Quando
nos aferramos às coisas materiais a tal ponto que nos esquecemos de Deus, o
princípio de tudo, o fim e o começo do universo, estaremos pondo em xeque o
nosso possível afeto por todas as pessoas e seres que povoam o nosso mundo. Especialmente
aqueles que porventura nos tragam grandes luzes ao entendimento que possuímos
enquanto pessoas viventes no planeta... Quando nos aferramos por caminhos
incertos, mas certos aos olhos de Deus, não devemos colocar esse grande afeto
que nutrimos por ele à prova. Sendo como concebamos esse Deus, seja ele a
manifestação dos seres da Natureza, estar presente nos movimentos dos insetos,
cada qual O perceba como queira, pois reza a Constituição Federal Brasileira
conceder a liberdade de crenças e cultos a qualquer cidadão da nação. Mesmo
porque não nos foge à lógica da teologia que nos libertemos de ortodoxias e dogmas
cegos, e a libertação de um devoto passa pelas questões mais íntimas de cada
qual, independente se somos budistas, cristãos ou maometanos. Nas questões do
catolicismo, que é a Igreja Universal e muito antiga, os estudos para poder
praticar seus sacramentos só agregam na religião a possibilidade mais ampla de
evocarmos nossa fé nos trilhos sagrados do caminho citado...
Se
voltarmos nosso olhar para os erros do passado, poderemos repeti-los de modo a
continuar a errar indefinidamente, e assim será quando nos tornamos frios e
calculistas a ponto de colocar coisas como as relações consanguíneas como as mais
importantes, pois uma família onde as gaivotas do mar sejam nossas irmãs, assim
como encontrar bons conselheiros em muitos outros pássaros como as andorinhas e
os sabiás, será como nos encontrar afetivamente com as coisas de Deus: sua
parafernália e afins. Um cão para mim se torna um manifesto puro de Deus, e o
afeto que nutro por ele é maior do que por muitos seres humanos, sem dúvida, e isso
é um sentimento que muitos têm por seus animais, mesmo que não se
compatibilizem com quaisquer ortodoxias religiosas, pois para mim um animal
possui alma, e por que não, se os seres que habitam a Terra possuem o mesmo
direito inalienável de habitar democraticamente este mundo? De que vale a
medicina para os homens, se na realidade para os cães e gatos é quase a mesma?
O que vale não é exatamente a forma, e se antes assumimos uma forma de homens,
podemos reencarnar em animais, não é mesmo? Não é uma questão de negar que
Jesus é o Deus encarnado e ressuscitou do seu sacrifício, mas apenas estender
nosso afeto, nosso amor de Cristo para todos os seres vivos, e não sairmos pela
esfera do planeta matando em matadouros os bois, esses animais sagrados na
Índia, para saciar a nossa língua luxuriosa, ou matando milhares de porcos
criados em cativeiros brutais. O homem não evoluiu para matar os animais, mas
para respeitá-los, e quem parte em defesa deles pode receber mensagens divinas
até das formas mais mínimas de vida, essa é uma Verdade que está nos Shastras
revelados.
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