quarta-feira, 8 de julho de 2026

SABER OU NÃO


              Saber ou não: sermos meramente profissionais, sábios, videntes, ou qualquer coisa de fé, algo de sacerdotes do tempo, este tempo eterno que já está e sabemos com certeza que existe de fato. Seremos outrora agentes transmissores de uma educação paulatina, de uma reeducação de fato, pois se um prócer de uma nação não conhece os bons modos, quem sabe até mesmo um bom puxão de orelha ou umas boas palmadas enérgicas em seu traseiro o ensinariam a ser melhor antes de tomar atitudes incoerentes ou intolerantes. O que quer dizer que nem sempre saberemos qual a melhor atitude a tomar, mas devemos estar conscientes que, isso sim, devemos saber, que a Rússia e a China estão aqui no planeta para equilibrar os papéis desse império falimentar que é o dos EUA. E, por incrível que pareça, será em países como o Brasil que o termômetro onde certas crises ocorram, por vezes com tipificações surreais, paradoxais, marcaremos mais pontos ao sabermos que na realidade a versão de algum tipo de intervenção em famílias que se tornaram golpistas por Natureza, verão seus dias contados, a saber, depois de uma boa vitória das frentes populares nas próximas eleições em nosso país.

              Uma boa proposta é sempre reconciliar com os imperialistas no sentido de manter os laços comerciais, mas ao mesmo tempo manter uma ótima relação com o mundo oriental, que nos fornece a parceria mais substancial a que façamos jus ao empreendimento mesmo de novas conquistas na citada esfera do comércio. O que alguém diz justamente por desabafo em noite anterior, por ressentimento e rancor, vai ser usado no escopo da memória do pensamento e do registro como argumento de um ideal ou de uma argumentação em favor de uma situação onde quem ganha são aqueles que não tem “papas na língua”. É pela questão do Oriente que a indústria nacional já está atrelada até o pescoço, e que não há mais retorno, mesmo que outra nação queira promover sua ridícula guerrinha comercial. É pujante o que acontece no mundo do leste, e pela graça do bom Deus temos uma nação que equilibra a paz mundial com seus armamentos, como a Rússia...

              Como seríamos outros, senão aqueles que esperam por dias onde a Providência Divina venha a concluir a sua Justiça de Deus sobre o planeta, mesmo que soubermos que o que se nos espera seja ainda um mundo onde a luta inóspita por lucros exorbitantes nas mãos de poucos seja altamente recorrente na atualidade? Por vezes saberemos mais sobre muito, por vezes sobre pouco, por vezes nada saberemos sobre tudo. É sobre essa busca, a busca de se discernir, mais e melhor, é que aprenderemos da vida o que ela tem a nos oferecer... Pela graça de Deus! E quem sabe a ciência de estarmos silentes diante de um poder maior do que nós mesmos, mesmo que seja em alguma esfera pessoal, não seja uma escora algo suficiente para partirmos das vertentes de um conhecer mais pleno não apenas de situações da história, bem como do desenvolvimento da tecnologia e sua importância no trabalho humano. Dignificar-se perante o próximo é estabelecer vínculos, mas supostamente em sociedades emergentes tudo fica mais distante do saber que estaremos mais vinculados a um bem estar individual e coletivo se estivermos dotados de valores que nos consagrem maior amplitude de caráter e de sensatez no trato com o semelhante, pois que fomos feitos à imagem e semelhança do Filho do Homem. E é sobre a misericórdia de Deus que se trata o entendimento dos que nele depositam sua crença mais particular e férrea.

                Não estaremos isolados jamais, mesmo que as relações do trabalho nos venham a quebrar nossas colunas e nossos combates, mesmo que verdadeira legiões de mercenários a nós queiram fincar suas garras viperinas. São dias de chacal, meio que dias onde o parecer de outros tempos nos pareçam turvos, mas que na esperança de diletos e bons companheiros teremos de ver que ao que lhes conceda do justo, a eles seja concedido. A bem dizer, aqueles que lutam ou lutaram para serem melhores do que seus chefes, quando estes são bons líderes e exercem boas campanhas em campo, seus espaços na sociedade são garantidos sem que guardem um mínimo de sensação de culpa ou remorso, por terem porventura traído os melhores combatentes, como certos Judas que se vê por aí todo o tempo... Todos têm um propósito para ser livres, assim como a todos seja concedido esse direito, mas a alguns a posição constitui condição sine qua non para libertar, seja em que lugar, seja em que circunstância, sempre em nome de Deus. As hostes do inferno estão aí para que sejamos testemunhas fieis do que ocorre fora dos templos da Grande Igreja. E sejamos Cruzados da libertação, posto se assim não fora, nada seria, pois será empunhando nossas espadas que estaremos defendendo o emblema máximo da Justiça Divina! Que Sua Santidade, o Papa Leão nos agracie com as bênçãos de um segundo semestre de paz, e que o caminho para ela seja repleto de luz, e que ilumine a sua nação, tão sofrida de falta de tolerância e sensatez por parte de sua liderança, e que também ilumine nações mais empobrecidas por questões históricas, e que ajude essas nações a se libertar do jugo imperialista, que as faz reféns de complicadas equações, misérias e carestias, consequências que cremos inevitáveis de sua condição no planeta, mas que, sob determinadas condições, terminarão por encontrar seu próprio caminho, que não seja aquela da hipocrisia, da desavença e da discórdia...

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