A vida
tal qual a conhecemos, é justamente algo que não temos ideia de sua totalidade,
e tudo que significa, não apenas em nós mesmos, nas na mãe Terra, e todos os
seus seres, desde uma simples bactéria até mesmo uma águia ou um elefante.
Mesmo porque tudo tem um ciclo e da mesma água que alimenta toda uma lavoura, que
vai fazer crescer os insumos básicos dos alimentos, vicejar os pastos, fazer
desenvolver tubérculos como a batata, alimentar de milho as aves e os porcos, e
finalmente alimentar o homem, é a mesma que sofre tantas intervenções no
sentido da poluição, no âmbito planetário. Pois sim, a água é vida que pulsa no
mundo, é substância essencial para que permaneçamos aqui. Assim como a água é
nossa base de sustentação, seres como a abelha também são responsáveis para
estarmos por aqui, pois cerca de 35% dos alimentos que consumimos dependem de
sua polinização. Eis dois milagres da vida, e por isso nossa imensa Casa Comum,
que é a Terra, é tão fascinante, apesar de carestias que encontramos amiúde por
adiante do que jamais cogitamos. Esse pensamento quase sempre recorrente de que
somos senhores do meio que nos cerca nos faz termos uma soberba sem conta e
total falta de humildade perante a obra do Criador, que dispôs ao homem o
essencial à sua vida, pois o que é do pão fala à fome, e o que é da água fala à
sede. Mas o homem quem mais em sua ganância e o mercado cria cada vez novas
demandas que estimulam desejos antes inexistentes, ao ponto de rótulos serem
criados, marcas nos surpreenderem e a indústria manipular novas modalidades de
consumo, atingindo níveis onde não se basta ter um carro, temos que possuir o mais
caro e não apenas um, mas vários, como símbolo de ostentação, pura e
simplesmente, enquanto muitos trabalham duramente para pagar um ônibus ou um
metrô, nas grandes cidades. Esse tipo de injustiça social acompanhou durante
séculos as civilizações, mas na realidade a máxima: “pouco com Deus é muito e
muito sem Deus é nada” sempre será válida, posto em qualquer sociedade sempre
haverá aqueles que recebem algum privilégio, seja do Governo, ou seja de nascimento
em uma família de mais posses, de onde sai a oportunidade de frequentar
melhores escolas e poder comprar bons materiais de estudo. Conforme o que se
creia ser o melhor para nossos filhos, podemos ter a certeza de que os melhores
médicos serão sempre os particulares, pois há um diferencial no atendimento às
suas populações, mas como criticar um governo como o brasileiro que mantém
dentro de seu sistema o SUS, que pelo menos é uma iniciativa válida de prestar
a ajuda ao povo brasileiro, coisa que um país como os EUA sequer possui? Esse
tipo de iniciativa é algo de se surpreender, pois equipes valorosas de médicos
e paramédicos mantém acesa a chama da saúde em nosso território, pois coisas
como o CAPS sói acontecerem apenas no escopo da atenção à saúde mental como um
todo, e a luta antimanicomial já é uma realidade em nosso país. Melhor seria
ver homeless jogados na rua como em
muitos países ricos, como no citado exemplo dos EUA, em áreas urbanas degradadas
e suscetíveis de vulnerabilidades sociais alarmantes? Obviamente que não, mas o
fato de que as políticas públicas visem, dentro das possibilidades do
orçamento, que não apenas haja a proposta da manutenção dos serviços públicos
que o Estado oferece à população, mas também que se avance na proposição de que
o dito orçamento seja melhor equacionado e resolvido nos interesses da União
como um todo.
Mas de
qualquer forma, o importante que cabe ressaltar é que um país que se construa
na citada União de seu povo, com a religiosidade eclética ou não desse mesmo povo,
independentemente de sua composição cultural, étnica e respeitando as crenças
particulares, essa é a premissa básica da Democracia e sua característica mais
plena: a das liberdades individuais, a consciência de uma coletividade e a
preservação de nossas instituições fundamentais para o andamento saudável da
dita democracia, como o Poder Tripartite, em independência com relação ao
andamento de se perpetuar uma vida livre sobre a esfera de um escopo da
civilização. Sobre a vida, esta mesma a que nos propomos, a vida pulsa desde a
água, desde a mais simples molécula de carbono que compõe a nossa matéria
orgânica, desde como a conhecemos e que Deus a tenha criado, sob os desígnios
do Espírito Santo e no sacrifício de Seu Filho, Nosso Senhor, Jesus Cristo.
Sabemos que apesar das miríades da política, da economia, da matéria, somos
filhos de Deus, e nossa nação já dá mostras de ser uma terra abençoada por Ele.
Como se dizia em outros termos, somos mortais aqui na terra e, em virtude de
nossos pecados, esse destino já está traçado, mas temos por adiante, depois da
morte, a virtude de sabermos que algo de um Destino Maior está traçado pelo
Salvador a cada homem na Terra, a cada mulher. Esperemos que a carestia não
seja maior do que o suportável, mas se em um pouco, com Deus, encontramos
muito, na presença eucarística universal da Igreja encontraremos mais em todas
as congregações do mundo, e pelo mundo seremos, não apenas em combate pela
preservação da água, mas na consecução de todos os propósitos para que o ser
humano, pelo menos em sua esfera de atuação, em sua cápsula existencial, esteja
conforme com a esperança de que, junto a Ele, o Cristo, consiga exercer
corretamente a cidadania divina, ou seja, em harmonia com o Poder que devemos
respeitar acima de tudo e todos...
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