quinta-feira, 23 de julho de 2026

UM QUINHÃO DO MISTÉRIO


              Na esfera da existência, muitos querem saber do que aconteceu no passado recente, as atrocidades cometidas pela guerra mundial do século passado, o que se passa na cabeça de muitos que na verdade oferecem o mistério de serem quem são, apenas... O que se passa na mente inexplicável de ordem substancial, a esses estudiosos da psique não importa tanto, o que querem é mais um caso, mais um fator que por vezes explique de onde obtém certos seres a força inexplicável para encontrar um propósito que lhe dê mais luzes onde antes só havia as trevas, e onde encontrar nas luzes a explicação racional que sustente esse esteio acadêmico de suas suposições e conjecturas. Não supõem os mistérios da vinda de um menino que veio para nos salvar, que esteve em um estábulo quando concebido por uma mulher virgem, e que apenas anjos e pastores souberam de seu nascimento nesse lugar, ainda que certos reis fossem guiados pela estrela da magia... Esses magos que representavam as religiões pagãs adjacentes, e que mesmo no paganismo havia o mito da profética vinda do Salvador, preparada por escrituras seculares, diante desde muito, desde os profetas bíblicos, culminando no último, São João Batista. Não que bastasse saber-se que historicamente isso foi um fato, mas que obscurece muito do que ocorreu na era contemporânea, isso é certo. Todas as carestias, tudo o que acontece com o ser humano na Terra, tudo por que passa, nada se compara ao sofrimento do Filho do Homem, um ser que sofrera a perseguição como páginas escritas em sua própria história, e afirmara, com todas as letras, que quem sofre merece o reino dos céus, e que os ricos passarão com dificuldade para o outro plano... Na vida e crescimento de Jesus, seu lado oculto, passou a ser obediente para com sua mãe e seu pai adotivo, e desde cedo, submisso, falava: “que não seja feita a minha vontade”, e sim a de meu Pai celeste. Esse Pai que guardara em silêncio, enquanto crescia em sabedoria e em trabalhos manuais, porquanto igualmente na vida em comunidade. Veio, com sua obediência, consertar os erros de Adão, como o segundo Adão, redivivo em salvação e em comunhão verdadeira e perene com Deus... Revivemos isso em muitos sonhos de gente que compartilha inconscientemente essa intercorrência, ao saber dos mistérios de Emanuel, ou Cristo, o ungido. Recorreria que o catolicismo impõe, para a sua estrutura formal, os dogmas, mas o fato da ascensão de Maria, Imaculada, aos céus, e de que era uma Santa ao olhar dessa Igreja é um dos mais importantes, assim como vários outros.

              Jesus manteve uma vida oculta em Nazaré, a vida na consagração ao trabalho, à sacra família, e suas vicissitudes, com a iniciação de seu evangelho na estima do silêncio, seu segredo inviolável, suas virtudes, assim como saúda o seu ato no trabalho, bem como saudando todos os trabalhadores do mundo como irmão dileto, carpinteiro, assim Nazaré, a Sagrada Família, antes de ingressar na vida pública. Sua vida em obediência à sua mãe, Maria e seu padrasto, José, ambos grandes santos da Igreja, e Jesus, o todo Homem, e o todo Deus.

              Jesus ingressa na vida pública no batismo de Batista, que hesita, mas o Cristo insiste. Muitos pelo profeta eram batizados: legionários, homens do povo, prostitutas, gente clemente, gente de todos os tipos, inclusive fariseus, saduceus e uma legião de pecadores. O Espírito Santo se faz presente no batismo, e se faz a missão a partir daí: Jesus seria o servo sofredor, sofreria como o homem, teria o poder de Deus como o encarnado, o Filho, daí se cumprindo o mistério da Santíssima Trindade.

              Muitos caminham hoje sem rumo, sem saber sequer quem são, e qual o sentido de suas vidas, muitos criam na sopa que iriam tomar quando presos em um campo de concentração no nazismo, muitos sofrem as agruras de terem de tomar um volume tão grande de psicotrópicos, que não fazem mais sequer a ideia de quem são no mundo, muitos cometem o suicídio, mesmo em meio a bens materiais sem conta, na solidão de seu ouro. Outros desfilam com seus carros, gastam seu sêmen a torto e a direito, regados a drogas e outros utensílios que divagam ser acréscimos de seus hedonismos, enquanto outros, infelizes, acreditam que estar mais ligados ou conscientes neste mundo de máquinas e tecnologia é fumar da erva, que seja mais natural do que a nicotina e, outros, infelizes, minam seus pulmões fumando e passando dias com base no sofrimento de suas dependências. Outros, com poderes diversos, manifestam seu mando no próximo como objetivo de controlar os atos do semelhante, sob a ótica diversa de serem os próceres de hierarquias corporativas, ou similares, mas em síntese, nada se leva para o túmulo, senão os vermes que comerão as nossas carcaças, ou as cinzas em que nos tornaremos depois de cremados.

              Viemos pela palavra de Jesus, e por ela somos incorporados, assim como depois do batismo de João o céu se abriu e Ele trouxe as boas novas para a humanidade. Partiu a pregar na Galileia, suas parábolas fizeram de suas formas o estilo mais corrente, sua pregação, a iniciação do discipulado, os apóstolos, tudo começa a se tornar mais consistente naquilo que já estava escrito, esteve no deserto tentado pelo diabo durante quarenta dias e reafirmou sua obediência ao Pai, consertando o errático ser primordial, quando de se escutar de Eva o desfrute do fruto proibido... Seu exemplo, e tudo o mais, a sua vida na Terra, deve servir para que o ser humano trilhe na sua pobreza a certeza de que Jesus vivera a citada pobreza, a indigência, a carestia, o sofrimento humano, a misericórdia, sofrera por nós todo o tempo, deu sinais para que crêssemos nele com mais garbo e bravura, e que São Miguel Arcanjo nos salve das figuras soturnas que nos fazem entrar em desespero, e que Santo Expedito, o Santo guerreiro da causas urgentes, igualmente nos ajude a nos livrar dos dissabores de uma vida de dificuldades. Yeshua salva, gente, Jesus é o Salvador, e sua redenção é um dos motivos de que nele creiamos, mesmo que estejamos assoberbados por dificuldades que julgamos impossíveis de resolver.

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