segunda-feira, 8 de junho de 2026

QUANDO ESQUECEMOS DE DEUS


              Poderíamos assentir que a forma mais sutil e derradeira do mal é justamente nos fazer distrair em relação ao Poder de Deus, Sua Divindade mais sublime, o Salvador, aquele que tira os pecados do mundo. Não apenas podemos meditar de modo continuado quando de nosso pensamento n’Ele, mas sabermos do Pecado Original, sem o qual não conheceríamos o nosso Senhor: Jesus Cristo. Pois viveríamos eternamente no paraíso, e Deus não precisaria descender ao mundo para ensinar Sua Palavra, já que não cometeríamos pecado, e o que fez o Diabo foi cindir a alma do corpo, desunir o trigo da água, desfazer o milagre do pão, e nos tornar mortais na Terra, depois de expulsos do Éden. E quando meditamos, por vezes quando caminhamos, temos que saber que, como diria o poeta: “...são demais, os perigos desta vida, pra quem tem paixão...”, Vinícius de Morais. Pode parecer algo extremamente mundano, mas a citada vida tem por si a questão de que não apenas a morte pode aparecer rapidamente, como devemos saber sempre que estamos morrendo, dia a dia, mas que a vida há que ser vivida com entusiasmo, pois será nas palavras de fé do Salvador que estaremos vivendo-a plenamente: a vida é um aprendizado constante.

              Poderíamos crer até mesmo que Deus nos coloca no sofrimento para que foquemos na realidade de sua presença entre nós, e que estaremos mais nobres de caráter quando um homem viciado não for, qual um leproso, mais do que mais um diante de toda uma sociedade de vícios e demandas da maldição, quando houvesse de estar solitário e isolado perante os chamados alfas de uma sociedade, se na realidade quiçá afirmar alfa seja uma metáfora tão restritiva quanto a geração “Z”, que nada mais faz do que se preservar do álcool e outras drogas, fazer esportes e etc, levando a vida de forma mais saudável. O que nos leva a pensar ao menos é que levar a palavra adiante, passar a mensagem do Salvador para muitos ou poucos, não importa tanto quando fazer com que se sinta a dimensão da mensagem. Não voga sabermos ser mais ou menos importante se estamos em um grupo de recuperação de alguma dependência a álcool ou drogas, pois esse patamar passa pelo crivo de pertencermos a uma irmandade, como tantas são as irmandades mundo afora, pela mesma intenção altruísta, de sermos os maiorais ou não, de que havia homens que a fundaram, pois restará como medida áurea sempre a palavra do Senhor, aquele que nos Salva da morte, essa parte em que não nos devemos esquecer – jamais. Essa súplica não se torne um suplício, mas em determinados veios de nossa fé saberemos crer que homens e mulheres são algo que remontam em nós mesmos aquilo pelo qual viemos buscar diante do sagrado, e em meio ao profano... Mesmo porque, o que nos cerca é uma humanidade que pode vir a pecar permanentemente, mesmo depois do ato da confissão.

              Esse esquecimento continuado é como se houvesse uma consciência divina a que nos apartássemos diuturnamente, não exatamente o fato de que estamos simplesmente morrendo, e que isso nos leva ao caminho mais próximo do Salvador, mas justamente nos atos e nas ações, na palavra que proferimos ao semelhante, nos exercícios da chamada consciência que devemos praticar para que não ofendamos quaisquer seres que sejam, e que não falemos maledicências nem do pior canalha, pois é isso que quer satanás, fazermo-nos crer na distração e na impureza de nosso caráter e de nosso espírito, mesmo porque ao diabo Cristo se revelar diante de um devoto é algo que o afeta sobremodo...

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