Nem
tudo o que dizemos, escrevemos ou realizamos na esfera mais imediatista pode
ser levado a sério por nós mesmos, pois muitas vezes estamos bem equivocados
com esse tipo de expressão, onde não contemplamos antes sobre a Natureza exata
do que pretenderíamos dizer sobre algo, o cerne da questão e tudo o que implica
às respostas que nos deem no escopo de uma realidade que por vezes ignoramos.
Se você ignorar recursos que muitas vezes cremos que são supérfluos, mas que a
massa se tem utilizado, e que, no mais, já fazem parte de seu imaginário
coletivo, não adianta traçarmos coisas sem sentido à busca por vezes de jargões
prolixos para explicar coisas que demandem muitas alturas intelectuais, se um
modo mais simples e contemplativo de ver a Natureza das coisas: seus objetos,
os sentimentos, as diferenças e igualdades, os contrastes, etc... Essas coisas
porventura nos farão compreender melhor que muito do que temos em vista na
sociedade contemporânea veio para agregar, e não para complicar.
Contemplaremos
sempre o que é essencial a nós mesmo, e o Deus que nos habita, dentro e fora de
nós mesmos... Seja ele Javé, Krsna, Alá, ou Buda. Ou mesmo algo que não fale Dele,
mas de um Poder Superior a nós mesmos, algo digno de contemplação, algo que
transcenda, sim, e por que não, um aspecto transcendente que nos guie e nos dê
um suporte concreto para que tomemos sábias decisões a respeito de nossas
vidas. Sem as desavenças que tantos seres já encontram por aí, as controversas
questões que, ao invés de nos permitir a meditação plena e uma vida em
contemplação de tudo o que nos seja importante, nos venha a acrescentar mais e
mais serenidade espiritual, que é a nossa realidade mais íntima, uma vida a que
tenhamos um viés existencial mais pleno, no que o oposto seria não deixar fluir
a veia da mesma vida citada. A cada vez que encontramos um irmão em sofrimento,
quiçá possamos dar a ele o suporte necessário para que ele encontre um caminho
de luz e de paz. Se as questões espirituais mais nobres sejam para melhorar a
nossa concepção do mundo tal como o conhecemos, como uma plataforma de ação
onde muitos tenham acesso a recursos anímicos, seja através de dispositivos
facilitadores, enquanto pensarmos que somos superiores por apenas tê-los – os recursos
– em maior monta, isso não absorveria logicamente e espiritualmente falando,
uma questão principal, de que há pessoas que possuem mais recursos, mas fazem
um bom uso deles, enquanto há outras que com um mínimo deles fazem verdadeiros
milagres...
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