sábado, 12 de setembro de 2026
Mas aquilo eu não o teria feito sozinho; sozinho, jamais o teria feito. Eis, meu Deus, diante de Vós, a viva lembrança da minha alma: sozinho, nunca teria cometido aquele furto, no qual não me agradava o que furtava, mas o furtar; e sozinho não me teria agradado fazê-lo, nem o teria feito. Ó amizade demasiado inimiga! Ó sedutora incompreensível da alma, ó avidez de fazer o mal por brincadeira e por capricho, ó sede do dano alheio, sem desejo de proveito próprio nem de vingança! Mas, quando se diz “Vamos, façamos isto”, temos vergonha de não ser desavergonhados. CONFISSÕES, SANTO AGOSTINHO.
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