segunda-feira, 3 de março de 2025

A PRÁTICA DIÁRIA DA MEDITAÇÃO


                Nem tudo o que dizemos, escrevemos ou realizamos na esfera mais imediatista pode ser levado a sério por nós mesmos, pois muitas vezes estamos bem equivocados com esse tipo de expressão, onde não contemplamos antes sobre a Natureza exata do que pretenderíamos dizer sobre algo, o cerne da questão e tudo o que implica às respostas que nos deem no escopo de uma realidade que por vezes ignoramos. Se você ignorar recursos que muitas vezes cremos que são supérfluos, mas que a massa se tem utilizado, e que, no mais, já fazem parte de seu imaginário coletivo, não adianta traçarmos coisas sem sentido à busca por vezes de jargões prolixos para explicar coisas que demandem muitas alturas intelectuais, se um modo mais simples e contemplativo de ver a Natureza das coisas: seus objetos, os sentimentos, as diferenças e igualdades, os contrastes, etc... Essas coisas porventura nos farão compreender melhor que muito do que temos em vista na sociedade contemporânea veio para agregar, e não para complicar.

                Contemplaremos sempre o que é essencial a nós mesmo, e o Deus que nos habita, dentro e fora de nós mesmos... Seja ele Javé, Krsna, Alá, ou Buda. Ou mesmo algo que não fale Dele, mas de um Poder Superior a nós mesmos, algo digno de contemplação, algo que transcenda, sim, e por que não, um aspecto transcendente que nos guie e nos dê um suporte concreto para que tomemos sábias decisões a respeito de nossas vidas. Sem as desavenças que tantos seres já encontram por aí, as controversas questões que, ao invés de nos permitir a meditação plena e uma vida em contemplação de tudo o que nos seja importante, nos venha a acrescentar mais e mais serenidade espiritual, que é a nossa realidade mais íntima, uma vida a que tenhamos um viés existencial mais pleno, no que o oposto seria não deixar fluir a veia da mesma vida citada. A cada vez que encontramos um irmão em sofrimento, quiçá possamos dar a ele o suporte necessário para que ele encontre um caminho de luz e de paz. Se as questões espirituais mais nobres sejam para melhorar a nossa concepção do mundo tal como o conhecemos, como uma plataforma de ação onde muitos tenham acesso a recursos anímicos, seja através de dispositivos facilitadores, enquanto pensarmos que somos superiores por apenas tê-los – os recursos – em maior monta, isso não absorveria logicamente e espiritualmente falando, uma questão principal, de que há pessoas que possuem mais recursos, mas fazem um bom uso deles, enquanto há outras que com um mínimo deles fazem verdadeiros milagres...

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