quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A ARTE INCOMPLETA


Seja dada uma largada, frente a frente com os suportes e meios
Na presença de algum modelo surreal, ou com o feixe imaginativo
De uma suposta paisagem lunar, qual Miró nos brinde com o contentamento
De seus sonhos quase distantes daquilo que se veria em uma plenitude
Ou mesmo quando o poeta do surrealismo nos trouxesse palavras com nexos exatos...

Na concretude do inconsciente, faríamos brotar lógicas alternas, razões obscuras,
Plêiades de criaturas que correm quais pequenos cãezinhos por salões infinitos
Em que turistas escapam de gotejamentos dos tetos, mas não isentam o café da manhã
No encontro casual dos inquilinos, os donos do sonhar, qual na semântica desperta da alvorada
O sonho continue com o marulho dos pássaros, o resfolegar dos carros e as passadas dos homens...

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