Conforme trilhas sedimentadas da vida
Miríades de peixes traçam os seus cordéis de Saturno
Quando, nas suas mantas de prata, sob o anil profundo do mar
Silvam trombetas as rochas sob o ribombo das ondas...
Pescador ausente, não temas, que dos peixes que são solitários
Serás o guia presente, qual não fosse o destino de lançar a rede
Como um tecido analógico de desditas
Algo que pesque no mínimo um sinal proverbial no tempo.
Vê-se que a alfombra do tecido cru de teu desejo
Enumera questões produtivas, meio que de tramas e soslaios do olhar,
Parecendo um nexo alterno que nos subtrai o ventre inquieto
Naquela mostra de cardume feito alimento turvo do citado desejar...
Mais do que um tempo onde o caudal rumoroso de uma paixão obscureça
Uma fronte que olha para a vida de um sem nome de peças desencontradas
Quase não nos nuble faces de um diamante onde nos espelhamos na joia
Quando, no alvorecer de um tempo morno, a rocha marinha já estará mais serena.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
AS REDES LANÇADAS
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