segunda-feira, 3 de março de 2025

A CONATURALIDADE DE DEUS


Individuar questão relativa ao divino
Não seria compactuar com um erro metafórico
Posto enquanto linguagem quiçá seríamos falhos
Enquanto sentimentos erráticos, elucubramos.

No se querer mais não há mensagens dissonantes
Que atravessem a simplicidade de um dia
Mas na complexidade espiritual, sejamos pedra burilada
Pelos ventos eternos nas mãos solenes de Deus.

Que porventura fôssemos o mesmo erro da fôrma
Qual, no homem que não se tenta, a primazia da pureza mantém-se
E a fôrma amolda, o tempo revela seu saber de um vício já meio de pronto
A ser controlado na tentação crua e passional de um sentido sujo.

Não, que se negue a aproximação com o corpo em falta
Posto de Prometeu sobraram suas vísceras na pedra
E na Divina Comédia Dante já esboçara suas frentes no ósculo
Em que Aqueronte não nos afogue, e que estejamos a isso solvidos.

No do erro que conforme a religião única e intolerante
Peguemos a falta que se nos deva a própria vertente da concepção
E a penitência e austeridade de um Sanyasi que realiza seus votos
Encontrará o nosso livrar da deusa Estige, ou algo que lhe pareça.

E assim trilhamos, conformes, rumo a outros cantos dantescos
Meio que sabendo que será na velha porta que ingressamos
E que, para sair do panorama hediondo das tentações
Não precisamos ser carolas, mas apenas seres espiritualizados.

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