quarta-feira, 23 de setembro de 2026

O DEVIR CIVILIZATÓRIO


                O que nos resta mensurar, se somos de um lado ou de outro, católicos ou evangélicos, de esquerda ou de direita, democráticos ou tiranos, criminosos ou policiais, ricos ou pobres, o que nos resta enumerar disso tudo, e quais serão as regras da imensa régua que, ao invés de ser linear, é um espacejamento de escalas e latitudes que apenas nos dividem em graus e medidas, conforme enunciado acima? Quais serão as dimensões da liberdade, senão criar pequenos paraísos, tantos os naturais como os fiscais, guardar riquezas, ter a ganância por fato concreto do ser, e dispor da miséria como forma de conter os miseráveis dentro do cancro em que nos tornamos diante do fato de nosso egoísmo de crermos que apenas as nossas famílias merecem os privilégios da dignidade e de um Estado que nos dê todo o suporte do mundo, seja ele fascista ou não? Principal é a palavra de Cristo, os pobres, os pobres, os desassistidos, aqueles que nada possuem, os desvalidos, os que sofrem, os que estão moribundos, aqueles que pecam serão os escolhidos para serem seus seguidores, pois se arrependerão de seus atos depois do encontro...

                Há um fato em que a democracia impõe a regra em nosso país, e que o que é melhor para o povo brasileiro o será na hora das eleições, pois não se engane o povo brasileiro dito que aquele candidato das elites e das megacorporações, que mantém laços abertos com o presidente da maior nação do planeta, nem sempre vai ser o melhor, pois justamente será na empatia de um senhor que foi um operário que entenderá melhor a problemática de nossa nação. Mas o devir civilizatório promete que o tempo não seja sempre uma promessa e uma luta sem as tréguas necessárias... Aceitarmos o mundo não quer dizer que a vida tal qual ela é não esteja eivada de criaturas que pecam todo o tempo, que muitos irão para a escola não para estudar, mas para vender suas drogas, ou consumi-las. Fala-se em voltar aos eixos, mas quais serão os rotores que os impulsionam, qual será essa estranha máquina que gira sem cessar, por vezes meio emperrada, sem óleo, ferruginosa, gasta, e nova em outras, “reciclada” com as latas de alumínio que um indigente cata febrilmente pelas ruas para trocar por um corote, ou uma pedra de preferência.

                Seríamos melhores, seríamos de fato, se nos ativéssemos a ter na ganância e no hedonismo no mínimo um mea culpa, um fator necessário para que trouxéssemos na bagagem do nosso entendimento no mínimo que a visão de um espiritualista fosse isento desses sentimentos imundos, posto na tela de um smartphone as coisas giram no exato instante em que esses sentimentos ou modos de agir seguem sendo algo de lugar comum, devidas as proporções, pois os ladrões roubam via servidores de ponta. Na esfera de um significado mais simples, as razões que nos levam a consentir com pensamentos mais progressistas apenas nos trazem ares mais positivos, e isso nos leva a concluir que a vida não seria tão mais simples se nos ativéssemos a questões mais humanas, apenas isso, para começar um diálogo mais atinente à sensatez, e não ao ódio que porventura muitos possuem a respeito de um Governo mais popular. Por isso certos resultados, para quem gosta das palavras e da relação pessoal com Jesus, são sobremodo mais justos e felizes em termos de conquistas na área social.

                Divagando sobre a democracia de per si, sabemos que a extrema direita sempre a coloca em xeque, reduz a participação popular, direciona seus orçamentos para as mega corporações, sintetiza as suas riquezas nas mãos das elites e reprimem os miseráveis, nada fazendo de acordo com políticas públicas que vão de encontro a esse tipo de complexidade moral. Apesar de sabermos que nem tudo o que é projeção de torna realidade, as estatísticas climáticas já são ensurdecedoras aos olhos da sensibilidade dos líderes das nações que ainda as lideram com responsabilidade estrutural, e que fomentar meios onde a devastação ainda seja palavra de grande conteúdo do pecado, paremos de imaginar que a única solução seria o Juízo Final, pois o mundo ainda é lindo de se viver, e muito há que se reconstruir, em uma esfera existente baseada na União de esforços coletivos, na busca de se dar ao que nada possuir e coletivizar melhor o excedente da riqueza mundial. Um socialismo baseado na democracia ainda seria o melhor caminho para as nações pobres ou emergentes, bastando para isso a vontade popular e a compreensão daquelas nações ricas que sejam mais humanas, e tenham a tecnologia e o conhecimento bastantes para democratizar suas riquezas e know how de como conseguiram chegar a IDHs sustentáveis, ou seja, revelar às nações em desenvolvimento como fazer para termos um mundo mais justo e equânime socialmente, como em uma grande escola onde todos pudessem aprender mais e mais com a experiência internacional...

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