTO DA REPRESSÃO PODE SIGNIFICAR CONTEÚDOS PROJETADOS, QUANDO ESTA ACONTECE EM NÍVEIS DE TODA UMA SOCIEDADE OU NAS TENDÊNCIAS A UM TOTALITARISMO REFLEXO, POIS POR VEZES ALGUMAS CRIAÇÕES OU PONTOS DE VISTA COLOCADOS EM PRÁTICA CONTRA O AUTORITARISMO OU IDEÁRIOS EXCLUDENTES, ACABAM POR SE UTILIZAR DA MESMA MOEDA, COMO NA COLOCAÇÃO DE QUE QUANDO O FERRO FERE ALGUÉM SERÁ FERIDO ESSE ALGUÉM QUE FERIU DA MESMA FORMA: COM OUTRO FERRO, OU SEJA, IRRACIONALMENTE, COMO SE UMA "VIOLÊNCIA" PUDESSE SER COMBATIDA COM OUTRA, MESMO SEM O ANTEPARO DA LEI, QUE APENAS A UTILIZA PARA FREIAR E CONTER A MESMA, E NÃO PARA DAR A LARGADA PARA QUE A ESCALADA DE VIOLÊNCIA OCORRA ENTRE GRUPOS RIVAIS OU COM DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS SEM O ANTEPARO DE UMA JUSTIÇA MAIOR, EM UM EXEMPLO MAIS DO QUE EVIDENTE DA PULSÃO COLETIVISTA DA MORTE.
A formação reativa muitas vezes é consciente, caracterizando-se por ser uma intolerância desproporcional à causa. As pessoas que propõem a ser sensores de filmes, teatros, livros e revistas geralmente conciliam a repressão e a satisfação dos desejos, pois podem ver a obra proibida e, ao mesmo tempo, manter o seu controle moralista, condenando-a.
Não confundir racionalização com pensamento racional (de raciocínio): o pensamento racional chega a “razões boas” (justas) e a racionalização chega a “boas razões” (justificativas) para explicações do que é feito. Os comportamentos ou pensamentos socialmente inadequados são os que mais necessitam de racionalizações.
O raciocínio deve estar sempre acima da racionalização, distinguindo verdade e mentira, pelo que a razão cria a esperança da justiça. Ao contrário, com a racionalização explicamos nossos piores vícios em casa, na rua, na escola e no trabalho, pois, para o racionalizador, “os fins justificam os meios”. Os psicanalistas, em tom jocoso, dizem que racionalização é uma mentira inconsciente que se opõe no lugar que se reprimiu...
FINCAR-SE NA CRENÇA DE SUPERESTRUTURAS QUE "FUNCIONEM" É UM TIPO DE RACIONALIZAÇÃO, ONDE POR VEZES AQUELA ENGRENAGEM, NÃO PROPRIAMENTE DENTRO DE NOSSO PRÓPRIO UNIVERSO SISTÊMICO, SEJA UM CONTRAPONTO ESSENCIAL À COMPREENSÃO DE UM LADO DE NÓS MESMOS QUE OCULTAMOS DENTRO DAS PROFUNDEZAS DO INCONSCIENTE, TRANSFORMANDO ESSE CONSIDERADO LIXO SEM TAMANHO UM EMPECILHO PARA QUE POSSAMOS FAZER FLORESCER JUSTAMENTE UM ASPECTO O MAIS PRECIOSO, POR VEZES, DE NOSSA EXISTÊNCIA.
Racionalização não é invenção consciente de motivos e sim escolha inconsciente, na qual algumas justificativas são selecionadas e outras, inaceitáveis, são jogadas ao limbo do esquecimento. Uma forma peculiar de racionalização é a intelectualização, pela qual, com muita teorização, conhecimentos, especulações, tenta-se entender ou negar um conflito, sem propor ou aceitar mudanças.
Com as fantasias os negadores colocam-se no lugar dos artistas de cinema e televisão e das heroínas dos romances e novelas. Mas um pouco de fantasia é estimulante para as lutas diárias. Na vida adulta até pode corresponder a possibilidades factuais. Sonhar é o primeiro passo para a conquista do desejado. Sonhar com o pé no chão, ensinam os sábios, pois as fantasias, se excessivas e ingênuas, prejudicam o ajustamento à realidade e trazem amargas decepções.
domingo, 15 de dezembro de 2024
MIRÍADES
Abre o espaço seu turno
E vê, em seus portões cinzéis de alabastro
Um túnel de gente, os tonéis e as toneladas...
Vê coisas o espaço, objetos, vê o que não aparece,
Ou um relógio que registra a leitura facial e se esconde,
Ou o nano-brinquedo-drone teleguiado pelas veias com um vírus letal
Ou mesmo um gás planejado para ser usado nos rigores de uma triagem do
inseticídio!
Vê outras coisas, um bracelete negro cheio de músculos de alpargatas azuis
Ou mesmo o produto que não foi inventado, vê o nome do esquizofrênico virar
remédio
Ou mesmo um bilionário virar produto farmacêutico na contramão da história...
O que não vê sequer sairia propriamente, vê um objeto de borracha com rodas na
pronta entrega
Ou mesmo algo que vibre mais profundamente um afeto de encomenda
Tal o húmus de fato que brote de mais uma tentativa derradeira
De se obter o kundalini serpentino de mais um gozo na altura normal...
E vê gestos de criança sabendo apenas a inocência de uma família regrada
Em que seus pais, quase sérios, ainda pertencem a uma família regada...
METÁFORA AVESSA
O codinome de um beija-vento carrega a flor de seu nome
Antes que quase tudo fosse possível ao sul do Equador,
Mas que, refeita uma singular hora, depois de outras mais singulares,
Ou menos, tanto faz, posto serem frações velozes e tépidas do tempo,
Refeita a singular maneira de uma reforma de se ver a própria veia
Não verteria a verve da verdade mais do que a página que outrora vivenciamos...
Quando exacerbada, a atividade repressora poderá compor sintoma ou uma doença. Ela é típica dos estados histéricos. Como exemplo, temos o da emoção alterada diante das situações inocentes, por exemplos: a pessoa não chora durante uma morte significativa, mas entra em choro convulsivo diante de uma cena “água com açúcar” da telenovela.
A partir da repressão surgem “freios emocionais poderosos” como o pudor, a vergonha, a repugnância, normas morais, questão de gosto, atividades artístico-culturais, pesquisas cientificas, interesses intelectuais, religiosos e até as diversas formas de psicoterapias pedagógicas e normativas. A repressão está visceralmente incluída na pauta comportamental do homem civilizado. Ela é inevitável, necessária e indispensável para a estruturação do desejo humano.
Num primeiro momento Freud dizia que o reprimido seria o protótipo do inconsciente, para mais tarde retificar e concluir que nem tudo que é inconsciente é, obrigatoriamente, reprimido. Também, num primeiro instante, a repressão foi usada por ele como protótipo de defesa, para depois se tornar apenas uma das modalidades de mecanismo de defesa. A ideia de que a repressão fosse responsável pela angustia foi refeita, para em seu lugar, permanecer a definição de que é a angustia que produz a repressão.
AS PESSOAS BOTAM UMA CORTINA QUE IMPEDE POR VEZES A SIMPLES EXPRESSÃO DO AFETO, POR VEZES POR MEDO DE REJEIÇÃO, OU EM OUTRAS POR PERCEBEREM QUE O ANALISTA ASSUME UM PAPEL DO GRANDE OUTRO, ONDE AS INIBIÇÕES EM SE PROJETAR FIGURAS MAIS CONHECIDAS, A TRANSFERÊNCIA POR VEZES AUSPICIOSA PARA QUEBRAR ESSA BARREIRA OU TIMIDEZ AINDA NÃO TENHA OCORRIDO NO PAR ANALÍTICO.
Do ponto de vista das emoções do paciente, a indicação mais típica de resistência será notada quando o paciente comunica verbalmente, mas existe uma ausência de afeto. Suas observações são secas, insípidas, monótonas e apáticas. Tem-se a impressão de que o paciente está alheio e desligado do que ele está relatando. Isto é particularmente importante quando a ausência de afeto diz respeito a fatos que deveriam estar cheios de profunda emoção. Em geral a inconveniência da emoção é um sinal bem impressionante de resistência.
EM UMA REALIDADE AUMENTADA, NÃO ESBOÇARMOS RESISTÊNCIA AO TERAPEUTA É APENAS NOS PERMITIR ESTAR DANDO JUZ AO TRABALHO DO PROFISSIONAL, POSTO ESTARMOS PAGANDO POR UM TRABALHO DE UM ESPECIALISTA QUE APENAS DISPÕE DE SEU TEMPO PARA CURAR AS NOSSAS PATOLOGIAS PSÍQUICAS, ESPELHADAS NAS MAIS DIVERSAS INQUIETAÇÕES DE ORDEM EXISTENCIAL OU ESPIRITUAL.
A VISÃO DETERMINISTA DO COMPORTAMENTALISMO, OU BEHAVIORISMO, COMO É CONHECIDA A GRANDE ABORDAGEM DA TERAPIA DA PSICOLOGIA NOS EUA, É MAIS REDUCIONISTA DO QUE UMA ABORDAGEM MAIS DE INTROSPECÇÃO ESTRUTURALISTA DO EU PARTICULAR DO OUTRO, COMO NO CASO DE LACAN, OU NA SIMPLIFICADA ABORDAGEM DO DIVÃ FREUDIANO E SUA INVESTIGAÇÃO ACURADA DO INSONDÁVEL INCONSCIENTE HUMANO.
SOMOS NÓS, OS SERES, E O "EU MAIOR", A NATUREZA, QUEM SABE, QUE DELE FAZEMOS PARTE, E POR ISSO NÃO ESTAMOS SOZINHOS, POIS NOS INTEGRAMOS À NATUREZA, NÃO PROPRIAMENTE COMO ESSA PALAVRA INFERE QUASE LIMITADAMENTE, MAS NOS "SINTONIZAMOS" A ELA, EM UM MOVIMENTO DINÂMICO QUE POR VEZES É CONSONANTE, E EM OUTROS É ALTERNO.
HÁ RANCORES TÃO GIGANTES CAUSADOS POR CAUSA DO DINHEIRO QUE OS ATOS QUE OS VITIMADOS DESSES RANCORES QUE FIZERAM OU DERAM APOIO A UMA MELHORIA OU A SE VENCER O SOFRIMENTO, POR VEZES SEQUER SÃO LEMBRADOS, POSTO EM INQUIETAÇÕES DA ORDEM FINANCEIRA CONFUNDE-SE "VIDA" COM BENS MATERIAIS: ISSO É O QUE SIGNIFICA A ESSÊNCIA DA GANÂNCIA, QUE GRASSA POR TUDO E TODOS NO CAPITALISMO SELVAGEM.
A FLOR QUE NÃO ESTAVA NO PRADO
Vestirias um rumor que não estarias no jardim
Posto em um campo grande, quiçá o pampa o saiba
De alagadiços que te perfizeram em outros dias
Posto saibas que o arroz plantado não vingue em outro dia...
Saibas do alimento, que te tornarias um fruto grande, um útero de esperança
De que as guerras não subsistam, de que ao menos o tempo de um dia não seja
Aquilo de que por vezes o quinhão que merecemos nos dias, saibamos, o espírito
de um irmão
Mantém-se mais desperto, posto o silenciar dos ventos, o trazem – inconsútil –
na presença nossa...
sábado, 14 de dezembro de 2024
EM MEIO A DIVERSAS DIFICULDADES, POR VEZES TOMAMOS UMA ATITUDE NEGATIVA EM RELAÇÃO A ELAS, COMO A PASSIVIDADE OU FALTA DE CORAGEM EM ENFRENTAR, MESMO SABENDO QUE ALGUMAS NOS COLOCAM EM CONDIÇÕES DE SERMOS DESTITUÍDOS DE ALGO QUE ANTES NOS FAZIA PARTE INEQUÍVOCA, OU AO MENOS PENSÁVAMOS ASSIM, DE NÓS MESMOS.
O DIA DA JUVENTUDE
Enaltecer caminhantes com seus andores da juventude
Ou criar as flores na tela de uma pintura com matizes da primavera
Poderiam ser recursos para se ver que o tempo reside nos tecidos da vida
E que seres os mais vários alcançam a pátina do caráter da experiência...
Vigora na pátria uma trilha nada efêmera de um cristal moreno
Qual semente que plantamos e que viceja no frescor da planta
A ver, seríamos mais belos quando jovens, ou as nossas rugas
Não contariam a nós mesmos diante do espelho simplesmente que vivemos?
Por hora seríamos outros se o passado não existisse mesmo quando crianças
Ou, quem sabe, o que diriam os passantes do tempo quando prerrogativas outras
Não tecessem alguma desdita afora do semblante noturno de alguém...
A vida não disporia silêncios maiores do que a alfombra de nos escrutinarmos
Quanto de sabermos o mínimo de uma questão quiçá paralela
Ao encontro que dela façamos quando acendemos a letra para esquecer da frase!