Podemos perecer diante de infortúnios, quando não estamos alicerçados em um tipo de casulo, um tipo de lar que nos conforte e acolha, mas a iniciativa para isso é estarmos envoltos pela seda em que a crisálida nos acompanhe, e que podemos ser mais fortes, antes de pensarmos em ajudar os outros, evitando, pois estando por vezes alheios, curtindo uma solidão em contentamento, fazendo atividades que construam uma psique ainda frágil, fruto de um histórico de compulsões e hábitos nocivos à saúde, estarmos em grupos de recuperação noturnos nem sempre vai ser bom, qual não seja, não podemos estar vinculados a depoimentos trágicos, ou idiossincrasias de emancipação ególatra, quando muitos no mais alicerçam a recuperação de algum vício qualquer consumindo outras substâncias, principalmente a maconha, a cocaína e o tabaco. Este último, o pior de todos os vícios, pois o seu uso é lícito e a indústria ainda investe pesadamente sobre os vitimados, dependentes desse mal. É confortador quando nos apercebermos estar distanciando do hábito, estar ao menos sabendo consciente do que o cigarro nos faz, e crescermos para estar cada vez mais desapegados do vício. Infelizmente, temos que fazer nossas escolhas e estar em grupos até mais tarde não condiz a que estejamos em conformidade com uma serena vereda, pois até mesmo grupos de recuperação do alcoolismo não são poucas as vezes que nada têm a ver com a questão de drogas ilícitas e sua gravidade no escopo da sociedade.
Construirmos uma cápsula existencial em torno de nós mesmos intui buscarmos sermos os mesmos que não somos agora, mas aqueles com uma pureza espiritual e carnal que éramos quando na juventude, quando estávamos distantes de comportamentos tóxicos e aproximações maiores com substâncias que nos tornam dependentes. Essa iniciativa aos poucos nos retiram das dores de carregarmos uma culpa que seja maior do que aquela já da libertação da compulsão, e aloca um sentido melhor ao nos recuperarmos pouco a pouco, rumo à nos tornarmos livres de quaisquer vícios, sejam eles o da nicotina, da maconha ou da coca.
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