Urgem minhas
pernas, meus braços, minha mente, meu corpo, meu espírito que, nos momentos
mais difíceis, naqueles onde parecia já não dar mais conta de meus infortúnios,
que me seja dada a oportunidade de que, tal qual São Miguel Arcanjo, eu possa
estar enfrentando o maligno e dando a paz ao meu coração e às almas bem
aventuradas que encontro no caminho, seres humanos que precisam de conforto espiritual,
da paz sonhada, da redução de suas aflições, da influência por vezes nefastas –
quiçá – de suas próprias sombras. As milícias celestiais são eternas, e
enfrentaremos em nós mesmos por vezes nossos mais duros obstáculos, e no nosso
entorno os mais disparatados inimigos, ardilosos, vis e insistentes em nos derrotar,
justamente quando estamos repousando na fé do Salvador, naqueles momentos
sacros em que com Ele meditamos em oração. Basta sabermos que estarmos situados
de modo certeiro em uma fé imorredoura, não seremos mais aqueles que estarão destruídos
por algum anátema, ou algo parecido, pois justamente o caminho religioso
compreende estar imbuído da disciplina necessária e cumprirmos – acima de tudo –
com os deveres para preservar o nosso corpo contra atos incertos, modos de
dependências tóxicas, ou algo similar. Assim como antes não tínhamos a certeza
de que poderíamos dormir frente ao domínio da abstinência a alguma droga, por
vezes conseguimos resolver, e estaremos mais aptos a conviver com a simples possibilidade
de estarmos combatendo um bom combate em favor de nossa saúde física e
espiritual.
O tempo
por vezes é de celebração, pois estarmos livres de algo que nos causa
dependência é sobremodo alvissareiro, principalmente quando estamos próximos de
celebrar o nosso aniversário, pois conclui de forma definitiva um ano de mais
uma década inteira de vida, onde começamos o ano um de uma idade sexagenária,
com a esperança de obter a citada libertação, onde quer que esteja, em todos os
quadrantes possíveis e imagináveis. Essa modalidade de se crer que um Poder Superior esteja presente em nosso coração, na forma de Cristo imaculado, com toda a sua misericórdia para conosco, sofredores, tais a demandas que a carestia da abstinência nos causa, um sofrer paulatino mas insistente, e que nos coloquemos em luta continuada para dirimir mais uma hora, que seja, em nome do Senhor! A prece que faço seja condizente com toda a situação que urge saber que, por minha mente parece que uma parelha de cavalos está luzindo rumo à libertação, e meu corpo não responde à altura com um mínimo de energia vital, como se houvesse parado, ou em marcha lenta... Rogo a todos os Santos da Igreja que me ajudem neste passo, e vou agora dignar-me a ler do sacerdócio que me impõe a doutrina religiosa, para aprender com Aquele que sempre nos ensinara o caminho, mas como em nossa rebeldia fizemos ou cometemos muitos erros diante de nossos familiares e amigos, com os quais muitas vezes partilhamos a fécula do ócio.
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