O que nos
resta mensurar, se somos de um lado ou de outro, católicos ou evangélicos, de
esquerda ou de direita, democráticos ou tiranos, criminosos ou policiais, ricos
ou pobres, o que nos resta enumerar disso tudo, e quais serão as regras da
imensa régua que, ao invés de ser linear, é um espacejamento de escalas e latitudes
que apenas nos dividem em graus e medidas, conforme enunciado acima? Quais
serão as dimensões da liberdade, senão criar pequenos paraísos, tantos os
naturais como os fiscais, guardar riquezas, ter a ganância por fato concreto do
ser, e dispor da miséria como forma de conter os miseráveis dentro do cancro em
que nos tornamos diante do fato de nosso egoísmo de crermos que apenas as
nossas famílias merecem os privilégios da dignidade e de um Estado que nos dê
todo o suporte do mundo, seja ele fascista ou não? Principal é a palavra de
Cristo, os pobres, os pobres, os desassistidos, aqueles que nada possuem, os
desvalidos, os que sofrem, os que estão moribundos, aqueles que pecam serão os
escolhidos para serem seus seguidores, pois se arrependerão de seus atos depois
do encontro...
Há um fato
em que a democracia impõe a regra em nosso país, e que o que é melhor para o
povo brasileiro o será na hora das eleições, pois não se engane o povo
brasileiro dito que aquele candidato das elites e das megacorporações, que
mantém laços abertos com o presidente da maior nação do planeta, nem sempre vai
ser o melhor, pois justamente será na empatia de um senhor que foi um operário
que entenderá melhor a problemática de nossa nação. Mas o devir civilizatório
promete que o tempo não seja sempre uma promessa e uma luta sem as tréguas
necessárias... Aceitarmos o mundo não quer dizer que a vida tal qual ela é não
esteja eivada de criaturas que pecam todo o tempo, que muitos irão para a escola
não para estudar, mas para vender suas drogas, ou consumi-las. Fala-se em
voltar aos eixos, mas quais serão os rotores que os impulsionam, qual será essa
estranha máquina que gira sem cessar, por vezes meio emperrada, sem óleo, ferruginosa,
gasta, e nova em outras, “reciclada” com as latas de alumínio que um indigente
cata febrilmente pelas ruas para trocar por um corote, ou uma pedra de preferência.
Seríamos
melhores, seríamos de fato, se nos ativéssemos a ter na ganância e no hedonismo
no mínimo um mea culpa, um fator necessário para que trouxéssemos na
bagagem do nosso entendimento no mínimo que a visão de um espiritualista fosse
isento desses sentimentos imundos, posto na tela de um smartphone as coisas
giram no exato instante em que esses sentimentos ou modos de agir seguem sendo
algo de lugar comum, devidas as proporções, pois os ladrões roubam via servidores
de ponta. Na esfera de um significado mais simples, as razões que nos levam a
consentir com pensamentos mais progressistas apenas nos trazem ares mais
positivos, e isso nos leva a concluir que a vida não seria tão mais simples se
nos ativéssemos a questões mais humanas, apenas isso, para começar um diálogo
mais atinente à sensatez, e não ao ódio que porventura muitos possuem a
respeito de um Governo mais popular. Por isso certos resultados, para quem
gosta das palavras e da relação pessoal com Jesus, são sobremodo mais justos e
felizes em termos de conquistas na área social.
Divagando
sobre a democracia de per si, sabemos que a extrema direita sempre a coloca em
xeque, reduz a participação popular, direciona seus orçamentos para as mega
corporações, sintetiza as suas riquezas nas mãos das elites e reprimem os
miseráveis, nada fazendo de acordo com políticas públicas que vão de encontro a
esse tipo de complexidade moral. Apesar de sabermos que nem tudo o que é
projeção de torna realidade, as estatísticas climáticas já são ensurdecedoras
aos olhos da sensibilidade dos líderes das nações que ainda as lideram com
responsabilidade estrutural, e que fomentar meios onde a devastação ainda seja
palavra de grande conteúdo do pecado, paremos de imaginar que a única solução
seria o Juízo Final, pois o mundo ainda é lindo de se viver, e muito há que se
reconstruir, em uma esfera existente baseada na União de esforços coletivos, na
busca de se dar ao que nada possuir e coletivizar melhor o excedente da riqueza
mundial. Um socialismo baseado na democracia ainda seria o melhor caminho para
as nações pobres ou emergentes, bastando para isso a vontade popular e a compreensão
daquelas nações ricas que sejam mais humanas, e tenham a tecnologia e o
conhecimento bastantes para democratizar suas riquezas e know how de como
conseguiram chegar a IDHs sustentáveis, ou seja, revelar às nações em
desenvolvimento como fazer para termos um mundo mais justo e equânime
socialmente, como em uma grande escola onde todos pudessem aprender mais e mais
com a experiência internacional...
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