sexta-feira, 31 de julho de 2026

URGIR NO QUE É BONDOSO, PARA SE CHEGAR AO AMOR


                Se temos ruídos aparentes com muitas coisas que nos afligem através das notícias, através das coisas em que participamos sendo testemunhas vivas do que ocorre nas sociedades atuais, os problemas de trabalhos, os problemas afetivos, financeiros, de modo idiossincrático particular de cada ser humano, o convívio com os semelhantes, algo maior do que tudo ponteia como gratificação, o fato de estarmos vivos e convivendo com os outros. No modo da bondade é mais do que simplesmente ver que o enigma do Salvador pontifica ser aquele onde a verdade mantém um vínculo estreito, pois sem a verdade e a bondade sequer o amor se manifesta plenamente. Sabermos um tanto que nos remeta à verdade, saber que uma pintura é tão boa que tem a habilidade necessária de um bom artífice, de um bom pintor, mas o que ele pinta é verdadeiro, remete-nos à beleza, essa faculdade que é como a relação do Espírito Santo com o Pai e o Filho... Tendo essa certeza inequívoca, é aceitando o exercício da misericórdia e o perdão, este completando o outro, naquilo que seja a imaculada passagem da construção de um eu gigante, conforme, harmônico e em paz, estaremos igualmente vendo em nós mesmos que somos falhos porquanto nem sempre sabemos pedir perdão, e muito menos perdoar. Mesmo que tivéssemos o pendão de sermos mãos de ternura sempre, haveriam ruídos existenciais a nos espezinhar o nosso gesto, pois quando estamos abertos a uma comunhão verdadeira para com os homens, como Cristo o fizera, haverá muitos de mentalidade farisaica que se oporão à citada bondade acima, bem como à verdade e à beleza, pois o amor, fruto de toda essa beleza, resultado da bondade e da verdade, não é correntemente aplicado em sua grandeza, posto sentimento por vezes soletrado e não praticado nos nossos dias mais duros.

                A grandeza de nosso Pai já falava em honrar os familiares, e exercitarmos a harmonização familiar, bem como estabelecermos vínculos fortes com os devotos de Deus, a nós pode parecer tarefa por vezes quase impossível, mas sempre sobram os nichos onde nossa misericórdia pode estar agindo, bem como a misericórdia de Nosso Senhor, Jesus Cristo. Essa transubstanciação da matéria – hóstia em corpo – da eucaristia sagrada, é o ápice que todo o devoto sério deve ter em conta ser a consagração da premissa básica da sacralidade da Igreja de Pedro, e tudo o que significa esse ato, essa atitude e profissão de fé. Foi na primeira Aliança que Moisés revelou as tábuas dos mandamentos, mas muito homens vieram a quebrá-la. Na Nova Aliança, a do Deus encarnado, vinda do seu coração, de seus sinais, atos, milagres e palavras, que a redenção pelos pecados cometidos viria a ser aos frutos maduros de uma árvore transcendente, no que foi negado pelos escribas, fariseus e muitos gentios, mundo afora. Nunca é tarde para sabermos que, na realidade, o homem peca diversas vezes e por isso sua vida no planeta é finita, mas para que se salve depois dela convém estar atento e vigilante, perante a Nova Aliança... Será a partir da consciência aflorada de que o ser humano não está no mundo para o pecado, mas sim para ler os ditames da religião e professar a sua fé onde quer que se situe, sempre levando a palavra onde quer que encontre uma alma em sofrimento. O Messias já veio e provou, vencendo a morte e todo o seu sofrimento, como redimir a humanidade pecadora, e salvou a mesma humanidade dando a oportunidade de estar com ele depois de nossa partida desse plano terrestre... Os estudos de um devoto que se aproxima, na gota a gota de seus dias, para poder comungar de seu corpo, revelam a ele que é possível estar mais próximo de Deus e do Espírito Santo, mesmo que todos os mistérios da Santíssima Trindade ainda não abracem a total compreensão dentro do fascínio que exerce sobre esse mesmo devoto.

                Apenas através de uma aproximação concreta com a santidade o devoto pode sim exercer suas faculdades espirituais plenas, qual seja, com a compreensão última de que será nos sagrados sacramentos da Igreja de Pedro, que compreenderá a importância do Espírito Santo a ter plasmado com as mãos obreiras de homens que a ergueram ao redor do mundo, em conversas com determinados materiais, em taipa, em madeira, em pedras, em tijolos e com a argamassa beatífica da fé. Nesse contexto amplo, o sagrado vence o profano, espalha um oceano de bendição e conduz, a partir das linhas imorredouras da devoção, abrindo o caminho para que fieis se tornem presentes nos cultos e perfaçam de sua prática cotidiana nos caminhos do Altíssimo à rendição a Cristo Rei, a sua consecução mais diuturna e consonante com os princípios da divindade. A relação última com a ação do amor, nos é facultada ao amor por Deus, pois é regando a raiz que a planta dará bons frutos, e será em suas folhas caídas no chão que caminharemos silenciosos sobre as planícies do tempo, pois algumas folhas secam ao longo do caminho, e será através delas que compreenderemos que o tronco milenar da Igreja permanece ad saecula saeculorum, ao redor do planeta, e para todo o sempre...

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